Repositório RCAAP

La pobreza, el crecimiento demográfico y el control de la natalidad: Una crítica a la perspectiva ética de Peter Singer sobre la relación entre ricos y pobres

En este artículo se presenta una reflexión sobre la relación entre el crecimiento demográfico y la ética frente a la pobreza, a partir de una crítica a los argumentos presentados por Peter Singer en su libro "Ética Práctica". En primer lugar, se colocan en pocas palabras los propios argumentos del autor. A continuación, se analizan los "pilares" que sustentan su argumentación, intentando responder a las siguientes cuestiones: 1) ¿Es el "exceso de población" la principal causa de la pobreza? ¿podemos encontrar una relación entre pobreza y velocidad del crecimiento de la población? 2) ¿Está vigente la perspectiva demográfica que Singer asume? 3) ¿Se puede ignorar o restarle importancia al problema de la distribución de los recursos y los ingresos cuando estamos tratando el problema de la pobreza desde una perspectiva ética? 4) ¿Qué tan cierto es ese argumento del éxito en los casos de México, Colombia y Brasil en cuanto a la implantación de una política de control de la natalidad? 5) ¿Esa postura del autor sobre el crecimiento de la población tiene consecuencias negativas en el "imaginario colectivo"? Por último, a manera de conclusión, se presentan algunas cuestiones que deben ser consideradas en una ética frente a la pobreza.

Migrating techniques, multiplying diagnoses: the contribution of Argentina and Brazil to early 'detection policy' in cervical cancer

This article on the early detection of cervical cancer focuses on the development of two leading diagnostic techniques - colposcopy and the Pap smear test - and their histories in Argentina and Brazil. It explores how diagnostic tools were transferred between Europe and the Americas, while examining the intersection of cultural and medical aspects and the processes of adaptation and resignification in the receiving countries. Colposcopy received little attention in the main Western medical centers until South American countries reasserted its significance in the 1950s. 'Peripheral' centers played a central role in early detection policies and the combined uses of these methods gave rise to a new stage of 'cumulative confidence' in cervical cancer diagnosis and screening.

Cancer, women, and public health: the history of screening for cervical cancer

Cytological screening for cervical cancer (the Pap smear), the first attempt at mass screening for a human malignancy, is often presented as a non-problematic demonstration of the feasibility of such screening. Screening for this tumor became a model for screening for other malignancies: breast, colon and prostate. My text follows the early history of the Pap smear and the conditions that led to its transformation into a routine screening test, despite persistent problems in stabilizing the readings of microscopic slides. It then analyzes the consequences of diffusion of the Pap smear, controversies surrounding this test, the mutual shaping of diagnostic tests and the disease cervical cancer, and the problematic extension of the lessons learned in screening for cervical tumors to other malignancies.

As práticas do cuidar na oncologia: a experiência da fisioterapia em pacientes com câncer de mama

A fisioterapia oncológica precoce vem desempenhando um importante papel na prevenção e minimização dos efeitos adversos do tratamento do câncer de mama, que acomete um grande número de mulheres. A fisioterapia reduz os riscos de complicações e pode restaurar a integridade cinético-funcional de órgãos e sistemas. A fisioterapia oncológica, ao enfatizar os caminhos da prevenção, tem ampliado a atuação do fisioterapeuta e consolidado seu espaço legítimo no campo médico, complementando as habilidades e competências adquiridas nos últimos anos. A prevenção de problemas e a promoção da saúde estão hoje entre as principais atribuições do fisioterapeuta e devem estar presentes em todas as fases do câncer de mama, do diagnóstico ao tratamento e aos cuidados paliativos.

Entre el 'sano temor' y el 'miedo irrazonable': la Campaña Nacional Contra el Cáncer en México

Este trabajo estudia los primeros esfuerzos socialmente organizados en México para combatir al cáncer. Analiza el papel que desempeñó la Campaña Nacional Contra el Cáncer, que se aplicó entre 1941 y los tempranos 1990, en la utilización de los servicios de tratamiento y detección de cáncer, el temor irracional a la enfermedad desarrollado por algunas personas sanas y, en el extremo opuesto, las falsas esperanzas que la propaganda sanitaria despertó en muchos enfermos, la discriminación de éstos y la creencia popular de que el cáncer era una enfermedad contagiosa, entre otros aspectos. Se ocupa, también, de los intentos de recopilar información epidemiológica por parte de las autoridades sanitarias y de las dificultades para obtenerla. Finalmente, analiza los alcances y límites de la lucha contra el padecimiento.

Médicos, viagens e intercâmbio científico na institucionalização do combate ao câncer no Brasil (1941-1945)

Analisa ações de médicos ligados às iniciativas pública e privada e que colaboraram para a incorporação do combate ao câncer, na agenda das políticas públicas de saúde do governo federal, cristalizadas na criação do Serviço Nacional de Câncer em 1941. Objetiva também demonstrar que esse processo histórico se relaciona diretamente ao contexto internacional de intercâmbio científico entre o Brasil e os Estados Unidos, incentivado pela 'política da boa vizinhança', nos anos 1940. Aponta disputas políticas pela primazia da coordenação de ações de combate à enfermidade, no âmbito do poder central.

Ano

2010

Creators

Andrade,Rômulo de Paula Lana,Vanessa

Laços de sociabilidade, filantropia e o Hospital do Câncer do Rio de Janeiro (1922-1936)

Este artigo tem por objetivo estudar a construção do Hospital do Câncer na cidade do Rio de Janeiro, a partir de uma análise das ações e dos grupos sociais envolvidos com a filantropia na cidade, durante a Primeira República. Para tal, apresenta-se um estudo prosopográfico inicial dessa elite, apontando para sua configuração na criação da instituição. Um segundo recorte refere-se às ações filantrópicas de Guilherme Guinle nesse período.

Nunca aos domingos: um estudo sobre a temática do câncer nas emissoras de TV Brasileiras

Analisa notícias sobre câncer no jornalismo da televisão brasileira, entre 2006 e 2007, resultando em 51 notícias exclusivas e 62 veiculações, em 12 diferentes emissoras nacionais de televisão (comerciais, educativas e fechadas). Os itens observados foram: origem (nacionais, internacionais); assunto (prevenção, diagnóstico, tratamento, cura, epidemiologia e/ou tabagismo); dia da semana e horários mais veiculados; características dos entrevistados; e ainda se as reportagens analisadas ofereciam aos espectadores explicações sobre fatores de risco e prevenção. Além disso, colheram-se depoimentos dos editores de telejornais das principais emissoras brasileiras. A análise dessas notícias e entrevistas evidenciou características relevantes da cobertura televisiva sobre temas de ciência e saúde, relacionadas aos critérios de seleção de pautas.

Ano

2010

Creators

Jurberg,Claudia Verjovsky,Marina

Casas para os que morrem: a história do desenvolvimento dos hospices modernos

Retrata os primeiros hospices modernos, no Reino Unido vitoriano tardio, descrevendo a filosofia reinante e as dificuldades dessas instituições. Aborda, também, a fundação do St. Christopher's Hospice, considerado o marco do nascimento do moderno movimento hospice, bem como o desenvolvimento desse movimento até os dias atuais. Seu surgimento ocorre em cenário de crescente valorização tecnológica e à margem das prioridades do sistema de saúde britânico, em período de intensas transformações nas sociedades ocidentais. No Brasil, descreve como surgiu o primeiro hospice, na cidade do Rio de Janeiro, em 1944. Finaliza com um panorama atual do moderno movimento hospice no Brasil, além de considerações acerca das dificuldades para sua inserção no sistema de saúde.

Ano

2010

Creators

Floriani,Ciro Augusto Schramm,Fermin Roland

As campanhas educativas contra o câncer

Discute a trajetória das campanhas educativas contra o câncer, seu papel na política de controle da doença e sua evolução entre 1920 e 1950. Através das imagens pode-se perceber a permanência de conceitos do campo da cancerologia surgidos no início do século XX. Diagnóstico precoce e tratamento médico especializado formavam o binômio que embasava os argumentos médicos sobre a alta possibilidade de cura da doença. A esses termos somava-se uma noção de prevenção que preconizava: evitar as causas externas de irritação dos tecidos seria a principal forma de proteção. Embora a estética dessas campanhas se tenha transformado ao longo dos anos, buscando atrair o público e chamar sua atenção para os perigos da doença, a base de sua concepção permaneceu a mesma.

Ano

2010

Creators

Costa,Manuela Castilho Coimbra Teixeira,Luiz Antonio

Neurociências, artes gráficas e saúde pública: as novas advertências sanitárias para maços de cigarros

A exposição a produtos derivados do tabaco é considerada a mais importante causa de morte evitável no mundo. Ações de controle do tabagismo envolvem uma gama de intervenções para ajudar pessoas a parar de fumar e prevenir que jovens não se tornem dependentes. Advertências sanitárias com imagens mostradas em embalagens de cigarro são uma das formas mais efetivas de informar acerca das consequências do tabagismo. Pesquisas em neurobiologia da emoção demonstram que estímulos visuais afetam atitudes e comportamentos; estímulos agradáveis promovem predisposições para aproximação e os aversivos, afastamento. Os apelos positivos que o marketing da indústria tabagista induz em suas embalagens devem ser neutralizados por advertências que mostrem os riscos de fumar, desconstruindo o apelo prazeroso e induzindo predisposições de afastamento em relação ao produto.

Ano

2010

Creators

Nascimento,Billy E.M. Gamba Jr.,Nilton Pereira,Leticia de Oliveira Mirtes G. Spitz,Rejane Gleiser,Sonia Perez,Cristina Vianna,Cristiane Cavalcante,Tania Volchan,Eliane

Do caranguejo vermelho ao Cristo cor-de-rosa: as campanhas educativas para a prevenção do câncer no Brasil

As campanhas de prevenção do câncer no Brasil são um aspecto importante da história do controle da doença. Os materiais produzidos no decorrer dessa história são uma rica fonte de documentos que merecem o olhar de profissionais de áreas como educação, comunicação, informação, saúde pública, história e hivulgação científica. Partindo desse pressuposto, analisam-se materiais de campanhas educativas a partir de distintos campos do conhecimento. As notas relatadas são fruto de análise preliminar de cartazes utilizados em campanhas. Este estudo foi realizado sob o enfoque da história da educação em saúde e será aprofundado nas próximas etapas da pesquisa.

O grande mal no Cemitério dos Vivos: diagnósticos de epilepsia no Hospital Nacional de Alienados

O objetivo deste artigo é analisar, na perspectiva da história social do pensamento médico, artigos sobre epilepsia publicados na revista Arquivos Brasileiros de Psiquiatria, Neurologia e Medicina Legal em 1915 e 1918. Esses artigos, por um lado, permitem identificar algumas das aproximações da medicina brasileira de inícios do século XX em relação a essa síndrome, em especial a associação direta então estabelecida pela ciência médica entre a epilepsia e a propensão à violência e ao crime. Por outro lado, permitem esboçar histórias de vida de pacientes diagnosticados como 'epiléticos', cujas observações clínicas são relatadas.

O nervosismo como categoria nosográfica no começo do século XX

Apresenta o quadro conceitual que cerca a categoria nervosismo na psiquiatria brasileira do começo do século XX, tal como evidenciado em artigo de Henrique Roxo publicado nos Arquivos Brasileiros de Psiquiatria, Neurologia e Medicina Legal em 1916, e enseja sua contextualização na história das classificações psiquiátricas e das representações sobre os nervos e o sistema nervoso. Com isso, pretende contribuir para o mapeamento do naturalismo fisicalista (ou epifenomenismo), como tendência constante das representações sobre a pessoa e suas perturbações na cultura ocidental moderna.

Classificando diferenças: as categorias demência precoce e esquizofrenia por psiquiatras brasileiros na década de 1920

Analisa o modo como os psiquiatras brasileiros Henrique Roxo e Murillo de Campos conceituaram e distinguiram as categorias diagnósticas de demência precoce e esquizofrenia, no final da década de 1920, em artigos publicados no principal periódico psiquiátrico à época. Observa-se como ambos se apropriaram do conhecimento europeu que forjou tais categorias e como as representaram no contexto da institucionalização da psiquiatria no Brasil. Busca compreender como esse processo de nomeação e definição cientifica de diagnóstico se articulava à produção da diferença entre o que deveria ser considerado fenômeno, no que se refere à patologia mental.

A cena constituinte da psicose maníaco-depressiva no Brasil

A intenção deste ensaio é esboçar a leitura da psicose maníaco-depressiva no Brasil, no começo do século XX. Destaca a transformação teórica ocorrida na psiquiatria brasileira, que se deslocou da tradição francesa para a alemã. Sublinha o modo como a problemática da histeria foi substituída pela da psicose maníaco-depressiva nesse contexto histórico.

Histeria e psiquiatria no Brasil da Primeira República

Problematiza o pensamento psiquiátrico brasileiro sobre a histeria nas primeiras décadas do século XX, momento de expansão de uma medicina social que se constituiu no bojo de uma biopolítica de gestão populacional. Para isso, esse pensamento é inserido no debate sobre a histeria nos grandes centros europeus no século XIX e que foi referência para a nascente psiquiatria brasileira dentro de um projeto reformador e preventivista que caracterizou a medicina brasileira da época. São abordados o trabalho do neurologista brasileiro Antônio Austregésilo (1876-1960), sua inserção nesse projeto e seu lugar no processo de desmembramento da histeria como categoria diagnóstica, no campo da psiquiatria, o que se deu ao longo da República Velha.

A sífilis e o aggiornamento do organicismo na psiquiatria brasileira: notas a uma lição do doutor Ulysses Vianna

Toma como ponto de partida a lição do psiquiatra brasileiro Ulisses Vianna, publicada em 1919 nos Arquivos Brasileiros de Neuriatria e Psiquiatria, para analisar o modo como se desenvolviam, naquele momento, as discussões médicas em torno das 'sífilis do sistema nervoso' e 'sífilis cerebral'. Procura inscrever o trabalho de Vianna no horizonte intelectual mais amplo do qual fazia parte e explorar o impacto que essa categoria nosológica teve no pensamento psiquiátrico, especialmente na consolidação de concepções organicistas ou somatológicas a respeito da doença mental, ajustando-as aos novos horizontes inaugurados pela bacteriologia.

Ano

2010

Creators

Carrara,Sérgio Carvalho,Marcos

Alcoolismo e medicina psiquiátrica no Brasil do início do século XX

Aborda o desenvolvimento da psiquiatria no Brasil, entre o final do século XIX e as três primeiras décadas do XX, com base no estudo da construção de saberes e práticas, neste campo, acerca do alcoolismo. Discute a visão da psiquiatria sobre a responsabilidade do álcool na manifestação da loucura. Trata a hipótese de que o conceito de 'psicose alcoólica' buscou enfeixar os sintomas e problemas causados no indivíduo pelo alcoolismo crônico. Chama atenção para o fato de que esta era uma 'doença social', definição que a aproxima das classes populares: de seus costumes, práticas e condições de vida. Procura analisar as internações nos hospícios, recuperando os ecos das discussões médicas e tomando as reflexões do escritor Lima Barreto como contraponto ao saber médico da época.

Ano

2010

Creators

Santos,Fernando Sergio Dumas dos Verani,Ana Carolina