Repositório RCAAP
Propagação de pteridófitas in vitro e in vivo através de esporos
Sujeitas ao processo de extinção, em decorrência do extrativismo, as samambaias arbóreas Dicksonia sellowana (Presl.) Hook e Cyathea schanschin Mart, das quais se obtémo xaxim, são espécies ainda pouco estudadas quanto à propagação. Com o objetivo de desenvolver um método adequado à propagação destas espécies, através de esporos, realizaram-se experimentos in vitro e in vivo. Para a desinfecção dos esporos, utilizaram-se soluções de hipoclorito de cálcio, em diferentes concentrações, ou de sódio, comparando-se sua eficiência. Para o cultivo in vitro, empregaram-se os meios nutritivos de Murashige e Skoog modificado e de Jones e a solução de Knop modificada. Na cultura in vivo utilizaram-se xaxim, estagno, terriço ou tijolo fragmentado. Como condições de cultivo, manteve-se a temperatura a 25 ±1°C e o fotoperíodo de 16 horas. Apesar da elevada contaminação durante o processo de germinação in vitro e in vivo, a desinfecção com hipoclorito de cálcio a 2% foi mais eficiente. Os esporos germinaram em 4 a 8 semanas e os prótalos formaram-se após 30 a 40 dias. Obteve-se maior percentagem de germinação e formação de prótalos com os meios de Jones e Knop, bem como xaxim e esfagno, e a germinação de esporos ocorreu mais rapidamente na ausência de esporângios.
2022-12-06T13:19:44Z
Borelli,Flávia Próspero Castro,Carlos Eduardo Ferreira de Matthes,Luiz Antonio Ferraz Tombolato,Antonio Fernando Caetano Nagal,Violeta
Época e ciclo de maturação de pêssegos e nectarinas no estado de São Paulo
Na Estação Experimental de Jundiaí (23°08'S), do Instituto Agronômico (IAC), controlou-se o número de dias entre a antese e a maturação dos frutos de vinte cultivates de pêssegos (Prvnus persica L. Batsch) e nectarinas (P. persica L. Batsch var. nucipersica). Com base nos resultados obtidos, elaborou-se nova tabela classificatória para ciclos de frutificação, da qual constam, respectivamente, a faixa de maturação, o número de dias entre a flora da e a colheita dos frutos e os cultivares: ultraprecoce,<74dias (Fia. 7-3); bem precoce, 75-90 dias (Flordaprince, Tropical e Maravilha); precoce, 91-120 dias (Régis-1, Jóia-1, Jóia-4, Delicioso Precoce, Centenária, Doura do-1, Aurora-1, Aurora-2, Ouromel-3 e Josefina); mediana, 121-150 dias (Canário, Cristal e Talismã); tardia, 151-180 dias (Biuti e Rei da Conserva) e bem tardia,>181 dias (Bolão).
2022-12-06T13:19:44Z
Barbosa,Wilson Ojima,Mario Campo Dall'orto,Fernando Antonio Martins,Fernando Picarelli
Organogênese floral do pessegueiro in vitro
Coletaram-se meristemas do pessegueiro 'Tropical' (Prunus persica L. Batsch) em 30 de outubro, 30 de novembro e 30 de dezembro de I986 e 30 de janeiro e 28 de fevereiro de 1987 e cultivados in vitro. Aqueles coletados até 30 de novembro desenvolveram-se vegetativamente, produzindo vitroplantas normais de pessegueiro. O mesmo não ocorreu com os meristemas coletados em dezembro, janeiro e fevereiro, os quais se transformaram em botões florais após quinze dias de cultivo in vitro. Evidenciou-se, assim, que o processo de indução floral para o pessegueiro 'Tropical' ocorreu em dezembro na região de Jundiaí, SP (23°08'S.), uma vez que nenhuma vitroplanta se desenvolveu após esse período. Evidenciou-se, ainda, a irreversibilidade dos meristemas após o processo indutivo de diferenciação floral.
2022-12-06T13:19:44Z
Barbosa,Wilson Campo Dall'orto,Fernando Antonio Ojima,Mario
Concentrações de 6-benzilaminopurina no desenvolvimento in vitro de embriões de pêssegos e nectarinas precoces
Objetivando melhorar o desenvolvimento in vitro de embriões de pêssegos e nectarinas, de maturação precoce, adicionou-se, em meio básico de cultura, o regulador de crescimento 6-benzilaminopurina (BAP) nas concentrações de 0,5,10,15 e 20µM. Esse meio consistiu na solução salina de Murashige & Skoog acrescido de tiamina, 1mg/l; ácido nicotínico, 0,5mg/l; inositol, 100mg/1, glicina, 250mg/l; glutamina, 500mg/l; asparagina, 250mg/l, ácido giberélico, 0,1mg/l; sacarose, 30g/l, e ágar, 6g/l. A melhor taxa de desenvolvimento dos embriões, após 30dias de cultura, ocorreu nas concentrações de 5 e 10µM de BAP, com uma emissão média de 4,5 brotos por embrião. Nas concentrações de 15 e 20mM de BAP, o número de brotações foi maior, porém com menor aproveitamento, devido à presença dos sintomas indesejáveis de vitrificação. O BAP não eliminou, totalmente, a roseta e o ananismo fisiológico dos embriões.
2022-12-06T13:19:44Z
Barbosa,Wilson Campo-Dall'orto,Fernando Antonio Ojima,Mario
Milho verde: avaliação da resistência à lagarta da espiga, da espessura do pericarpo e outras características agronômicas
Em Pariquera-Açu, SP, em maio de 1987, foi plantado um ensaio com o objetivo de avaliar as variedades IAC Azteca Centenário, IAC Maya Latente, IAC-1 e IAC-VD 2 e dois híbridos comerciais de milho verde, Agroceres 162 e Cargill 742, quanto à resistência à lagarta da espiga, espessura do pericarpo do grão e outros caracteres de importância agronômica. O ataque da lagarta foi avaliado utilizando-se a escala modificada por Widstrom e a contagem do furo de saída da lagarta. A espessura do pericarpo, medida através de um relógio comparador, foi retirada de duas posições de grãos embebidos em solução de glicerol e de uma posição em grãos secos. Outros caracteres agronômicos estudados foram: germinação e vigor das sementes usadas; estande final; altura da planta e da espiga; porcentagem de palha na espiga; número, rendimento, peso total e peso médio das espigas comerciáveis; peso de grãos e resistência a Exserohilum turticum (Pass.) Leonard e Suggs. As variedades, com exceção da IAC-VD 2, apresentaram produção inferior aos híbridos. Quanto ao ataque do E. turcicum, o Cargill 742, IAC-VD 2 e IAC Maya Latente foram resistentes, e 'Agroceres 162', intermediário, 'IAC-1' e IAC Azteca Centenário', suscetíveis. Os resultados obtidos pelos métodos de avaliação do ataque da lagarta da espiga - a escala de Widstrom e a contagem do furo de saída - foram equivalentes na discriminação dos genótipos. A 'IAC Azteca Centenária foi a mais resistente e a IAC Maya Latente, a mais suscetível. A espessura do pericarpo variou entre os genótipos, sendo maior no 'Agroceres 162' e IAC Azteca Centenário'.
2022-12-06T13:19:44Z
Sawazaki,Eduardo Ishimura,Issao Rossetto,Carlos Jorge Maeda,Jocely Andreuccetti Sáes,Luiz Alberto
Soja: avaliação de linhagens com período juvenil longo e obtenção do cultivar IAC-15
Buscando desenvolver cultivares de soja de maior capacidade produtiva e melhor adaptação às condições paulistas, realizaram-se hibridações entre material genético com período juvenil longo, as quais possibilitaram a obtenção de linhagens que, por sua vez, foram avaliadas em ensaios preliminares e regionais, no âmbito do Instituto Agronômico. Concomitantemente, para que o sojicultor tivesse à sua disposição os cultivares mais produtivos, independentemente da procedência, realizaram-se testes regionais de avaliação pelo Sistema de Avaliação e Recomendação de Cultivares de Soja para o Estado de São Paulo - trabalho de cooperação entre o Instituto Agronômico (IAC) e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) - nas regiões produtoras, com técnica e recursos ali disponíveis. Os ensaios preliminares foram delineados em látice simples 6 x 6 e os ensaios regionais e os testes em blocos ao acaso, com quatro repetições. Os resultados, tanto dos experimentos desenvolvidos no IAC como os do Sistema de Avaliação IAC-CATI, permitiram avaliar o desempenho e justificar o lançamento e recomendação do cultivar IAC-15 para o Estado de São Paulo.
2022-12-06T13:19:44Z
Miranda,Manoel Albino Coelho de Mascarenhas,Hipólito Assunção Antonio Pereira,José Carlos Vila Nova Alves Gallo,Paulo Boller Diehl,Sérgio Rocha Lima Pinzan,Norma Rahal
Novo cultivar de mamona: IAC-226(Tarabay)
Este trabalho descreve um novo cultivar de mamona (Ricinus communis 1.), IAC-226 (Tarabay) originado de linhagem pura, obtida do cruzamento controlado entre o 'Pindorama' e o 'Campinas': trata-se de germoplasma adaptado às condições climáticas normais de cultura no Estado de São Paulo, material de porte alto (250-350cm), diâmetro de copa de 215cm e ciclo vegetativo médio (180 dias, a partir da emergência). A produção econômica é dada pelos racemos primários, secundários, terciários e quaternários, com 19, 30, 23 e 28% da produção total respectivamente, elevado potencial produtivo (2.681kg/ha de sementes e 1.233kg/ha de óleo), e frutos indeiscentes.
2022-12-06T13:19:44Z
Savy Filho,Angelo Banzatto,Nicolau Victório Veiga,Renato Ferraz de Arruda Campana,Mario Pércio Pettinelli Junior,Armando
Qualidade da bebida em espécies e populações derivadas de híbridos interespecíficos de Coffea
Avaliou-se, em dois experimentos, a qualidade da bebida das espécies Coffea canephora e C. congensis e derivados de híbridações interespecíficas [C. canephora duplicado (dp) x C. arabica, C. canephora x C. eugenioides, C. arabica x C. dewevrei dp e C. racemosa x C. arabica]. Por tratar-se de análise de bebida de cafés pouco conhecidos, avaliou-se a eficiência de uma escala de 1 a 10 pontos em comparação à escala de 0 a 5 pontos utilizada para C. arabica. Foram, também, acrescentadas pelos provadores indicações relacionadas ao gosto da bebida. A escala de 6 pontos mostrou-se pouco eficaz na discriminação dos tratamentos e a de 10 pontos, utilizada alternativamente, revelou-se mais eficiente nos dois experimentos. No primeiro, verificou-se, quanto à qualidade, uma superioridade dos grupos C arabica x C. dewevrei dp e C. canephora dp x C. arabica pelas duas escalas. No segundo experimento, o grupo C. racemosa x C. arabica apresentou a maior média, apesar de não diferir, pela escala 1, dos demais grupos. Pela escala 2, superou, no entanto, os grupos C. canephora e C. congensis. Gostos incomuns foram observados nas amostras com relação à bebida. Atribuem-se à grande diversidade do material analisado e a falta de familiarização dos provadores com espécies bem diferentes de C. arabica, certas discrepâncias com relação à determinação desses defeitos nas amostras analisadas.
2022-12-06T13:19:44Z
Carvalho,Alcides Teixeira,Aldir Alves Fazuoli,Luiz Carlos Guerreiro Filho,Oliveiro
Melhoramento do cafeeiro: XLIII. seleção de cafeeiros resistentes ao bicho-mineiro
Estudaram-se diversos parâmetros agronômicos em progênies oriundas de potinização aberta e de hibridações envolvendo os cafeeiros C 1195-5-6-1 e C 1195-5-6-2, resistentes ao bicho-mineiro (Perileucoptera coffeella). Ambos apresentam florescimento abundante e precocidade de maturação, características da espécie Coffea racemosa, da qual se originaram por retrocruzamentos com C. arabica. Hibridações desses dois cafeeiros foram realizadas com os cafés Icatu, Catimor, Híbrido de Timor e Catuaí. Os três primeiros, derivados de retrocruzamentos de C. canephora com C. arabica, são resistentes ao agente da ferrugem (Hemileia vastatrix) e, o último, cultivar de grande expressão econômica, tem porte reduzido e elevada capacidade produtiva. A análise das progênies realizada em quatro ensaios revelou que todos esses atributos, presentes em tão diverso germoplasma, são geneticamente transmissíveis e se encontram nas progênies investigadas, em associações diversas. Os dados de produção e o fato de não existirem associações antagônicas entre esses atributos sugerem a possibilidade do desenvolvimento de cultivares produtivos, resistentes ao bicho-mineiro e com outras características desejáveis, principalmente resistência ao agente da ferrugem.
2022-12-06T13:19:44Z
Guerreiro Filho,Oliveiro Medina Filho,Herculano Penna Gonçalves,Wallace Carvalho,Alcides
Variabilidade genética da produção anual da seringueira: estimativas de parâmetros genéticos e estudo de interação genótipo x ambiente
Selecionaram-se dezenove genótipos de seringueira (Hevea brasiliensis Muell. Arg.) considerados como os melhores em vigor e produção em uma população de pés francos estabelecidos no campo de ensaios da Estação Experimental de Pindorama, com o objetivo de estudar a variabilidade genética e ambiental e a interação genótipo x ambiente sobre a produção durante cinco anos. Com base na análise da variância anual e conjunta, estimaram-se parâmetros genéticos para produção, na tentativa de quantificar o ganho genético com a seleção, e as correlações genéticas e fenotfpicas das produções ano a ano. Os resultados das análises da variância dentro de anos mostraram efeitos significativos para genótipos, sendo os efeitos da interação genótipo x ambiente altamente significativos. As estimativas de herdabilídade, no sentido amplo, ao nível de médias de parcelas, foram altas, com amplitude de 0,57 a 0,77, respectivamente, para o segundo e quinto ano de produção. As maiores percentagens de ganho genético foram obtidas no primeiro e quinto ano de produção, 39,03 e 27,57 respectivamente. Correlações genéticas e fenotípicas entre anos de sangria foram altas e significativas. Os altos valores de herdabilidade e ganho genético para o primeiro ano de sangria indicam que a seleção massal conduzida nesta fase proporciona, efetivamente, maior ganho na seleção.
2022-12-06T13:19:44Z
Gonçalves,Paulo de Souza Cardoso,Mario Colombo,Carlos Augusto Ortolani,Altino Aldo Martins,Antonio Lúcio Mello Santos,Ivan Cavalin Ignacio dos
Correlações fenotípicas entre caracteres avaliados nos estádios juvenil e adulto de açaizeiros
São apresentados coeficientes de correlações fenotípicas obtidos entre diferentes idades de alguns caracteres relacionados ao desenvolvimento vegetativo de açaizeiros (Euterpe oleracea Mart). Visa-se auxiliar na identificação de caracteres que possam ser utilizados para a seleção precoce de plantas superiores dessas palmeiras com vistas ao melhoramento genético. Correlações entre os caracteres mensurados em diferentes estádios foram estatisticamente significativas para a quase totalidade das avaliações efetuadas, com magnitude aumentando gradativamente com o tempo. Dada a taxa crescente apresentada pelos coeficientes de correlação e as estimativas de ganho esperado por seleção praticada, especialmente sobre o caráter circunferência da planta, sugere-se que a seleção em açaizeiros possa ter início logo aos 17 meses após o plantio, com maior probabilidade de selecionar genótipos superiores dessas palmeiras a partir do segundo ano de campo.
2022-12-06T13:19:44Z
Bovi,Marilene Leão Alves Godoy Júnior,Gentil Spiering,Sandra Heiden Camargo,Sérgio Bueno de
Aproveitamento do café Excelsa em mistura com o café Árábica
O café Excelsa (Coffea dewevrei cv. Excelsa), embora rústico e produtivo, não é comercialmente cultivado. No presente trabalho, procurou-se avaliar a qualidade de sua bebida em mistura, em diferentes proporções, com o café Arábica (C. arabica) de bebida boa. Usou-se delineamento em blocos incompletos balanceados, com oito tratamentos e sete repetições, além de um controle adicional de Arábica de bebida mole, e adotou-se a escala de 0 a 5 pontos, normalmente usada na classificação da bebida do Arábica. Durante a torração, o Excelsa apresentou aroma desagradável; a infusão, logo que colocada na xícara, também mostrou aroma estranho, o qual desapareceu algum tempo depois. As amostras do Arábica deram bebida mole, com média de 3,76 pontos, e, as de Excelsa, bebida inferior, com média de 1,64 ponto apenas. As médias de pontos conferidas à bebida das misturas de 10,20,30,40 e 50% de Excelsa com Arábica foram de 3,23, 2,95, 2,91, 2,67 e 1,91 respectivamente. Os provadores detectaram gosto estranho em 85,71 % das amostras do Excelsa. Nas misturas, esse gosto foi observado em escala crescente com a adição do café Excelsa. Encontrou-se uma correlação positiva e significativa (r =0,91) entre a quantidade do Excelsa na mistura e a porcentagem de amostras com gosto estranho. Houve variação entre os provadores com relação à sensibilidade para esse gosto. Correlação negativa e significativa (r =-0,93) foi notada entre a quantidade do Excelsa na mistura e a qualidade da bebida. Os resultados gerais indicam a possibilidade de se adicionar até 23% desse café em mistura com o Arábica de bebida boa, sem, contudo, provocar grandes alterações na qualidade da bebida.
2022-12-06T13:19:44Z
Carvalho,Alcides Fazuoli,Luiz Carlos Teixeira,Aldir Alves Guerreiro Filho,Oliveiro
Produtividade de cultivares IAC de uvas para vinho como produtores diretos e sobre diferentes porta-enxertos
Em experimentos em Tietê (oito anos) e Tatuí (seis anos), compararam-se quatro cullivares IAC de uvas para vinho: IAC 133-22 Máximo e IAC 960-9 Sanches, para os tintos, e IAC 116-31 Rainha e IAC 960-12, para os brancos. Eles foram cultivados tanto como produtor direto (sem enxertia) como enxertados sobre os porta-enxertos IAC 313 'Tropical', IAC 766 e "Ripária do Traviú'. Estudou-se o potencial produtivo desses cultivares como produtores diretos, bem como sua afinidade e produtividade sobre aqueles porta-enxertos, avalíando-se a produção de uvas (grama/planta) e o peso de ramos podados (grama/parcela). No conjunto dos ambientes (anos e locais), as maiores produções, estatisticamente superiores às demais, foram obtidas como IAC 138-22 enxertado sobre o IAC 313 e com o IAC 960-9 sobre o mesmo porta-enxerto. Nas condições de Tietê, o IAC 138-22 e o IAC 960-9 enxertados sobre o IAC 766 apresentaram potencial produtivo semelhante ao obtido quando sobre o IAC 313.0 IAC 138-22 demonstrou maior estabilidade de produção nos ambientes (anos e locais) estudados; o IAC 116-31, grande vigor vegetativo, medido pela quantidade de ramos podados, o que o pode ter levado às suas baixas produções.
2022-12-06T13:19:44Z
Terra,Murilo Monteiro Pires,Erasmo José Paioli Pettinelli Jr.,Armando Pommer,Celso Valdevino Sabino,José Carlos Passos,Ilene Ribeiro da Silva Coelho,Sônia Maria Bonilha Marcondes Silva,André Camargo Pereira da Ribeiro,Ivan José Antunes
Avaliação de genótipos de algodoeiro para resistência a Verticillium dahliae
Genótipos de algodoeiro, compreendendo as principais cultivares em uso no Brasil e linhagens provenientes de diversas entidades, foram avaliadas, em condições de casa de vegetação, quanto à resistência genética à murcha de Verticillium. Com o objetivo de proporcionar condições adequadas para a expressão da resistência, foram desenvolvidos, inicialmente, experimentos para verificar a patogenicidade de diferentes isolados e a concentração mais apropriada do inóculo. A partir desses dados, 25 genótipos foram inoculados, na concentração de 10(6) esporos/mL, pelo método "dipping", com quatro isolados de V. dahliae. Houve diferenças estatisticamente significativas entre os genótipos com relação à resistência a esse patógeno. Deltaopal, IAC 04/236, IAC 04/259, PR 0136 e Fibermax 966 destacaram-se como mais resistentes e Coodetec 410, Destak, Coodetec 401 e EPAMIG 0316 como mais suscetíveis. A avaliação da doença mostrou-se eficiente tanto considerando sintomas internos quanto externos na planta, verificando-se correlação r = + 0,85** entre os dois métodos de avaliação.
2022-12-06T13:19:44Z
Galbieri,Rafael Cia,Edivaldo Fuzatto,Milton Geraldo Ito,Margarida Fumiko Lüders,Reginaldo Roberto Kondo,Júlio Isao
Development of a warning system for wheat blast caused by Pyricularia grisea
Wheat (Triticum aestivum L.) blast caused by Pyricularia grisea is a new disease in Brazil and no resistant cultivars are available. The interactions between temperature and wetness durations have been used in many early warning systems. Hence, growth chamber experiments to assess the effect of different temperatures (10, 15, 20, 25, 30 and 35ºC) and the duration of spike-wetness (0, 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35 and 40 hours) on the intensity of blast in cultivar BR23 were carried out. Each temperature formed an experiment and the duration of wetness the treatments. The highest blast intensity was observed at 30°C and increased as the duration of the wetting period increased while the lowest occurred at 25°C and 10 hours of spike wetness. Regardless of the temperature, no symptoms occurred when the wetting period was less than 10 hours but at 25°C and a 40 h wetting period blast intensity exceeded 85%. These variations in blast intensity as a function of temperature are explained by a generalized beta model and as a function of the duration of spike wetness by the Gompertz model. Disease intensity was modeled as a function of both temperature and the durations of spike wetness and the resulting equation provided a precise description of the response of P. grisea to temperatures and the durations of spike wetness. This model was used to construct tables that can be used to predict the intensity of P. grisea wheat blast based on the temperatures and the durations of wheat spike wetness obtained in the field.
2022-12-06T13:19:44Z
Cardoso,Cinara Araújo de Andrade Reis,Erlei Melo Moreira,Eder Novaes
Management of crotalaria and pigeon pea for control of yam nematode diseases
Management of plant-parasitic nematodes with the use of nematicides has not been recommended for small farmers that grow yam in the Northeastern region of Brazil, due to its high cost and residue toxicity. The use of plants with antagonistic effect to nematodes and green manure which improves soil chemical, physical and biological characteristics can be a viable and low cost alternative to control parasitic nematodes. This work aimed to evaluate the effect of crotalaria (Crotalaria juncea) and pigeon pea (Cajanus cajan) plants on the control of yam nematodes. Three experiments were carried out. The first was conducted under in vitro conditions to evaluate the nematostatic and nematicide effect of extracts from fresh and dry matter of the above ground parts of crotalaria, pigeon pea, and the combination of both. The second experiment was carried out under greenhouse conditions to evaluate the effect of soil amendment with crotalaria, pigeon pea, and the combination of both in the infectivity of Scutellonema bradys, using tomato plants as the host plant. The third experiment was conducted under field conditions to evaluate the effect of crotalaria, pigeon pea, and the combination of both, cultivated between yam planting rows and incorporated to soil surface, on yam nematodes. The aqueous extract obtained form fresh matter of crotalaria had a nematicide effect of 100% for S. bradys. Extracts from dry matter of both crotalaria and pigeon pea did not have any nematicide effect, but had a nematostatic effect. Incorporation of crotalaria to soil inhibited infectivity of S. bradys in tomato seedlings. These results showed that planting crotalaria alone or in combination with pigeon pea, between the yam planting rows, is an efficient method for controlling S. bradys and Rotylenchulus reniformis associated with yams. Crotalaria can be used for controlling these plant-parasitic nematodes in soil.
2022-12-06T13:19:44Z
Garrido,Marlon da Silva Soares,Ana Cristina Fechino Coimbra,João Luiz Sousa,Carla da Silva
Characterization of Xanthomonas axonopodis pv. phaseoli isolates
A simple, quick and easy protocol was standardized for extraction of total DNA of the bacteria Xanthomonas axonopodis pv. phaseoli. The DNA obtained by this method had high quality and the quantity was enough for the Random Amplified Polymorphic DNA (RAPD) reactions with random primers, and Polymerase Chain Reaction (PCR) with primers of the hypersensitivity and pathogenicity gene (hrp). The DNA obtained was free of contamination by proteins or carbohydrates. The ratio 260nm/380nm of the DNA extracted ranged from 1.7 to 1.8. The hrp gene cluster is required by bacterial plant pathogen to produce symptoms on susceptible hosts and hypersensitive reaction on resistant hosts. This gene has been found in different bacteria as well as in Xanthomonas campestris pv. vesicatoria (9). The primers RST21 and RST22 (9) were used to amplify the hrp gene of nine different isolates of Xanthomonas axonopodis pv. phaseoli from Botucatu, São Paulo State, Brazil, and one isolate, "Davis". PCR amplified products were obtained in all isolates pathogenic to beans.
2022-12-06T13:19:44Z
Nunes,Willian Mário de Carvalho Corazza,Maria Júlia Souza,Silvana Aparecida Crestes Dias de Tsai,Siu Mui Kuramae,Eiko Eurya
Influência do método de inoculação, intensidade do ferimento e idade do fruto na severidade da podridão-de-cratera em melão
A podridão-de-cratera dos frutos de meloeiro, causada por Myrothecium roridum, vem ocorrendo com freqüência nos plantios da região Nordeste e ocasionando perdas de produção. Foi analisada a influência do método de inoculação (gota, pulverização, gota com ferimento, pulverização com ferimento e injeção subepidérmica), da intensidade (0, 1, 3, 5, 7, 9 e 10 ferimentos) e idade de ferimento (0, 3 e 6 horas) e da idade do fruto (12, 22 e 27 dias) na severidade da podridão-de-cratera em melão dos tipos Amarelo (cv. AF-682) e Honeydew (cv. Orange Flesh), inoculados com três isolados de M. roridum (CMM-609, CMM-636 e CMM-766). A severidade da doença foi influenciada pela interação entre métodos de inoculação, isolados e cultivares. As inoculações por pulverização ou deposição de gota propiciaram maiores lesões nos frutos submetidos a ferimentos. Entretanto, não foram observados sintomas nos frutos sem ferimentos. A inoculação por injeção subepidérmica, apesar de também provocar ferimento no fruto, apresentou lesões menores. A severidade da doença aumentou com o incremento do número de ferimentos, atingindo o máximo com 10 ferimentos. Verificou-se uma tendência de redução da severidade da doença nos frutos com o aumento da idade do ferimento. As lesões foram significativamente menores nos frutos feridos 6 horas antes da inoculação do que naqueles feridos imediatamente antes da inoculação. A idade do fruto não foi determinante para elevação ou redução da severidade da podridão-de-cratera.
2022-12-06T13:19:44Z
Senhor,Rosemberg Ferreira Câmara,Marcos Paz Saraiva Prichoa,Liziane de Fátima Lima,Meyre Barbosa Sales Junior,Rui Michereff,Sami Jorge
Modelos de ponto crítico para estimar danos causados pela ferrugem da folha da aveia branca
Em experimentos conduzidos no campo, nas safras agrícolas de 1995 e 1996, gerou-se o gradiente da intensidade da ferrugem da folha da aveia branca, cultivar UPF 13, pela aplicação nos órgãos aéreos de doses crescentes do fungicida triadimenol. As equações das funções de dano foram obtidas pela correlação entre o rendimento de grãos e a incidência da doença em diferentes estádios fenológicos da cultura. Na safra de 1995 as equações obtidas foram R= 2.103,5 - 17,983I e R= 2.404,6 - 12,832I, respectivamente para alongamento e emborrachamento, e em 1996, R= 3.889,2 - 27,871I e R= 5.366,4 - 20,999I, respectivamente para emborrachamento e floração (R= rendimento de grãos e I= incidência foliar). Estas equações, contendo o coeficiente de dano, permitem calcular o limiar de dano econômico (LDE) tomado como critério indicador do momento para o início do controle químico da ferrugem da folha da aveia. As reduções no rendimento de grãos, no peso do hectolitro e no peso de mil sementes, atingiram, respectivamente 57,13%, 16,64% e 21,49% na safra 1995 e 19,79%, 13,39% e 16,33%, na safra 1996.
2022-12-06T13:19:44Z
Reis,Erlei Melo Casa,Ricardo Trezzi Bevilaqua,Luiz Carlos
Progresso e controle da mela-das-sementes (Claviceps maximensis) de Brachiaria brizantha
Verificou-se a eficiência de uma ou duas aplicações de Piraclostrobin + Epoxiconazole, Mancozeb, Triadimenol, Azoxistrobin + Ciproconazole, Trifloxistrobin + Ciproconazole ou Tebuconazole no controle da mela-das-sementes de Brachiaria brizantha cvs. Marandu e Xaraés, durante a safra 2004-05. Também foram avaliados os indutores de resistência Acibenzolar-S-Metil e Silicato de Potássio (via aérea ou solo). Triadimenol, com uma ou duas aplicações, Piraclostrobin + Epoxiconazole, Azoxistrobin + Ciproconazole, Trifloxistrobin + Ciproconazole ou Tebuconazole, com duas aplicações, foram promissores no controle da mela-das-sementes do capim-marandu. Já para a cv. Xaraés, melhor controle foi alcançado com o Piraclostrobin + Epoxiconazole, independente do número de aplicações, Triadimenol, Trifloxistrobin + Ciproconazole ou Tebuconazole, com duas aplicações. Não houve correlação entre os dados de produção de sementes puras e a intensidade da mela. Com relação ao progresso da mela-das-sementes de B. brizantha cvs. Marandu e Xaraés, constatou-se que a doença manifestou-se em períodos frios associados à umidade relativa alta. Na cv. Marandu a doença ocorreu na fase final da cultura, enquanto que na cv. Xaraés, a mela foi detectada na fase de intenso florescimento. Foram constatados aumentos na intensidade da doença em ambas as cultivares. A mela-das-sementes ocorreu em 64% das panículas da cv. Marandu e em 81% das panículas da cv. Xaraés; cerca de 20% e 18% das flores/sementes, respectivamente, foram afetadas. Os resultados demonstraram existir correlação positiva entre os valores de incidência e severidade da mela.
2022-12-06T13:19:44Z
Marchi,Carlos Eduardo Fernandes,Celso Dornelas Anache,Fábio Coutinho Fabris,Larissa Rodrigues