Repositório RCAAP

Levantamento pedológico do campo de pesquisas de água preta

O Campo de Pesquisas de Àgua Preta se destina aos estudos agrícolas, sendo representativo dos solos e condições reinantes nas aluviões da bacia sedimentar do Vale do Paraíba. O levantamento pedológico visa orientar, na parte de solo, as futuras pesquisas e tornar os resultados já obtidos extensíveis a outras áreas em levantamento. Nas formações Terciárias e Quartenária de terraço, os solos foram definidos e delimitadas em séries monotípicas. Nas aluviões que dominam nessa estação experimental, as unidades foram determinadas até fases. Dos solos encontrados, entram na categoria de solos zonais as séries Ipiranga e Campo, pertencentes à sub-ordem Latossolo; entre os intrazonais sòmente se determinou a série Estação, da sub-ordem hidromórfica e do grande grupo Glei Húmico. Os solos azonais são em maior número quanto às séries e ocupam a maior extensão da área. As séries foram definidas como Aluvião, porém algumas apresentam a formação Bog como um tenômeno já superado, talvez sendo adequada a sua colocação em uma nova categoria de Aluvião-Bog. Essas séries receberam as denominações de Cortume, Quati, Barro de Telha, Capituva, Água Preta, Paraíba e Coruputuba.

Ano

1961

Creators

Verdade,F. C. Hungria,L. S. Russo,R. Küpper,A. Medina,H. Penna Grohmann,F. Nascimento,A. C.

Espaçamento para menta (Mentha arvensis L.) resultados experimentais do período de 1943-44 a 1950-51

Para estudar o espaçamento na cultura da menta (Mentha arvensis L.), foram efetuados quatro ensaios de campo, um na Estação Experimental de Pindorama e os outros na Estação Experimental de Tietê. No ensaio de Pindorama, instalado em 1943-44, e nos de Tietê, nos anos de 1943-44 e 1944-45. foram adotadas as distâncias de 50, 75 e 100 centímetros entre as fileiras. No experimento de 1950-51, de Tietê, essas distâncias foram um pouco menores: 40, 60 e 80 centímetros. Em todos os ensaios, os espaçamentos adotados entre plantas, nas fileiras, foram de 20 e de 40 centímetros. As produções registraram-se como: erva-verde, a parte vegetativa aérea, recém-ceifada; erva-murcha e óleo essencial, êste obtido por destilarão a vapor em alambique. Os resultados mostraram, de forma consistente, produções significativamente maiores nos espaçamentos mais compactos. Considerações de ordem econômica sôbre o consumo de rizomas para a plantação e necessidades de instalações de viveiro, de mão-de-obra no tratamento dos viveiros e transplante das mudas, são feitas na interpretação dos resultados experimentais.

Ano

1961

Creators

Santos,Samuel Ribeiro dos Oliveira,Vicente Gonçalves de

Melhoramento do cafeeiro: XXII - Resultados obtidos no ensaio de seleções regionais de campinas

A. seleção de plantas matrizes e estudo de suas progênies vêm sendo realizadas em cinco localidades do Estado de São Paulo. A fim de averiguar, simultaneamente, o comportamento geral das melhores progênies nessas localidades, plantaram-se, em 1951, cinco ensaios de seleções regionais, em Campinas, Ribeirão Prêto, Pindorama, Mooca e Jaú. Aqui são apresentados e discutidos os dados referentes a Campinas. O ensaio compreende 100 progênies pertencentes aos cultivares 'Mundo Novo', 'Bourbon Amarelo', 'Bourbon Vermelho', 'Caturra Amarelo', 'Caturra Vermelho' e 'Sumatra', havendo para cada grupo, uma ou mais testemunhas, sem seleção. A variedade typica foi tomada como testemunha geral. Analisaram-se as dados referentes ao vigor vegetativo, à altura das plantas e ao diâmetro da copa, à produção de café cereja e de beneficiado, tipos, tamanho, peso e densidade das sementes e .sintomas de deficiências de zinco e queima das folhas devido à baixa temperatura. As progênies de 'Mundo Novo', 'Bourbon Amarelo' e 'Bourbon Vermelho', apresentaram níveis diferentes de produtividade. A produção total média das progênies do café 'Mundo Novo', no período 1954 a 1959, foi de 9,81 kg de café beneficiado por canteiro (uma cova com quatro plantas) enquanto que a do 'Bourbon Amarelo', foi de 8,33 kg e, a do 'Bourbon Vermelho', de 6,39 kg. A produção média do 'Caturra Vermelho' mostrou-se semelhante à do 'Bourbon Vermelho', de 6,29 kg, enquanto a do 'Caturra Amarelo' foi maior, de 7,20 kg. A análise feita pelo contraste das médias indicou diferenças significativas a favor do grupo 'Mundo Novo'. Neste grupo tôdas as progênies selecionadas produziram mais do que a média das suas testemunhas, sem qualquer melhoramento, indicando efeito altamente significativo da seleção No grupo 'Bourbon Amarelo' 6 progênies (46%) deram produção maior do que a média das testemunhas e, no 'Bourbon Vermelho', apenas 7 (13%) mostraram-se mais produtivas do que a média das testemunhas. Os contrastes das produções das progênies do 'Bourbon Vermelho' oriundas de Ribeirão Prêto, Campinas e Pindorama. mostraram que apenas as de Pindorama são menos produtivas do que as de Campinas. O contraste das produções das poucas progênies de Caturra examinadas indicou que o cultivar 'Caturra Amarelo' é mais produtivo do que o 'Caturra Vermelho', havendo pouca variação dentro de cada grupo. O 'Caturra Amarelo' também é mais produtivo do que as progênies do grupo de 'Bourbon Vermelho'. Todos os 84 itens selecionados produziram mais do que a média da testemunha geral, da variedade typica, e as duas progênies do 'Mundo Novo' de maior produção, MP 376-4 e CP 379-17 deram, respectivamente 191 e 172%, a mais do que a média da testemunha 'Típica.', índice do progresso da seleção. Além de mais produtivas, as progênies 'Mundo Novo' apresentaram maior vigor vegetativo, maior altura e diâmetro da copa, sementes maiores e mais pesadas. As progênies mais produtivas do 'Mundo Novo' deram elevada quantidade de sementes normais, do tipo chato. O confronto feito entre o grupo de progênies do 'Bourbon Amarelo' e 'Bourbon Vermelho' e entre as do 'Caturra Amarelo' e 'Caturra Vermelho', parece indicar que os cafeeiros de frutos amarelos além de mais produtivos, têm maior vigor, melhor rendimento, menor pêso de sementes, maior densidade, sintomas menos evidentes de deficiência de zinco e de queima das fôlhas devido à geada. Os dados também indicam que progressos na seleção podem ser obtidos pelo isolamento de progênies com melhor rendimento, quantidade mais elevada de sementes dos tipo chato e com sementes maiores, mais pesadas e de maior densidade. Os resultados deste ensaio estão servindo de base para indicar as melhores progênies de café destinadas à formação e renovação da cafeicultura nesta região do Estado de São Paulo.

Ano

1961

Creators

Carvalho,A. Scaranari,H. J. Antunes (filho),H. Mônaco,L. C.

Adubação do milho: XXXIII - Influência do fósforo, do potássio e da adubação com NPK sôbre algumas características das plantas e das espigas

A influência do fósforo, do potássio e da adubação com NPK sôbre algumas características do milho, foi estudada em duas experiências conduzidas por vários anos em Campinas. Os efeitos dêsses nutrientes, que foram muito grandes sôbre as produções de grãos, manifestaram-se aumentando o número de plantas que chegaram à maturidade, o tamanho destas e a proporção das que possuiam espigas, bem como o pêso das espigas e seu rendimento porcentual em grãos. Não obstante a grande influência que tiveram sôbre a maioria das características estudadas, as adubações pouco modificaram as porcentagens de grãos das espigas; contudo, nos canteiros que receberam igual tratamento essas porcentagens variaram de ano para ano. Baseados nesses resultados, os autores sugerem medidas para avaliar, com razoável aproximação, as produções de grãos nas experiências em que não fôr possível determiná-las para cada canteiro.

Adubação da batatinha - experiências em solos de baixa fertilidade

Neste artigo são apresentados os resultados de três experiências de adubação da batatinha (Solanun tuberosum L.) conduzidas em solos extremamente pobres, sendo que as áreas utilizadas para duas delas eram de cerrados, ou melhor, de «campos limpos». Nas três experiências os canteiros sem calagem e sem adubos produziram muito pouco. A influência da calagem foi nula em uma e grande nas outras duas. Calcário e dolomita mostraram-se equivalentes. Em duas experiências o efeito da adubação mineral com NPK foi magnífico e não dependeu da presença de corretivos; na outra, porém, êle só foi apreciável na presença dos corretivos e do estêrco. Nesta última experiência, a única em que figurou estêrco, o efeito dêste foi pequeno quando empregado sòzinho, mas elevou-se consideravelmente na presença de corretivos + NPK. Baseados nessas experiências, os autores tecem comentários sôbre o aproveitamento de áreas como as estudadas.

Purificação e estudo de algumas propriedades do vírus da necrose branca do fumo

Experimentos relativos à purificação do vírus da necrose branca do fumo, em geral instável aos processos de purificação, mostraram ser possível obter preparações razoàvelmente homogêneas partindo-se de plantas por êle infetadas. O processo de purificação constou de uma clarificação preliminar através da adsorção de diversos componentes do suco de planta, ao qual foi adicionado dietilditiocarbamato de sódio a 0,1 M e tampão de fosfato pH 8,0 e a 0,1 M em fosfato hidradatado de cálcio, seguida de ultracentrifugações diferenciais. Os resultados das purificações a partir de Nicotiana tabacum L. var. xanthi, Solanum nigrum L. e Datura stramonium L. doentes, mostraram-se consistentes com respeito à presença de pellets após duas ultracentrifugações, o mesmo não acontecendo com as plantas contrôles. Tais preparações apresentaram infetuosidade até o terceiro dia após a extração do suco. Exames ao microscópio eletrônico das suspensões das pellets acima mencionadas em água destilada, mostraram a existência de partículas esferóides com um diâmetro ao redor de 50 milimicra. Injeções em coelho, via íntravenosa, num total de 7 doses de 2-3 ml de suspensão do vírus da necrose branca do fumo, preparadas diariamente pelo processo já referido, mas com uma só ultracentrifugação, provocaram a formação de anticorpos para o mesmo, conforme se pôde constatar pelos testes de precipitina de difusão em ágar.

Ano

1961

Creators

Silva,Darcy M. Oliveira,Avelino R. de Kitajima,Elliot W. Carvalho,Ana Maria B. Costa,A. S.

Pesquisas citológicas e genéticas em três espécies de Coffea: auto-incompatibilidade em Coffea canephora pierre ex froehner

As pesquisas realizadas com três espécies de Coffea (canephora, congensis e dewevrei) durante o período de 1943 a 1950 são aqui relatadas com a finalidade principal de apresentar os dados colhidos para uma futura continuação do trabalho. Parte dêsses dados acha-se publicada parceladamente. Essas três espécies são auto-estéreis, isto é, não produzem frutos quando suas flôres são autopolinizadas. No entanto, o desenvolvimento do saco embrionário e a microsporogênese são normais; além disso nenhum outro fator mecânico ou físico impede a polinização. Os grãos de pólen mostram uma grande variabilidade em tamanho, não havendo diferença estatística que separe as três espécies. Em C. congensis de Uganda, a germinação do pólen foi anormal, formando expansões disformes do ciloplasma em vez de tubos polínicos. O pólen conservado em laboratório perdeu o poder germinativo ao fim de sete dias. As auto-polinizações efetuadas durante os anos de 1943 e 1944 não produziram frutos. No período de 1944 a 1950 foram realizados cruzamentos intra-específicos entre clones de cada espécie, procurando combinações compatíveis. Na espécie C. canephora foram feitas outras observações além dessas, tais como sôbre a queda dos frutinhos e a vitalidade das sementes. As pesquisas realizadas levaram à conclusão de que nas espécies C. canephora, C. congensis e C. dewevrei existe o fenômeno da auto-incompatibilidade genética. Observações mais detalhadas na espécie C congensis mostraram que, além da auto-incompatibilidade, existe, nesta espécie, a estérilidade masculina. Tendo-se analisado um grande número de cruzamentos de C. canephora foi possível estabelecer o mecanismo genético da auto-incompatibilidade; êste mecanismo é o mesmo descrito para o gênero Nicotiana por East e Maugelsdorf, segundo o qual uma série de fatôres alelomórfos S controlam as relações entre tubo polínico e estigma. Os dados apresentados permitem admitir para C. canephora a existência de três fatôres S e classificar uma parte das plantas estudadas em três grupos: S1S2, S1S3 e S2S3.

Ano

1961

Creators

Conagin,Cândida Helena T. M. Mendes,A. J. T.

Estudos sôbre a conservação de sementes. IX- Ingá

Dada sua extrema sensibilidade à desidratação, a semente de ingá (Inga edulis Mart.) tem, em condições normais de armazenamento, uma longevidade bastante curta. Mesmo quando conservada dentro do próprio fruto, sua capacidade germinativa já se apresenta com evidentes sinais de enfraquecimento após 14 dias. De acôrdo com os resultados ora apresentados, o fator umidade constitui, realmente, o principal responsável pela maior ou menor longevidade da semente. Em todos os ensaios realizados, a perda de vitalidade se iniciou quando o teor de umidade das sementes se encontrava ao redor de 35%. A influência da temperatura foi apenas indireta, aumentando ou diminuindo a rapidez de desidratação das sementes. Embora mantendo seu teor inicial de umidade, as sementes conservadas em recipiente hermèticamente fechado perderam totalmente sua vitalidade em apenas 14 dias; isto se deu, provàvelmente, em conseqüência do acúmulo de gás carbônico proveniente da respiração da semente.

Comportamento de variedades de batatinha importadas do Canadá

No presente artigo são relatados os resultados de 14 experiências levadas a efeito em seis localidades do Estado de São Paulo, para estudar o comportamento das seguintes variedades de batatinha (Solanum tuberosum L.) importadas do Canadá: Katahdin, Green Mountain, Irish Cobbler, Pontiac, Keswich, Sebago, Kennebec, White Bliss e Canso. Tôdas são de polpa clara e, portanto, de menor procura pelo consumidor paulista. Em diversas partidas as batatas-semente eram excessivamente grandes para ser usadas inteiras, uma vez que a prática de dividir os tubérculos para o plantio não é recomendada para as nossas condições. As variedades experimentadas mostraram-se suscetíveis à pinta preta, causada pelo fungo Alternaria solani Kuhn, um dos problemas que mais interferem no bom êxito da cultura em nosso Estado. Green Mountain e Sebago foram as mais sensíveis à requeima devida a Phytophthora infestans (Mont.) de Bary. Green Mountain foi a mais produtiva, seguida de Katahdin, enquanto Irish Cobbler produziu melhor em terreno de baixada, rico em matéria orgânica e sob irrigação. Tôdas elas mostraram ser produtoras de tubérculos graúdos, especialmente Kennebec e Katahdin. O exame dos tubérculos colhidos evidenciou serem G. Mountain e Sebago sujeitas às manchas internas (chocolate), Kennebec, ao coração ôco, G. Mountain ao embonecamento e coração prêto, Katahdin e Canso, aos fendilhamentos. Tôdas as variedades estudadas mostraram-se, ainda, suscetíveis à formação de galhas ou pipocas devidas a nematóides - Meloidogyne incognita (Kofoid & White, 1941) - Chitwood, 1949.

Tempo de separação de alguns óleos essenciais

Provas de separação de diversos óleos essenciais foram efetuadas em laboratório, sob temperaturas compreendidas entre 10 e 80ºC, em progressão de 5 em 5ºC. Dez, óleos de densidade inferior à da água, produzidos comercialmente no Brasil, foram estudados. Tomaram-se de cada um quatro amostras de 50 ml, correspondentes às 4 repetições da experiência. Em um frasco Erlenmeyer de 500 ml, contendo 350 ml de água destilada, foi adicionada a amostra a ser estudada. Fêz-se o ajuste ila temperatura desejada com a introdução do frasco em uma cuba de gêlo ou pelo seu aquecimento em banho-maria. Durante o processo de adaptação do meio à temperatura externa, o frasco foi agitado levemente, a fim de que o óleo e a água se mantivessem em mistura, aquecendo-se ou resfriando-se uniformemente. Uma vez obtida a temperatura desejada, agitou-se o frasco a mão, durante 30 segundos, de maneira uniforme em tôdas as observações. Deixado, a seguir, em repouso, foi anotado o tempo gasto até a formação de linha divisória, nitida, entre as camadas. As provas demonstraram, invariavelmente, que o tempo requerido para a separação diminuiu à medida que aumentou a temperatura de operação. Foram calculadas as velocidades médias de separação das gotículas de óleo, verificando-se que, nos vasos separadores dos alambiques, a velocidade de separação deve ser maior do que a velocidade de caminhamento da mistura, a fim de que a separação se processe com maior perfeição. Essa norma deve orientar a construção dos vasos separadores, no que diz respeito às suas dimensões e ao seu formato, visto que a velocidade de caminhamento da mistura é uma função do formato e da capacidade do recipiente separador e da vazão do condensado. Pode ser retardada para beneficiar a separação. A velocidade de separação das gotículas, por sua vez. depende apenas das propriedades físicas e mecânicas do produto e da temperatura de operação.

Ano

1961

Creators

Brilho,Cyro Côrte Santos,Samuel Ribeiro dos Pinto,Alcides José d'Andréa

A influência dos fatôres irrigação e estação do ano sôbre a fineza e a resistência da fibra do rami

Os autores analisam e discutem os resultados dos estudos sôbre os efeitos da irrigação e estação do ano nas características de resistência à tração e de fineza das fibras do rami Murakami, em amostras de fibras desgomadas químicamente e correspondentes às posições base, centro e poiila dos caules.

Ano

1961

Creators

Medina,Júlio César Ciaramello,Dirceu Toselo,Rino Natal Venturini,Wanderley R.

Qualidades organolépticas de purês de batatinhas procedentes de culturas tratadas com inseticidas

Resultados significativos foram obtidos na análise do sabor de amostras de purês preparados com batatinhas procedentes de ensaios de aplicação de vários inseticidas no solo, na folhagem e em batatas-semente. Em 1959, dos inseticidas aplicados no solo (BHC, Heptaclor, Aldrin, Parathion e Lindane) apenas o BHC imprimiu sabor estranho bastante pronunciado semelhante a môfo, diferindo da testemunha ao nível de 1%.Para Heptaclor e Aldrin não foram verificadas alterações de sabor; Lindane e Parathion apresentaram leves odores estranhos, semelhantes a medicamento. Disyston, aplicado nas batatas-semente, e Metasystox, na folhagem, imprimiram ao purê sabor ardido e odor a remédio, mostrando-se inferiores, respectivamente, aos níveis de 5 e 1%. tanto à testemunha, tratada com carvão, como ao item sem qualquer tratamento. Parathion, aplicado na folhagem, comparado com as mesmas testemunhas, não apresentou diferenças significativas. Em 1960, dos inseticidas aplicados no solo, apenas Lindane, em dose normal e dobrada, diferiu da testemunha ao nível estatístico de 1%, apresentando sabor estranho, semelhante a môfo. Heptaclor, Aldrin e Toxafeno. em doses normal e dobrada, não diferiram da testemunha. classificando-se o sabor do primeiro como regular e dos dois últimos como bom.

Ano

1961

Creators

Garruti,Ruth dos Santos Pigatti,Antonieta Orlando,Antônio

Composição química do feijoeiro e absorção de elementos nutritivos, do florescimento à maturação

Procedeu-se a um estudo das curvas de produção de matéria sêca, concentração e absorção de elementos minerais, no feijoeiro. Plantas da variedade Chumbinho opaco, crescendo nas condições de campo, com e sem adubação, foram colhidas em diferentes estádios do ciclo, a partir do florescimento. Dividiram-se as amostras em raiz, haste, fôlha e fruto, submetendo-as à análise quantitativa de N, P, K, Ca, Mg e S. Na planta madura, as sementes foram colhidas e analisadas separadamente da vagem. São também discutidos os efeitos provocados pela adubação sôbre aquelas características e a extração de nutrientes do solo pelo feijoeiro, na colheita, levando-se em conta o retôrno ou não dos resíduos de cultura. Os dados oferecem, ainda, indicações quanto à aplicação tardia de nitrogênio no feijoeiro, com base no fato de que uma absorção ativa de nitrogênio pela planta ocorre durante o período critico de crescimento das sementes, quando se intensifica a produção de carbohidratos. Nesta fase, a demanda da planta poderia não ser satisfeita à custa exclusiva do N fixado pelo processo simbiótico.

Composição química de alguns solos do estado de são paulo: III - Sesquióxidos, sílica e certas relações moleculares

A análise integral de alguns solos do Estado de São Paulo com origens petrográficas definidas, permitiu estabelecer a composição dos solos oriundos de diversas formações geológicas. A terra-roxa é o extremo de solos enriquecidos com sesquióxidos e de pouca sílica, enquanto os arenitos da Série de São Bento estão no extremo oposto, com altas porcentagens em sílica e baixa quantidade em sesquióxidos. Em alguns casos encontrou-se uma migração diferencial entre os sesquióxidos dentro do perfil, mas nas terras-roxas tal fenômeno não foi constatado. Para os solos derivados de diábase verifica-se maior lavagem de sódio que do potássio e dêste que do cálcio. O magnésio foi o mais retido dentre tôdas as bases. Na terra-roxa verifica-se grande perda de sílica, na meteorização, mas o regolito apresenta a mesma relação molecular, entre os sesquióxidos encontrado na rocha. No solo de granito o fenômeno ésimilar compequenas variações, destacando-se a de que a alumina parece ser retida mais firmemente que os óxidos de ferro.

Observações sôbre a produtividade de seringueiras (Hevea brasiliensis Muell. -arg.) plantadas de sementes: VI - Produtividade de 4337 plantas existentes no seringal imperial, óbidos pará

No presente trabalho são apresentados osresultados do estudo da produtividade individual de 4337 seringueiras, com cêrca de 37 anos de idade, plantadas de sementes no seringal Imperial, Óbidos, Estado do Pará. Além de sua capacidade de produção, foi também estudado o desenvolvimento das plantas (circunferência do tronco) e, ainda, as relações existentes entre produção e desenvolvimento e as seguintes características da casca das seringueiras: a) textura: lisa ou rugosa. pelo seu aspecto); b) dureza: mole ou dura, determinada pela resistência oferecida ao corte pela faca Jebong; c) côr: branca, vermelha ou rosada; d) espessura: fina ou grossa, a ôlho, pela espessura observada no corte, por ocasião de uma sangria. A análise dos dados permite verificar estreita relação entre o desenvolvimento das plantas e sua produtividade, sendo esta tanto maior quanto maiores são as plantas. Por outro lado, venfica-se serem mais produtiva- e de maior desenvolvimento as seringueiras com casca rugosa, dura ou grossa e, conseqüentemente, menos produtivas e menores as com casca lisa, mole ou fina. Observa-se, também, que associações de duas ou mais das características tidas como favoráveis à produção, dão em resultado ainda uma maior produtividade às plantas que as possuem, e que de associações semelhantes, de características tidas como desfavoráveis, resulta muito pequena produção por parte das plantas suas portadoras. O mesmo é verdade, em línhas gerais, no que se refere ao desenvolvimento das plantas. A côr da casca pouca ou nenhuma influência parece ter na produção e desenvolvimento das seringueiras.

Contribuição para o estudo da destilação do vetiver (Vetiveria zizanioides Nash)

Foram executadas experiências preliminares de destilação das raízes do vetiver, abrangendo alguns tratamentos prévios do material e, por outro lado, ensaiando-se processos para se melhorar a separação do seu óleo essencial. Usou-se, por exemplo, material seco e, também, raízes submetidas a uma maceração prévia em água; empregou-se, nos dois sistemas, o material inteiro e o picado, adotando-se a picagem grossa, a média e a fina. Os resultados obtidos não proporcionam conclusões definitivas e devem ser interpretados, simplesmente, como uma contribuição para que sejam oferecidas melhores condições no desenvolvimento dos futuros trabalhos experimentais nesse setor. A primeira indicação é aquela que aponta a picagem fina das raizes e a sua maceração em água, como o preparo mais adequado. Tal medida traz maior facilidade na liberação da essência e, como fator de importância, um acréscimo na capacidade de carga do alambique, de até 37 por cento. Quanto à destilação, os estudos subseqüentes deverão abranger as questões relativas à duração do processo e à pressão e temperatura do vapor, buscando-se a solução dos problemas que dependem dêsses fatôres. O aquecimento externo, ou indireto, não apresentou diferenças sensíveis. O estudo da condensação patenteou a conveniência, para melhorar a separação, da manutenção da temperatura do condensado, entre 50 e 65ºC. No que diz respeito à decantação do óleo, no vaso separador, bons resultados foram obtidos com a instalação de um filtro retentor, de tecido fino.

Ano

1961

Creators

Brilho,Cyro Côrte Santos,Samuel Ribeiro dos Pinto,Alcides José D'Anréa

Influência do estado de maturação sôbre a qualidade da bebida do café na região do vale do paraíba

O presente trabalho relata experiências realizadas em 1957, 1958 e 1959 no Vale do Paraíba, Município de Taubaté, estudando as influências dos diferentes estados de maturação dos frutos de café, sôbre a qualidade da bebida. Foram comparados os seguintes tratamentos: cerejas despolpadas. cerejas não despolpadas, frutos secos na árvore, frutos colhidos verdes, frutos colhidos do chão. Dois cafés de bebidas padrões mole e riada, foram incluídos como contrôles. Os testes organolépticos foram efetuados segundo a técnica especializada para degustação, empregando-se uma equipe de 10 degustadores especializados. Os resultados foram significativos e concordantes nos três anos, com raras discrepâncias em 1957. As cerejas despolpadas deram sempre melhores bebidas, não diferindo da bebida padrão mole e das cerejas não despolpadas. Os frutos secosna árvore e as colhidos verdes não diferiram entre si, nos três anos, e alcançaram média de bebida dura. Os frutos colhidos do chão, com exceção de 1957, diferiram dos demais tratamentos, inclusive da bebida padrão riada, alcançando média relativa à bebida «rio».

Ano

1961

Creators

Garruti,Ruth dos Santos Gomes,Antônio Gentil

Contribuição ao estudo da irrigação e restauração de lavoura velha de café: I - resultados da estação experimental de Ribeirão Prêto

No presente trabalho são relatados os resultados de sete anos de um estudo feito sob a forma de ensino de campo com a finalidade de verificar a possibilidade prática de restauração de lavoura velha de café, no Estado de São Paulo, com o emprêgo da irrigação associada a outras práticas agrícolas. Foram estudados os efeitos da irrigação, inicialmente em diferentes dosagens e os efeitos das combinações fatoriais de NPK (duas dosagens), presença e ausência de estêrco de curral, e presença e ausência de adubação verde intercalar, utilizando o delineamento de blocos ao acaso com canteiros subdivididos, num total de 8 blocos, cada um com 8 tratamentos de 16 plantas, totalizando 2.856 árvores, inclusive as borcladuras, abrangendo a área total de 35.000 m². Foi instalado num dos melhores talhões de cafèzal velho da variedade Bourbon Vermelho, plantado há mais de 40 anos, em terra do tipo rôxa-legítima, desbravada de mato virgem, na atual Estação Experimental de Ribeirão Prêto, do Instituto Agronômico do Estado de São Paulo. A produção media do talhão, em 17 anos, de 1937 a 1953 foi de 31,1 arrobas de café beneficiado por mil pés ou cêrca de 572 kg/hectare e nos últimos 6 anos que precederam à instalação do ensaio alcançou 26,1 arrobas ou 480 kg/hectare. O estudo seqüencial das produções médias quadrienais progressivas revela que a produção do talhão estava em decadência.

Ano

1961

Creators

Tosello,Rino N. Reis,Antônio J.

Melhoramento do Cafeeiro: XXI - Comportamento regional de variedades. Linhagens e progênies de café ao sol e à sombra

Plantaram-se em fins de 1945, nas estações experimentais do Instituto Agronômico localizadas em Campinas, Ribeirão Prêto e Pindorama e, em princípios de 1947 em Mococa e Jaú, ensaios compreendendo progênies, linhagens e variedades de cafeeiros selecionados a fim de estudar a sua reação em ambiente ensolarado e à sombra de ingàzeiros. Numerosas anotações foram realizadas referentes às re-plantas, desenvolvimento dos cafeeiros, produtividade, rendimento e características dos frutos e das sementes. Durante os primeiros anos de desenvolvimento, as replantas feitas mostraram-se mais freqüentes em Ribeirão Prêto e Pindorama e, ao dar por encerrada a primeira fase dêste ensaio, em 1956, o maior número de falhas foi observado em Jaú e, o menor, em Campinas. Nas repetições sombreadas dêstes ensaios, as falhas mostraram-se mais freqüentes. As progênies ou linhagens de Sumatra, Laurina e Caturra e as derivadas do Bourbon Vermelho C 44 foram as que deram os mais elevados números de falhas. Apenas em Ribeirão Prêto os cafeeiros mostraram sensível diminuição na altura, tomada como índice do desenvolvimento vegetativo, no ambiente sombreado, sendo pequenas as diferenças nas demais localidades. No que se refere à produção total de café cereja de todos os intens nos anos considerados, os dados obtidos indicaram sempre maior produção no lote ao sol, em comparação corn a do sombreado. Em Campinas, a produção tias repetições ao sol foi de 82% maior; em Pindorama, 349% em Ribeirão Prêto, 1271%; em Mococa. 69% e, em Jaú, 305% mais elevadas, tornando desaconselhável a prática do sombreamento nas localidades estudadas. Diferenças no número de talhas, na luminosidade e na água disponível no solo, devem ser os principais responsáveis pelas produções mais elevadas ao sol. No que se refere ao comportamento dos cafeeiros nos dois ambientes, notou-se que os mais produtivos ao sol, também alcançam as primeiras colocações no lote sombreado, indicando (pie a seleção feita ao sol deve ser eficiente também para o plantio à sombra do ingàzeiro. Em comparação com a testemunha HourUon Vermelho LC 370, dez dos itens do ensaio de Campinas, dois de Pindorama, seis de Ribeirão Prêto, três de Mococa e dois de Jaú, deram produções significativamente maiores no lote ao sol. No lote à sombra os itens melhores do que o testemunha foram em número de dois em Campinas, cinco em Pindorama, sete em Ribeirão Prêto, dois em Mococa e um em Jaú. Revelaram-se de particular interesse, pela elevada produção, as progenies de Bourbon Amarelo incluídas em ensaios de Mococa e Jaú, confirmando resultados obtidos em outros ensaios sobre a produtividade do Bourbon Amarelo. Se não tivessem surgido as linhagens de Mundo Novo e outras de liourboii Amarelo, Oses ensaios teriam fornecido informações sobre as melhores linhagens a serem plantadas em cada região agrícola. Quanto à variação anual de produção cm Campinas e Mo;oca, não se observaram diferenças significativas nos lotes ao sol e sombreado, enquanto em Pindorama e Jaú, as variâncias de produção nas repetições ao sol mostraram-se pouco maiores, o que talvez esteja relacionado com a produção, bem maior ao sol, nessas localidades. Em Ribeirão Prêto a discrepância de produção foi muito elevada, não permitindo esta comparação. As observações feitas sobre as produções nos períodos de 2, 4, 6 e K anos, mostraram que os itens mais produtivos, tanto ao sol como nas repetições a sombra, revelaram-se logo depois das quatro primeiras produções. Notou-se que alguns cafeeiros são precoces quanto à produção, como o Caturra o a linhagem de líourbon Vermelho LC 43, e outros mais tardios, como os de líourbon Amarelo em Mococa e Jaú, as linhagens LC 408 em Campinas, e as de líourbon Vermelho C 376-1, C 662 e LC 493 cm várias localidades. Embora tenham sido verificadas setisívei-, diferenças no rendimento das progenies, linhagens e variedades, observou-se que estes são um pouco melhores à sombra. As porcentagens de frutil icação foram mais elevadas nas repetições à sombra em Campinas, Mococa e Jaú e, menores, em Ribeirão Prêto e Pindorama, embora a produção tenha se revelado menor. É de se salientar que o Laurina, com a mais elevada porcentagem de frutificação, apresentou também uma das mais reduzidas produções. O pêso médio de cereja foi pouco influenciado pelo plantio à sombra, cm relação ao sol, enquanto o peso médio das sementes se mostrou pouco maior no lote sombreado, indicando menor pêso do pericarpo, o que confirma os dados sôbre os valores do rendimento. Quanto às proporções dos tipos de sementes moca, concha e chato, pouca variação foi notada no lote ao sol e à sombra, o mesmo ocorrendo com a quantidade de sementes chochas e tamanho da semente, revelado pela peneira média, e sua densidade. Os dados obtidos sobre a incidência de broca, em Campinas, mostraram que, à sombra, a infestação é maior. Observações realizadas sobre a maturação dos frutos, levaram à conclusão de que a partir de flôres abertas na mesma época, não ocorrem diferenças na maturação nas progenies plantadas ao sol e à sombra. Tomando-se ao acaso, amostras de frutos resultantes de flôres abertas nas várias épocas, verifica-se um pequeno atraso de maturação nas repetições ê sombra, indicando possíveis diferenças na intensidade do florescimento nos dois ambientes. Quanto à qualidade da bebida, os dados são de molde a sugerir maior acidez nas amostras colhidas à sombra, não ocorrendo discrepâncias acentuadas quanto aos demais característicos examinados. Os dados gerais dêstes ensaios permitem concluir que, a não ser pela drástica redução na produtividade dos cafèzais, os demais fatores estudados não se mostraram particularmente afetados pelas diferenças do ambiente ao sol e à sombra. Também permitem afirmar, de um modo geral, que as progenies e linhagens reagiram, de maneira semelhante ao sol e à sombra, no sentido de que as mais promissoras ao sol também tendem a dar boa produção à sombra.

Ano

1961

Creators

Carvalho,A. Krug,C. A. Mendes,J. E. T. Antunes Filho,H. Junqueira,A. R. Aloisio Sobrinho,J. Rocha,T. R. Moraes,M. V.

Perdas por erosão no estado de S. Paulo

Os autores apresentam, neste trabalho, os dados gerais obtidos na primeira fase de trabalhos da Seção de Conservação do Solo do Instituto Agronômico do Estado de São Paulo, do ano agrícola 1943/44 até o ano agrícola 1958/59. Tais dados foram obtidos em talhòcs experimentais munidos de coletores de material erodido, instalados em épocas diferentes, perfazendo, até o presente ano, um total de 108 talhões, dos quais 38 em Pindorama, 29 em Campinas, 13 em Mococa e 28 em Ribeirão Prêto. Na primeira parte são apresentados os dados originais obtidos em cada um dos grupos de talhõe experimentais sob a forma de médias de perdas de solo e água, juntamente com ama breve descrição dos sistemas coletores usados e das características gerais dos tratamentos em comparação. Na segunda parte, como conclusões gerais, são apresentados os dados médios para os principais tratamentos e práticas estudadas, mima tentativa para melhor representar as condições médias gerais do Estado de São Paulo. Foram, dessa forma, estudados os efeitos sôbre as perdas por erosão dos seguintes fatores, figurando os tratamentos discriminados em ordem decrescente de perdas de solo: (1) Tipo de solo (arenosa, massapé e roxa); (2) Sistema de preparo do solo em cultura de milho (duas arações com arado de aiveca comum, uma aração com arado de aiveca comum e uma aração com arado de subsuperfície); (3) Incorporção de matéria orgânica em cultura de milho (queima da palhaça, mucuna consorciada ao milho e enterrada, incorporação da palhaça, adubo verde transportado de fora da área e enterrado, mucuna consorciada ao milho e deixada na superfície, palhaça enterrada, e estêrco de curral); (4) Rotação de culturas (algodão, soja e milho); (5) Tipo de uso do solo (algodoal, cafêzal, pastagem e mata); (6) Tipo de cultura (mamona, feijão, mandioca, amendoim, arroz, algodão, soja. batatinha, cana-de-açúcai, milho, milho + feijão, e batata-doce; (7) Comprimento de rampa (100, 50 e 25 metros); e (8) Prática conservacionista em culturas anuais (Plantio morro abaixo, plantio em contorno, alternância de capinas e, faixas estreitas de cana).

Ano

1961

Creators

Marques,J. Quintiliano A. Bertoni,José Barreto,Geraldo B.