Repositório RCAAP
Resistência de soja a insetos: II. Teste de livre escolha entre a linhagem IAC 73/228 e o cultivar Paraná, infestados por Nezara viridula (L.) em telado
A linhagem de soja IAC 73/228 foi comparada com o cultivar Paraná, em condições de telado e com infestação artificial de Nezara viridula (L.) (Hemiptera, Pentatomidae). As plantas foram cultivadas diretamente no solo do telado. Utilizou-se um delineamento em blocos ao acaso com dois tratamentos e trinta repetições, sendo a parcela de uma planta individual. Não houve diferença no número de percevejos observados infestando os dois tratamentos. O número de vagens planas (não granadas) resultantes do dano causado pelos insetos, também não diferiu nos dois tratamentos. O número total de vagens da linhagem IAC 73/228 foi em média 291 e, o do 'Paraná', 100. O número de vagens cheias (com grãos desenvolvidos) e o peso de grãos comerciais colhidos da linhagem IAC 73/228 foram maiores que os do 'Paraná'. Comparando as produções em peso dos dois materiais, com infestação artificial do inseto e sem infestação em telado contíguo, observou-se que a linhagem não sofreu nenhuma perda na sua produção devida à infestação do inseto, enquanto o cultivar sofreu 67,5% de quebra na produção. Por ocasião da colheita, todas as plantas do 'Paraná' apresentavam o sintoma de retenção foliar, conhecido por "soja louca", contra apenas quatro plantas (13,3%) da linhagem IAC 73/228. Concluiu-se que os quatro critérios mais práticos para discriminar materiais resistentes de suscetíveis em condições de alto nível de infestação foram: produção em peso de grãos, porcentagem de plantas com retenção foliar, índice de dano de vagens da região mediana da planta e porcentagem de grãos sadios.
2022-12-06T13:19:27Z
Rossetto,Carlos Jorge Lourenção,André Luiz Miranda,Manoel Albino Coelho de Igue,Toshio
Melhoramento da cana-de-açúcar: IV. Experimentos regionais com clones obtidos em 1969
Os 25 clones mais promissores obtidos em programa de melhoramento da cana-de-açúcar do Instituto Agronômico, iniciado em 1969, foram testados em três experimentos efetuados em regiões canavieiras do Estado de São Paulo. A instalação dos ensaios deu-se em 1977 e, como testemunhas, utilizaram-se as variedades comerciais IAC51-205, IAC52-150, IAC58-480 NA56-79 e CB41-76. Colheram-se cana-planta, soca e ressoca nos três experimentos, sendo as médias das três colheitas utilizadas para as análises estatísticas. Os clones 69-362 e 69-326 não diferiram da melhor testemunha em produção de cana, a IAC51-205. Nessa característica, os clones 69-426, 69-425, 69-274, 69-84, 69-87 e 69-242 tiveram desempenho semelhante ao da NA56-79, segunda melhor testemunha. No teor de açúcar, destacaram-se os clones 69-309, 69-242. 69-232 e 69-362, com médias elevadas, e ainda 69-238, 69-274, 69-218, 69-254, 69-190, 69-420 e 69-277, nenhum deles diferindo da melhor testemunha, a NA56-79. Os clones 69-362, 69-242 e 69-274 tiveram comportamento semelhante ao das melhores testemunhas, no tocante à produção de açúcar por área, que foram IAC51-205 e NA56-79. Desta última, também não diferiu o clone 69-426. Foram considerados como novas variedades os clones IAC69-242, IAC69-274, IAC69-309, IAC69-362, IAC-69-425 e IAC69-426.
2022-12-06T13:19:27Z
Alvarez,Raphael Pommer,Celso Valdevino Bastos,Candido Ricardo Brinholi,Osvaldo Júnior,Gentil Godoy Bovi,Virginio
Qualidade do fio "open-end" obtido com matérias-primas produzidas por variedades paulistas de algodoeiro e suas misturas com poliéster
No presente trabalho, foi avaliada a pontencialidade de duas variedades paulistas de algodoeiro, atualmente em distribuição para plantio no Estado, e o efeito da mistura da sua matéria-prima com fibras sintéticas, representadas pelo poliéster, com respeito às principais características do fio obtido através do novo processo conhecido como "open-end". O algodão utilizado no estudo, proveniente das variedades IAC 17 e IAC 18, foi colhido nas Estações Experimentais do Instituto Agronômico, localizadas em Tietê e Tatuí respectivamente, no ano agrícola de 1978/79. A variedade IAC 18 proporcionou a obtenção de fios "open-end" de melhor qualidade, quando comparada a IAC 17, embora as diferenças nas características do fio produzido não tenham sido tão marcantes quanto aquelas encontradas nas propriedades físicas da fibra. A mistura de poliéster ao algodão serviu para melhorar as características dos fios produzidos, principalmente com relação a tenacidade. As indústrias de fiação que utilizam esse processo poderão ter uma previsão de qualidade dos fios a serem produzidos com algodões das variedades estudadas, ou com suas misturas com poliéster, através das equações de regressão apresentadas.
2022-12-06T13:19:27Z
Kondo,Julio Isao Sabino,Nelson Paulieri Fuzatto,Milton Geraldo Campanatti,Gilberto
Efeito do alumínio sobre o crescimento de raízes, peso seco da parte aérea e raízes de diferentes cultivares de soja
Foram instalados dois experimentos preliminares, em solução nutritiva, para avaliar a tolerância da soja ao alumínio. No primeiro, foram testados os cultivares Cristalina e UFV-1, utilizando-se os teores 0, 5, 10 e 20mg/litro de Al. Esses níveis foram muito altos e reduziram drasticamente o comprimento das raízes primarias das plântulas após sete dias de crescimento. Com base nesses dados, outro experimento foi instalado, testando os cultivares Lee, Bragg, Cristalina e UFV-1. a 0, 1, 2 e 4mg/litro de Al. Os resultados mostraram que o comprimento das raízes primárias das plântulas foi melhor parâmetro do que o peso seco da parte aérea ou das raízes, para avaliar tolerância de soja ao alumínio. O nível de 1mg/litro na solução foi suficiente para separar os cultivares susceptíveis e tolerantes, enquanto os níveis de 2 e 4mg/litro causaram drástica redução do comprimento de raiz primária das plântulas de todos os cultivares. Nessas condições, 'Lee' e 'Cristalina' mostraram ser tolerantes enquanto o 'Bragg' se apresentou intermediário e o 'UFV-1' foi o mais susceptível entre eles. Os cultivares tolerantes revelaram tendência de acumular menores teores de Al na parte aérea, em comparação com os demais.
2022-12-06T13:19:27Z
Mascarenhas,Hipolito Assunção Antonio Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Falivene,Sonia Maria Pierro
Comportamento de cultivares de soja em solução nutritiva contendo diferentes níveis de manganês
Quatro cultivares de soja - IAC-9, Forrest, Santa-Rosa e Biloxi - foram testados em solução nutritiva com níveis de 0,11, 2, 4 e 6mg/litro de manganês. Os resultados mostraram que, quinze dias após o transplante das plântulas para as soluções tratamentos, 2mg/litro de Mn foram suficientes para separar cultivares tolerantes de sensíveis. Entre os cultivares estudados, Biloxi e Santa-Rosa mostraram-se tolerantes, IAC-9 intermediário e Forrest muito susceptível. O nível de 4mg/litro foi suficiente para causar danos em IAC-9 e Forrest, enquanto no nível de 6mg/litro houve redução drástica no peso seco da parte aérea dos quatro cultivares. O peso seco da parte aérea mostrou ser um bom parâmetro para medir tolerância a toxicidade de Mn. Peso seco ou comprimento de raiz não foram bons indicadores. Concentrações crescentes de Mn na solução causaram aumentos nos teores de P e K da parte aérea das plântulas, enquanto os teores de Ca e Mg permaneceram aproximadamente constantes.
2022-12-06T13:19:27Z
Mascarenhas,Hipolito Assunção Antonio Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Falivene,Sonia Maria Pierro
Efeito da calagem e da adubação potássica sobre a área foliar de soja consumida por lagartas das folhas
Na Estação Experimental de Mococa (SP), foi estudado o comportamento do cultivar de soja IAC-9, submetido a cinco níveis de adubação potássica e três de calagem, em relação a área foliar comida por lagartas. Houve infestação natural de lagartas no campo experimental, sendo que a espécie predominante foi Anticarsia gemmatalis (Hubner) (Lepidoptera: Noctuidae). Foram coletadas folhas do topo e da parte mediana das plantas para a avaliação visual da porcentagem de área foliar comida e para posterior análise de teores de macro e micro-nutrientes. Verificou-se que as lagartas apresentaram preferência significativa para se alimentar de plantas das parcelas com calcário em comparação com as plantas das parcelas sem o corretivo. Não se observou influência da adubação potássica na alimentação das lagartas.
2022-12-06T13:19:27Z
Lourenção,André Luiz Mascarenhas,Hipólito Assunção Antonio Gallo,Paulo Boller Bataglia,Ondino Cleante
Efeito do parcelamento da adubação potássica nas características agronômicas e propriedades tecnológicas da fibrado algodoeiro
São apresentados resultados referentes a características agronômicas e propriedades tecnológicas da fibra do algodoeiro, obtidos em dez experimentos de campo, conduzidos no Estado de São Paulo no período compreendido entre os anos agrícolas de 1975/76 e 1980/81, nos quais se estudou o efeito do parcelamento da aplicação de cloreto de potássio nessa cultura. Para isso, o adubo potássico foi aplicado no sulco de semeadura nas doses de 0, 60 e 120kg/ha de K2O, sendo esta última dose aplicada total ou parcialmente (1/3, 1/2, 2/3) em cobertura, juntamente com o adubo nitrogenado, após o desbaste, procedendo-se a seguir a incorporação do adubo ao solo mediante a operação de "chegar terra" às plantas. Os ensaios foram reunidos em função dos resultados obtidos nos estudos de correlação linear entre a produção relativa e os índices analíticos do solo mais relacionados com a resposta das plantas à adubação potássica. No grupo de alta resposta esperada ao fertilizante, foram observados efeitos significativos da adubação potássica no índice Micronaire, na maturidade das fibras e no peso médio de cem sementes e de capulho. O parcelamento da adubação potássica aumentou significativamente os valores da uniformidade de comprimento das fibras, e, de modo geral, contribuiu para melhorar os valores médios de todas as outras características estudadas. O efeito do potássio foi significativo, ainda, para peso de capulho no grupo de média-baixa resposta esperada à adubação. Os resultados obtidos neste trabalho permitem reforçar a nova recomendação de que a aplicação de doses elevadas de cloreto de potássio na cultura do algodoeiro deve ser parcelada, com cerca de 1/2 a 2/3 da dose cedida no sulco de plantio, e o restante, em cobertura.
2022-12-06T13:19:27Z
Sabino,Nelson Paulieri Silva,Nelson Machado da Sabino,Jose Carlos Kondo,Julio Isao
Composição química das folhas e dimensões das fibras lenhosas em rami
Objetivando avaliar o potencial de aproveitamento das plantas de rami (Boehmeria nivea Gaud.), após a extração das fibras liberianas (têxteis), determinou-se a composição química das folhas, visando a seu aproveitamento na alimentação animal, e as dimensões das fibras lenhosas do caule, como matéria-prima celulósica. As folhas apresentaram na matéria seca 19,59% de proteína bruta, 12,98% de fibras, 43,10% de carboidratos, 5,23% de extrato etéreo, 19,10% de cinzas, 0,17% de fósforo, 0,038% de ferro, 6,24% de cálcio e 0,59% de magnésio. Esses dados qualificam as folhas para use na alimentação animal como parte de rações balanceadas. As fibras lenhosas do caule apresentaram comprimento de 0,57mm, diâmetro do lúmen de 11,85µm, espessura da parede celular de 5,92µm e largura de 23,7µm. São fibras extremamente curtas, com baixo potencial de utilização para produção de matéria-prima celulósica, podendo ser empregadas em mistura com fibras mais longas ou na produção de raiom, onde essas dimensões não são importantes.
2022-12-06T13:19:27Z
Spoladore,Dayse Soave Benatti Júnior,Romeu Teixeira,João Paulo Feijão Zullo,Marco Antonio Teixeira Azzini,Anisio
Seca da mangueira: VII. Resistência de cultivares de mangueira ao fungo Ceratocystis fimbriata Ell. & Halst.
Estudou-se o comportamento de nove cultivares de mangueira quando inoculados com o fungo Ceratocystis fimbriata Ell. & Halst. O patógeno foi isolado de mangueira com sintomas da doença e as inoculações realizadas em ramos através de estilete, com o qual se colocou uma porção de estruturas do fungo no ponto de inserção de uma folha. Avaliações dos sintomas foram efetuadas periodicamente, medindo-se a partir do ponto de inoculação o desenvolvimento do fungo, mostrado pelo escurecimento externo do tecido. Observou-se que nos cultivares Coquinho, Haden 2H, Adams e Manila I o fungo se desenvolveu rapidamente, atingindo o topo e causando a morte do ponteiro. Em 'Keitt', 'Sensation', 'Irwin' e 'Kent', o fungo apresentou desenvolvimento reduzido sendo que neste último cultivar o mesmo não foi além do ponto de inoculação. Para 'Tommy Atkins', os resultados não foram conclusivos, pois algumas plantas se mostraram suscetíveis e, outras não.
2022-12-06T13:19:27Z
Ribeiro,Ivan José Antunes Lourenção,Andre Luiz Paradela Filho,Osvaldo Soares,Nilberto Bernardo
Ação do fungo Ceratocystis fimbriata Ell. & Halst., isolado de diversos hospedeiros, sobre mudas de cacaueiro
Em condições de casa de vegetação, foi verificada a patogenicidade de diferentes cepas de Ceratocystis fimbriata Ell. & Halst. sobre mudas de cacaueiro (Theobroma cacao L.). As cepas foram obtidas dos seguintes hospedeiros: Cajanus cajans L.; Acacia decurrens Willd; Crotalaria juncea L., e Mangifera indica L. Os cultivares de cacaueiro utilizados foram os seguintes: SCA 6 x ICS 8; SCA 6 x UF 667; SCA 12 x UF 677; SCA 12 x UF 667; IMC 67 x UF 668; ICS 45 x SCA 6; ICS 45 x SCA 12; ICS 95 x SCA 12 e UF 677 x SCA 6. Após 120 dias de observações, verificou-se que nenhuma das cepas de Ceratocystis inoculadas causou qualquer tipo de sintomas nas plantas de cacaueiro.
2022-12-06T13:19:27Z
Coral,Fausto Joaquim Bovi,Odair Alves Ribeiro,Ivan Jose Antunes
Ocorrência de adultos de Heilipus catagraphus Germar, 1824 (coleoptera: curculionidae) danificando frutos de abacateiro
Em dezembro de 1982, foram observados adultos de Heilipus catagraphus Germar, 1824 danificando frutos jovens de abacate em um pomar comercial localizado no distrito de Barão Geraldo, Campinas (SP). Os adultos comiam a casca e a polpa dos frutos sem atingir a semente. Posteriormente, os adultos desapareceram sem que fosse tomada qualquer medida de controle. A larva desta espécie e conhecida como broca de plantas das famílias Lauraceae e Anonaceae.
2022-12-06T13:19:27Z
Lourenção,Andre Luiz Rossetto,Carlos Jorge Soares,Nilberto Bernardo
Teor de glicoalcalóides em Solanum americanum infestado por Aphis fabae solanella
Solanum americanum Miller, uma fonte conhecida de glicosídios de solassodina, foi encontrada infestada por Aphis fabae solanela Theob. Uma vez que esses glicosídios são matérias-primas potenciais para a síntese de outras substâncias esteroídicas, tornou-se de interesse verificar o efeito de infestação sobre o teor destes glicoalcalóides. Plantas fortemente, moderadamente e não infestadas pelo pulgão foram colhidas no campo, determinando-se o teor de glicoalcalóides esteroídicos nos caules, folhas e frutos. Verificou-se que esse teor de glicoalcalóides esteroídicos é dependente do órgão da planta e da fitossanidade do material vegetal. O teor médio de glicoalcalóides em plantas não infestadas é sempre maior que em plantas infestadas, tanto na planta como um todo como em cada órgão examinado. Esses resultados não asseguram que o teor de glicoalcalóides seja responsável pela resistência à infestação, porém que há uma boa correlação entre teor de glicoalcolóides e fitossanidade do material vegetal.
2022-12-06T13:19:27Z
Zullo,Marco Antonio Teixeira Teixeira,João Paulo Feijão Spoladore,Dayse Soave Lourenção,André Luiz Aranha,Condorcet
Comportamento do pêssego 'Flordaprince': nova seleção bem precoce introduzida da Flórida
Flordaprince (Fla. 5-2) é um novo cultivar de pêssego selecionado na Flórida, EUA, que encontrou boa adaptação nas condições climáticas de inverno brando do Estado de São Paulo. Os frutos apresentam pele avermelhada bem atraente, polpa amarela e sabor doce-acidulado forte. As características de bela aparência dos frutos, baixa exigência de frio e especialmente a precocidade na maturação, motivaram a escolha deste cultivar para sua inclusão em lotes comerciais em São Paulo, como opção varietal ao 'Maravilha', e para utilização no programa de melhoramento do pessegueiro, do Instituto Agronômico.
2022-12-06T13:19:27Z
Ojima,Mario Campo Dall'Orto,Fernando Antonio Barbosa,Wilson Tombolato,Antonio Fernando Caetano
'Patrícia branca': mutação somática na videira cultivar Patrícia (IAC 871-41)
'Patrícia' grape of black, fleshy, round, 20° Brix and low acidity berries, has risen through hybridization between 'Soraya' (IAC 501-6) and selection IAC 544-14, made in October 1959 at the Instituto Agronômico, Campinas (IAC). Commercial vineyards of this cultivar were set since 1970 in Jundiaí, Itupeva and Atibaia regions of São Paulo State, expanding to North Paraná and São Francisco Valley in Northeastern Brazil. In 1980, in a commercial vineyard at Chácara Extra Vitis, Bairro do Poste, Jundiai, São Paulo State, Brazil, two bunches of white berries were observed in one plant twig of cultivar Patrícia. Such twig was marked and in the winter of the same year it was used for grafts. All grafts gave also bunches with white berries. In 1981 winter new grafts were made with twigs of these plants at Chácara Extra Vitis and at Estação Experimental de Jundiaí (IAC) which confirmed the presence of white berries bunches. Such observation shows a somatic mutation of 'Patrícia' (IAC 871-41) which was named Patrícia Branca.
2022-12-06T13:19:27Z
Terra,Maurilo Monteiro Pires,Erasmo José Paioli Ribeiro,Ivan José Antunes Passos,Ilene Ribeiro da Silva
Adubação NPK e calagem na produção de massa verde e sementes de crotalária
São relatados dois experimentos de campo visando avaliar o efeito de nitrogênio, fósforo e potássio na presença e na ausência de calcário, na produção de massa verde e de sementes de crotalária. Os experimentos foram realizados no Centro Experimental de Campinas e na Estação Experimental de Tatuí, em Latossolo Roxo, no ano agrícola de 1969/70. Os resultados obtidos mostram claramente que o efeito para a utilização do fósforo foi significativo em solos com menor teor deste elemento e que houve efeito altamente positivo para o emprego do calcário na localidade de Tatuí.
2022-12-06T13:19:27Z
Salgado,Antonio Luiz de Barros Azzini,Anísio Feitosa,Celi Teixeira Petinelli,Armando Veiga,Arruda
Melhoramento do trigo: VI. hereditariedade da tolerância a três concentrações de alumínio em solução nutritiva
No estudo dos cultivares de trigo C-3, BH-1146, Siete Cerros e Brevor em soluções nutritivas contendo oito concentrações de alumínio (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 10mg/litro), BH-1146 e C-3 mostraram tolerância a todas as concentrações de Al empregadas, e Brevor e Siete Cerros apresentaram-se sensíveis à presença de 1mg/litro de Al3+ nas soluções. A tolerância a dada concentração de alumínio foi medida pela capacidade de crescimento da raiz primária central da planta em solução nutritiva completa, após um tratamento de 48 horas em solução contendo determinada quantidade de alumínio. Os cultivares C-3 e Siete Cerros, considerados pais, e as populações F1 e F2, provenientes dos seus cruzamentos, foram testados em soluções nutritivas contendo 3, 6 e 10mg/litro de alumínio. Os resultados obtidos mostraram que, para 3mg/litro de alumínio, o cultivar C-3 diferiu de Siete Cerros por um par de genes dominantes para tolerância. Houve uma quebra gradual da dominância do par de genes responsável pela reação de tolerância quando se empregou a concentração de 6mg/litro de Al3+. O cultivar Siete Cerros diferiu do C-3 por um par de genes dominantes para sensibilidade, quando foram estudados em solução nutritiva contendo 10mg/litro de Al3+, ou o C-3 diferiu do Siete Cerros por um par de genes dominantes para tolerância, nessa concentração, considerando que os indivíduos heterozigotos das populações F1 e F2, apresentaram reação de sensibilidade. Os indivíduos heterozigotos das populações F1 e F2, revelaram tolerância a 3mg/litro, a qual foi diminuída a 6mg/litro, e apresentaram suscetibilidade total a 10mg/litro, com base na hipótese de a tolerância ser devida a um par de genes dominantes. Altos valores da herdabilidade em sentido amplo (0,725 a 0,895) indicaram que a seleção para tolerância ao alumínio seria eficiente na população proveniente do cruzamento entre um cultivar tolerante (C-3) e um sensível (Siete Cerros). Com grandes populações F2, seria interessante selecionar as plantas em altas concentrações de Al3+ (10mg/litro) na solução, pois seriam eliminadas as sensíveis (homozigotas recessivas e heterozigotas) e selecionadas as tolerantes homozigotas. Por outro lado, seria de interesse utilizar baixas concentrações de alumínio (3mg/litro) na solução quando pequenas populações F2 forem disponíveis, eliminando somente as plantas sensíveis (homozigotas recessivas) e selecionando as tolerantes (homozigotas e heterozigotas).
2022-12-06T13:19:27Z
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira
Melhoramento do trigo: VII. Herdabilidade e coeficientes de correlação entre caracteres agronômicos, em populações híbridas de trigo, em diferentes solos paulistas
Os cultivares C-3 e Siete Cerros foram cruzados e os cultivares pais, F1, F2 e retrocruzamentos para ambos os pais foram avaliados em um ensaio em delineamento de blocos ao acaso, com quatro repetições, em condição de vaso com solo de alta fertilidade. O experimento foi conduzido em telado localizado no Centro Experimental de Campinas. Correlações genéticas entre produção de grãos por planta e sete caracteres agronômicos, assim como valores do herdabilidade no sentido amplo e restrito para todos os caracteres, foram estimados, além de correlações fenotípicas e ambientes entre a produção de grãos e os sete caracteres. As correlações genéticas mostraram que produção de grãos foi associada positivamente com altura de planta (r = 0,377), número de espigas por planta (r = 0,919), número de espiguetas por espiga (r = 0,219) e peso de cem grãos (r = 0,814). Seleções para maior número de grãos por espiga e espigueta poderiam influir negativamente na produção de grãos. Os cultivares pais e as populações F1 e F2 foram também avaliados em vasos contendo solos de cinco diferentes locais das regiões tritícolas paulistas e referentes às profundidades de amostragem 0-30cm e 30-60cm. Como tratamento adicional, foi incluído um solo de várzea, da camada 0-30cm do Centro Experimental de Campinas. Nos solos ácidos com altos teores de alumínio, as plantas sensíveis a essas condições apresentaram acentuada redução na produção de grãos; altura das plantas; número de espigas por planta e de espiguetas por espiga; comprimento das espigas, e fertilidade das flores, evidenciada pela significativa diminuição do número de grãos por espiga e por espigueta. Quando foi utilizado o solo da camada 0-30cm de profundidade da Fazenda Canadá, em Assis, apresentando pH superior a 6,0, alta disponibilidade de bases, média de fósforo e ausência de Al3+, as correlações genéticas mostraram associações positivas entre produção de grãos com altura das plantas (r = 0,224), número de espigas per planta (r = 0,500) e de espiguetas por espiga (r = 0,856), e peso de cem grãos (r > 1,00), e negativas com número de grãos por espiga (r = 0,068) e por espigueta (r = -0,873) e com comprimento da espiga (r = 0,463). Para o solo da camada 0-30cm de profundidade de Itararé, apresentando pH = 4,6, baixa concentração de bases, reduzida disponibilidade de fósforo e altos teores de Al3+ as correlações genéticas mostraram que as plantas mais produtivas e, conseqüentemente, mais tolerantes ao Al3+, estavam associadas com plantas altas (r = 0,710), maior número de espigas por planta (r > 1,00); maior número de grãos por espiga e espigueta (r = 0,727 e r = 0,753 respectivamente), grãos mais pesados (r = 0,785) e provenientes de espigas mais longas (r = 0,733). Para o desenvolvimento de plantas baixas, tolerantes às condições de solo ácido e com alto potencial de produção, haveria necessidade de grandes populações F2 para assegurar o aparecimento de recombinantes desejáveis.
2022-12-06T13:19:27Z
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Oliveira,Otávio Franco de Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Castro,Jairo Lopes de Ramos,Valdir Josué
Avaliação de métodos químicos para predizer a disponibilidade do nitrogênio orgânico no solo
Vários métodos químicos recomendados para predizer a disponibilidade do nitrogênio orgânico no solo foram avaliados, usando-se nitrogênio mineralizável pela incubação aeróbica e anaeróbica, em condições de laboratório, como padrões. Sessenta e duas amostras de solo, variando amplamente em pH, textura, matéria orgânica e manejo da gleba, foram coletadas de áreas representativas do Estado do Mississippi. Baseados no grau de consistência de correlação com o nitrogênio mineralizado por ambas as incubações, aeróbica e anaeróbica, os métodos químicos se classificaram na seguinte ordem, como índices de disponibilidade do nitrogênio orgânico no solo, usando-se análise de correlação simples: hidrólises com Ca(OH)2 > nitrogênio total > digestão com permanganato alcalino > nitrogénio pelo método Walkley-Black > métodos de autoclavagens > matéria orgânica > absorção pela luz ultravioleta. Essa ordem foi inalterada pela inclusão da relação carbono:nitrogênio (C:N) aos métodos biológicos, usando-se regressão múltipla e análises de correlação, exceto no método da matéria orgânica, que passou então a situar-se entre os métodos químicos, apresentando as maiores correlações com os biológicos.
2022-12-06T13:19:27Z
Rodrigues Filho,Francisco Solano de Oliveira Lancaster,James D.
O pH das soluções nutritivas no comportamento de cultivares de trigo à toxicidade de alumínio
Foram estudados nove cultivares de trigo em soluções nutritivas contendo quatro níveis de alumínio (0, 5, 10 e 20mg/litro) combinados com três níveis de pH (4,0, 5,0 e 6,0). A tolerância foi medida pela capacidade de as raízes primárias continuarem a crescer em solução sem alumínio, após um período de permanência de 48 horas em solução contendo determinados níveis de pH e de alumínio. Os cultivares BH-1146, IAC-18, IAC-13 e C-3 foram tolerantes; IAC-17 e Alondra-4546 foram moderadamente tolerantes, e Síete Cerros, Super-x e CNT-8 foram sensíveis à presença de quantidades crescentes de Al3+ nas soluções de tratamentos quando foi mantido o pH 4,0. Todos os cultivares foram tolerantes às dosagens de alumínio estudadas quando foram mantidos os níveis de pH 5,0 ou 6,0. Ficou confirmado que um controle rigoroso do pH da solução tratamento é um fator de grande importância no estudo da toxicidade do alumínio a diferentes cultivares de trigo.
2022-12-06T13:19:27Z
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira
Comportamento de cultivares de triticale e de trigo no Vale do Paranapanema
Foram instalados nos anos de 1979, 1980 e 1981, na Fazenda Santa Inês, no Vale do Paranapanema, município de Maracaí, ensaios comparativos entre quinze cultivares de triticale e três de trigo cultivados no Estado de São Paulo. Considerando os ensaios em conjunto, não houve diferença estatística, para a produção de grãos, entre todos os cultivares estudados; houve, porém, uma tendência de o 'TCEP 77138' (triticale) apresentar maior média de produtividade. Os cultivares de triticale apresentaram maior resistência a Puccinia graminis tritici, em condições de campo, quando comparados aos de trigo, que demonstraram reações de suscetibilidade. No entanto, foram mais sensíveis às manchas foliares causadas por Helminthosporium sp, e Septoria sp., e mostraram grãos mais enrugados, embora 'TCEP 77138' apresentasse grãos com boa formação, isto é, com muito pouco enrugamento.
2022-12-06T13:19:27Z
Felício,João Carlos Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Barros,Benedito de Camargo