Repositório RCAAP
Adubação do algodoeiro com micronutrientes e matéria orgânica em solos de cerrado
Ensaios de campo foram conduzidos no Estado de São Paulo, por dois anos agrícolas, 1973/74 e 1974/75, em solos de cerrado, classificados como Latossolo Vermelho-Amarelo fase arenosa, no município de Aguaí, e Podzólico Vermelho-Amarelo variação Laras, no de Ibitiruna, para estudar a aplicação de micronutrientes (zinco, cobre e manganês) e matéria orgânica (esterco de galinha) na cultura do algodoeiro. Não foram verificados efeitos significativos pela aplicação de micronutrientes, embora fornecimentos isolados dos elementos, em associação com uma adubação básica NPK, tenham proporcionado aumentos de 18, 30 e 35% na produção, respectivamente para zinco, cobre e manganês. O esterco de galinha provocou efeito significativo sobre a produção, com aumentos de até 44%, quando utilizado na dose de 800kg/ha. Sua aplicação não associada à adubação mineral básica NPK, proporcionou produção de algodão em caroço semelhante ao tratamento sem adubo, no ano agrícola 1974/75. Não foi constatado efeito significativo dos micronutrientes e da matéria orgânica, quer sobre as características agronômicas, quer sobre as propriedades tecnológicas da fibra.
2022-12-06T13:19:27Z
Rodrigues Filho,Francisco Solano de Oliveira Sabino,Nelson Paulieri
Diferentes concentrações de alumínio em solução nutritiva na tolerância de cultivares de arroz
Foram estudados onze cultivares de arroz em soluções nutritivas contendo seis níveis de alumínio (0, 10, 20, 30, 40 e 50mg/litro) mantendo-se constante a temperatura de 30±1°C e o pH das soluções igual a 4,0. A tolerância foi medida pelo comprimento médio da raiz primária central, peso seco total das folhas e das raízes de vinte plantas após serem cultivadas durante dez dias em soluções nutritivas contendo diferentes concentrações de alumínio. A presença de qualquer das doses de alumínio foi prejudicial a todos os cultivares estudados. Os cultivares IR-8, IR-841 e IAC-899 foram sensíveis quando se empregaram 10mg/litro de Al3+ nas soluções, ao passo que os cultivares IAC-435, IAC-120, IAC-165, IAC-164, Pérola, Blue Bonnet, IAC-47 e IAC-25 mostraram-se tolerantes, mantendo essa tolerância mesmo quando se empregaram 20mg/litro de Al3+ nas soluções. Todos os cultivares foram sensíveis quando foi aplicada a quantidade de alumínio equivalente a uma concentração de 50mg/litro. Os teores de alumínio em partes por milhão aumentaram e os teores de Ca, Mg e K diminuíram na matéria seca da parte aérea de todos os cultivares à medida que se aumentaram as concentrações de Al nas soluções nutritivas.
2022-12-06T13:19:27Z
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Camargo,Octávio Bento de Almeida Souza,Derly Machado de
Tolerância de cultivares de arroz em estádio de plântula a diferentes níveis de ferro em solução nutritiva
Foram estudados sete cultivares de arroz em soluções nutritivas, sem arejamento, contendo quatro níveis de ferro (0,56; 100; 200 e 400mg/litro), mantendo-se constante a temperatura das soluções de 30±1°C, e o pH, 4,0. A tolerância foi medida pelo comprimento médio da raiz primária e pelo peso seco total da parte aérea de vinte plântulas cultivadas durante dez dias em soluções nutritivas contendo diferentes concentrações de ferro. A presença das doses elevadas de ferro (100, 200 e 400mg/litro) foi prejudicial a todos os cultivares estudados, os quais mostraram sintomas típicos de toxicidade de ferro, dependendo em intensidade do grau de tolerância de cada um. Os teores de ferro (ppm) aumentaram na parte aérea de todos os cultivares, em função do aumento das concentrações de ferro nas soluções nutritivas. A maior tolerância do Pérola pareceu ser devida a uma menor absorção de ferro das soluções em comparação com os outros cultivares estudados. A presença de altos teores de ferro na parte aérea dos cultivares, com reações intermediárias e sensíveis a doses crescentes desse elemento nas soluções, indicou que suas respostas seriam devidas a uma maior ou menor tolerância às altas concentrações de ferro no interior das folhas, e não a uma maior ou menor absorção desse elemento das soluções.
2022-12-06T13:19:27Z
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira
Tolerância de cultivares de arroz a dois níveis de alumínio em soluções nutritivas contendo diferentes concentrações de sais
Foi estudado o comportamento diferencial de seis cultivares de arroz em soluções nutritivas contendo dois níveis de alumínio (20 e 40mg/litro) combinados com quatro diferentes concentrações salinas. A tolerância ao excesso de Al foi medida pelo comprimento médio das raízes e pelo peso da matéria seca da parte aérea dos cultivares avaliados após dez dias de crescimento em solução nutritiva contendo uma concentração calculada de sais e de alumínio. Os cultivares IAC-120, IAC-435, IAC-164 e IAC-165 foram tolerantes a 20mg/litro de Al3+, independente da concentração salina das soluções, e IAC-899 e IR-841 foram sensíveis a essa concentração de alumínio quando a concentração salina foi diluída para um quinto e um décimo da solução nutritiva completa. Os cultivares IAC-120, IAC-435, IAC-164 e IAC-165 foram mais tolerantes a 40mg/litro de Al3+ quando se empregaram soluções salinas mais concentradas, mostrando, porém, menor tolerância a essa concentração de Al3+ nas soluções salinas com um décimo da concentração da nutritiva completa. Os cultivares IAC-899 e IR-841 foram sensíveis a 40mg/litro de Al3+, mesmo com soluções salinas mais concentradas, e aumentaram essa sensibilidade à medida que as concentrações salinas das soluções se tornaram mais diluídas. Os sintomas de toxicidade de alumínio em arroz poderiam ser obtidos ou por aumentar a concentração de alumínio ou por diminuir as concentrações de sais da solução nutritiva para todos os cultivares estudados, mantendo-se constante a temperatura de 30±1°C e o pH 4,0.
2022-12-06T13:19:27Z
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira
Pré-seleção de estirpes de Rhizobium sp. para amendoim
Um ensaio foi conduzido em casa de vegetação, com solução nutritiva isenta de N, com o objetivo de selecionar estirpes de Rhizobium eficientes fixadoras de N2, quando associadas com amendoim (Arachis hypogaea L.) cultivar Tatu. Foram testadas 35 estirpes de Rhizobium sp., isoladas de quinze diferentes espécies de leguminosas tropicais, e incluído um tratamento de inoculação com solo previamente cultivado com amendoim. Das 35 estirpes testadas, doze formaram nódulos e, entre essas, sete foram eficientes fixadoras de nitrogênio. Das doze estirpes que nodularam, sete foram isoladas de leguminosas da tribo Hedysareae (à qual pertence o género Arachis) e, destas, apenas quatro foram eficientes fixadoras de nitrogênio. O peso e o número de nódulos não se mostraram como critérios adequados para avaliação da eficiência.
2022-12-06T13:19:27Z
Giardini,Antonio Roberto Lopes,Eli Sidney Neptune,André Martin Louis
Produção, absorção e extração de nutrientes por linhagem de soja que nodula e que não nodula. I. Efeito do nitrogênio mineral e da inoculação
Um experimento com as linhagens isogênicas de soja D71.93.30, que nodula, e D71.93.31, que não nodula, foi conduzido em casa de vegetação para estudar o efeito da aplicação de nitrogênio em cobertura sobre o crescimento e produção de grãos. O ensaio foi conduzido em vasos com quatro tratamentos: 1) D71.93.30 + inoculante; 2) D71.93.30 + inoculante + N; 3) D71.93.31 e 4) D71.93.31 + N, em delineamento inteiramente casualizado. Na época do florescimento mediram-se a produção de matéria seca da parte aérea e a concentração de nutrientes nas folhas. Quando da maturação das plantas, foi medida a produção de sementes e o seu teor de N, P, K, Ca, Mg e S. Não houve grandes diferenças na produção de matéria seca por ocasião do florescimento devido aos tratamentos, porém a produção de grãos da linhagem que não nodula, D71.93.31, foi bastante afetada pela deficiência de N, mesmo no tratamento adubado. Na linhagem que nodula, D71.93.30, não houve resposta à aplicação de N em cobertura sobre a concentração desse nutriente nas folhas, nas sementes e na produção de grãos.
2022-12-06T13:19:27Z
Mascarenhas,Hipólito Antonio Assunção Bulisani,Eduardo Antonio Bataglia,Ondino Cleante Falivene,Sonia Maria Pierro
Melhoramento do algodoeiro no Estado de São Paulo: obtenção das variedades IAC RM3, IAC RM4, IAC 16 e IAC 17
O aparecimento da murcha de Fusarium do algodoeiro, no Estado de São Paulo, em 1957, estimulou a realização de intensos trabalhos de seleção e estudos genealógicos nos materiais da coleção do Instituto Agronômico. Graças à constituição genética favorável da variedade Auburn 56, de origem norte-americana, variedades resistentes a essa doença e adaptadas às condições estaduais têm sido entregues aos lavradores desde 1963. A partir de 'Auburn 56', por seleção genealógica, foram obtidas, até 1975, as variedades IAC RM3 e IAC RM4 e suas populações melhoradas, IAC 16 e IAC 17, propiciando, até o presente, solução ao problema da murcha de Fusarium na lavoura algodoeira paulista. Os resultados mostraram também que a seleção individual realizada nas condições de ambiente diferente do original constitui meio eficiente de melhorar variedades recém-introduzidas no Estado.
2022-12-06T13:19:27Z
Gridi-Papp,Imre Lajos Fuzatto,Milton Geraldo Cavaleri,Popílio Angelo Cia,Edivaldo Silva,Nelson Machado da Ferraz,Carlos Antonio Menezes Schmidt,Walter Neves,Osvaldo da Silveira Rodrigues Filho,Francisco Solano Oliveira Chiavegato,Ederaldo José Sabino,Nelson Paulieri Martinelli,Edmur Seixas Lazzarini,José Fernando Corrêa,Francisco Alves Grossi,José Maria Mendes
Número de locos e ação gênica de fatores para porte pequeno em Coffea arabica L.
Analisaram-se, geneticamente, os fatores que reduzem a altura das plantas nos seguintes cultivares de Coffea arabica: Caturra (C 476, C 477), San Bernardo (C 1039), Pacas (C 1467), Vila Sarchi (C 1468), San Ramón x Bourbon (C 1036), Vila Lobos (C 1089) e San Ramón (C 457 e C 601). Realizaram-se cruzamentos com o cultivar Arábica, tomado como padrão e entre eles. As conclusões relatadas são resultantes do estudo de 91.358 plantas, envolvendo gerações S1, S2, S3, F1 e F2, retrocruzamentos e cruzamentos-teste. O porte reduzido em cada cultivar é devido a um fator simples, dominante em relação ao alelo do Arábica. Três locos foram identificados - São Bernardo (Sb), San Ramón (Sr) e Caturra (Ct) - segregando independentemente, em combinações diíbridas. Possivelmente, outros locos estejam também envolvidos. Pacas e Vila Sarchi possuem alelos para o mesmo loco, enquanto o fator da introdução C 1036 é alelo a Ct. Não há informações precisas se o fator de Vila Lobos é alelo a Sr, embora ambos segreguem independentemente dos fatores Ct e Sb, e o fator presente em Vila Lobos seja independente também daquele presente em Pacas e Vila Sarchi. As análises em progênies das gerações F1 e F2 e de retrocruzamentos de plantas com dois quaisquer desses fatores revelaram uma interação interlocos do tipo epistasia duplo dominante. A presença de um alelo dominante em um loco mascara o efeito de outro fator dominante. Plantas homozigotas ou heterozigotas para um alelo dominante em um ou dois locos são visualmente indistinguiveis pela altura. Mediante hibridações com o cafeeiro Murta, verificou-se serem o San Ramón derivado do Arábica e o Caturra, do Bourbon.
2022-12-06T13:19:27Z
Carvalho,Alcides Medina Filho,Herculano Penna Fazuoli,Luiz Carlos Costa,Waldir Marques da
Genética de Coffea: XXVI. Hereditariedade do porte reduzido do cultivar Caturra
A mutação de Coffea arabica, conhecida sob a denominação de Caturra, caracteriza-se pela redução do comprimento médio dos internódios dos ramos ortotrópicos e plagiotrópicos, o que diminui a altura das plantas, conferindo-lhes um aspecto compacto. Surgiu provavelmente no Bourbon Vermelho, e sua produção se assemelha à deste cultivar. Devido a suas características, a densidade de plantio poderá ser aumentada, refletindo favoravelmente na produçãc por área, e facilitando tanto a colheita como os tratos culturais e fitossanitários. A análise genética, realizada a partir dos tipos paternais Caturra e Normal, que abrangeu a classificação de plantas S1, S2, S3 , S4, S5, F1, F2 e BC e cruzamentos-testes e seus descendentes, num total de 55.516 plantas, indicou que o porte reduzido do Caturra é controlado por um fator genético simples, ao qual foi proposto o símbolo Ct. A dominância é completa, sendo indistinguíveis os cafeeiros de genótipos CtCt e Ctct. Dado o interesse que apresentam as plantas de porte reduzido, o fator Caturra vem sendo transferido a outros cultivares de C. arabica de maior interesse econômico.
2022-12-06T13:19:27Z
Carvalho,Alcides Medina Filho,Herculano Penna Fazuoli,Luiz Carlos Costa,Waldir Marques da
Tolerância de cultivares de soja a dois níveis de alumínio em soluções nutritivas em diferentes concentrações salinas
Os cultivares Biloxi, Cristalina, Santa-Rosa e UFV-1 foram testados em soluções nutritivas contendo 1/10, 1/5 e 1/2 da concentração salina, na solução nutritiva completa em presença de 1 e 5mg de Al3+/litro. Os resultados mostraram que na identificação dos cultivares tolerantes dos suscetíveis ao alumínio, tanto poderia ser usada a concentração de sais de 1/10 combinado com 1mg de Al3+/litro de Al, como 1/2 de concentração de sais combinados com 5mg de Al3+/litro e utilizado o comprimento da raiz primária como parâmetro de avaliação. Tanto o peso seco da parte aérea como o das raízes mostraram tendência de aumentar à medida que cresceu a concentração de sais, independente da concentração de Al3+ utilizada. Os teores de Ca, Mg e K nas partes aéreas das plântulas aumentaram e os de Al diminuíram à medida que se aumentou a concentração de sais nas soluções. O decréscimo nos teores de Al na parte aérea foi menor para o cultivar Biloxi, independentemente da concentração de Al3+ utilizada nas soluções.
2022-12-06T13:19:27Z
Mascarenhas,Hipólito Assunção Antonio Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Falivene,Sônia Maria Pierro
Adubos fosfatados na absorção de fósforo pela soja em presença e ausência de calagem
Num experimento conduzido em São Simão (SP) durante três anos consecutivos, em um latossolo roxo de textura média, anteriormente sob vegetação de cerrado, estudou-se o efeito da aplicação de fosfato-de-araxá, hiperfosfato, termofosfato (Yoorin) e superfosfato triplo em presença e ausência de calagem, sobre o crescimento, produtividade e absorção de nutrientes pela soja cultivar Santa-Rosa. Os dados evidenciaram a importância dos nutrientes acompanhantes de fósforo dos adubos fosfatados, especialmente do cálcio, sobre o crescimento, produção de grãos e absorção de fósforo pela parte aérea da soja. Na presença de calagem, não houve diferença marcante entre os adubos sobre a produtividade e absorção do fósforo. Na sua ausência, os adubos menos solúveis, aplicados em maiores quantidades e, portanto, levando grandes quantidades de cálcio, mostraram efeitos residuais melhores que os fosfatados mais solúveis. A produtividade com a aplicação dos fosfatos menos solúveis no terceiro ano de plantio sem calagem mostrou boa correlação com a absorção de cálcio, magnésio, fósforo e com a relação Ca/Mn das folhas.
2022-12-06T13:19:27Z
Bataglia,Ondino Cleante Mascarenhas,Hipólito Antonio Assunção Nagai,Violeta
Efeito de diferentes condições de fermentação sobre o teor e composição da fração de sapogeninas do suco de sisal
Suco de sisal (Agave sisalana (Engelm.) Perrine), recém-colhido, foi deixado fermentar por dez dias, espontaneamente ou por Saccharomyces cerevisae, processando-se, em cada caso, a fermentação protegida ou não do ambiente. Observou-se que os teores de sapogeninas totais, hecogenina, tigogenina, de duas sapogeninas não-identificadas, e de sólidos totais são significativamente dependentes do tipo e da duração da fermentação, sendo a última característica dependente também da condição de fermentação. Obtiveram-se maiores teores de sólidos totais e de sapogeninas totais por fermentação espontânea que por S. cerevisae e, em ambos os casos, quando protegida do ambiente. Não há, entretanto, qualquer correlação significativa entre os teores de sólidos totais e de sapogeninas. As reações de formação de sapogeninas são oscilantes, fazendo que os maiores teores de sapogeninas sejam obtidos em torno do segundo dia de fermentação.
2022-12-06T13:19:27Z
Zullo,Marco Antonio Teixeira Moraes,Roberto Machado de Salgado,Antonio Luiz de Barros Azzini,Anísio
'Precoce de Itupeva' e 'Branca de Guapiara': novos cultivares IAC de nectarina branca
'Precoce de Itupeva' (IAC N 4474-5) e 'Branca de Guapiara' (IAC N 2374-8) são dois novos cultivares de nectarina, obtidos no Instituto Agronômico de Campinas, dentro do seu programa de melhoramento genético. Trata-se de seleções obtidas na geração F2, através de cruzamentos originais entre cultivares locais de pêssego e os de nectarina procedentes da Flórida (EUA). Os frutos são de polpa branca, de caroço solto e de paladar doce-acidulado agradável, com doçura pronunciada. As plantas apresentam alta produtividade, demonstrando assim pequena exigência de frio, o que propicia novas opções para a escolha do material a ser cultivado nas condições de inverno ameno do Estado de São Paulo e nas regiões de ecologia similar.
2022-12-06T13:19:27Z
Ojima,Mário Campo Dall'Orto,Fernando Antonio Tombolato,Antonio Fernando Caetano Barbosa,Wilson Rigitano,Orlando Castro,Jairo Lopes de Scaranari,Hélio José Martins,Fernando Picarelli Alves,Sebastião
Sistemas de preparo do solo para as culturas de soja e trigo
No presente trabalho estudaram-se dois processos de semeadura, a direta e a convencional, para as culturas de soja (Glycine max (L.) Merrill) e trigo (Triticum aestivum L.) plantadas num mesmo ano. Ênfase especial foi dada ao problema das máquinas utilizadas nos dois sistemas de semeadura, caracterizando-se os diversos parâmetros envolvidos. Montou-se um ensaio de campo na Fazenda Canadá, município de Assis, no período 1979-82, com três safras para as duas culturas. Para o trigo, os tratamentos foram: preparo convencional (grade pesada e grade niveladora) e semeadura direta. Para a soja: convencional mais escarificação; convencional; aração e gradeação; aração e gradeação mais escarificação e semeadura direta. Os resultados mostraram que a interação entre os tratamentos aplicados numa cultura e os aplicados na cultura seguinte não foi significativa, não havendo também influência de preparo de solo para soja sobre a produção de trigo, exceto no ano agrícola 1981/82, em que as produções de soja sofreram influência do tipo de preparo de solo para a semeadura do trigo. A economia de combustível foi bastante significativa na semeadura direta das duas culturas. As máquinas para semeadura direta devem ser articuladas para que possam acompanhar as irregularidades do terreno.
2022-12-06T13:19:27Z
Silveira,Gastão Moraes da Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Freitas,José Guilherme de Jorge,José Antonio Nagai,Violeta
Variabilidade na produção em progênies do cafeeiro 'Mundo Novo'
Quinze progênies S1 do cultivar Mundo Novo de Coffea arabica L. foram plantadas em Campinas em 1944 para fins de seleção. As produções de cada cafeeiro foram anotadas por 37 anos consecutivos (1946/82), a fim de avaliar a sua capacidade produtiva. Verificou-se acentuada variabilidade na produção total, tanto entre as plantas da mesma progênie como entre as diferentes progênies. As maiores produções totais referem-se às progênies CP 376, CP 386, CP 379, CP 387 e CP 382, independentemente das falhas apresentadas. Algumas das plantas vêm, ainda, apresentando boas produções, porém a maioria teve a maior produção do 16° ao 18° ano. O número de falhas começou a acentuar-se a partir da 23ª produção anual e aumentou até a 34ª. As falhas atingiram 15% para a progênie CP 379, 55% para as progênies CP 388 e CP 381, e 60% para a CP 382. As demais apresentaram valores intermediários. Novas seleções foram realizadas dentre os cafeeiros mais promissores das melhores progênies, a fim de testá-los em várias localidades, avaliar a sua capacidade produtiva e confirmar a sua longevidade.
2022-12-06T13:19:27Z
Carvalho,Alcides Monaco,Lourival Carmo Fazuoli,Luiz Carlos Costa,Waldir Marques da Medina Filho,Herculano Penna
Deslignificação dos resíduos agrícolas da cultura da mamona para produção de celulose e papel
Foram estudados os resíduos agrícolas da cultura da mamona (cultivar IAC-80), visando a sua conversão em celulose para papel, mediante os processos alcalinos soda e sulfato. A quantidade estimada desse material nas áreas dos experimentos foi 17, 20 e 26t/ha, respectivamente, para as regiões de Campinas, Tatuí e Tietê. A densidade básica dos caules e ramos da mamona em comparação com as madeiras é baixa (0,228g/cm³). O estudo micrométrico mostrou que as fibras do líber são extremamente longas (5,51mm), contrastando com as fibras curtas do lenho (0,87mm). Os valores obtidos para as diversas características tecnológicas estudadas evidenciam a possibilidade técnica de utilizar esse resíduo agrícola para produção de celulose e papel, ressaltando que seu principal inconveniente é o elevado teor de medula (21,17%). A fração medular, por não ser fibrosa, influi negativamente no rendimento em celulose e no consumo de reagentes químicos.
2022-12-06T13:19:27Z
Azzini,Anísio Savy Filho,Ângelo Salgado,Antonio Luiz de Barros Arnaldi,Francisca Zuleide
Disponibilidade de potássio em solos para capim-braquiária cultivado em vasos
Procurou-se testar a hipótese de que o potássio trocável seria a única forma do nutriente disponível para o capim-braquiária (Brachiaria decumbens Stapf.) nos solos estudados. Foram utilizadas amostras superficiais de seis solos com horizonte B latossólico, nove com horizonte B textural e um orgânico, bem como amostras do horizonte B de sete solos com B textural e de um Latossolo. O ensaio foi feito com vasos de 2 litros de terra, obtendo-se três cortes do capim. Analisou-se o potássio trocável no solo no início e no final do ensaio e determinou-se o potássio absorvido pela parte aérea do capim. A absorção de potássio em geral superou a diminuição da quantidade de potássio trocável, entre o inicio e o fim do experimento, em cerca de 50% para as amostras superficiais e em mais de duas vezes para as amostras do horizonte B, chegando a dez vezes mais em um caso. Não obstante isso, excluindo-se uma amostra de solo que teve comportamento excepcional, o potássio absorvido apresentou alta correlação com a quantidade trocável, tanto para o primeiro corte (r = 0,911) como para a soma dos três cortes (r = 0,913). Concluiu-se que a planta aproveitou quantidades de potássio que superaram os teores trocáveis dos solos, principalmente de amostras do horizonte B de podzólicos.
2022-12-06T13:19:27Z
Van Raij,Bernardo Quaggio,José Antonio
Melhoramento do trigo: VIII. Associações entre produção de grãos e outros caracteres agronômicos em populações híbridas envolvendo diferentes fontes de nanismo
Foram estimados os valores da herdabilidade para várias características da planta do trigo (comprimento da espiga, número de espiguetas por espiga, número de grãos por espiga e de grãos por espigueta, peso de cem grãos, número de espigas por planta, altura das plantas e produção de grãos), bem como as correlações entre produção de grãos e os demais caracteres agronômicos. Os estudos foram realizados em cruzamentos entre o cultivar C-3, de porte alto, e os cultivares Tordo, Vican-71 e Olesen, de porte anão, e 'Siete Cerros', de porte semi-anão. Sementes representando os pais e as gerações F1 e F2 e os retrocruzamentos para ambos os pais foram utilizados em um ensaio, em blocos ao acaso, com quatro repetições, conduzido na Estação Experimental de Itararé, do Instituto Agronômico. Os dados foram coletados na base de plantas individuais. A herdabilidade no sentido amplo, para número de espiguetas por espiga e altura das plantas foi, respectivamente, 0,533 e 0,525, enquanto para comprimento da espiga, número de grãos por espiga e de grãos por espigueta, peso de cem grãos e número de espigas por planta, os valores observados variaram de 0,339 a 0,473. Para produção de grãos a estimativa obtida da herdabilidade no sentido amplo foi 0,255. Os valores da herdabilidade no sentido restrito, para os caracteres estudados, com exceção do número de espigas por planta, mostraram que grande parte da variabilidade de origem genética encontrada nas populações está também associada a uma ação aditiva dos genes. As correlações fenotípicas entre a produção de grãos e todos os demais caracteres agronômicos foram positivas e significativas ao nível de 1% para quase todas as populações estudadas. Constituíram exceções as correlações fenotípicas entre produção de grãos e número de espiguetas por espiga para as populações C-3 x Siete Cerros e C-3 x Vican-71; entre produção de grãos e peso de cem grãos para a população C-3 x Siete Cerros, e entre produção de grãos e número de grãos por espigueta para as populações C-3 x Siete Cerros, C-3 x Tordo, e C-3 x Olesen, que foram também positivas, porém significativas apenas ao nível de 5%.
2022-12-06T13:19:27Z
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira
Efeitos de raios X na indução de mutações em Coffea arabica
Sementes autopolinizadas do cultivar Bourbon Vermelho (Coffea arabica L.) gerações S4 e S5 e de linhas puras obtidas a partir de haplóides, foram expostas a irradiações de raios X, correspondentes a dosagens de 5.000, 10.000, 12.500 e 23.000 R. Verificou-se na geração M2 de uma das plantas obtidas no tratamento com 12.500 R a ocorrência de uma mutação recessiva do tipo angustifólia. Cafeeiros com fenótipo normal, resultantes de sementes irradiadas com 5.000 e 23.000 R foram plantados no campo, em experimentos, cuja produção foi controlada por 14 anos. Notou-se, entre eles, diferenças acentuadas na produção de café cereja. Progênies desses cafeeiros com maior e menor produção, plantadas em outros experimentos e colhidas durante sete anos consecutivos, não revelaram correlação positiva entre a produção das plantas matrizes e suas progênies. O mesmo fato foi observado em um terceiro experimento, cujas produções individuais foram seguidas por cinco anos consecutivos. Os dados indicam que não devem ter ocorrido mutações favoráveis que contribuíssem para a melhoria de produção. Como o número de plantas analisadas foi relativamente pequeno, o fato de terem sido observadas mutações sugere a possibilidade de o processo contribuir para acréscimos na variabilidade genética em C. arabica.
2022-12-06T13:19:27Z
Carvalho,Alcides Fazuoli,Luiz Carlos Medina Filho,Herculano Penna
Fontes de resistência a Scrobipalpula absoluta (Meyrick, 1917) em tomateiro
Com o objetivo de encontrar fontes de resistência à traça Scrobipalpula absoluta (Meyr.), em tomateiro, foram avaliados diversos genótipos das espécies Lycopersicon esculentum, L. pimpinellifolium e L. peruvianum. Em triagem inicial em casa de vegetação, as introduções NAV 29 e NAV 115, pertencentes a L. peruvianum, destacaram-se como os genótipos mais resistentes a esse inseto, apresentando a menor perda de área foliar. Uma linhagem de L. pimpinellifolium, NAV 98, mostrou-se menos atacada nos ponteiros que os genótipos de L. esculentum. Uma mistura de pólen de NAV 29 e NAV 115 foi utilizada para polinização de plantas dessas duas introduções, e as sementes obtidas desse processo denominaram-se NAV 29/115. A seguir, foi feito experimento em casa de vegetação envolvendo NAV 29/115, NAV 98, 'Rio Grande' e 'Pavesetter', sendo esses dois cultivares de L. esculentum de crescimento determinado. A infestação foi artificial, através de plantas fortemente infestadas pela traça e colocadas entre as plantas do experimento. Avaliações feitas periodicamente estimando visualmente a porcentagem de área foliar consumida pelas lagartas de S. absoluta, evidenciaram alta resistência de NAV 29/115 em relação aos demais materiais. O presente trabalho mostra que NAV 29, NAV 115 e NAV 29/115, genótipos de L. peruvianum, constituem promissoras fontes de resistência à traça S. absoluta.
2022-12-06T13:19:27Z
Lourenção,André Luiz Nagai,Hiroshi Zullo,Marco Antonio Teixeira