Repositório RCAAP
Técnica de amostragem para comparar o dano causado pela lagarta-da-espiga, Heliothis zea (Boddie), em cultivares de milho
Neste trabalho, realizado no Instituto Agronômico, determinou-se o tamanho da amostra para estudos de danos causados pela lagarta-da-espiga, Heliothis zea (Boddie), avaliados pelo método de Widstrom. Foram utilizados dados de dois experimentos de campo, com um cultivar resistente (Asteca Prolífico VRPE VII), um suscetível (híbrido duplo IAC Hmd 7974), o 'Maya XVI' e o híbrido simples HS 7777, em 1978/79 e 1979/80. O critério para estimar o tamanho da amostra foi de que esse tamanho permitisse detectar uma diferença de 10 ou de 20% da média geral entre médias de danos, em cultivares de milho, e avaliar o dano médio por cultivar com erro-padrão de 10 ou de 20% da média. Para definir o processo de amostragem, utilizou-se o método de componentes de variância, estimados a partir de dois modelos matemáticos. O tamanho da amostra foi bastante variável entre cultivares, sendo maior no resistente. Entre os possíveis tamanhos mínimos de amostra para detectar uma diferença de 10% da média geral entre médias de danos de tratamentos, podem ser utilizados seis blocos com quatro linhas de 24 plantas; para uma diferença de 20% de média, cinco blocos com três linhas de seis plantas são suficientes. Para estimar a média de danos por cultivar, com erro-padrão de 10% de média, são necessários sete blocos com quatro linhas de 30 plantas, no cultivar Asteca, e cinco blocos com duas linhas de 24 plantas nos cultivares Hmd 7974, HS 7777 e Maya e, com erro-padrão de 20% de média, cinco blocos de três linhas com doze plantas, no 'Asteca', e cinco blocos com duas linhas de seis plantas nos demais cultivares.
2022-12-06T13:19:44Z
Nagai,Violeta Rossetto,Carlos Jorge Gomes,Frederico Pimentel
Amostragem para estudos de resistência de milho a Sitophilus zeamais motschulsky
Neste trabalho, determinou-se o tamanho da amostra para estudos de danos causados pelo caruncho Sitophilus zeamais Motschulsky, avaliados pelos métodos da escala visual de notas e do número de grãos danificados em relação ao total de grãos. O critério adotado para estimar o tamanho da amostra foi de que esse tamanho permitisse detectar uma diferença de 10 ou de 20% da média geral entre médias de danos, em cultivares de milho, e avaliar o dano médio por cultivar com um erro-padrão de 10 ou de 20% da média. Discutiu-se, também, a eficiência dos dois métodos para avaliar o dano causado pelo caruncho. Foram utilizados dados de dois experimentos de laboratório, conduzidos nos anos agrícolas de 1978/79 a 1979/80, realizado no Instituto Agronômico, Campinas. O delineamento experimental foi de blocos casualizados com 10 repetições, sendo as parcelas formadas por cinco linhas de dez espigas. Os tratamentos estudados foram um cultivar resistente, Asteca Prolífico VRPE VII, um suscetível, o híbrido duplo IAC Hmd 7974, e os cultivares IAC Maya XVI e o híbrido simples HS 7777. Para definir o processo de amostragem, utilizou-se o método de componentes de variância. O tamanho da amostra foi bastante variável entre cultivares, sendo maior no cultivar resistente e, entre métodos de avaliação, maior no método de Davis. Entre os possíveis tamanhos de amostra para detectar uma diferença de 10% da média entre médias de danos de tratamentos, podem ser utilizados: seis blocos com seis linhas de dez espigas por linha, no método de Wiseman, e dez blocos com seis espigas, no método de Davis. Para diferença de 20% da média geral, podem ser empregados: seis blocos com duas linhas de sete espigas, no método de Wiseman, e seis blocos de uma linha de dez espigas, no método de Davis. Para estimar a média de dano por cultivar com erro-padrão equivalente a 0,10 y, os tamanhos de amostra indicados são os seguintes: (a) nas avaliações, pelo método de Wiseman, 270 espigas no 'Asteca' e 70 espigas nos cultivares Hmd 7974, HS 7777 e Maya; (b) nas avaliações pelo método de Davis, 450 espigas no 'Asteca' e cerca de 300 espigas nos demais. Para uma precisão menor, ou seja, erro-padrão de 0,20 y, pode-se estimar a média a partir dos seguintes tamanhos de amostra: (a) nas avaliações pelo método de Wiseman, cinco blocos com duas linhas de seis espigas, no 'Asteca', e cinco blocos com duas linhas de três espigas, nos demais cultivares; (b) nas avaliações pelo método de Davis, cinco blocos com três linhas de seis espigas, no 'Asteca', e cinco blocos com duas linhas de cinco espigas nos restantes.
2022-12-06T13:19:44Z
Nagai,Violeta Gomes,Frederico Pimentel Rossetto,Carlos Jorge Lourenção,André Luiz
Avaliação de cultivares de milho verde em pariquera-açu
Os cultivares de milho Cargill 742, Cargill 408, Cargill 511, Cargill 501, Agroceres 162, Pioneer X 307, IAC Phoenyx 1918, IAC Phoenyx o2 1313, IAC Maya XIX e BR 126 foram avaliados em duas épocas, em plantios de inverno (maio e junho de 1983) na Estação Experimental de Pariquera-Açu, SP, com o objetivo de identificar os melhores para a produção de milho verde. Foram estudadas as seguintes características agronômicas: estande final; número e total de espigas comerciáveis; peso de espigas com palha, comerciáveis e total; índice de espigas (número de espigas comerciáveis/estande final) e peso médio de espigas comerciáveis. Os cultivares se diferenciaram quanto à população final de plantas; índice de espigas; resistência a Helminthosporium turcicum Pass.; ciclo do plantio à colheita, e produtividade: o Cargill 742 e o Cargill 408 foram os mais produtivos, superando o Agroceres 162, e mostraram ainda menor incidência de Helminthosporium turcicum, maior índice de espigas e precocidade. As condições climáticas foram atípicas, desfavoráveis à cultura do milho, provocando baixo nível de produtividade, que ainda foi lucrativo.
2022-12-06T13:19:44Z
Ishimura,Issao Yanai,Kiyoshi Sawazaki,Eduardo Noda,Massaharu
Um simulador dinâmico do crescimento de uma cultura de cana-de-açúcar
Este trabalho descreve a primeira versão de um simulador matemático-fisiológico do crescimento diário de uma cultura de cana-de-açúcar (SIMCANA) em resposta às condições do ambiente durante a estação de crescimento. SIMCANA resume a maior parte das informações disponíveis concernentes aos processos fisiológicos da cultura de cana-de-açúcar. Esta sua versão não incluí os processos degerminação e florescimento, havendo necessidade de especificar as condições da cultura no primeiro dia de simulação. Em função das condições diárias de radiação solar global, temperatura máxima e mínima, umidade relativa do ar, SIMCANA calcula as taxas de fotossíntese, respiração e crescimento da cultura, as taxas de senescência das folhas e raízes, a massa seca das folhas, colmos e raízes, e o índice de área foliar. Embora várias relações empíricas tenham sido usadas, SIMCANA parece ser capaz de simular o crescimento da cultura de cana-de-açúcar.
2022-12-06T13:19:44Z
Pereira,Antonio Roberto Machado,Eduardo Caruso
Comportamento de híbridos de cebola nas condições de Monte Alegre do Sul, SP
Avaliou-se o comportamento de cinco híbridos comerciais de cebola (Allium cepa L.) - Granex 33, Granex 429, Baia Ouro AG-55, Baia Ouro AG-55R e Baia Ouro AG-59 e cinco experimentais - FMX-151, FMX- 179, FMX-181, FMX-182 e FMX-183 quanto à qualidade e produtividade, visando introduzi-los e indicar aos produtores os melhores para o cultivo nas condições de Monte Alegre do Sul, SP, e áreas de ecologia similar. O experimento foi conduzido na Estação Experimental do Instituto Agronômico, situada naquela localidade, de 21 de março (semeadura) a 7 de novembro de 1983 (última colheita). Nas suas condições, outono-inverno, verificou-se que quanto à produtividade de bulbos comerciáveis, os híbridos Granex 33 (testemunha), Baia Ouro AG-55 e Baia Ouro AG-59 foram superiores aos híbridos FMX-181 e FMX-182, não diferindo de Baia Ouro AG-55R, Granex 429, FMX-151, FMX-179 e FMX-183. Em relação ao peso médio de bulbos comerciáveis, os de melhor comportamento foram Baia Ouro AG-55 e Baia Ouro AG-59, que superaram Baia Ouro AG-55R, Granex 429, FMX-181 e FMX-182, porém não diferiram de Granex 33, FMX-151, FMX-179 e FMX-183. O híbrido Baia Ouro AG-55R e os experimentais FMX-181, FMX- 182 e FMX- 183 apresentaram porcentagens mais elevadas de bulbos tipo "charuto", tendo os três últimos, ainda, maior desuniformidade quanto ao formato de bulbos. Não se verificou ocorrência de florescimento prematuro em nenhum material avaliado. Quanto ao ciclo, o mais precoce foi Granex 33 e o mais tardio, Baia Ouro AG-55. Em relação às características consideradas, podem-se indicar os híbridos Granex 33, Granex 429, Baia Ouro AG-55, Baia Ouro AG-59, FMX-151 e FMX-179, como de aptidão ao cultivo em regiões de ecologia similar à de Monte Alegre do Sul
2022-12-06T13:19:44Z
Lisbão,Rogério Salles Fornasier,João Baptista Igue,Toshio Santos,Rui Ribeiro dos
Discriminação entre lotes de sementes de girassol através do teste de envelhecimento rápido
Vinte lotes distintos de sementes de girassol foram submetidos ao envelhecimento rápido a 42°C e 100% de umidade relativa, por 0, 24, 48, 72, 96 e 120 horas, com o objetivo de determinar o tempo de exposição que melhor discriminasse os lotes pelas suas repostas de germinação após o envelhecimento. Os resultados mostraram que os lotes exibiram grandes diferenças entre si quanto ao grau de resistência às condições desfavoráveis impostas pelo envelhecimento rápido, inclusive aqueles com porcentagens comparáveis de germinação inicial. Esse comportamento variável não pôde ser estimado pelo teste inicial de germinação. O período de 72 horas de exposição na câmara foi o que ofereceu melhor discriminação entre os lotes de germinação inicial mais alta. Entre os lotes de menor poder germinativo inicial (menos de 50%), o período que proporcionou melhor discriminação foi o de 48 horas de exposição.
2022-12-06T13:19:44Z
Maeda,Jocely Andreuccetti Razera,Luiz Fernandes Lago,Antonio Augusto do Ungaro,Maria Regina Gonçalves
Propagação vegetativa in vitro de cultivares de macieira
O presente trabalho é resultado de uma série de experimentos desenvolvidos na Seção de Fruticultura de Clima Temperado do IAC, no sentido de adaptar e aperfeiçoar a técnica da micropropagação da macieira. Foram pesquisadas, para os cultivares Rainha e Gala e para as seleções IAC 1381-22, IAC 3881-8 e IAC 4881-11, as principais exigências hormonais, nas várias fases do crescimento e da proliferação dos meristemas, para a indução de raiz, efetivo enraizamento e desenvolvimento apical. Na primeira fase, os meristemas cresceram em meio de cultura constituído da solução salina de Murashige & Skoog com adição de tiamina 1,0 mg/litro, ácido nicotínico, 0,25 mg/litro, inositol 100 mg/litro, ágar 6,5 g/litro, sacarose 30 g/litro é 6-benzilaminopurina (BAP) a 0, 2,5, 5,0, 7,5 e 15,0 µM. Na segunda fase, os propágulos foram repicados e colocados em um meio indutor de raiz, com a mesma constituição básica inicial, por cinco dias em ambiente escuro, substituindo-se, porém, a citocinina pela auxina ácido indolbutírico (AIB) a 0, 1,0, 2,0, 4,0 e 8,0 µM. Na terceira e última fase, os propágulos foram transferidos em meio para o crescimento das raízes, mantendo-se ainda a mesma constituição básica, reduzindo-se, porém, a sacarose a 10 g/litro e excluindo-se totalmente os fitormônios. Os dados mostraram claramente, para os materiais utilizados, que os melhores índices de crescimento, proliferação e de enraizamento dos explantes, foram obtidos na faixa de 7,5 µM de BAP e 2,0 µM de AIS respectivamente. Os propágulos enraizados, após retirados das condições in vitro, foram plantados em vermiculita expandida, e aclimatizados em miniestufa por quinze dias, sendo finalmente transplantados para vasos com terra e mantidos em casa de vegetação.
2022-12-06T13:19:44Z
Barbosa,Wilson Campo Dall'Orto,Fernando Antonio Ojima,Mário Campos,Sônia Aparecida Ferraz de Tombolato,Antonio Fernando Caetano
Densidade básica do colmo e sua correlação com os valores de brix e pol em cana-de-açúcar
Neste estudo procurou-se estabelecer as correlações entre a densidade básica do colmo e os valores de Brix e Pol em diversas variedades e "seedlings" de cana-de-açucar, visando ao estabelecimento de um método expedito e semiquantitativo de análise. Os resultados obtidos mostraram correlações significativas (p > 99%) entre a densidade básica do colmo e os valores obtidos para Brix e Pol, principalmente para a região mediana do colmo. Desse modo, a densidade básica do colmo pode ser utilizada como um método expedito de análise para avaliar a concentração de sacarose em cana-de-açúcar.
2022-12-06T13:19:44Z
Azzini,Anisio Zullo,Marco Antonio Teixeira Arruda,Maria Carla Queiroz de Bastos,Cândido Ricardo Costa,Antônio Alberto
Determinação do teor de óleo em sementes individuais de amendoim pelo método de ressonância magnética nuclear: estudo de variância e relação com o método Soxhlet
Sementes individuais de amendoim colhidas aos 108, 115 e 120 dias foram utilizadas para um estudo de adequação da análise do teor de óleo pelo método de ressonância magnética nuclear (RMN). Foram feitas análises de correlação e regressão deste com o método extrativo, Soxhlet, mostrando os dados uma correlação positiva (r = 0,98) entre ambos. Embora os valores obtidos pelo Soxhlet tenham sido ligeiramente maiores, é possível estimar, através de uma equação de regressão linear, os teores de óleo em Soxhlet a partir dos teores em RMN. Foram feitas, ainda, estimativas de variabilidade entre plantas e entre sementes dentro de plantas e do número de plantas e de sementes por planta necessário para estimar a média de teores de óleo com erro-padrão da média igual a 0,5, 1 e 2%. As estimativas de variabilidade entre sementes individuais sugerem a necessidade de usar amostras compostas de grupamentos de sementes para que as médias populacionais do teor de óleo estejam contidas em intervalos de até y ± 2%.
2022-12-06T13:19:44Z
Godoy,Ignácio José de Teixeira,João Paulo Feijão Nagai,Violeta Rettori,Carlos
Ocorrência do complexo Carpophilus humeralis (Fabricius)-Ceratocystis paradoxa (De Seynes) Moreau em cana-de-açúcar no Estado de São Paulo
Foi constatada a ocorrência do besourinho Carpophilus humeralis (Fabricius) (Coleoptera, Nitidulidae) no Estado de São Paulo, em toletes de cana-de-açúcar com podridão-abacaxi, causada pelo fungo Ceratocystis paradoxa (De Seynes) Moreau. Experimento conduzido com duas variedades de cana, IAC64-257 e NA56-79, tratamento do tolete com fungicida e posição da gema no tolete, demonstrou que a variedade NA56-79 respondeu positivamente ao tratamento com fungicida enquanto a variedade IAC64-257 não apresentou resposta. As gemas da extremidade do tolete foram mais afetadas que as centrais.
2022-12-06T13:19:44Z
Rossetto,Carlos Jorge Lourenção,André Luiz Espironelo,Ademar Igue,Toshio Ribeiro,Ivan José Antunes
Etiology and epidemiology of Pythium root rot in hydroponic crops: current knowledge and perspectives
The etiology and epidemiology of Pythium root rot in hydroponically-grown crops are reviewed with emphasis on knowledge and concepts considered important for managing the disease in commercial greenhouses. Pythium root rot continually threatens the productivity of numerous kinds of crops in hydroponic systems around the world including cucumber, tomato, sweet pepper, spinach, lettuce, nasturtium, arugula, rose, and chrysanthemum. Principal causal agents include Pythium aphanidermatum, Pythium dissotocum, members of Pythium group F, and Pythium ultimum var. ultimum. Perspectives are given of sources of initial inoculum of Pythium spp. in hydroponic systems, of infection and colonization of roots by the pathogens, symptom development and inoculum production in host roots, and inoculum dispersal in nutrient solutions. Recent findings that a specific elicitor produced by P. aphanidermatum may trigger necrosis (browning) of the roots and the transition from biotrophic to necrotrophic infection are considered. Effects on root rot epidemics of host factors (disease susceptibility, phenological growth stage, root exudates and phenolic substances), the root environment (rooting media, concentrations of dissolved oxygen and phenolic substances in the nutrient solution, microbial communities and temperature) and human interferences (cropping practices and control measures) are reviewed. Recent findings on predisposition of roots to Pythium attack by environmental stress factors are highlighted. The commonly minor impact on epidemics of measures to disinfest nutrient solution as it recirculates outside the crop is contrasted with the impact of treatments that suppress Pythium in the roots and root zone of the crop. New discoveries that infection of roots by P. aphanidermatum markedly slows the increase in leaf area and whole-plant carbon gain without significant effect on the efficiency of photosynthesis per unit area of leaf are noted. The platform of knowledge and understanding of the etiology and epidemiology of root rot, and its effects on the physiology of the whole plant, are discussed in relation to new research directions and development of better practices to manage the disease in hydroponic crops. Focus is on methods and technologies for tracking Pythium and root rot, and on developing, integrating, and optimizing treatments to suppress the pathogen in the root zone and progress of root rot.
2022-12-06T13:19:44Z
Sutton,John Clifford Sopher,Coralie Rachelle Owen-Going,Tony Nathaniel Liu,Weizhong Grodzinski,Bernard Hall,John Christopher Benchimol,Ruth Linda
Characterization of Citrus tristeza virus isolates from grapefruit (Citrus paradisi Macf.) accessions of Citrus Active Germplasm Bank
Citrus tristeza virus (CTV) isolates from 35 grapefruit accessions belonging to Citrus Active Germplasm Bank of the "Instituto Agronômico de Campinas" located at the "Centro APTA Citros Sylvio Moreira", Cordeirópolis, São Paulo state, Brazil, were characterized and evaluated through symptoms in the trees, biological indexing, immunological diagnosis with different monoclonal antibodies and SSCP analysis (single-strand conformation polymorphism) of the coat protein gene. Symptomatology indicated that, in general, the group of plants with smaller canopy volume and severe stem pitting differed significantly from the group that presented greater vegetative development and mild to moderate stem pitting. However, the isolates from most of the accessions induced mild reaction on Mexican lime. The serological evaluation through the DAS-ELISA using monoclonal antibodies did not reveal any association between virus titer in the plant tissue and symptoms. The reaction with different monoclonal antibodies and the distinct electrophoresis patterns obtained through SSCP showed that there is a high degree of diversity among the isolates that infect these grapefruit accessions. High complexity within the same isolate was also observed in the SSCP profiles. This finding indicates that the CTV isolates from these plants are a complex mixture of CTV haplotypes. Similar SSCP banding patterns were observed among some plants with strong stem pitting symptoms, and among some plants with weak or moderate stem pitting symptoms.
2022-12-06T13:19:44Z
Corazza-Nunes,Maria Júlia Machado,Marcos Antonio Stach-Machado,Dagmar Ruth Nunes,William Mário Carvalho Carvalho,Sérgio Alves de Müller,Gerd Walter
Genes diferencialmente expressos em cana-de-açúcar inoculada com Xanthomonas albilineans, o agente causal da escaldadura da folha
A escaldadura da folha, causada pela bactéria Xanthomonas albilineans colonizadora do xilema, é uma das principais doenças da cana-de-açúcar. A sintomatologia na fase crônica é caracterizada principalmente pelo aparecimento de uma faixa branca paralela à nervura central da folha, que evolui até queimar totalmente, sendo também observado brotação de gemas laterais no colmo. Neste trabalho, a técnica de macroarranjos de cDNA foi empregada para o estudo da expressão de 3.575 ESTs (espressed sequence tags) em folhas de cana-de-açúcar. Foram utilizadas duas variedades, uma resistente (SP82-1176) e outra suscetível (SP78-4467) a Xanthomonas albilineans as quais foram infectadas mecanicamente por ferimentos. As membranas dos macroarranjos foram confeccionadas a partir de ESTs de bibliotecas de folha e cartucho de cana-de-açúcar provenientes do projeto SUCEST e hibridizadas contra sondas de cDNA de plantas infectadas e controle marcadas com isótopos radioativos. Analisando os resultados dos macroarranjos foi possível verificar um comportamento diferenciado para cada variedade durante o ataque do patógeno. Após realizadas análises estatísticas identificamos na variedade resistente ESTs com expressão induzida relacionadas com biossíntese de isoprenoides, proteínas LRR transmembrânica, "ziper" de leucina, lignificação, tolerância ao frio, diferenciação de plastídeos, sistemas de defesa e de adaptação da planta ao meio ambiente. As ESTs reprimidas na variedade resistente foram àquelas relacionadas com genes responsáveis pela síntese de proteínas do controle da expansão da parede celular, detoxificação e transporte de auxina. Na variedade susceptível foram reprimidas ESTs relacionadas a genes de proteínas das respostas de defesa da planta, biossíntese de Etileno e regulação da transcrição.
2022-12-06T13:19:44Z
Dabbas,Karina Maia Ferro,Maria Inês Tiraboschi Barros,Neli Martins de Laia,Marcelo Luiz de Zingaretti,Sonia Marli Giachetto,Poliana Fernanda Moraes,Vicente Alberto de Ferro,Jesus Aparecido
Resistência genética em genótipos de feijoeiro a Curtobacterium flaccumfaciens pv. flaccumfaciens
Curtobacterium flaccumfaciens pv. flaccumfaciens (Cff) agente causal da murcha-de-curtobacterium em feijoeiro (Phaseolus vulgaris), é um patógeno vascular de difícil controle. A doença foi detectada pela primeira vez no Brasil na safra das águas de 1995, no Estado de São Paulo. Por se tratar de uma doença de difícil controle, a resistência genética tem sido a melhor opção. O objetivo deste trabalho foi avaliar a reação de genótipos de feijoeiro à murcha-de-curtobacterium, frente a 333 acessos pertencentes ao banco de germoplasma de feijoeiro do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Oportunamente, foram selecionados genótipos de feijoeiro altamente resistentes e suscetíveis, com a finalidade de comparar a colonização de Cff no vaso do xilema a partir da visualização sob microscopia eletrônica de varredura. Os resultados da triagem da resistência genética em genótipos de feijoeiro indicaram a existência de variabilidade genética nas amostras dos 333 genótipos avaliados, ao isolado de Cff Feij 2634. Os materiais foram classificados em 4 grupos de resistência: 29 genótipos (8,7%) comportaram-se como altamente resistentes, 13 genótipos (3,9%) como resistentes, 18 genótipos (5%) como moderadamente resistentes e 273 genótipos (81%) suscetíveis. A partir dos resultados obtidos, cerca de 18% dos genótipos de feijoeiros, desde altamente resistentes à moderadamente resistentes, poderão ser úteis para o programa de melhoramento genético como fonte de genes para resistência a Cff. Através da microscopia eletrônica de varredura, foram observadas em genótipos altamente resistentes, várias aglutinações da bactéria envolvidas por filamentos e estruturas rendilhadas sob pontuações da parede do vaso do xilema, não verificados em genótipos suscetíveis, o que sugere a ativação de mecanismos de defesa estruturais e bioquímicos nas plantas resistentes.
2022-12-06T13:19:44Z
Souza,Valmir Luiz de Maringoni,Antonio Carlos Carbonell,Sérgio Augusto Morais Ito,Margarida Fumiko
Atividades amilolítica e pectinolítica de Alternaria solani e a relação com a agressividade em tomateiro
As atividades amilolítica e pectinolítica de 45 isolados de Alternaria solani, provenientes de diferentes hospedeiros, foram estimadas por meio da difusão enzimática em meio sólido específico e mensuração do halo de degradação do substrato. Todos os isolados degradaram pectina. Apenas 17 isolados apresentaram atividade amilolítica, sendo nove isolados provenientes de batateira. Somente o isolado AS18 se destacou como bom produtor de ambas as enzimas. Uma vez que a atividade pectinolítica foi mais evidente, avaliou-se a influência de pectinases na agressividade de A. solani ao tomateiro. Para isso, cinco isolados (2 de berinjela, 2 de tomateiro e 1 de batateira) contrastantes quanto à produção de pectinases foram selecionados para testes em folíolos destacados e plantas inteiras. Quatro isolados foram utilizados no teste em folíolos destacados (AS6, AS7, AS12 e AS26), e constatou-se haver variabilidade patogênica. A correlação obtida entre o tamanho das lesões e a atividade pectinolítica foi de r = 0,963 (P = 0,087). Cinco isolados (AS6, AS7, AS12, AS25 e AS26) foram inoculados em plantas inteiras de tomate. Os isolados não diferiram quanto ao número de lesões/cm² de área foliar, porém variaram em agressividade. Houve correlação (r = 0,916; P = 0,042) entre a atividade de pectinases e o índice de doença, sugerindo possível papel para as enzimas pécticas durante a infecção de A. solani em tomateiro. É provável que as diferenças no perfil enzimático dos isolados estejam associadas ao hospedeiro original de onde os mesmos foram obtidos. Os resultados reforçaram evidências de especificidade por hospedeiro em populações de A. solani.
2022-12-06T13:19:44Z
Marchi,Carlos Eduardo Borges,Mirian de Freitas Mizubuti,Eduardo Seiti Gomide
O manejo da pinta-preta do tomateiro em épocas de temperaturas baixas
O desempenho do cultivar de tomate Santa Clara e do híbrido Débora Plus em relação ao desenvolvimento da pinta-preta (Alternaria solani) em plantios de verão e outono sob dois sistemas de condução foi verificado em dois experimentos conduzidos na área experimental da Universidade Federal de Viçosa. Temperaturas baixas, ou escassez de chuva e, ou, curtas durações dos períodos de molhamento foliares propiciaram baixa incidência da pinta-preta e conseqüentemente os sistemas de condução tradicional e tutorado vertical não influíram na severidade nos dois ensaios. O cultivar Santa Clara apresentou maiores valores de área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD) em relação ao híbrido Débora Plus. A aplicação do clorotalonil no aparecimento dos primeiros sintomas associado aos fatores climáticos atrasou o desenvolvimento da doença em 30 dias nas estações de verão-outono e outono-inverno com reduções da severidade da pinta-preta de 22% e 18% dos valores de AACPD nos dois ensaios, respectivamente.
2022-12-06T13:19:44Z
Salustiano,Maria Eloísa Vale,Francisco Xavier Ribeiro do Zambolim,Laércio Fontes,Paulo César Rezende
Efeito do tratamento de sementes de algodoeiro com fungicidas no controledo tombamento em relação à densidade de inóculo de Rhizoctonia solani
O fungo Rhizoctonia solani Kuhn é considerado o principal agente causal do tombamento de plântulas do algodoeiro no Brasil. A maneira mais eficiente e econômica de controlar essa doença é através do tratamento das sementes com fungicidas. A performance dos fungicidas depende, dentre outros fatores, da população desse fungo no solo. Este trabalho foi desenvolvido, em condições de casa de vegetação, na Embrapa Agropecuária Oeste, em Dourados, MS, com o objetivo de determinar o efeito do tratamento de sementes de algodoeiro com fungicidas, no controle do tombamento, em relação a diferentes densidades de inóculo de R. solani no solo. Sementes da cultivar DeltaOpal, tratadas e não tratadas com diferentes fungicidas, foram semeadas a 3 cm de profundidade em areia contida em bandejas plásticas. As sementes foram dispostas em orifícios individuais e eqüidistantes. A inoculação com o fungo foi feita pela distribuição homogênea do inóculo na superfície do substrato. O fungo foi cultivado por 35 dias em sementes de aveia preta autoclavadas e trituradas em moinho (1 mm). Quatro densidades de inóculo foram testadas: 1 g; 2 g; 3 g e 4 g/bandeja plástica de 56x35x10 cm. Foi observado efeito do tratamento fungicida na emergência inicial e final de plântulas, bem como no controle do tombamento de pré e pós-emergência. O tratamento das sementes com a mistura de fungicidas proporcionou os melhores resultados no controle do tombamento em comparação ao seu uso isolado. A interação fungicidas x densidade de inóculo foi significativa, indicando que a eficiência dos fungicidas foi influenciada pela densidade de inóculo do fungo. A performance dos fungicidas testados foi melhor na presença dos níveis mais baixos de inóculo do fungo (1,0 g e 2,0 g/bandeja). A eficiência dos fungicidas testados foi menor para as populações de 3,0g e 4,0g do patógeno, sendo que a maioria dos tratamentos fungicidas apresentou perda significativa de eficiência na presença desses níveis de R. solani. Os fungicidas usados neste estudo não apresentaram efeitos fitotóxicos às plântulas de algodoeiro.
2022-12-06T13:19:44Z
Goulart,Augusto César Pereira
Efeito da incorporação no solo de sementes de fedegoso (Senna obtusifolia) colonizadas por Alternaria cassiae no controle desta planta infestante
Na última década, com o uso excessivo de herbicidas, começaram a surgir alguns problemas como a resistência de plantas daninhas e seleção de flora, além do acúmulo destes produtos contaminando mananciais hídricos e solos. Como alternativa, há uma tendência recente em se estudar e desenvolver inimigos naturais para o controle das plantas daninhas, ou seja, o controle biológico. Sementes de fedegoso colonizadas por Alternaria cassiae foram incorporadas no solo, visando o controle de plantas de Senna obtusifolia. Para tanto, foram instalados dois experimentos em casa-de-vegetação com vasos. A inoculação do solo dos vasos com posterior incorporação nos primeiros 2-3 cm superficiais foi efetuada com sementes colonizadas. Após incorporação, sementes íntegras de Senna obtusifolia, previamente escarificadas, foram semeadas no solo dos vasos. O delineamento experimental adotado foi inteiramente casualizado com quatro repetições adotando as seguintes variáveis: a) duas formas de inóculo (sementes inteiras e sementes moídas); b) quatro quantidades por unidade de área (10t/ha; 6,5t/ha; 3,3t/ha e 1,7t/ha); c) testemunha sem incorporação de inóculo ao solo. Os parâmetros avaliados foram, contagem do número de plantas emergidas e pesagem da matéria seca acumulada na parte aérea e do sistema radicular das plantas. Em ambos os experimentos, houve uma tendência de diminuição do número de plantas vivas, da biomassa seca da parte aérea e da matéria seca acumulada no sistema radicular à medida que foi aumentando a quantidade de inóculo incorporado no solo. Os efeitos de controle promovidos pelas duas formas de inóculo não diferiram expressivamente entre si.
2022-12-06T13:19:44Z
Simoni,Fernanda De Pitelli,Robinson Luiz Campos Machado Pitelli,Robinson Antonio
Eliminação de Clavibacter michiganensis subsp. michiganensisem estacas de bambu infestadas artificialmente
Diferentes tratamentos foram comparados visando a erradicação de Clavibacter michiganensis subsp. michiganensis de estacas de bambu infestadas artificialmente. A imersão das estacas, por 30 minutos, em uma solução de hipoclorito de sódio a 2% foi o tratamento mais eficiente, em comparação à solarização, à exposição direta aos raios solares, à imersão em sulfato de cobre e à fumigação com fosfina ou brometo de metila.
2022-12-06T13:19:44Z
Wruck,Dulândula Silva Miguel Oliveira,José Rogério Romeiro,Reginaldo da Silva Dhingra,Onkar dev
Controle biológico da mancha-aquosa do melão por compostos bioativos produzidos por Bacillus spp.
A mancha-aquosa, causada por Acidovorax avenae subsp. citrulli (Aac) causa grandes prejuízos à cultura do melão. O controle dessa doença foi estudado in vivo, com microbiolização de sementes de melão Amarelo infectadas, com líquidos fermentados de Bacillus subtilis R14, B. megaterium pv. cerealis RAB7, B. pumilus C116 e Bacillus sp. MEN2, com e sem células bacterianas. O mecanismo de ação dos isolados foi estudado in vitro pelo método de difusão em ágar e os compostos bioativos parcialmente caracterizados por testes de hemólise e atividade surfactante. Nos testes in vivo, não houve diferença significativa entre os tratamentos com e sem células, indicando que o controle ocorreu devido à presença de compostos bioativos produzidos durante as fermentações. Todos os tratamentos diferiram da testemunha sem diferir entre si (P=0,05%). B. megaterium pv. cerealis RAB7 proporcionou redução da incidência (89,1%) e do índice de doença (92,7%), elevou o período de incubação da mancha-aquosa de 9,8 para 11,9 dias e reduziu a AACPD de 3,36 para 0,17. In vitro, todos isolados apresentaram antibiose contra Aac e os compostos bioativos foram parcialmente caracterizados como lipopeptídeos.
2022-12-06T13:19:44Z
Santos,Elizama Roza Gouveia,Ester Ribeiro Mariano,Rosa Lima Ramos Souto-Maior,Ana Maria