Repositório RCAAP
Efeito tóxico de adubos potássicos no desenvolvimento de mudas de guaranazeiro
Efeitos de diferentes doses de cloreto e de sulfato duplo de potássio e magnésio foram estudados no crescimento de mudas de guaranazeiro cultivado em Latossolo Roxo em condições de casa de vegetação. Utilizaram-se as doses de zero, dois, quatro, oito, dezesseis e trinta e dois gramas de K2O por planta. Os efeitos foram avaliados através de sintomas nas folhas, altura da planta, diâmetro do caule, número de folhas simples e compostas, número de plantas sobreviventes, peso seco da folha, caule e raiz. O cloreto de potássio mostrou, a partir da dose de 6,66g por planta, ser mais tóxico do que o sulfato duplo de potássio e magnésio.
2022-12-06T13:19:44Z
Oliveira,Victor Paulo de Hiroce,Rúter Boa Ventura,Marco Antonio Milan
Longevidade de sementes de algumas espécies de mucuna
Sementes de mucuna-preta (Stizolobium atterrimum Piper et Tracy), mucuna-rajada (S. deeringianum Bort), mucuna-anã(S. deeringianum Bort) e mucuna-jaspeada (Stizolobium sp.) foram mantidas em condições comuns de armazém no Centro Experimental de Campinas e submetidas a testes de germinação no início e a cada dois meses, por um período total de 30 meses, com exceção dos testes em mucuna-jaspeada que, por insuficiente quantidade de sementes, foram realizados somente até os 12 meses. As sementes de mucuna-preta exibiram 80,0% ou mais de germinação até 30 meses, enquanto as de mucuna-rajada e mucuna-anã tiveram decréscimos significativos, apresentando ao final do período de armazenamento, 64,7% e 58,1% de germinação respectivamente. Até 12 meses, esse decréscimo nas sementes de mucuna-preta, rajada, anã e jaspeada foi pequeno. A partir dos 12 meses, as porcentagens de germinação das sementes de mucura-preta foram sempre estatisticamente superiores às da mucuna-rajada e anã.
2022-12-06T13:19:44Z
Maeda,Jocely Andreuccetti Lago,Antonio Augusto do
Nematóides das galhas dificultam a produção de mudas de jaborandi
The jaborandi (Pilocarpus microphyllus Starf.) is a medical plant found in Maranhão State, Brazil, which is the natural source of the drug pilocarpine used to treat glaucoma, a disease that frequently causes blindness. The leaves used for extraction of pilocarpine are presently collected from plants that grow naturally. Instead of pure extractive exploitation it has been tried the cultivation of this plant in order to improve and increase the production. Nevertheless, 90% of 160,000 young seedlings were lost due to the infestation of Meloidogyne incognita race 1. Research showed the soil as the source of infestation.
2022-12-06T13:19:44Z
Lordello,Rubens R. A. Lordello,Ana Ines Lucena Donalisio,Mario G. R.
Determinação da área foliar em videira cultivar Niagara Rosada
Foi estudada a relação entre a área foliar (AF) e a largura da folha (L) em videira do cultivar Niagara Rosada. A área foliar pode ser estimada pelo uso de um coeficiente que corrige a área do círculo, considerando seu diâmetro igual à largura da folha, mediante a fórmula: AF = 0,85 pi (L/2)².
2022-12-06T13:19:44Z
Pedro Júnior,Mário José Ribeiro,Ivan José Antunes Martins,Fernando Picarelli
Atividade respiratória de solo tratado com vinhaça e herbicida
Um experimento foi instalado a campo num Latossolo Vermelho-Escuro distrófico textura argilosa, da Estação Experimental de Limeira, em Cordeirópolis, SP, do Instituto Agronômico, para avaliar a atividade respiratória desse solo, quando enriquecido com vinhaça e tratado com o herbicida 2,4D. A vinhaça fora aplicada por quatro vezes, de seis em seis meses, em doses de 0, 100 e 1.000 m³/ha, sendo as determinações feitas seis meses após a última aplicação. O herbicida foi aplicado imediatamente antes do início das determinações das atividades respiratórias e, o solo, mantido livre de vegetação. A atividade respiratória foi avaliada, medindo-se o CO2 coletado em solução de KOH, em câmaras cilíndricas de PVC, em turnos de doze horas, durante quatro dias. As maiores taxas de CO2 (77,5 mg CO2/m².h) foram observadas no período diurno, e estiveram relacionadas com as temperaturas mais elevadas. Mesmo aos seis meses da aplicação da vinhaça, observou-se maior atividade respiratória nos tratamentos com o resíduo. O herbicida 2,4D, na dose de 3,0 litros /hectare, não influenciou a atividade respiratória.
2022-12-06T13:19:44Z
Lopes,Eli Sidney Peron,Sonia Cristina Portugal,Edilberto Princi Camargo,Otávio Antonio de Freitas,Sueli dos Santos
Parcelamento da cobertura nitrogenada do algodoeiro
São relatados e discutidos resultados de produção obtidos em vinte e quatro ensaios de adubação com o algodoeiro, conduzidos em diferentes solos das principais áreas produtoras paulistas de 1975 a 1984. Para avaliar o efeito da adubação nitrogenada, doses de 0,25 e 50kg/ha de N foram fornecidas em cobertura logo após o desbaste, 30 a 40 dias após a emergência das plantas. Em três outros tratamentos, a dosagem de 50kg/ha de N foi parcelada, sendo fornecida metade no desbaste e metade em fases posteriores do ciclo, a saber. 45-55, 65-75 e 85-95 dias de idade. Nesses tratamentos, o sulfato de amônio forneceu o nitrogênio. Uma cobertura com uréia (50kg/ha de N), no desbaste, completou o quadro de tratamentos, estudados em esquema de quadrado latino 7 x 7. Foram efetuadas análises estatísticas dos dados individuais de produção e análises conjuntas para grupos de ensaios, reunidos em função do tipo de solo e da intensidade de cultivo anterior das glebas. Em linhas gerais, a reação das plantas ao nitrogênio aparentemente se relacionou mais à intensidade de cultivo do solo do que ao fator textura, indicado pelo teor de matéria orgânica, uma vez que os maiores efeitos da adubação nitrogenada ocorreram nos solos intensamente cultivados, independente de sua textura. Cultivado, porém, em solo arenoso, com baixo teor de matéria orgânica, logo após pastagem, o algodoeiro reagiu pouco à adubação nitrogenada. Mesmo no grupo de alta resposta ao nitrogênio, o parcelamento da cobertura deixou de apresentar vantagens sobre a aplicação total por ocasião do desbaste. Ademais, houve tendência para queda da produtividade em função do atraso da segunda aplicação. Assim, para algodão cultivado em solos de textura média/argilosa, recomenda-se que a cobertura nitrogenada seja feita após o desbaste, logo que as condições de umidade se mostrem adequadas. Para os solos arenosos, há necessidade de maiores informações, especialmente em glebas de mais intenso cultivo. Da mesma forma, novos estudos devem conferir a pequena vantagem obtida pelo sulfato de amônio sobre a uréia.
2022-12-06T13:19:44Z
Silva,Nelson Machado da Carvalho,Luiz Henrique Bortoletto,Nelson
Esforços tratórios no arrancamento de cafeeiros
Um método alternativo para arrancamento de cafeeiros é apresentado neste trabalho: consiste ele em uma garra arrancadora presa ao cafeeiro e tracionada por trator. Determinações realizadas no Centro Experimental de Campinas, em latossolo roxo, em fevereiro de 1984, demonstraram que o esforço médio requerido foi de 2.127 kgf por planta para C. canephora L. cv. Robusta e de 1.158 kgf por planta para C. arabica L. cv. Mundo Novo. Dentre os sistemas utilizados, o mais indicado foi o arrancamento de três cafeeiros sucessivamente, alinhados no sentido tratório em esforços independentes, numa só operação. Sua utilização propiciou menor movimento de solo do que no uso de trator com lâmina. Foi possível o emprego de um trator de pneus de potência de 100 cv.
2022-12-06T13:19:44Z
Fujiwara,Mamor Silva,Jair Rosas da Paulo,Edison Martins Arruda,Flávio Bussmeyer Monteiro,Domingos Antônio
Interação calagem-adubação nitrogenada na produção de sorgo sob deficiência hídrica em rotação com soja
No ano agrícola 1983/84, conduziu-se um exerimento num Latossolo Vermelho-Escuro álico na Estação Experimental de Mococa, SP, plantando o sorgo cultivar Contigrão 111 em parcelas que receberam calagem em 1980 nas doses equivalentes a 1, 4, 7 e 10t/ha de calcário dolomítico, e foram cultivadas por três anos com soja. Nas subparcelas, aplicaram-se 0, 40, 80 e 120kg/ha de nitrogênio em cobertura 35 dias depois da germinação. Os resultados mostraram que a calagem elevou substancialmente a produção, mesmo com a drástica deficiência hídrica ocorrida na fase reprodutiva da cultura. A calagem eliminou as limitações impostas pela toxicidade de alumínio e aumentou a disponibilidade do nitrogênio proveniente dos restos da cultura de soja. Em todos os níveis de calagem, houve aumento linear de concentração de nitrogênio nas folhas de sorgo, em função das doses de nitrogênio em cobertura, mas as quantidades necessárias para atingir níveis adequados de N nas folhas foram substancialmente reduzidas nos níveis mais altos de calagem.
2022-12-06T13:19:44Z
Gallo,Paulo Boller Mascarenhas,Hipólito Assunção Antonio Bataglia,Ondino Cleante Quaggio,José Antonio
Balanço hídrico de um solo podzolizado de Lins e Marília cultivado com cafeeiros
O balanço hídrico de um solo podzolizado de Lins e Marília cultivado com cafeeiros de diferentes idades e tamanhos, ou seja, 'Mundo Novo' com livre crescimento (18 anos; altura - 3m), 'Mundo Novo' recepado (3 anos; altura - 2m) e 'Catuaí' (4 anos; altura - 1,5m), foi realizado no período entre duas colheitas (1971/72), na Estação Experimental de Pindorama, utilizando a técnica de moderação de nêutrons até 2,4m de profundidade. Este tipo de solo reteve cerca de 1mm de água por centímetro de profundidade quando submetido à tensão de 15atm. A ocorrência de uma camada adensada entre 60 e 90cm de profundidade ajudou a reter a umidade na parte superior do solo, dificultando a drenagem profunda. Os armazenamentos mínimo e máximo observados representaram, respectivamente, 500 e 620mm para o 'Catuaí', 460 e 600mm para o recepado, e 390 e 590mm para o livre crescimento. De modo geral, pode-se dizer que: (a) o lote com livre crescimento evapotranspirou 97% do total de chuva e não contribuiu efetivamente com os reservatórios subterrâneos; (b) o recepado evapotranspirou 94% do total de chuva e teve uma drenagem profunda efetiva de 55mm; (c) o 'Catuaí' evapotranspirou 88% do total de chuva e teve uma drenagem profunda efetiva de 152,6mm.
2022-12-06T13:19:44Z
Pereira,Antonio Roberto
Características tecnológicas dos caules de juta visando à produção de pastas celulósicas para papel
Foram estudadas seis variedades de juta quanto à densidade básica do caule e seus teores em líber, lenho, fibra, celulose e dimensões das fibras. Os valores para a densidade básica, de 0,270 a 0,335g/cm³, evidenciaram suas diferenças tecnológicas. Os caules da variedade introduzida sob nº I-52445 foram os menos densos, com menores teores de fibra e de celulose. Os teores de líber (36,6 a 40,6%), lenho (59,4 a 63,4%), fibra (17,3 a 22,0%) e celulose (42,4 a 45,4%), bem como o estudo micrométrico das fibras liberianas e lenhosas, evidenciaram as possibilidades de utilização dos caules de juta como matéria-prima para produção de fibras celulósicas para papel.
2022-12-06T13:19:44Z
Azzini,Anísio Benatti Junior,Romeu Arruda,Maria Carla Queiroz de
Avaliação de genótipos de trigo para a região do Vale do Paranapanema ano quadriênio 1981-84
Estudou-se, durante o quadriênio 1981-84, o comportamento de novos cultivares de trigo para solos com e sem alumínio na camada arável, conjuntamente com cultivares comerciais, avaliando-se: produtividade de grãos, reações aos agentes de ferrugem do colmo, da folha e Helminthosporium sp., bem como as condições climáticas da região sudoeste paulista. As condições climáticas foram muito diversificadas, não se podendo fazer comparação dos resultados de um ano com outro, em razão de serem usados diferentes cultivares. Os considerados suscetíveis à toxicidade de alumínio não apresentaram destaque para a produtividade de grão em comparação à testemunha, BH 1146; entretanto, entre os tolerantes, destacaram-se PAT 72247, CEP 7780 e BH 1146. Com relação à resistência à ferrugem do colmo, sobressaíram: Anahuac, Sparrow"S", CEP 74138, CEP 7780, R 30464-77, CNT 8, El Pato e INIA 66. Para a ferrugem-da-folha, destacou-se com boa resistência, o 'IAPAR 1 Mitacoré'. Já o 'Alondra 46', que apresentava boa resistência a essa ferrugem no início do período, revelou-se altamente suscetível a partir de 1983. Para a helmintosporiose, houve variação na sua ocorrência, em razão de estar correlacionada ao período de exposição da planta à umidade de pós-inoculação do patógeno.
2022-12-06T13:19:44Z
Felício,João Carlos Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Freitas,José Guilherme de Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Barros,Benedito de Camargo Camargo,Marcelo Bento Paes de
Modelo agrometeorológico para estimativa da produtividade para a cultura da soja no Estado de São Paulo
O estudo foi baseado em dados fenológicos obtidos de experimentos conduzidos pela Seção de Leguminosas do Instituto Agronômico, em Campinas, Ribeirão Preto e Pindamonhangaba, durante os anos agrícolas de 1977/78, 1978/79 e 1979/80 para os cultivares de soja UFV - 1, Viçoja, Santa Rosa e Paraná. A partir desses dados, desenvolveu-se um modelo agrometeorológico de estimativa de produção de grãos, baseado na penalização de produtividade potencial de cada cultivar de soja, em função das condições meteorológicas reinantes durante o desenvolvimento da cultura. O modelo proposto foi o seguinte: YEst = (YPot) x (FTer) x (FDef) x (FExc), onde: YEst = produtividade estimada em grãos (kg/ha); YPot = produtividade potencial do cultivar em cada localidade (kg/ha); FTer = fator térmico indicativo do grau de desenvolvimento relativo da cultura; FDef = fator referente à penalização para déficit hídrico e FExc = fator correspondente à penalização para excedente hídrico. As estimativas da produtividade da soja por esse modelo mostraram-se bastante satisfatórias. Os coeficientes de determinação, entre dados observados e estimados, variaram de 0,76 a 0,87 para os quatro cultivares estudados.
2022-12-06T13:19:44Z
Camargo,Marcelo Bento Paes de Brunini,Orivaldo Miranda,Manoel Albino Coelho de
Compatibilidade entre tratamento de sementes de amendoim com fungicidas, sobrevivência de Rhizobium e nodulação
Conduziu-se um experimento para testar a compatibilidade dos fungicidas captã, PCNB e tirã com a inoculação de sementes de amendoim, cujo tratamento se efetuou simultaneamente com a inoculação ou dez dias antes desta. No momento da inoculação e quatro horas após, fez-se uma contagem de Rhizobium nas sementes, pelo método da diluição e inoculação de gotas em placas, mantendo-se um controle sem aplicação de fungicida. Para se estudar o efeito dos tratamentos na nodulação e fixação, plantaram-se as sementes em solo esterilizado, avaliando-se a nodulação e o teor de ureídeos nas folhas. Somente o captã aplicado simultaneamente à inoculação foi prejudicial à sobrevivência bacteriana nas sementes. De maneira geral, a aplicação dos fungicidas simultaneamente à inoculação mostrou-se prejudicial em relação à antecipada.
2022-12-06T13:19:44Z
Lopes,Eli Sidney Portugal,Edilberto Princi
Crescimento diferencial de linhagens de milho em solução nutritiva com baixo nível de potássio
Dois ensaios foram conduzidos no Centro Experimental de Campinas, no período agosto-outubro de 1983, em condições de casa de vegetação, para avaliar e selecionar linhagens de milho (Zea mays L.) quanto à eficiência na absorção e utilização de potássio em solução nutritiva. No primeiro ensaio, seis linhagens foram cultivadas com 20, 40, 60, 80 e 100 mg/litro de K até aos 34 dias de idade, com o objetivo de determinar o nível adequado para diferenciação das plantas. No segundo, 37 linhagens de milho foram selecionadas com 20 mg/litro de K até aos 25 dias de idade. As soluções nutritivas foram continuamente arejadas e não renovadas e as plantas, deixadas crescer até aparecerem sintomas de deficiência de potássio nas folhas inferiores. As variações observadas nos pesos de matéria seca das raízes (CV das médias = 38,9%) foram maiores que aquelas da parte aérea (CV das médias = 28,5%). As linhagens foram classificadas de acordo com a produção de matéria seca total, em grupos eficientes, ineficientes e medianamente eficientes, utilizando-se de um intervalo de confiança para a média geral. A absorção de K pelas linhagens, avaliada pelo seu conteúdo total, variou (CV das médias = 9%) acompanhando a variação observada nos pesos de matéria seca total (r = 0,92). Entretanto, a relação de eficiência das linhagens apresentou variação maior (CV das médias = 23%) e também acompanhou a variação no crescimento das plantas (r = 0,99). Isso é uma indicação de que o mecanismo de utilização de K pelas plantas foi o fator que mais contribuiu para a diferenciação entre os genótipos.
2022-12-06T13:19:44Z
Furlani,Angela Maria Cangiani Bataglia,Ondino Cleante Lima,Marlene
Seca da mangueira: VIII. Resistência de porta-enxertos de mangueira ao fungo Ceratocystis fimbriata Ell. & Halst.
Foram testados em casa de vegetação para resistência à Ceratocystis fimbriata Ell. & Halst. as variedades de mangueira Jasmim, Espada, Coquinho e, como controle suscetível, a Haden. As mudas, originadas de sementes com três meses de idade e plantadas em vasos, foram inoculadas sem ferimentos por infestação do solo ou através de ferimentos na parte aérea Os índices de plantas mortas por infestação do solo foram: 'Haden' 100%; 'Coquinho' 100%; 'Jasmim' 10% e 'Espada' 0%. As inoculações por ferimentos mostraram os seguintes dados de mortalidade: 'Coquinho' 100%; 'Haden' 80%; 'Espada' 70% e 'Jasmim' 0%.
2022-12-06T13:19:44Z
Ribeiro,Ivan José Antunes Rossetto,Carlos Jorge Sabino,José Carlos Gallo,Paulo Boller
Resistência de soja a insetos: VI. Comportamento de genótipos em relação a percevejos
O comportamento de trinta e cinco genótipos de soja foi estudado em condições de campo, em Campinas, SP, em relação ao ataque dos percevejos pentatomídeos Euschistus heros (F.), Piezodorus guildinii (Westwood) e Nezara viridula (L.). A infestação natural do campo experimental foi suplementada com a liberação de percevejos adultos. Em 1983/1984, o dano médio sofrido pelos genótipos foi moderado e, em 1984/1985, severo. Três critérios foram utilizados para avaliar a resistência das variedades: a porcentagem de área foliar retida após a maturação das vagens, o índice porcentual de dano de vagem e a produção de grãos. A testemunha suscetível usada foi o cultivar Paraná, que produziu apenas 402kg/ha e 31kg/ha em 1983/ 1984 e 1984/ 1985 respectivamente. A linhagem IAC 80/4228 apresentou uma resistência estável, tendo produzido 1.675kg/ha e 1.639kg/ha em 1983/1984 e 1984/1985 respectivamente.
2022-12-06T13:19:44Z
Rossetto,Carlos Jorge Igue,Toshio Miranda,Manoel Albino Coelho de Lourenção,André Luiz
Armazenamento de sementes de arroz e milho em diferentes embalagens e localidades paulistas
Acondicionaram-se sementes de arroz 'IAC 1246' (Oryza sativa L.) e milho 'Hmd 7974' (Zea mays L.) em embalagens permeáveis ao vapor de água - pano, papel, plástico trançado 5 x 5 e 5 x 6 - e na relativamente impermeável - plástico liso, de 0,25 mm de espessura. Mantiveram-nas em condições não controladas de armazém nas localidades de Campinas e Ubatuba, testando-as quanto à umidade, germinação e vigor a cada trimestre, por 36 meses. As sementes armazenadas em Ubatuba deterioraram-se mais rapidamente, sobretudo quando acondicionadas nas embalagens permeáveis. Em Campinas, as sementes de arroz embaladas em sacos de pano mantiveram germinação acima de 80% até os quinze meses, enquanto aquelas de Ubatuba o fizeram somente até os seis meses. O acondicionamento em saco de plástico liso foi bastante vantajoso, principalmente em Ubatuba, onde, aos 15 meses, a germinação das sementes de milho foi nula quando mantidas nas outras embalagens, e de 97,5% quando no saco plástico liso. As embalagens de pano, papel, plástico trançado 5 x 5 e 5 x 6 foram semelhantes entre si na manutenção da germinação e do vigor das sementes. Os resultados obtidos salientaram a grande dificuldade ou mesmo impossibilidade do armazenamento de sementes em áreas, quentes e úmidas, como Ubatuba, a menos que haja controle da temperatura e umidade relativa do ambiente do armazém, ou mediante secagem das sementes até níveis relativamente baixos de umidade (10-11% ou menos) seguida de acondicionamento em embalagem que ofereça resistência à troca de umidade. As embalagens permeáveis ao vapor de água mostraram-se bastante práticas para o armazenamento em regiões de clima mais favorável à manutenção da viabilidade das sementes.
2022-12-06T13:19:44Z
Razera,Luiz Fernandes Lago,Antonio Augusto do Maeda,Jocely Andreuccetti Zink,Eduardo Godoy Júnior,Gentil Tella,Romeu de
Deterioração de sementes de Crotalaria juncea e suas conseqüências em laboratório e campo
Sementes de Crotalaria juncea L. com conteúdos de umidade de 6,3 e 11,1%, foram armazenadas por 84 meses em condições ambientes e às temperaturas controladas de 20 e 30°C, e testadas periodicamente no laboratório quanto a germinação e vigor (índice de velocidade de germinação) e no campo quanto a emergência, altura da planta, produção de massa seca (massa vegetal na maturação) e de sementes. Até aos 30 meses, não se observaram diferenças significativas de germinação entre as sementes nas diversas condições, apresentando todas porcentagens acima de 90. Dos 30 meses em diante, as sementes armazenadas nas condições de maior umidade e temperatura exibiram maior velocidade de deterioração, notadamente as mantidas com 11,1% de umidade a 30°C, que mostraram germinação e vigor praticamente nulos a partir dos 66 meses. As sementes com 6,3% de umidade mantiveram germinação acima de 90% até aos 84 meses, independente da temperatura. Do quarto ano de plantio em diante, as sementes armazenadas com 11,1% de umidade a 30°C se destacaram negativamente das demais quanto a "stand", produção de massa seca e de sementes. Das condições estudadas, as mais adequadas para a preservação da longevidade das sementes foram a secagem a 6,3% de umidade e manutenção a 20 ou 30°C, tendo as sementes assim armazenadas apresentado, ao final dos sete anos, satisfatórios níveis de germinação e vigor e bom comportamento no campo.
2022-12-06T13:19:44Z
Maeda,Jocely Andreuccetti Salgado,Antonio Luiz de Barros Lago,Antonio Augusto do
Influência do tamanho e umidade do grão na expansão da pipoca South American Mushroom
Utilizando sementes do cultivar de milho-pipoca South American Mushroom, obtido em 1984/85 em Campinas, SP, procurou-se avaliar os efeitos do teor de umidade e tamanho de grão na expansão da pipoca. Foram empregados tamanhos de grãos compreendidos entre as peneiras 14 e 18 e teores de umidade entre 9,4 e 19,8%. Os resultados mostraram que a capacidade de expansão foi maior nos grãos menores e nos teores de umidade de 10,5 a 11,5%.
2022-12-06T13:19:44Z
Sawazaki,Eduardo Morais,Jener Fernando Leite de Lago,Antonio Augusto do
Conservação de sementes de amendoim em câmara fria e seca
Sementes de amendoim (Arachis hypogaea L.) do cultivar Tatu, produzidas no Centro Experimental de Campinas, no período "das águas" do ano agrícola 1970/1971, foram descascadas manual e mecanicamente, tratadas com fungicida e mantidas em câmara de armazenamento regulada a 15°C e 35% de umidade relativa por 36 meses. Sementes descascadas manualmente apresentaram, ao final desse período, germinação de 87%, e as descascadas mecanicamente, de 62%. Os resultados mostraram ser possível conservar sementes tratadas de amendoim, nas condições mencionadas, por até 36 meses para as descascadas manualmente, e por até 24-30 meses, para as descascadas mecanicamente.
2022-12-06T13:19:44Z
Savy Filho,Angelo Lago,Antonio Augusto do Zink,Eduardo Gerin,Marcelo Aparecido Nunes Maeda,Jocely Andreuccetti Razera,Luiz Fernandes