Repositório RCAAP

Mandioca: distribuição no estado de São Paulo do micoplasma causador do superbrotamento-de-santa-bárbara-do-rio-pardo

Visitaram-se culturas de "fundo de quintal" em 126 municípios paulistas, cujas observações permitiram verificar a ocorrência da micoplasmose, conhecida por superbrotamento-de-santa-bárbara-do-rio-pardo, em doze daqueles municípios. Os resultados evidenciaram a existência, no Centro-Sul do Estado, de um foco que se alastra por doze municípios relativamente próximos, tendo como área de concentração o de Aguas de Santa Bárbara, onde, pela primeira vez, em 1969, constatou-se a moléstia, não observada nos outros 114 municípios. São brevemente discutidas prováveis causas da perpetuação do micoplasma causador e sugeridas algumas medidas de controle.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Lorenzi,José Osmar Valle,Teresa Losada Monteiro,Domingos Antonio Costa,Álvaro Santos

Gomose da acácia-negra causada por Ceratocystis fimbriata Ell. & Halst.

É relatada a ocorrência, pela primeira vez no Brasil, de Ceratocystis fimbriata Ell. & Halst. sobre acácia-negra. Testes de inoculação cruzada foram efetuados em casa de vegetação com o isolado obtido de acácia-negra (Acacia decurrens Willd.) e outro de mangueira (Mangifera indica L.). Observou-se que ambos os isolados foram patogênicos à acácia-negra e à mangueira.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Ribeiro,Ivan José Antunes Fumikoito,Margarida Paradela Filho,Osvaldo Castro,Jairo Lopes de

Influência da luz e da temperatura na germinação de uredosporos de Puccinia psidii

Com o objetivo de determinar as melhores condições para germinação de uredosporos de Puccinia psidii Winter, testaram-se duas temperaturas e cinco fotoperíodos. Determinou-se que 18°C e oito horas de escuro são as condições que propiciam a melhor germinação dos uredosporos.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Piza,Solange Monteiro de Toledo Ribeiro,Ivan José Antunes

Ocorrência de Ovulariopsis papayae Bijl em folhas de mamoeiro

É citada pela primeira vez, em nossas condições, a ocorrência de oídio causado por Ovulariopsis papayae Bijl em folhas de mamoeiro (Cacica papaya L.). São descritas a sintomatologia, as características morfológicas do patógeno e o teste de patogenicidade.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Ribeiro,Ivan José Antunes Castro,Lucia Helena Signori Melo de Rica,Maria Teresa de Toledo Piza Junior,Coleis de Toledo

Avaliação de variedades IAC de cana-de-açúcar das séries de 1965 e 1966 e de outras cultivadas no estado de São Paulo

Conduziram-se três experimentos no Estado de São Paulo com o objetivo de avaliar variedades de cana-de-açúcar provenientes de hibridações realizadas no Instituto Agronômico (IAC) em 1965 e 1966 e outras variedades em cultivo no Estado, tomando-se NA56-79 e IAC52-150 como padrão. Os experimentos, delineados em blocos ao acaso com 14 tratamentos e quatro repetições, foram instalados nas localidades de Santa Bárbara d'Oeste, Serrana e Sales de Oliveira em fevereiro-março de 1979. Em agosto-setembro de 1980, 1981 e 1982, colheram-se a cana-planta, a cana-soca e a cana-ressoca respectivamente. As melhores variedades pelo teste de Dunnett a 5% de probabilidade foram o padrão NA56-79, as comerciais CB45-155, IAC51-205 e IAC48-65 e a nova variedade IAC65-113. Em pelo menos duas localidades, essas variedades apresentaram produtividade de açúcar que não diferiu significativamente do padrão NA56-79 e foram superiores ao outro padrão IAC52-150. As variedades IAC52-150, NA56-79 e IAC58-480 apresentaram os maiores teores de açúcar e IAC48-65, IAC51-205 e CB45-155, teores intermediários. As variedades NA56-79 e IAC48-65 apresentaram maior estabilidade de produção ao longo das colheitas.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Espironelo,Ademar Pommer,Celso Valdevino Pereira,José Carlos Vila Nova Alves Igue,Toshio

Tocantins (IAC-23) e Tucuruí (IAC-24): novos cultivares de trigo

Os cultivares de trigo Tocantins (IAC-23) e Tucuruí (IAC-24), provenientes de cruzamentos artificiais e obtidos por seleção pelo método genealógico, foram avaliados quanto à produtividade de grãos e às reações aos agentes causais das ferrugens-do-colmo e da-folha na região do Vale do Paranapanema, SP, em condição de sequeiro e, no caso do 'Tucuruí', com a utilização de irrigação por aspersão, na região Norte (SP). Esses cultivares foram avaliados também em relação às qualidades industriais de panificação. As produções médias de grãos de ambos não se apresentaram estatisticamente diferentes da produção da testemunha 'Anahuac', em condição de sequeiro. O 'Tucuruí' superou estatisticamente, em produção, o 'Anahuac' em solos com porcentagem de saturação por bases inferior a 60%, com irrigação, apresentando uma produtividade média de 2.842 kg/ha contra 2.421 kg/ha. O 'Tucuruí', de estatura semi-anã, apresentou-se tolerante à presença de 10 mg/litro de Al3+ e o 'Tocantins', de porte alto, exibiu sensibilidade à concentração de 6 mg/litro de Al3+, ambos em solução nutritiva. Os novos cultivares apresentaram moderada suscetibilidade à ferrugem-da-folha e baixos níveis de infecção para a ferrugem-do-colmo, bem próximos aos apresentados pelo 'Anahuac'. Nos ensaios de panificação, a farinha do 'Tucuruí', de maneira geral, propiciou pães de excelente qualidade física, com volume específico bastante superior à farinha de trigo comercial e levemente superior à do 'Tocantins'.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Felício,João Carlos Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Freitas,José Guilherme de Barros,Benedito de Camargo Vitti,Policarpo

Situação nutricional de seringais produtivos no estado de São Paulo

Avaliou-se o estado nutricional de quarenta seringais em produção, instalados em diversas regiões edafoclimáticas paulistas, por meio da análise química foliar e dos solos correspondentes. As amostragens de folhas foram feitas no verão e no outono e as de solo, apenas na primeira época, ambas em 1984 e 1985. De forma consistente, verificaram-se baixos níveis de P nos solos de quase todos os seringais e de K naqueles localizados no litoral. A acidez apresentou grande variabilidade, registrando-se desde baixos índices de saturação por bases em solos do litoral e na região dos latossolos vermelho-escuros de textura média até níveis bastante elevados nos latossolos roxos eutróficos e nos podzólicos. Embora não se tenham registrado deficiências de micronutrientes, as concentrações de Fe e B se mostraram marcadamente associadas ao tipo de solo. As produtividades mais elevadas de alguns seringais foram associadas com níveis mais altos de N e K nas folhas. Para os demais macronutrientes, as concentrações nas folhas foram semelhantes, independente do grupo de produtividade em gue os seringais se enquadraram: baixa, média ou alta. Não ocorreram deficiências visíveis de Ca e Mg, porém os baixos níveis de P tanto nas folhas como nos solos possivelmente estejam afetando a produtividade.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Bataglia,Ondino Cleante Cardoso,Mário Carretero,Miguel Viscaíno

Arroz e trigo: tolerância à salinidade em solução nutritiva

O estresse hídrico é uma das principais causas da baixa produtividade de grãos nas culturas de arroz e trigo-de-sequeiro no Brasil. Um programa de melhoramento genético usando um método para selecionar plantas tolerantes ao estresse hídrico diminuiria bastante esses efeitos negativos: por isso, tentou-se verificar os comportamentos de cultivares de arroz (sequeiro e irrigado) e trigo sob estresse salino considerando que estes se correlacionassem. Realizaram-se dois experimentos no laboratório da Seção de Arroz e Cereais de Inverno do Instituto Agronômico de Campinas, empregando soluções nutritivas. Os cultivares estudados foram os seguintes: arroz-de-sequeiro: IAC-25, IAC-47, IAC-164, IAC-165, IAC-1246, Batatais, Pérola, Pratão Precoce e Dourado Precoce; de arroz irrigado: IAC-120, IAC-435, IAC-899, IR-841, IAC-1278 e IAC-4440; de trigo: IAC-5, IAS-55, Siete Cerros e Paraguay-281. Tanto o arejamento das soluções como a iluminação das plântulas foram contínuos. Usaram-se as concentrações de cloreto de sódio: 0,0; 0,1; 0,2; 0,3; 0,4; e 0,8 molal (p/m) ou potenciais osmóticos de 0,00; -0,47; -0,93; -1,39; -1,85 e -3,75 MPa. As plântulas de arroz cresceram doze dias em solução-tratamento contendo diferentes concentrações de cloreto de sódio em pH 6,0 e com temperatura de raízes 30 ± 1°C. As plântulas de trigo cresceram em dez dias em solução-tratamento em pH 6,0 e temperatura de raízes 25 ± 1°C. Mediu-se o comprimento da maior raiz seminal, comprimento da parte aérea (bainha da terceira folha madura) e pesou-se a matéria seca das partes aéreas e raízes, das plantas dos diferentes cultivares estudados. A avaliação da diminuição do diâmetro das raízes e da cor verde foi visual, tanto para o arroz como para o trigo. Os resultados mostraram que o parâmetro da raiz seminal variou mais do que os outros, sendo, portanto, melhor para avaliar a tolerância à salinidade, visando ao melhoramento genético. Assim, com base nas variações das porcentagens diárias médias do comprimento das raízes seminais ao cloreto de sódio, os cultivares de arroz foram classificados em tolerantes: IAC-165, Pratão Precoce, Dourado Precoce, IAC-1 64 e IAC-1 20; moderadamente tolerantes: IAC-1246, Pérola, IAC-25, Batatais e IAC-47; moderadamente sensíveis: IAC-899, IAC-435, IAC-4440 e IR-841, e sensível: IAC-1278. Para o trigo foram considerados como os mais tolerantes os cultivares IAS-55 e Siete Cerros.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Freitas,José Guilherme de Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira

Zinco nas folhas de soja em função da calagem

Em experimento conduzido na Estação Experimental de Mococa, num latossolo vermelho-escuro álico, A moderado, textura argilosa, com quatro níveis de calagem (1, 4, 7 e 10 t/ha de calcário dolomítico), procurou-se avaliar o efeito dessa prática sobre a concentração de zinco nas folhas de soja em três plantios sucessivos a partir de 1980. Observou-se, através dos anos, um decréscimo nos teores de Zn nas folhas. Nos três anos, a calagem deprimiu a concentração de Zn nas folhas. Mesmo nos níveis mais altos de calcário, porém, não foram atingidos teores considerados deficientes.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Mascarenhas,Hipólito Assunção Antonio Bataglia,Ondino Cleante Quaggio,José Antonio Gallo,Paulo Boller

Capacidade de germinação e quebra de dormência em sementes de cultivares de videira

Com a finalidade de gerar plântulas para o melhoramento genético, investigou-se a germinação de sementes de uva estudando-se a estratificação a frio, a aplicação de giberelina e a interação desses fatores. A conjugação de períodos de estratificação maiores que 13 dias com doses de giberelina (GA3) mostrou-se útil na quebra da dormência e na redução do seu tempo. A dose ideal de GA3 foi encontrada ao redor de 2.000 ppm e o menor período de estratificação, de cerca de 32 dias. Sementes de 61 progenitores potenciais foram germinadas em vasos com terra, mostrando-se a maior parte deles apta a ser usada em programas de melhoramento, com germinação superior a 45%, após os tratamentos indicados.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Pommer,Celso Valdevino Maeda,Jocely Andreuccetti Ribeiro,Ivan José Antunes

A cor verde do endosperma do café

Realizaram-se comparações entre as sementes dos cultivares Mundo Novo de Coffea arabica, cujo endosperma é verde, com as do cultivar Cera, dessa espécie, de endosperma amarelo, com o objetivo de determinar os componentes responsáveis por aquela cor. Nas análises de clorofilas, flavonóides, diterpenos totais, ácido clorogênico e íons Mg, Ca, K, Fe e B, nenhuma diferença foi verificada entre os dois cultivares, sugerindo que a coloração verde se deva à presença de outros componentes ou que o 'Cera' apresente um componente que não ocorre no 'Mundo Novo' e que inibe o desenvolvimento da cor verde no seu endosperma.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Mazzafera,Paulo Guerreiro Filho,Oliveiro Carvalho,Alcides

Mutante somático sem sementes em videira 'Niagara Rosada'

É relatada a ocorrência de mutação somática provocando apirenia no principal cultivar de uvas para mesa em São Paulo, Niagara Rosada. O mutante, surgido em Jundiaí, SP, em 1982, apresenta a mesma coloração das bagas, porém as dimensões físicas são drasticamente reduzidas, como o peso do cacho (237%) e das bagas (218%), o comprimento e a largura dos cachos (33 e 70%) e das bagas (58 e 43%). A partir desse mutante, constituiu-se novo cultivar, que recebeu a denominação de Rosinha. Discute-se seu grande potencial em vista da vantagem da apirenia, tanto para o produtor como para o consumidor, e seu uso como progenitor masculino em programas de melhoramento genético de uvas para mesa.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Pires,Erasmo José Paioli Pommer,Celso Valdevino Passos,Ilene Ribeiro da Silva Terra,Maurilo Monteiro

Melhoramento do trigo: XVIII. Comportamento de linhagens em cinco regiões paulistas

Avaliaram-se vinte e duas linhagens e três cultivares de trigo em ensaios instalados em cinco regiões paulistas, em 1984-86, analisando-se os seguintes parâmetros: rendimento de grãos, altura de plantas, ciclo, em dias, da emergência ao florescimento e da emergência à maturação, porcentagem de plantas acamadas, comprimento da espiga, número de grãos por espiga e por espigueta, número de espiguetas por espiga, peso de cem grãos, resistência à ferrugem-do-colmo e da-folha em condições de campo e de casa de vegetação, resistência à helmintosporiose e ao oídio em condições de campo. Em laboratório, foram realizados estudos da tolerância ao alumínio, em soluções nutritivas. Em sequeiro, nos ensaios conduzidos em Capão Bonito e no Vale do Paranapanema (Maracaí e Cruzália), destacaram-se, quanto à produção de grãos, respectivamente, o cultivar BH-1146 e a linhagem 12. As linhagens 4, 9 e 13, em Campinas, e a 8, em Tatuí, evidenciaram alta produção de grãos em condição de irrigação por aspersão. Na média de nove experimentos, destacaram-se em produção de grãos, por ordem decrescente, o cultivar BH-1146 e as linhagens 13, 20 e 14. As linhagens 2, 7, 8, 17 e 18 e o 'Alondra-S-46' mostraram plantas significativamente mais baixas que o 'BH-1146' e 'IAC-5'. As linhagens 7 e 8 e o cultivar Alondra-S-46 mostraram resistência às seis raças e as linhagens 17 e 18 a cinco raças testadas do agente causal de ferrugem-do-colmo em estádio de plântula, em casa de vegetação. Em campo, no estádio de planta adulta, apresentaram menor área infectada por essa doença as linhagens 1, 2, 7, 8, 12 e 17 e o cultivar Alondra-S-46. Nas mesmas condições, as linhagens 1, 5, 8 e 18 exibiram menor área infectada por ferrugem-da-folha. As linhagens 11, 12, 13, 19, 20 e 21 e o cultivar BH-1146 mostraram tolerância à presença de 10mg/litro de Al3+ na solução nutritiva.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Freitas,José Guilherme de Barros,Benedito De Camargo Castro,Jairo Lopes de Pettinelli Júnior,Armando Rocha Júnior,Laércio Soares

Melhoramento do trigo: XIX. Avaliação de novas linhagens em diferentes regiões paulistas

Compararam-se entre si vinte e três linhagens e dois cultivares de trigo quanto à produção de grãos, componentes de produção e resistência às doenças, através de ensaios instalados em diferentes localidades paulistas. Em casa de vegetação, efetuaram-se estudos de resistência às raças dos agentes causais das ferrugens-do-colmo e da-folha e, em condições de laboratório, estudos da tolerância ao alumínio em soluções nutritivas. Considerando a média dos nove experimentos, as linhagens 12, 15 e 18 e o cultivar BH-1146 destacaram-se quanto à produção de grãos, diferindo do 'Alondra-S-46'. Em relação à ferrugem-do-colmo (Puccinia graminis f. sp. tritici), 'Alondra-S-46' foi resistente às seis raças testadas em estádio de plântula em casa de vegetação, e as linhagens 9 e 11 foram resistentes a cinco e a quatro raças respectivamente Em condições de campo, o 'Alondra-S-46' e as linhagens 2, 3, 6, 10, 11 e 16 apresentaram-se como as mais resistentes à ferrugem-do-colmo. As linhagens 2 (IAC-172) e 20 e o 'BH-1146' mostraram-se com menores graus de infecção do agente causal da ferrugem-da-folha (P. recondita), em condições de infecção natural, em estádio de planta adulta. As linhagens 3 (IAC-231), 8, 9, 20, 21 e 22 e o 'Alondra-S-46' exibiram plantas de porte semi-anão significativamente mais baixas que o 'BH-1146'. A linhagem 20 mostrou ser uma fonte genética das características: espigas compridas e maior número de grãos por espiga e por espigueta. As linhagens 1, 3, 4, 12, 17, 18 e 19 e o 'BH-1146' foram tolerantes à presença de 10mg/litro de Al3+ na solução nutritiva.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Freitas,José Guilherme de Barros,Benedito de Camargo Castro,Jairo Lopes de Pettinelli Junior,Armando Rocha Junior,Laércio Soares

Melhoramento do cafeeiro: XLII. Produtividade de progênies derivadas de hibridação dos cultivares Laurina e Mundo Novo

O cultivar Laurina de Coffea arabica L. caracteriza-se pelo pequeno porte, folhas de dimensões reduzidas, frutos afilados na base, sementes pequenas e afiladas, pequeno rendimento e reduzida produção. Apresenta, no entanto, bebida de boa qualidade e baixo teor de cafeína nas sementes. Suas principais características são controladas pela ação de um par de alelos recessivos lrlr, de acentuado efeito pleiotrópico. Devido ao atual interesse do comércio por produto de baixo teor de cafeína, iniciaram-se pesquisas tendo em vista principalmente aumentar a produtividade do 'Laurina'. Para esse fim, realizaram-se numerosas hibridações de cafeeiros do 'Laurina' com os do 'Mundo Novo' (Coffea arabica) e, posteriormente, retrocruzamentos com o 'Mundo Novo'. Estudaram-se as progênies F2 e retrocruzamentos com o 'Mundo Novo' (RC) em Campinas, em um experimento, anotando-se as produções por oito anos consecutivos. Separaram-se algumas progênies F2 em dois grupos, antes do plantio: normais (LrLr,Lrlr) e laurina (Irlr). Como testemunhas, usaram-se progênies do 'Mundo Novo' e 'Catuaí Amarelo' de C. arabica. O conjunto de plantas F2 do grupo laurina e os retrocruzamentos tiveram produção média maior do que as plantas F2 normais, porém menor do que as testemunhas. Alguns retrocruzamentos e progênies F2 apresentaram plantas com razoável produtividade, indicando que, através de retrocruzamentos com o 'Mundo Novo', podem-se obter novos tipos comerciais com as características morfológicas do 'Laurina'. Fizeram-se considerações sobre a melhor capacidade de combinação do 'Laurina' com algumas seleções do 'Mundo Novo'.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Carvalho,Alcides Fazuoli,Luiz Carlos Mazzafera,Paulo

Índice de intensidade de infecção adaptado ao estudo de manchas de sementes de arroz

A avaliação de manchas em amostras de sementes de arroz (Oryza sativa L.) tem sido feita mediante o cálculo de porcentagem de sementes manchadas, o que não dá informação quantitativa sobre sua incidência. Com o objetivo de obter dados quantitativos de manchas de sementes de arroz, procurou-se adaptar o índice de intensidade de infecção proposto por Amaral e exemplificado por Silva, comparando-se os dois métodos. Foram utilizadas 128 amostras de 5g de sementes provenientes de ensaios conduzidos nos municípios paulistas de Jaboticabal e Pindorama, no ano agrícola de 1982/83, e compostos de 16 cultivares de arroz-de-sequeiro, com quatro repetições. Para calcular o índice de intensidade de infecção, cada amostra foi separada visualmente em quatro categorias: n0 = sem manchas; n1 = poucas manchas (até 5%); n2 = muitas manchas (6-25%), e n3 = extremamente manchadas (acima de 25% da superfície com manchas). A mesma amostra foi separada em sementes com e sem manchas, independente da quantidade de manchas que cada semente apresentasse, calculando-se a porcentagem das manchadas. A comparação da análise da variância e da correlação entre ambas as avaliações revelou que o índice de intensidade de infecção, denominado pelos autores de índice de intensidade de manchas, proporcionou maior discriminação entre os tratamentos que a porcentagem de sementes manchadas, sugerindo-o para a avaliação quantitativa de manchas de sementes de arroz.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Soave,Jaciro Ricci,Maria Thereza de Toledo Azzini,Luiz Ernesto

Densidade básica do colmo e fibras celulósicas em progênies de Bambusa tuldoides Munro

Na espécie Bambusa tuldoides em vinte e uma progênies, determinou-se a densidade básica do colmo, o rendimento em fibras celulósicas e as dimensões destas. A densidade básica variou acentuadamente de 0,407 a 0,712g/cm³, evidenciando alterações nas características químicas e anatômicas dos colmos. As variações nos rendimentos em fibras celulósicas - 45,67 a 56,78% - não foram significativas, sugerindo que a quantidade de fibras no colmo pouco influi em sua densidade básica. Esta característica foi influenciada pelo diâmetro de lúmen das fibras, sendo o maior lúmen (4,86 microns) responsável pela menor densidade básica (0,407g/cm³). O comprimento médio das fibras celulósicas da espécie Bambusa tuldoides (1,97mm) e suas progênies (1,49 a 3,17mm) ocupou uma posição intermediária entre fibras de eucalipto (1,0mm) e pínus (3,5mm). Em função do comprimento das fibras, foi possível selecionar as progênies P.5 (3,17mm), P.11 (2,41 mm) e P.13 (2,61 mm) como fornecedoras de fibras longas.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Azzini,Anisio Ciaramello,Dirceu Salgado,Antonio Luiz de Barros Tomazello Filho,Mário

Características agronômicas e culinárias de clones de mandioca

Em Campinas, SP, nos anos agrícolas de 1982/83, 1983/84 e 1984/85, avaliaram-se oito diferentes clones de mandioca (Manihot esculenta Crantz) selecionados para mesa quanto à produtividade de raízes e ramas, índice de colheita, cozimento culinário, teor de ácido cianídrico e cor da polpa das raízes. Os experimentos, instalados no início das chuvas (setembro/outubro) e colhidos nove meses após o plantio, foram conduzidos em blocos ao acaso com quatro repetições. Entre o material estudado, os clones IAC 59-210, de polpa branca (obtido por autofecundação do cv. IAC Mantiqueira) e IAC 289-70, de polpa amarela (originário do cruzamento do cv. SRT 797 - Ouro do Vale, com o cv. SRT 1 - Vassourinha Paulista), mostraram, no conjunto de caracteres avaliados, o melhor comportamento, superando o 'IAC Jaçanã' e o 'IAC 14-18', utilizados como testemunhas. O clone IAC 289-70 destacou-se pela facilidade de cozimento culinário, baixa concentração de HCN, alto índice de colheita, produtividade média de 18,7 t/ha e polpa amarela das raízes, indicando a presença de pigmentos carotenóides. A característica mais relevante do IAC 59-210 foi a maior produtividade média, 20,6 t/ha, em magnitude.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Lorenzi,José Osmar Pereira,Araken Soares Monteiro,Domingos Antonio Ramos,Maria Tereza Baraldi

Trigo: três épocas de semeadura em Capão Bonito, SP, no período 1981-85

Neste trabalho, procurou-se estudar o comportamento de dezoito cultivares de trigo semeados em três épocas (3º decêndio de março, 2º decêndio de abril e 3º decêndio de maio) na Estação Experimental de Capão Bonito, região Sul do Estado de São Paulo, no qüinqüênio 1981-85. Efetuaram-se, em cada época de semeadura, avaliações de rendimento de grãos, resistência às doenças, altura das plantas, peso hectolítrico e de mil grãos. Estudou-se a disponibilidade hídrica do solo, através de balanços hídricos decendiais, considerando 125mm como a capacidade de retenção de água no solo. Os resultados indicaram como melhor época de semeadura 21 a 31 de março. A ocorrência de moléstias foi altamente influenciada pelas condições climáticas verificadas em cada ano, sobretudo a helmintosporiose. Os cultivares CNT 7, BR 1, Paraguay 281, CNT 8, BH 1146, IAC 18 e IAC 5 apresentaram as maiores produções de grãos nas semeaduras de 21 a 31 de março, não diferindo estatisticamente entre si. As correlações entre altura média e produção de grãos na primeira e na segunda época foram significativas, mostrando que, nessas condições, os cultivares de porte mais alto foram também os mais produtivos. O peso de mil grãos foi o componente da produção que melhor expressou as diferenças de comportamento entre os cultivares estudados nas diferentes épocas de semeadura em todo o período.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Felício,João Carlos Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Camargo,Marcelo Bento Paes de Castro,Jairo Lopes de Barros,Benedito de Camargo

Caracterização da virulência de Magnaporthe grisea em cultivares diferenciadoras japonesas e linhas quase-isogênicas das cultivares IAC-25 e de CO-39 de arroz

Foi estudada a virulência de 681 isolados de Magnaporthe grisea provenientes de oito lavouras de arroz de terras altas, quatro da cv. BRS Bonança e quatro da cv. Primavera, localizadas em cinco municípios no Estado de Goiás. Foram avaliados 321 isolados de M. grisea de folha e de panícula obtidos da cv. BRS Bonança e 360 da cv. Primavera. Para diferenciar a virulência dos isolados foram utilizados nove cultivares diferenciadoras japonesas, seis linhagens quase-isogências (NIL's) da cv. IAC-25, cinco linhagens quase-isogênicas da cv. CO-39, e as cultivares Primavera, BRS Bonança, IAC-25 e CO-39. Os isolados de M. grisea provenientes da cv. BRS Bonança foram mais virulentos nas NIL's de IAC-25 do que isolados da cv. Primavera. A maioria das subpopulações de M. grisea provenientes de folhas e panícula, de ambas as cultivares, foram avirulentos à linhagem quase-isogênica CNA-8212. A virulência, em baixa freqüência, foi observada nos isolados de M. grisea provenientes de BRS Bonança aos genes Pi-z t (Toride-1) e de Primavera aos genes Pi-z (Fukunishiki). Uma baixa freqüência de isolados virulentos foram virulentos nas NIL's C101 LAC (Pi-1) e C101 A 51(Pi-2). Considerando as reações compatíveis e incompatíveis das NIL's de IAC-25 à população de M. grisea de BRS Bonança, o dendrograma mostrou um grupo (90% de similaridade), diferindo do parental recorrente. Por outro lado, a população de 'Primavera', com exceção da CNA-8199, formou um grupo (93% de similaridade), incluindo o parental recorrente. Os genes de resistência Pi-z e Pi-z t das cultivares Fukunishiki e Toride-1, respectivamente, os genes Pi-1 e Pi-2 das NIL's de CO-39 e os genes desconhecidos das NIL's IAC-25, que apresentaram maior espectro de resistência às populações estudadas podem ser utilizados no programa de melhoramento, para desenvolvimento de linhas isogênicas de BRS Bonança e Primavera.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Silva,Gisele Barata da Prabhu,Anne Sitarama Filippi,Marta Cristina Corsi de Araújo,Leila Garces de Zambolim,Laércio