Repositório RCAAP
Podridão-mole em pós-colheita de batata (Solanum tuberosum) incitada por Pseudomonas viridiflava
Isolou-se uma bactéria incitadora de podridão-mole em batata e procurou-se identificá-la em nível de espécie. Testes biológicos, bioquímicos e tintoriais permitiram posicionar o microrganismo em questão com pertencente à espécie Pseudomonas viridiflava. Procurou-se também investigar a suscetibilidade de diferentes órgãos de reserva de distintas espécies botânicas à espécie bacteriana. Este trabalho mostra e confirma que outras espécies que não as de Pectobacterium spp. são capazes de incitar podridões-moles em órgãos de reserva.
2022-12-06T13:19:44Z
Macagnan,Dirceu Romeiro,Reginaldo da Silva Macedo,Davi Mesquita de Schurt,Daniel Augusto
Progresso da sigatoka-negra (Mycosphaerella fijiensis) em bananeiras após a emissão do cacho no Município de Cáceres, Mato Grosso-Brasil
A sigatoka-negra, causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis, pode causar 100% de perdas na produção das cultivares suscetíveis. O objetivo deste trabalho foi avaliar o progresso da sigatoka-negra em bananeiras após a emissão do cacho no Município de Cáceres, Mato Grosso. O experimento foi conduzido no período de fevereiro a dezembro de 2004 em plantios das cultivares Grande Naine, Maçã e Farta Velhaco, sendo esta última uma cultivar de plátano, do grupo Terra. As avaliações foram efetuadas a intervalos de 15 dias, quantificando-se, através de uma escala diagramática, a severidade da sigatoka-negra em todas as folhas de 5 plantas de cada cultivar, marcadas logo após a emissão das inflorescências. A partir dos dados coletados no campo, computaram-se: a severidade da doença na folha n.º 10 e o número de folhas viáveis. Considerou-se como folha viável as folhas sadias e aquelas com até 15% de área foliar lesionada. Os dados de temperatura e da umidade relativa foram registrados por um aparelho eletrônico instalado na área. A precipitação pluvial foi registrada na Estação meteorológica de Cáceres, distante 12 km do experimento. As condições climáticas foram favoráveis à sigatoka negra durante o ano todo e as plantas das cultivares Grande Naine, Maçã e Farta Velhaco após a emissão do cacho, perderam totalmente as folhas antes dos frutos atingirem o pleno desenvolvimento, cujos prejuízos no primeiro semestre atingiram 100% de perdas na produção comercializável.
2022-12-06T13:19:44Z
Martins,Márcia Benedita Valente,João Pedro Kobayasti,Leimi Gasparotto,Luadir
Manejo da requeima do tomateiro industrial empregando sistema de previsão
Três experimentos foram conduzidos utilizando-se o híbrido de tomateiro industrial H 7155N, em 2003 e 2004 visando adequar um sistema de previsão modificado para o uso de fungicidas no manejo da requeima causada por Phytophthora infestans. Os experimentos foram conduzidos num delineamento em blocos ao acaso com dez tratamentos e três repetições. Os fungicidas sistêmicos foram aplicados quando o valor de severidade da doença (VSD) alcançou oito, dez ou doze pontos. A alternância dos fungicidas sistêmicos com o metiram ocorreu na semana em que não foram alcançados os VSD´s. O tratamento calendário de pulverização para o controle da requeima consistiu da aplicação semanal de fungicidas após o aparecimento dos primeiros sintomas e aqueles definidos pelo sistema de previsão foram baseados nos VSD acumulados durante o experimento. A avaliação da requeima foi feita semanalmente com auxílio de uma escala descritiva de severidade e uma chave diagramática. A eficiência dos tratamentos foi comparada calculando-se a área abaixo da curva do progresso da doença, a taxa de progresso da doença (r) e produtividade de tomate. Os valores de r do melhor tratamento (dimetomorfe misturado com clorotalonil (VSD = 10) alternado com metiram variaram de 0,03 a 0,07, enquanto para o tratamento calendário semanal foi de 0,05 a 0,09 e para testemunha de 0,24 a 0,39. Dimetomorfe + clorotalonil (VSD = 10) alternado com metiram produziu em média 15,7 toneladas a mais de tomate, comparado ao tratamento calendário semanal de fungicidas. Dimetomorfe ou metalaxil-M misturado com clorotalonil (VSD = 10) baseado no sistema de previsão sem a alternância com metiram diferiu do calendário semanal baseado na severidade da doença e na produção de tomate. Os tratamentos piraclostrobina misturado com metiram (VSD = 8; VSD = 10) alternado com metiram; dimetomorfe misturado com mancozeb (VSD = 8; VSD = 10) alternado com metiram proporcionaram controle intermediário da requeima. O sistema de previsão baseado no uso de dimetomorfe misturado com clorotalonil alternado com metiram (VSD = 10) permitiu redução de uma aplicação da mistura dimetomorfe misturado com clorotalonil pulverização em dois dos três experimentos, comparados ao tratamento calendário semanal de aplicação de fungicidas, sem afetar a produção.
2022-12-06T13:19:44Z
Duarte,Henrique da Silva Silveira Zambolim,Laércio Jesus Junior,Waldir Cintra de
Detecção e variabilidade de Plasmopara halstedii no Brasil e avaliação da resistência de genótipos de girassol ao míldio
Este trabalho foi conduzido com o objetivo de identificar a raça fisiológica de Plasmopara halstedii que ocorreu em plantas de girassol coletadas no campo experimental da Embrapa Soja, Londrina, PR, em 1998, 2001 e 2002 e avaliar a reação de genótipos de girassol ao míldio. Plântulas de girassol das diferenciadoras de raças e das cultivares foram inoculadas com suspensão de zoosporângios do patógeno e foram plantadas em caixas contendo areia autoclavada. As plântulas foram mantidas em câmara climatizada, com temperatura controlada em 21ºC, por 11 dias. Em seguida, as plantas foram aspergidas intensamente com água destilada, cobertas com saco plástico e mantidas no escuro, a 18ºC. No dia seguinte, foi observada a presença de esporulação nos cotilédones. As plantas que apresentaram esporulação foram consideradas suscetíveis e as sem esporulação foram resistentes. O resultado indicou tratar-se da raça 330 (antiga raça 7 americana), nas três ocasiões. Os genótipos de girassol Embrapa 122, BRS 191 e as cultivares de girassol ornamental BRS Capri M, BRS Encanto M, BRS Oásis, BRS Paixão M, BRS Pesqueiro M, BRS Refúgio M, BRS Saudade M e BRS Saudade U e seus respectivos parentais foram suscetíveis a P. halstedii raça 330. Os genótipos AGROBEL 910, AGROBEL 920, AGROBEL 960, AGROBEL 965, C11, EXP38, M734, M742 e RUMBOSOL 91 foram resistentes à raça 330 do patógeno e podem ser indicados aos agricultores para uso em regiões de risco de ocorrência da doença.
2022-12-06T13:19:44Z
Leite,Regina Maria Villas Bôas de Campos Henning,Ademir Assis Rodrigues,Silvia Rosa Oliveira,Marcelo Fernandes de
Caracterização molecular e patogênica de isolados de Xanthomonas albilineans (Ashby) Dowson, agente causal da escaldadura das folhas da cana-de-açúcar
A escaldadura das folhas, causada pela bactéria Xanthomonas albilineans (Ashby) Dowson, é uma das cinco doenças mais importantes da cana-de-açúcar e sua ocorrência reduz o rendimento e a longevidade da cultura. Variedades resistentes têm sido usadas para o controle, porém há evidências da ocorrência de variantes do patógeno. Em campos comerciais do Estado de São Paulo, tem sido observado que a mesma variedade de cana se apresenta como resistente em uma região e suscetível em outra, sugerindo a ocorrência de variantes na população do patógeno. Assim, o objetivo deste trabalho foi investigar a presença de diversidade genética da bactéria em áreas comerciais. Um total de 50 isolados foram obtidos em cultura pura a partir de plantas sintomáticas coletadas em Piracicaba (SP), Jaú (SP), região de Ribeirão Preto (SP) e Iturama (MG). Os isolados foram confirmados como pertencentes à espécie X. albilineans por meio de características de colônias, serologia e PCR com 'primers' específicos. Para caracterização da diversidade genética, foi usado o método de Rep-PCR, a partir do DNA extraído de cada isolado. Oito isolados, provenientes dos diferentes grupos identificados por rep-PCR, foram usados em testes de patogenicidade, por meio de inoculação em duas variedades de cana. Os resultados confirmaram todos os isolados como pertencentes à espécie X. albilineans. Por meio de rep-PCR, foi demonstrada diversidade genética entre os isolados, os quais foram separados em três grupos: um grupo composto somente pelos isolados de Piracicaba; um segundo, contendo todos os isolados amostrados em Jaú e na região de Ribeirão Preto, e um isolado de Iturama; e, no terceiro, somente dois isolados coletados em Iturama. Os testes de patogenicidade revelaram diferenças na agressividade entre isolados, porém sem relação com sua região de origem. Este trabalho revelou a ocorrência de diversidade genética e de agressividade dentro da espécie X. albilineans, evidenciando uma possível relação entre ocorrência de variantes do patógeno e reação de variedades de cana cultivadas no estado de São Paulo.
2022-12-06T13:19:44Z
Silva,Mariana de Souza e Bedendo,Ivan Paulo Casagrande,Marcos Virgílio
Infecção mista pelo Sugarcane mosaic virus e Maize rayado fino virus provoca danos na cultura do milho no estado de São Paulo
Os dois principais vírus que infectam o milho no Brasil são o Sugarcane mosaic virus (SCMV) e o Maize rayado fino virus (MRFV), cujos principais vetores são o afídeo Rhopalosiphum maidis e a cigarrinha Dalbulus maidis, respectivamente. O MRFV é freqüentemente encontrado em infecções mistas com fitoplasmas e espiroplasmas, causando as doenças denominadas enfezamentos do milho. Em uma lavoura de milho próxima a Santo Antonio da Posse, SP, cercada por campos de cana-de-açúcar, foi encontrada alta incidência de plantas apresentando mosaico, riscas, nanismo e espigas com falhas no enchimento de grãos. Análises serológicas com anti-soros específicos detectaram a presença do SCMV e MRFV nessas plantas. A infecção pelo SCMV também foi confirmada por RT-PCR com primers específicos e análise de seqüências. Em observações de preparações contrastadas negativamente em TEM, partículas flexuosas (ca.770 nm) e isométricas (ca.30 nm) foram detectadas. Em cortes ultrafinos, inclusões citoplasmáticas, típicas de Potyviridae, foram observadas; não foi encontrada a presença de espiroplasmas nem de fitoplasmas. Esses resultados mostram que a infecção conjunta por SCMV e MRFV pode ser responsável pelos danos encontrados nessa lavoura.
2022-12-06T13:19:44Z
Gonçalves,Marcos César Maia,Ivan de Godoy Galleti,Sílvia Regina Fantin,Gisèle Maria
Incidência de podridões do colmo, grãos ardidos e rendimento de grãos em híbridos de milho submetidos ao aumento na densidade de plantas
A adequada combinação entre a escolha da densidade de plantas e do híbrido é um dos fatores que contribuem para o aumento da produtividade do milho. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do incremento na densidade de plantas sobre a incidência de podridões do colmo, de grãos ardidos e o rendimento de grãos de dois híbridos de milho contrastantes quanto a tolerância ao adensamento. O experimento foi conduzido em Lages, SC, nas safras agrícolas 2002/03 e 2003/04, em área de semeadura direta e monocultura, sob sucessão de cobertura morta constituída de aveia preta+ervilhaca. Estudou-se a combinação de dois fatores: híbrido e densidades, utilizando-se o delineamento experimental de blocos casualizados com parcela sub-dividida. Na parcela principal avaliaram os híbridos: Speed (simples, tolerante ao adensamento) e AG 303 (duplo, intolerante ao adensamento). Nas sub-parcelas testaram-se cinco densidades de plantas: 25, 50, 75, 100 e 125 mil plantas ha-1. O aumento da densidade de plantas, proporcionou incremento linear na incidência das podridões do colmo e grãos ardidos para os dois híbridos e duas safras avaliadas. O fungo Colletotrichum graminicola foi o mais detectado em colmos doentes, seguido do Fusarium graminearum, F. verticillioides e Stenocarpella sp. Nos grãos ardidos, os fungos predominantes foram F. verticillioides, F. graminearum e Penicillium spp. O híbrido AG 303 demonstrou menor resposta no rendimento do que o híbrido Speed com o aumento da população de plantas. Não foi observada associação direta entre o maior rendimento de grãos do híbrido simples em estandes adensados e a menor incidência de doenças de colmo e de grãos ardidos.
2022-12-06T13:19:44Z
Casa,Ricardo Trezzi Moreira,Eder Novaes Bogo,Amauri Sangoi,Luís
Danos em trigo causados pela infecção de Pyricularia grisea
Este trabalho teve por objetivo quantificar os danos no rendimento de grãos, causados pela infecção natural da brusone (Pyricularia grisea), em diferentes cultivares e linhagens de trigo, na safra agrícola de 2004, no Município de Dourados, Mato Grosso do Sul, isoladamente da ocorrência de outras doenças. Trabalhou-se em condições naturais e sem o emprego de fungicidas, em parcelas experimentais, na Embrapa Agropecuária Oeste e em Indápolis. Após o espigamento, todas as espigas de trigo com sintomas típicos da brusone (ponto preto de infecção na ráquis) foram identificadas e marcadas, em uma área de 1m². As espigas doentes e sadias foram colhidas, contadas e trilhadas separadamente. Os danos foram calculados com base na diferença entre o rendimento real e a estimativa do rendimento potencial. Os resultados mostraram que os danos e a incidência da brusone variaram de acordo com as cultivares/linhagens testadas e a região tritícola avaliada. As menores incidências da brusone foram observadas na cv. BR 18-Terena, com 27% e 42% de espigas infectadas, nos ensaios instalados na Embrapa Agropecuária Oeste e em Indápolis, respectivamente. O dano médio devido à brusone, registrado nos 20 materiais testados, foi de 387kg/ha, o que representou 10,5% do rendimento de grãos, no ensaio instalado na Embrapa Agropecuária Oeste. Em Indápolis, os danos foram maiores, atingindo, em média, 609kg/ha (13,0% do rendimento de grãos). As perdas em peso por espiga foram maiores (63,4%) quando a infecção foi precoce em comparação à infecção tardia (46,0%). Verificou-se que houve uma compensação das perdas causadas pela doença, através do melhor desenvolvimento de grãos produzidos abaixo do ponto de estrangulamento da ráquis. Observou-se, também, que em função das espigas brancas sobressaírem-se das demais, pode-se superestimar as perdas.
2022-12-06T13:19:44Z
Goulart,Augusto César Pereira Sousa,Paulo Gervini Urashima,Alfredo Seiti
Período latente e uso da análise de componentes principais para caracterizar a resistência parcial à ferrugem da soja
O presente trabalho teve como objetivo avaliar a reação quanto à resistência parcial causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi Sydow., em 68 genótipos de soja (Glycine max L. Merril). O experimento foi realizado em Uberlândia-MG, em casa de vegetação, durante o período de dezembro de 2004 a fevereiro de 2005 e constou de três épocas de avaliação. Foram avaliadas as seguintes características de resistência: Período Latente Médio (PLM), número médio de pústulas por folíolo e severidade da ferrugem. Com base nas variáveis, número médio de pústulas por folíolo e severidade da ferrugem calculou-se a área abaixo da curva de progresso da doença. Após, realizou-se a análise de variância, e as médias foram comparadas pelo teste de Scott Knott, ao nível de 5% de probabilidade. Foram encontradas diferenças significativas entre os genótipos para número médio de pústulas por folíolo e severidade da ferrugem, aos doze dias após a inoculação. O mesmo foi encontrado para área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD) para severidade. Com base no período latente médio discriminaram-se dois grupos de genótipos: parcialmente resistentes e suscetíveis. Presume-se que a Resistência Parcial (RP) à ferrugem asiática da soja deve ser avaliada em condições de média epidemia, que aconteceu na segunda época de avaliação para todos os caracteres avaliados. O agrupamento de genótipos, pela análise multivariada de componentes principais, permitiu a discriminação de genótipos parcialmente resistentes. Três genótipos (números 4, 41, e 42), referentes aos parentais Cristalina e IAC 100, apresentaram maior resistência parcial á ferrugem da soja.
2022-12-06T13:19:44Z
Martins,Juliana Araújo Santos Juliatti,Fernando César Santos,Verônica Araújo Polizel,Analy Castilho Juliatti,Fernanda Cristina
Cassia renigera Wall.: novo hospedeiro de Ceratocystis fimbriata Ell. & Halst.
Ceratocystis fimbriata foi descrito pela primeira vez em 1984, causando murcha em plantas de Cassia renigera, em Campinas (SP). Foram realizadas inoculações cruzadas com dois isolados de C. fimbriata obtidos de Cassia renigera e mangueira (Mangifera indica) em plantas de: acácia-negra (Acacia decurrens), cacaueiro (Theobroma cacao), crotalária (Crotalaria juncea), feijão-guandu (Cajanus cajan), figueira (Ficus carica), gamelina (Gmelina arborea), mangueira (Mangifera indica), seringueira (Hevea brasilienses), Cassia sp., C. carnaval, C. ferruginea, C. grandis, C. moschata, C. multijuga, C. nodosa, C. renigera, C. siamea e C. speciosa. Os dois isolados do fungo foram patogênicos a todas as plantas testadas, com exceção de cacaueiro, gamelina e C. grandis.
2022-12-06T13:19:44Z
Ribeiro,Ivan José Antunes Ito,Margarida Fumiko Rossetto,Carlos Jorge
Teor de cafeína em sementes matrizes do guaranazeiro
Realizou-se a caracterização do teor de cafeína no tegumento e amêndoa de sementes de plantas matrizes de guaraná (Paullinia cupana (Mart.) Ducke) existentes no Instituto Agronômico, no Vale do Ribeira,SP. Os teores de cafeína apresentaram valores médios de 2,33 ± 0,38% na amêndoa, de 1,09± 0,29 no tegumento e de 2,15± 0,34% na semente como um todo.
2022-12-06T13:19:44Z
Spoladore,Dayse Soave Boaventura,Marco Antonio Milan Saes,Luis Alberto
Composição química de sementes de Manihot catingae Ule
Analisaram-se sementes de Manihot catingae Ule, vulgarmente conhecida como maniçoba-brava ou maniçobeira-de-caatinga, coletadas de plantas existentes no Centro Experimental de Campinas, em dois anos consecutivos. Os resultados mostraram que as sementes contêm, em média, 11,6% de óleo e 8,5% de proteína na matéria seca. O óleo é composto dos ácidos graxos palmítico 8,5%, esteárico 1,3%, oléico 8,4%, linoléico 81,6% e linolênico 0,3%. Do óleo extraído, foi possível isolar ácido linoléico, principal constituinte, para utilização em análises químicas como substrato para a enzima lipoxigenase.
2022-12-06T13:19:44Z
Teixeira,João Paulo Feijão
Emergência de plântulas do pêssego porta-enxerto 'Okinawa': influência de períodos de estratificação e de ácido giberélico
Testaram-se os efeitos dos períodos de estratificação a frio úmido por 0, 10, 20, 30 e 40 dias, associados a aplicações do ácido giberélico (GA3) nas concentrações de 0, 5, 10, 15 e 20 ppm, na quebra de dormência das sementes do pessegueiro porta-enxerto 'Okinawa'. Os resultados mostraram que os períodos de estratificação de 0, 10 e 20 dias foram insuficientes para a completa quebra de dormência, mesmo quando em associação com o GA3. Apesar da boa emergência verificada, após 20 dias de frio, 20% das plantas desenvolveram-se com formação de rosetas. As melhores respostas foram obtidas aos 30 e 40 dias de estratificação, mesmo na ausência do GA3; a germinação aproximou-se de 100% e nenhuma plântula anômala foi detectada. O GA3 mostrou efeito na germinação das amêndoas, sobretudo nas concentrações maiores, porém insuficiente para eliminar os sintomas de falta de frio das plântulas.
2022-12-06T13:19:44Z
Barbosa,Wilson Campo Dall'Orto,Fernando Antonio Ojima,Mário Martins,Fernando Picarelli Rigitano,Orlando
'Centenário': nova seleção de pêssego amarelo
'Centenário' (IAC 1880-30) é uma nova seleção de pêssego obtida no programa de melhoramento varietal do Instituto Agronômico de Campinas. Provém da polinização livre do pêssego 'Ouromel-2' (IAC 171-5) e tem como características principais a alta produtividade das plantas e o excelente sabor dos frutos (Brix, 16° e pH, 4,5). Estes são graúdos, globoso-oblongos, de ótimo aspecto e maturação precoce (95 a 115 dias). A polpa é amarela, o caroço bem pequeno, solto, e a película bem vermelha (80%) sobre fundo amarelado. Pode ser caracterizado como pertencente aos tipos 'Ouromel' e 'Dourado', e assim comercializado.
2022-12-06T13:19:44Z
Campo Dall'Orto,Fernando Antonio Ojima,Mário Barbosa,Wilson Martins,Fernando Picarelli Rigitano,Orlando
Regeneração de plantas híbridas entre Lycopersicon esculentum e L. peruvianum a partir de calos com dois anos de cultura in vitro
Calos obtidos da cultura in vitro de embrião imaturo do cruzamento interespecífico L. esculentum x L. peruvianum, praticamente perderam a capacidade morfogenética, após dois anos de subcultura. Na tentativa de recuperação do processo de organogênese desses calos, realizaram-se dois experimentos, utilizando-se os fitorreguladores ácido indolacético (IAA) e 6-benziladenina (6-BA), cujas concentrações foram combinadas em dialélicos de 5 x 5 e 3 x 3. A composição de sais minerais e vitaminas baseou-se no meio de Murashige e Skoog, adicionando-se sacarose a 3% e ágar a 0,8%, e ajustando-se o pH final dos meios de cultura para 5,5. As condições para o dialélico 5 x 5 foram fotoperíodo de 16 horas de luz a 600 lux e temperatura de 25 ± 3°C. No dialélico 3 x 3, os tratamentos foram mantidos em câmara de crescimento a 2.000 lux, sob a mesma variação de temperatura e fotoperíodo. Em cada frasco, inoculou-se um calo com cerca de 1 cm³, totalizando quinze repetições. Avaliaram-se o desenvolvimento de calos, atribuindo-se uma escala de notas de 1 a 5, e a presença de plantas (organogênese) após 30 dias de cultura. Observou-se o número total de plantas por tratamento, bem como o desenvolvimento das plantas em centímetro. No dialélico 5 x 5, a organogênese foi apenas incipiente em três tratamentos, porém as melhores combinações para o desenvolvimento dos calos foram de 0,5, 2,5 e 5,0µM de IAA com 2,5µM de 6-BA. No dialélico 3 x 3, houve a indução de plantas em sete tratamentos, sendo mais eficientes 25 e 50µM de 6-BA, sem auxina. O tratamento de 0,5 e 10,0µM de IAA e 6-BA, respectivamente, permitiu simultaneamente o crescimento de calos e a regeneração de plantas. Nota-se a influência das condições ambientais de manutenção das culturas, principalmente da intensidade de luz.
2022-12-06T13:19:44Z
Siqueira,Walter José Fonseca,Monique Ines Segeren Sondhal,Maro R.
Deficiência hídrica simulada nos diferentes estádios de desenvolvimento de um cultivar precoce de soja
Estudou-se o efeito da deficiência hídrica em diferentes estádios do cultivar precoce de soja Paraná. As plantas foram cultivadas em casa de vegetação, em solução nutritiva de Hoagland. A deficiência hídrica foi simulada pela adição de polietilenoglicol (PEG) 6% na solução nutritiva, nos seguintes estádios: vegetativo, florescimento e enchimento do grão. Os resultados mostraram que: (1) a deficiência hídrica nos três estádios diminuiu a produção e o número de vagens e de grãos em relação à testemunha; (2) no período do enchimento do grão diminuiu o peso do grão e a produção, com relação ao estádio vegetativo. Concluiu-se que a deficiência foi mais prejudicial nos estádios reprodutivos, devido à diminuição da produção de grãos.
2022-12-06T13:19:44Z
Nogueira,Sandra dos Santos Seva Nagai,Violeta
Fatores ambientes e iniciação floral de cana-de-açúcar, no ano agrícola 1984/85, na região de Piracicaba, SP
Com o objetivo de determinar as épocas de iniciação e emergência da inflorescência da cana-de-açúcar (Saccharum spp.), correlacionando-as aos fatores climáticos, coletaram-se amostras dos cultivares NA 56-79, SP 70-1143 e IAC 52-150, em experimentos na região de Piracicaba, SP. De cada cultivar, colheram-se, semanalmente, dez palmitos dos colmos mais vigorosos, de 20 de fevereiro a 3 de julho de 1984. Analisaram-se a diferenciação e o desenvolvimento floral através de cortes histológicos da região apical e de medidas do comprimento da inflorescência. Coletaram-se os dados climáticos, durante o período de indução (25 de fevereiro-20 de março) no posto meteorológico da Estação Experimental do Instituto Agronômico, em Piracicaba. A ocorrência de temperaturas elevadas (Tmáx> 31° C), a baixa precipitação (47,3mm) e a alta freqüência de dias (76%) com diferença entre temperaturas máximas e mínimas acima de 13°C no período indutivo, afetaram a diferenciação floral. Os cultivares NA 56-79 e SP 70-1143 não floresceram e o 'IAC 52-150' apresentou uma redução de cerca de 50% no florescimento. O primeiro estádio reconhecível da iniciação floral foi detectado em 6 de abril, quando o domo apical media 0,011 cm, só ocorrendo a emergência da panícula na primeira semana de julho.
2022-12-06T13:19:44Z
Carlucci,Marisa Vazquez Cruz,Neusa Diniz da Alvarez,Rafael
Melhoramento do trigo: XVII. comportamento de linhagens de origem mexicana no estado de São Paulo
Em ensaios instalados nas Estações Experimentais de Monte Alegre do Sul e Tatuí e no município de Maracaí, de 1984 a 1986, estudaram-se 23 linhagens de trigo introduzidas do Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo (CIMMYT), México, juntamente com os cultivares IAC-24 e Anahuac. Analisaram-se os seguintes parâmetros: rendimento de grãos, altura de plantas, ciclo em dias da emergência ao florescimento e da emergência à maturação, porcentagem de plantas acamadas, comprimento da espiga, número de grãos por espiga e por espigueta e de espiguetas por espiga, resistência às ferrugens do colmo e da folha em condições de campo e de casa de vegetação, tolerância à toxicidade de Al3+ empregando-se soluções nutritivas, em laboratório. As linhas mexicanas, nominadas como IAC-215, IAC-216, IAC-217 e IAC-219, destacaram-se quanto à produção de grãos, porém não diferiram do cultivar controle IAC-24. As linhagens Festiguay-Tecolote 363.30.6.1 x Ciguena e [4777² x (Frontana/Kenya 58//Newthatch)] Gabo/Pavon-76 mostraram-se resistentes às nove raças do agente causal da ferrugem-do-colmo e às seis raças do agente causal da ferrugem-da-folha. Os resultados evidenciaram que são fontes genéticas de grande valor para o programa de melhoramento do trigo no Instituto Agronômico os genótipos seguintes: IAC-215, IAC-216, Yaco"S", IAC-218, Dougga-Bluejay (T-4), Buckbuck"S" - Bulbul"S", com ciclo precoce; IAC-215, Yaco"S" e Jupateco 73-Bluejay, com porte baixo, Bonanza-Yecora F-70/Florence 35.70, com espigas compridas e maior número de espiguetas e de grãos por espiga; Jupateco 73-Bluejay, com grande fertilidade de espigas; [(IAS-58-IAS-55 x Alondra"S"/IAC-5) Alondra"S" - IAS-58 103A x Alondra"S"] e IAC-215, IAC-216, IAC-219 e IAC-24, com tolerância a 10 mg/litro de Al3+.
2022-12-06T13:19:44Z
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Freitas,José Guilherme de Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Barros,Benedito de Camargo Pettinelli Junior,Armando Santos,Rui Ribeiro dos Kanthack,Ricardo Augusto Dias Rocha Junior,Laércio Soares
Soja: queima das folhas como critério de seleção para resistência à acidez do solo
Com o objetivo de testar critérios para a seleção de progênies resistentes à acidez do solo, conduziu-se um ensaio no Centro Experimental de Campinas (CEC), no período de novembro de 1980 a fevereiro de 1981, em delineamento "latice" simples 5 x 5, duplicado, constituído por 25 diferentes genótipos de soja, em solo glei húmico (hidromórfico orgânico friável) com teores elevados de alumínio, fósforo e potássio. Aos sessenta dias da semeadura, tomaram-se as medidas - peso de matéria seca, altura de planta, comprimento de raiz pivotante, nota de queima das folhas e de coloração de raiz. As parcelas eram constituídas de linhas de 2m, espaçadas de 0,60m, e o plantio, realizado em novembro, com a finalidade de obter o máximo crescimento vegetativo. Os resultados permitiram demonstrar a validade do delineamento utilizado para assegurar maior controle local. Houve significância para todos os parâmetros estudados. Os cultivares IAC-9 Biloxi, IAC-Santa Maria 702 e IAC-2 e a introdução PI 274.454 foram os que mais se destacaram em relação ao peso da matéria seca, altura de planta e nota de queima das folhas, e os que apresentaram os melhores índices e menores teores de alumínio e manganês na parte aérea. As notas de coloração de raiz e comprimento da raiz pivotante, apesar das diferenças, não discriminaram os tratamentos de maneira tão clara como os parâmetros anteriores. Dada a correlação alta e significativa entre o peso de matéria seca e a nota de queima das folhas, sugere-se a utilização desse critério no melhoramento genético de soja para resistência à acidez do solo, ressaltando a importância do método aplicado em condições naturais e que leva em consideração também o processo simbiótico de fixação de nitrogênio.
2022-12-06T13:19:44Z
Miranda,Manoel Albino Coelho de Mascarenhas,Hipólito Assunção Antonio Bataglia,Ondino Cleante Bulisani,Eduardo Antonio
Populações de milho: características agronômicas e tecnológicas
Avaliaram-se duas populações de milho de grãos brancos (IAC-Taitinga e IAC-Moroti) e duas de grãos amarelos (IAC-Taiúba e IAC-Iubatã) e os cruzamentos recíprocos entre as de grãos brancos e três testemunhas (Ag-401, C-601 e IAC-Porangatu), em dois locais, quanto a características agronômicas. Com exceção das testemunhas, testaram-se também tais populações quanto aos principais parâmetros de interesse tecnológico, relacionados com o rendimento e qualidade do fubá mimoso, para uso em panificação. Foram observadas diferenças altamente significativas entre os tratamentos para os caracteres produtividade de grãos, altura da planta e de inserção da espiga, rendimento de gérmen e de fubá mimoso, volume específico comparativo (V.E.C.) e escore total comparativo (Es. T.C.). As populações, de modo geral, apresentaram altos níveis de produção de grãos, sendo o maior valor obtido pela população IAC-Taitinga. Sete dos materiais estudados apresentaram porte médio e dois, porte baixo. A população IAC Taitinga, sem diferir de IAC-Moroti e do híbrido IAC-Taitinga x IAC Moroti, apresentou o maior valor para rendimento de fubá mimoso. A IAC-Taiúba sobressaiu-se das demais quanto ao V.E.C. e só não alcançou valor máximo para Es.T.C. devido à cor amarela dos grãos. A IAC-Taitinga e o híbrido IAC-Taitinga x IAC-Moroti mostraram valores iguais ao padrão (100%) para Es.T.C. Foi observado efeito maternal atuando no rendimento do fubá mimoso obtido.
2022-12-06T13:19:44Z
Lima,Marlene Vitti,Policarpo Gallo,Paulo Boller