Repositório RCAAP
Nietzsche: da análise psicológica à fórmula da décadence
Resumo Tendo esclarecido a concepção nietzschiana de psicologia, este artigo persegue um duplo objetivo: de um lado, investigar a análise psicológica dos fenômenos da décadence e, de outro, elucidar o que significa a expressão “fórmula da décadence” nos textos de 1888.
2022-12-06T13:20:35Z
Marton,Scarlett
Filosofia como forma de vida: variações sobre o tema a partir de Nietzsche e Sócrates
Resumo Busca-se, a partir do exame dos compromissos existenciais implicados pela prática filosófica dos dois pensadores, estipular uma série de convergências entre ambos. Porque tal associação parece improvável, se se tem em vista o combate dado por Nietzsche a formulações substantivas do repertório filosófico tradicional talvez autorizadas por Sócrates, importará oferecer ao final um balanço da reflexão também quanto a isso.
2022-12-06T13:20:35Z
Pimenta,Olímpio
As notas do período militar de Nietzsche: Para uma reavaliação das influências de juventude
Resumo Para a elaboração de sua crítica da questão teleológica Nietzsche parte de uma leitura particular das filosofias de Kant, Albert Lange e Schopenhauer. Mais especificamente, sua argumentação em torno da concepção teleológica de mundo, que se constitui em um tema de importância significativa para o posterior desenvolvimento de sua concepção de conhecimento, é fundamentada em uma releitura das posições de Kant e Schopenhauer a partir de uma fundamentação científica. Este posicionamento mais próximo da ciência, uma conquista oriunda da leitura de A História do Materialismo, atua como contraponto às opiniões filosóficas com que Nietzsche entra em contato em sua juventude.
2022-12-06T13:20:35Z
Silva Neto,João Pereira da
A Agrégation de Philosophie e a emergência do nietzschianismo filosófico francês
Resumo Embora se acredite amplamente que a atenção francesa a Nietzsche nos anos 1960 era uma resposta à publicação das lições de Heidegger sobre Nietzsche em 1961, defendo que o aparecimento de Nietzsche na lista de leitura do exame de agrégation de philosophie fornece a melhor explicação para a emergência do chamado “New Nietzsche” em sua associação com o pós-estruturalismo francês. Após uma breve explicação de como a agrégation funciona na cultura acadêmica francesa e sua influência nas atividades docentes e publicações dos professores, analiso o aumento do interesse na obra de Nietzsche entre filósofos, desde o fim dos anos 1950, como consequência desse exame.
2022-12-06T13:20:35Z
Schrift,Alan D.
Agente moral expressivista em Nietzsche e avaliação de juízos práticos perfeccionistas,
Resumo O objetivo do texto é relacionar a abordagem expressivista do agente moral em Nietzsche com as condições de sucesso de avaliação de juízos práticos perfeccionistas. Como locus da transformação, o agente moral se exprime por meio do potencial transformativo que consegue produzir, e não como entidade por trás das ações. Duas condições podem ser usadas, regulativamente, para avaliar o sucesso de juízos de caráter perfeccionista: por um lado, a maximização de conexões e interrelações no espaço, bem como o endosso afirmativo de promessas no tempo e, por outro lado, a boa constituição que alguém mantém em meio à tensão entre um plano individual e supraindividual. No desdobramento do potencial transformativo, crítica e transformação são interdependentes e, além disso, o julgamento público reforça a dimensão social da filosofia de Nietzsche.
2022-12-06T13:20:35Z
Viesenteiner,Jorge L.
Nietzsche e o caso Darwin
Resumo: O texto analisa as possíveis intersecções entre as obras de Nietzsche e Darwin, considerando a recepção do darwinismo feita pelo primeiro e os problemas dessa leitura, partindo das próprias concepções teóricas de Nietzsche e avaliando as concepções do segundo a partir de uma leitura direta das obras do naturalista.
2022-12-06T13:20:35Z
Fonseca,Eduardo Ribeiro da Bocca,Francisco Verardi
Para além do realismo e do idealismo
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2022-12-06T13:20:35Z
Cortez,Renan
Sobre perspectivismo e verdade em Nietzsche
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2022-12-06T13:20:35Z
Carvalho,Daniel F.
Filosofia, história, genealogia
Resumo: Neste artigo, procura-se evidenciar que a genealogia nietzschiana representa um conceito novo para a história da filosofia, que ela não deve ser confundida com a “filosofia histórica” de Humano, demasiado humano, mantendo antes uma identificação não utilitarista da história e da filosofia. Com isso, a genealogia dá origem a um tipo original de narrativa em que Nietzsche finalmente resolve satisfatoriamente uma de suas preocupações mais antigas, na medida em que a genealogia celebra o casamento da especulação e do empirismo à igual distância da história dos historiadores, das filosofias da história e da pseudo-história dos empiristas.
2022-12-06T13:20:35Z
Binoche,Bertrand
Natureza, caos e transformação: para uma antropologia filosófica transformadora
Resumo: O objetivo deste artigo é esboçar os traços de uma antropologia nietzschiana que sustente um processo de transformação humana. Na primeira parte, antropologia literária, argumento que sua antropologia resgata a noção grega arcaica da natureza como arte ou cultura. Na segunda parte, antropologia científica, apresento o método científico de Nietzsche e de Freud em sua aproximação filosófica da questão da natureza. Na terceira e última parte, antropologia transformadora, discuto o desafio da renaturalização do ser humano, isto é, compreender não apenas o que somos como seres humanos, mas também do que podemos nos tornar, questão que ilustro apelando para a ideia do “além-do-homem” de Nietzsche.
2022-12-06T13:20:35Z
Lemm,Vanessa
A visão afirmativa de Nietzsche na Segunda Consideração Extemporânea
Resumo: A Segunda consideração extemporânea geralmente é tida em conta por filósofos e historiadores, em razão de sua crítica ao que Nietzsche classifica como “doença histórica”, (“historische Krankheit”). Isso por uma boa razão: a crítica de Nietzsche tem como alvo não apenas a famosa tríade composta por historiadores monumentais, antiquários e críticos, mas também suas modalidades contemporâneas em historiografia e teleologia científicas. O que frequentes vezes é desconsiderado é que o próprio Nietzsche expõe - ainda que numa retórica altamente estilizada - uma concepção afirmativa da história. Essa concepção, como eu proponho, faz o leitor retornar ao enunciado que inaugura o livro, qual seja, o Ceterum Censeo, de Goethe. A demanda de Nietzsche de que a história serve à vida é uma nova aplicação da teoria de Goethe do crescimento morfológico como consequência de forças polares concorrentes para o reino da história. Uma vez que Goethe tinha os organismos vivos como a crescer por meio de forças em concorrência, também Nietzsche entendia que os indivíduos e culturas cresciam por meio de uma história considerada, acima de tudo, uma espécie de arena competitiva em que se expressam impulsos antagonistas.
2022-12-06T13:20:35Z
Jensen,Anthony K.
Três variações sobre o amor na filosofia de Nietzsche
Resumo: O presente artigo tem como objetivo analisar três aspectos do tema do amor na obra de Friedrich Nietzsche. Para tanto, parte de dois pressupostos: [1] o sentimento do amor deve ser entendido como parte do projeto de crítica à metafísica e aos idealismos presentes na moral, na religião e na arte; e como consequência, [2] como crítica às noções do amor que remete à tradição socrático-platônico, judaico-cristã e moderna. Para tanto, os três aspectos daí derivados, mostram que o amor em Nietzsche 1] não é falta, [2] nem negação de si, [3] nem está baseado na ideia de posse; muito pelo contrário, [1] amor é exuberância, [2] depende da fruição de si e [3] está baseado nas diferenças próprias e desigualdades naturais entre os indivíduos. Tal procedimento analítico chega à afirmação da amizade como amor superior, cujo conteúdo remente a um sentimento de homens nobres, precisamente aquilo que se poderia chamar, em Nietzsche, de um grande amor.
2022-12-06T13:20:35Z
Oliveira,Jelson R. de
Uma perspectiva nietzschiana sobre liberdade e necessidade
Resumo: Abordamos a interpretação nietzschiana sobre “liberdade” e “necessidade” e como o filósofo contesta noções da tradição, vinculadas a essa problemática: “causa e efeito”, “sujeito”, “vontade”, etc. Ele assinala como esses conceitos seriam construtos antropomórficos que não conseguem desvendar as ações geridas apenas pela dinâmica da vontade de potência. Mostramos que Nietzsche, mesmo com sua crítica aos conceitos da tradição, continua empregando noções como “fatalidade”, “necessidade”, que parecem reeditar uma conceituação antropomórfica. Indicamos como ele ultrapassa objeções passíveis de serem feitas a um pensamento oscilante, que parece negar e afirmar a liberdade. Concordamos com intérpretes que destacam como seu estilo suscita deliberadamente paradoxos e aporias, já que seu objetivo, antes que estabelecer uma doutrina ou uma teoria consolidada, visa instigar novas reflexões e experiências de pensamento sobre o agir do homem.
2022-12-06T13:20:35Z
Barrenechea,Miguel Angel de
Natureza, vida e finalismo nas notas sobre a teleologia e sobre a origem da linguagem de Nietzsche (1868-69)
Resumo: Este artigo corresponde à segunda de duas partes que perfazem um estudo sobre a questão da teleologia nos apontamentos do jovem Nietzsche entre 1867 e 1869. No seu todo, o trabalho pretende oferecer uma leitura de três conjuntos de notas escritos pelo filósofo nesse período: Zu Schopenhauer, Zur Teleologie e Vom Ursprung der Sprache, com um claro enfoque nas notas sobre a teleologia, de 1868. Meu objetivo é tentar mostrar que, apesar das diversas críticas de Nietzsche à teleologia e de sua aparente adesão (via Lange) ao darwinismo, sua posição é melhor compreendida como um tipo de vitalismo, que é receptivo à ideia de uma intencionalidade inconsciente na natureza, mas que recusa explicitamente a concepção antropomorficamente inflacionada de um designer divino. Nesta segunda parte do estudo, encerro minha análise, iniciada na primeira parte, do conjunto de notas reunidas sob o título Zur Teleologie e as contextualizo no horizonte das teses defendidas por Nietzsche no texto Vom Ursprung der Sprache, escrito cerca de um ano depois.
2022-12-06T13:20:35Z
Mattioli,William
Filosofia do direito em perspectiva genealógica
Resumo: Neste artigo, investigamos a concepção nietzschiana para a “filosofia do direito”. Assim, apresentamos a hipótese de que o autor possui uma conceituação heterodoxa acerca da filosofia do direito, podendo ser entendida numa perspectiva genealógica. Para coloca-la à prova, analisamos um fragmento póstumo de 1883 em três momentos: incialmente, apresentamos a crítica nietzschiana à filosofia do direito de Rudolf von Jhering. Em um segundo momento, indicamos que Nietzsche sinaliza uma perspectiva genealógica como novo método para ela. Por fim, apresentamos o que ele entende como um exemplo de erro interpretativo dos filósofos do direito: a significação da punição.
2022-12-06T13:20:35Z
Gonçalves,Luiz Felipe Xavier
Revolução e Nihilismo em Raízes do Brasil, 1936
Resumo: O artigo aborda o tema “Revolução”, analisado por Holanda em Raízes do Brasil (1936). A leitura foi mediada pela filosofia de Nietzsche, onde exploramos as noções de má consciência, ideal ascético e as críticas à modernidade. Além de duas referências explícitas ao filósofo, as abrangentes noções nietzschianas subsidiam as avaliações de Holanda sobre os “novos tempos” no Brasil. No entanto, a crítica do brasileiro foi direcionada àquelas “superfetações liberais”, dado o seu caráter exógeno às tradições brasileiras. Em contrapartida, considerou positivos os valores do personalismo, subjacentes ao nosso modo de vida, favoráveis à criação de forma política concernente à sociedade.
2022-12-06T13:20:35Z
Farias,Damião
Oswald de Andrade, leitor de Nietzsche, Genealogia, catequese e antropofagia
Resumo: A concepção filosófica oswaldiana da antropofagia como visão de mundo evoca a afirmação de si como motor criador, e não a negação do outro, própria da moral escrava, denunciada por Nietzsche. Entretanto, para Oswald de Andrade, o diagnóstico que Nietzsche faz da cultura ocidental não compreende o potencial primitivo recalcado na América. Oswald diz que sua filosofia antropófaga é também uma realização da filosofia nietzschiana. Acredito que ela pode nos oferecer, entre outras coisas, um caminho para a transvaloração de valores indicada pelo filósofo alemão.
2022-12-06T13:20:35Z
Ornelas,Rodrigo
Nietzsche e a filosofia como maneira de viver a amizade
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2022-12-06T13:20:35Z
Ferraro,Gianfranco
Notas sobre um estudo de fontes: Ribot, Nietzsche e a psicofisiologia francesa do século XIX
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2022-12-06T13:20:35Z
Paschoal,Antonio Edmilson
As teorias dos impulsos de Nietzsche e Freud
Resumo: O artigo investiga as origens biológicas das teorias do impulso de Nietzsche e Freud, extraindo as consequências que delas podemos tirar. Assim, realizaremos inicialmente uma exposição das teorias dos impulsos de Freud e Nietzsche, para depois compará-las a partir das seguintes questões: (1) A gênese dos conceitos e a relação entre psicologia e biologia; (2) Os aspectos dinâmicos e econômicos dos impulsos; 3) O lugar da teoria dos impulsos no contexto de suas obras.
2022-12-06T13:20:35Z
Itaparica,André Luís Mota