Repositório RCAAP

Música e mímesis

Este texto entende identificar como a música foi filosoficamente entendida e determinada ao longo da história. Partindo-se de Aristóteles, num caminho que desemboca em Lukács, constata-se que, em absoluta dominância, todo o pensamento a reconheceu como mímesis – mímesis dos afetos. Música não é linguagem, mas vida anímica exteriorizada, alma humana sensificada. Palavras-chave: Música; Mímesis; Afetos; Aristóteles; Mei; Doni; Rousseau; Hegel; Lukács.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Chasin, Ibaney

Gramsci su Vico

Por meio de um levantamento da leitura feita por Gramsci nos Quaderni del carcere da obra de Giambattista Vico, entende-se mostrar a natureza da concepção gramsciana da história da filosofia, isto é a união de teoria e prática em que consiste a filosofia da práxis gramsciana. Apesar de sua pretendida superação da velha separação de teórico e prático, a filosofia da práxis (assim Gramsci passa a denominar o marxismo) se configura como uma concepção desbalanceada que se move em torno duma «concepção subjetiva da realidade», em que a filosofia é totalmente reduzida ao plano histórico contingente como «fato real», isto é como instrumento hegemônico de um determinado grupo social dentro da luta de classes. Esta redução da filosofia à política é o resultado de uma reforma de temas neo-idealistas cujo culturalismo se torna, pelo primado absoluto atribuído à política, incapaz de responder de forma satisfatória à questão da filosofia como verdade que desvenda as estruturas ontológicas do ser, e do conhecimento histórico como descobridor, materialisticamente, de nexos reais. Palavras-chave: Filosofia; História; Política; Verdade; Subjetividade; Objetividade

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2022-12-06T16:09:09Z

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Vanzulli, Marco

J. Chasin

Este artigo pretende esboçar o trabalho realizado por José Chasin na elucidação de um aspecto central do pensamento de Marx, que é a crítica à política. Esse trabalho nos remete à fundamentação ontológica de tal crítica, de forma a sustentar a tese de uma determinação ontonegativa da política, presente nos textos de Marx. Palavras-chave: Marx; Política; Ser Social.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Albinati, Ana Selva Castelo Branco

J. Chasin e a descoberta do estatuto ontológico da obra de Marx

O presente artigo pretende abordar e explicitar os principais resultados do esforço de pesquisa desenvolvido pelo prof. José Chasin acerca da obra marxiana, no que denominou de retorno a Marx. Uma das principais conquistas teóricas do mencionado projeto foi sem dúvida a determinação mais precisa do caráter da tematização de Marx, pondo em relevo o que constitui a especificidade de sua reflexão: um conjunto de demarcações de cunho ontológico, em particular, o primado da objetividade das coisas. Crivo de cunho eminentemente materialista, o qual teria, segundo Chasin, formatado o exame de entes e processos, e por este último continuamente enriquecido, dentro do que denomina unidade do saber. O que surge também é a postulação de uma nova relação entre filosofia e ciência, dentro da qual as duas formas de conhecimento se incrementam e se criticam reciprocamente, fazendo progredir ambas as instâncias do conhecer, tanto a particular quanto a universal. Palavras-chave: Marxologia; Cientificidade; José Chasin; Ontologia.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Alves, Antônio José Lopes

A filosofia de José Arthur Giannotti

Este artigo busca compreender a “leitura incoerente” de José Arthur Giannotti sobre a ontologia estatutária de Marx. Parelho a Althusser, Giannotti divisa dois Marx, o da juventude e o da maturidade. Da primeira fase, o filósofo alemão alinha-se à perspectiva de um paraíso perdido, de harmonia natural. Da segunda, alinha-se à dialética hegeliana, à categoria da identidade da identidade e da não-identidade, dessa forma, subsumindo ao especulativismo, ao espírito absoluto na forma de um sujeito universal, Marx cairia no ardil do “misticismo lógico”. Com a “redescoberta do pensamento de Marx” de J. Chasin torna-se inteligível a imputação hermenêutica do “marxismo adstringido” próprio da Analítica Paulista. Palavras-chave: História do Marxismo Brasileiro; Marxismo Adstringido; Filosofia; Politicismo; Analítica Paulista.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Rago Filho, Antônio

A crítica chasiniana à analítica paulista

Este artigo versa sobre as críticas realizadas pelo pensador marxista brasileiro J. Chasin (1937-1998) às teorias da escola sociológica ligada à Universidade de São Paulo, por ele designada analítica paulista, nominalmente: teorias da dependência, do autoritarismo, da marginalidade e do populismo. Palavras-chave: Teoria da Dependência; Teoria do Autoritarismo; Teoria do Populismo; Escola Sociológica Paulista; José Chasin.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Assunção, Vânia Noeli Ferreira de Sartório, Lúcia Aparecida Valadares

J. Chasin e a realidade brasileira

O artigo narra o desenvolvimento intelectual de J. Chasin, iniciado na década de 60, até a configuração do seu pensamento maduro. Trata-se, pois, de evidenciar características marcantes de sua reflexão, tais como a propensão à objetividade, ideação marcada pelo contraste do que empiricamente é passível de observação; de outro, um pensamento movido pela crítica da realidade ideal e histórica do Brasil, de suas principais categorias sociais, revelando, assim, os possíveis nexos e condicionantes nacionais e internacionais que, sobremaneira, afetaram e afetam a dinâmica e prospectiva do Brasil. Palavras-chave: Realidade Brasileira; Crítica; História; Objetividade

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2022-12-06T16:09:09Z

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Chasin, Milney

J. Chasin e a tese da "Via Colonial"

O presente artigo pretende explicitar as principais determinações categoriais e a articulação destas, que constituem a tese da Via Colonial de desenvolvimento da sociabilidade capitalista. Cunhada por José Chasin como uma das resultantes teóricas mais importantes de sua pesquisa de doutoramento empreendida em torno do pensamento conservador no Brasil, especificamente o integralismo de Plínio Salgado, a propositura em questão se apresenta na obra do pensador brasileiro como explicação da rota particular de constituição e consolidação do capitalismo entre nós, bem como das manifestações político-ideológicas havidas na sociedade brasileira. Caracterizado como de matriz atrófico, dado o caráter incompleto do capital sobre o qual se assenta, o conjunto de relações que perfazem o capitalismo brasileiro é entendido como uma forma específica e peculiar de entificação do capital, a qual somente pode ser entendida em remetimento às suas condições históricas igualmente particulares. O que não significa a proposição de um “capital brasileiro”, mas de uma articulação entre as dimensões gerais e particulares de desenvolvimento do capital na sociedade brasileira. Além disso, pretende-se explorar as implicações e prospectivas relativas ao esgotamento ou à superação dessa forma de ser capital pelo desenrolar histórico mundial recente. Palavras-chave: Marxismo; Capital; Capitalismo híper-tardio; Via Colonial; Brasil.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Silva, Sabina Maura

A trajetória de J. Chasin

Entrevista com os Profs. Drs. Antonio Rago Filho e Ester Vaisman Por Lúcia Ap. Valadares Sartório e Vânia Noeli Ferreira de Assunção.Por ocasião dos dez anos do falecimento do filósofo J. Chasin (1937-1998), reunimos em São Paulo dois de seus mais antigos e fiéis companheiros e interlocutores, Antonio Rago Filho e Ester Vaisman, para conversar sobre o legado teórico e prático deste grande marxista brasileiro. A escolha desses dois nomes não foi, de modo algum, aleatória ou arbitrária, ao contrário: entre as pessoas que conviveram com Chasin, Rago e Ester se mostraram os mais capacitados e confiáveis para uma entrevista desse teor.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Sartório, Lúcia Aparecida Valadares Assunção, Vânia Noeli Ferreira de

J. Chasin

A historiografia convencional, descartando as especificidades sociais do solo histórico, identifica o integralismo ao fascismo por meio do recurso mimético, fenômeno à mercê dos influxos externos. A ideologia integralista se configura como uma utopia reacionária que intenta frear o desenvolvimento da industrialização e das forças produtivas materiais, haja vista que a progressividade do capital industrial in limine levaria ao comunismo, ao materialismo e ao fim da religião. Um dos primevos partidos de massa, a Ação Integralista Brasileira (1932-1937) constituiu-se numa frente de direitas, com Plínio Salgado à testa, que ambicionava a instauração de um estado integral forte por meio de uma revolução espiritual ancorada na doutrina social da Igreja. José Chasin efetiva uma verdadeira revolução historiográfica, afirmando que, ao revés de ser homólogo do fascismo, o integralismo é uma utopia reacionária, forma particular de anticapitalismo romântico da Via Colonial de objetivação do capital no Brasil. Palavras-chave: Integralismo; Utopia Reacionária; Revolução Espiritual; Anticapitalismo Romântico; Capitalismo Híper-tardio.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Rago Filho, Antônio

Georg Lukács

TERTULIAN, Nicolas. Georg Lukács: etapas de seu pensamento estético. São Paulo: Editora Unesp, 2008. 301 p.Em agosto deste ano a Editora Unesp nos surpreendeu com a publicação de uma obra fundamental para o entendimento da produção teórica de um dos maiores filósofos marxistas do século XX: Georg Lukács – etapas de seu pensamento estético, denso estudo elaborado pelo professor romeno Nicolas Tertulian.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Sartório, Lúcia Aparecida Valadares

Der Spiegel entrevista o filósofo Lukács

Apresentação e Tradução de Rainer PatriotaO futuro é possível: o testemunho final de Georg LukácsEm carta de 16 de fevereiro de 1962, Frank Benseler – o futuro editor das Obras completas de Lukács – informava ao filósofo húngaro que o Der Spiegel pretendia dedicar-lhe um “longo artigo”. No comunicado, Benseler também expressava seujuízo sobre a revista.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Lukács, Georg

A escrita de 'O capital'

Marx somente começou a escrever O capital muitos anos depois de iniciar seus estudos rigorosos de economia política. Desde 1843, ele já trabalhava com grande intensidade em direção àquela que mais tarde ele definiria como sua própria “economia”.Foi a erupção da crise financeira de 1857 que o forçou a começar seu trabalho. Marx estava convencido de que a crise que se desenvolvia em nível internacional criava as condições para um novo período revolucionário em toda a Europa. Ele esperava por esse momento desde as insurreições populares de 1848 e, agora que finalmente parecia ter chegado, não queria que os eventos o pegassem despreparado. Então, decidiu retomar seus estudos econômicos e dar-lhes uma forma acabada.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Musto, Marcello

Alienação do trabalho em Marx:

Neste artigo pretende-se resgatar as reflexões de Marx acerca da alienação do trabalho presentes de forma desenvolvida nas análises de O capital, a partir da prospecção dos caminhos da mercadoria, e em expressões incipientes em escritos anteriores, notadamente nos Manuscritos de 1844. Assim, propõe-se neste texto argumentar em favor da continuidade e aprofundamento da abordagem da alienação do trabalho como tema central em Marx desde 1844 até o fim da vida.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Hallak, Mônica

Disciplina e mais-valia:

Este artigo tem por objetivo investigar até que ponto a categoria da reificação consta enquanto tendência no Livro I da obra máxima de Marx, O capital. Para tal, a pesquisa se direciona primeiramente rumo à determinação da categoria da reificação e sua pertinência em tempos de capital monopolista. A partir daí, a discussão gira em torno da burocratização da conduta humana no cotidiano burguês. Adiante, tendo à mão o Livro I de O capital, serão chamados ao texto alguns instantes da obra que comprovam o quanto Marx já abstraía do movimento do capital a tendência à reificação da experiência cotidiana.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Carli, Ranieri

Os esquemas de reprodução de Marx e o dogma de Smith

A parte mais conhecida do Livro II de O capital são os esquemas de reprodução, na terceira seção. Os esquemas de reprodução de Marx têm sido amplamente interpretados para serem, essencialmente, o mesmo que as tabelas de insumo-produto de Leontief, ou as matrizes de tecnologia na teoria sraffiana ou na teoria neoclássica do crescimento.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Moseley, Fred

Lucro, taxa e tendência nos manuscritos inéditos de 'O capital'

O texto descreve o processo de elaboração da “lei de tendência de queda da taxa de lucro” a partir dos manuscritos inéditos de Marx, publicados entre 1975 e 2012. São apresentados os “quatro esboços” de O capital, respectivamente, os Grundrisse, o Manuscrito de 1861-3, o Manuscrito de 1864-5 e o conjunto de textos escritos até o fim da vida por Marx. O texto aborda, finalmente, as discussões contemporâneas sobre esses escritos.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Deus, Leonardo Gomes de Yemba, Bovick Wandja Marques, Lucien André Regnault

A 'coupure' como segredo do entendimento e o desentendimento das categorias:

Neste artigo discutem-se aspectos importantes da interpretação elaborada por Althusser acerca da cientificidade da obra marxiana de maturidade. O exame aqui realizado se volta em especial a Lire Le capital e Pour Marx. Neste sentido, a abordagem do autor francês se efetiva pressupondo uma aproximação investigativa que teve o pensamento de Marx por objeto e a todo momento recorre ao cotejamento da leitura althusseriana com a propositura da crítica da economia política da maturidade.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Alves, Antônio José Lopes

La relevancia contemporánea de Marx

Marx recupera interés. Su clarificación del funcionamiento del capitalismo contrasta con las simplificaciones neoclásicas y las ingenuidades heterodoxas. Indicó la lógica de la plusvalía que subyace en la agresión neoliberal y el tipo de superexplotación que prevalece en el trabajo precario. Esclareció el origen de la desigualdad y el sentido actual del beneficio. El capital permite refutar la identificación de la revolución digital con el desempleo. Cuestiona las explicaciones de la crisis por desaciertos gubernamentales o carencias de regulaciones. Remarca tensiones intrínsecas en la esfera del consumo y la rentabilidad. Marx subrayó los determinantes productivos de las convulsiones financieras. Sugirió las conexiones de la mundialización con los patrones nacionales de acumulación. Anticipó las polarizaciones que generan subdesarrollo en la periferia y los enlaces del antiimperialismo con estrategias socialistas. También conceptualizó la combinación de ilusiones y temor que propaga la ideología burguesa. Su proyecto igualitario resurge junto a nuevas síntesis de la acción política con la elaboración teórica.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Katz, Claudio

Marx e Hegel:

Aqui, tratar-se-á do itinerário marxiano tendo como parâmetro três momentos da obra do autor no que toca à crítica ao direito. O primeiro momento conforma uma transição, em que o autor alemão desenvolve uma crítica ao direito que se volta diretamente contra Hegel e contra grandes expoentes da economia política. O segundo aparece diante da proeminência de Proudhon no cenário político; o autor da Filosofia da miséria, na medida em que tem o direito por central, pode ser visto, segundo Marx, como um epígono de Hegel no que toca a esse terreno. Por fim, traremos à tona a posição de Marx quanto a dois autores essenciais para a conformação da “teoria do direito”, John Austin e Jeremy Bentham. Estes, segundo o autor de O capital, aceitam acriticamente a economia vulgar, e são, deste modo, uma expressão clara da apologia ao existente.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Sartori, Vitor Bartoletti