Repositório RCAAP

O estatuto teórico da obra de Karl Marx

CHASIN, José. Marx: ontología y método. Trad. Julián Fava. Buenos Aires: Herramienta, 2015. 280p. Marx: ontologia y método é a segunda tradução para línguas estrangeiras do ensaio de José Chasin, Marx: estatuto ontológico e resolução metodológica, publicado originalmente como posfácio ao livro de Francisco José Soares Teixeira, Pensando com Marx: uma leitura críticocomentada de O capital (1995) e republicado como livro, pela Boitempo Editorial, em 2009. Sua proposta consiste basicamente em contribuir com a tarefa lukacsiana de renascimento do marxismo, a partir de um retorno a Marx e em confrontação com a análise de alguns dos mais consagrados escritos da tradição marxista, em especial os de Engels, Kautsky, Lênin e do próprio Lukács.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Souza, Leandro Candido de

Excertos sobre revolução, individuação e emancipação humana

Neste dossiê que celebra os 100 anos da Revolução Russa, acreditamos ser oportuno republicar trechos de textos de J. Chasin atinentes ao tema, dada sua originalidade, sua pertinência e, atualmente, a dificuldade de acesso a eles. Nesta sumária Apresentação, que não pretende substituir a leitura dos textos, o que seria absurdo, também não se tem a pretensão de analisá-los por dentro, em face da riqueza de temas ali abordados: objetiva-se apenas chamar a atenção sobre alguns pontosessenciais trazidos à tona pelo filósofo paulistano em sua avaliação do mundo contemporâneo a ele e, no interior deste, do fenômeno dos países que intentaram a construção de uma forma social socialista.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Chasin, José

Apontamentos sobre a categoria “progresso” no Lukács tardio

Objetivamos entender o significado da categoria “progresso” nos trabalhos de maturidade do filósofo húngaro Gyorgy Lukács (1885-1971). Nas suas últimas obras, Lukács envida esforços para deslindar os fundamentos ontológicos do ser social presentes na obra marxiana e refundar o marxismo a partir de um retorno a Marx, tarefa hercúlea e revolucionária na sua época como na nossa. Lukács demonstra que a categoria progresso é central à compreensão ontológica do caráter do genérico do ser social: contraditória, não linear, indene aos valores humanos, objetivamente constatável quando a história é perspectivada em sua totalidade. Estudamos tal categoria a partir de uma análise imanente de textos lukacsianos, em que se destacam os complexos categoriais, suas inter-relações e determinações mútuas, nos limites cabíveis em um artigo. Palavras-chave: Progresso; marxismo; gênero humano; ontologia do ser social.

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Assunção, Vânia Noeli Ferreira de

Revolução na China e na Europa

O mais profundo especulador, ainda que fantasioso, dos princípios que dirigem os movimentos da humanidade3 estava acostumado a exaltar como um dos segredos regentes da natureza o que ele chamou de lei da atração dos opostos. O singelo provérbio “os opostos se atraem” era, em seu ponto de vista, uma grande e potente verdade em todas as esferas da vida; um axioma que o filósofo não poderia dispensar, tal qual não poderia o astrônomo as leis de Kepler ou a grande descoberta de Newton.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Marx, Karl

Gênero e socialismo

KOLLONTAI, Alexandra. Autobiografia de uma mulher comunista sexualmente emancipada. São Paulo: Editora Sundermann, 2007. Alexandra Kollontai (1872-1952) pode ser considerada uma das primeiras feministas a iniciar o debate sobre as convergências entre gênero e classe na busca pela compreensão das desigualdades de poder e das relações de opressão na sociedade capitalista. Sua ação política, conjuntamente com sua produção teórica, demonstrou de forma eloquente como a condição das mulheres trabalhadoras incorpora formas específicas de opressão.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Alves, Ariana Oliveira Duarte, Bárbara Almeida

Revolução Russa e questão nacional em Mariátegui

Panorama das impressões de Mariátegui sobre temas relacionados à Revolução Russa, assunto que desenvolve em dezenas de textos (acontecimentos, instituições, personagens). Exilado na Europa pós-Guerra, trava contatos que lhe permitem se aprofundar nas experiências revolucionárias que pululavam pelo mundo. Admirador do “método” e da “fé” bolchevique – que injeta ânimo no socialismo então apassivado –, não se furta a polemizar com a Comintern quanto à questão nacional. Mesmo sendo um personagem periférico na geopolítica eurocêntrica, sua militância e pensamento original o ergueriam como uma das grandes vozes do marxismo do século XX. Palavras-chave: Revolução Russa; questão nacional; marxismo; Internacional Comunista; socialismo; América Latina.

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Fontes, Yuri Martins

Espinosa e Marx

O artigo examina a noção de causalidade imanente, desenvolvida por Espinosa e Marx. A hipótese sustentada é a de que – não obstante as diferenças entre os pensadores – eles podem ser aproximados do ponto de vista de uma profunda ruptura com uma concepção de mundo transcendente (que se expande mesmo nos dias atuais). Sustentamos também que esta visada imanente tem importantes repercussões na polêmica de Espinosa com diferentes abordagens metafísicas, e no modopróprio como Marx fez sua crítica à economia política. Palavras-chave: Espinosa; Marx; causalidade imanente.

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Martins, Maurício Vieira

Tertulian e o pensamento ontológico lukacsiano em debate

TERTULIAN, N. Lukács e seus contemporâneos. Trad. Pedro Corgozinho. São Paulo: Perspectiva, 2016. Por sua força analítica e pelo momento oportuno de sua publicação, caracterizado pelo avanço da divulgação em língua portuguesa da obra madura lukacsiana, Lukács e seus contemporâneos, do filósofo romeno Nicolas Tertulian, constitui-se como um ponto marcante nos estudos acerca do filósofo húngaro. Com revisão técnica de Ester Vaisman e Vitor Sartori, a rigorosa tradução efetuada por Pedro Corgozinho – a qual faz justiça ao característico equilíbrio da letra de Tertulian, sua densidade teóricoconceitual e leveza expositiva – amplia o acesso a uma coletânea de artigos imprescindíveis para os estudiosos brasileiros da filosofia lukacsiana e que vem enriquecer uma bibliografia em contínuo crescimento.

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Silva, Lucas Souza da

Marx diante da revolução social na Rússia do século XIX

Pretendemos analisar os posicionamentos acerca da especificidade do desenvolvimento russo e das consequências que poderiam advir deste desenvolvimento. Neste sentido, ao tratar da relação entre o modo de produção capitalista e a “comuna rural russa”, enfatizando a última, buscaremos expor a defesa marxiana do socialismo na Rússia como algo ancorado em uma profunda análise de realidade, e não em um modelo concebido de modo mais ou menos apriorístico. Assim, buscamos esclarecer os posicionamentos do autor de O capital acerca da possibilidade de “uma revolução russa”. Palavras-chave: Marx; Rússia; revolução social; especificidade do desenvolvimento russo.

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Sartori, Vitor Bartoletti

La huelga de los Teamsters en Minneapolis y el papel de los trotskistas norteamericanos (1934)

La crisis de la Gran Depresión, por las cruentas y largas consecuencias que mostraría a lo largo del tiempo (1929-1941), abrió un abanico de posibilidades para el avance y la intervención de masas en los partidos de izquierda y generó asimismo, el fortalecimiento de la solidaridad de la clase obrera norteamericana. A su vez, permitió una oportunidad para la disposición del movimiento obrero a la lucha combativa y a la reorganización sindical. Esta reorganización, sin embargo, planteó un enfrentamiento crucial contra la burocracia sindical de la American Federation of Labor (AFL), en aquel entonces, dirigida por William Green, un barón de la burocracia. Este estudio aborda el papel dirigente que jugaron los partidarios de León Trotsky (“trotskistas”), en la huelga del sindicato de los camioneros y transportistas de Minneapolis (estado de Minnesota) en el año 1934. Nuestro objetivo, consistirá en precisar la intervención del aparato estatal, como represor y regimentadordel movimiento obrero, en un período de acentuación de la lucha de clases y de cuestionamiento a la propiedad privada. Se intentará analizar de qué manera fue preparada la huelga de los trabajadores para alcanzar las reivindicacionesdemandadas. Y en último lugar, deslizar algunas conclusiones sobre rol jugado por los trotskistas en la revitalización del movimiento obrero en Minneapolis. Los años 1933-1934 marcaron el comienzo de los levantamientos más grandesde los obreros norteamericanos y su movimiento hacia la organización sindical a escala nunca antes vista en la historia estadounidense, que se habían despertado por un leve repunte de la economía. Como lo dijera James Cannon en su libro, Historia del trotskismo norteamericano: “la base de esta oleada de huelgas y movimiento de organización fue un reavivamiento parcial de la industria”. Palabras claves: Trotskismo; Minneapolis; clase obrera; AmericanFederation of Labor (AFL); Teamsters.

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Paris, Sebastián Federico

A Revolução e a crítica marxista do direito

O artigo aborda o debate entre juristas marxistas soviéticos no período compreendido entre 1917 e 1937. Sob o pano de fundo histórico, procura-se apresentar sucintamente o ponto de vista dos principais expoentes teóricos da época, concentrando a atenção na obra de Evgeny Pachukanis. Palavras-chave: Marxismo e direito; pensamento jurídico soviético; Evgeny Pachukanis.

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Casalino, Vinícius Gomes

Realidade e lenda do bolchevismo

O objetivo do artigo é demonstrar que a devida compreensão do bolchevismo passa necessariamente pela retomada analítica da própria história do movimento operário e da Revolução Russa. Com este objetivo, o autor ressalta, em primeiro lugar, o caráter político-ideológico das interpretações sobre a história do bolchevismo, e procura argumentar que este se perfilou como uma corrente histórica e política diferenciada das outras correntes socialistas (inclusive internacionais) para além das intenções iniciais dos seus fundadores. Para isso, discute o papel de Lênin na constituição do Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR) e também as polêmicas que travou com outras lideranças da época, em especial, Trotsky e Rosa Luxemburgo. Tais embates e divergências repercutiram diretamente no perfil histórico do partido que tomou o poder em outubro de 1917. Palavras-chave: Bolchevismo; Lênin; Trotsky.

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Coggiola, Osvaldo

A Revolução Russa e o pós-capitalismo

Este artigo pretende examinar a natureza da formação social que se constituiu na União Soviética após a revolução política que destituiu o capitalismo, acompanhando a análise apresentada por José Chasin, que demonstra a inexistência ali de socialismo ou mesmo de qualquer processo de transição para essa nova forma histórica, e identifica como seu cerne a continuidade da regência do capital, sob forma coletiva/não-social, solo no qual se enraíza o estado como dispositivo apropriador-gestionário. Palavras-chave: Revolução Russa; revolução política; revolução social; capital; capitalismo; socialismo.

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Cotrim, Lívia

Sobre a possibilidade de uma revolução russa nos escritos de Marx

No presente artigo pretendemos examinar os últimos escritos de Marx sobre a Rússia, com o intuito de avaliar o seu significado em relação a sua elaboração anterior e, particularmente, se apontam para qualquer ruptura ou inflexão ante o desenvolvimento conceitual de O capital. Palavras-chave: Revolução Russa; Marx; história.

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Machado, Gustavo

Sobre alguns aspectos da dialética do trabalho na Crítica da economia política

Nas linhas seguintes, discutimos as contradições inerentes à categoria trabalho sublinhadas por Marx em seus diferentes escritos, em que o trabalho é examinado em sua múltipla existência – trabalho como tal, trabalho abstrato e concreto, trabalho necessário e excedente. Embora a maior parte do artigo trate do trabalho na sociedade mercantil-capitalista, também aborda, ao final, a forma como a Crítica da economia política (doravante Crítica) imagina o trabalho na “união de indivíduos livres” (doravante Associação), após o capital deixar de existir.

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Chattopadhyay, Paresh

O trabalho como categoria fundante do ser social e a crítica à sua centralidade sob o capital

Este artigo aborda a diferença do trabalho como categoria específica e fundante na gênese e no desenvolvimento do ser social e a centralidade que o trabalho adquire na sociedade capitalista. Tal centralidade unidimensionaliza os indivíduos e os submete a um tipo de dominação abstrata, nova e específica desta forma de organização social. Daí é possível concluir, de acordo com autores marxistas contemporâneos, que a crítica de Marx é crítica negativa do trabalho no capitalismo e, por isso, a crítica à centralidade do trabalho é um imperativo para a crítica do capital.

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Escurra, María Fernanda

Marx e a crítica ontológica da sociedade capitalista

Este artigo pretende destacar o que constitui para mim o propósito central da obra marxiana que, nos Grundrisse, começa a tomar forma acabada, a saber, a crítica da economia política como crítica ontológica da moderna sociedade capitalista. O argumento está assim estruturado. Em primeiro lugar, inicio procurando mostrar de maneira sintética os efeitos paralisantes, teóricos e práticos, da dissolução da crítica ontológica marxiana nas últimas décadas. Em segundo lugar, e justamente por isso, tento sustentar que crítica de fato é crítica ontológica e, em consequência, devo mostrar de que se trata esta crítica. Por último, concordando com a interpretação da obra de Marx proposta por Moishe Postone, mas diferindo dela precisamente no que diz respeito à ontologia, procuro demonstrar que a crítica ontológica elaborada por Marx é crítica do trabalho, ou, caso se queira, crítica da centralidade do trabalho, própria e específica da sociedade capitalista.

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Duayer, Mario

As três determinações fundamentais da análise lukacsiana do trabalho

Por meio da explicitação das três determinações fundamentais da análise do trabalho, desenvolvida por Lukács em Para uma ontologia do ser social, este artigo objetiva problematizar as diversas nuanças assumidas pela expressão “centralidade” do trabalho entre os comentadores.

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Fortes, Ronaldo Vielmi

Repensando o capitalismo e seus futuros

Como devemos entender dominação social atualmente? À primeira vista, ela parece bastante autoevidente. Em grande parte do mundo, há um hiato crescente entre os muito ricos e a maioria da população. Além disso, as condições de trabalho e, portanto, as condições de reprodução de um número cada vez maior de pessoas em muitas partes do mundo tornaram-se muito mais precárias. Tais condições, por mais deploráveis que possam ser (e seria possível continuar a lista), não parecem requerer reconsideração teórica. Parece que um tradicional foco na propriedade privada e no mercado seria suficiente para elucidar esses problemas.

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Postone, Moishe

Conversa com Moishe Postone

A conversa com o professor Moishe Postone ocorreu em agosto de 2015, na cidade de Chicago, nos Estados Unidos. Era verão no hemisfério Norte, os cursos de curta duração oferecidos pela Universidade de Chicago estavam sendo finalizados e dentro de duas semanas Postone partiria para uma curta temporada de trabalho em Viena, na Áustria.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Braga, Henrique Pereira