Repositório RCAAP
Capitalismo per´iférico
Resumo: Após a Segunda Guerra Mundial, parte importante do eixo industrial dos países centrais deslocou-se do Ocidente para o Japão, Tigres asiáticos e, mais recentemente, China. Nesse período, países como Argentina, México, Brasil e África do Sul também passaram por forte industrialização. Porém, eles nunca foram centrais como o Japão e nem experimentaram as condições excepcionais que permitiram aos Tigres asiáticos ascenderem a essa posição. Igualmente, também não se tornaram, como a China, um misto de atraso e modernidade permeado por muitas indústrias de alta tecnologia e pesquisa de ponta. Por meio da apresentação e análise de algumas informações econômicas e sociais obtidas em bancos de dados de organismos internacionais, objetiva-se demonstrar como a imensa maioria dos países de industrialização hipertardia continua ocupando posições desfavoráveis na divisão mundial do trabalho, na hierarquia de poder dos Estados e reproduzindo enorme desigualdade interna entre seus cidadãos. Nesse sentido, por subvalorizar as lutas de classes nacionais e a força econômica inibidora que é a concorrência das empresas dos países centrais, considera-se que, cultivando expectativas de desenvolvimento sem rupturas revolucionárias, as ideias reformistas precisam ser definitivamente enterradas.
2022-12-06T16:09:09Z
Gaspar, Ronaldo Santos
ENGELS, Friedrich; Esboço para uma crítica da economia política
Tradução do artigo de Engels; Unrisse zu einer Kritik der Nacionalökonomie
2022-12-06T16:09:09Z
ENGELS, Friedrich Fortes, Ronaldo Vielmi
Apresentação das Traduções
Apresentação das traduções
2022-12-06T16:09:09Z
Sartori, Vitor Bartoletti
Lukács diante do Direito e da autonomização da esfera jurídica no capitalismo
Abordaremos a crítica lukácsiana ao Direito. Mostraremos como, segundo o autor, a autonomização da esfera é importante para que ela cumpra sua função na sociedade capitalista. Assim, para que o Direito se coloque de acordo com sua especificidade, ele exerce uma função progressista na emergência do capitalismo e, depois, no momento de decadência ideológica da burguesia, o papel do Direito e dos juristas vem com doses consideráveis de manipulação.
2022-12-06T16:09:09Z
Sartori, Vitor
Heidegger Redivivus
Tradução artigo de György Lukács, Heidegger Redivivus. Tradução: Ronaldo Vielmi Fortes, revisão técnica: Vitor Bartoletti Sartori. Tradução a partir da edição alemã LUKÁCS, György; Existentialismus oder Marxismus; Berlin, Aufbau Verlag, 1951. Para a tradução das passagens dos livros de Heidegger foram utilizadas as edições: Ser e tempo; São Paulo: Vozes, 2005 e “Sobre o humanismo”; in: Jean-Paul Sartre, Martin Heidegger; Questão de método; Conferências e escritos filosóficos; Coleção “Pensadores”, vol. 45; São Paulo: Abril Cultural, 1973.As notas do revisor são indicadas pelas seguinte abreviaturas: (N.R.T).
2022-12-06T16:09:09Z
Fortes, Ronaldo Vielmi
Sobre os elementos da crítica lukácsiana a Heidegger
O artigo busca estabelecer os elementos centrais das críticas de György Lukács ao filósofo Martin Heidegger, expostas em vários momentos de suas obras. Busca demonstrar os elementos de continuidade e descontinuidade ao longo de suas obras, desde a ênfase dada pelo autor na questão da crítica ao irracionalismo até a explicitação de sua ontologia do ser social.
2022-12-06T16:09:09Z
Fortes, Ronaldo Vielmi
Apresentação: Heidegger Redivivus
"Heidegger Redivivus", de 1949, é o primeiro momento em que Lukács dedica-se exclusivamente à crítica imanente da filosofia heideggeriana. Já em 1948, o húngaro criticara, em Marxismo ou existencialismo, certa tentativa por parte da filosofia existencialista de Sartre, Beauvoir e Merleau-Ponty de conciliar-se com o marxismo. Ou seja, a época em que o artigo é escrito remete a certo enfrentamento interno à filosofia marxista, que precisaria decidir sobre a possibilidade de apropriar-se de conceitos típicos de autores, como aqueles mencionados, fortemente inspirados na interpretação (seja ela a mais acertada ou não) das categorias heideggerianas de Ser e tempo. Porém, o cenário é também mais amplo: a posição heideggeriana em resposta à pergunta de Jean Beaufret sobre o humanismo – posição esta analisada por Lukács em Heidegger Redivivus – diz respeito à relação entre a filosofia heideggeriana e o existencialismo. Assim, é preciso perceber que ela não poderia deixar de dizer respeito também ao impacto de O existencialismo é um humanismo, publicado em 1946, por Sartre.
2022-12-06T16:09:09Z
Sartori, Vitor Bartoletti
György Lukács e o problema do irracionalismo
O artigo destaca a importância do filósofo húngaro György Lukács para a geração alemã marxista do período pós-guerra. Enfatiza a influência que a crítica lukacsiana ao existencialismo exerceu no período e aborda aspectos importantes da obra do autor, do período em questão e os desdobramentos filosóficos de suas obras posteriores. * Tradução de Ronaldo Vielmi Fortes. Revisão técnica: Ester Vaisman. Tradução feita a partir de “György Lukács e il problema dell’irrazionalismo”; in: MUSILLAMI, Rosario [a cura di)]; Attualità e rilettura critica di György Lukács e Ernst Bloch; Milano, Diffusioni’84, 1984 (traduzione di Clara Grein e revisione di Rosario Musillami)
2022-12-06T16:09:09Z
Fortes, Ronaldo Vielmi
Apresentação: da teoria das abstrações à crítica chasiniana de Lukács
O excerto que se oferece ao deleite do leitor é parte de um texto com história curiosa. Em 1995, tendo decidido pela publicação do livro Pensando com Marx, de Francisco J. S. Teixeira, J. Chasin, então editor da Editora Ensaio, começou a escrever um posfácio cujo objetivo era salientar as principais qualidades do texto de Teixeira, destacadamente, o fato de fazer uma leitura imanente do texto marxiano. Nesse mister, Chasin contrapôs o acertado procedimento de Teixeira à atitude prevalente de ler Marx por lentes que o distorcem, imputando-lhe elementos que lhe são exteriores. Chasin quis exemplificar algumas dessas interpretações deturpadas e lhes fazer a devida crítica, o que, por outro lado, demandou dar a conhecer em detalhes o procedimento marxiano – que já havia décadas buscava redescobrir pelo estudo acurado e sem imputações dos seus próprios textos, estudados detalhadamente em monografias que avaliavam o conteúdo e as transformações pelas quais passou o ideário marxiano em seu período formativo. E assim, ao fim e ao cabo, o tal posfácio acabou ganhando um corpo não planejado no início, tornando-se um calhamaço de mais de 200 páginas de um debate tão denso que se descolou do livro original com o qual veio a lume.
2022-12-06T16:09:09Z
Assunção, Vânia Noeli Ferreira de
Da teoria das abstrações à crítica de Lukács
Quarto capítulo de Marx: estatuto ontológico e resolução metodológica.
O que é possível dizer sobre as relações entre filosofia e sociedade em pleno século XXI?
O objetivo principal do presente artigo é discutir as relações entre filosofia e sociedade nos escritos de Marx e Lukács. Para tanto, foram selecionados e analisados momentos específicos da obra dos dois autores, com especial atenção aos escritos do filósofo húngaro. A ideia é demonstrar o modo como ambos os autores articulam tais relações, por meio da noção de determinação social do pensamento, sem cair em postulações mecânicas, como é comumente entendida a relação filosofia e sociedade por marxistas e não marxistas.
2022-12-06T16:09:09Z
Vaisman, Ester
Ontologia do ser social
O texto apresenta a análise de Lukács acerca do valor e do dever-ser no interior da ontologia do ser social. Identificando a gênese dessas duas categorias puramente sociais no processo de trabalho, o autor afirma essa esfera como protoforma das demais formas mais complexas da práxis social, cujas distinções podem ser compreendidas segundo “uma relação de identidade de identidade e não-identidade”. Uma vez esclarecida essa relação, Lukács dialoga com a tradição filosófica sobre questões tais como a objetividade/subjetividade do valor, a autenticidade histórico-social dos valores, o caráter imanente do dever-ser, entre outras.
2022-12-06T16:09:09Z
Albinati, Ana Selva
“O senhor é um persa?”
O objetivo deste breve artigo de divulgação do pensamento de G. Lukács é apontar para algumas das modificações trazidas pelo autor no que diz respeito ao que seja uma ontologia, categoria que possui uma longa história filosófica. Do ponto de vista de Lukács, já não se trata mais de procurar as invariantes de um processo histórico (como buscava uma certa tradição filosófica), mas sim de mostrar como, mediante a atividade humana, mesmo configurações dotadas de relativa estabilidade se transformam ao longo do tempo.
2022-12-06T16:09:09Z
Martins, Mauricio Vieira
A cientificidade marxiana nos Prologomena de Lukács
No presente artigo são explicitados e analisados os principais elementos da compreensão que lukacsiana acerca do padrão de cientificidade que caracteriza o pensamento marxiano, conforme consignado em sua última obra dedicada à questão da ontologia: Prolegômenos para uma Ontologia do Ser Social. Expondo e elucidando os pontos mais decisivos deste tema no “último” Lukács, procede-se igualmente um cotejamento à forma pela qual este problema foi enfrentado pelo autor em Para uma Ontologia do Ser Social. O que é visível na análise da cientificidade marxiana procedida por Lukács é o reconhecimento de uma conexão essencial entre a constituição da coisa como coisa e a formulação do conhecimento teórico acerca dela. Nesse como em quase todos os momentos da fase madura de seu pensamento, percebe-se que Lukács encarava como uma das tarefas mais importantes para a reconstrução de uma perspectiva teórica autenticamente revolucionária a crítica rigorosa das versões mecanicistas do pensamento marxiano. Uma vez que as categorias científicas portam virtualmente esse caráter de expressões da concretude do ser, o conhecimento em Marx, segundo Lukács, tem como uma das suas determinações o fato de ser irremediavelmente post festum.
2022-12-06T16:09:09Z
Alves, Antônio José Lopes
A questão do estranhamento entre a superação e o passo de volta
Em 2019, a editora Intermeios publicou o livro Ontologia nos extremos: o embate Heidegger e Lukács, uma introdução, de autoria do professor doutor Vitor B. Sartori, hoje vinculado aos programas de graduação e de pós-graduação do curso de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais. O título adveio da primeira parte da tese de doutoramento de Sartori, orientada por Jeanette Antonios Maman e defendida na Universidade de São Paulo em 2013. Conta, também, com uma apresentação redigida por Ester Vaisman, que esboça um breve panorama acerca da questão ontológica em duas frentes, a saber, a) o itinerário de resgate dos limites e das potencialidades da subjetividade percorrido pelos filósofos modernos e b) a importância de questões ontológicas comuns entre Heidegger e Lukács, como a cotidianidade e o estranhamento, ainda que ambas encontrem resoluções extremamente díspares nos dois autores mencionados.
2022-12-06T16:09:09Z
Heleno, Matheus Correa de Sousa
A casa está em chamas
“teve aquele dia que o serviço secreto/ interceptou a marcha anti-nazi/ antes mesmo dela começar/ e prendeu os ativistas/ em munique/ não moramos em munique/ mas ficamos em silêncio, no telefone/ [...] teve aquelas semanas/ que tinha um nazi de bandana me seguindo/ pelo bairro/ e eu parei de usar aquela parada de ônibus/ parece que ele foi preso/ mas não tem nada a ver com o fato de que ele era nazi/ talvez tenha sido pego sem bilhete no metrô/ muitos nazis são muito pobres” Adelaide Ivánova, Chifre (2021)
2022-12-06T16:09:09Z
Peters, Carolina Pereira Neto, Murilo Leite
O espírito europeu
“O espírito europeu” foi o mote da primeira edição dos Encontros Internacionais de Genebra, ocorrida entre 2 e 14 de setembro de 1946. Além de Lukács, foram convidados a expor suas considerações sobre o tema Julien Benda, Georges Bernanos, Karl Jaspers, Stephen Spender, Jean Guéhenno, Francesco Flora, Denis de Rougemont e Jean-Rodolphe de Salis. Conferida originalmente em 9 de setembro de 1946, em alemão, a palestra (já em tradução francesa, feita por Renée Schidlof), foi publicada integralmente pela primeira vez no tomo I (1946) dos Textes des conférences et des entretiens organisés par les Rencontres Internationales de Genève. Les Éditions de la Baconnière, Neuchâtel, 1947, 364p. Collection: Histoire et société d'aujourd'hui. Para a presente tradução que inclui, além da conferência lukácsiana, seus pronunciamentos durante as sessões de discussão promovidas pela organização do evento, nos valemos da edição eletrônica dos anais supramencionados.
2022-12-06T16:09:09Z
Peters, Carolina
György Lukács e o stalinismo
Publicado pela primeira vez em Les Temps Modernes, junho 1993, pp. 1-45. Tradução de Carolina Peters (agradeço a Murilo Leite. o auxílio no cotejo e revisão da tradução). Revisão técnica de Ester Vaisman. As inserções entre colchetes são de responsabilidade da tradutora.
2022-12-06T16:09:09Z
Peters, Carolina
Em memória de Mario Duayer
O artigo realiza uma homenagem póstuma a Mario Duayer, cuja vida foi ceifada pela pandemia do COVID-19 no início do ano de 2021. Trata-se de um relato pessoal da convivência com Mario Duayer, do resgate de sua importância na formação de uma geração de pesquisadores, professores e lutadores sociais que têm no marxismo o horizonte de teoria e práxis. Oferece um resumo da produção teórica de Mario Duayer, enfatizando os últimos dez anos de sua produção e apresenta as linhas gerais de seu esforço último por aproximar teoricamente a Ontologia de Lukács e a reinterpretação do pensamento de Marx, proposta por Moishe Postone.
2022-12-06T16:09:09Z
Araujo, Paulo Henrique Furtado
Por que ler hoje A destruição da razão?
Resenha ao livro : A destruição da razão
2022-12-06T16:09:09Z
Albinati, Ana Selva