Repositório RCAAP

Arte Autônoma ou Arte Política?

O presente artigo tem por objetivo compreender a discussão entre a alternativa entre uma arte autônoma e uma arte política/de tendência. A partir do referencial teórico do marxista húngaro György Lukács, o texto busca criticar o caráter enrijecido do debate devido à limitação da concepção de sujeito e sociedade inerente à ideologia burguesa, assim como sua tentativa de produzir uma filosofia da arte desvinculada das questões histórico-sociais de seu tempo.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Bianchi, Bruno Daniel

Dickens, “nuestro amigo en común”

En el presente artículo consideramos las aproximaciones de la crítica literaria marxista a la obra de Charles Dickens durante el período 1933-1984.  Se pretende dar cuenta del modo en que estos análisis de la obra del novelista inglés articulan los debates acerca de la definición de una Estética marxista. Asimismo, se indagará en la funcionalidad de la metodología de la crítica literaria marxista para elucidar la singularidad de la literatura dickenesiana.  

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2022-12-06T16:09:09Z

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Lenga, Jesica Daniela

Sátira e alienação na construção do narrador não confiável em Goethe e Machado de Assis

A partir da leitura de Os sofrimentos do jovem Werther, com base nos artigos de György Lukács e Miguel Vedda sobre esse romance de Goethe, e considerando o conjunto da obra de maturidade de Machado de Assis, quando o narrador assume a condução da narrativa guiando-a no ritmo frívolo e volúvel do capricho de classe, pretende-se investigar, neste texto, de que maneira a composição satírica de um narrador não confiável estabelece conexões entre esses dois escritores que deram forma sensível à alienação de uma “consciência infeliz”.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Corrêa, Ana Laura dos Reis

Triunfo do realismo: o que é isso?

Ao analisar uma obra literária, Lukács a localiza em seu contexto histórico-social. Em seus estudos sobre Tolstói, por exemplo, ele busca demonstrar como a obra desse escritor supera certas dificuldades impostas em sua época para o “grande realismo”. Para tanto, foram essenciais as reverberações da revolução camponesa russa. Ela permitiu, de acordo com o filósofo, que Tolstói rompesse, até certo ponto, com as limitações de sua própria visão de mundo reacionária e atingisse uma figuração precisa, realista da realidade russa. Isso é o que Lukács chama de “triunfo do realismo”. Ele remonta à compreensão de Engels sobre a relação entre literatura e o posicionamento ideológico do autor, explicando como é possível – sob determinadas circunstâncias – que a visão de mundo reacionária de um autor não só não deforme a figuração da realidade, mas também contribua – positivamente – para sua realização literária. Com essa apreciação, Lukács se distancia de alguns críticos da II. Internacional, em cuja avaliação Tolstoi não passava de um conde reacionário – o que ele era –, aproximando-se e desenvolvendo as análises de Lênin sobre o escritor russo. Para Lênin, Tolstói era o espelho literário da revolução russa de 1905. Lukács busca então desvelar como esse acontecimento histórico se imprime na composição de Tolstói. Por si só, tal reconstrução hermenêutica tem seu interesse; ela sugere, para além, o complexo de questões em torno da decadência ideológica, tão caro à fortuna crítica sobre Lukács . Pois, em paralelo a sua análise sobre Tolstói, Lukács menciona o destino de autores ocidentais como Flaubert, para quem, a despeito de sua honestidade inquestionável, tal caminho já não era mais acessível e sua obra permaneceu inferior às narrativas do grande realismo. em uma tensão constante. Esse e o outro lado da moeda, repleto de elementos que subjazem à compreensão de Lukács sobre a literatura moderna. Nosso artigo visa assim discutir essa tese, perguntando-se quais são as circunstâncias que tornam possível um tour de force realista. Também nos interessa avaliar o contexto em que Lukács desenvolve essa tese, considerando suas polêmicas contra o sociologismo vulgar, bem como seu engajamento na frente popular nos anos 1930.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Araújo, Paula Alves Martins de

György Lukács, Introdução à Estética de Hegel

A estética de Hegel significa, no campo da filosofia da arte, o ápice do pensamento burguês, das tradições burguesas progressistas. Os conhecidos aspectos positivos do pensamento hegeliano e seu modo de escrever se manifestam com mais clareza neste trabalho; a universalidade de seu conhecimento, seu profundo e fino senso pelas peculiaridades e contradições do desenvolvimento histórico, a conexão dialética dos problemas históricos com as questões teóricas e sistemáticas das legalidades objetivas universais: todos esses traços positivos da filosofia hegegeliana aparecem mais claros em sua estética. Os clássicos do marxismo mantinham particularmente grande apreço por esse trabalho.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Fortes, Ronaldo Vielmi

O hegelianismo do jovem Engels (1839-1842)

O artigo tem por objetivo reconstituir o percurso da evolução filosófica de Friedrich Engels entre os anos de 1839 a 1842 com a finalidade de apreender e explicitar sua adesão a filosofia hegeliana. Consideramos que compreensão adequada do hegelianismo de Engels entre os anos de 1839-1842 é fundamental o esclarecimento sobre o método por ele empregado tanto na investigação quanto na exposição de sua pesquisa sobre o as classes trabalhadoras inglesas entre os anos de 1842 a 1844.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Cotrim, Felipe

O silêncio ontológico na obra de Wittgenstein

O presente trabalho se insere numa discussão filosófica sobre a linha de continuidade da obra de Wittgenstein, mais especificamente das obras do Tractatus Logico Philosophicus e das Investigações Filosóficas. Nesse sentido, desenvolvemos a tese de que a continuidade entre as duas obras é o silêncio ontológico do autor frente as questões essenciais da mundanidade, visto que para ele, adotando a doutrina do dizer e do mostrar, a essência do mundo não pode ser desvendada, e somente contemplada. Prosseguindo discutimos os impactos diretos desse silêncio ontológico em concepções sobre a matemática e suas implicações para o ensino culminando numa referência biologicamente determinante do autor com relação ao ensino como treinamento e denunciando a possibilidade de o autor austríaco ser utilizado como referencial para um posição neotecnicista na Educação Matemática.

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2022-12-06T16:09:09Z

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WAGNER, GUILHERME Silveira, Everaldo

A crítica marxista do Direito diante de Friedrich Engels

Resumo: tendo em conta a crítica marxista ao Direito, principalmente em sua vertente mais estruturada colocada na esteira de Pachukanis, analisaremos a contraposição de Friedrich Engels à esfera jurídica. Ao ter em conta certa tensão entre a exposição e a pesquisa engelsiana, veremos como que o autor do Anti-Düring relaciona a circulação capitalista de mercadorias ao Direito. Tendo realizado tal tarefa, tratemos à tona a crítica de nosso autor ao Direito racional à justiça. Exporemos como que a posição de Engels é mais sofisticada que normalmente se supõe. Notaremos, porém, que o risco de leituras apressadas de seus textos não é exógeno ao modo pelo qual são articulados. Por fim, veremos como a crítica engelsiana ao Direito ainda pode ser muito importante para a crítica marxista.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Sartori, Vitor

Gaudemar encontra Pachukanis:

Gaudemar e Pachukanis construíram compreensões marxistas que podem ser complementadas para compreender as migrações, como fenômeno social captado pelo direito, constituindo os migrantes também como sujeitos de direito, e que se movem em decorrência da necessidade da circulação da mercadoria força de trabalho, como condição da reprodução do capital. Objetiva-se inter-relacionar as duas compreensões. Para tanto, utiliza-se de método bibliográfico, abordando as obras dos dois autores e de seus comentadores, visando demonstrar que a mobilidade do sujeito de direito pode ser uma categoria para pensar as migrações.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Furquim, Gabriel Martins Simões, Mauro Cardoso Serafim, Milena Pavan

A superação dos pilares do marxismo de Friedrich Engels na obra de György Lukács

A obra de Friedrich Engels constitui momento ineludível na formação e apresentação do que veio a ser conhecido como marxismo. Nesse sentido, é uma das peças teóricas fundamentais na determinação do modo como a obra de Karl Marx foi recebida. Nosso intuito neste trabalho é mostrar a crítica deste marxismo particular na obra de György Lukács. Entendemos aqui que os esforços do filósofo húngaro constituem uma importante via de acesso ao verdadeiro sentido da obra marxiana.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Silva, Vladmir Luis da

Estado dos capitalistas ou Estado do capital?

(resumo inexistente na publicação original)

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2022-12-06T16:09:09Z

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Elbe, Ingo Silva, André Vaz Porto

A Profissão de Fé do Vigário Saboiano e a fundamentação do pensamento de Rousseau

Resumo:   É sabido que Rousseau teria aberto debate os mais diversos, sobre os mais diversos problemas em questão no seu tempo. Vemos o genebrino, por conseguinte, questionar teses que reduziam as faculdades humanas à sensibilidade física, a recusar o materialismo, preocupar-se com o funcionamento das faculdades humanas subjetivas, rejeitar o otimismo de uma educação produtora do homem e as consequências desta para o campo da moral e da política. A partir desses indicativos, no presente artigo nos propomos explorar, com especial atenção, a Profissão de Fé do Vigário Saboiano, acreditando, por isso, que sua antropologia, por exemplo, passaria a ganhar contornos ainda mais importantes e precisos, bem como as consequências para o campo da moral, da política e da religião, se fossem organizadas em torno da busca por fundamentos teóricos, referentes, especificamente, aos pressupostos epistemológicos envolvidos no processo de desenvolvimento do indivíduo e, em geral, referentes ao desenvolvimento de sua subjetividade. Nesse sentido, as “meditações metafísicas” do Vigário Saboiano com a formulação do cogito, ao nosso ver, fazem convergir o pensamento de Rousseau de modo geral, das quais o saber sensível, a consciência, em respeito à natureza, funcionariam como elementos decisivos para compreensão de seu esforço de fundamentação dos resultados de suas principais pesquisas.   Palavras-chave: Fundamentos. Conhecimento. Sensibilidade. Subjetividade.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Segall Nascimento Campos, Henrique

As Relações entre capitalismo e forma romanesca em Lucien Goldmann

O presente artigo apresenta as relações entre capitalismo e romance de acordo com Lucien Goldmann. Para tanto, apoiamo-nos especialmente em sua obra Sociologia do romance, em que o autor apresenta a historicização do romance de forma homóloga às mutações do capitalismo. Acreditamos que nosso texto é relevante pois Goldmann apresenta uma visão crítica, a partir de conceitos como o de reificação. No entanto, apesar de seus méritos, em nossas considerações finais também apresentamos os limites do autor, já que os seus pressupostos teórico-metodológicos podem gerar uma análise mecanicista.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Ferreira, Aline Cristina

Teoria da história ou gênese do capital? As diferentes recepções de Marx e de Engels às pesquisas etnológicas

No presente artigo, procuramos mostrar, em primeiro lugar, que Marx estudou, ao menos desde o início dos anos de 1850, continuamente as comunidades humanas primordiais. Nossa tese é que o cerne de tão vastos e persistentes estudos não é outro senão a busca das dissoluções históricas que conduziram a gênese do modo de produção capitalista. Em sentido diverso, indicamos como Engels interpretou a última etapa desses estudos de Marx, ilegitimamente, como a fundação de uma teoria geral da história, produzindo uma série de falsas polêmicas que se estendem até os nossos dias, sobretudo, no que diz respeito ao estatuto dos extratos que Marx compilou nos anos finais de sua vida, inapropriadamente denominados Cadernos etnológicos.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Lopes Machado, Gustavo Henrique

Engels contra Marx?

O presente artigo tem como objetivo problematizar as críticas ao chamado “historicismo” de Engels. Ainda que este traga inúmeras dificuldades para a compreensão da crítica da economia política, isso não deve encampar um argumento de ruptura entre Marx e Engels. Na verdade, a análise das edições de O capital levanta problemas igualmente “engelsianos”, notadamente no exame do dinheiro. Ao invés de recolocar o clássico problema da relação entre o lógico e o histórico, aqui emerge a problemática dos níveis de abstração a partir dos quais pode-se construir uma teoria marxista da sociedade.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Barreira, Cesar Mortari

A questão do fim do Estado

O presente artigo pretende analisar o modo como Marx e Engels abordam, criticamente, a relação entre Estado moderno e sociedade civil-burguesa, procurando enfocar na particularidade do tratamento de cada autor à questão do papel do Estado na transição da sociedade burguesa para a sociedade comunista.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Musetti, Felipe Ramos

Engels, etnógrafo do capitalismo?

O presente artigo tem por objetivo contrapor as formulações que advogam em defesa da posição de que A situação da classe trabalhadora na Inglaterra é uma obra fruto de uma investigação “etnográfica”. Para tanto, através de uma análise imanente investigaremos o processo de pesquisa que permeou a produção desta obra de Engels e seus textos suplementares. Argumentamos que embora seja possível extrair desta obra certos elementos semelhantes às etnografias contemporâneas, o ato de reduzir a obra A situação da classe trabalhadora na Inglaterra nesses marcos implica em uma traição aos próprios pressupostos da investigação de Engels.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Álvares, Lucas Parreira

ENGELS, Friedrich; O Livro de Apocalipse

não se aplica.

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2022-12-06T16:09:09Z

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ENGELS, Friedrich Álvares, Lucas Parreira

ENGELS, Friedrich; O declínio do feudalismo e a ascensão da burguesia

O texto que segue é a tradução da transcrição de um manuscrito não finalizado, provavelmente escrito em 1884,  encontrado junto ao espólio de Engels,   intitulado, “O declínio do feudalismo e a ascensão da Burguesia” [Ueber den Verfall des Feudalismus and das Aufkommen der Bourgeoisie]. O manuscrito trata do processo pelo qual a ordem societária feudal é suplantada pela ordem burguesa,  que nasce de dentro de processos lentamente desenvolvidos no interior da própria organização social do feudalismo. No texto o autor articula uma perspectiva histórica amadurecida e uma linguagem de estilo literário envolvente, características dos escritos da maturidade do pensador alemão.

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2022-12-06T16:09:09Z

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ENGELS, Friedrich Perdigão, Gabriel Andrade Neto, Murilo Leite Pereira Peters, Carolina

Un férreo lector de Engels.

Resumo: Este texto trata centralmente da obra do filósofo mexicano-americano Josep Ferraro. A partir de uma exposição de sua obra, é dada atenção à defesa de Frederich Engels sobre duas questões cruciais: a concepção de materialismo e a dialética. Ferraro, fez parte de uma trilha fraca, mas constante de leitores de Engels no México, situação que também é abordada como parte do contexto global de recepção do companheiro de Marx.   Resumen: Este texto aborda de manera central la obra que produjo el filósofo mexicano-estadounidense Josep Ferraro. A partir de una exposición de su obra, se pone atención en la defensa que hizo de Frederich Engels en dos temas cruciales: la concepción del materialismo y de la dialéctica. Ferraro, hizo parte de una débil, pero constante estela de lectores de Engels en México, situación que también se aborda como parte del contexto global de recepción del compañero de Marx.  

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2022-12-06T16:09:09Z

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Ortega Reyna, Jaime