RCAAP Repository
Serviço de publicações de uma grande biblioteca (planejamento)
Depois de se falar na organização de um serviço de publicações, abordando os problemas do orçamento, equipamento e pessoal, descrevem-se os vários métodos usados na reprodução e duplicação de documentos, cujo desconhecimento implicaria não só a impossibilidade de se poder adquirir o material conveniente, como também a impossibilidade de se poder compreender o funcionamento do próprio serviço de publicações.O trabalho termina pela descrição do serviço de publicações com as suas três secções principais: oficina tipográfica, depósito do serviço de intercâmbio e catalogação e fichário de controle de saída dos documentos.As últimas palavras referem-se às finalidades de um serviço de publicações de uma biblioteca grande ou pequena.
2022-11-18T13:07:32Z
Coelho, Maria Angelina Teixeira
A classificação decimal universal no domínio da energia nuclear
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2022-11-18T13:07:32Z
Portocarrero, António
Editorial
1- OS OITENTA ANOS DO CURSO DE BIBLIOTECÁRIO-ARQUIVISTA 2 - O SERVIÇO NOCTURNO DAS NOSSAS BIBLIOTECAS E ARQUIVOS É sem dúvida título de orgulho para Portugal haver sido dos primeiros países a criar o Curso de Bibliotecário-Arquivista. Graças aos esforços de António Ennes, então Inspector-Superior das Bibliotecas e Arquivos, foi criado aos 29 de Dezembro de 1887, em Lisboa, este Curso, pelo que no próximo mês de Dezembro vão comemorar-se oitenta anos da sua existência.Ora o Curso tinha uma estrutura própria, inteiramente de acordo com as ciências e as técnicas biblioteconómicas e arquivísticas da época. E ao longo destas oito dezenas de anos, as suas estruturas em nada mudaram. Quer dizer: o decorrer dos tempos em pouco ou nada alterou os moldes em que o Curso foi inicialmente vasado! Assim ainda hoje se mantém com o mesmo cariz.Houve, porém, um facto a que nos cumpre aqui prestar inteira justiça: pelo decreto-lei n.° 26 026, de 7 de Novembro de 1935, o Curso de Bibliotecário-Arquivista foi integrado na Universidade!Este facto merece ser assinalado com uma pedra branca, pois deu-se-Ihe o lugar próprio - a sombra tutelar de uma Universidade (e no caso em questão, a de Coimbra, por intermédio da sua Faculdade de Letras).Mas dado este passo, que merece justos encómios, por aí se ficou. Ora é preciso mais, muito mais!Qualquer Curso com duas dezenas de anos sem sofrer modificações, é já curso velhíssimo. Que dizer de um curso com oitenta? …Só há, pois, um caminho: renová-lo, dar-lhe novas estruturas, embora estas sempre dentro do seio universitário, pois os técnicos que aí se preparam - os bibliotecários, os arquivistas, os documentalistas - devem ser um escol no meio dos técnicos nacionais.Mas que caminho se deve tomar para se proceder à urgente remodelação de um Curso deste género?Julgamos que o primeiro passo é criar-se, uma comissão encarregada de estudar o caso nas suas múltiplas implicações e desta apresentar um projecto que seja a base da reforma e actualização a que todos aspiramos.Que orientação, repita-se, haverá a tomar? O assunto é difícil, os caminhos vários, uma certeza: o Curso tem de continuar ao nível do ensino superior e deve ter em atenção as realidades em que decorre a vida actual, fornecendo técnicos que permitam manipular a Informação Bibliográfica (que vai desde a leitura de pura evasão obtida na biblioteca pública ou na biblioteca infantil, até à Informação Científica e Técnica que serve nos laboratórios, nos hospitais, etc.) E a Informação Bibliográfica é hoje em dia um valor tão rentável como a energia eléctrica, a água, o mar... Ora quem quer continuar a arcar com a responsabilidade de deixar perder um manancial tão importante?… Se se verificar que o melhor caminho, para que o Curso tenha realmente utilidade, será o de se criar uma licenciatura em Biblioteconomia, não se deve hesitar. O que são precisas são mais horas de aula para Catalogação,Classificação, História do Livro, etc., e criarem-se novas disciplinas como Documentação, Normalização, Administração, Arquivos de empresa, Codicologia, etc., etc. Acresce que há ainda, nos últimos anos do Curso (ou da Licenciatura?) que estabelecer uma nítida especialização, destacando bem os três ramos incluídos no Curso (ou na Licenciatura?): Biblioteconomia, Documentação e Arquivística.O que não deve é continuar-se com as presentes estruturas do Curso, velhinho, octogenário ... Infelizmente, as nossas bibliotecas e arquivos não põem à disposição do público todos os seus recursos de utilização. Queremos dizer mais claramente: as riquezas existentes nas nossas bibliotecas e arquivos não são totalmente aproveitadas, por tais estabelecimentos não estarem mais tempo abertos ao público. Na maioria dos casos, as nossas bibliotecas e arquivos adoptam o horário comum do funcionalismo público: abertura às 9 ou 9,30; encerramento para almoço às 12 ou 12,30; reabertura às 14 e encerramento às 17 ou 17,30. Ora é preciso que eles tenham maior tempo de utilização, nomeadamente naqueles cuja importância e frequência de leitores assim o exija.É sabido que quanto maior número de horas e mais convenientes forem os horários, tanto mais leitores haverá e, consequentemente, maior utilidade terão as nossas bibliotecas e arquivos, organismos feitos para servir - e não estabelecimentos de mero interesse burocrático... Para isso é necessário mais pessoal e que este exerça a sua actividade em regime de turnos ou então no de horas extraordinárias.Mas é preciso que haja maior tempo de utilização nestes estabelecimentos. E já que se fala em horas extraordinárias, bom é que se atente nos diminutos quantitativos que se pagam por cada hora extraordinária de serviço. Vejamos um desses quadros e logo os números indicados gritam por si -para que lhes façamos mais comentários. Eis um quadro: PESSOAL DOS QUADROS …………………REMUNERAÇÃO POR HORA Primeiros-bibliotecários …………………………………22$20 Segundos-bibliotecários ………………………………20$00 Terceiros-bibliotecários …………………………………14$40 Segundos-oficiais ……………………………………………16$10 Terceiros-oficiais …………………………………………………12$20 Fiéis…………………………………………………………………………9$70 Porteiro …………………………………………………………………7$70 Contínuos de 2ª classe…………………………………………7$20 PESSOAL CONTRATADO ALÉM DOS QUADROS ………REMUNERAÇÃO POR HORA Escriturários de 2ª classe…………………………………………………8$30 Auxiliares de secretaria……………………………………………………7$20 Auxiliares de fiel…………………………………………………………………6$30 Auxiliares de limpeza…………………………………………………………4$40 Ora é preciso rever esta situação, tão evidente ela é!
La evasion del saber
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Notas de arquivologia e biblioteconomia
Critério de escolha das entradas e palavras de entrada na classificação alfabética e arquivos; confronto com a experiência biblioteconomica.
2022-11-18T13:07:32Z
Mendes, Maria Teresa Pinto
Um curso de arquivologia para empresas
(Continuado do fascículo anterior)
2022-11-18T13:07:32Z
Machado, Maria Luisa Saavedra
A Biblioteca Nacional de Paris
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2022-11-18T13:07:32Z
Cruzeiro, Maria Manuela
Comentários e Notícias
- 32º Conselho da FIAB - Noticias da FID - Conferências da FID e da IFIP - Notícias varias
Aspectos das novas regras catalográflcas anglo-americanas de 1967
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Comentários e Notícias
- Condecorações brasileiras a bibliotecários e arquivistas portugueses - Considerações sobre o diploma da reforma dos serviços do Ministério do Ultramar - A inutilização de documentos oficiais - O tempo passa e a erva cresce - Exposição Bibliográfica no Seminário Maior de Coimbra - A 33º Conferência e Congresso Internacional da Federação Internacional de Documentação, a realizar em Tóquio em Setembro próximo - Feira do Livro em Espanha - O livro e a leitura em Espanha - Centenário do Canadá - Acordo de intercâmbio livreiro entre a Espanha e o Brasil - O Dia do Bibliotecário na Feira do Livro de Lisboa - Reuniões mensais de Lisboa - Notícias várias
Editorial
Mecanização e automatizaçãoA era da mecanização ou da automatização está a bater à porta das bibliotecas e dos arquivos.Nas bibliotecas especializadas ou centros de documentação esta fase já está bem mais adiantada. Mas não nos esqueçamos que o primeiro incunábulo da era da automatização é o número de Agosto de 1964 do Index Medicus, da Biblioteca Nacional de Medicina, de Bethesta, Maryland" com 609 páginas, contendo 13 733 citações, composto em 16 horas, levando a sua elaboração, compilação e impressão apenas 5 dias do m2s. Portanto temos este incunábulo só com 3 anos de existência. É bem recente, como se vê…Por outro lado, a própria Biblioteca do Congresso, sempre pioneira, graças ao material (HardWare) e ao pessoal (Soft Ware) especializado que possui, iniciou em 1963, com o King's Report, ou seja com a publicação de Automation and the Library of Congress, os trabalhos relativos à matéria. Mais tarde, em 1965, começou os estudos Marc pilot Project (Machine - Readable-Catalog), cujo primeiro objectivo é de prover algumas das bibliotecas científicas de um catálogo em bandas magnéticas, utilizando-as para fins unicamente biblioteconómicos, como fichas de catálogos, catálogos em forma de livros impressos, bibliografias, listas de aquisições, etc., sendo as regras utilizadas as da própria Biblioteca do Congresso.Neste campo, as tarefas efectuadas numa biblioteca (e quem diz biblioteca, diz arquivo ou centrode documentação) podem dividir-se em dois grandes grupos:I - As que podemos apelidar de carácter administrativo (permita-se-nos a expressão), que utilizam já uma larga mecanização, nos estabelecimentos mais evoluídos, e que são: catalogação, administração de publicações periódicas, catálogos colectivos, serviço de empréstimo, aquisições. É comum a todos estes estabelecimentos.II - As que já exigem automatização para tratar as análises, os índices, as publicações bibliográficas.É próprio dos estabelecimentos que fornecem imediatamente a informação científica aos utilizadores e é possível, ainda, que esta automatização esteja já nos nossos dias a evoluir para uma combinação computador-microfotografia. Mas o futuro nos dirá se assim é. Lembremo-nos ainda de que é possível tratar, por intermédio dos computadores, de textos integrais, o que é uma espantosa conquista.Poder-se-á, agora, perguntar, como já outros o têm feito: será já para amanhã a biblioteca inteiramente automatizada? A resposta é, naturalmente, negativa. Mas não nos esqueçamos que há já tentativas neste sentido, como é o caso do Project Intrex do Massachusetts Institute of Technology, que se julga estar operacional por voltas de 1970.Ainda dentro da mesma orientação, e na escala portuguesa, o recente IV Encontro Internacional de Mecanografia e Informática, realizado em Lisboa, de 7 a 11 de Outubro p. p., teve a vantagem de acentuar ainda mais tal necessidade e, vamos lá, de provocar entre nós até uma próxima alteração em muitos dos métodos tradicionais do trabalho de organização.Por outro lado, dado que a mecanização e a automatização exigem disponibilidades financeiras, técnicas e de pessoal bastante elevadas, há que pensar em termos realizáveis de uma maior centralização técnica para haver uma maior difusão da informação e das espécies, devidamente tratadas, para um maior aproveitamento e uma maior economia.De qualquer maneira, uma verdade se impõe: as nossas bibliotecas, os nossos arquivos, as nossas bibliotecas especializadas ou centros de documentação, têm de estar receptivos ao máximo à mecanização e à automatização dos dias que se aproximam, acompanhando de perto tudo o que disser respeito a tais técnicas cujos fins primeiros são: facilitar e difundir com rapidez.
O problema biblioteconómico português e o panorama actual das bibliotecas de África
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2022-11-18T13:07:32Z
Santos, Mariana Amélia Machado
Investigação e documentação ao nível nacional
Comenta-se a criação e atribuições da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica, e faz-se notar que no texto do respectivo decreto-lei não se encara a documentação como factor imprescindível do rendimento da investigação. Propondo como solução para a organização documental portuguesa a criação de um centro nacional de documentação, a exemplo de outros países, sugerem-se algumas directrizes de método tendentes à elaboração de um plano estrutural, do qual se dão alguns tópicos. Indicam-se a seguir as infra-estruturas indispensáveis à concretização de um plano ao nível nacional e conclui-se com a justificação do presente artigo, apresentando-o como base de discussão do assunto.
Lista primeira dos inventários de bens móveis de várias igrejas portuguesas e irmandades, insertos nos livros de registos paroquiais
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Formação especializada - um problema a resolver
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Consultas Técnicas
- Como deverá ser encabeçado o nome do arcebispo de Braga, Frei Bartolomeu dos Mártires?É de notar que a enciclopédia «Verbo» (fasc. 29, 744) optou pelo nome próprio Bartolomeu.Isto parece estar em contradição com o exposto em Instrucciones (1), p. 55 § 75. Perante tal divergência, gostaria de saber qual dos dois encabeçamentos é o mais correcto: Bartolomeu dos Mártires, ou Mártires, Bartolomeu dos? - As epígrafes formais têm real interesse num catálogo de matérias? - A propósito de nomes universalmente célebres, tais como Dante, Kant, Nietzsche, Pestalozzi, Rafael, Rubens, etc., ocorre perguntar: será indispensável descer ao pormenor de identificá-los pelos seus nomes próprios, tal como os encontramos nos dicionários e enciclopédias? Creio que, destinando-se o catálogo de matérias a fornecer apenas tópicos orientadores, isso seria desnecessário. Estarei a tomar-me demasiado simplista ?
Comentários e Notícias
- A preparação do III Encontro dos Biblotecários e Arquivistas Portugueses - A reunião da Federação Internacional de Documentação em Tóquio, de 12 a 22 de Setembro de 1967 - IV Encontro Internacional de Mecanografia e Informática - Reuniões mensais de Lisboa - Normas Portuguesas - Simpósio sobre problemas de informação em Ciências Naturais - Notícias Várias
Editorial
IN FORO CONSCIENTIAE Sua Excelência o Ministro da Saúde e Assistência acaba de publicar o Decreto-Lei n. ° 48 166 (Diário do Governo I Série, nº 299 de 27 de Dezembro de 1967), que reestrutura o quadro do pessoal de enfermagem, estabelecendo as carreiras hospitalar, de saúde pública e de ensino e definindo as categorias e as habilitações de cada carreira. Na origem deste decreto estão: a falta de pessoal de enfermagem que se verifica actualmente e a necessidade de promover o aumento de frequência das Escolas de Enfermagem. Felicitamos todo o pessoal de enfermagem pelo benefício recebido e felicitamos, igualmente, o Senhor Ministro da Saúde e Assistência pela vitória obtida na luta travada em prol dos seus funcionários, e pela preocupação que revela em lhes elevar o nível profissional. Sob o nosso ponto de vista, contudo, este decreto-lei levanta um grave problema que, aliás, já se fizera sentir em circunstâncias idênticas: equipara funcionários com o 1º, 2º ou 3º ciclo liceal a funcionários diplomados com cursos universitários (licenciatura em qualquer Faculdade e Curso de Bibliotecário-Arquivista) - como se verifica pelo quadro da página seguinte. As razões que se impuseram ao Senhor Ministro da Saúde e Assistência em relação ao pessoal de enfermagem igualmente se impõem, e com não menor acuidade, em relação aos bibliotecários e arquivistas. No primeiro caso procurou-se atrair indivíduos a uma profissão, oferecendo-lhes condições económicas razoáveis estágios remunerados, bolsas de estudo para frequentarem escolas de aperfeiçoamento simultaneamente com dispensa de serviço, acessos por antiguidade, escolha do regime de tempo de trabalho - completo ou parcial-, remuneração acrescida de 20% aos habilitados com uma especialidade, compensações por trabalho nocturno e extraordinário, e para os que se fixam em localidades da periferia. No outro caso, em que não há frequência do curso de especialização, em que os concursos ficam ainda desertos de diplomados, em que os quadros das bibliotecas e arquivos públicos se rarefazem porque os seus técnicos se escoam para as entidades particulares ou abandonam mesmo a profissão, procurou-se resolver o problema com um expediente que, sob o ponto de vista profissional, está longe de ser satisfatório, além de não totalmente eficaz. Após cerca de três anos de execução das medidas tomadas no Art. 14º do decreto-lei 46 350, que não eram de facto aliciantes por não satisfazerem de modo algum as justas pretensões da classe nem proporcionarem quaisquer compensações, pode-se dizer que os variados problemas então pendentes não foram solucionados. Isto quer dizer que continua a ser urgentemente necessário, da parte dos poderes públicos, atentar na situação dos bibliotecários-arquivistas, que o mesmoé dizer das bibliotecas e arquivos que o País tem de desenvolver e conservar. Em 22 de Fevereiro de 1966, Sua Excelência o Ministro da Educação Nacional, no discurso que proferiu na sessão plenária da Junta Nacional de Educação, afirmou: «Em todo o meu labor governativo vêm-me merecendo especial carinho, devotado interesse, os valores do espírito. [ ... ] os valores do espírito, em si próprios, na sua mais alta expressão, reclamam atenção cuidadosa, verdadeiro culto, que não saberia como regatear-lhes, pois não mo consentiriam nem predilecções e predisposições naturais nem a consciência dos deveres do cargo. (Por uma política do espírito, p. 21). Perante o que atrás dizemos - e que não nos permite partilhar com Sua Excelência o seu optimismo quanto aos resultados do Decreto-lei 46350 - nós desejamos que as palavras acima transcritas sejam a garantia e anúncio duma autêntica reestruturação dos serviços de bibliotecas e arquivos, tal como os mais altos interesses da cultura e do desenvolvimento da Nação a exigem. E que essa reestruturação não se faça esperar, acompanhada da inadiável solução do problema económico de todos quantos hão-de servi-la dedicadamente. O PROBLEMA DA FORMAÇÃO DOS BIBLIOTECÁRIOS EM PORTUGAL A falta de bibliotecários qualificados continua a ser uma das principais preocupações da profissão em todos os países. Por meio de alguns projectos a executar em 1968, a UNESCO espera contribuir para melhorar essa situação, em especial nos países em vias de desenvolvimento. Continuando a interessar-se pelos dois centros regionais para a formação de bibliotecários que funcionam em África, um no Uganda, para os países de expressão inglesa, outro no Senegal, para os países francófonos, dará também o seu concurso ao Governo Dinamarquês para a organização de um estágio de estudos destinado aos professores de Biblioteconomia de países em vias de desenvolvimento. Em cooperação com o Governo Argentino, será criado na Universidade de Buenos Aires um Centro de investigação em Biblioteconomia e na sua Escola de Bibliotecários será registada uma série de cursos, os quais, completados por 560 filmes fixos a cores e por bibliografias e outras publicações de base, se espera poderem servir os países da América Latina que não possuem nenhuma formação neste domínio. Espera-se para breve a publicação, primeiro em espanhol, depois em inglês e francês, de um manual consagrado aos métodos de ensino da Biblioteconomia (Métodos para la enseñanza de la bibliotecología, de J. E. Sabor) e estão a ser realizados trabalhos de interesse para a formação profissional do pessoal das bibliotecas, mediante contratos a que, noutro local, damos relevo. o Bulletin de l'UNESCO à l'intention des bibliotheques, Paris, 21(6) nov.-déc. 1967, é dedicado à formação profissional na Europa em geral, na Africa e na América Latina e, ainda, na Rússia e nos países de língua árabe, esperando-se a publicação em breve de um artigo acerca da formação na América do Norte. Na Dinamarca e em Espanha serão organizados em 1968 estágios de estudos acerca da planificação nacional dos serviços de bibliotecas e, como já é habitual, a UNESCO concederá bolsas em benefício sobretudo de países em vias de desenvolvimento, para estudos de Biblioteconomia, enviando também especialistas de planificação e desenvolvimento dos serviços de bibliotecas, por períodos entre 3 a 6 meses, a vários países e territórios. Portugal, que não recebe directamente qualquer desses estímulos, não tem estado alheio aos problemas da formação e aperfeiçoamento dos profissionais que trabalham em bibliotecas e arquivos. As páginas dos Cadernos têm arquivado testemunhos disso. Deve reconhecer-se, porém, que há caminhos a percorrer ràpidamente para dotar o País com as unidades de pessoal qualificado a diversos níveis de que temos necessidade a curto prazo ou já nos dias de hoje. Temos uma estrutura bibliotecária, outra arquivística, que importaria rever e vitalizar para servir apenas os fins para que em tempos foram criadas. Há, para além disso; objectivos a curto prazo, já definidos superiormente, que não serão atingidos com relativa plenitude se não se apoiarem nessas estruturas, revistas à luz da época actual, dispondo de profissionais em número bastante e qualificados a diversos níveis, suficientemente dotadas financeiramente e razoàvelmente equipadas. Temos uma formação profissional a nível superior a reestruturar quanto antes, e quanto antes há que cuidar de forma sistemática da formação em outros níveis neste domínio, que a improvisação tem a longo prazo um preço muito elevado para a Nação e não pode servir - reconheça-se - a planificação bibliotecária e arquivística que há-de tornar as estruturas rentáveis. Em relatórios, comunicações e resoluções dos seus Encontros, nas páginas dos «Cadernos», em sessões de formação em Africa, onde quer que tenha sido possível fazê-lo, os bibliotecários-arquivistas portugueses têm conscientemente apontado ou praticado alguns desses caminhos. Esperamos ver mais amplamente reconhecidos e percorridos tais caminhos, com a urgência adequada às circunstâncias nacionais.
Problemas de nomenclatura na catalogação
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Honorários do Bibliotecário-Arquivista
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