RCAAP Repository

A evolução das próteses mamárias e os métodos de incisão utilizados em procedimentos de mamoplastia de aumento

RESUMO O estudo desenvolvido tem como objetivo analisar artigos já publicados na área da mamoplastia de aumento, analisar as diversas técnicas de procedimentos utilizadas para colocação de próteses de mama, ressaltando suasincisão cirúrgica são decisões muito importantes que devem ser tomadas em conjunto (médico paciente), levando em consideração as vantagens e desvantagens de cada incisão. É indispensável um bom esclarecimento pré-operatório clínico que permita objetivar as metas a serem alcançadas, evitando, assim, possíveis cirurgias de reparo ou troca do tamanho da prótese. O enaltecimento da beleza exterior tem ganhado cada vez mais espaço, prova disso são consultórios dos cirurgiões plásticos cada vez mais cheios. Os EUA é o país campeão em cirurgias plásticas, e logo em seguida vem o Brasil. A mamoplastia de aumento é a segunda cirurgia mais realizada mundialmente, perdendo apenas para a lipoaspiração. Pessoas buscam esse método como alternativa para melhorar a autoestima, ou para tentar se inserir em um padrão de beleza “fictício” estabelecido pela sociedade. O presente trabalho conta com uma metodologia de estudo do tipo revisão bibliográfica narrativa. O instrumento utilizado foi revisão de literatura e método comparativo entre artigos já publicados na área da cirurgia plástica com foco em mamoplastia de aumento baseado no método indutivo. O estudo foi fundamentado em artigos internacionais e nacionais, usando como fonte de pesquisa a SciELO e The Lancet.

Year

2022

Creators

MONTEIRO,LAYS LOPES MANGIAVACCHI,WAGNER MACHADO,DAYARA GOMES

Doença hemorroidária: aspectos epidemiológicos e diagnósticos de 9.289 pacientes portadores de doença hemorroidária

O objetivo deste trabalho é estudar 9.289 pacientes portadores de DH e 2.417 pacientes submetidos à hemorroidectomia, extraídos de um universo de 34.000 pacientes coloproctológicos examinados no decurso de 38 anos, analisando-se os dados epidemiológicos do diagnóstico e da cirurgia. A incidência de DH como diagnóstico principal entre 34.000 pacientes foi de 27,3% (9.289 pacientes), tendo 26,0% (2.417 pacientes) deles sido submetidos a cirurgia. Predominou, de forma estatisticamente significativa, a incidência de DH entre mulheres (5.007 : 9.289 ou 53,9%) sobre homens (4.282 : 9.289 ou 46,1%), da mesma forma que, mas sem significado estatístico, a incidência de cirurgias entre as mulheres portadoras de DH (1.330 : 5.007 ou 26,6%) sobre cirurgias em homens portadores de DH (1.087 : 4.282 ou 25,4%). Todavia, quando relacionada aos 2.417 pacientes operados, a incidência de cirurgia foi, de forma estatisticamente significativa, mais comum entre as mulheres (1.330 : 2.417 ou 55,0%) que entre os homens (1.087 : 2.417 ou 45,0%. A média etária de diagnóstico foi de 39,9 anos, com 74,8% entre 21 e 50 anos; e a média de cirurgia de 41,6 anos, com 71,8% entre 21 e 50 anos. Os sintomas mais comuns foram presença de mamilos anais (90,5%), sangue nas fezes (83,0%), exteriorização pelo ânus ao ato defecatório (71,0%), ardência anal (54,0%), escape (soiling) (44,0%) e sangue nas roupas (41,0%). Predominou a DH de segundo (28,3%), terceiro (36,9%) e quarto graus (20,3%), predominando a cirurgia na DH de terceiro grau (30,5%), quarto grau (60,2%) e plicomas anais (30,9%). A incidência de doenças anais concomitantes à DH foi de 12,1% (1.122 pacientes), destacando-se as fissuras anais (5,8%) e a hipertrofia de papilas anais (3,4%). A incidência de cirurgias para doenças anais concomitantes à DH no decurso das hemorroidectomias foi de 30,1% (729 pacientes), destacando-se as fissuras anais (13,1%) e hipertrofia de papilas anais (11,0%).

Year

2006

Creators

Cruz,Geraldo Magela Gomes da Ferreira,Renata Magali Ribeiro Silluzio Neves,Peterson Martins

Complicações das operações de reconstrução do trânsito intestinal

INTRODUÇÃO: A reconstrução do trânsito intestinal acarreta elevados índices de morbimortalidade, dependente do procedimento realizado na operação inicial, da técnica operatória necessária na reconstituição do trânsito intestinal e dos fatores de risco inerentes ao paciente. OBJETIVOS: Determinar as características demográficas dos pacientes submetidos à reconstrução de trânsito intestinal, analisar as operações realizadas e as complicações delas decorrentes. MÉTODOS: Análise retrospectiva dos prontuários dos pacientes submetidos à reconstrução de trânsito intestinal no Hospital Regional da Asa Norte em um período de 4 anos (2001-2004). RESULTADOS: Foram incluídos 70 pacientes, sendo 34% mulheres e 66% homens, com idade média de 42,5 anos. A cirurgia tipo Hartmann foi o motivo para a reconstrução do trânsito intestinal em 45,7% dos pacientes. A anastomose término-terminal foi realizada em 70% dos casos. Intercorrências clínicas ocorreram em 54% dos pacientes e incluíram íleo paralítico (11,4%), vômitos (21,4%), diarréia (7,1%) e febre (7,1%). Dentre as intercorrências cirúrgicas podemos citar a infecção (11,4%) e a deiscência de ferida operatória (5,7%), evisceração (2,8%), formação de fístula (2,8%) e o abscesso intra-cavitário (1,4%). Não houve óbitos. CONCLUSÃO: A operação para reconstrução do trânsito intestinal não é desprovida de complicações. Desta forma, é necessário uma indicação precisa para a realização da colostomia.

Year

2006

Creators

Silva,Silvana Marques e Melo,Cecília Cardinale Lima de Almeida,Soraia Barroso de Queiroz,Herbeth Franco Soares,Aloisio Fernando

Terapêutica medicamentosa na isquemia e reperfusão mesentérica: revisão da literatura

Até pouco tempo atrás se acreditava que na isquemia mesentérica todas as alterações orgânicas desta afecção eram devidas à obstrução total ou parcial do fluxo arterial intestinal. Recentes descobertas quanto à fisiopatologia do processo de isquemia e reperfusão mesentérica demonstraram que os radicais livres, principalmente, atuam durante a reperfusão, levando à lesão tecidual muito mais importante do que as lesões que ocorrem na fase de isquemia isoladamente. Assim, surge uma nova possibilidade terapêutica além do tratamento cirúrgico, em que uma determinada substância poderia atuar de modo a inibir ou minimizar a cascata de alterações no nível celular que culminam na lesão e morte celular. Realizamos uma ampla revisão da literatura médica atual pelos bancos de dados LILACS e MEDLINE, visando verificar quais os fármacos estudados para este fim e os resultados obtidos nas pesquisas. Constatamos que inúmeras substâncias têm sido avaliadas em estudos experimentais, em sua maioria utilizando ratos e a maioria não apresentou resultados satisfatórios a ponto de permitirem seu emprego na prática clínica; algumas, entretanto, apresentaram resultados promissores, necessitando ainda de novos estudos a fim de se descobrir uma substância que possa ser empregada em seres humanos em situações de isquemia e reperfusão mesentérica, a fim de se evitar tratamentos intervencionistas com altos índices de morbi-mortalidade.

Year

2006

Creators

Santos,Carlos Henrique Marques dos Pontes,José Carlos Dorsa Vieira Gomes,Otoni Moreira

Avaliação dos resultados do tratamento de 14 doentes de carcinoma espinocelular anal

A radioquimioterapia (RT/QT) tornou-se o tratamento de escolha para o carcinoma espinocelular anal (CEC). Na recidiva local ou na persistência da doença, deve-se instituir o tratamento cirúrgico. OBJETIVO: O objetivo deste estudo retrospectivo foi analisar os resultados do tratamento de doentes de CEC anal. MÉTODO: Acompanhamos 17 pacientes com diagnóstico anátomo-patológico de carcinoma espinocelular anal. Eram 14 (82,3%) do sexo feminino e três (17,8%) do masculino. A idade variou de 36 a 78 anos, com média de idade de 59,1 anos. Utilizando a classificação TNM, tivemos quatro (23,6%) no estádio I, seis (35,2%) no II, quatro (23,6%) no IIIa e três (17,6%) no IIIb. Todos foram submetidos a tratamento inicial com RT/QT, exceto um submetido a ressecção local. Definimos que a biópsia negativa, realizada entre 12 e 16 semanas após esse tratamento, determinaria o controle local da doença. RESULTADOS: Perdemos seguimento de três doentes (17,6%). Seguimos os 14 restantes (82,3%) entre um e cinco anos. Todos os doentes nos estádios I e II (10) apresentaram regressão total da doença, enquanto que três (75%) nos estádios IIIa e IIIb tiveram remissão completa. Realizamos a amputação abdomino-perineal de resgate em dois doentes e ressecção local em outros dois. A recidiva local ocorreu em dois (20%) nos estádios I e II e em dois (75%) nos estádios mais avançados (IIIa e IIIb). A sobrevivência em 3 anos foi de 100% nos que se encontravam nos estádios I e II, embora o controle da doença fosse atingido em oito (80%). Nos quatro doentes que estavam nos estádios IIIa e IIIb, a sobrevivência em um ano foi de 75% e em três anos foi de 25%. Esse último permanece livre da doença. Complicações do tratamento radioterápico ocorreram em oito doentes (57,1%). Nenhum óbito foi constatado durante o tratamento RT/QT. Os dois doentes, (14,3%) com sorologia positiva para HIV, apresentavam infecção anal pelo Papilomavírus humano (HPV). CONCLUSÃO: A análise dos nossos resultados evidenciou que o esquema de tratamento empregado foi efetivo para o controle local e preservação da função esfincteriana do ânus e que, na falha do tratamento radioquimioterápico, a operação de resgate controlou localmente a doença.

Year

2006

Creators

Dallan,Luís Augusto Palma Cruz,Sylvia Heloisa Arantes Rosa,Daltro Lemos da Bin,Fang Chia Nadal,Sidney Roberto Capelhuchnik,Peretz Klug,Wilmar Artur

Correlação entre o padrão de expressão tecidual e os valores séricos do antígeno carcinoembrionário em doentes com câncer colorretal

A correlação entre diferentes padrões de expressão celular do CEA e a quantificação sérica do antígeno é assunto controvertido. OBJETIVO: O objetivo do presente estudo foi verificar se o padrão de distribuição tecidual do CEA no carcinoma colorretal, se correlaciona com seus níveis séricos. MÉTODO: Estudaram-se 24 pacientes portadores de adenocarcinoma colorretal, com média de idade de 62,6 anos. A mensuração sérica foi realizada por quimioluminescência. No estudo do padrão de distribuição tecidual empregou-se método imunoistoquímico com a técnica da estreptavidina-biotina peroxidase, utilizando anticorpos monoclonais anti-CEA. O padrão de expressão tecidual foi classificado em apical, citoplasmático e estromal, segundo a localização predominante do CEA. A intensidade da imunoexpressão foi classificada em leve, moderada e forte. Empregou-se o teste de Mann-Whitney na comparação dos níveis de CEA sérico, segundo o padrão de distribuição tecidual e o grau histológico do tumor, o teste de Kruskal-Wallis para análise de variância e o teste de Spearman para avaliação da correlação entre as variáveis estudadas, adotando-se nível de significância de 5% (p<0,05). RESULTADOS: Dois (8,3%) doentes foram classificados no estádio A de Dukes, 12 (50,0%) no B e 10 (41,6%) no C. Os valores médios do CEA sérico nos doentes com tumores restritos à parede intestinal (A e B de Dukes) foram significativamente menores que os dos doentes com comprometimento linfonodal (p = 0,0139). Nos 14 (58,3%) enfermos com padrão apical de distribuição o valor médio de CEA sérico era de 4,0 ng/ml, enquanto nos 10 (41,6%) em que havia expressão do tipo citoplasmática o valor médio do CEA sérico era de 31,0 ng/ml (p = 0,0002). Independente da graduação histológica, tumores com expressão tecidual do tipo apical apresentavam valores séricos do CEA significativamente menores do que tumores com padrão citoplasmático (p<0.05) Não se encontrou padrão estromal de distribuição. Houve correlação estatisticamente significante entre o padrão de distribuição tecidual, valores séricos do CEA e a classificação de Dukes. CONCLUSÃO: Os resultados do presente estudo permitem concluir que tumores com padrão de distribuição tecidual citoplasmática cursam com valores séricos de CEA significativamente mais elevados que tumores com padrão de distribuição apical. Existe correlação positiva e estatisticamente significante, entre os diferentes padrões de distribuição celular do CEA, seus níveis séricos e o estadiamento da doença.

Year

2006

Creators

Martinez,Carlos Augusto Real Priolli,Denise Gonçalvez Cardinalli,Izilda Aparecida Piovesan,Helenice Pereira,José Aires Waisberg,Jaques Margarido,Nelson Fontana

Metástase endotraqueal e endobrônquica de adenocarcinoma de cólon

A disseminação metastática endotraqueal e endobrônquica do câncer de cólon é um evento raro. Os autores relatam o caso de um paciente com manifestação aguda de doença metastática endotraqueal e endobrônquica, 10 anos após o tratamento do tumor primário.

Year

2006

Creators

Contu,Paulo de Carvalho Tarta,Cláudio Damin,Daniel de Carvalho Duarte,Ivanice Freire Contu,Simone Santana Moreira,Luís Fernando

Neoplasia no sítio da colostomia: relato de três casos e revisão da literatura

Carcinomas raramente ocorrem no sitio da colostomia. O risco para o desenvolvimento de neoplasia maligna é semelhante a qualquer outro segmento colônico, porém se a ressecção inicial foi devida a câncer, há um significativo aumento na incidência de tumor metacrônico quando comparado à população em geral. A incidência do carcinoma metacrônico colônico é geralmente de 3 a 5%. A recorrência do tumor primário, quando associada à ostomia, pode se manifestar com sangramento ou obstrução. Relatamos três doentes com tumor no sitio da colostomia, sua manifestação clínica e a conduta terapêutica adotada.

Year

2006

Creators

Salles,Valdemir José Alegre Paula,Pedro Roberto de Bassi,Deomir Germano Speranzini,Manlio Basílio

Tumor desmóide tratado com tamoxifeno: relato de caso

O tumor desmóide (TD) é uma neoplasia benigna, que se origina de estruturas fasciais ou músculo-aponeuróticas, constituída por proliferação fibroblástica. Ocorre em 4 a 13% dos pacientes com polipose adenomatosa familiar (FAP). Apesar de histologicamente benignos, os TD têm comportamento maligno, sendo localmente invasivos e com elevada recorrência após ressecção. Os autores relatam um caso de tumor desmóide tratado cirurgicamente no Hospital Governador Israel Pinheiro - IPSEMG e fazem revisão da literatura sobre o tratamento.

Year

2006

Creators

Côrtes,Bruno Juste Werneck Leite,Sinara Mônica de Oliveira Campos,Marcos Henrique Rocha Oliveira,Levindo Alves de

Sarcoma sinovial anorretal: relato de caso

Os sarcomas são neoplasias que se originam das células mesenquimais primitivas, sendo raros na região anorretal. O objetivo é relatar um caso de sarcoma sinovial anorretal, neoplasia extremamente rara nesta localização. É descrito o caso de uma paciente de 77 anos que apresentava nodulação anal dolorosa e sangrante às evacuações, associada a puxo, tenesmo e perda ponderal. A lesão foi biopsiada e o estudo imunohistoquímico evidenciou sarcoma sinovial anorretal. A paciente foi submetida a amputação abdomino-perineal do reto, encontra-se assintomática, sem sinais de recidiva e em seguimento ambulatorial.

Year

2006

Creators

Sobral,Hernán Augusto Centurión Taglietti,Enzo Martins Monteiro,Elisângela Plazaz Gama,Marília Resende Von Sonnleithner Horta,Sérgio Henrique Couto Formiga,Galdino José Sitonio

Avaliação médica: o consumo na medicina e a mercantilização da saúde

INTRODUÇÃO: A Saúde vem sendo ameaçada pela colonização empresarial do médico que, iniciada dentro da Universidade, prolonga-se no ambiente de trabalho. Essa ação tem origem no ensino defasado da realidade científica e na asserção de tendências individualistas que expressam opiniões isoladas e não abalizadas, em geral induzidas pelas propagandas e investigações encomendadas para agitar o mercado no uso de aparelhos e produtos médico-farmacêuticos. OBJETIVO: Usar o ponto de vista do Cirurgião Geral e do Coloproctologista para comentar a mercantilização da saúde e a maneira como a Instituição Industrial, usando a empresa médica, age e modifica a ação do médico, contribuindo para o alto custo da Medicina. MATERIAL E MÉTODO: As bases serão os exames laboratoriais e as avaliações cardiovasculares pré-operatórias de rotina, usados para operações não cardíacas em pacientes cardiopatas. O material e o conteúdo para discussão foram extraídos do livro de Ivan Illich¹, do artigo de atualização de Coelho e col. ², do modelo proposto na Cleveland Clinic³ sobre avaliação pré-operatória e das normas estabelecidas pelo American College of Cardiology e pela American Heart Association4 para a orientação de avaliação médica mínima, necessária e suficiente, de pacientes cardiopatas, quando candidatos a tratamento cirúrgico de doenças em outros órgãos.

Year

2006

Creators

Santos Jr,Júlio César Monteiro dos

Ressecção laparoscópica pós terapia neo-adjuvante no tratamento do câncer no reto médio e baixo

Desde o início da década de 90, diversas publicações têm reportado equivalência de resultados entre as ressecções colorretais laparoscópicas e convencionais de neoplasias, seja quanto ao número de linfonodos, extensão da ressecção, margens e implantes parietais. Quanto às neoplasias colônicas, séries recentes demonstraram não haver alteração dos índices de recidiva e sobrevida. Entretanto, a avaliação dos resultados oncológicos nas ressecções retais ainda suscita controvérsias. Este trabalho visou apresentar a experiência do Hospital de Câncer de Barretos no tratamento vídeo-laparoscópico do câncer do reto e discutir o impacto do tratamento neo-adjuvante nos resultados intra e pós-operatórios imediatos. PACIENTES E MÉTODOS: a presente casuística é constituída por série de pacientes operados consecutivamente no período de janeiro de 2000 a janeiro de 2003, submetidos a ressecções pretensamente curativas para tumores T3 ou T4 no reto médio e baixo. Esses pacientes receberam tratamento neoadjuvante e foram operados por videolaparoscopia (LAP) ou laparotomia (CONV) 4 a 6 semanas após. Analisaram-se dados clínicos, cirúrgicos, patológicos, recidiva e sobrevida após seguimento mínimo de 24 meses. RESULTADOS: foram computados 43 pacientes (20 LAP, 23 CONV), que não apresentaram diferença em relação ao gênero, IMC, estadio clínico, tipo de procedimento, tempo de internação, morbidade pós-operatória, linfonodos, tamanho de espécime e margens. A recidiva global foi semelhante entre os grupos (35% LAP vs. 26% CONV, p = 0,43). A curva de sobrevida avaliada pelo método de Kaplan Meier para um período de seguimento médio de 45,6 meses no grupo LAP e 39,8 meses no grupo CONV (p = 0,86) mostrou sobrevida global de 76,7% (85% LAP e 70% CONV; p = 0,761) sem diferença entre os grupos. CONCLUSÕES: Os dados apresentados indicam equivalência nos índices de recidiva e sobrevida de pacientes portadores de câncer no reto médio e distal, tratados pelas vias de acesso laparoscópica e convencional. A realização de terapia neoadjuvante parece não dificultar a dissecação laparoscópica do reto extra-peritonial, favorecendo a obtenção de resultados oncológicos adequados.

Year

2006

Creators

Melani,Armando Geraldo F. Campos,Fábio Guilherme C. M. de

É necessário o estudo do cólon no fechamento de colostomias?

O estudo pré-operatório do cólon para fechamento de colostomias em alça devido a trauma ainda é controverso. A pesquisa de alterações anatômicas pós-traumáticas do cólon entra em conflito com os custos, o desconforto e a morbidade dos exames. OBJETIVO: avaliar o fechamento de colostomia em alça, sem estudo pré operatório do cólon MÉTODO: foram analisados 51 pacientes do sexo masculino, no período de janeiro a junho de 2005, portadores de colostomia em alça confeccionada após traumatismo. Todos foram submetidos a fechamento de colostomia sem estudo do cólon, seja por colonoscopia ou enema opaco. RESULTADOS: a média de idade foi de 26,5 anos. O tempo de permanência da colostomia foi, em média, 42,2 meses, sendo o flanco esquerdo a localização mais comum (66,7%). Houve 16 casos (31,4%) de hérnia para-colostômica e 14 casos (27,5%) de procidência de colostomia. A morbidade foi de 13,7% e mortalidade ausente. As complicações mais freqüentes foram hematoma (7,8%) e infecção (3,9%) de ferida operatória e um caso de deiscência de anastomose (1,9%). CONCLUSÃO: não é necessário o estudo do cólon pré-operatório de forma rotineira no paciente portador de colostomia em alça, após lesão traumática.

Year

2006

Creators

Souza,Henrique Francisco de Souza e Sobral,Hernán Augusto Centurión Taglietti,Enzo Martins Monteiro,Elisângela Plazas Gama,Marília Rezende Von Sonnleithner Formiga,Galdino José Sitonio

Morbimortalidade da reconstrução de transito intestinal colônica em hospital universitário: análise de 42 casos

OBJETIVOS: Analisar as características demográficas, a mortalidade e morbidade associada ao procedimento. MÉTODOS: Estudo retrospectivo dos casos de reconstrução intestinal colônica um hospital universitário. Todos os pacientes tiveram o cólon preparado por solução de manitol. RESULTADOS: Do total de 42 pacientes, 80,9% (n=34) eram do sexo masculino com idade média de 42 anos. Causas que levaram a confecção da ostomia: 50% traumáticas, 29% abdome agudo clínico. A colostomia terminal foi o tipo de ostomia preferencialmente realizada em 65% dos casos acompanhado pela colostomia em alça com 35% dos casos. A técnica empregada para a anastomose foi predominantemente a manual, realizada em 69,05% dos casos (n=29). O tempo médio de internação hospitalar foi de 8,74 dias. O índice de morbidade global foi de 26,2% (n=11), destacando-se a reoperação em 9,52% (n=4) e a fístula em 7,14% (n=3) dos casos. Não ocorreu infecção de ferida operatória nessa série. A mortalidade foi de 2,38% (n=1). CONCLUSÕES: Os resultados obtidos em um hospital universitário são semelhantes aos relatados na literatura mundial. Cuidados pré e pós operatórios adequados se somam a experiência do cirurgião nas cirurgias de reconstrução de trânsito. A escolha da técnica cirúrgica deve ser padronizada através de trabalho randomizado, permitindo adoção de protocolo.

Year

2006

Creators

Bahten,Luiz Carlos Von Nicoluzzi,João Eduardo Leal Silveira,Fábio Nicollelli,Guilherme Matiolli Kumagai,Lillian Yuri Lima,Vanessa Zeni de

Apendicectomia em pacientes com idade superior a 40 anos: análise dos resultados de 217 casos

INTRODUÇÃO: A baixa freqüência de apendicite aguda em pacientes acima de 40 anos indica que uma melhor análise desse grupo torna-se necessária. MÉTODO: Realizamos um estudo de Coorte em 1343 pacientes submetidos a apendicectomia entre 2001 a 2005. Duzentos e dezessete pacientes apresentavam idade superior a 40 anos. Os pacientes foram divididos em 2 grupos: pacientes com idade superior (n=217) e inferior (n=1126). O Banco de Dados do Serviço em Cirurgia do Hospital Universitário Evangélico foi utilizado para fornecer os achados operatórios, os exames histopatológicos e o resultado clínico imediato. RESULTADOS: No grupo com idade acima de 40 anos, os achados cirúrgicos demonstraram o apêndice em fase edematosa em 42,85% e em 26,72% foi identificada supuração. A incisão mediana foi realizada em 39,17% e o tempo de internação médio foi de 4,65 dias. No grupo com idade abaixo de 40 anos, os achados cirúrgicos demonstraram o apêndice em fase edematosa em 24,5% e supuração em 32,6%. A incisão mediana foi utilizada em 11,90% dos pacientes e o tempo de internação médio foi de 3,35 dias. CONCLUSÃO: Nos pacientes acima de 40 anos, observamos casos mais complexos, provavelmente pelo baixo índice de suspeição.

Year

2006

Creators

Brenner,Antonio Sérgio Santin,Juliana Virmond Neto,Frederico Boursheid,Tania Valarini,Rubens Rydygier,Ricardo

Tratamento ambulatorial da proctorragia: importância da fotocoagulação com raio infravermelho

Um grande número de pacientes são encaminhados ao Coloproctologista em virtude da ocorrência de sangramento retal. O sangramento retal vermelho vivo usualmente traduz a presença de uma patologia localizada até a flexura esplênica, sendo então necessária para a sua avaliação a realização de uma retossigmoidoscopia flexível. Durante esta propedêutica, na grande maioria dos pacientes, são encontradas Hemorróidas Internas, estabelecendo-se então o seguinte dilema: se realmente não existe outra causa mais séria da hemorragia e se temos a obrigação de tratar todas as Hemorróidas Internas encontradas como causa isolada do sintoma. Temos seguido a conduta de tratar todos os pacientes que apresentam episódios de sangramento retal devido a Hemorróidas. Eles têm a base de seus plexos hemorroidários internos coagulados com Raio Infravermelho. Dos 250 pacientes atendidos na Clínica de Proctologia do Maranhão em virtude da ocorrência de sangramento retal, 200 foram submetidos à fotocoagulação com Infravermelho, somente em uma sessão de tratamento. Concluímos que a fotocoagulação é um método simples e eficaz de tratamento, pode ser aplicado ao final de qualquer avaliação para sangramento retal rutilante devido a Hemorróidas Internas e que tal conduta possibilita que a maioria dos pacientes possam ser tratados em sua única consulta.

Estudo retrospectivo de 47 complicações em 380 pacientes operados de câncer retal

No decurso de 31 anos de prática coloproctológica, acumulando um fichário com 24.200 pacientes, 923 (3,8%) portadores de câncer no intestino grosso, dos quais 870 eram adenocarcinomas colorretais e 53 tumores malignos de ânus e margem de ânus. Dos 870 casos de adenocarcinomas colorretais, 490 (56,3%) localizavam-se nos cólons e 380 (43,7%) no reto. O presente trabalho tem como objetivo principal analisar uma casuística de 380 pacientes portadores de câncer retal atendidos de 1965 a 1996, 373 dos quais operados, com ênfase às técnicas cirúrgicas usadas e às 47 complicações decorrentes das cirurgias e suas correções. O CR foi mais comum no terço inferior (172; 45,3%), seguindo o terço superior (126; 33,1%) e o médio (82; 21,6%). A ressecabilidade dos tumores retais de terço superior foi de 88,9% (112 pacientes), e a retossigmoidectomia abdominal com anastomose manual foi a cirurgia mais praticada (76 pacientes; 60,3%). A ressecabilidade dos tumores retais de terço médio foi de 90.2% (72 pacientes), e a retossigmoidectomia abdominal com anastomose manual e mecânica foi a cirurgia mais praticada (40 pacientes; 48,7%). A ressecabilidade dos tumores retais de terço inferior foi de 89,5% (154 pacientes), e a amputação abdominoperineal com colostomia definitiva foi a cirurgia mais praticada (154 pacientes; 74,4%). A ressecabilidade tumoral foi elevada (338 pacientes; 88,9%). As cirurgias mais praticadas foram a AAP (135 ou 35,5%) e a retossigmoidectomia abdominal com anastomose colorretal manual e mecânica (130; 34,3%). A ocorrência de complicações cirúrgicas imediatas maiores foi de 12,6% (47 em 380 casos); e a mortalidade cirúrgica foi de 1,6% (6 casos). As 2 cirurgias mais praticadas apresentaram índices de complicações consideradas baixos: amputação abdominoperineal à Miles com colostomia definitiva - 135 cirurgias com 13 complicações (9,6%) e 2 óbitos (1,5%); e a retossigmoidectomia abdominal tipo Dixon com anastomose manual e mecânica - 130 cirurgias com 19 complicações (14,6%) e 2 óbitos (1,5%). O maior índice de complicações foi da retossigmoidectomia abdômino-endoanal com anastomose cólon-anal mecânica (30,7%); e o menor foi da amputação abdominoperineal (9,6%). O maior índice de mortalidade foi da retossigmoidectomia abdômino-endoanal com anastomose cólon-anal mecânica (7,7%); e o menor foi da amputação abdominoperineal (1,5%). Dentre as 47 complicações, as mais comuns foram as relacionadas à própria anastomose (15 deiscências e 6 estenoses), seguidas dos abscessos (3 abscessos subfrênicos, 4 abscessos pélvicos e 2 abscessos perineais), da necrose de coto abaixado (4 casos), necrose e desabamento de estoma (4 casos), obstrução de intestino delgado (3 casos), hemorragia (4 casos) e lesão cirúrgica do ureter (2 casos). As condutas em cada caso dependeram das condições do paciente, da doença, da evolução e gravidade da complicação e dos recursos técnicos de cada época em que os pacientes foram atendidos.

Year

2006

Creators

Cruz,Geraldo Magela Gomes da Ferreira,Renata Magali Ribeiro Silluzio Neves,Peterson Martins

Neoplasia colorretal até 40 anos: experiência em cinco anos

Neoplasia colorretal é incomum em menores de 40 anos, ocorrendo numa freqüência de 2,1 a 14,6%. Neste estudo retrospectivo demonstramos a experiência com pacientes portadores de neoplasia colorretal, submetidos a tratamento cirúrgico ao longo de cinco anos. Dos 453 pacientes operados por neoplasia colorretal no período, 48 (10,6%) tinham 40 anos ou menos. A faixa etária média foi de 32,5 anos, predominando no sexo masculino (60,4%). O tempo médio entre o início dos sintomas e o diagnóstico foi de sete meses. História familiar foi positiva em oito (16,7%), negativa em 28 (58,3%) e desconhecida em 12 (25%). Sangramento foi o sintoma mais comum e o reto a principal localização (62,5%). Cirurgia com intenção curativa foi realizada em 30 casos (62,5%). A maioria encontrava-se em estádio III e IV (66,7%). O seguimento ambulatorial médio foi de 26,7 meses, ocorrendo 12 óbitos neste período.

Year

2006

Creators

Monteiro,Elisângela Plazas Salem,Juliana Barreto Taglietti,Enzo Martins Albuquerque,Idblan Carvalho Formiga,Galdino José Sitonio

Tumor carcinóide de reto

OBJETIVO: estudar o tratamento e a evolução de 7 casos de tumor carcinóide de reto. PACIENTES E MÉTODO: análise retrospectiva do prontuário de 7 pacientes atendidos no Hospital Geral de Goiânia e Instituto de Coloproctologia de Goiânia. RESULTADOS: 7 casos de tumor carcinóide de reto foram diagnosticados incidentalmente durante colonoscopias realizadas por indicações diversas. Em todos os casos foram realizadas polipectomias endoscópicas. Análises histológicas e imunohistoquímicas evidenciaram tumor carcinóide em todos os casos. Realizada retossigmoidectomia anterior em dois casos, devido a comprometimento da camada muscular da mucosa e excisão local transanal em um caso, devido a evidência de neoplasia atípica. O seguimento médio foi de 28 meses com evolução satisfatória em todos os casos. CONCLUSÃO: Os 7 pacientes com tumor carcinóide de reto estudados foram inicialmente tratados com ressecção endoscópica, tendo evolução satisfatória e mantendo-se livres de doença no período de seguimento.

Year

2006

Creators

Mangueira,Patrícia Alves Fernandes,Gabriella Oliveira Primo,Carlúcio Cristino França,Marco Aurélio Viana Maia,Hilton Pereira Costa,José Hermes Gomes