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Ecodefecografia tridimensional dinâmica: nova técnica para avaliação da Síndrome da Defecação Obstruída (SDO)

O objetivo deste estudo é apresentar novas técnicas para avaliação da SDO, utilizando a ultra-sonografia endorretal tridimensional dinâmica e comparando os resultados com a defecografia. Foram incluídas neste estudo 25 mulheres adultas, distribuídas em dois grupos. Grupo I: 15 mulheres normais, idade média de 52,4 anos (23-76) e todas se submeteram ao exame proctológico completo e à ultra-sonografia anorretal tri-dimensional dinâmica para se estabelecer os padrões de normalidade do canal anal e reto. Grupo II: 10 pacientes mulheres com evacuação obstruída, idade média de 47,8 anos (33 a 65 anos), apresentando como principais sintomas a sensação de evacuação incompleta, disquezia e digitação vaginal ou perineal. Submeteram-se a exame proctológico completo, seguindo-se defecografia e posteriormente ecodefecografia por dois examinadores que desconheciam o resultado do exame anterior. A ecodefecografia dinâmica foi realizada com um equipamento B-K Medical®, sonda 360º, tipo 2050, com escaneamento automático durante 50 segundos com 6 cm de extensão. O tamanho médio do ângulo formado pelo músculo PR no repouso foi 87,13º (variação 78,9 - 90,8°) (± 1,01) e no esforço evacuatório 99,22º (variação 84,9 - 114,5°) (± 1,84) nas mulheres normais (grupo I). Houve elevação do ângulo em todas as pacientes normais, significando relaxamento normal do PR durante o esforço evacuatório. Com relação à avaliação da anoretocele, a parede posterior da vagina se manteve na posição horizontal durante todo o esforço evacuatório, exceto nas portadoras de anoretocele. Foram diagnosticadas anoretocele (grau I = 1, grau II = 5, grau III = 4) em todas as pacientes do grupo II pelo exame clínico e defecografia. Todos os casos foram confirmados pela ecodefecografia. A partir destes resultados, foram estabelecidos os valores para classificar a anorectocele de acordo com a ecodefecografia (grau I - distância entre as posições da parede vaginal até 5,0mm, grau II de 6,0 a 12,0mm, grau III além de 12,0mm). Foi identificado anismus em uma paciente com anoretocele grau II e em outra com grau III na defecografia e confirmado na ecodefecografia pela redução no ângulo formado pelo PR ao comparar as posições em repouso e durante o esforço evacuatório. A defecografia demonstrou também quatro casos de intussuscepção enquanto a ecodefecografia confirmou estes casos e identificou dois outros. Em conclusão, a ecodefecografia pode ser utilizada como um método alternativo para o diagnóstico da SDO, pois identifica e quantifica todas as disfunções anorretais responsáveis pela evacuação obstruída. Apresenta também a grande vantagem de avaliar os distúrbios da continência, identificando lesões esfincterianas, mesmo ocultas. É minimamente invasivo, bem tolerado, baixo custo, não expondo o paciente à radiação e demonstrando com precisão todas as estruturas anatômicas envolvidas com a defecação.

Year

2006

Creators

Murad-Regadas,Sthela Maria Regadas,Francisco Sérgio Pinheiro Rodrigues,Lusmar Vera Escalante,Rodrigo Dorsfeld Silva,Flavio R.S. Lima,Doryane M.R. Soares,Fábio Alves Barreto,Rosilma Gorete Lima Regadas Filho,Francisco Sergio Pinheiro

Hamartoma cístico retro-retal: relato de 2 casos e revisão da literatura

Tumores retro-retais são aqueles localizados no espaço retro-retal, de diferentes origens embriológicas e que podem exercer compressão extrínsica no reto e canal anal. São lesões raras, geralmente assintomáticas e mais comuns em mulheres. O hamartoma cístico (tailgut cyst) é um tipo de tumor retro-retal congênito, formado a partir de remanescentes embrionários do intestino posterior. Este trabalho traz uma revisão sobre os tumores retro-retais, dando ênfase às lesões císticas e relata 02 casos de pacientes com hamartoma cístico retro-retal, tratados no Hospital Geral de Goiânia,com lesões evidentes ao toque retal e exames de imagem mostrando lesões císticas no espaço pré-sacral. Utilizou-se a incisão de Parks na abordagem das lesões, uma delas associada 'a via abdominal. A histopatologia foi compatível com hamartoma cístico. As lesões císticas do espaço retro-retal possuem bom prognóstico e a abordagem cirúrgica dependerá das características da lesão, principalmente sua altura em relação à margem anal e relação com estruturas adjacentes no espaço pré-sacral.

Year

2006

Creators

Fernandes,Gabriella Oliveira Mangueira,Patrícia Alves Primo,Carlúcio Cristino França,Marco Aurélio Viana Costa,José Hermes Gomes

Semi-obstrução intestinal por esclerodermia: relato de caso

A esclerodermia ou esclerose sistêmica progressiva é uma doença auto-imune de causa desconhecida que se caracteriza por fibrose da pele, vasos sanguíneos e de alguns outros órgãos, como os pulmões, coração, rins e trato gastrintestinal. Sintomas atribuíveis ao comprometimento gastrintestinal podem estar presentes em até 50% dos pacientes, sendo os mais freqüentes, relacionados às manifestações esofagianas e anorretais. Anormalidades na motilidade intestinal com freqüência levam a desnutrição, supercrescimento bacteriano e quadro de pseudo-obstrução ou mesmo semi-obstrução intestinal. É apresentado um caso de paciente com esclerodermia há 43 anos, evoluindo com quadro de semi-obstrução, apresentando distensão abdominal, cólicas recorrentes e desnutrição grave. Sem resposta ao tratamento clínico foi submetida à cirurgia que evidenciou quadro obstrutivo por comprometimento ileal, o qual foi tratado por bypass íleo-cólico. Lesão intestinal por esclerodermia levando a quadro de obstrução é raramente descrita na literatura médica e, portanto, o tratamento de escolha ainda não foi definido.

Year

2006

Creators

Cardoso,Juliana Mendes Lima,Panmella Lemos Ribeiro,Carlos Eduardo de Oliveira Bonomi,Daniel Lima,Marcílio José Rodrigues Lacerda-Filho,Antônio

Abscesso perineal por ingestão acidental de palito de dente

Palitos de dente são itens domésticos comuns e a maioria das pessoas subestima a gravidade das lesões que podem ocorrer com a ingestão acidental de palitos. Nós apresentamos um caso de abscesso perineal causado pela ingestão de um palito de dente. Um homem de 55 anos apresentou-se com quadro de dor perianal há um mês. Ao exame físico, notou-se abscesso perineal. Leucocitose com desvio à esquerda foi observada e a tomografia pélvica demonstrou um corpo estranho na região perineal. A remoção cirúrgica do corpo estranho e a drenagem adequada do abscesso foram realizadas, revelando um palito de dente. O paciente evoluiu bem após a abordagem cirúrgica. O abscesso perineal pode progredir para gangrena de Fournier e, portanto, a abordagem de abscessos perineais deve ser agressiva, com drenagem adequada e remoção do corpo estranho (sempre que presente).

Year

2006

Creators

Lopes,Roberto Iglesias Sant'anna,Alexandre Crippa Dias,André Roncon Lopes,Roberto Nicomedes Barbosa Filho,Cristovão Machado

A estória biomolecular do pólipo adenomatoso

Um dos principais objetivos do estudo da biologia molecular é compreender os mecanismos bioquímicos capazes de determinar o comportamento biológico das células em seus respectivos tecidos conforme observado à microscopia e macroscopia. A análise histológica da mucosa colonica normal nos mostra que esta é uma estrutura essencialmente dinâmica, com uma grande rotatividade em suas células, a qual é determinada pela concentração nestas células das proteínas que atuam sobre o controle do ciclo celular. Dentre estas, a proteína APC é aparentemente um elemento chave, promovendo a inibição da ação estimulante sobre as divisões celulares exercida por outras proteínas de grande relevância, como a beta-catenina e a survivina. Além de representar a marca genotípica da polipose adenomatosa familiar, a mutação da proteína APC parece desempenhar uma função de gatilho nos processos de desequilíbrio proliferativo observado no processo neoplásico colorretal, o qual pode variar desde a formação de um pequeno adenoma (ou carcinoma intramucoso) até o desenvolvimento de neoplasias invasivas avançadas. A utilização da imunoistoquímica nos permite demonstrar esta relação entre as concentrações de proteínas e o aspecto histológico, representando uma importante ferramenta para um conhecimento cada vez melhor do processo de carcinogênese colorretal.

Papilomavirus humano e o câncer anal

O Papilomavirus humano (HPV) é uma das causas mais comuns de doença sexualmente transmissível, podendo provocar os condilomas acuminados que são considerados fatores de risco para displasia e neoplasia. Embora os HPV de alto risco sejam causa necessária para o câncer cervical, eventos genéticos adicionais são indispensáveis para transformação maligna da maioria dos carcinomas anais e de outros sítios. Os trabalhos da literatura especializada ainda não conseguiram demonstrar se esse vírus é o fato determinante ou associado ao carcinoma anal. É preciso que mais pesquisas sejam feitas para resolver esse dilema. De qualquer forma, sugerimos que o controle das lesões clínicas e das sub-clínicas provocadas pelo HPV possa evitar a eventual progressão para carcinoma invasivo.

Year

2006

Creators

Nadal,Sidney Roberto Manzione,Carmen Ruth

Impacto da vídeocirurgia na prevenção de aderências

Uma das vantagens aventadas da vídeo-cirurgia é a possibilidade de formar menos aderências pós-operatórias. As evidências deste efeito resultam de trabalhos clínicos e experimentais, mas o real impacto desta via de acesso neste sentido ainda não foi comprovado. O objetivo da presente revisão foi avaliar as evidências científicas disponíveis sobre o assunto. Material e Métodos: revisão da literatura pertinente. Resultados: As aderências pós-operatórias foram analisadas no sítio da operação e nas incisões praticadas, porém existem poucas informações sobre aderências em locais não operados. Aderências pós-operatórias são menos freqüentes ou intensas quando se considera a via de acesso por vídeo. A despeito deste dado experimental, os desfechos clínicos de menor dor pélvica, menor número de admissões ou reoperações por obstrução intestinal e menor ocorrência de infertilidade ainda não podem ser claramente atribuídos a esta via de acesso, especialmente quando se consideram as cirurgias laparoscópicas avançadas, uma vez que nesta situação existe equivalência de área cruenta nas duas vias de acesso, à exceção da área associada às incisões. Conclusões: A via de acesso por vídeo está associada a menor formação de aderências, mas não protege de complicações relacionadas à sua ocorrência. Técnica operatória adequada e o uso de barreiras provavelmente estão mais fortemente associadas à menor formação de aderências do que a via de acesso aberta empregada para a realização das operações abdominais e pélvicas.

Year

2006

Creators

Araújo,Sergio Eduardo Alonso Caravatto,Pedro Paulo de Paris Chang,Alexandre Jin Bok Audi Campos,Fábio Guilherme C. M. de Sousa,Manoela

Prevalência de papilomavirus humano (HPV) anal, genital e oral, em ambulatório geral de coloproctologia

O Papilomavirus Humano (HPV) anal tem alta prevalência e incidência na população. O objetivo deste trabalho é verificar a prevalência de HPV anal, bucal e genital em ambulatório público de Coloproctologia, com base no exame de captura hibrida. Foram estudados 64 pacientes atendidos no ambulatório geral de Coloproctologia do Hospital Heliópolis, no período de 22/11/2005 a 20/12/2005, onde foram levantados, de forma prospectiva, dados clínicos, pessoais e comportamentais, identificando o perfil do grupo como não sendo de risco para HPV. Nenhum paciente deste grupo veio à consulta com queixa ou apresentando sinais de HPV ou outra doença sexualmente transmissível. Foram colhidos para cada paciente um esfregaço com escova de boca, outro de vulva/pênis e outro do ânus. O resultado mostrou que 15,62% dos pacientes apresentaram HPV anal, bucal ou genital, sendo que 4,68% do total de pacientes apresentavam HPV anal, um paciente de alto risco associado ao HPV genital, outro misto e outro de baixo risco. Trinta por cento dos pacientes HPV+ apresentavam dor anal como queixa principal. A conclusão é que a prevalência de HPV anal, genital e bucal é elevada, sendo que 4,68% apresentavam HPV anal e daqueles HPV positivos 30% apresentavam dor anal na queixa principal.

Year

2006

Creators

Magi,João Carlos Brito,Elisa Maria da Silva Grecco,Elisabete Taeko Onaga Pereira,Sonia Maria Miranda Formiga,Galdino José Sitonio

Efeito da desnutrição na cicatrização de anastomoses colônicas: estudo experimental em ratos

A deiscência de anastomose é uma das mais graves complicações advindas de operações do tubo gastrintestinal. Algumas condições gerais podem prejudicar o processo de cicatrização, tais como: desnutrição e hipoalbuminemia. Este estudo experimental teve como objetivo avaliar a cicatrização de anastomoses colônicas na vigência de desnutrição protéico-calórica e hipoalbuminemia. Dividimos os animais em dois grupos, sendo um deles o controle e o outro desnutrido (ingestão diária de metade da ração do grupo controle por vinte dias). O peso corporal, a albumina sérica, a evolução clínica, a cavidade abdominal, os aspectos macro e microscópicos da anastomose, a esteatose hepática e a concentração tecidual de hidroxiprolina foram observadas em cada animal. Pudemos notar que o método utilizado para desnutrir os animais mostrou-se eficaz, uma vez que houve redução significativa do peso do grupo experimental. Observamos que o grupo desnutrido apresentou dados necroscópicos de pior prognóstico e mortalidade superior ao grupo controle. Concluímos que a desnutrição influencia negativamente na cicatrização de anastomoses colônicas e aumenta significativamente a mortalidade.

Year

2006

Creators

Ferreira,Manuela Molina Scialom,Jean Marc Campos,Antônio Dorival Ramalho,Leandra L. Z. Marchini,Júlio Sérgio Féres,Omar Rocha,José Joaquim Ribeiro da

História familial e câncer colorretal em idade precoce: deve-se indicar colectomia estendida?

OBJETIVO: avaliar a história familial e as características dos tumores em dois grupos distintos por sua faixa etária, bem como questionar quanto à necessidade de colectomia estendida, baseando-se nestas características. MÉTODO: Em estudo retrospectivo analisaram-se 106 pacientes por meio do prontuário e de contato telefônico com o próprio doente e/ou familiares, operados no HC-UFPR. Foram divididos em 2 grupos: Grupo A (n=51) com 55 anos ou menos, e Grupo B (n=55) com mais de 55 anos. Avaliou-se o número de doentes com parentes de 1º. grau com câncer colorretal e em outros sítios; o número de parentes com CCR; o sítio do tumor; o estadiamento TNM; os óbitos no período e a presença de neoplasias associadas. RESULTADOS: No grupo A, 16 (31,4%) pacientes tinham parentes com câncer colorretal. No grupo B, sete (12,7%) (p=0,032). No grupo A houve 16 (31,4%) pacientes de familiares com outro tipo de neoplasia. No grupo B, 19 (34,5%) doentes (p=0,837). Ao incluírem-se apenas as neoplasias associadas à Síndrome do HNPCC, como endométrio e estômago, houve 5 (9,8%) pacientes no grupo A e 3 (5,9%) no grupo B (p=0,477). No grupo A, 3 (5,8%) doentes apresentaram neoplasias associadas ao CCR, sendo elas estômago, rim e bexiga. No grupo B, 3 (5,4%) doentes, mas os tumores eram de mama e próstata (p=0,624). Predominou no grupo A pacientes com estádio III (41,2%) e no grupo B, o estádio II (51,9%) (p=0,480). Houve 19,6% de óbitos no grupo A e 32,7% no Grupo B (p=0,185). CONCLUSÃO: Pacientes com idade = 55 anos possuem história familial mais representativa para o CCR que pacientes mais idosos, podendo fazer parte da síndrome do HNPCC. Possivelmente se beneficiem de colectomia estendida.

Year

2006

Creators

Bonardi,Renato de Araújo Sartor,Maria Cristina Baldin Jr.,Antonio Nicollelli,Guilherme Mattioli Duda,João Ricardo Olandoski,Márcia

Aderência ao controle colonoscópico nos pacientes submetidos à ressecção endocóspica de adenomas

OBJETIVOS: Analisar a aderência de pacientes ao controle colonoscópico após ressecção endoscópica de pólipos adenomatosos. PACIENTES E MÉTODOS: Foram avaliados 74 pacientes que realizaram colonoscopia e apresentaram pólipos adenomatosos. Estes indivíduos foram orientados a realizar colonoscopia de controle após 1 ano, de acordo com o número de adenomas, diâmetro e classificação histológica. Além da orientação na consulta, os pacientes foram avisados por ligação telefônica no período indicado para colonoscopia de controle. RESULTADOS: No período de outubro de 2000 até abril de 2006 foram acompanhados 74 pacientes. Destes 51% eram do sexo masculino, sendo que a idade média foi de 52 anos. A aderência à colonoscopia de controle neste grupo foi de 82 %, sendo que no sexo feminino foi de 94% e no masculino, de 71%, demonstrando diferença estatisticamente significante (P= 0,023). Quanto à faixa etária, não houve diferença estatística entre os grupos, porém com uma tendência a menor aderência no grupo acima de 60 anos que poderá ser confirmada com aumento da amostra. CONCLUSÃO: Devido à recorrência de pólipos adenomatosos após a primeira polipectomia, está indicado o acompanhamento periódico desses pacientes. A colonoscopia, acompanhada de polipectomia das lesões adenomatosas, é a melhor ferramenta para a prevenção do câncer colorretal nestes indivíduos. Este trabalho demonstra que pacientes do sexo masculino possuem uma menor aceitação ao acompanhamento endoscópico, estando indicadas neste grupo medidas que promovam uma maior aderência a este tipo de prevenção.

Year

2006

Creators

Brambilla,Eduardo Dal Ponte,Marcos Antonio Buffon,Viviane Raquel Fellini,Roberto Taboada Dal Bosco,Alexandre May,Rafael Schalins

Hemorroidectomia: estudo de 2.417 pacientes submetidos à cirurgia para tratamento da doença hemorroidária

Em 34.000 pacientes coloproctológicos foi feito o diagnóstico de DH, como doença coloproctológica principal, em 9.289 pacientes (27,3%), dos quais 2.417 (26,0%) foram submetidos à hemorroidectomia. O objetivo deste trabalho é estudar estes 2.417 pacientes submetidos à hemorroidectomia, com análise dos aspectos epidemiológicos (idades, sexos), dos aspectos envolvendo a cirurgia (posições do pacientes, anestesias usadas e técnicas cirúrgicas praticadas e complicações cirúrgicas), comparando os achados com os da literatura correlata. Dos 2.417 pacientes operados a maioria apresentava hemorróidas de terceiro (30,5%) e de quarto (60,2%). Predominou, de forma estatisticamente significativa, a incidência de DH entre mulheres (5.007 mulheres, 53,9%) sobre homens (4.282 homens, 46,1%), bem como de cirurgias (1.330 mulheres ou 26,6% de 9.289 portadores de DH ou 55,0% dos 2.417 operados). A média etária dos pacientes por ocasião do diagnóstico foi 39,9 anos, sendo 74,8% entre 21 e 50 anos de idade; e a média etária por ocasião da cirurgia foi 41,6 anos, sendo 71,8% entre 21 e 50 anos de idade. Foram encontradas, por ocasião do diagnóstico da DH 1.122 casos (12,1%) de doenças anais concomitantes, sobretudo fissuras anais (5,8%) e hipertrofia de papilas anais (3,4%). A incidência de DAC operadas foi de 30,1% (729 pacientes), sendo a fissurectomia (13,1%) e a papilectomia (11,0%) as duas DAC mais comumente operadas em concomitância à DH. Dos 2.417 pacientes operados de DH 45 pacientes (1,9%) foram operados de outras doenças que não no ânus, sobretudo plástica de períneo e varizes de membros inferiores, tendo, ainda, 26 pacientes (2,0%) sido operados em situações patológicas e fisiológicas especiais, sobretudo gravidez (8 casos, 0,3%). A anestesia mais usada foi a peridural (42,3%) e a local associada à analgesia (34,9%); as posições na mesa cirúrgica mais usadas foram o decúbito lateral esquerdo de Sims (58,4%) e "em canivete" (40,1%); e a técnica cirúrgica mais usada foi a técnica aberta (Milligan-Morgan) (2.014 casos, 83,3%). Foram observadas 76 complicações (3,1%), sobretudo estenoses anais (40 casos, 1,8%) e hemorragia anal (21 casos, 0,9%).

Year

2006

Creators

Cruz,Geraldo Magela Gomes da Santana,Jorge Luiz Santana,Sandra Kely Alves de Almeida Ferreira,Renata Magali Ribeiro Silluzio Neves,Peterson Martins Faria,Marina Neves Zerbini de

Comparação das contagens das células de Langerhans de tecidos contendo carcinoma anal em doentes com e sem infecção pelo HIV

INTRODUÇÃO: As células de Langerhans (LC) são derivadas da medula óssea e constituem-se nas principais apresentadoras de antígeno da pele.conferindo desta forma, a resposta imune cutânea. Seu número está reduzido nos imunodeprimidos, incluindo na infecção pelo HIV, e a presença do tumor inibe sua migração, impedindo que os linfócitos T promovam regressão das células neoplásicas. OBJETIVO: Conhecer as diferenças entre as contagens de LC no tecido tumoral de doentes de carcinomas anais com e sem AIDS. MÉTODO: Avaliamos 24 doentes, sendo 14 com HIV e 10 outros sem HIV . O tratamento para o carcinoma foi semelhante nos dois grupos. Cortes retirados de blocos parafinados submetidos ao teste imunoistoquímico com anticorpo anti-CD68. Contamos as LC com método da histometria e os comparamos aos números obtidos com amostras previamente conhecidas de doentes sem doença infecciosa anorretal ou infecção pelo HIV. Revisamos também a evolução e as contagens séricas de linfócitos T CD4+ de doentes HIV-positivos. RESULTADOS: Observamos que o carcinoma anal foi mais freqüente em mulheres HIV-negativas e em homens HIV-positivos e que esses ultimos eram mais jovens. As LC foram menos numerosas nos doentes HIV-positivos e as maiores contagens estavam associadas com pior evolução. Os doentes HIV-positivos com os níveis mais baixos de linfócitos T CD4+ também tiveram as piores evoluções. CONCLUSÃO: Concluímos que as LC estavam diminuídas nos doentes HIV-positivos, portadores de carcinoma anal, quando comparados aos soronegativos.

Year

2006

Creators

Nadal,Sidney Roberto Calore,Edenilson Eduardo Cruz,Sylvia Heloisa Arantes Horta,Sérgio Henrique Couto Manzione,Carmen Ruth Bin,Fang Chia Capelhuchnik,Peretz Klug,Wilmar Artur

Diverticulite aguda complicada tratada por cirurgia laparoscópica assistida com a mão (Hals): descrição da técnica e revisão da literatura

INTRODUÇÃO: A doença diverticular é freqüente em nosso meio e o tratamento clínico é suficiente para a grande maioria dos casos. No entanto, o tratamento cirúrgico fica reservado para as formas complicadas da doença, para o insucesso da terapia clínica e nos casos de imunossupressão. A cirurgia laparoscópica vem ganhando espaço como modalidade terapêutica na doença diverticular, diminuindo o tempo de internação e melhorando o resultado cosmético e funcional apesar de algumas dificuldades inerentes ao método. OBJETIVO: O objetivo dos autores é descrever a técnica de cirurgia laparoscópica assistida com a mão em dois casos de diverticulite complicada (um caso de fístula colo-vesical e outro de abscesso) e rever a literatura mundial. RESULTADOS: Um paciente apresentando fístula colo-vesical foi submetido ao tratamento laparoscópico assistido com a mão (HALS). O tempo operatório foi de 183 minutos e a alta se deu no 4º. dia pós-operatório. Outro paciente, portador de abscesso diverticular, submetido ao mesmo método, com tempo operatório de 145 minutos, recebeu alta no 5º. dia pós-operatório. Não houve morbidade nem mortalidade. CONCLUSÃO: A técnica (Hals) alia vantagens de ambos os métodos, parece ser mais rápida e segura permitindo o tratamento de diverticulite complicada. Mais estudos são necessários.

Year

2006

Creators

Alvarez,Guines Antunes Mazzurana,Mônica

Importância prognóstica da invasão neural no câncer colorretal: estudo imunoistoquímico com a proteína S-100

Das variáveis anatomopatológicas relacionadas ao prognóstico de enfermos com câncer colorretal, a invasão neural ainda se encontra pouco estudada. OBJETIVO: Verificar se a invasão neural no câncer colorretal estádios B e C de Dukes pode ser considerada como fator prognóstico independente. MÉTODO: Foram estudados 97 doentes operados com intenção curativa e seguidos por período mínimo de cinco anos. Excluíram-se doentes que receberam tratamento adjuvante. Os espécimes cirúrgicos foram corados por hematoxilina-eosina e imunoistoquímica para pesquisa da proteína S-100, com o intuito de se comparar a fidedignidade das técnicas em detectar invasão neural, sendo analisadas comparativamente: acurácia, especificidade, sensibilidade e valores preditivos positivo e negativo. A comparação entre a incidência de invasão neural com relação à recidiva foi realizada, empregando-se o teste do qui-quadrado. A sobrevida e sobrevida livre de doença foram estudadas por análise univariada,. Estabeleceu-se nível de significância de 5% (p £ 0,05) para todos os testes adotados. RESULTADOS: A técnica da HE apresentou fraca habilidade em detectar a invasão neural, não sendo adequada para esta análise em doentes portadores de câncer colorretal. As curvas de sobrevida e sobrevida livre de doença dos enfermos portadores de invasão neural, pesquisada por meio da imunocoloração para proteína S-100 são significativamente piores, identificando aquela característica histológica como valor prognóstico independente (p = 0,0003 e p = 0,0002, respectivamente). A ocorrência de recidiva tumoral foi significativamente maior nos doentes que apresentavam invasão neural (p = 0,0010). CONCLUSÃO: Os resultados do presente estudo permitem concluir que, nos doentes portadores de câncer colorretal, a detecção da invasão neural pela pesquisa imunoistoquímica da proteína S-100 demonstrou ser variável independente, acrescentando informações prognósticas adicionais nos doentes classificados nos estádios B, C e C2 das classificações de Dukes e Astler-Coller, respectivamente.

Year

2006

Creators

Cruz,José Vinícius Cutait,Raul Martinez,Carlos Augusto Real Bevilacqua,Ruy Geraldo Leite,Kátia Ramos Moreira Margarido,Nelson Fontana

Estudo de parâmetros do reflexo inibitório retoanal em multíparas, na zona de alta pressão com catéter radial

OBJETIVO: analisar os parâmetros do reflexo inibitório retoanal (RIRA) em multíparas. PACIENTES E MÉTODOS: 36 pacientes (40,7 anos), com quatro a seis partos normais (grupo 1) e 10 pacientes (38,5 anos) com três ou menos partos normais (grupo 2), foram submetidas à manometria com utilização do cateter radial, para pesquisar o RIRA na zona de mais alta pressão. RESULTADOS: houve diferença significante da pressão de repouso pré-relaxamento entre os quadrantes no grupo 2 (p = 0,02) e da pressão no ponto de máximo relaxamento entre os quadrantes do grupo 1 (p = 0,007). Comparando os grupos, não houve diferença significante entre as pressões médias de repouso (p = 0,053), porém esta diferença apareceu nos quadrantes posterior, lateral direito e esquerdo, quando testados separadamente, assim como entre os quadrantes posterior e lateral esquerdo no ponto de máximo relaxamento. CONCLUSÃO: diferenças radiais obtidas em alguns parâmetros do RIRA devem ser consideradas em seu estudo.

Year

2006

Creators

Leal,Vilmar Moura Coy,Cláudio Saddy Rodrigues Fagundes,João José Ayrizono,Maria de Lourdes Setsuko Góes,Juvenal Ricardo Navarro

Um marcador anatômico e a proposta de tratamento cirúrgico na síndrome do cólon irritável

OBJETIVO: A Síndrome do cólon irritável (SCI) é um distúrbio funcional caracterizado por dor abdominal e mudança de hábito intestinal. .Observando que a Síndrome do ceco móvel (SCM) engloba sintomas que se superpõem aos da SCI, nossos objetivos, foram: a. demonstrar a relação de causa e efeito entre o ceco móvel e a SCI, b. avaliar os resultados da cecopexia, como método de tratamento de pacientes com síndrome do cólon irritável (SCI) ou com desconforto abdominal de etiologia desconhecida; e c. mostrar que o ceco móvel pode ser considerado como o primeiro marcador anatômico para a SCI. PACIENTES E MÉTODOS: De março de 1994 a abril de 2006, 123 pacientes, receberam o diagnóstico clínico de ceco móvel. Destes, 103 (83,7%) vinham sendo acompanhados e medicados como pacientes com SCI e 20 (16%) vinham sendo tratados por outras doenças, Todos os pacientes desta série foram programados para cecopexia; contudo, 30 recusaram e estão sendo observados, 93 concordaram com o tratamento cirúrgico proposto. Sessenta e quatro foram operados e 29 aguardam cirurgia. RESULTADOS: Todos os pacientes operados (64/52%) foram acompanhados no pós-operatório, de 2 a 139 meses (média de 21 meses; dp= 23) e estão assintomáticos. Entre 58 mulheres operadas, 48 (82,7%) responderam inquérito sobre dispareunia; entre essas, 44 (92%) tinham dispareunia profunda. Após o tratamento cirúrgico, 89,7% participaram do inquérito; 52 (96%) estão assintomáticas. Os pacientes não operados (59/48%) foram, da mesma forma, acompanhados de 2 até 72 meses e apresentavam os mesmos sintomas. CONCLUSÃO: Há nítida superposição de sintomas entre SCI e SCM; por isso recomendamos que: 1. a ênfase que se tem dado à SCI seja revista; 2. os pacientes com sintomas intestinais funcionais, quer sejam os atribuíveis à SCI, quer sejam os de causas não esclarecidas, e os pacientes com dispareunia de etiologia obscura devem ser investigados como prováveis portadores da SCM; 3. O ceco móvel pode ser usado como indicador anatômico da SCI.

Year

2006

Creators

Santos Jr,Júlio César M. Cavalca,Ana Carolina Quiroz,Carlos Enrique

Estudo da expressão da proteína caderina-E correlacionada com o grau de diferenciação celular e o estadiamento TNM do adenocarcinoma colorretal

OBJETIVO: Avaliar a relação de uma proteína que participa do mecanismo de adesão celular com o grau de diferenciação celular e o estadiamento TNM I e IV no CCR. MÉTODOS: Foram estudados 100 pacientes (54 homens e 46 mulheres) tratados por CCR, estádio I - 44 pacientes, estádio IV - 56 pacientes. Os cortes histológicos do tecido tumoral foram examinados por técnica de imunohistoquímica em relação à expressão da proteína caderina-E. Os cortes histológicos foram classificados como positivos ou negativos pelo método semiquantitativo. RESULTADOS: Para o TNM, expressão da caderina-E estádio I: positiva em 72,7 % e negativa em 35,7% ; estádio IV: positiva em 64,3% e negativa em 35,7%. Em relação ao grau de diferenciação celular, expressão da caderina-E; G I: positiva em 70% e negativa em 30%; G II: positiva em 68.4% e 31,6% negativa; G III: 63.6% positiva e 36,4 % negativa.. Não houve diferença significativa entre os grupos. CONCLUSÃO: Os resultados dessa pesquisa permitem concluir que não há relação da expressão da proteína caderina-E com o estadiamento TNM (I e IV) e o grau de diferenciação celular no CCR.

Year

2006

Creators

Denadai,Marcos Vinicius Araujo Melani,Armando Geraldo Franchini Véo,Carlos Augusto Silva,Sandra Regina Morini da

Endometriose colônica simulando câncer colorretal: relato de dois casos

A Endometriose constitui doença enigmática de etiologia incerta e caracteriza-se pelo implante ectópico, extra-uterino, de tecido endometrial funcionante. Sua apresentação clínica comum é de sangramento retal cíclico, associado com período menstrual e queixas como dispareunia, dismenorréia e infertilidade. Porém sua apresentação pode variar, simulando tumores colorretais e apresentando sintomas como tenesmo e sangramento retal. O diagnóstico é anatomopatológico e muitas vezes elucidado após ressecção cirúrgica. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico, dependendo da idade, desejo de ter filhos, acometimento da lesão endometrial no trato gastrintestinal. OBJETIVO: relatar dois casos de Endometriose Colônica, simulando câncer colorretal, diagnosticados no serviço de Cirurgia Geral do Hospital Geral Universitário da Universidade de Cuiabá, e dissertando sobre a doença e formas de tratamento.

Year

2006

Creators

Garcia,Ademar Spadoni Neto,Bruno Garcia,Victor Cezar Sano Arruda,Priscila Garcia,Daniela Laila

Ressecção de cordoma sacral com abaixamento de cólon: relato de caso

O cordoma é uma lesão maligna da medula espinhal, que se origina nos remanescentes ectópicos de tecido notocordial. Trata-se de neoplasia rara e sua localização preferencial é o sacro. Tem crescimento lento, mas comportamento localmente agressivo. Relatamos um caso de ressecção de cordoma sacral com abaixamento de cólon. Para extirpação oncológica da lesão foi necessária a abordagem colorretal e ortopédica. Novas técnicas preconizando cirurgias mais agressivas melhoraram significativamente a expectativa de vida dos pacientes portadores de cordoma, bem como o tempo de vida livre de doença. Na busca dessa cirurgia oncológica ideal, a abordagem multidisciplinar é essencial.

Year

2006

Creators

Sena,Kanthya Arreguy de Queiroz,Fábio Lopes de Ferreira,Leonardo Silluzio Silveira,Ramon Teodoro Elias,Isabela Pessoa Câmara,Frederico Gusmão Lacerda Filho,Antônio