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Resultado do tratamento das fístulas enterovesicais para doença de Crohn

A fístula enterovesical na doença de Crohn é relativamente incomum. O objetivo deste estudo é analisar sua incidência e o resultado do seu tratamento em doentes de Crohn no ambulatório de Doenças Inflamatórias Intestinais do Serviço de Cólon e Reto do Departamento de Gastroenterologia do HCFMUSP. MÉTODOS:Dos 647 pacientes com doença de Crohn , quatorze apresentaram fístula enterovesical no período de 1984 a 2006, tendo sido todos tratados cirurgicamente. RESULTADOS: Dos quatorze pacientes, doze são homens sendo a média de idade do início da doença de Crohn de 28,8 anos. O tempo médio de evolução da doença até o diagnóstico da fístula enterovesical foi de 155,1 meses. Em relação à extensão da doença, sete pacientes tinham Crohn em intestino delgado, cólon e região perianal; cinco apenas no intestino delgado; um em cólon e região perianal e outro com acometimento de intestino delgado e perianal. No total treze pacientes tinham doença de Crohn em intestino delgado. O trajeto da fístula enterovesical mais comum foi de intestino delgado (seis pacientes). Os demais pacientes apresentaram fístula enterovesical em: cólon sigmóide (quatro pacientes), entero-colo-vesical (dois pacientes), colo-vesico-cutânea (um paciente) e outra entero-reto-vesical (um paciente). Todos foram tratados cirurgicamente com ressecção da porção intestinal acometida e sutura da lesão da bexiga, e em um doente foi feito cistectomia parcial. No pós-operatório imediato tivemos duas recorrências da fistula enterovesical, um paciente permanece em tratamento clínico e o outro foi a óbito. No acompanhamento dos demais doentes, observou-se que: oito pacientes apresentam-se sem sintomas e com medicação, três assintomáticos e sem medicação; um paciente com medicação e com sintomas relacionados à doença de Crohn (mas sem queixas ou recorrência de fístula enterovesical). CONCLUSÃO: O índice de fístula enterovesical em doentes com Crohn neste estudo foi de 2,1%. O tratamento cirúrgico da fistula enterovesical com a ressecção do intestino acometido e sutura da lesão da bexiga mostrou-se eficaz.

Year

2008

Creators

Baba,Renata Setsuko Silveira,Rogrigo Cardoso Souza,Ana Carolina Pereira de Paim,Sandra Teixeira,Magaly Gemio Gama,Angelita Habr Kiss,Desiderio Cecconello,Ivan

Os benefícios da ressecção anterior baixa em monobloco para o câncer de ovário avançado: dez anos de experiência em um único centro terciário

INTRODUÇÃO: A pedra angular do tratamento do câncer epitelial de ovário tem sido a associação da cirurgia citorredutora aliada à quimioterapia com platina. Quando essa neoplasia invade órgãos pélvicos adjacentes somente uma ressecção pélvica em monobloco pode levar a uma citorredução ótima. OBJETIVO: O objetivo do presente estudo foi acessar a segurança, a eficácia e o impacto na sobrevida da ressecção anterior baixa em monobloco para o câncer epitelial do ovário avançado. MÉTODOS: Os dados completos de 19 pacientes que foram submetidos a esse tipo de operação para tratamento de câncer de ovário avançado entre Janeiro de 1996 a Junho de 2006 foram analisados. A mediana de idade foi de 58 anos (24-77). Em todas as cirurgias a doença residual foi menos do que 1 cm. RESULTADOS: A mortalidade pós-operatória foi de 5% (n=1) enquanto a morbidade foi de 26,3 % (n=5). A sobrevida global em três anos foi de 76,47 % enquanto a mediana foi de 42 meses. CONCLUSÕES: A ressecção anterior baixa em monobloco não deve ser um obstáculo quando uma citorredução ótima é necessária. Em que pese sua alta morbidade, sua mortalidade é aceitável. O controle da doença em longo prazo pode ser atingido com esta prática.

Year

2008

Creators

Costa,Sergio Renato Pais Lupinacci,Renato Arioni

Pesquisa de linfonodo-sentinela em pacientes com adenocarcinoma de cólon

O câncer colorretal é responsável por cerca de 8.000 óbitos/ano no Brasil. Acredita-se que haja subestadiamento pós-operatório. O objetivo deste trabalho é pesquisar sobre linfonodo-sentinela em pacientes com adenocarcinoma de cólon. A amostra foi composta de 18 pacientes, todos com diagnóstico de adenocarcinoma de cólon, submetidos à laparotomia com injeção dos marcadores de linfonodos na subserosa peritumoral. RESULTADOS: a identificação intra-operatória de linfonodo-sentinela com os marcadores ocorreu em 16 (88,8%) pacientes. O azul patente identificou linfonodos-sentinela em 72,2% e o fitato marcado com tecnécio em 88,8%. Obtiveram-se linfocintilografias do espécime cirúrgico removido em 15 pacientes. A sensibilidade global do método foi de 66,7% e o falso negativo de 33,3%. Depois do exame histológico com multissecção e imunoistoquímica de 11 pacientes, foi diagnosticada metástase em uma (9%) ocorrência, sendo considerada ultra-estadiamento. CONCLUSÕES: pode-se afirmar que o procedimento é viável; o radiofármaco é mais eficaz; a linfocintilografia da peça cirúrgica é capaz de certificar a presença de captação de radiofármaco pelo linfonodo; a incidência de metástases linfonodais é, proporcionalmente, a mesma nos linfonodos-sentinela e não-sentinela; as técnicas de multissecção e imunoistoquímica contribuem para melhorar a acuidade diagnóstica de metástase linfonodal.

Year

2008

Creators

Freitas,Antônio Hilário Alves Nunes,Tarcizo Afonso Wainstein,Alberto Julius Alves Barroso,Adelanir Antônio Ricardo-Filho,Omar de Paula Dias,Marco Antônio Dias-Filho,Marco Antônio Penna,Waldemar Nascimento Brandão

Relação entre a expressão da MUC1 e os estadiamentos TNM e Astler-Coller no câncer colorretal

A expressão de marcadores tumorais que se correlacionam com a agressividade dos cânceres vem sendo investigada com vigor. Tendo o câncer colorretal significativa incidência, biomarcadores que possam avaliá-lo quanto a esse aspecto, não são exceção nesta investigação. OBJETIVO: estabelecer a relação entre agressividade do câncer colorretal de acordo com os estadiamentos TNM e Astler-Coller e a expressão da Mucina1 (MUC1) em uma determinada amostra de tumores. METODOLOGIA: foram examinados 36 cânceres colorretais ressecados pelos coloproctologistas do Hospital Universitário da UFAL quanto à presença de uma reação imuno-histoquímica positiva para MUC1 em padrão citoplasmático. Em seguida, correlacionou-se esta com os estádios dos tumores. RESULTADOS: A imunoexpressão da MUC1 ocorreu em 50% dos casos. Destes, 61% estavam entre os estádios T3 e T4; 39% entre N1 e N2; todos os casos do estudo eram M0; e 40% encontravam-se entre os estádios C1 e C3 de Astler-Coller. Avaliada a positividade por cada estádio em separado, percebeu-se que estes aumentaram proporcionalmente, principalmente em relação aos estadios "N" e Astler-Coller. CONCLUSÃO: a ausência da reatividade imuno-histoquímica à MUC1 não excluiu a possibilidade de evolução para um estadio avançado. Porém, sua presença denota a evolução do câncer colorretal para estádios mais agressivos.

Year

2008

Creators

Morais,Paula Gabriela Melo Lins Neto,Manoel Álvaro de Freitas Leal,Antenor Texeira Miranda,Cláudio Torres de Albuquerque,Mateus de Paula

Tratamento da isquemia mesentérica pelo pós-condicionamento isquêmico

Sabe-se que o pré-condicionamento isquêmico tem a capacidade de minimizar as lesões decorrentes do processo de isquemia e reperfusão. Recentemente foi descrito que o pós-condicionamento isquêmico apresenta resultados semelhantes em isquemia e reperfusão miocárdica, cerebral, renal e da medula espinhal, mas não há relatos de utilização deste método na isquemia mesentérica. OBJETIVO: O objetivo deste estudo é avaliar o efeito do pós-condicionamento isquêmico sobre a lesão tecidual na mucosa intestinal de ratos submetidos ao processo de isquemia e reperfusão mesentérica. MÉTODO: Foram estudados 20 ratos Wistar, distribuídos em dois grupos: grupo A, em que se realizou isquemia (30 minutos) e reperfusão (60 minutos) mesentérica; grupo B, isquemia e reperfusão mesentérica e, precedendo o início da reperfusão, foi realizado o pós-condicionamento isquêmico. Ao final, ressecou-se um segmento do intestino delgado para análise histológica. Avaliaram-se os resultados pela classificação de Chiu e procedeu-se o tratamento estatístico. RESULTADO: As médias dos graus de lesão tecidual foram: grupo A, 3,5; grupo B, 1. A diferença entre os grupos foi considerada estatisticamente significativa (p < 0,05). CONCLUSÃO: Concluiu-se que o pós-condicionamento isquêmico foi capaz de minimizar a lesão tecidual na mucosa intestinal de ratos submetidos ao processo de isquemia e reperfusão mesentérica.

Year

2008

Creators

Santos,Carlos Henrique Marques dos Gomes,Otoni Moreira Pontes,José Carlos Dorsa Vieira Miiji,Luciana Nakao Odashiro Bispo,Marco Aurélio Feltrin

Estoma &amp; câncer retal: revisão de 195 estomas realizados em 380 pacientes portadores de câncer retal

Em uma casuística de 24.000 pacientes 923 eram portadores de tumores de intestino grosso (3.8%), 870 dos quais eram tumores colorretais (94,2%), dos quais 490 eram câncer no cólon (53,1%) e 380 no reto (41,2%) e apenas 53 tumores anais (5,7%). O objetivo deste trabalho é estudar 380 pacientes portadores de câncer retal, analisando, especificamente, os 195 estomas criados nos mesmos, estratificando-os em temporários e definitivos, descrevendo suas modalidades e indicações bem como suas complicações e abordagem cirúrgicas das mesmas. De 380 pacientes portadores de câncer retal 373 foram operados (98,2%) e 338 tiveram os tumores removidos (91,8%), tendo sido a retossigmoidectomia abdominal a técnica cirúrgica mais realizada (172 ou 45,3%), das quais, 133 com anastomose manual (35,0%) e 39 com anastomose mecânica (10,3%), seguida pela amputação abdominoperineal (135 casos ou 35,5%). Dos 373 pacientes operados foram realizados estomas em 195 (52,3%), 174 dos quais definitivos (46,6%) e 21 temporários (5,7%). Destarte, dos 195 estomas realizados, 174 foram definitivos (89,2%) e 21 temporários (10,8%). As modalidades de estomas mais realizados foram colostomias terminais (146 casos, 39,1%) e colostomias em alça (30 casos, 8,0%). Dos 21 estomas temporários nove foram colostomias em alça (5,2%) e 12 foram ileostomias em alça (7,0%). Em 16 dos 21 casos o estoma foi feito como protetor de anastomose em 133 casos de ressecção com anastomose manual (oito colostomias em alça e oito ileostomias em alça); e cinco foram realizados em 39 casos de anastomoses mecânicas, sendo uma colostomia em alça e quatro ileostomias em alça. Os 174 estomas definitivos foram feitos em 135 casos de amputação abdominoperineal, 35 em tumores irressecáveis e quatro em proctocolectomia, tendo sido 146 colostomias terminais (83,9%), quatro ileostomias terminais (2,3%), 21 colostomias em alça (12,1%) e três colostomias duplas (1,7%). Ocorreram 14 complicações (7,2%) nos 195 estomas executados, assim distribuídas: oito complicações em 146 colostomias terminais (5,5%), uma complicação dentre as 30 colostomias em alça (3,3%), três complicação nas três colostomias duplas (100,0%), duas complicações em 12 ileostomias am alça (16,7%) e nenhuma complicação entre as quatro ileostomias terminais. Estenose e prolapso foram as complicações mais comuns (quatro casos de cada).

Year

2008

Creators

Cruz,Geraldo Magela Gomes da Andrade,Mônica Mourthé de Alvim Gomes,Daniel Martins Barbosa Medeiros Constantino,José Roberto Monteiro Chamone,Bruno Cunha

Preparo de cólon para colonoscopia com polietilenoglicol versus sulfato de magnésio em pacientes acima de 70 anos de idade

OBJETIVOS: Comparar a eficácia e segurança do sulfato de magnésio em relação ao polietilenoglicol no preparo intestinal para colonoscopia em pacientes com idade igual ou superior a 70 anos. MÉTODOS: Foram selecionados para o estudo sessenta pacientes acima de 70 anos, de ambos os sexos e que foram aleatoriamente divididos em dois grupos: o grupo controle, utilizando o polietilenoglicol e o grupo em estudo com sulfato de magnésio. Foram avaliados a qualidade do preparo, a tolerância pelos pacientes e os efeitos adversos produzidos por cada substância. O colonoscopista possuía informação prévia sobre o tipo de preparo. RESULTADOS: Os pacientes apresentaram uma distribuição homogênea nos grupos e nos fatores idade, patologias prévias, efeitos colaterais, qualidade de preparo e tempo de chegada ao ceco na realização da colonoscopia. Diferiram na distribuição do sexo, apresentando um maior número de indivíduos do sexo feminino no grupo que utilizou o sulfato de magnésio, porém sem relevância estatística. CONCLUSÃO: O sulfato de magnésio não demonstrou diferença estatística quanto aos níveis de segurança e eficácia em pacientes maiores de 70 anos, para o preparo intestinal, quando comparado ao polietilenoglicol.

Year

2008

Creators

Brambilla,Eduardo Dal Ponte,Marcos Antonio Manzini,Michelle Fellini,Roberto Taboada Buffon,Viviane Raquel May,Rafael Schallins

Avaliação do preparo intestinal para videocolonoscopia em crianças

Para a realização adequada da colonoscopia, é necessária uma limpeza colônica satisfatória. Existem vários métodos de preparo intestinal, mas para crianças ainda não existe um ideal. Portanto, buscamos, com este trabalho, um preparo intestinal padrão para esta faixa etária, que proporcione uma limpeza colônica excelente, tenha menos efeitos colaterais, grande aceitabilidade e custo reduzido, garantindo o apoio e a segurança dos familiares sobre o método. Foram avaliadas 46 crianças que se submeteram a videocolonoscopia, no período de 2002 a 2006, no serviço de videocolonoscopia do Hospital Universitário de Sergipe e na UPEP. As crianças foram divididas nos seguintes grupos etários: até um ano (grupo A), crianças de 1 a 5 anos(grupo B) e crianças maiores que 5 anos (grupo C). Nos lactentes e menores que 5 anos, foi usado fosfato de sódio via retal e as crianças maiores que 5 anos receberam solução de manitol via oral. Das 25 crianças que usaram o fosfato de sódio por via retal, o preparo foi excelente em 21 (88%) pacientes e bom em 1 (4%) paciente, embora todas as mães tenham relatado uma aplicação difícil. As outras 21 crianças usaram manitol, com resultado excelente em 17 (80,9%) pacientes e bom em um (4,8%) paciente; entretanto, todas as crianças apresentaram náuseas e vômitos após sua ingestão, com recusa pelas crianças devido ao grande volume. Alcançou-se o ceco em 41 (89%) casos, dos quais, o íleo terminal foi alcançado em 19 (41,3%) casos. Um preparo intestinal individualizado permitiu alto índice de bom preparo e baixa morbidade.

Year

2008

Creators

Torres Neto,Juvenal da Rocha Hora,Isabel torres,Júlio Augusto do Prado torres,felipe Augusto do Prado

Estudo demográfico do câncer de cólon e reto no estado de Sergipe

No Brasil, o câncer colorretal (CCR) foi a quinta causa de morte por câncer em homens e a quarta, em mulheres no período de 1995-1999. No entanto, há poucos registros sobre os aspectos epidemiológicos desta patologia em Sergipe, sendo assim foco de atenção desse estudo. OBJETIVO: Catalogar todos os casos de CCR diagnosticados no estado de Sergipe no período de 03 anos (2003-2005), traçando-se um estudo demográfico. MÉTODO: OS DAdos foram colhidos em laudos de todos os laboratórios de anatomia patológica do estado. RESULTADOS: O CCR foi mais freqüente em mulheres (n=201; 56,62%) que em homens (n=154; 43,38%). A média de idade foi 60,27 anos, e 39 (10,99%) tinham até 40 anos. Adenocarcinoma foi o tipo histológico mais encontrado, presente em 295 (83,10%) pacientes. Em Sergipe, a incidência de CCR em 2003, 2004 e 2005 foi de 4,57; 4,72 e 5,29 por 100.000 homens e, 6,07; 5,57 e 6,98 por 100.000 mulheres respectivamente. Na capital, nos respectivos anos, esses números aumentaram para 10,25; 10,57 e 10,29 por 100.000 homens e 12,92; 13,16 e 15,07 por 100.000 mulheres. CONCLUSÕES: Os dados obtidos são semelhantes aos da literatura, mostrando um aumento nas incidências anuais da neoplasia.

Year

2008

Creators

Torres Neto,Juvenal da Rocha Teixeira,Fábio Ramos Prudente,Ana Carolina Lisboa Silvino,Cristiane Jesus Arciere,Jofrancis Santos Vieira Filho,Mário Costa

Prevalência de papiloma vírus (HPV) perianal assintomático em pacientes portadores de HPV genital tratados no hospital das clínicas da faculdade de medicina de Botucatu

INTRODUÇÃO: A infecção pelo Papilomavírus Humano é uma das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) de maior incidência e prevalência no mundo, sendo atualmente considerada como uma lesão pré-neoplásica. A infecção pelo Papilomavírus humano (HPV) somou 23,4% das doenças sexualmente transmissíveis (DST) comunicadas ao Ministério de Saúde, sendo atualmente a mais comum em nosso país. Muitos pacientes são portadores assintomáticos. MÉTODOS: Foram encaminhados para a realização de anuscopia e colposcopia da região perianal 20 pacientes já tratados para HPV por lesões em regiões genitais. RESULTADOS: Houve prevalência do sexo masculino (80%) em relação ao sexo feminino (20%), do total de pacientes apenas 2 apresentavam lesões a anuscopia (10%), porém mais 3 pacientes apresentaram lesões com a realização da colposcopia, aumentando para 5 (25%) o total de pacientes assintomáticos que apresentavam lesões perianais. Do total de pacientes com as lesões 4 eram do sexo masculino e 1 do sexo feminino. CONCLUSÃO: Pudemos observar a presença de lesões perianais em 10% dos pacientes portadores de lesões genitais pela simples inspeção anal, estes valores aumentam para 25% quando se associa a colposcopia anal, demonstrando a importância da realização deste exame em todos os pacientes com fator de risco aumentado para a infecção pelo HPV na região anal.

Influência da técnica de anestesia no tempo de ocupação de sala cirúrgica nas operações anorretais

INTRODUÇÃO: atualmente cerca de 90% das operações anorretais são realizadas em regime ambulatorial. A técnica anestésica é fator fundamental na busca de reduzido tempo de internação, agilidade no ambiente cirúrgico e redução de custos nestes procedimentos. Não há consenso na literatura sobre qual o melhor tipo de anestesia para essas operações. OBJETIVO: comparar o tempo de ocupação de sala cirúrgica em pacientes submetidos a operações anorretais através da técnica de raquianestesia com bupivacaína 0,5% isobárica comparada com a técnica de anestesia venosa com propofol associada ao bloqueio perianal local com lidocaína a 2% e bupivacaína 0,5%. MÉTODOS: Foram incluídos 99 pacientes divididos em 2 grupos: grupo I (raquianestesia), composto por 50 pacientes e grupo II (anestesia combinada), composto por 49 pacientes. Foram estudados os procedimentos cirúrgicos e o tempo de procedimento anestésico-cirúrgico, e medida indireta da ocupação da sala cirúrgica. RESULTADOS: Não houve diferença estatística significativa entre os grupos estudados em relação ao tipo de procedimento cirúrgico, sexo e idade. O tempo médio do procedimento anestésico-cirúrgico, no grupo I foi de 53,1 min e de 44,08 min no grupo II (p=0,034). CONCLUSÕES: As duas técnicas estudadas foram eficazes. Houve menor tempo de procedimento anestésico-cirúrgico nos pacientes operados com anestesia combinada, com significância estatística.

Year

2008

Creators

Kotze,Paulo Gustavo Tambara,Elizabeth Milla Von Bahten,Luiz Carlos Silveira,Fábio Wietzikoski,Eduardo

Linfangioma perineal: relato de caso

O linfangioma é uma neoplasia benigna que pode se manifestar em qualquer local do corpo, sendo a localização perineal ou retrorretal bastante incomuns. Apresenta sintomatologia inespecífica, podendo manifestar-se de diversas formas, como o abaulamento perineal e compressão de estruturas pélvicas. Relata-se um caso de linfangioma perineal com ênfase em seu tratamento já que esta entidade clínica, apesar de benigna, tem potencial de malignização.

Year

2008

Creators

Borges,Alline Maciel Pinheiro Balsamo,Flávia Lopes,Juliana Magalhães Carvalho,Rodrigo Britto de Pincinato,André Luigi Formiga,Galdino José Sitonio

Pneumatose cística intestinal

Pneumatose cística intestinal é uma doença rara caracterizada pelo acúmulo de gás na parede intestinal estando associada a uma variedade de doenças e procedimentos. Não existe uma história específica, achados de exame físico ou laboratorial que auxiliam no diagnóstico. O tratamento conservador utilizando-se a oxigenioterapia hiperbárica é efetivo, ficando a abordagem cirúrgica indicada quando há complicações.

Year

2008

Creators

Salles,Valdemir José Alegre Saba,Eduardo Cauduro,Antonio Baptista Salgado,Felipe Cauduro

Colectomias no tratamento cirúrgico da constipação intestinal crônica: report of four cases

INTRODUÇÃO: A constipação intestinal é um distúrbio do trato digestório em que a atividade intestinal está reduzida, assim como a freqüência de evacuações; associada a fezes secas e endurecidas, acumuladas devido ao longo tempo de permanência no cólon. OBJETIVO: Avaliar quatro pacientes submetidos à colectomia total para o tratamento da constipação intestinal. MÉTODO: Estudo retrospectivo realizado por meio do levantamento de prontuários de pacientes submetidos à ressecção cirúrgica do cólon no tratamento da constipação intestinal crônica no período de 1998 a 2006. RESULTADOS: Em nossa casuística, que envolve o HUT e uma paciente operada no Hospital São Lucas de Taubaté, quatro pacientes foram submetidos à colectomia total para o tratamento da constipação intestinal crônica. Todos eram do sexo feminino, com mais de 30 anos de idade e apresentavam uma evolução do quadro há mais de 10 anos. Os resultados obtidos foram considerados satisfatórios por três pacientes, apesar de uma delas evacuar seis ou mais vezes ao dia. A quarta paciente referiu permanência do quadro, evacuando uma vez a cada sete dias, em média. CONCLUSÃO: O tratamento cirúrgico é uma alternativa nos casos crônicos incapacitantes, refratários a outras formas de tratamento. Os pacientes com indicação cirúrgica devem antes ser submetidos a uma evolução fisiológica e investigação clínica completa, para confirmação do quadro de inércia colônica.

Year

2008

Creators

César,Maria Auxiliadora Prolungatti Uemura,Lívia Alkmin Passos,Mariah Prata Soldi Bassi,Deomir Germano Paula,Pedro Roberto De

Linfoma ileal primário como uma causa de intussuscepção ileocecal recorrente

INTRODUÇÃO: A intussuscepção ocorre quando um segmento proximal do intestino invagina para dentro do lúmen do segmento distal adjacente. Esta patologia é relativamente comum em crianças, sendo geralmente idiopática, diferentemente do que é evidenciado em adolescentes e adultos, os quais apresentam uma causa orgânica comprovada na maioria dos casos. O linfoma intestinal como etiologia desta patologia é extremamente raro. RELATO DE CASO: Um paciente de 16 anos, masculino, referindo dor abdominal em quadrante inferior direito há 36 horas associada a vômitos e fezes com sangue vivo compareceu em nosso serviço. O exame físico se apresentava dentro da normalidade exceto por uma massa palpável no quadrante inferior direito. A ultra-sonografia abdominal revelou intussuscepção ileocecal. A colonoscopia demonstrou uma massa protuberante proveniente do orifício da válvula ileocecal que foi reduzida, tendo o paciente um alívio completo dos sintomas. Três semanas após, o paciente retornou ao nosso hospital com recorrência dos sintomas. Uma laparotomia exploradora foi realizada evidenciando uma massa polipóide no íleo terminal com intussuscepção para dentro do ceco. Uma colectomia direita ampliada foi realizada. Após exame patológico da peça e estadiamento tumoral, um linfoma de Burkitt primário foi diagnosticado. A recuperação pós-operatória não apresentou intercorrências e o paciente foi encaminhado para quimioterapia adjuvante.

Year

2008

Creators

Torricelli,Fábio César Miranda Lopes,Roberto Iglesias Dias,André Roncon Marchini,Giovanni Scala Bonafé,Wanderley Wesley Lopes,Juliana Magalhães Borba,Marcelo Rodrigues

Experiência inicial no tratamento das hérnias paraestomais

O surgimento da hérnia paraestomal é uma conseqüência direta da confecção do estoma. Apesar de todos os esforços empregados na sua prevenção, a freqüência é bastante elevada e aumenta com o tempo. As alternativas de cura dessa afecção são todas cirúrgicas e várias técnicas foram propostas. Nesse artigo apresentamos uma breve revisão das alternativas operatórias que já foram apresentadas e apresentamos a técnica que empregamos. Desenvolvemos uma abordagem por videolaparoscopia com a colocação de uma tela intraperitoneal denominada nó de gravata. Em nossa série de 17 pacientes observamos bons resultados sem nenhuma recidiva até o momento.

Year

2008

Creators

Carvalho,César Guerreiro de Vale,Carlos Eduardo Pereira do Castro Jr.,Paulo César de

Resultados do tratamento do câncer colorretal (T4) perfurado: análise de 14 pacientes operados

OBJETIVO: Relatar série de 14 casos de câncer colorretal T4 complicado (perfuração) submetidos à cirurgia curativa, analisando a morbidade, mortalidade e sobrevida dos doentes. MÉTODOS: Os dados completos de 14 pacientes submetidos a esse tipo de operação por adenocarcinoma colorretal T4 complicado entre 1999 e 2007 foram avaliados. Foram analisados os achados epidemiológicos e cirúrgicos. A sobrevida em longo prazo também foi avaliada. RESULTADOS: A mortalidade pós-operatória foi de 14 % (n=2). A morbidade global foi de 50 % (n=7). Dez ressecções foram R0 (71 %). Seis doentes apresentaram linfonodo comprometido (43%) e todos faleceram de recurrência do tumor (4 - 19 meses). Seis doentes (n=6) estavam vivos sem recidiva (entre 18 e 70 meses/seguimento). A sobrevida global em cinco anos foi de 25% (n=3). CONCLUSÃO: A ressecção radical (R0) do câncer colorretal perfurado apresenta altos índices de morbidade e mortalidade. A despeito de uma elevada recurrência tumoral, esse procedimento pode oferecer controle da doença em longo prazo.

Year

2008

Creators

Costa,Sergio Renato Pais Lupinacci,Renato Arioni

Alterações lipídicas em pacientes com câncer colorretal em fase pós-operatória: ensaio clínico randomizado e duplo-cego com fungos Agaricus sylvaticus

INTRODUÇÃO: Alterações no metabolismo lipídico são comuns em pacientes com câncer. Fungos medicinais podem exibir atividade hipolipidêmica. OBJETIVO: Avaliar os efeitos da suplementação dietética com fungos Agaricus sylvaticus no perfil lipídico de pacientes com câncer colorretal em fase pós-operatória. MÉTODOS: Ensaio clínico randomizado, duplo-cego, placebo-controlado, realizado no Hospital de Base do Distrito Federal por seis meses. Amostra constituída por 56 pacientes, estádios I, II e III, separados em dois grupos: placebo e suplementado com Agaricus sylvaticus (30mg/kg/dia). Resultados analisados pelos programas Microsoft Excel 2003 e SPSS 14.0 com p = 0.05. RESULTADOS: O grupo Agaricus sylvaticus apresentou níveis séricos iniciais de colesterol total de 207.36±52.67mg/dL, lipoproteína de baixa densidade de 120.79±44.02mg/dL e triglicérides de 181.64±187.52mg/dL. Após seis meses de suplementação, observou-se redução para 191.11±39.72mg/dL (p = 0.01), 103.08±39.20mg/dL (p = 0.0001) e 168.04±146.91mg/dL (p = 0.18), respectivamente. No grupo placebo, observou-se aumento não-significativo de colesterol total (p = 0.08) e aumento significativo de lipoproteína de baixa densidade (p = 0.01) e triglicérides (p = 0.0001). Não foram observadas, em ambos os grupos, alterações significantes nos níveis de lipoproteína de alta densidade e lipoproteína de muito baixa densidade. CONCLUSÃO: Os resultados sugerem que a suplementação dietética com Agaricus sylvaticus pode melhorar significativamente o perfil lipídico de pacientes com câncer colorretal em fase pós-operatória.

Year

2008

Creators

Fortes,Renata Costa Melo,Andresa Lima Recôva,Viviane Lacorte Novaes,Maria Rita Carvalho Garbi

Infliximabe no tratamento inicial da retocolite ulcerativa moderada e grave. Terapia top down: relato preliminar

OBJETIVO: A primeira opção para o tratamento da retocolite ulcerativa inespecífica (RCU) se resume em: salicilatos (mesalazina e sulfassalazina) nos casos leves, e corticóides nos casos mais graves. Recentemente, em novembro de 2006, o Ministério da Saúde aprovou o infliximabe (REMICADE ® - Mantecorp - Brasil), anticorpo monoclonal murino contra o fator de necrose tumoral / TNF, para o tratamento da RCU (Escore de Mayo acima de 7). Entretanto, a droga somente tem sido usada como última opção naqueles pacientes refratários ao tratamento convencional ou que sejam corticodependentes. O objetivo desse estudo foi relatar o uso do infliximabe como primeira opção para o tratamento de dois pacientes portadores de RCU tratados no Hospital UNIMAR e no ambulatório de Doenças Inflamatórias Intestinais da FME-UNIMAR. MÉTODOS E RESULTADOS: Paciente 1: AZF, 52 anos, sexo feminino, foi diagnosticada primeiramente com o RCU baseado na história e no exame clínico; Colonoscopia compatível com pancolite e biópsia positiva para RCU (microabscesso de cripta). O escore de Mayo era 10 (escala: 0 a 12 / 0 = assintomática 12 colite grave). Recebeu infusão intravenosa de infliximabe (5mg / Kg de peso) nas semanas 0, 2, 6 e 14 (indução). Posteriormente, foi introduzido mesalazina 4,5 g/dia como terapia de manutenção. Observou-se resposta clínica significativa baseada no escore de Mayo analisado após as doses de indução (escore de 10 para 7 - redução de 7 pontos) Atualmente, a paciente está assintomática. Paciente 2: MLA, 45 anos, sexo feminino, com queixa de diarréia muco-sanguinolenta; colonoscopia compatível com colite de cólon esquerdo; biópsia positiva; escore de Mayo de 9 pontos. A paciente recebeu infliximabe EV (5mg/Kg de peso) nas semanas 0, 2, 6 e 14. Após a indução foi introduzido a mesalazina 4.2 g/dia. Atualmente, a paciente está assintomática com escore de Mayo de 2 pontos. CONCLUSÕES: Após extensa revisão bibliográfica, acreditamos que esse seja o primeiro relato em língua Portuguesa do uso de um agente biológico como primeira opção no tratamento da RCU. No entanto, mesmo com o sucesso obtido, esse relato inicial deve ser analisado com cautela. A pergunta se o uso do infliximabe seria a melhor opção na terapia inicial das formas graves da RCU, ainda precisa ser respondida por meio de estudos randomizados e controlados.

Year

2008

Creators

Teixeira,Fabio Vieira Saad-Hossne,Rogério Carpi,Maurício Rampinelli Teixeira,Ana Claudia de Aquino Teixeira Júnior,Paulo

Avaliação do preparo intestinal para colonoscopia comparando o uso do manitol e do polietilenoglicol: estudo prospectivo

Com o objetivo de estudar comparativamente o preparo intestinal para colonoscopia, 55 pacientes foram distribuídos aleatoriamente em grupos submetidos a preparo com polietilenoglicol (PEG) e solução de manitol. A qualidade do preparo do cólon no grupo que utilizou o PEG foi considerada excelente em 12 pacientes (44,4%), bom em 15 (55,6%) e ruim em nenhum caso, enquanto que naqueles indivíduos preparados com manitol a 20% a qualidade foi, respectivamente, de oito (28,6%), 12 (42,9%) e oito (28,6%) indivíduos, sendo a diferença estatisticamente significante (p=0,010). Não houve diferença estatística entre os grupos quando comparamos o grau de satisfação dos pacientes, ou a quantidade de líquido no cólon durante o exame. Conclui-se que a qualidade do preparo intestinal com PEG para colonoscopia é superior ao manitol.

Year

2008

Creators

Nunes,Benicio Luiz Bulhões Barros Paula Belo,Sandra Gico Lima Pessoa,Marcos Holanda Lins Neto,Manoel Álvaro