RCAAP Repository
Portuguese Traders in Atlantic Europe in the Middle Ages
<p>Este artigo examina alguns dos problemas, questões, argumentos e hipóteses discutidos na tese de doutoramento Portugal and the Medieval Atlantic. Commercial Diplomacy, Merchants, and Trade, 1143–1488, apresentada à Universidade do Porto em Dezembro de 2012.</p>
2015
Flávio Miranda
The Memoirs and Memorials of Jacques de Coutre: Security, Trade and Society in 16th- and 17th
<p>The history of the European presence in Southeast Asia in the late 16th and early 17th century is generally characterized by the decline of the Portuguese overseas empire in the Orient, the Estado da Índia, the first Dutch voyage to the Maluku Islands, also known as the Spice Islands (1595-1597), and the events that subsequently unfolded in the struggle for supremacy in the European-Asiatic spice trade, i.e. the defense of the exclusive Portuguese right declared in the treaties of Tordesillas (1494) and Zaragoza (1529), or the defense of free trade from the Dutch point of view.</p>
Agência Abreu - Uma Viagem de 175 anos
<p>Fazer a história de uma empresa com origens tão remotas como a Agência Abreu não constitui tarefa fácil, por várias ordens de razões. Desde logo, pelo escopo cronológico em apreço, já que se trata da mais antiga agência de viagens de Portugal em atividade, que mergulha as suas raízes na década de 1830 - embora a data oficial de fundação seja 1840- e, sem interrupção, desenvolveu-se até à atualidade, pertencendo sempre a descendentes diretos do seu fundador. Por outro lado, não existe um arquivo organizado e o espólio documental é escasso, particularmente para o século XIX e inícios do seguinte, o que obrigou a um labor redobrado de pesquisa de múltiplas fontes indiretas com vista ao delineamento e problematização do tema em estudo.</p> <p>Este livro foi editado em inglês em outubro de 2016.</p> <p><strong>Nota:</strong> <em>Por questões de direitos de publicação, apenas disponiblizamos as primeiras páginas da obra, que pode ser adquirida em livrarias ou consultada na Biblioteca do CEPESE.</em></p>
2016
Fernando de Sousa Maria da Conceição Meireles Pereira
Vitorino Magalhães Godinho
<p>Vitorino Magalhães Godinho was born in Lisbon, in June 1918, into a family with republican traditions, and he died in April 2011. Early in his life, he made frequent contact in Lisbon with leading figures from the Portuguese culture of that time, such as Newton de Macedo, Delfim Santos, António Sérgio and the staff of the journal Seara Nova (Magalhães, 1988: 2).</p>
2015
Luís Adão da Fonseca
Varnhagen no Caleidoscópio
<p>The new work Varnhagen no Caleidoscópio [Varnhagen in the Kaleidoscope] was edited by Professors Lucia Maria Paschoal Guimarães and Raquel Glezer and published by the Miguel de Cervantes Foundation. It is a collection dedicated to the life and work of the historian Francisco Adolfo de Varnhagen (1816-1878), from the Memory of Knowledge [Memória do Saber] project, funded by the CNPq. In addition to the articles written by the organizers of the volume, there are other important contributions by Lucia Maria Bastos Pereira das Neves, Guilherme Pereira das Neves, Arno Wehling and Themistocles Cezar, in addition to some previously unpublished or little-known texts by the nineteenth-century historian.</p>
2015
Alberto Luiz Schneider
José Medeiros Ferreira, an undisputable reference in European Studies in Portugal
<p>For all of those who study and research European Studies in Portugal, the late Professor José Medeiros Ferreira (1942-2014) is an undisputable reference - both as a scholar and as the politician responsible for Portugal’s presentation of its request for accession to the European Economic Community (EEC), back in 1977. Thereafter, he never stopped thinking about European affairs and the role that Portugal should play in the European Union (EU).</p>
A freeborn Azorean who chronicled Portugal’s contemporary politics
<p>The historian José Medeiros Ferreira, who left us this year at the age of 72, will be remembered as one of the most remarkable figures of the “1962 generation,” as one of the chief architects of the pro-European reorientation of post-revolutionary Portugal, as well as someone who intervened in the academic and public debates of his country with a spirit of unflinching rationalism.</p>
2015
Pedro Aires Oliveira
Da Contabilidade Pública tradicional, à Contabilidade Pública Actual
<p>A Contabilidade Pública (CP), nos últimos tempos, tem vindo a ser a lvo de especial atenção na maioria dos países e Portugal não é, quanto a esta matéria, excepção. Expor um tema desta natureza não se mostra tarefa fácil, por um lado face ii vastidão e complexidade da legislação que suporta a actividade finance ira do Estado, e, por outro, porque a di vers idade e dimensão dos organismos integrantes do Sector Público Administrat ivo (SPA) não facilitam a abordagem desta temática.</p> <p>O estudo do tema que nos propomos anal isar, não obstante as razões apontadas, é deveras al iciante. Portanto, ao assumir um papel preponderante no contex to descrito, a CP const itui um tema do maior interesse e actualidade, que em nossa opinião merece ser alvo de análise, debate, retlexão, etc., contribuindo, deste modo, para a sua divulgação e aperfeiçoamento.</p>
2016
Maria da Conceição da Costa Marques
O Baixo Vouga em Tempos Medievos
<p>A evolução da linha de costa do Baixo Vouga entre os finais do século IX e 1325 foi profundamente dependente do crescimento de uma restinga arenosa, enraizada a sul de Espinho, que ao desenvolver-se de Norte para Sul, separou a costa do oceano e condicionou a emergente laguna de Aveiro. A este factor natural acresce outro, de ordem político-militar, plasmado na pacificação do território decorrente da tomada definitiva de Coimbra pelos cristãos, em 1064.</p> <p>Diretamente relacionados com as duas condicionantes expostas e dependentes das mesmas, estiveram as variações dos níveis de ocupação e aproveitamento dos solos, a salicultura, as pescas, o comércio e a navegação.</p> <p>Temos no presente caso, um exemplo evidente da forma como o meio condiciona as atividades humanas e, por outro lado, como estas intervêm na transformação desse mesmo meio, nomeadamente através do aumento ou diminuição do abastecimento sedimentar resultante da variação da pressão demográfica e consequente intensificação das actividades produtivas.</p> <p><strong>Nota:</strong> <em>Por questões de direitos de publicação, apenas disponiblizamos as primeiras páginas da obra, que pode ser adquirida em livrarias ou consultada na Biblioteca do CEPESE.</em></p>
2015
Rosário Bastos
As Vertentes Contabilísticas Previstas no POC - Educação
<p>O Plano Oficial de Contabilidade para o Sector da Educação (POC - Educação) é um Plano Sectorial para a educação, que surge em sequência da aprovação do Plano Oficial de Contabilidade Pública (POCP), pelo Decreto-Lei no 232/97, de 3 de Setembro, cujo modelo 1/ze serve de base. Com a aprovação do POC - Educação são criadas condições para a integração da contabilidade orçamental, patrimonial e analítica numa contabilidade pública modema que constitua um instrumento de apoio aos órgãos de decisão e outros utilizadores da informação, visando colmatar as deficiências de informação contabilística sentidas anteriormente.</p> <p>Como aspectos inovadores deste plano para o sector, destacam-se a contabilidade analítica e a consolidação de contas. A contabilidade analítica é um sistema obrigatório, constituindo um importante instrumento de gestão para análise e controlo dos custos com a educação, como também dos proveitos e dos resultados por actividades. Com a consolidação de contas, pretende-se instaurar uma política e cultura de gestão de grupo, ao mesmo tempo que se procura facilitar a comparabilidade temporal e espacial, constituindo também um factor de transparência da informação pública. Não se prevê a consolidação orçamental, aplicando-se as normas apenas ao processo de consolidação da informação financeira patrimonial</p>
2016
Maria da Conceição da Costa Marques
Erotomania - Parte lI: Do seu lugar na psicopatologia contemporânea
<p>Partindo dos fundamentos teóricos e clínicos encontrados na bibliografia sobre o delírio erotomaníaco e de uma resenha dos processos dinâmicos subjacentes, este segundo trabalho sobre a erotomania tem como objectivo central a compreensão dimensional dos referidos delírios, isto é, como fenómenos dotados de uma continuidade genética com outras expressões humanas ditas "normais". Do mesmo modo, se entende o substrato comum aos diversos tipos de erotomania identificados na clínica.</p>
2018
Henrique Vicente João Redondo Rui Paixão
Estudo longitudinal dos fatores associados à evolução de sintomas depressivos em idosos institucionalizados
<p>Objetivos: Constatando que a depressão é comum em idosos institucionalizados, associando- se à solidão, à ansiedade e à afetividade, pretendemos descrever a evolução da depressão durante dois anos e verificar que fatores se associam a essa evolução. Métodos: Em um estudo de coorte prospectivo em dois momentos (2011 e 2013), avaliamos 83 idosos institucionalizados, com idade no primeiro momento entre os 60 e os 100 anos, sendo 79,5% mulheres, 86,7% sem companheiro(a), e 72,3% com algum grau de escolaridade. Usamos a Escala Geriátrica da Depressão (GDS), a Escala de Solidão (UCLA-L), o Inventário Geriátrico de Ansiedade (GAI) e a Lista de Afetos Positivos e Negativos (PANAS). Resultados: Verificamos que 59,0% mantiveram a depressão e 10,8% desenvolveram depressão. Os idosos com depressão tiveram significativamente piores resultados na UCLA, GAI e PANAS, e os não depressivos tiveram afetos positivos mais altos. Quanto à evolução da depressão, os idosos que mantiveram depressão tiveram inicialmente pontuações elevadas no GDS, GAI, UCLA e na subescala PANAS negativo e pontuações baixas na subescala PANAS positivo. Esses idosos apresentaram associadamente um agravamento dos sentimentos de solidão, dos sintomas ansiosos e do afeto negativo ao longo dos dois anos. Os que desenvolveram depressão tiveram, no primeiro momento, pontuações elevadas na UCLA. Conclusões: Os sintomas de depressão com ou sem solidão no momento inicial, o agravamento da solidão, a ansiedade, o afeto negativo e o baixo afeto positivo poderão ser fatores de risco para a manutenção da depressão. A solidão poderá ainda ser um fator de risco para o desenvolvimento de depressão.</p>
2018
Ana Pinto Diana Cardoso Fabiana da Silva Fátima Rodrigues Filomena Vicente Helena Espirito-Santo Henrique Vicente Inês Torres-Pena Laura Lemos Marina Costa Sara Moitinho Sónia Guadalupe Sónia Martins Vera Pascoal
Família multigeracional: Estruturas típicas. Contributo para a avaliação do sistema familiar
<p>Um dos efeitos da "revolução cinzenta" é o aumento da frequência de famílias multigeracionais, que apresentam um nível de complexidade distinto da família nuclear. Este estudo exploratório procura traçar um caminho para a caracterização deste sistema, focando a sua estrutura e organização hierárquica dos seus sub-sistemas. Nesse sentido, procura-se definir e caracterizar uma tipologia familiar multigeracional que possa constituir uma ferramenta heurística em investígações subsequentes ou na avaliação e intervenção familiar. Para tal, aplicou-se uma entrevista semi-estruturada com vista à realização do genograma familiar a 12 elementos de famílias com representantes vivos de quatro gerações. Os resultados apontam para a existência de cinco subsistemas na família mutigeracional: indi~ víduo, núcleo familiar, composição familiar, geração e linhagem. Com base nestes subsistemas, e em dois critérios centrais no estudo das relações intergeracionais (distância/proximidade geográfica e distância/proxímidade relacional). definiram-se três tipos de famílias multigeracionais: unificada, dispersa e fragmentada.</p>
2018
Henrique Vicente Liliana Sousa
Funções na família multigeracional: Contributo para a caracterização funcional do sistema familiar multigeracional
<p>Esta pesquisa procura contribuir para a compreensão do sistema familiar multigeracional, centrando-se na análise das funções desempenhadas no seu seio e das características de quem as desempenha. Para tal, definiu-se um conjunto de funções a partir das características idiossincráticas da família multigeracional e aplicou-se uma entrevista de genograma a elementos das gerações intermédias de 25 famílias com elementos vivos de quatro gerações. Os papéis definidos em consonância com as funções identificadas são: “guardião das memórias familiares”, “elo de ligação familiar” e “pronto-socorro familiar”. Os dados apontam para um contributo mais equitativo das diferentes gerações para a dinâmica familiar multigeracional, ou seja, o funcionamento deste sistema parece depender da participação das suas várias gerações. Para além disso, os dados fornecem pistas para a intervenção familiar e facultam um contributo teórico para o tópico das famílias envelhecidas.</p>
2018
Henrique Vicente Liliana Sousa
Propriedades psicométricas da versão portuguesa do Inventário de Ansiedade Geriátrica numa amostra de utentes de estruturas residenciais para idosos
<p>A relação entre psicologia e violência doméstica permanece controversa e polémica, pois que numerosos autores continuam a sustentar a opinião de que qualquer tentativa para explicar a violência que recorra a conceptualizações psicológicas indulta as condutas abusivas e violentas dos homens (Nicolson 2010). Colocando a tónica nos traços fundamentais da psicanálise e da psicologia dinâmica – particularmente nas noções de determinismo mental e motivação inconsciente – argumentam que estas são particularmente problemáticas pois ignoram a origem política do problema, optando antes por focar as motivações inconscientes do comportamento. Face a estas críticas, Haaken (2008) questiona por que continuamos tão receosos em reconhecer ‘o lado pessoal da violência familiar’1? A mesma autora assinala que, de forma similar ao que se passa numa psicoterapia, a análise das resistências inerentes a determinados movimentos sociais deve preceder a análise das suas ansiedades e defesas.</p>
2018
Alexandre Silva Fernanda Daniel Helena Espirito-Santo Henrique Vicente Sónia Guadalupe
Redes sociais pessoais das gerações mais velhas: famílias com quatro gerações vivas
<p>Este estudo exploratório analisa as redes sociais pessoais da geração mais velha em famílias com quatro gerações vivas. Foi administrado um questionário de análise das redes sociais pessoais (IARSP-R) a 23 respondentes, pertencentes à geração mais velha (G1). Os principais resultados sugerem redes de tamanho médio, densas, homogéneas e centradas na família. O subsistema geracional contíguo (G2) providencia a maior parte do suporte, com contributos diferenciados das restantes gerações.</p>
2018
Henrique Vicente Liliana Sousa
Arte, Cultura e Património do Romantismo. Actas do 1º Colóquio “Saudade Perpétua”
<p>É geralmente considerado que o Romantismo se expressa em Portugal de forma mais marcada no período de 1834 a 1910, correspondente ao Liberalismo. Apesar disso, quer em certas áreas do conhecimento e das artes, quer em certas franjas sociais, são conhecidos diversos fenómenos pré-românticos e também tardo-românticos. Assim, as atas do 1º Colóquio “Saudade Perpétua” contêm alguns textos que extravasam o referido âmbito cronológico, sem, contudo, se afastarem do conceito de Romantismo, num sentido lato. Contêm ainda textos que, em parte, extravasam o contexto português – o que, desde o início, foi uma possibilidade, visto serem desejáveis os paralelismos com culturas próximas à portuguesa, ou que serviram de modelo ao Romantismo português. Pelo número de textos, pela transversalidade dos temas abordados, pelo facto de estes temas serem abordados por especialistas, vários dos quais com dissertações académicas sobre tais temas ou temas confinantes, pela homogeneidade cronológica e pelo facto de serem ainda poucas as obras aplicadas ao caso português que abordam tal cronologia em múltiplas vertentes e em diversos territórios, este volume de atas assume-se como incontornável, dentro da bibliografia sobre o Romantismo em Portugal.</p>
2018
Ana Catarina Necho Ana Paula Morais António Francisco Cota Fevereiro António Teixeira Lopes Cruz Cláudia Emanuel Cristina Maria R. S. Ramos e Horta Daniela Alves Duarte Serrano Elen Biguelini José Francisco Queiroz Hélder Barbosa Nuno Borges de Araújo Nuno Saldanha Nuno Simão Ferreira Patrícia Alho Paulo de Assunção Ricardo Charters d’Azevedo Rita van Zeller Rui Manuel da Costa Fiadeiro Duarte Sílvia Barradas Susana Moncóvio Tiago Henriques
A “outra” Casa das Palhacinhas. Algumas notas sobre a história do edifício do Arquivo Municipal Sophia de Mello Breyner e da família Silva, das Palhacinhas
<p>O presente texto vem trazer algumas notas sobre a história do edifício que hoje alberga o Arquivo Municipal Sophia de Mello Breyner, em Vila Nova de Gaia, e sobre a família que o construiu e nele habitou durante quase um século: os Silvas / Vasconcellos Porto.</p>
«Alcipe» e a relação entre o Classicismo e o nascente Romantismo no “Tratado da Velhice”
<p>O “Tratado da Velhice” é um manuscrito até hoje inédito, existente no Arquivo<br />Nacional Torre do Tombo e patente no respectivo Arquivo Particular Casa de Fronteira, referente ao espólio da 4ª Marquesa de Alorna. O “Tratado da Velhice” terá sido escrito pela própria «Alcipe» muito perto do fim da sua vida. O texto original do “Tratado da Velhice” é contínuo, não se encontra dividido em partes e/ou com títulos. Realçamos que o “Tratado da Velhice” se trata de um extenso monólogo deveras interessante que «Alcipe» / 4ª Marquesa de Alorna destinou-o a uma filha sua. Não existe aqui um vivo debate de ideias, mas a nosso ver isto é intencional uma vez que este ensaio de cariz filosófico é redigido de modo a explanar com clareza e objectividade o tema da velhice em termos de género. «Alcipe» aborda neste seu ensaio a essência, os direitos e deveres da velhice. A referência e o perfilhar do pensamento de Cícero denota que «Alcipe» comunga do universo da cultura clássica que constituía a base da erudição da elite culta do século XVIII e XIX. A referência e o perfilhar das ideias de Montaigne prende-se a nosso ver com o facto de nos anos setenta, Leonor sentir-se fascinada pelos enciclopedistas, lia livros proibidos e parece não ter sempre em conta os perigos que corria com o seu comportamento. Tirse (Dona Teresa de Mello Breyner, condessa do Vimieiro) afligia-se com as leituras da amiga, «Alcipe», com a divulgação abusiva dos seus poemas e mesmo com os seus estudos. Em primeiro lugar, temia a circulação indevida dos seus poemas. Em segundo lugar, Tirse ficava preocupada com o facto de Leonor estudar inglês e aconselhava-a a dedicar-se também ao latim para criar uma espécie de equilíbrio. Tirse tinha a noção ou partia do pressuposto da época, que os conhecimentos e as competências de uma mulher dever-se-iam manter em segredo tal como as suas produções escritas.</p>
Códigos do bom-tom ou de civilidade
<p>Normas de conduta foram sendo destiladas ao leitor desejoso de aumentar a sua aceitação na sociedade, pois aí estaria a chave da sua promoção social. Elas chegaram igualmente às pessoas através de pequenas trovas ou provérbios fáceis de memorizar. Escritos de modo claro e didático, os guias de boa conduta, ou manuais de bom-tom, ou tratados de saber-viver, dedicavam-se à ciência da civilização ou à civilidade e introduziam seus leitores na vida de sociedade dita nobre, ou rica. Igualmente, encontramos, já no século XIX, normas e regulamentos, a que podemos chamar códigos de comportamento, que não eram mais que a transcrição do que a tradição impunha. Os manuais sobre duelos, os sobre jogos de sociedade e os sobre a dança, complementam as prescrições constantes nos manuais de civilidade.<br />A extraordinária riqueza destes textos levou a que se procurasse apresentar a evolução daqueles manuais desde o século XVI, juntando alguns exemplos saborosos de prescrições que à luz da cultura atual nos fazem sorrir.</p>
2018
Ricardo Charters d’Azevedo