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Perfis diplomáticos portugueses no Oriente Próximo: de Lisboa para Constantinopla

<p>Portugal encetou relações diplomáticas com o Império Otomano oficialmente em 1843, pelo Tratado de Amizade, Comércio e Navegação. A Legação portuguesa em Constantinopla foi sofrendo cortes e por vezes foi encerrada. Os motivos tinham que ver com o facto de Portugal ainda estar a recuperar economicamente da Guerra Civil e, posteriormente, pela necessidade de reduzir custos, sendo a Legação de Constantinopla um dos locais para esse efeito. O real interesse não estava em ter uma legação em Constantinopla, mas em conseguir o exequatur para um diplomata permanente em Alexandria. Portugal teria primeiro de estabelecer relações com a Sublime Porta. Impunha-se a necessidade de criar um eixo entre Malta, Cairo, Alexandria e Aden. Pelas boas relações com o recém-formado reino de Itália, fruto do casamento do rei D. Luís I com Dona Maria Pia de Sabóia, Portugal tinha, nos embaixadores deste reino, aliados que se ocupavam dos interesses portugueses no Império Otomano. Porém, com a guerra da Tripolitânia, entre Itália e o Império Otomano, em 1909, este deixou de ser um canal viável.</p>

A saudade é cor-de-rosa: memórias de Amélia de Leuchtenberg - Imperatriz do Brasil

<p>Este artigo visa a traçar o esboço biográfico de Amélie Auguste Eugénie Napoléone de Beauharnais, princesa de Leuchtenberg (1812-1873), segunda esposa do imperador D. Pedro I do Brasil (D. Pedro IV de Portugal). A intenção é delinear, por meio da correspondência passiva e ativa, o movimento do espírito de uma mulher envolta pela trama da vida. Desde cedo, a jovem Amélia de Leuchtenberg foi instada a enfrentar desafios como o casamento com um monarca viúvo, pai de cinco filhos e com uma reputação de amante incorrigível. Destemida, ela enfrentou a travessia do Oceano Atlântico e as dificuldades que emergiram, carregando no peito a saudade. Pouco tempo duraria o seu reinado nas terras tropicais. Após a abdicação de D. Pedro I (1831), ela retornou para a Europa, acompanhando o processo das guerras liberais e o movimento do romantismo literário lusitano. Com a morte de D. Pedro (1834) ela passou a se dedicar à filha do casal, até o falecimento desta em 1853. A partir de então, Amélia passou a viver reclusa no Palácio das Janelas Verdes (Lisboa), sem deixar de atuar na benemerência, demonstrando uma atenção extremada para com familiares e amigos; uma mulher que viveu momentos de saudade perpétua.</p>

Cafés Históricos do Porto: a aventura sedentária.

<p>Nos contributos que aportamos, além de informação sobre a sociabilidade, possivelmente considerada mais da petite histoire, na vertente dos usos, costumes e vivências hodiernas do Porto (muito importante para se sentir o pulsar da cidade, dos seus habitantes e destas instituições), procurou-se, igualmente, através da compaginação e sistematização, fornecer alguns dados (que noutras obras, que versam sobre a história da cidade, carecem, ou existem de forma esparsa e/ou fragmentada), tornando esta sua anexação, e - em alguns casos - divulgação, capaz de prover um quadro que permita colmatar, nos aspectos que tratámos, uma leitura, sobretudo, diacrónica e diacrítica.</p>

Mobiliário Urbano de Fundição Artística em Lisboa Oitocentista

<p>Durante a segunda metade do século XIX tornou-se evidente o predomínio da influência francesa no desenho e forma urbana da cidade de Lisboa oitocentista, onde se incluía o Mobiliário Urbano de Fundição Artística. Para verificar essa influência foi necessário analisar as estruturas legais e responsáveis que, na Repartição Técnica da Câmara Municipal de Lisboa, tiveram preponderância no desenvolvimento urbanístico e consequente materialização do mobiliário urbano em ferro fundido na panorâmica global da cidade. Sob o ponto de vista normativo e urbanístico, verificámos que o projecto de Haussmann para Paris, em 1867, teve um grande predomínio no exercício das funções dos membros da Repartição Técnica como também ajudou a acelerar o aparecimento das primeiras tipologias de mobiliário urbano em ferro fundido na cidade de Lisboa. Estas vinham dar resposta às necessidades emergentes das novas políticas de saneamento e de saúde pública seguindo as recentes tendências de embelezamento urbano oitocentista francês. Com o início dos primeiros serviços públicos e, principalmente, com o fornecimento de água potável, foram aparecendo gradualmente novas tipologias de mobiliário urbano, tais como bancos, urinóis, quiosques, colunas e painéis anunciadores, entre outros.<br />Este artigo pretende inventariar as tipologias de mobiliário urbano em ferro fundido que foram aparecendo na Lisboa oitocentista e que estiveram sob influência francesa.</p>

Maria Peregrina de Sousa e sua irmã, Maria do Patrocínio de Sousa, no periódico «A Grinalda»

<p>Maria Peregrina de Sousa (1809-1894) foi uma reconhecida escritora portuguesa, tendo publicado grande número de romances em folhetins (ao menos quarenta e cinco), em diversos periódicos do país. Sua irmã, Maria do Patrocínio de Sousa (1823-1864), também se dedicou à literatura, apesar de não ter alcançado tanta notoriedade. Embora vivessem numa quinta nos arredores do Porto, as duas escritoras participaram no movimento literário da época e publicaram no periódico A Grinalda (1855-1869).<br />Este artigo pretende analisar a obra destas duas senhoras neste periódico literário, no qual textos femininos eram aceites - algo que não era comum em meados do século XIX. Usando tanto a História Cultural quanto a Crítica Literária Feminista, este trabalho tem como objetivo entender o trabalho destas mulheres que escreveram em Portugal, compreender as opiniões que elas expressaram em seus textos, bem como as temáticas em que se fixaram. Pretende-se ampliar o conhecimento acerca das mulheres e escritoras em Portugal, na primeira metade do século XIX.</p>

Abílio Augusto Monteiro (1851-1913): esboço de uma biografia

<p>Não obstante ter sido um personagem discreto e hoje até quase desconhecido na história social do Porto do século XIX, a verdade é que Abílio Augusto Monteiro, notário de profissão, foi muito mais do que aquilo que se poderia supor. Dotado de espírito empreendedor e de uma grande multiplicidade de interesses, desde logo destaca-se a sua participação nos primórdios daquela que viria a ser a corporação de bombeiros voluntários da cidade do Porto, instituída em 1875, com base numa ideia do seu amigo - e posterior cunhado - Alexandre Teodoro Glama. O ofício de tabelião levou Abílio Monteiro a mudar-se para a Maia e, consequentemente, a afastar-se da formação da referida corporação de bombeiros. Na Maia, Abílio Monteiro deparar-se-ia com um território acanhado e fortemente rural. Os conhecimentos e a experiência trazidos da cidade do Porto viriam a ser bem adaptados e aplicados ao concelho da Maia, num afã de criação institucional e de desenvolvimento da imprensa local. Aqui, onde desempenhou vários cargos e onde se fez notar em aspectos inusitados da economia local, Abílio Monteiro contou com o suporte do influente “brasileiro de torna-viagem” Visconde de Barreiros, natural de S. Miguel de Barreiros, financiador de uma boa parte dos melhoramentos introduzidos na sua freguesia, à época. Paralelamente à actividade de notário, em que se destacou por ter sido editor de uma publicação periódica especializada, Abílio Augusto Monteiro dedicou-se também, entre outras coisas, à questão dos métodos de ensino da caligrafia, ao problema da falsificação de documentos, e ao uso da caligrafia como método de diagnóstico de personalidade, tendo sido, aliás, pioneiro em Portugal da Grafologia e da Perícia de Escrita Manual.</p>

Imagens de ausência: o retrato fotográfico como simulacro durante o período romântico

<p>O retrato fotográfico, tal como já acontecia com o retrato pictórico, do qual herdou uma tradição iconográfica, tem como objectivo a fixação da imagem do retratado, para cumprir determinadas funções sociais. Durante o período romântico, em particular a partir dos anos sessenta do século XIX, os seus usos mais comuns são como cartão de visita, integrando álbuns, ou encaixilhado e exposto sobre móveis ou afixado em paredes de espaços familiares ou institucionais. Além destes, houve usos menos convencionais, como aqueles cuja existência no contexto familiar está directamente relacionada com a ausência física do retratado. Pode ser uma ausência definitiva, por morte, ou temporária, por motivo de viagem, mudança de residência ou emigração. No primeiro caso, os retratos usados podem ter sido tirados ainda em vida das pessoas ou post-mortem. Estes últimos, eram sobretudo mandados tirar a pessoas que nunca foram retratadas em vida, particularmente crianças, e das quais se queria preservar a imagem. Eram normalmente guardados numa esfera de privacidade, embora pudessem ser mostrados a familiares e amigos. Outra prática frequente era a de trazer em medalhões e outras jóias, retratos fotográficos de familiares próximos, como o marido, o pai ou a mãe. Estes também eram, com frequência, de pessoas falecidas ou ausentes, cuja memória se pretendia manter presente na vivência quotidiana, e mesmo expressá-lo publicamente. Neste caso, a proximidade física que se estabelece entre o portador do retrato e o retratado é tão mais pertinente quanto maior for o sentimento que os une e quanto mais prolongada, senão definitiva, for a sua ausência.</p>

Guimarães urbano do século XIX a partir de três quadros de Roquemont

<p>Nascido na Suíça, Roquemont viverá a maior parte da sua vida em Portugal, dividindo as suas permanências e actividade artística entre três cidades; Porto, Guimarães e, pontualmente, Lisboa. Será sobre a cidade de Guimarães, sob o ponto de vista do urbanismo e, especialmente do património edificado, que iremos focar o nosso estudo usando, como ponto de partida para a nossa análise, três quadros do artista representando cenas populares e/ou de paisagem urbana, procurando ver, através deles, aquilo que hoje já não existe nos mesmos locais que o artista frequentou e onde viveu.</p>

Os palacetes tardo-românticos do 2º Visconde de Sacavém, nas Caldas da Rainha e em Lisboa

<p>Dois palacetes de gosto revivalista tardo-romântico de finais do século XIX, um situado em Caldas da Rainha, no Avenal, (residência de veraneio) e outro em Lisboa, na freguesia da Lapa, mandados construir pelo 2º Visconde de Sacavém, são o objecto do nosso estudo. Ambos se destacam pelas suas características muito específicas, constituindo, no aspecto decorativo, verdadeiros compêndios de azulejaria (tiles) e de faiança policroma relevada, num gosto eclético para o qual contribuem elementos ornamentais neorrenascentistas, neobarrocos, naturalistas e fantásticos. Um está edificado num meio rural, nos arredores de uma vila onde pulsava uma activa vida social, pontuada pela presença da família real e, outro, num centro urbano entre diversas residências apalaçadas.<br />A análise destes dois palacetes, suas semelhanças e diferenças, bem com a sua representatividade no tardo-romântico do nosso país, no final do século XIX, patente em emblemáticos palácios e em residências mais discretas e de menores dimensões, constitui o tema do nosso texto, trabalho aberto para que outros se sintam atraídos a aprofundar esta área e época tão sugestivas.</p>

Fontes iconográficas e estudos prévios da obra azulejar de Jorge Rey Colaço (1868- 1942)

<p>Jorge Rey Colaço (1868-1942) foi uma figura marcante no panorama artístico e cultural nas primeiras décadas do século XX, nomeadamente como caricaturista, como pintor a óleo e principalmente como pintor de azulejos. Para a elaboração dos seus painéis, Colaço elaborava estudos prévios, que lhe serviam de guia ou de escolha para o cliente. São estes estudos em aguarela e fontes iconográficos que pretendemos dar a conhecer de forma a permitir o seu conhecimento e a sua salvaguarda.</p>

Emigração, Brasil e emigração para o Brasil no discurso parlamentar português no dealbar da Primeira República (1911-1912)

<p>Este trabalho procura apresentar as principais questões e debates suscitados pela problemática da emigração em geral e da emigração para o Brasil em particular durante os primeiros tempos de funcionamento da Câmara dos Deputados republicana, cujos trabalhos tiveram início em finais de agosto de 1911. A proposta original do nosso trabalho procurava abranger ambas as câmaras parlamentares republicanas (Câmara dos Deputados e Senado) , mas, dadas as limitações de espaço, optamos por centrar nosso estudo apenas na câmara baixa do Parlamento português, onde, de resto, como pudemos constatar, travaram-se as discussões mais acesas em torno da questão migratória.</p>

Psicanálise de interfaces

<p>Psicanalista de Interfaces, Eurico Figueiredo abre janelas das quais se contemplam e se pensam horizontes de Cultura, e através das quais, também, a Cultura influencia certamente o Olhar e a Escuta psicanalíticos. Sendo de assinalar o contributo original que deu ao estudo do conceito de saudade e da relação e sucessão de gerações, utilizando referências literárias. Mas mais do que isso, E. Figueiredo abre espaços de reflexão e de inquietação, e mesmo de intervenção, no campo Social e Político, articulados com o pensar psicanalítico, mostrando que este mesmo pensar pode habitar a área da Cidadania e com ela se preocupar profundamente.</p>

A Saída de Casa: a Separação da Família na Pós-Adolescência

<p>A autora procede a uma compreensão do processo de separação envolvendo pais e filhos adolescentes na dimensão intrapsíquica e na dimensão intergeracional, com implicações na transformação das relações familiares para um nível de maior simetria entre as duas gerações e implicações na estrutura do sistema familiar. Examina as trajectórias socioculturais da saída de casa do jovem adulto, as mudanças psicológicas e familiares associadas a esse acontecimento, a conexão entre as vicissitudes da saída de casa, o grau de autonomia e a vinculação aos pais, as dimensões do constructo e a forma como os pós-adolescentes percepcionam a sua separação de família. A autora apresenta ainda os resultados da sua própria investigação científica, como única autora e em colaboração.</p>

Relações Portugal-Espanha: uma história paralela, um destino comum?

<p>Este livro de actas reúne as comunicações apresentadas no II Encontro Internacional Relações Portugal-Espanha, subordinado ao tema "Uma história paralela, um destino comum?". Este encontro, realizado em Zamora em Julho de 2000, resultou na apresentação de uma série de estudos plurisdisciplinares, que permitem um conhecimento mais profundo e actualizado das realidades e desafios que se colocam ao relacionamento dos dois países, promovendo abordagens diferentes mas complementares nos planos regional, peninsular e europeu.</p>

Year

2012

Creators

Fernando de Sousa Maria da Conceição Meireles Pereira Celso Almuiña Fernández António Vasquez Jimenez Eloy Fernández Clemente Adriano Moreira Alberto A. Herrero de la Fuente João Paulo Avelãs Nunes Encarnación Lemus López Esther Martinez Quinteiro Rui Cunha Martins María Concepción Porras Gil João Cosme Maria Manuela Tavares Ribeiro Maria da Conceição Meireles Pereira Fátima Nunes Isidoro Gonzalez Gallego Maria da Graça Martins

El caso champalimaud: análisis de un contencioso luso-hispano

<p>En el marco de las nuevas relaciones económicas Portugal-Espana, sobre las que versó , fundamentalmente, mi contribución a las II Jornadas Internacionales Espana/Portugal organizadas por la Fundación Afonso Henriques celebradas en esta ciudad de Zamora hace un afio, tuvo especial relevancia el que pronto se llamaría "Caso Champalimaud" que, por ser entonces muy reciente (su "epicentro" estuvo en el verano de 1 999) y alargar en exceso mi comunicación, hube de apenas esbozar. Sin embargo, estimo que tiene suficiente entidad en sí mismo, y por las circunstancias que concurrieron en él, como para intentar un acercamiento en extenso, recurriendo a dos fuentes informativas fundamentales, que siguieron con especial dedicación y eficiencia el tema. Me refiero al diario espafíol El País y al semanario portugués Expresso.</p>

Da fronteira como mnemónica negocial. Traço, delimitação e narração

<p>A memória é vulnerável, diz Ricoeur. Pois é aí mesmo onde assenta a sua vulnerabilidade - nesse intercruzamento entre a sua dimensão epistémica e "veritativa" e a sua dimensão pragmática, "a do uso da memória" - que ela apresenta particular interesse para o nosso propósito. Sustenta aquele Autor que é desse intercruzamento que há-de arrancar qualquer inquérito sobre as relações entre a memória e a história. Compreende-se porquê. Na medida em que tende a exercer uma função correctiva sobre a memória, a história reescreve essa mesma memória, e, ao fazê-lú, ao limitar-se afinal a não calar à sua apetência selectiva, a história aviva na memória a componente do esquecimento, sem a qual não existe, verdadeiramente, um uso da (nem abuso da, nem trabalho sobre a) memória; é que é "pela selecção da recordação [poderse- á dizer também pela gestão do esquecimento] que passa essencialmente a instrumentalização da memória" (Ricoeur, 1 996-97; 1 998).</p>

Francisco de Holanda; propuestas para la defensa de Portugal en el S. XVI

<p>El 4 de agosto de 1578 moría en el transcurso de la desafortunada campana de Alcazarquivir, el joven rey portugués Don Sebastián (1554-1578). El suceso, tristemente llorado en el reino, advertía ante la falta de sucesión del malogrado monarca, el inicio de una irreversible crisis dinástica 1 • El nuevo soberano, su tío el Cardenal infante Don Enrique (1512-1580), poco podía hacer para variar el rumbo de la historia, pues a pesar de colgar los hábitos y desposarse, su avanzada edad no le concederá el tiempo suficiente para dej ar heredero, falleciendo a los 1 4 meses de ser coronado, extinguiéndose coo él la Casa de Avis. No hubo sorpresa en el desenlace, bien al contrario, los distintos aspirantes a la Corona portuguesa habían aprovechado el reinado de Don Enrique, para · medir fuerzas y ordenar diferentes acciones diplomáticas en apoyo de sus derechos al trono.</p>

As relações económicas entre Portugal e Espanha (1756-1759). O movimento dos Portos Secos de Castelo de Vide e Campo Maior

<p>Começamos por referir que este trabalho se insere num projecto de estudo mais vasto, onde pretendemos estudar os Portos Secos (alfândegas terrestres) de Portugal entre 1 756 e 1 820. Queremos, por isso, assinalar que os limites cronológicos deste trabalho estão dependentes das datas dos livros de registo do Donativo destas alfândegas, existentes no Arquivo Nacional da Torre do Tombo. O primeiro registo da alfândega de Campo Maior data de 13 de Fevereiro de 1756, enquanto que o de Castelo de Vide é de 28 de Março deste ano. Em ambos segue-se uma série ininterrupta de registos até, respectivamente, 2 e 14 de Setembro de 1759. Segue-se, depois um período em que há uma lacuna de dados, apenas se voltam a dispor de elementos para princípios de 1764.</p>

Portugal e Espanha - estados liberais: singularidades e afinidades

<p>A reinstauração do liberalismo em Portugal pelas forças prato-partidárias da "oposição constitucional", em 1834, é marcada, desde logo, por conflitos que denunciam clivagens políticas e socio-económicas e diversas opções constitucionais. Para os vencedores da guerra civil (1832-1834), que se travara entre os partidários de D, Miguel (absolutistas) e os fiéis colaboradores de seu irmão D. Pedro I (liberais), urgia reimplantar o sistema liberal.</p>

Sinibaldo de más: a difusão da ibéria em Portugal e do iberismo no oriente

<p>A obra capital do iberismo oitocentista, a mais lida e mais comentada, foi inequivocamente A Ibéria, da autoria do diplomata espanhol D. Sinibaldo de Más y Sans. Quer o autor quer a obra tiveram uma importância decisiva na difusão dos princípios ibéricos em Portugal. Este estudo pretende, por um lado, evidenciar a vivência de Sinibaldo de Mas em Macau, onde privou com um círculo de portugueses no seio do qual terá amadurecido o ideal iberista, por outro, avaliar o impacto da Ibéria em Portugal. Como veremos, o contexto de produção desta obra, as suas reedições e revisões articulam-se intimamente com a história da propaganda desse ideário no nosso país e, alguns anos mais tarde, com a forte contestação de que foi alvo.</p>