RCAAP Repository

Estudo comparativo entre nível de desconforto e reflexo acústico em trabalhadores

TEMA: estudo comparativo do nível do desconforto e do limiar do reflexo acústico em trabalhadores. OBJETIVO: observar o comportamento auditivo por meio da avaliação da atividade da contração do músculo estapédio e do nível de desconforto em pessoas expostas e não expostas a ruído ocupacional, com intuito de identificar alguma influencia do ruído no comportamento da contração do músculo estapédio e na sensibilidade auditiva. MÉTODO: o estudo foi desenvolvido no Serviço Social da Indústria - SESI Ceará. Foram selecionados 103 adultos com audição normal, de ambos os sexos, na faixa etária de 18 a 45 anos distribuídos em três grupos: G1 com 41 adultos expostos a ruído que utilizavam EPIA, G2 com 32 adultos expostos a ruído que não utilizavam EPIA e G3 composto por 30 adultos não expostos. Os indivíduos foram submetidos à avaliação audiológica, tendo sido analisado o LRA e ND nas freqüências de 500Hz, 1000Hz, 2000Hz, 3000Hz, 4000Hz e WN. A análise estatística foi realizada por meio dos testes de Mann Whitney, Wilcoxon e Kruskal com nível de significância em 5%. RESULTADOS: não houve diferença estatística significante entre os LRA obtidos nos três grupos, com valores médios de 93 a 103dBNA; o LRA foi significantemente menor que o ND, tendo valores médios para ND variando de 111 a 119dBNA no G1, de 113 a 120dBNA no G2 e 106 a 114dBNA no G3; o ND é maior nos indivíduos do grupo G1 seguidos pelos grupos G2 e G3. CONCLUSÕES: o ruído não determina alterações no comportamento do LRA; o ND é aumentado pela exposição ao ruído ocupacional; o ND é maior que o LRA de 10 a 25dB.

Year

2006

Creators

Bezerra,Francisca Magnólia Diógenes Holanda Iório,Maria Cecília Martinelli

Teste de nomeação de Boston: desempenho de uma população de São Paulo

TEMA: O teste de nomeação Boston é amplamente utilizado para avaliação de alterações de nomeação. Os escores usados no Brasil têm sido os mesmos da versão americana. No caso de indivíduos pouco escolarizados com lesões cerebrais, situação freqüente em nosso país, corre-se o risco de considerar déficit o que na realidade é desconhecimento e privação cultural. OBJETIVO: avaliar a influência da idade e escolaridade na habilidade de nomeação de amostra de indivíduos normais, da cidade de São Paulo, em uma tarefa de confrontação visual. MÉTODO: 133 voluntários normais, com idades entre 28 e 70 anos. RESULTADOS: os escores em nomeação espontânea foram [média (DP)]: [39,4 (9,8)]; por idade: 28 - 50 anos [39,5 (10,5)], 51 - 70 [39,1 (9,1)]; por escolaridade: 1 - 4 anos [33,7 (9,6)], 5 - 8 anos [36,6 (7,9)], 9 ou mais [47,4 (6)]. A comparação de desempenho entre os dois grupos de idade, não revelou diferenças significantes. Já o nível educacional mais alto determinou melhor performance tanto para a nomeação espontânea quanto para as facilitações. Pistas do estímulo precisaram ser ativadas para que o sujeito recordasse o nome correto, especialmente no grupo com menor escolaridade. Pistas fonêmicas beneficiaram os indivíduos com mais de oito anos de instrução formal. A nota de corte sugerida para uso no Brasil, foi calculada pela análise da curva ROC e baseada na comparação entre sujeitos normais e afásicos. CONCLUSÃO: A escolaridade foi a variável que mais influenciou o desempenho. Embora o grau de dificuldade de alguns itens possa em certa medida, diferir na língua inglesa e portuguesa, a aplicação da versão traduzida do TNB sem adaptações, para a população brasileira, é possível, desde que o nível educacional seja levado em conta na interpretação dos resultados.

Year

2006

Creators

Mansur,Letícia Lessa Radanovic,Márcia Araújo,Gisele de Carvalho Taquemori,Laís Yassue Greco,Lílian Lavine

Próteses auditivas: avaliações objetivas e subjetivas em usuários de amplificação linear e não-linear

TEMA: os indivíduos com perda auditiva neurossensorial se beneficiam muito com o uso da amplificação não-linear, uma vez que a compressão tenta restabelecer a sensação de intensidade normal. No entanto, a literatura ainda é controversa em relação aos benefícios para o reconhecimento de fala em usuários de próteses auditivas lineares e não-lineares. OBJETIVO: comparar o desempenho de usuários de próteses auditivas lineares e não-lineares por meio de avaliações objetivas e subjetivas, verificando o circuito que mais favorece uma melhor adaptação auditiva e reconhecimento de fala no silêncio e no ruído. MÉTODO: 21 usuários de próteses auditivas bilateral há pelo menos três meses, com idades compreendidas entre 12 e 64 anos, e perdas auditivas de grau leve a moderadamente severo, foram estudados conforme o tipo de sua amplificação, formando dois grupos: grupo linear, composto por 10 usuários de próteses auditivas lineares; e grupo não-linear, composto por 11 usuários de próteses auditivas não-lineares. Foram realizados os testes de reconhecimento de fala no silêncio e no ruído, e aplicado o questionário Internacional de Avaliação das Próteses Auditivas. RESULTADOS: não foram observadas diferenças estatisticamente significantes nos testes de reconhecimento de fala no silêncio e no ruído, nem no questionário aplicados, quando comparamos os grupos de usuários de próteses auditivas lineares e não-lineares. CONCLUSÃO: pode-se concluir que não há diferença entre o desempenho dos usuários de próteses auditivas lineares e não-lineares nas avaliações objetivas (testes de fala) e subjetivas (questionário) aplicadas, que indique uma melhor adaptação auditiva ou favoreça o reconhecimento de fala tanto no silêncio quanto no ruído.

Year

2006

Creators

Costa,Letícia Pimenta Iório,Maria Cecília Martinelli

Nível de desconforto para sensação de intensidade em indivíduos com audição normal

TEMA: o Loudness Discomfort Level (LDL), teste muito utilizado na adaptação de próteses auditivas, teve sua indicação ampliada e passou a ser recomendado para complementar a avaliação de pacientes com zumbido e/ou com suspeita de hiperacusia. OBJETIVO: determinar valores de referência do LDL para normo-ouvintes e sua correlação com o Limiar do Reflexo Acústico (LRA). MÉTODO: o LDL foi aplicado em 64 sujeitos normo-ouvintes de 18 a 25 anos (53,1% do sexo feminino) nas freqüências de 0,5 a 8KHz e para sons da fala encadeada espontânea a viva-voz. Os tons puros pulsáteis foram apresentados por dois segundos, com intervalo de um segundo entre cada apresentação, a partir de 50dB de modo ascendente em passos de 5dB até que o sujeito referisse desconforto inicial com a sensação de intensidade. O procedimento foi realizado nas duas orelhas separadamente e repetido imediatamente (situações de teste e reteste), com alternância da orelha inicial a cada sujeito. O reflexo contralateral foi obtido em seguida. Foi considerado LRA a menor intensidade sonora capaz de provocar uma deflexão visível na agulha do imitanciômetro (maior que 0,05ml). RESULTADOS: a mediana do LDL variou de 86 a 98dBNA, sem diferenças estatisticamente significativas entre homens e mulheres (p > 0,11), entre orelhas (p > 0,36) ou entre as situações de teste e reteste (p > 0,34). Os coeficientes de determinação (r²) do modelo de regressão linear mostraram ausência de correlação entre log(LDL) e log(LRA). CONCLUSÃO: normo-ouvintes apresentam LDL de 86 a 98dBNA para todos os estímulos apresentados. Diferenças inter-sujeitos e boa reprodutibilidade sugerem que a interpretação do teste deve ser cuidadosa e aliada à anamnese e que o teste pode ser útil no acompanhamento de pacientes. Não houve correlação entre LDL e LRA.

Year

2006

Creators

Knobel,Keila Alessandra Baraldi Sanchez,Tanit Ganz

Ocorrência de maus-tratos em crianças: formação e possibilidade de ação dos fonoaudiólogos

TEMA: este trabalho apresenta os resultados de um inquérito epidemiológico realizado com fonoaudiólogos da cidade do Rio de Janeiro (Brasil) acerca de sua experiência profissional com crianças e adolescentes vítimas de violência familiar. OBJETIVO: conhecer a ocorrência dos maus-tratos na clientela atendida por esses profissionais, caracterizando as vítimas quanto a faixa etária mais atingida, sexo, tipo de violência sofrida, agressor e tipo de queixa fonoaudiológica mais freqüente, além de conhecer como a violência foi identificada e qual foi a evolução dos casos. MÉTODO: foram enviados 500 questionários auto-administráveis por correio para uma amostra aleatória de fonoaudiólogos do Rio de Janeiro. Os questionários retornados foram identificados somente por números para garantir o anonimato. RESULTADOS: dos 224 fonoaudiólogos que responderam ao questionário, 54 atenderam pelo menos um caso de mau-trato, sendo a maioria composta por crianças. O principal agressor foi a mãe e o tipo de violência mais identificada foi a física. O atraso de linguagem foi a queixa fonoaudiológica mais freqüente nas vítimas de violência e a principal forma de identificação foi o relato da própria vítima ao profissional - relato verbal ou ainda, por meio de desenhos, estórias contadas, dramatizações e brincadeiras. Quanto a evolução, a maioria abandonou o tratamento fonoaudiológico impossibilitando o acompanhamento dos casos. CONCLUSÃO: dada a importância do tema para a área e a escassez de trabalhos existentes no Brasil sobre Fonoaudiologia e maus-tratos infantis, é imprescindível investir no trabalho de formação e informação deste profissional. É tarefa ainda do fonoaudiólogo, dar visibilidade a um problema tão complexo e principalmente, "dar voz" às crianças vítimas de violência, compreendendo que por trás de uma queixa fonoaudiológica pode haver um pedido de socorro.

Year

2006

Creators

Noguchi,Milica Satake Assis,Simone Gonçalves de Malaquias,Juaci Vitória

Mudanças das emissões otoacústicas por transientes na supressão contralateral em lactentes

TEMA: tem sido sugerido que a função do sistema olivo coclear medial (SOCM) pode ser avaliada pelo efeito de supressão das emissões otoacústicas por transientes (EOAT). O ruído competitivo tem um efeito inibitório no funcionamento das células ciliadas externas reduzindo o nível das emissões otoacústicas. Apesar de não haver crescimento pós natal da cóclea, o crescimento da orelha média e o desenvolvimento do processamento auditivo continuam após o nascimento. OBJETIVO: analisar as mudanças no SOCM relacionadas à idade por meio da supressão das EOAT em lactentes saudáveis. MÉTODO: 25 lactentes a termo sem indicadores de risco auditivo foram avaliados em dois momentos: ao nascimento e no sexto mês de vida. Nas duas idades as EOAT foram captadas no modo "Quickscreen", estímulo clique não linear a 78dB peNPS, nas duas orelhas, com e sem ruído contralateral apresentado a 60dB NPS. RESULTADOS: a análise dos dados por meio da ANOVA revelou significante supressão contralateral das EOAT em ambos grupos, porém tanto os níveis das EOAT quanto a magnitude da supressão contralateral das EOAT foram menores no sexto mês de vida quando comparados com a fase neonatal (p<0,01). O efeito de supressão das EOAT no período neonatal foi 2,81dB (± 0,19dB) e no sexto mês de vida foi 1,41dB (± 0,29dB). CONCLUSÃO: a magnitude da supressão das EOAT diminuiu do nascimento ao sexto mês de idade. A associação entre a estimulação acústica contralateral e um sistema, disponível comercialmente, rápido na medida das EOAT possibilita o monitoramento não invasivo dos mecanismos eferentes auditivos e parece ser clinicamente promissor na avaliação do estado coclear e do desenvolvimento da função eferente auditiva de lactentes de risco.

Year

2006

Creators

Durante,Alessandra Spada Carvallo,Renata Mota Mamede

Utilização do Sistema Sonar (bandinha digital) na avaliação auditiva comportamental de lactentes

TEMA: a tradicional utilização de instrumentos musicais, para avaliação do comportamento auditivo oferece pouca possibilidade no controle de intensidade, além da impossibilidade de limitar a freqüência teste, na prática clínica. Um novo método de avaliação infantil surge com o Sistema Sonar, que pode ser utilizado na avaliação auditiva comportamental de lactente, com a possibilidade de escolha da faixa de freqüência e intensidade em que o teste será realizado. A utilização do Sistema Sonar diferencia-se de outros métodos de avaliação comportamental, pelo uso de um instrumento com sons padronizados e limitados em faixas de freqüências, controlados pelo avaliador. Com este método, podem-se propor avaliações mais confiáveis e pesquisas com maior rigor científico, pois a qualidade do som não sofrerá interferências do examinador e alteração de suas características. OBJETIVO: utilizar o Sistema Sonar (bandinha digital) para acompanhar o desenvolvimento da função auditiva de lactentes nascidos a termo, de um a seis meses de idade. MÉTODO: Foram avaliados, mensalmente, uma média de 30 lactentes. Para avaliação, foram apresentados a gravação dos instrumentos chocalho, ganzá, coco e tambor centralizados nas freqüências de 3000, 1500, 700 e 500 Hz, respectivamente. Todos passaram na triagem das emissões otoacústicas evocadas. RESULTADOS: Na análise dos dados observa-se a presença de respostas de estatisticamente significantes nas freqüências testadas. Os resultados apresentaram diferença estatisticamente significativa, em todas as freqüências, no segundo trimestre, o que não aconteceu no primeiro trimestre. CONCLUSÃO: a utilização do Sistema Sonar (bandinha digital) é recomendada para avaliar esta faixa etária. Por se tratar de uma nova técnica de avaliação auditiva comportamental a utilização do Sonar deve se expandir com outras populações e em outros contextos sociais, e dessa maneira, possibilitar a avaliação de lactentes e de crianças pequenas de forma a facilitar o diagnóstico e a intervenção.

Year

2006

Creators

Nakamura,Helenice Yemi Lima,María Cecília Marconi Pinheiro Gonçalves,Vanda Maria Gimenes

Alfabetização e reabilitação dos distúrbios de leitura/escrita por metodologia fono-vísuo-articulatória

TEMA: alfabetização e reabilitação dos distúrbios da leitura e escrita por metodologia fono-vísuo-articulatória (Método das Boquinhas - JARDINI, 1997). Esta metodologia de aprendizagem alia inputs neuropsicológicos, como os sons/fonemas, às letras/grafemas, às boquinhas/articulemas. OBJETIVO: alfabetizar e/ou reabilitar crianças que apresentavam distúrbios na leitura e escrita, de etiologia variada, com resultados consistentes a curto prazo, num trabalho de parceria entre fonoaudiólogo e psicopedagogo. MÉTODO: participaram deste estudo 30 crianças, com diagnósticos de dislexia, TDHA, atraso cognitivo leve, limítrofes e psicoses infantis, havendo co-morbidades entre os casos. As crianças variavam entre 7 a 10 anos de idade, todas com atrasos de pelo menos seis meses na escolaridade regular. Participaram da pesquisa as crianças, seus pais e professores, que avaliaram-nas por meio do mesmo questionário, no início do tratamento (T0), após 3 meses (T1) e após 6 meses de intervenção (T2), segundo a leitura, interpretação de textos, ditado, cópia da lousa, atenção, concentração e segurança para aprendizagem. Foram aplicados questionários de múltipla escolha, sendo qualificadas em incapaz, intermediária e capaz para a aprendizagem do quesito avaliado. A abordagem terapêutica adotada foi a aplicação do método fono-vísuo-articulatório (Método das Boquinhas - Jardini, 1997), com duas sessões semanais realizadas pela fonoaudióloga e pela psicopegagoga. Além da intervenção as crianças continuaram sua escolaridade na rede regular de ensino que freqüentavam. RESULTADOS: houve expressiva evolução em todos os itens avaliados, analisados pelos pais e pelos professores. Após os 3 primeiros meses de intervenção as crianças passaram para nível intermediário de aprendizagem e após 6 meses apresentaram-se capazes em cada item avaliado. Estes resultados não só propiciaram melhor rendimento escolar, como beneficiaram-nas em relação à auto-estima para aprendizagem, podendo melhor enfrentar suas diferenças. CONCLUSÃO: com a metodologia fono-vísuo-articulatória, após 6 meses as crianças estavam aptas à dar continuidade no processo regular de ensino, acompanhando os demais alunos de sua classe.

Year

2006

Creators

Jardini,Renata Savastano Ribeiro Souza,Patrícia Thimóteo de

Internações hospitalares e cirurgias precoces, linguagem e psiquismo: estudo de dois casos

TEMA:influências recíprocas entre corpo, psiquismo e linguagem. OBJETIVO: este trabalho teve por objetivo estudar as possíveis relações entre internações hospitalares e cirurgias, sofridas por crianças nos seus primeiros anos de vida, e transtornos de linguagem e psíquico subseqüentes. MÉTODO: trata-se de uma pesquisa clínico-qualitativa, de natureza descritivo/interpretativa, realizada através da análise longitudinal de dois estudos de casos clínicos de crianças pequenas, com aproximadamente três anos de idade, cujo discurso familiar apontava para queixas co-ocorrentes: cirurgias e internações hospitalares precoces (em função de desordens orgânicas) e transtornos de linguagem subseqüentes. O material clínico foi analisado numa perspectiva teórica que articula teorias fonoaudiológica e psicanalítica, a partir da prática clínico-terapêutica fonoaudiológica. RESULTADOS: em ambos os casos, os sintomas fonoaudiológicos reduziram-se progressivamente, na medida em que, os transtornos orgânicos ganharam circulação discursiva tanto no diálogo terapêutico (entre fonoaudióloga e paciente), quanto nas narrativas familiares, o que promoveu modificações/superações dos sintomas de linguagem manifestos pelos pacientes. CONCLUSÃO: o nascimento orgânico das crianças estudadas não foi concomitante ao nascimento simbólico formando-se, entre ambos, um hiato derivado da falta de compatibilidade entre o amadurecimento do esquema corporal e dos processos de subjetivação. Os efeitos simbólicos operados nos pais, em função do nascimento de um filho radicalmente diferente do desejado foi devastador, deixando-os impossibilitados de conceber os bebês simbolicamente. Passada a violência do impacto da desilusão dos pais, essas crianças permaneceram sendo lidas por eles desde a doença, o que criou transtornos em seus modos de funcionamento de linguagem e psíquico. Assim, inconscientemente, só poderiam representar os filhos desde o lugar que lhes foi originalmente destinado: o lugar da doença.

Year

2006

Creators

Birkman,Malka Cunha,Maria Claudia

Relação entre os aspectos sócio cognitivos e perfil funcional da comunicação em um grupo de adolescentes do espectro autístico

TEMA: questões referentes ao desenvolvimento de linguagem e suas relações com os aspectos sociocognitivos norteiam a prática clinica no atendimento a população com diagnóstico dentro do espectro autístico. As alterações ou diferenças neste desenvolvimento podem resultar em uma maneira diferenciada de analise e orientação para essa população. A adolescência passa a ser um ponto de interrogação dentro desta analise pois, na grande maioria, as pesquisas estão destinadas à primeira infância. O profissional de Fonoaudiologia deve avaliar a relação entre as habilidades de linguagem e a competência comunicativa. As habilidades de linguagem referem-se à competência para compreender e formular os sistemas simbólicos falados ou escritos, enquanto a competência comunicativa refere-se à habilidade em fazer uso da linguagem como um instrumento efetivamente interativo com outras pessoas, em diversos contextos sociais. OBJETIVO: verificar a evolução do perfil funcional da comunicação e do desempenho sociocognitivo de adolescentes com diagnóstico psiquiátrico incluído no espectro autístico, atendidos em instituição especializada, em três situações comunicativas diversas, durante um período de 12 meses e as relações entre essas variáveis nas mesmas situações, durante o mesmo período de tempo. MÉTODO: foram acompanhados cinco adolescentes, com idades entre 12 e 17 anos, em três situações comunicativas. Durante um período de 12 meses foram realizados dois conjuntos de gravações, inicial e final, para cada sujeito. Cada conjunto de gravações foi realizado em três situações diferentes, com duração de 30 minutos cada: Situação I - terapia de linguagem individual; Situação II - criança em grupo com coordenador e Situação III - criança em grupo sem coordenador. RESULTADOS: existem diferenças entre os sujeitos nas três situações comunicativos, quanto ao desempenho sociocognitivo e o perfil funcional da comunicação. CONCLUSÃO: existe uma relação entre a evolução do desempenho sociocognitivo e o perfil funcional da comunicação nas três situações comunicativas, no período estudado.

Year

2006

Creators

Cardoso,Carla Fernandes,Fernanda Dreux Miranda

Periódicos nacionais em fonoaudiologia: caracterização de indicador de impacto

TEMA: valor global dos artigos científicos publicados em periódicos nacionais da Fonoaudiologia brasileira por meio do cálculo de Fator de Impacto (FI). OBJETIVO: conhecer parte da Fonoaudiologia brasileira à luz de seus periódicos científicos: caracterização de indicador de impacto - aqui, o FI. Foram analisados os sete periódicos nacionais de Fonoaudiologia (1986/2001) registrados no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e, portanto, já possuidores do International Standard Serial Number (ISSN). Para se calcular o FI dos periódicos, as listas de referências bibliográficas dos artigos publicados foram consultadas e a fórmula original de Garfield foi aplicada nos sete periódicos pesquisados. Foram consideradas para esta contagem as referências bibliográficas constantes nos artigos de pesquisa, de relato de caso, de revisão de literatura e de atualização. Foram excluídos os trabalhos descritos nos sumários dos periódicos como cartas ao editor; editorial; resumos; comentários e outros. Desta forma, foram analisadas as 9.334 referências bibliográficas dos 549 artigos analisados nos sete periódicos, excluindo-se as autocitações de autores. Pela análise dos dados, observou-se que os FIs resultantes mostraram valores praticamente nulos. CONCLUSÕES: os resultados apresentados demonstram que a Fonoaudiologia brasileira precisa desenvolver alguns aspectos em seus processos de difusão científica - as pesquisas da Fonoaudiologia brasileira estão se perdendo, sendo necessário que os editores aumentem o acesso e a visibilidade de seus periódicos e os fonoaudiólogos brasileiros citem os trabalhos de seus antecessores e parceiros nacionais. De acordo com os dados encontrados, para a Fonoaudiologia brasileira faz-se necessária a publicação de 11,9 artigos para a citação de apenas um destes artigos. Observa-se que os FIs da Fonoaudiologia brasileira, entre estes sete periódicos, aumentaram a partir do ano de 1999, sugerindo um amadurecimento desta Ciência. A continuação desta pesquisa nos anos subseqüentes a 2001 é necessária para a possível verificação do real aumento do impacto destes artigos.

Year

2006

Creators

Campanatti-Ostiz,Heliane Andrade,Claudia Regina Furquim de

O espectro médio de longo termo na pesquisa e na clínica fonoaudiológica

TEMA: uma das maiores dificuldades que encontramos ao avaliar uma voz é julgar a sua qualidade por meio da análise perceptivo-auditiva que - ainda que soberana - envolve desde aspectos sócio-econômicos e culturais até preferências individuais. Muitos são os adjetivos usados nesta avaliação e os métodos empregados, pela subjetividade envolvida neste processo, acabam gerando discordâncias entre os ouvintes e dificuldades de assumir um consenso em torno do uso desta ou daquela terminologia. Neste contexto, o laboratório de voz e, mais especificamente, a análise acústica computadorizada, trouxe a possibilidade de orientar e complementar a conduta fonoaudiológica. Entre as várias possibilidades de análise espectrográfica, o espectro médio de longo termo (Long-Term Average Spectrum - LTAS) oferece a possibilidade de "quantificar" a qualidade de uma voz, marcando as diferenças entre gênero, idade, vozes profissionais - falada e cantada - e vozes disfônicas. O LTAS vem sendo muito utilizado em pesquisas na área de voz pois, ao evidenciar a contribuição da fonte glótica e da ressonância para a sua qualidade, fornece subsídios objetivos para a avaliação deste parâmetro que depende basicamente da nossa percepção auditiva. OBJETIVO: trazer o conhecimento sobre a aplicação do LTAS na pesquisa e na clínica fonoaudiológica, descrevendo tanto os aspectos técnicos necessários à sua execução e à interpretação dos seus resultados, bem como as limitações no seu uso. CONCLUSÃO: a área de voz tem se desenvolvido muito nestas duas últimas décadas graças ao advento do laboratório de voz e fala. Assim sendo, conhecer a aplicabilidade de mais uma ferramenta de análise, o LTAS, considerando ainda a demanda existente de estudos nesta área, certamente vai contribuir para a criação de novas linhas de pesquisa tanto em voz profissional quanto na reeducação de alterações vocais.

Year

2006

Creators

Master,Suely Biase,Noemi de Pedrosa,Vanessa Chiari,Brasília Maria

Tipologia das rupturas de fala e classes gramaticais em crianças gagas e fluentes

TEMA: a gagueira de desenvolvimento é aquela cujo surgimento se dá na infância, durante a fase de aquisição e desenvolvimento da linguagem, e que se caracteriza como uma desordem crônica. OBJETIVO: verificar a influência da tipologia e classe gramatical na ocorrência de rupturas na fala de crianças gagas e fluentes. MÉTODO: Participaram desse estudo 80 crianças, com idades entre 4.0 a 11.11 anos, residentes no município de São Paulo e Grande São Paulo. Os participantes foram divididos em dois grupos: GI (grupo de pesquisa) foi composto por 40 crianças, (29 do sexo masculino e 11 do sexo feminino) com diagnóstico de gagueira, sem qualquer outro déficit comunicativo, neurológico e cognitivo associado; GII (grupo controle) foi composto por 40 crianças fluentes, pareadas por idade e sexo aos participantes de GI. RESULTADOS: os dados indicaram que os grupos não se diferenciaram quanto à ocorrência de rupturas comuns. As rupturas gagas ocorreram predominantemente para GI. Em relação à classe gramatical, as rupturas foram mais freqüentes nas palavras funcionais, para ambos os grupos. CONCLUSÃO: Esses resultados mostram que a análise das rupturas da fala, tanto em termos de tipologia quanto em termos gramaticais trazem um grande número de informações necessárias para a avaliação e diagnóstico da gagueira infantil, uma vez que aponta diferenças e semelhanças entre crianças gagas e fluentes.

Year

2006

Creators

Juste,Fabiola Andrade,Claudia Regina Furquim de

Sucção em recém-nascidos pré-termo e estimulação da sucção

TEMA: a estimulação da sucção não-nutritiva pode antecipar o início da alimentação por via oral e influenciar a evolução da sucção em recém-nascidos pré-termo. OBJETIVO: descrever a evolução do padrão de sucção e os efeitos da estimulação da sucção não-nutritiva (SNN). MÉTODO: foram estudados 95 recém-nascidos pré-termo (RNPT) adequados para a idade gestacional (IG), com IG ao nascer menor ou igual a 33 semanas, distribuídos de forma aleatória em três grupos: Grupo 1 (G1), grupo controle, sem estimulação da SNN; Grupo 2 (G2), com estimulação da SNN com chupeta ortodôntica para prematuros NUK® e Grupo 3 (G3), com estimulação da SNN através do dedo enluvado. Os três grupos foram submetidos a avaliação semanal da SNN com dedo enluvado e, após o início da alimentação por via oral (VO), avaliação da SNN e da sucção nutritiva (SN) com mini-mamadeira. RESULTADOS: nos três grupos, com o aumento da IG corrigida, elevou-se a probabilidade de ocorrência de todas as características da sucção estudadas (SNN e SN), exceto sinais de estresse na SNN e coordenação sucção-deglutição-respiração na SN. Na SNN: sucção iniciada facilmente (SIF), ritmo, força e coordenação lábios, língua e mandíbula, sem diferenças entre os grupos; probabilidade maior de vedamento labial, acanolamento, peristaltismo no G3 e de sinais de estresse no G2 (> 37 semanas). Na sucção nutritiva (SN): SIF, coordenação movimentos de lábios-língua e mandíbula, volume de leite ingerido pelo tempo total sem diferenças entre os grupos; ritmo e coordenação sucção-deglutição-respiração superior no G3; vedamento labial superior nos G1 e 3 (< 34 semanas) e sinais de estresse superior no G2 (> 33 semanas). CONCLUSÃO: o padrão de sucção de RNPT evoluiu em função da IG corrigida, tendo a estimulação da SNN aumentado a probabilidade de ocorrência de vedamento labial, ritmo, acanolamento, peristaltismo e coordenação sucção-deglutição-respiração, sendo o dedo enluvado a forma mais eficaz de estimulação da SNN.

Year

2006

Creators

Neiva,Flávia Cristina Brisque Leone,Cléa Rodrigues

O aspecto familial e o transtorno fonológico

TEMA: transtorno fonológico. OBJETIVO: verificar: os processos fonológicos apresentados por crianças com diagnóstico de transtorno fonológico com e sem história de transtorno de fala e linguagem no núcleo familiar; a associação entre os processos fonológicos; a diferença do índice de gravidade Porcentagem de Consoantes Corretas-Revisado (PCC-R) em relação ao histórico familial. MÉTODO: participaram da pesquisa 104 sujeitos - sendo 25 crianças com transtorno fonológico, sem terapia fonoaudiológica prévia e deveriam morar com os pais biológicos e seus irmãos. O material utilizado foi anamnese, questionário específico e as provas de fonologia do Teste de Linguagem Infantil ABFW. RESULTADOS: a simplificação de líquidas foi o processo fonológico mais ocorrente independentemente do histórico familial; os processos fonológicos de ensurdecimento foram mais observados quando os familiares apresentavam diagnóstico de transtorno fonológico atual; os processos fonológicos observados nas crianças são, em geral, diferentes daqueles presentes no núcleo familiar, e os que são iguais não determinam características próprias de histórico familial, na medida em que são os mais freqüentemente presentes em sujeitos com transtorno fonológico; houve associação entre os processos fonológicos quando considerado o histórico familial; o índice de gravidade PCC-R não diferenciou o transtorno em relação ao histórico familial. CONCLUSÃO: a pesquisa mostrou fatores que indicam que o histórico familial de transtorno de fala e linguagem está associado ao transtorno fonológico. O conhecimento do histórico familial da criança facilita o planejamento e execução de medidas de intervenção precoce podendo prevenir os agravamentos do transtorno fonológico. O índice de gravidade PCC-R não diferencia o transtorno fonológico em relação ao histórico familial.

Year

2006

Creators

Papp,Ana Carolina Camargo Salvatti Wertzner,Haydée Fiszbein

Efeito da prática musical no reconhecimento da fala no silêncio e no ruído

TEMA: o treinamento auditivo melhora a percepção de sinais acústicos complexos como a fala. OBJETIVO: verificar se o treinamento auditivo proporcionado pela prática musical é um fator que exerce influência na habilidade de reconhecer a fala no silêncio e no ruído. MÉTODO: participaram do estudo 55 indivíduos sem experiência musical (não músicos) e 45 indivíduos que atuavam como músicos profissionais em bandas militares há, no mínimo, 5 anos (músicos). Todos os voluntários eram militares, do sexo masculino, destros, normo-ouvintes e com idades variando entre 25 e 40 anos. Utilizando o teste Listas de Sentenças em Português (LSP), realizou-se a pesquisa do limiar de reconhecimento de sentenças no silêncio (LRSS) e do limiar de reconhecimento de sentenças no ruído (LRSR), a partir do qual foi calculada a relação sinal/ruído (S/R). As sentenças e o ruído (fixo a 65 dB NA) foram apresentados monoauralmente, por fones auriculares. RESULTADOS: ao serem comparados os desempenhos dos grupos estudados, a análise estatística dos resultados não evidenciou diferença significante entre os valores médios obtidos para os LRSS. No entanto, foi constatada diferença estatisticamente significante entre os valores médios obtidos para as relações S/R. CONCLUSÃO: no silêncio, músicos e não músicos apresentaram desempenhos semelhantes, porém, em tarefas de reconhecimento de sentenças apresentadas diante de ruído competitivo, músicos apresentaram melhores desempenhos, indicando que a prática musical é uma atividade que melhora a habilidade de reconhecimento da fala, quando esta ocorre diante de ruído.

Year

2006

Creators

Soncini,Fabiana Costa,Maristela Júlio

Potenciais evocados auditivos de média e longa latências em adultos com AIDS

TEMA: potenciais evocados auditivos de média e longa latências. OBJETIVO: verificar a ocorrência de alterações nos potenciais evocados auditivos de média e longa latências em indivíduos adultos portadores da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS). MÉTODO: foram obtidos os potenciais evocados auditivos de média e longa latências em oito indivíduos com AIDS, de 10 a 51 anos de idade, que apresentavam audição normal ou até perda auditiva neurossensorial de grau moderado e resultados normais na Audiometria de Tronco Encefálico, comparando os resultados com os obtidos no grupo controle constituído por 25 indivíduos, de 19 a 24 anos de idade, sem queixas auditivas e com audição dentro da normalidade, bem como com resultados normais na Audiometria de Tronco Encefálico. RESULTADOS: foram analisadas as médias das latências e amplitudes da onda Pa, nas modalidades contralaterais C3/A2 e C4/A1, e da latência da onda P300. Não foram observadas diferenças estatisticamente significantes com relação às médias da amplitude e latência da onda Pa entre os grupos, embora tenha sido observado um aumento da latência e diminuição da amplitude de tal onda, ainda que não estatisticamente significante, para o grupo estudo na modalidade C3/A2. A latência da onda P300 mostrou-se significantemente aumentada para o lado esquerdo no grupo estudo, sendo também possível observar um aumento da latência, embora não estatisticamente significante, para o lado direito. CONCLUSÃO: indivíduos adultos com AIDS não apresentam alterações no potencial evocado auditivo de média latência e apresentam alterações no potencial cognitivo sugerindo, desta forma, comprometimento da via auditiva em regiões corticais e déficit no processamento cognitivo das informações auditivas nesta população. Tais achados reforçam a importância de uma investigação minuciosa da função auditiva em indivíduos com AIDS auxiliando, desta forma, no delineamento da conduta terapêutica junto a estes pacientes.

Year

2006

Creators

Matas,Carla Gentile Juan,Kleber Ramos de Nakano,Renata Agnello

Variáveis lingüísticas e de narrativas no distúrbio de linguagem oral e escrita

TEMA: estudo das variáveis lingüísticas e da narrativa no distúrbio da linguagem oral e escrita. OBJETIVO: caracterizar a produtividade lingüística e de narrativa, de narrações orais e escritas de escolares com distúrbio da linguagem oral e da escrita. MÉTODO: compararam-se as narrativas orais e escritas de 30 escolares da rede pública dos sexos masculino e feminino, com idades variando entre 7 e 13 anos, agrupados segundo: Grupo pesquisa (15) e de controle (15). Foram coletadas amostras de narrativa oral e escrita dos trinta escolares, obtidas a partir do reconto história infantil "Chapeuzinho Vermelho". Realizaram-se análises comparativas entre a modalidade oral e a escrita, intragrupos (Teste t de Student e Teste de Wilcoxon) e intergrupos (Teste t de Student e Teste de Mann Whitney), segundo as variáveis lingüísticas: números totais de palavras, de substantivos, de verbos, de verbos no passado, de adjetivos, de marcadores temporais, de enunciados completos, de enunciados incompletos e de episódios relatados, e segundo critérios de análise de narrativa considerando-se as presenças dos episódios. RESULTADOS: foram observadas diferenças entre as modalidades oral e escrita no grupo com distúrbio quando se analisou o número total de palavras (p = 0,018) e o número de verbos (p = 0,030). Além disso, o uso dos marcadores temporais antes (p < 0,001), então (p < 0,001), quando (p < 0,001), e depois (p = 0,003), e o relato de episódios também mostraram diferenças estatísticas na comparação entre os grupos. CONCLUSÃO: maior produtividade lexical oral se comparada à escrita, uso menos freqüente de marcadores temporais e menor número de certos episódios relatados na modalidade escrita, caracterizaram os escolares com distúrbios.

Year

2006

Creators

Miilher,Liliane Perroud Ávila,Clara Regina Brandão de

Verificação do desempenho de crianças deficientes auditivas oralizadas em teste de vocabulário

TEMA: vocabulário expressivo de crianças deficientes auditivas oralizadas. OBJETIVO: verificar o desempenho de um grupo de crianças com perda de audição em um teste de vocabulário expressivo. MÉTODO: o Teste de Linguagem Infantil ABFW - Vocabulário foi aplicado em 21 crianças portadoras de deficiência auditiva de grau moderadamente severo a profundo divididas em três grupos, conforme suas idades: 3 anos a 4 anos e 11 meses, 5 anos a 6 anos e 11 meses e 7 anos a 8 anos e 11 meses. Estas crianças utilizavam predominantemente o código lingüístico oral para se comunicar. RESULTADOS: os indivíduos pertencentes aos diferentes grupos etários forneceram mais respostas corretas e processos de substituição ao nomearem as figuras solicitadas do que não designaram. Em geral, as crianças com idades entre 7 anos a 8 anos e 11 meses demonstraram melhor desempenho do que aquelas com idades entre 3 anos a 4 anos e 11 meses e 5 anos a 6 anos e 11 meses, cujos comportamentos foram semelhantes. CONCLUSÃO: as crianças demonstraram melhores desempenhos nos campos conceituais animais, meios de transporte e formas e cores; as crianças mais velhas mostraram maior conhecimento dos vocábulos na maioria dos campos conceituais. Ao verificar o desempenho destas crianças no Teste de Linguagem Infantil ABFW - Vocabulário, foi possível concluir que tal verificação permitiu a identificação dos campos conceituais em que as crianças possuem maior ou menor domínio, assim como o reconhecimento dos recursos que os sujeitos deficientes auditivos utilizam na tentativa de nomear. Estas informações permitem que o fonoaudiólogo enfatize os campos conceituais menos conhecidos pelas crianças e abordem os traços e atributos dos objetos já conhecidos por elas, antes de apresentá-lo.

Year

2006

Creators

Costa,Marianni Christina Moreira Chiari,Brasília Maria

Aplicação do teste de lateralização sonora em idosos

TEMA: a habilidade de determinar a direção da fonte sonora está baseada no fato de que os sons chegam às duas orelhas em tempo, fase, intensidade e/ ou freqüência diferentes. A percepção da direção da fonte sonora favorece a inteligibilidade de fala em ambientes ruidosos. OBJETIVO: identificar o menor tempo de atraso interaural, que é capaz de produzir lateralização para a orelha em que o estímulo chegou primeiro, por meio das técnicas ascendente e descendente, utilizando-se o Teste de Lateralização Sonora, em indivíduos idosos, com audição normal nas freqüências mais importantes para a compreensão da fala. MÉTODO: foi aplicado o Teste de Lateralização Sonora em 30 indivíduos acima de 60 anos de idade, que possuíam limiares de audibilidade até 25dBNA nas freqüências de 500, 1000 e 2000Hz, sem gap aéreo-ósseo. RESULTADOS: os tempos médios de atraso interaural de lateralização sonora foram: a) técnica ascendente: 125,56s (sexo feminino) e 83,61 s (sexo masculino); b) técnica descendente: 95,06 s (sexo feminino) e 61,68s (sexo masculino). CONCLUSÃO: não há diferença entre o tempo médio de atraso interaural de lateralização sonora, obtido com a técnica ascendente e descendente segundo a variável lado de início do teste (orelha direita ou orelha esquerda); o tempo médio de atraso interaural de lateralização sonora é menor nos indivíduos do sexo masculino, em ambas as técnicas, descendente e ascendente; o tempo de atraso interaural médio obtido por meio da técnica descendente é menor que o obtido na técnica ascendente; os indivíduos que apresentam perda de audição à partir da freqüência de 3000Hz têm tempo médio de atraso interaural de lateralização sonora menor que os indivíduos com audição normal, tanto na técnica ascendente quanto na técnica descendente.

Year

2006

Creators

Fonseca,Carolina Battaglia Frota Iório,Maria Cecília Martinelli