RCAAP Repository

Problemas de alimentação em crianças com doença do refluxo gastroesofágico

TEMA: a queixa de problema alimentar é freqüente na faixa pediátrica, podendo apresentar associação com problemas de motilidade digestiva superior. A doença do refluxo gastro-esofágico (DRGE) é considerada hoje em dia um dos fatores de risco para o desenvolvimento de problemas de alimentação. OBJETIVO: verificar a ocorrência de problemas de alimentação em pacientes com DRGE definida pelo exame de pHmetria esofágica de 24 horas. MÉTODO: estudo analítico observacional transversal da das funções estomatognáticas e do comportamento alimentar em crianças com quadro clínico de DRGE e crianças saudáveis. RESULTADOS: foram avaliadas 25 crianças (45,68 ± 34,22 meses; média e desvio padrão) com diagnóstico de DRGE realizado por meio da pHmetria e 40 crianças (60,65 ± 36,07 meses) sorteadas do grupo escolar. Os critérios para a solicitação do exame de pHmetria foram a presença de manifestações como vômito, regurgitação, chiado e pneumonias de repetição. Não houve diferença significativa entre as médias de idade. Houve ocorrência estatisticamente significante (p < 0,05) de problemas de alimentação (PA) e distúrbio das funções orais (distúrbios de sucção, mastigação e deglutição) no grupo de crianças com DRGE. PA de ordem comportamental esteve presente em 44% dos casos e PA de ordem estomatognática em 80%. Cerca de 64% das crianças apresentaram histórico de queixa de problema alimentar, 36% aumento do tempo de alimentação, 68% problemas no desenvolvimento dos padrões orais de alimentação e 60% alteração do modo respiratório nasal. CONCLUSÃO: Crianças com DRGE apresentam maior prevalência de problemas alimentares de ordem comportamental e estomatognática quando comparadas a crianças saudáveis.

Year

2007

Creators

Drent,Larissa Vieira Pinto,Elizete Aparecida Lomazi da Costa

Análise comparativa da eficiência de três diferentes modelos de terapia fonológica

TEMA: terapia fonológica em crianças com desvios fonológicos. OBJETIVO: comparar as mudanças referentes ao sistema fonológico de crianças com desvio fonológico, com base na comparação do número de fonemas adquiridos, número de sons estabelecidos no inventário fonético e traços distintivos alterados, antes e após a terapia, e verificar se houve diferença em relação a estas mudanças de acordo como o modelo de terapia utilizado - Ciclos Modificado, Oposições Máximas e ABAB - Retirada e Provas Múltiplas. MÉTODO: o grupo pesquisado foi constituído por 21 sujeitos, sendo 15 do sexo masculino e 6 do sexo feminino, com desvios fonológicos que já haviam recebido alta do atendimento fonoaudiológico. Foram comparadas a avaliação fonológica inicial e a avaliação após a terapia em relação ao número de sons estabelecidos nos sistemas fonológicos, o número de sons presentes nos inventários fonéticos e os traços distintivos alterados; também foram comparadas as mudanças fonológicas resultantes da aplicação dos três modelos terapêuticos. RESULTADOS: observou-se diferença estatisticamente significante entre as avaliações iniciais e finais nos três modelos quanto aos fonemas estabelecidos no sistema fonológico e traços distintivos alterados, enquanto que no inventário fonético, houve diferença estatística significante somente entre os modelos ABAB - Retirada e Provas Múltiplas e Oposições Máximas. Não houve diferença estatística entre os modelos terapêuticos. CONCLUSÃO: os modelos de terapia foram efetivos no tratamento das crianças com desvio fonológico, pois estas apresentaram evolução nos seus sistemas fonológicos, inventários fonéticos e traços distintivos alterados, não havendo diferença estatisticamente significante entre os modelos.

Year

2007

Creators

Mota,Helena Bolli Keske-Soares,Márcia Bagetti,Tatiana Ceron,Marizete Ilha Filha,Maria das Graças de C. Melo

Efeitos da amplificação sonora sobre as modalidades comunicativas utilizadas pelos pais

TEMA: reabilitação auditiva em crianças surdas usuárias de língua de sinais. OBJETIVO: pesquisar os efeitos da amplificação fornecida pelas próteses auditivas sobre as modalidades comunicativas utilizadas pelos pais, durante a interação com seus filhos surdos. MÉTODO: participaram deste estudo 12 crianças surdas na faixa etária de 50 a 80 meses de idade, cuja modalidade preferencial de comunicação era a viso-espacial (língua de sinais) e seus pais ouvintes. Eram crianças com perda auditiva de grau severo ou profundo na melhor orelha e usuárias de próteses auditivas nas duas orelhas. Foram estudadass a relação de causa-efeito entre o perfil das habilidades auditivas das crianças surdas (medidas de inserção, ganho funcional e a Escala de Integração Auditiva Significativa) e as modalidades comunicativas (auditivo-oral, viso-espacial, bimodal) utilizadas pelos pais. As modalidades comunicativas foram analisadas e comparadas em duas situações diferentes de interação estruturada entre os pais e os filhos, ou seja, quando as crianças não estavam utilizando as próteses auditivas (Situação 1) e quando as crianças estavam utilizando as próteses auditivas (Situação 2). A análise dos dados foi realizada por meio da estatística descritiva. RESULTADOS: o perfil das habilidades auditivas das crianças surdas mostrou-se inferior a 53% (insatisfatório). Predominantemente, os pais utilizaram a modalidade bimodal para ganharem a atenção, transmitirem e finalizarem as tarefas. Evidenciaram-se discretos efeitos positivos da amplificação nas modalidades comunicativas, pois os pais utilizaram mais turnos na modalidade auditivo-oral na Situação 2. CONCLUSÃO: os pais ouvintes tendem a utilizar mais turnos comunicativos na modalidade auditivo-oral para ganharem, transmitirem e finalizarem as tarefas à medida que observam melhora no perfil das habilidades auditivas em seus filhos.

Year

2007

Creators

Couto,Maria Inês Vieira Lichtig,Ida

Resolução temporal: análise em pré-escolares nascidos a termo e pré-termo

TEMA: processamento auditivo. OBJETIVO: verificar o comportamento auditivo de resolução temporal de crianças na faixa etária de cinco a seis anos, nascidas pré-termo, sem evidências de alterações neurológicas e compará-lo com o mesmo comportamento auditivo de crianças na mesma faixa etária, nascidas a termo, com baixo risco para alteração do desenvolvimento, considerando as variáveis: limiar de detecção de intervalo de tempo por freqüência sonora pré-estabelecida apresentada na forma binaural e monoaural por ordem de orelha que iniciou o teste e gênero. MÉTODO: 70 sujeitos: 44 nascidos a termo reunidos em grupos de 20 indivíduos do sexo feminino e 24 do sexo masculino, denominado Grupo 1, e 26 nascidos pré-termo, sendo 12 indivíduos do sexo feminino e 14 do sexo masculino, denominado Grupo 2, foram submetidos a avaliação audiológica composta por audiometria tonal limiar, limiar de reconhecimento de fala, imitânciometria e aplicação do teste de fusão auditiva denominado de Random Gap Detection. RESULTADOS: os nascidos a termo apresentaram menores limiares de detecção de intervalo de tempo no teste de fusão auditiva, nas formas de apresentação binaural e monoaural em todas as freqüências sonoras pré-estabelecidas, do que os nascidos pré-termo com diferença estatisticamente significante. As médias dos limiares de detecção de intervalo de tempo do Grupo 1 aumentaram conforme a freqüência sonora aumentou. No Grupo 2 não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes quanto as médias de limiares de detecção de intervalo de tempo na forma de apresentação binaural e monoaural. CONCLUSÃO: os nascidos pré-termo se diferenciam dos nascidos a termo quanto ao comportamento auditivo de resolução temporal e o teste de fusão auditiva utilizado pode servir como ferramenta para a avaliação do processamento auditivo, uma vez que a detecção precoce de alteração dos processos temporais indica uma intervenção para minimizar ou evitar futuros prejuízos de linguagem.

Year

2007

Creators

Fortes,Ana Beatriz Pereira,Liliane Desgualdo Azevedo,Marisa Frasson de

Versão brasileira do Dizziness Handicap Inventory

TEMA: impacto da tontura na qualidade de vida (QV). OBJETIVO: adaptar culturalmente o Dizziness Handicap Inventory (DHI) para aplicação na população brasileira, avaliar sua reprodutibilidade e descrever os resultados obtidos à aplicação deste questionário em pacientes com tontura crônica. MÉTODO: o DHI foi aplicado, inicialmente, em 45 pacientes com tontura crônica e hipótese diagnóstica de síndrome vestibular, seguindo as etapas de tradução do idioma Inglês para o Português e adapatação lingüística, revisão da equivalência gramatical e idiomática, adaptação cultural e avaliação da reprodutividade intra e interpesquisadores. A avaliação da reprodutividade foi realizada por intermédio do teste de pesquisadores. A avaliação da reprodutividade foi realizada por intermédio do teste de Wilcoxon para duas amostras dependentes, P < 0,05. O instrumento foi aplicado para um total de 250 pacientes para avaliação do impacto da tontura na qualidade de vida de vestibulopatas crônicos. RESULTADOS: a versão brasileira do DHI (DHI brasileiro) foi bem compreendida pelo população estudada. Não foi verificada diferença estatística significante à avaliação da reprodutibilidade inter-pesquisadores (P = 0,418) e intra-pesquisadores (P = 0,244). Todos pacientes apresentaram prejuízo na QV e os aspectos físicos foram os mais prejudicados, seguidos em ordem decrescente pelos aspectos funcionais e emocionais. Os aspectos funcionais mostraram-se mais comprometidos em indivíduos mais velhos. Nenhuma associação foi verificada entre o gênero e as médias do escore total e de cada um dos aspectos avaliados pelo DHI. CONCLUSÃO: o DHI foi adaptado culturalmente para aplicação na população brasileira (DHI brasileiro), mostrando-se confiável para a avaliação da interferência da tontura na QV. Os pacientes com tontura crônica e hipótese diagnóstica de síndrome vestibular apresentaram prejuízo na QV devido a este sintoma, verificados à aplicação do DHI brasileiro. Os aspectos físicos foram os mais prejudicados.

Year

2007

Creators

Castro,Ana Sílvia Oliveira de Gazzola,Juliana Maria Natour,Jamil Ganança,Fernando Freitas

Avaliação perceptiva e instrumental da função velofaríngea na fissura de palato submucosa assintomática

TEMA: a fissura de palato submucosa (FPSM) pode estar associada, ou não, a sintomas de disfunção velofaríngea (DVF). OBJETIVO: o presente estudo teve por propósito verificar se pacientes com FPSM diagnosticados como assintomáticos em uma avaliação perceptiva da fala apresentam ausência de hipernasalidade e fechamento velofaríngeo adequado em exame instrumental. MÉTODO: vinte pacientes com FPSM e sem sintomas de DVF, de ambos os gêneros, com idade entre 6 e 46 anos, foram submetidos à avaliação acústica da fala (nasometria), para a determinação da nasalância, o correlato acústico da nasalidade, e, à avaliação aerodinâmica da fala (técnica fluxo-pressão), para a determinação do fechamento velofaríngeo. A total concordância entre os resultados aferidos na avaliação perceptiva e nas avaliações instrumentais foi a hipótese de nulidade testada. RESULTADOS: a avaliação aerodinâmica confirmou integralmente as observações da avaliação perceptiva, ou seja, todos os 20 pacientes foram diagnosticados como tendo fechamento velofaríngeo adequado em ambas as modalidades de avaliação. Os resultados da nasometria, por sua vez, concordaram com os da avaliação perceptiva em apenas 15 dos 20 pacientes analisados (75% dos casos). Os 5 pacientes restantes (25%) apresentaram escores de nasalância sugestivos de hipernasalidade na nasometria, não constatada na avaliação perceptiva, levando, neste caso, à rejeição da hipótese de nulidade. CONCLUSÃO: os resultados mostram a importância do uso combinado de avaliação perceptiva e instrumental para o diagnóstico da DVF em casos de FPSM. Com base nos achados recomenda-se o acompanhamento periódico dos casos considerados assintomáticos em avaliação perceptiva da fala e que apresentem evidências de DVF em uma avaliação instrumental, como a nasometria, particularmente em se tratando de crianças, mais sujeitas ao desenvolvimento de sintomas com o avanço da idade.

Year

2007

Creators

Miguel,Haline Coracine Genaro,Kátia Flores Trindade,Inge Elly Kiemle

P300 em sujeitos com perda auditiva

TEMA: as avaliações comportamentais e eletrofisiológicas contribuem para o entendimento do sistema auditivo e do processo de intervenção. OBJETIVO: estudar P300 em sujeitos com perda auditiva neurossensorial congênita, segundo as variáveis gênero, idade e grau da perda auditiva. MÉTODO: a presente investigação consiste em um estudo descritivo, transversal. Foram examinados 29 sujeitos, sendo 15 do gênero masculino e 14 do gênero feminino, com idade entre 11 a 42 anos. Os critérios de elegibilidade para composição da amostra foram: idade superior a 11 anos e inferior a 45 anos; ser portador de deficiência auditiva congênita severa ou profunda; não apresentar outro tipo de distúrbio; não apresentar perda auditiva central e/ou comprometimento condutivo. A primeira etapa caracterizou-se por avaliação comportamental auditiva e fisiológica que incluiu: audiometria tonal limiar (via aérea e via óssea), logoaudiometria - LDV e medidas do ganho funcional para os sujeitos que faziam uso de próteses auditivas, Imitanciometria: curva timpanométrica e pesquisa dos reflexos ipsi e contra-laterais, registro das emissões otoacústicas (EOA) - emissões otoacústicas transitórias (EOAT) e emissões otoacústicas por produto de distorção (EOAPD). A avaliação eletrofisiológica constituiu a quarta etapa do procedimento de coleta de dados e incluiu: potenciais auditivos evocados de tronco encefálico (PEATE) e de longa latência (P300). RESULTADOS: o P300 foi registrado em 17 sujeitos, com latência e amplitude média de 326,97ms e 3,76V, respectivamente. Apresentou diferenças significantes da latência em relação à idade (p < 0,03 para derivação CzA2 e p < 0,02 para derivação CzA1) e da amplitude, segundo o grau da perda auditiva (p < 0,0015). CONCLUSÃO: o P300 pode ser registrado em sujeitos com perda auditiva.

Year

2007

Creators

Reis,Ana Cláudia Mirândola Barbosa Iório,Maria Cecília Martinelli

A eficácia da reabilitação em disfagia orofaríngea

TEMA: eficácia da reabilitação em disfagia orofaríngea. A atuação fonoaudiológica com disfagia orofaríngea em nosso País alcançou proporções significativas e merece neste momento atenção para que esta atuação esteja baseada em evidências científicas. As técnicas terapêuticas e a eficácia da reabilitação em disfagia orofaríngea têm sido estudadas desde a década de 70, alcançando seu ápice na década de 80 e 90. Poucos estudos têm relatado a eficácia da reabilitação em disfagia orofaríngea, sendo mais freqüente aqueles que têm se preocupado em provar os efeitos da técnica terapêutica na dinâmica da deglutição. No Brasil, as pesquisas em disfagia orofaríngea têm valorizado os procedimentos de avaliação, sendo poucos os trabalhos que tratam da reabilitação. OBJETIVO: apresentar uma análise crítica sobre a eficácia da reabilitação em disfagia orofaríngea. CONCLUSÃO: este artigo de revisão aponta que estudos não randomizados têm comprometido os resultados, uma vez que a casuística das pesquisas têm utilizado amostras muito heterogêneas, que incluem disfagias orofaríngeas mecânicas e neurogênicas ocasionadas por distintas etiologias. Além disto, os programas terapêuticos empregados são pouco descritivos comprometendo a reprodução por parte de outros pesquisadores. Tais achados sugerem a necessidade de estudos mais randomizados, talvez inicialmente por meio de estudos de casos que possam excluir as variáveis do controle da eficácia terapêutica. Outra sugestão seria empregar, assim como as pesquisas atuais têm proposto, escalas que possam medir o impacto do treinamento de deglutição nas condições nutricionais e pulmonares do indivíduo disfágico. Uma importante área da pesquisa, relacionada ao controle da eficiência e eficácia terapêutica, está nos estudos que objetivam estabelecer o grau de redução de custos hospitalares e em empresas de home care, mediante a atuação do fonoaudiólogo com a disfagia orofaríngea.

Confiabilidade do instrumento de avaliação da prontidão do prematuro para alimentação oral

TEMA: a transição da alimentação gástrica para via oral do bebê pré-termo é uma das maiores preocupações da equipe de saúde que assiste a esta população e necessita de um critério objetivo que auxilie o início desta transição. OBJETIVO: testar a confiabilidade de um instrumento de avaliação da prontidão do bebê prematuro em iniciar a transição da alimentação gástrica para via oral. MÉTODO: o instrumento é constituído dos seguintes itens: idade corrigida; estado de consciência; postura e tônus global; postura dos lábios e língua; reflexo de procura, sucção, mordida e vômito; movimentação e canolamento de língua; movimentação de mandíbula; força de sucção; sucções por pausa; manutenção do ritmo de sucção por pausa; manutenção do estado alerta e sinais de estresse. O estudo foi realizado na Unidade de Cuidados Intermediários do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo e a amostra foi constituída de 30 bebês pré-termo que atenderam aos seguintes critérios de inclusão: idade gestacional corrigida menor ou igual a 36 semanas e 6 dias; clinicamente estáveis; ausência de deformidades faciais, distúrbios respiratórios, cardiovasculares, gastrointestinais e neurológicos ou síndromes que impedem ou dificultam a alimentação oral; e não terem recebido alimentação láctea por via oral. A confiabilidade foi determinada através aplicação do teste Kappa para verificar a concordância entre avaliadores. RESULTADOS: os itens cujos valores atingiram concordância excelente foram: estado comportamental, postura e tônus global, postura de lábios e língua, reflexo de vômito e manutenção do estado alerta; os itens que atingiram concordância satisfatória: reflexo de procura, sucção e mordida, movimentação da mandíbula, força de sucção e sucção por pausa; apenas os itens canolamento de língua, manutenção da sucção por pausa e sinais de estresse atingiram concordância insatisfatória. CONCLUSÃO: de forma geral, os itens do instrumento apresentam confiabilidade adequada entre os observadores.

Year

2007

Creators

Fujinaga,Cristina Ide Zamberlan,Nelma Ellen Rodarte,Milena Domingos de Oliveira Scochi,Carmen Gracinda Silvan

Desempenho mastigatório em adultos relacionado com a desordem temporomandibular e com a oclusão

TEMA: desordem temporomandibular e mastigação. OBJETIVO: comparar sujeitos com desordem temporomandibular a um grupo controle quanto à mastigação e analisar as variáveis relacionadas. MÉTODO: 20 sujeitos com desordem temporomandibular (grupo com DTM) e 10 do grupo controle, ambos selecionados de acordo com o exame clínico e anamnese, responderam sobre a sua auto-percepção de severidade de dor e sons nas articulações temporomandibulares, dor nos músculos, sintomas otológicos, cefaléia e dificuldade para abrir a boca. Foram também submetidos ao exame clínico, considerando o número de elementos dentários presentes e a análise funcional da oclusão - medidas de abertura bucal, excursão lateral da mandíbula, interferências oclusais e contatos oclusais do lado de trabalho e balanceio. A mastigação foi avaliada quanto ao tempo para ingerir, ao número de golpes mastigatórios e ao tipo mastigatório (unilateral ou bilateral), usando um biscoito recheado, cuja força máxima para quebrá-lo no primeiro momento foi de 4341,8g, como verificado com o auxílio do Texture Analyser TA-XT2 (Stable Micro Systems). Os grupos foram comparados por análise de variância e as correlações entre as variáveis foram calculadas pelo teste produto-momento de Pearson. RESULTADOS: a maioria dos sujeitos do grupo controle apresentou tipo mastigatório bilateral, enquanto que no grupo com DTM houve tendência ao tipo mastigatório unilateral. No grupo controle foram estatisticamente maiores os escores do tipo mastigatório e as medidas de lateralidade. No grupo com DTM foram maiores as médias de idade, o tempo de mastigação, o número de golpes mastigatórios e a severidade da DTM. O tempo e o tipo mastigatório foram correlacionados, respectivamente de modo positivo e negativo, à severidade da DTM e ao número de interferências oclusais. CONCLUSÃO: no grupo com DTM a mastigação diferiu do padrão fisiológico normal. O número de interferências oclusais e a severidade da DTM foram as variáveis correlacionadas à mastigação.

Year

2007

Creators

Felício,Cláudia Maria de Melchior,Melissa de Oliveira Silva,Marco Antônio Moreira Rodrigues da Celeghini,Renata Maria dos Santos

Amostra de filmagem e análise da pragmática na síndrome de Down

TEMA: avaliar o desenvolvimento da linguagem é uma tarefa complexa que exige conhecimentos teóricos e práticos a respeito dos aspectos que se deseja investigar, considerando-se a metodologia a ser utilizada na coleta e na análise dos dados, a fim de serem obtidos resultados consistentes e confiáveis, que reflitam a realidade do sujeito. OBJETIVO: considerando-se a obtenção do maior número de dados em menor tempo possível, sem prejuízo da qualidade e efetividade dos dados obtidos, nosso objetivo é identificar o momento e o tempo de filmagem de situação de interação, mais adequados para realizar a análise da pragmática de crianças com síndrome de Down. MÉTODO: foi traçado o perfil comunicativo de 25 crianças com síndrome de Down, de dois a sete anos de idade, utilizando-se a proposta de avaliação elaborada por Fernandes (2004), comparando-se os dados obtidos na análise de amostras de 30 e 15 minutos de filmagem. A situação analisada foi a de interação entre terapeuta e criança em brincadeira lúdica. Para verificar a significância dos dados, foi realizada análise estatística, utilizando os testes de Friedman e Wilcoxon e a técnica de Intervalo de Confiança, com nível de significância igual a 0,05 (5%). CONCLUSÃO: não foram encontradas diferenças significativas relacionadas às amostras obtidas com diferentes durações de filmagem para a análise da pragmática da comunicação de crianças com síndrome de Down.

Year

2007

Creators

Porto,Eliza Limongi,Suelly Cecilia Olivan Santos,Irlaine Guedes dos Fernandes,Fernanda Dreux Miranda

Linguagem oral de crianças com cinco anos de uso do implante coclear

TEMA: implante coclear (IC) em crianças. Objetivo: traçar um perfil de linguagem oral receptiva e expressiva de crianças usuárias de implante coclear há cinco anos a cinco anos e onze meses; verificar a influência do tempo de privação sensorial na linguagem oral receptiva e expressiva dessas crianças. MÉTODO: 19 crianças deficientes auditivas usuárias de IC com deficiência auditiva pré-lingual, com tempo de uso do IC variando de 5a a 5a11m e média do tempo de privação sensorial de 3a (desvio padrão um ano) foram avaliadas por meio da Reynell Developmental Language Scales (RDLS) (Reynell e Gruber, 1990) que é composta pela Escala de Compreensão (C), Escala de Expressão (E) e suas Sub-Escalas Estrutura (Ee), Vocabulário (Ev) e Conteúdo (Ec). RESULTADOS: a mediana e os valores do quartil 75 e quartil 25 encontrados foram: 44, 57 e 54 para C; 48, 60 e 55 para E; 20, 21 e 20 para Ee; 15, 19 e 17 para Ev; 15, 22 e 18 para Ec; 96, 116 e 108 para a pontuação total. Houve correlação estatística entre o tempo de privação sensorial e a pontuação de C (p = - 0,62; R = 0,0044) e Ec (p = - 0,48; R = 0,0348) tornando o tempo de privação influente na pontuação total (p = - 0,53; R = 0,0174). CONCLUSÃO: o perfil de linguagem das crianças usuárias de implante coclear há cinco anos é desviante e semelhante ao perfil das crianças ouvintes de cinco anos para a Expressão e ao das crianças ouvintes de quatro anos para a Compreensão; a influência do tempo de privação sensorial foi estatisticamente significante na pontuação da C - linguagem receptiva - e na pontuação de uma seção (Ec) da E - linguagem expressiva, sendo significante na pontuação total da RDLS.

Year

2007

Creators

Stuchi,Raquel Franco Nascimento,Leandra Tabanez do Bevilacqua,Maria Cecília Brito Neto,Rubens Vuono de

Reabilitação vestibular em idosos com tontura

TEMA: o envelhecimento populacional é um processo natural, manifesta-se por um declínio das funções de diversos órgãos. A reabilitação vestibular (RV) é um processo terapêutico que visa promover a redução significativa dos sintomas labirínticos. OBJETIVO: verificar os benefícios dos exercícios de RV por meio da avaliação pré e pós-aplicação do questionário Dizziness Handicap Inventory (DHI) - adaptação brasileira. MÉTODO: participaram deste estudo oito idosos com queixa de tontura, na faixa etária de 63 a 82 anos, três do sexo masculino e cinco do sexo feminino. Realizaram-se os seguintes procedimentos: anamnese, inspeção otológica, avaliação vestibular por meio da vectoeletronistagmografia (VENG), aplicação do questionário DHI e dos exercícios de RV de Cawthorne (1944) e Cooksey (1946). RESULTADOS: com relação as queixas auditivas e vestibulares, observou-se a incidência do zumbido, da hipoacusia, da vertigem postural e do desequilíbrio; na avaliação da função vestibular, constataram-se alterações em todos os idosos; as alterações foram na sua maioria na prova calórica com predomínio da hiporreflexia uni e bilateral; constataram-se, no exame vestibular, três casos de síndrome vestibular periférica deficitária unilateral, três casos de síndrome vestibular periférica deficitária bilateral, um caso de síndrome vestibular central deficitária bilateral e um caso de síndrome vestibular central irritativa bilateral; houve melhora significativa dos aspectos físico (p = 0,00413), funcional (p = 0,00006) e emocional (p = 0,03268) após a realização dos exercícios de RV. CONCLUSÃO: o protocolo utilizado de RV promoveu melhora na qualidade de vida dos idosos e auxiliou no processo de compensação vestibular.

Year

2007

Creators

Zanardini,Francisco Halilla Zeigelboim,Bianca Simone Jurkiewicz,Ari Leon Marques,Jair Mendes Martins-Bassetto,Jackeline

Audiometria de reforço visual com diferentes estímulos sonoros em crianças

TEMA: avaliação auditiva infantil. OBJETIVO: verificar os Níveis Mínimos de Resposta (NMR) por meio de Audiometria de Reforço Visual (ARV) em campo livre, em 50 crianças ouvintes e 25 deficientes auditivas, considerando as variáveis: lado de apresentação sonora, sexo, idade e tipo de estímulo. MÉTODO: realizou-se ARV com tons puros modulados em freqüência (warble) e com estímulos do Sistema Sonar nas crianças selecionadas. Os tons modulados foram produzidos pelo Audiômetro Pediátrico, nas freqüências de 500, 1000, 2000 e 4000Hz e nas intensidades de 80, 60, 40 e 20dBNA. Sendo estes apresentados em ordem decrescente de intensidade e utilizando o condicionamento estímulo-resposta-reforço visual. Utilizando os estímulos Sistema Sonar, o procedimento de avaliação e a apreciação das respostas foram os mesmos, porém para a apresentação destes foi utilizada uma caixa de amplificação sonora. Cada alto-falante com o reforço visual foi posicionado a aproximadamente a 90 azimute à direita e à esquerda da criança, em uma distância de aproximadamente 50cm. O reforço visual usado foi um palhaço iluminado. RESULTADOS: não houve diferença estatisticamente significante entre MNR em relação ao lado de apresentação. Os NMRs em 500 e 2000Hz do Sistema Sonar, foram menores no sexo masculino nos ouvintes. Neste grupo houve diminuição dos NMR com aumento da idade, para ambos estímulos. Ao comparar NMRs com dois estímulos houve diferença estatisticamente significante a favor do Sistema Sonar apenas para ouvintes com menos de dois anos. CONCLUSÃO: em ouvintes os NMRs reduzem com avanço da idade independente do estímulo e são inferiores com o Sistema Sonar. Nas deficientes auditivas não houve diferença significativa em relação a nenhuma variável estudada.

Year

2007

Creators

Vieira,Eliara Pinto Azevedo,Marisa Frasson de

Emissões otoacústicas: produto de distorção em lactentes até dois meses de idade

TEMA: na Audiologia clínica há uma necessidade de se estabelecer parâmetros para análise da emissão otoacústica - produto de distorção (EOAPD) em lactentes, com a finalidade de utilizá-los como critério clínico na avaliação audiológica. OBJETIVO: descrever os achados do registro das EOAPD em lactentes até dois meses de idade por meio da análise do nível de resposta, do nível de ruído e da relação sinal/ruído em todas as bandas de freqüências; da análise do nível de resposta em relação às variáveis: gênero, pico de pressão na timpanometria e estado do lactente durante o exame e da distribuição do percentil do nível de resposta. MÉTODO: foram avaliados 138 lactentes sem indicadores de risco para perda auditiva e que passaram na triagem auditiva. Os parâmetros foram: L1 = 65dBNPS e L2 = 50dBNPS no equipamento ILO292 - Otodynamics. RESULTADOS: Foram avaliados 70 lactentes do gênero masculino e 68 do feminino. As medianas do nível de resposta das EOAPD por freqüência (f2) variaram entre 6,0dB NPS e 16,3dBNPS. As medianas do nível de ruído das EOAPD por freqüência (f2) variaram entre -12,5dB NPS e -2,1dBNPS. As medianas da relação sinal/ruído das EOAPD por freqüência (f2) variaram entre 10,5dBNPS e 25,5dBNPS. CONCLUSÕES: Não houve diferença estatisticamente significante entre gêneros e entre orelhas para o nível de resposta. O pico de pressão na timpanometria definido por três grupos (entre -50 e +50daPa; < -50daPa e > +50daPa) não influenciou no registro do nível de resposta. Para uma interpretação clínica, o percentil 5 pode sugerir perda auditiva e o percentil 95 pode sugerir audição dentro da normalidade. É importante a realização de estudos com lactentes com perda auditiva para que se possa complementar o critério clínico no caso de presença de EOAPD e perda auditiva.

Year

2007

Creators

Pinto,Vanessa Sinelli Lewis,Doris Ruthy

Problemas de linguagem e alimentares em crianças: co-ocorrências ou coincidências?

TEMA: relações entre problemas de linguagem oral e transtornos alimentares em crianças. OBJETIVO: analisar a possível co-ocorrência desses distúrbios postos numa relação de implicação estrutural, pressupostas as influências recíprocas entre linguagem, corpo e psiquismo. MÉTODO: clínico quanti-qualitativo, a partir da observação livre de amostragem não intencional de 35 crianças (entre 1:4 e 7:0 anos de idade) com queixas de problemas de linguagem oral e atendidas numa clínica-escola durante o período de um ano. Dessa população foi destacado um estudo de caso (J., 4:0 anos), com importância de cenário emblemático em relação ao paradigma teórico utilizado na discussão dos resultados. O procedimento de avaliação de cada sujeito consistiu em entrevistas familiares, análise da linguagem oral no contexto dialógico e em situações lúdicas e avaliação da motricidade oral. RESULTADOS: problemas de linguagem e distúrbios alimentares co-ocorreram em 100% dos casos, que foram sub-categorizados por faixas etáreas em função de similaridades sintomatológicas. Na categoria A (1:4 a 3:0 anos) encontram-se 10 sujeitos (28,57%) e aparecem: atraso no desenvolvimento da linguagem oral, restrições interacionais, disfagia ou hipofagia. Na B (3:1 a 5:0 anos) 20 sujeitos (57,14%), temos: da ausência de linguagem oral à precariedade discursiva, distúrbios articulatórios, problemas de mastigação e deglutição, idiossincrasias alimentares e obesidade. Na C (5:1 a 7:0 anos) 5 sujeitos (14,28%), surgem: alterações discursivas severas, distúrbios articulatórios, problemas de mastigação e deglutição e recusa a determinados alimentos. RESULTADOS: a co-ocorrência de problemas de linguagem oral e transtornos alimentares não é mera coincidência, mas ambos os distúrbios configuraram-se como transtornos da oralidade. Sugere-se, portanto, que os fonoaudiólogos investiguem dificuldades alimentares nos processos diagnósticos de pacientes cuja queixa e/ou os sintomas manifestos incidam na linguagem oral.

Year

2007

Creators

Palladino,Ruth Ramalho Ruivo Cunha,Maria Claudia Souza,Luiz Augusto de Paula

Botulismo e disfagia

TEMA: o botulismo é uma doença neuroparalítica grave, de caráter agudo, afebril e causada pela ação de uma toxina produzida pelo Clostridium botulinum. Essa toxina se liga aos receptores da membrana do axônio dos neurônios motores, impedindo a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular, o que causa paralisia flácida dos nervos cranianos e da musculatura esquelética, estruturas responsáveis pela adequada funcionalidade da deglutição nos indivíduos. OBJETIVO: apresentar o trabalho fonoaudiológico realizado junto a um paciente com quadro clínico de botulismo com queixa de disfagia. MÉTODO: paciente adulto, gênero masculino, com quadro clínico de botulismo, encaminhado para avaliação fonoaudiológica por apresentar dificuldades em deglutir saliva. Durante avaliação observou-se: alteração na mobilidade, tonicidade e sensibilidade dos órgãos do Sistema Miofuncional Orofacial (OMSs); redução dos movimentos laríngeos; estase de saliva em cavidade oral; ausência do reflexo de deglutição; ausência da função de deglutição. Foram realizadas nove sessões de fonoterapia, nas quais se abordou: estimulação dos OMSs - mobilidade, tonicidade e sensibilidade; estimulação dos reflexos orais e faríngeos; testes e treinos de deglutição com diferentes consistências alimentares e com auxilio de manobras de proteção e de limpeza de vias aéreas. RESULTADOS: melhora da mobilidade, tonicidade e sensibilidade dos OMSs; presença do reflexo de deglutição; melhora da elevação laríngea; restabelecimento da função de deglutição sem necessidade de assistência de qualquer profissional ou de manobras clínicas; qualidade vocal próxima aos parâmetros de normalidade (hipernasalidade e incoordenação pneumofonoarticulatória leves). Paciente recebeu alta fonoaudiológica e hospitalar, sendo indicado atendimento clínico para adequação e aperfeiçoamento dos OMSs. CONCLUSÃO: o trabalho fonoaudiológico mostrou-se eficiente no restabelecimento dos OMSs e da função da deglutição, possibilitando que o paciente restabelecesse a funcionalidade adequada de seu sistema miofuncional orofacial.

Year

2007

Creators

Mangilli,Laura Davison Andrade,Claudia Regina Furquim de

Testes de rastreamento x testes de diagnóstico: atualidades no contexto da atuação fonoaudiológica

TEMA: instrumentos diagnósticos, propriedades e uso de indicadores para seleção, aplicação e validação de instrumentos de diagnóstico e de rastreamento. OBJETIVO: apresentar conceitos ligados aos instrumentos de avaliação e sua aplicação de acordo com o objetivo, seja rastreamento ou diagnóstico. Também são apresentados alguns exemplos práticos de aplicação de instrumentos de avaliação ligados à comunicação humana, bem como critérios de validação de testes na população e critérios utilizados para sua escolha e aplicação racional em serviços e programas de saúde a partir de pressupostos epidemiológicos pesquisados em artigos indexados nas bases de dados Scielo, Lilacs ou Medline até janeiro de 2007. CONCLUSÃO: instrumentos de avaliação e diagnóstico clínico diferem dos instrumentos de rastreamento em relação a seus objetivos e critérios de elegibilidade. São indicativos da precisão de um instrumento de avaliação, seja para rastreamento ou diagnóstico, a sensibilidade e a especificidade de tal instrumento. Questões como reprodutibilidade, tempo para realização do teste ou exame e preparação prévia do paciente também devem ser considerados quando da seleção de instrumentos de avaliação clínica. O conhecimento e disseminação de informações ligadas às propriedades dos instrumentos de avaliação ligados a Fonoaudiologia devem ser incentivados sistematicamente. Além disso, a ampliação da gama de conhecimentos acerca das diferentes perspectivas ligadas às metodologias e instrumentos diagnósticos contribuem com a melhor racionalização de recursos humanos e financeiros. A elaboração de estudos que promovam a validação dos instrumentos correntemente utilizados para rastreamento e diagnóstico dos distúrbios da comunicação humana colabora com o avanço do conhecimento ligado a Fonoaudiologia e, indiretamente, para com o reconhecimento da ciência fonoaudiológica, baseada em evidências técnico-científicas, na promoção da saúde.

Year

2007

Creators

Goulart,Bárbara Niegia Garcia de Chiari,Brasília Maria

Evolução do ritmo de sucção e influência da estimulação em prematuros

TEMA: o desenvolvimento do padrão de sucção em recém-nascido pré-termo no período neonatal é importante não só para o estabelecimento de uma sucção eficiente, mas também para o desenvolvimento motor-oral. A alimentação segura e eficiente do recém-nascido pré-termo está relacionada a uma sucção com ritmo e coordenação. A estimulação da sucção não-nutritiva pode influenciar a evolução do padrão de sucção e o desenvolvimento do ritmo de sucção nos recém-nascidos pré-termo. OBJETIVO: analisar a evolução do ritmo de sucção, na sucção não-nutritiva e na sucção nutritiva, em função da estimulação da sucção não-nutritiva e do avanço da idade gestacional corrigida. MÉTODO: foram envolvidos 95 recém-nascidos pré-termo (RNPT) distribuídos de forma aleatória em três grupos: Grupo 1, grupo controle (35 RNPT), sem estimulação da sucção não-nutritiva; Grupo 2 (30 RNPT), com estimulação da sucção não-nutritiva com chupeta ortodôntica para prematuros Nuk® e Grupo 3 (30 RNPT), com estimulação da sucção não-nutritiva por meio do dedo enluvado. RESULTADOS: os recém-nascidos tinham idade gestacional de nascimento média de 30,5 semanas (± 1,57), idade gestacional corrigida ao entrar no estudo média de 31,6 semanas (± 1,31) e peso de nascimento médio de 1.390 gramas, sem diferenças estatísticas entre os grupos. O número de eclosões e pausas por minuto aumentou 0,16 a cada semana e a duração das eclosões 0,81 segundos; a duração das pausas diminuiu 3,8 segundos a cada semana e o número de sucções/segundo foi constante, na sucção não-nutritiva 1,15 e na sucção nutritiva 0,95. Não foram encontradas diferenças estatísticas entre os três grupos em nenhuma das variáveis estudadas. CONCLUSÃO: a estimulação da sucção não-nutritiva em recém-nascido pré-termo não modificou a evolução do ritmo de sucção, tendo sido o processo de maturação, representada pela idade gestacional corrigida, o maior determinante desse processo.

Year

2007

Creators

Neiva,Flávia Cristina Brisque Leone,Cléa Rodrigues

Análise da produção científica nacional fonoaudiológica acerca da linguagem escrita

TEMA: a produção científica nacional sobre a linguagem escrita no âmbito da Fonoaudiologia. OBJETIVO: analisar parte da produção fonoaudiológica brasileira acerca da linguagem escrita, entre os anos de 1980 a 2004, levando em conta o período da publicação; a distribuição de freqüência por período; os tipos de publicações; as sub-temáticas abordadas e a autoria. MÉTODO: a pesquisa de caráter documental configurou a opção metodológica selecionada para a realização desse estudo. Foram analisados livros, capítulos de livros e artigos publicados em sete periódicos nacionais de Fonoaudiologia (1980 a 2004). RESULTADOS: as produções científicas em torno da linguagem escrita, no período considerado, perfazem um total de 236 publicações. Desse total, 3,39% foram publicadas na década de 1980; 44,1% na década de 1990; e 52,5% durante o período de 2000-2004. Quanto ao tipo das publicações, 18,5% foram publicadas em forma de livro, 39% de capítulo de livro e 42,5% de artigo em periódico. Quanto à autoria das publicações, 42 autores (76,36%), são vinculados a instituições de ensino superior, como docentes ou discentes, com maior concentração no Estado de São Paulo e menor no Rio de Janeiro. As produções analisadas versaram sobre cinco sub-temáticas: "distúrbios de linguagem escrita" (52%); "processo de apropriação da linguagem escrita" (23,5%); "surdez e linguagem escrita" (8,90%); "alterações neurológicas e linguagem escrita" (8,22%) e "escola e linguagem escrita" (7,53%). CONCLUSÃO: a pesquisa permitiu recuperar parte da memória acerca da construção de um campo de atuação e de conhecimento da área fonoaudiológica: a linguagem escrita. O ascendente crescimento de publicações em torno dessa temática aponta para o implemento de pesquisas nesse campo da Fonoaudiologia e, portanto, a pertinência de estudos que objetivem analisar os rumos da produção científica relativa ao mesmo.

Year

2007

Creators

Munhoz,Cíntia Mara Affornalli Massi,Giselle Berberian,Ana Paula Giroto,Claudia Regina Mosca Guarinello,Ana Cristina