RCAAP Repository

Distonia focal laríngea: investigações no corpo que remetem à mente

TEMA: a descrição sintomática da distonia focal laríngea (DFL) parece ser unânime na literatura, no entanto, o que diz respeito a sua etiologia causa polêmica, uma vez que aponta para aspectos psíquicos e neurológicos. Devido a tal impasse, que se faz presente na literatura e, principalmente na prática clínica, este estudo privilegiou esta patologia, dentre outras que englobam sintomas vocais, pois parece ser o lugar, por excelência, em que a questão voz/psiquismo pode ser tratada. OBJETIVO: relatar o caso de um paciente portador de DFL com ênfase nos efeitos recíprocos entre voz e psiquismo. MÉTODO: trata-se de uma pesquisa de natureza clínico-qualitativa desenvolvida a partir do procedimento de estudo de caso clínico longitudinal de um paciente do sexo masculino, 54 anos, diagnosticado como portador de DFL. Foram elaborados registros sistemáticos dos atendimentos fonoaudiológicos que posteriormente foram analisados a partir de referenciais teóricos advindos da literatura fonoaudiológica, médica e psicanalítica. RESULTADOS: a análise demonstrou que a mescla de procedimentos técnicos específicos, utilizados a partir de um novo olhar, atentando para o fato de que as intervenções no corpo produzem efeitos corporais e psíquicos, com a escuta de conteúdos psíquicos, resultou em progressos terapêuticos e melhora da qualidade vocal. CONCLUSÃO: o sintoma vocal não remete apenas a um corpo doente, mas a um sujeito que sofre e recorre ao sintoma para ser escutado. Sendo assim, o método clínico não investiga o sintoma estritamente no que diz respeito ao funcionamento orgânico, mas também a serviço de quê e porque se manifesta especificamente na voz.

Year

2006

Creators

Salfatis,Daniele Guilhermino Cunha,Maria Claudia

Aspectos sobre desenvolvimento de linguagem oral em craniossinostoses sindrômicas

TEMA: aspectos sobre o desenvolvimento de linguagem oral em craniossinostoses sindrômicas. As craniossinostoses (fusão precoce das suturas cranianas) apresentam incidência em torno de 0,4 a 1/1.000 nativivos. Estas podem ocorrer devido a fatores ambientais ou genéticos. Com relação à forma de apresentação, estas podem ocorrer de maneira isolada ou associada a outros defeitos congênitos. Neste último grupo, destacam-se as acrocefalossindactilias, condições geneticamente determinadas, que apresentam similaridade fenotípica, sendo estas as síndromes de Saethre-Chotzen, Apert, Crouzon e Pfeiffer. Diante destas condições complexas que envolvem o arcabouço craniofacial, é possível encontrar interferências anatômicas e funcionais que determinem atrasos e/ou desvios de linguagem. OBJETIVO: revisar a literatura acerca dos aspectos fonoaudiológicos relacionados ao desenvolvimento normal da linguagem oral e descrever as principais características associadas a ela apresentadas por crianças com síndromes de Apert, Crouzon, Pfeiffer e Saethre-Chotzen. Foi realizada revisão sistemática de estudos sobre as craniossinostoses sindrômicas e dados referentes a linguagem oral nestes casos. Para isso, utilizou-se pesquisa na base de dados Medline e Lilacs, assim como outras publicações importantes para a conclusão do artigo. CONCLUSÃO: diversas manifestações relacionadas à audição e linguagem podem estar presentes em craniossinostoses sindrômicas. Destacam-se as alterações do sistema de condução do som, levando à perda auditiva, o que conseqüentemente prejudica a aquisição e desenvolvimento pleno da linguagem. Deste modo, recomenda-se o diagnóstico e tratamento fonoaudiológico adequados e precoces, eliminando ou minimizando os prejuízos para a aquisição e desenvolvimento da linguagem oral.

Year

2006

Creators

Arduino-Meirelles,Ana Paula Lacerda,Cristina Broglia Feitosa de Gil-da-Silva-Lopes,Vera Lúcia

Análise pragmática das respostas de crianças com e sem distúrbio específico de linguagem

TEMA: a partir dos dois anos de idade a criança passa a diferenciar perguntas de não perguntas e também passa a ajustar suas repostas. Esta participação nas trocas verbais requer habilidades conversacionais básicas, como capacidade para iniciar e interagir e para responder apropriadamente e manter a interação. OBJETIVO: analisar e correlacionar os aspectos pragmáticos da linguagem, referentes aos tipos de respostas, durante interação adulto/criança, em crianças com desenvolvimento normal de linguagem e naquelas com diagnóstico de Distúrbio Específico de Linguagem (DEL). MÉTODO: participaram 16 crianças com DEL (GP) de três a seis anos e 60 crianças em desenvolvimento normal de linguagem (GC) de três a cinco anos, sendo 20 para cada faixa etária, dez por sexo. A coleta de dados aconteceu em dois dias, com díade comunicativa criança/adulto facilitada por brinquedos. Os dados (fala da criança e do adulto) foram transcritos e analisados e passaram por análise de Índice de Confiança com 93,75% de concordância, depois foram submetidos à análise estatística. RESULTADOS: as respostas foram classificadas em categorias e agrupadas em Repostas Adequadas (RA) e Repostas Inadequadas (RI), sempre de acordo com o contexto comunicativo estabelecido. O GC apresentou média significativamente maior do que o GP para o uso de RA e o GP apresentou média significativamente maior que o GC para o uso de RI. O GC diminuiu o uso de RI com o aumento da idade. O GP manteve o uso de RI com o aumento da idade, inclusive para a faixa etária de seis anos. CONCLUSÃO: foi observado que o aumento da idade salientou as diferenças entre GP e GC. O GP foi menos efetivo na comunicação mantendo ininteligibilidade de fala, ao passo que o GC apresentou habilidades conversacionais mais elaboradas. Porém, novos trabalhos com idades mais avançadas precisam ser realizados para melhor compreensão dessas tendências observadas.

Year

2006

Creators

Rocha,Lidiane Cristina Befi-Lopes,Débora Maria

Análise das funções comunicativas expressas por terapeutas e pacientes do espectro autístico

TEMA: funções comunicativas utilizadas por terapeutas e pacientes. OBJETIVO: analisar o uso de funções comunicativas por terapeutas de pacientes do espectro autístico. MÉTODO: Foram analisadas as funções comunicativas utilizadas por seis terapeutas em interação com seis pacientes cada, constituindo um corpo de análise de 36 perfis de funções comunicativas por díade terapeuta-paciente. Todas as terapeutas faziam parte do Programa de Aprimoramento em Distúrbios Psiquiátricos da Infância, seus pacientes pertenciam ao espectro autístico. Para a coleta dos dados foram utilizadas as transcrições da gravação de uma sessão de terapia e analisadas segundo Fernandes, (2000). As funções comunicativas foram divididas de duas formas: mais e menos interpessoais e instrumental, regulatória, interacional, pessoal, heurística e imaginativa . RESULTADOS: a comparação entre as funções usadas por terapeutas e paciente revelou que houve diferença estatisticamente significante no uso das funções: pedido de rotina social, de informação e de ação, comentário, reconhecimento do outro, exclamativa, não focalizada, exploratória, exibição, jogo e reativa. Quanto à divisão em funções mais e menos interpessoais ou entre funções instrumental, regulatória, interacional, pessoal, heurística e imaginativa houve diferença estatisticamente significante no uso das funções mais e menos interpessoais e das funções regulatória, interacional, pessoal e heurística. CONCLUSÃO: o perfil funcional da comunicação das terapeutas é bastante distinto do de seus pacientes quando comparamos cada uma das funções e quando analisamos os agrupamentos de funções (mais e menos interpessoais e instrumental, regulatória, interacional, pessoal, heurística e imaginativa). As terapeutas utilizam funções para preencher o espaço comunicativo e realizar pedidos, resultado que concorda com estudos anteriores.

Year

2006

Creators

Miilher,Liliane Perroud Fernandes,Fernanda Dreux Miranda

Medidas antropométricas de comprimento de lábio superior e filtro

TEMA: medidas antropométricas faciais indiretas de lábio superior e filtro. OBJETIVO: descrever as medidas de lábio superior e filtro em crianças no período de dentição mista, extraídas de telerradiografias, relacionando-as aos tipos faciais médio e longo, aos padrões de oclusão classe I e II de Angle e à postura habitual de repouso com e sem selamento labial. MÉTODO: verificação de 123 traçados de telerradiografias em norma lateral de crianças, extraídas de arquivos de documentação ortodôntica antes do início do tratamento corretivo. As radiografias são de crianças com idades entre 7:7 anos e 11:10 anos, sendo 56 do gênero masculino e 67 do feminino. RESULTADOS: na análise estatística foi utilizado o Teste-t de Student com significância de 5% e obteve-se os resultados: para lábio superior não foi encontrada diferença estatisticamente significante levando em consideração as variáveis tipos de face, oclusão e sexo. Para as medidas de filtro não houve diferença estatisticamente significante considerando tipo de face e oclusão, porém houve diferença para variável gênero. Obteve-se diferença estatisticamente significante tanto para lábio superior quanto para filtro analisando a variável postura habitual de repouso com e sem selamento labial, sendo assim fator determinante para as medidas. Este fato indica que pode haver direcionamento de modificações estruturais. CONCLUSÃO: média para comprimento do lábio superior em telerradiografia ficou estabelecida em torno de 21mm; a média para filtro em torno de 12mm. É importante considerar postura labial de repouso durante avaliação e processo de terapia ao se realizar as medidas de lábio superior e filtro.

Year

2006

Creators

Daenecke,Sibeli Bianchini,Esther Mandelbaum Gonçalves Silva,Ana Paula Berberian V. da

Aclimatização: estudo do reconhecimento de fala em usuários de próteses auditivas

TEMA: a aclimatização refere-se ao período que sucede a adaptação dos amplificadores sonoros, quando ocorre uma melhora progressiva das habilidades auditivas e de reconhecimento de fala decorrente das novas pistas de fala disponíveis ao usuário da amplificação. OBJETIVO: verificar a aclimatização após adaptação de aparelhos de amplificação sonora individual (AASI) por meio de avaliações objetivas (testes de fala) e subjetivas (Questionário). MÉTODO: foram avaliados 16 deficientes auditivos no primeiro dia de adaptação de AASI e reavaliados mensalmente até o terceiro mês. Em todos os meses foram realizados os testes de fala Índice Percentual de Reconhecimento de Fala (IPRF), por meio de monossílabos, e Limiar de Reconhecimento de Sentenças no Ruído (LRSR), por meio de sentenças, determinando assim a relação sinal/ruído (S/R). Também foi aplicado o Questionário Internacional de Avaliação de Aparelhos de Amplificação Sonora Individual (QI - AASI) após um mês e três meses de adaptação das próteses auditivas. RESULTADOS: a comparação realizada entre o primeiro dia, primeiro, segundo e terceiro meses de adaptação das próteses auditivas mostrou uma melhora estatisticamente significante (p < 0,001) entre os resultados obtidos ao longo dos meses, tanto no IPRF, quanto na relação S/R. Não houve diferença estatisticamente significante nos resultados obtidos no questionário aplicado no primeiro e terceiro mês. CONCLUSÃO: a avaliação objetiva, por meio de tarefas de reconhecimento de fala, indica melhores resultados nos meses subseqüentes à adaptação das próteses auditivas evidenciando melhora progressiva das habilidades de fala a partir do primeiro mês de adaptação. A avaliação subjetiva não revela melhora entre o primeiro e o terceiro mês após a adaptação das próteses auditivas.

Year

2006

Creators

Prates,Letícia Pimenta Costa Spyer Iório,Maria Cecília Martinelli

Relação entre fala, tônus e praxia não-verbal do sistema estomatognático em pré-escolares

TEMA: relação entre fala, tônus e praxia não-verbal. OBJETIVO: verificar a existência de relação entre fala, tônus e praxia não-verbal do sistema estomatognático em pré-escolares. MÉTODO: avaliamos 120 crianças, de 4:0 a 5:11 de idade. Todas foram submetidas à avaliação que constou de anamnese e avaliação fonoaudiológica. A anamnese foi realizada com a própria criança e complementada por informações obtidas por meio de um questionário, respondido por seus pais ou responsáveis. A avaliação fonoaudiológica constou de: avaliação do tônus (resistência), da mobilidade (realização de movimentos isolados), da praxia (repetição de movimentos seqüenciais) de lábios e de língua e da fala (nomeação de figuras). RESULTADOS: os achados estatisticamente significantes foram: tônus de língua normal nas crianças do grupo de praxia normal (p = 0,003*); tônus de língua alterado nas crianças do grupo de praxia alterada (p = 0,003*) e fala normal nas crianças do grupo com praxia normal (p < 0,001). Observamos tônus de lábios normal nas crianças do grupo de praxia normal (p = 0,058), fala alterada (grupo omissão, substituição e distorção) nas crianças do grupo com tônus de lábios alterado (p = 0,149), fala normal nas crianças do grupo com tônus de língua normal (p = 0,332), fala alterada (grupo omissão, substituição e distorção) nas crianças do grupo com praxia de lábios alterada (p = 0,241). Neste estudo não foram observadas diferenças da fala em relação ao sexo ou a idade. Entretanto, as crianças de 4:0 a 4:11 anos apresentaram alterações de fala em maior proporção que as da faixa etária de 5 anos. CONCLUSÃO: não foi possível comprovar a existência de relação entre o tônus e a praxia de lábios, e entre a praxia de lábios e a fala. Constatamos a existência de relação entre o tônus e a praxia não-verbal de língua e também entre a praxia não-verbal de língua e a fala.

Year

2006

Creators

Farias,Samira Raquel de Ávila,Clara Regina Brandão de Vieira,Marilena Manno

Potenciais evocados auditivos em indivíduos acima de 50 anos de idade

TEMA: potenciais evocados auditivos. OBJETIVO: descrever os resultados dos potenciais evocados auditivos de tronco encefálico (PEATE), potenciais evocados auditivos de média latência (PEAML) e potencial cognitivo (P300) em indivíduos acima de 50 anos de idade. MÉTODO: este estudo foi desenvolvido no Laboratório de Investigação Fonoaudiológica em Potenciais Evocados Auditivos do Curso de Fonoaudiologia, do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da FMUSP. Foram avaliados 24 pacientes (45 orelhas) por meio do PEATE e do P300, sendo que apenas 18 destes pacientes (36 orelhas) foram avaliados por meio do PEAML. Todos os indivíduos encontravam-se na faixa etária de 51 a 74 anos de idade, divididos em três grupos:GI (50 - 59 anos), GII (60 - 69 anos) e GIII (70 a 79 anos) e apresentavam audição normal ou até perda auditiva neurossensorial de grau moderadamente severo no PEATE e de grau moderado no PEAML e no P300. A faixa de frequências avaliadas no PEATE e no PEAML abrangeu 3000 a 6000 Hz, enquanto que no P300 a faixa foi de 1000 a 1500Hz. Para a análise estatística dos dados foram utilizados os testes estatísticos de Kruskal-Wallis, Mann-Whitney e igualdade de duas proporções. RESULTADOS: observaram-se diferenças estatisticamente significantes entre os grupos simultaneamente para o interpico I -V no PEATE e para a latência da onda Na no PEAML, sendo que no PEATE foi o GIII que provocou a diferença e no PEAML foi o GI. Evidenciou-se diferença estatisticamente significante entre os grupos simultaneamente para a latência do componente P300. Verificou-se, também, alterações consideráveis em relação à qualidade dos traçados dos potenciais evocados auditivos, indicando uma forte correlação entre piora na qualidade do traçado e aumento da idade. CONCLUSÃO: o processo de envelhecimento do sistema auditivo afeta progressivamente as vias auditivas ao longo do tronco encefálico e lobo temporal.

Year

2006

Creators

Matas,Carla Gentile Santos Filha,Valdete Alves Valentins dos Okada,Melissa Mitsue Cunha Pires Resque,Juliana Reis

Ordenação e resolução temporal em cantores profissionais e amadores afinados e desafinados

TEMA: ordenação e resolução temporal. OBJETIVO: comparar o desempenho de cantores que recebem orientação profissional, cantores amadores independentes e cantores amadores desafinados nos testes de padrão de freqüência sonora e teste de detecção de gap (Random Gap Detection Test). MÉTODO: participaram 78 indivíduos, de ambos os gêneros, com idade variando entre 18 e 55 anos. Foram incluídos cantores com audição normal, comprovada por meio de exame audiológico e com ausência de queixas de linguagem, fala, voz ou audição. Cada indivíduo respondeu a um questionário fornecendo várias informações, entre elas, a sua própria percepção auditiva sobre sua voz cantada; o tempo de canto com orientação profissional, dificuldade para cantar novas músicas e o de estudo de teoria musical. Para a avaliação foram utilizados o Teste de Padrão de Freqüência Sonora (TPF) e o Teste de Detecção de Gap Randomizado (RGDT) a fim de avaliar as habilidades de ordenação temporal e a resolução temporal respectivamente. RESULTADOS: no que se refere ao teste de detecção de gap randomizado (RGDT) não houve diferença estatisticamente significante entre as respostas por grupo e por variável. Em relação ao desempenho do TPF foi observado que o grupo que recebe orientação profissional possui desempenho superior e estatisticamente significante em relação ao grupo de amadores independentes e estes melhor do que o grupo de amadores desafinados. O desempenho no teste de padrão de freqüência teve relação com o treinamento especializado e com o estudo de teoria musical. CONCLUSÃO: o teste de detecção de gap (RGDT) não se mostrou sensível para distinguir cantores com orientação profissional de amadores, ao contrário do teste de padrão de freqüência sonora. O desempenho no teste de padrão de freqüência reflete o maior treinamento auditivo especializado e de estudo de teoria musical.

Year

2006

Creators

Ishii,Cintia Arashiro,Priscila Midori Pereira,Liliane Desgualdo

Treinamento auditivo em oficinas: opção terapêutica grupal

TEMA: treinamento auditivo em grupo. OBJETIVO: verificar a eficácia do treinamento auditivo em grupo de excepcionais no ambiente de oficinas. MÉTODO: estudo longitudinal prospectivo com 13 deficientes mentais da Associação de Pais e Amigos do Exepcional (APAE) de Congonhas, divididos em dois grupos: caso (n = 5) e controle (n = 8), e submetidos a 10 sessões de treinamento auditivo em grupo após verificação de integridade auditiva periférica por meio de emissões otoacústicas evocadas. Os participantes foram avaliados com protocolo específico quanto às habilidades auditivas (localização, identificação, memória, seqüência, discriminação e compreensão auditiva) no início e término do projeto. A entrada, processamento e análise dos dados foram realizados por meio do software Epi-Info 6.04. RESULTADOS: os grupos não diferiram entre si quanto à idade (media = 23,6 anos) e gênero, sendo 40% do masculino. Na avaliação inicial obteve-se desempenho semelhante dos grupos e na avaliação final, observou-se melhora nas habilidades auditivas dos indivíduos do grupo caso. Quando se comparou a média de acertos dos grupos caso e controle nas avaliações inicial e final obteve-se resultado estatisticamente significante nas provas de localização sonora (p = 0,02), seqüência auditiva (p = 0,006) e discriminação auditiva (p = 0,03) CONCLUSÃO: o treinamento auditivo mostrou-se eficaz quando realizado em grupo de excepcionais no ambiente de oficinas, observando-se melhora nas habilidades auditivas dos indivíduos. Estudos com maior casuística são necessários para confirmar os achados deste estudo e para auxiliar os profissionais dos serviços públicos de saúde a repensarem o modelo teórico de atendimentos e a reorganizarem as demandas em seus locais de trabalho, traçando frentes de atuação distintas, vinculadas à realidade da população envolvida, tais como a oficina de estimulação auditiva em grupo.

Year

2006

Creators

Santos,Juliana Nunes Couto,Isabel Cristina Plais do Amorim,Raquel Martins da Costa

Provas de nomeação e imitação como instrumentos de diagnóstico do transtorno fonológico

TEMA: transtorno fonológico. OBJETIVO: verificar a associação entre o desempenho fonológico nas provas de nomeação e de imitação medido pela ocorrência dos processos fonológicos e pelos índices de gravidade Porcentagem de Consoantes Corretas e Densidade de Processos Fonológicos. MÉTODO: participaram da pesquisa 50 crianças com diagnóstico de transtorno fonológico sem terapia fonoaudiológica prévia e com idade entre 4:0 e 12 anos. RESULTADOS: A análise dos processos fonológicos evidenciou que os não-produtivos foram registrados em maior número do que os processos produtivos tanto na prova de nomeação quanto de imitação. Observou-se que em ambas as provas, mais sujeitos apresentaram os processos simplificação do encontro consonantal, simplificação de líquidas e eliminação da consoante final, independentemente da produtividade. Na comparação das duas provas houve associação e concordância quanto ao número de sujeitos que apresentou processos fonológicos bem como correlação para o número total de processos fonológicos; não houve evidências de diferenças nas médias do total de processos fonológicos ocorridos nas provas de nomeação e imitação; observou-se correlação negativa entre os índices de gravidade Porcentagem de Consoantes Corretas e Densidade de Processos Fonológicos estudados, além de que os seus valores nas duas provas apresentaram forte correlação indicando que detectam grau de gravidade semelhante. CONCLUSÃO: verificou-se a associação e a concordância entre as provas de imitação e de nomeação, tanto para o número de sujeitos que apresentou processos fonológicos como para o número de ocorrências de processos fonológicos, evidenciando a importância de provas estruturadas para o diagnóstico do transtorno fonológico. Além disso, para os índices de gravidade Porcentagem de Consoantes Corretas e Densidade de Processos Fonológicos, observou-se alta correlação entre as provas, confirmando que ambas são instrumentos adequados para a detecção do transtorno fonológico.

Year

2006

Creators

Wertzner,Haydée Fiszbein Papp,Ana Carolina Camargo Salvatti Galea,Daniela Evaristo dos Santos

Medidas da dinâmica respiratória em crianças de quatro a dez anos

TEMA: medidas da dinâmica respiratória são freqüentemente utilizadas na clínica fonoaudiológica, mas poucos são os dados científicos destas na população infantil. OBJETIVO: estudar a dinâmica respiratória entre crianças que respiram pelo modo nasal. MÉTODO: o estudo foi realizado com uma amostra aleatória estratificada de 106 crianças respiradoras nasais de escolas da cidade de Marília / SP, entre quatro e dez anos de ambos os sexos. Foram realizadas as medidas de capacidade vital (CV), nas posições em pé e sentada, com e sem oclusão nasal; de tempo máximo de fonação (TMF) de vogais e consoantes sustentadas, além de fala em seqüência com a contagem de números. RESULTADOS: a medida média da CV na posição em pé com e sem oclusão nasal foi 1515,56 ml e 1538,67 ml respectivamente e na posição sentada, 1524 ml e 1539,15 ml respectivamente; o TMF das vogais em segundos foi: /a/ = 8,32 , /i/ = 8,61 e /u/ 8,42; o de consoantes foi: /s/ = 6,64 e /z/ = 7,65 e o de seqüência de números foi de 7,76 segundos. Resultados: observou-se que o tempo médio destas medidas aumentou progressivamente conforme as faixas etárias. Tanto para o TMF das vogais como, para o das consoantes, houve diferença estatística significante (p < 0,05) nas idades mais distantes, ou seja, entre quatro e dez anos, quatro e nove, e quatro e oito anos. Em faixas etárias consecutivas não houve diferença estatística significante nos valores de CV. Houve forte associação entre a CV e o crescimento físico da criança. CONCLUSÃO: esse estudo mostrou medidas de dinâmica respiratória em crianças que podem ser úteis no diagnóstico e terapia fonoaudiológica. Outras pesquisas deveriam ser desenvolvidas para adicionais informações sobre o assunto.

Year

2006

Creators

Fabron,Eliana Maria Gradim Santos,Gisele Rodrigues dos Omote,Sadao Perdoná,Gleici Castro

Potenciais evocados auditivos do tronco encefálico por condução óssea em indivíduos normais

TEMA: potenciais evocados auditivos do tronco encefálico (PEATEs) por condução óssea. OBJETIVO: avaliar a aplicabilidade clínica da pesquisa dos PEATEs por condução óssea, caracterizando a normalidade e determinando um protocolo de avaliação. MÉTODO: participaram deste estudo 22 indivíduos, na faixa etária entre 20 e 30 anos, sendo 14 do sexo feminino e 8 do sexo masculino, com audição normal (20dB NA). Os indivíduos foram avaliados por meio dos PEATEs por condução aérea e óssea (vibrador na fronte e mastóide). Equipamento EP25, Interacoustic; fone de inserção 3A; vibrador ósseo B-71; estímulo click. RESULTADOS: foi possível realizar a pesquisa dos PEATEs por condução óssea em todos os indivíduos avaliados. Os resultados demonstraram que o limiar eletrofisiológico obtido com o vibrador na fronte (32,69 ± 5,63 e 32,5 ± 7,07dB nHL) foi maior do que quando o vibrador foi posicionado na mastóide (25,00 ±7,33 e 30,00 ± 5,34dB nHL), tanto para o sexo feminino quanto para o sexo masculino, respectivamente. Assim, optou-se pelo posicionamento do vibrador na mastóide. O limiar eletrofisiológico obtido por condução óssea foi maior que o limiar por condução áerea, com diferença estatisticamente significante, nos sexos feminino e masculino, e com todos os indivíduos agrupados. Assim, faz-se necessária a utilização do fator de correção, que de acordo com os resultados deve ser de aproximadamente 10dB nHL. Os valores de normalidade para a função latência-intensidade da onda V no registro ipsilataral e contralateral diferem estatisticamente de acordo com o sexo feminino e masculino, devendo ser considerados separadamente. Para a normalidade do limiar eletrofisiológico por condução óssea adotou-se o valor de 26,81 ± 6,99 dB nHL. CONCLUSÃO: é possível realizar os PEATEs por condução óssea na prática clínica e em conjunto com os potenciais por condução aérea aumenta as possibilidades de um diagnóstico mais preciso quanto ao tipo de perda auditiva.

Year

2006

Creators

Freitas,Vanessa Sabino de Alvarenga,Kátia de Freitas Morettin,Marina Souza,Elidiane Fugiwara de Costa Filho,Orozimbo Alves

Genética e linguagem na síndrome de Williams-Beuren: uma condição neuro-cognitiva peculiar

TEMA: aspectos genéticos, cognitivos e de linguagem na Síndrome de Williams-Beuren (SWB). OBJETIVO: revisar a literatura sobre a SWB, destacando aspectos genéticos, cognitivos e de linguagem. CONCLUSÕES: a literatura mostrou que a etiologia da SWB é conhecida, embora o diagnóstico precoce pode ser difícil pela variabilidade de manifestações clínicas dessa condição. O fenótipo variável tem sido atribuído a deleção de vários genes na região 7q11.23. que inclui o gene da elastina. A deleção desse gene é identificada pelo estudo citogenético molecular denominado Hibridização in situ por Fluorescência (FISH). A freqüência populacional desta síndrome é de 1 em 20,000 nascimentos e é resultante de uma alteração genética "de novo". O quadro da SWB é caracterizado principalmente por fácies típica conhecida como face de duende, alterações cardíacas, prejuízos cognitivos e aspectos comportamentais que incluem a linguagem. A característica falante e sociável associada as dificuldades viso-construtivas conferem a esta síndrome um quadro neuro-cognitivo peculiar. A deficiência mental é variável e pode ou não estar presente. Estudos que descreveram as habilidades de linguagem nesta síndrome destacaram que a habilidade sintática pode estar íntegra ou parcialmente íntegra, a produção verbal pode ser precisa e inteligível, mostrando a integridade do sistema fonológico. O vocabulário receptivo-auditivo é citado em alguns estudos como adequado e em outros como prejudicado para a idade mental. Pesquisas na área têm produzido, resultados incongruentes com respeito ao perfil de habilidades cognitivas e lingüísticas nos portadores dessa condição. A correlação entre as habilidades de linguagem e a cognição e a divergência de achados na literatura serão abordadas neste artigo.

Year

2006

Creators

Rossi,Natalia Freitas Moretti-Ferreira,Danilo Giacheti,Célia Maria

Editorial

No summary/description provided

Year

2007

Creators

Andrade,Claudia Regina Furquim de

Movimentos mandibulares na fala: interferência das disfunções temporomandibulares segundo índices de dor

TEMA: as disfunções temporomandibulares podem acarretar alterações gerais nos movimentos mandibulares devido à modificação nas condições musculares e articulares. A eletrognatografia, exame computadorizado utilizado para complementar o diagnóstico dessas disfunções, permite delinear e registrar de maneira objetiva os movimentos mandibulares, determinando sua amplitude e velocidade. OBJETIVO: verificar as características do movimento mandibular na fala em indivíduos com disfunções temporomandibulares e em assintomáticos, por meio de eletrognatografia computadorizada, analisando possíveis interferências dessas disfunções e as implicações de severidade quanto ao índice de dor. MÉTODO: 135 participantes adultos foram divididos em quatro grupos com base nos graus de dor, utilizando-se escala numérica, sendo: zero para ausência de dor, um para dor leve, dois para dor moderada e três para dor grave. Os movimentos mandibulares foram observados na nomeação seqüencial de figuras balanceadas quanto à ocorrência dos fonemas da língua. Os registros foram obtidos com eletrognatografia computadorizada (BioEGN - sistema BioPak). RESULTADOS: a análise dos resultados mostrou que as diferenças apontadas como significantes para amplitude de abertura e para velocidade de fechamento mandibular, ocorrem entre o grau zero e todos os outros graus de dor. Para velocidade de abertura mandibular na fala, foi obtida diferença estatisticamente significante entre grau zero e grau três. Constatou-se que os movimentos mandibulares na fala são discretos, com componente antero-posterior e desvios em lateralidade. CONCLUSÃO: a presença de disfunções temporomandibulares acarreta redução das amplitudes máximas de abertura e redução da velocidade tanto de abertura quanto de fechamento dos movimentos mandibulares durante a fala. Os diferentes graus de dor: leve, moderado e grave, parecem não determinar maior redução desses valores.

Year

2007

Creators

Bianchini,Esther Mandelbaum G. Paiva,Guiovaldo Andrade,Claudia Regina Furquim de

Percepção vocal e qualidade de vida

TEMA: a percepção da disfonia e o impacto que a alteração vocal causa na qualidade de vida. OBJETIVO: verificar se a interferência da disfonia na qualidade de vida relaciona-se à autopercepção vocal do disfônico e à percepção da agradabilidade da voz desses indivíduos por pessoas da comunidade. MÉTODO: 31 adultos disfônicos, antes do processo terapêutico, preencheram o protocolo de Qualidade de Vida e Voz (QVV) que analisa o impacto da disfonia na qualidade de vida e opinaram quanto a autopercepção da qualidade vocal. Foram realizadas as gravações de vogal "a" sustentada e contagem de números de um a dez, utilizando sistema digital e ambiente acusticamente tratado. As emissões gravadas foram apresentadas para 25 juizes sem treinamento quanto à percepção vocal, para que classificassem as vozes segundo a mesma escala que os disfônicos utilizaram para opinar acerca de suas próprias vozes. RESULTADOS: por meio do teste de Spearman, constatou-se que houve correlação estatisticamente significante entre os resultados do QVV e a autopercepção vocal, nos domínios social/emocional (p=0,047), físico (p=0,010) e total (p=0,008), porém não houve correlação entre os resultados do QVV e a percepção dos ouvintes leigos, tanto para vogal sustentada, como para fala encadeada (p=0,475 e p=0,152 respectivamente). CONCLUSÃO: Observou-se que quanto pior a opinião do disfônico sobre o impacto da disfonia em sua qualidade de vida, pior a sua autopercepção vocal, mas não observou-se relação entre a qualidade de vida do disfônico e a percepção vocal pelos ouvintes.

Year

2007

Creators

Kasama,Silvia Tieko Brasolotto,Alcione Ghedini

Desenvolvimento do sistema sensório motor oral e motor global em lactentes pré-termo

TEMA: avaliação do desenvolvimento de lactentes nascidos pré-termo. OBJETIVO: avaliar associação entre a idade gestacional (IG) de lactentes nascidos pré-termo com o desenvolvimento motor global e com sinais precoces de alteração do desenvolvimento do sistema sensório motor oral, verificando uma possível associação entre eles. MÉTODO: estudo exploratório que avaliou o desenvolvimento de 55 lactentes com idade cronológica corrigida entre quatro e cinco meses, nascidos pré-termo no Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira (IMIP) e acompanhados no Ambulatório de Egressos do Programa Mãe Canguru, no período de março a agosto de 2004. A avaliação do desenvolvimento do sistema sensório motor oral foi realizada através de indicadores pré-selecionados e a do desenvolvimento motor global através da Alberta Infant Motor Scale (AIMS). RESULTADOS: os lactentes com menor IG ao nascer (29 a 34 semanas) apresentaram uma mediana mais elevada do índice de sinais de risco na avaliação do desenvolvimento sensório motor oral, quando comparados com os nascidos com maior IG (35 a 36 semanas). Em relação ao desenvolvimento motor, os lactentes com menor IG ao nascer apresentaram um maior percentual de escore da AIMS abaixo do percentil 10 (26%), quando comparado com os nascidos com maior IG (4%) (p = 0,009). A mediana do índice dos sinais de risco para o desenvolvimento sensório motor oral foi significantemente maior entre os lactentes com escore total da AIMS inferior ao percentil 25, quando comparada com os que apresentaram escore igual ou maior que o percentil 25. CONCLUSÃO: a idade gestacional dos lactentes ao nascer influenciou o desenvolvimento do sistema sensório motor oral e motor global em detrimento dos RN com menor IG. Esses achados sugerem uma possível associação entre ambos aspectos do desenvolvimento infantil.

Year

2007

Creators

Castro,Adriana Guerra de Lima,Marilia de Carvalho Aquino,Rebeca Raposo de Eickmann,Sophie Helena

Estudo do benefício e da aclimatização em novos usuários de próteses auditivas

TEMA: benefício e aclimatização. OBJETIVOS: caracterizar o benefício de curto prazo em adultos novos usuários de próteses auditivas, por meio de procedimentos objetivos (ganho funcional) e subjetivos (questionários de auto avaliação) e estudar o fenômeno de aclimatização, a partir da análise dos índices percentuais de reconhecimento de fala (IPRF) dessa população antes da adaptação e após quatro e 16/18 semanas de uso da amplificação. MÉTODOS: participaram deste estudo 16 indivíduos portadores de perda auditiva bilateral simétrica neurossensorial ou mista de grau moderado a severo, novos usuários de próteses auditivas, na faixa etária entre 17 a 89 anos. Nos três momentos da pesquisa: antes da adaptação das próteses auditivas, após quatro semanas e 16/18 semanas, foi realizada audiometria tonal liminar, o IPRF, o limiar de reconhecimento de fala e a aplicação dos questionários: Hearing Handicap inventory for Elderly Screening Version ou Hearing Handicap Inventory for the Adults Screening Version e Abbreviated Profile of Hearing Aid Benefit. Após a adaptação, foi realizado o ganho funcional. RESULTADOS: revelaram diferenças estatisticamente significantes nas medidas objetivas e subjetivas após o uso das próteses auditivas, indicando benefício de curto prazo. Contudo, ao longo do tempo de uso da amplificação não ocorreu uma melhora significante do benefício, sugerindo que este não aumenta com o tempo. Foi observada melhora da média dos IPRF e das medidas subjetivas do benefício auditivo ao longo do tempo de uso da amplificação, contudo estas diferenças não foram estatisticamente significantes. CONCLUSÃO: ocorreu benefício a curto prazo com o uso das próteses auditivas, contudo não foi possível verificar a ocorrência do fenômeno da aclimatização por meio do IPRF.

Year

2007

Creators

Amorim,Raquel Martins da Costa Almeida,Katia de

Análise do perfil das habilidades pragmáticas em crianças pequenas normais

TEMA: habilidades pragmáticas em crianças. OBJETIVO: analisar o perfil das habilidades pragmáticas em crianças pequenas, sem alterações de linguagem e verificar se há diferenças significantes nestas habilidades, considerando o nível sócio-econômico destas crianças. MÉTODO: participaram do estudo 30 crianças, entre 36 e 47 meses, pertencentes a escolas de educação infantil pública e privada, cuja população que freqüenta é de nível sócio-econômico baixo e médio/alto, respectivamente. Foi registrado, em fita VHS, 30 minutos de conversação semi-estruturada entre a criança e o avaliador, sendo transcritos e analisados 20 minutos. RESULTADOS: há maior ocorrência de turnos verbais em relação aos não verbais e ininteligíveis; turnos simples em relação aos expansivos, coerentes em relação aos incoerentes. Houve baixa ocorrência de turnos de iniciação de conversação. Na análise das funções comunicativas predominou a informativa, muito embora todas as outras (instrumental, heurística, nomeação, narrativa, protesto, interativa) tenham sido utilizadas por todas as crianças. Comparando-se o desempenho das crianças das instituições públicas e privadas, constataram-se diferenças estatisticamente significantes para a ocorrência dos turnos verbais, simples e expansivos, e uso da função narrativa, sendo que a maior ocorrência se deu nas amostras de linguagem das crianças da instituição privada. CONCLUSÃO: a análise do perfil das habilidades conversacionais das crianças revelou que elas mais respondem/mantém do que iniciam a conversação, todavia, seus turnos são verbais, em sua maioria, coerentes e simples. Quanto à funcionalidade, a função predominante é a informativa. Aspectos sóciolingúisticos podem interferir nas habilidades pragmáticas de crianças de diferentes níveis sócio-econômicos.

Year

2007

Creators

Hage,Simone Rocha de Vasconcellos Resegue,Marta Maria Viveiros,Daniele Cristina Sedano de Pacheco,Elaine Florentino