RCAAP Repository
Parâmetros acústicos das líquidas do Português Brasileiro no transtorno fonológico
TEMA: o transtorno fonológico é uma das alterações de fala e linguagem mais ocorrentes na população infantil e, por isso, pesquisas utilizando medidas de avaliação objetivas devem ser desenvolvidas e aplicadas durante o processo diagnóstico. OBJETIVO: descrever características acústicas dos sons líquidos /l/ e /<img border=0 src="/img/revistas/pfono/v22n4/22s02.jpg">/. MÉTODO: foram coletadas e analisadas acusticamente a produção de 20 crianças com e sem transtorno fonológico. Os seis vocábulos selecionados para repetição foram /se'bola/,/'lama/,/'miλu/,/<img border=0 src="/img/revistas/pfono/v22n4/22s01.jpg" align=absmiddle>aka'<img border=0 src="/img/revistas/pfono/v22n4/22s02.jpg">ε/, /<img border=0 src="/img/revistas/pfono/v22n4/22s01.jpg" align=absmiddle>i'<img border=0 src="/img/revistas/pfono/v22n4/22s02.jpg">afa/, /pa'λasu/. Os parâmetros acústicos analisados foram F1, F2 e F3, duração e o steady-state (porção estável) do som-alvo e a análise do slope. RESULTADOS: para os vocábulos com /l/, o parâmetro duração foi o grande diferenciador entre os dois grupos sendo os valores do grupo controle maiores que do grupo com transtorno. Para os vocábulos com /<img border=0 src="/img/revistas/pfono/v22n4/22s02.jpg">/ produzidos adequadamente pelos sujeitos do controle e de maneira substituída por /l/ pelo grupo transtorno, os parâmetros envolvendo a pista acústica de duração apresentaram valores do grupo transtorno maiores que do controle. Já nos parâmetros de velocidade de transição da líquida para a vogal subseqüente (medida por meio do slope) os valores foram maiores para o controle. CONCLUSÃO: a precisão articulatória do grupo controle é superior, de modo geral, à produção do grupo transtorno mesmo para o som /l/ produzido de forma correta e aceitável para as crianças com transtorno. A análise de outros parâmetros acústicos, bem como a aplicação destes parâmetros para outros sons do Português podem auxiliar de maneira decisiva a avaliação e, consequentemente, o trabalho terapêutico.
2010
Pagan-Neves,Luciana de Oliveira Wertzner,Haydée Fiszbein
Processamento auditivo e consciência fonológica em crianças com aquisição de fala normal e desviante
TEMA: processamento auditivo (PA) e consciência fonológica (CF) em crianças com e sem desvio fonológico. OBJETIVO: comparar o desempenho de crianças com e sem desvio fonológico em teste de CF e verificar a possível relação entre os desempenhos nas distintas tarefas deste teste com o desempenho na avaliação do PA. MÉTODO: participaram da pesquisa 44 crianças com e sem diagnóstico de desvio fonológico, com idades entre 5:0 anos e 7:0 anos e de ambos os sexos. Após coleta da amostra de fala os sujeitos foram divididos em grupo estudo (GE), composto por crianças com desvio fonológico, e grupo controlo (GC) com crianças sem desvios fonológicos. Foi feita avaliação da CF por meio do uso do Protocolo de Tarefas de Consciência Fonológica (PTCF), e avaliação simplificada do PA (triagem), Teste de Dissílabos alterados - Staggered Spondaic Word (SSW), Teste Dicótico de Dígitos e o teste de Fusão binaural. RESULTADOS: tanto na avaliação de CF quanto nas avaliações do PA, as crianças do GC obtiveram resultados superiores àqueles obtidos pelas crianças do GE. Ao correlacionar o PA com a CF, houve mais correlações no GE. CONCLUSÃO: há significativa relação entre o desempenho do PA e os êxitos obtidos nas tarefas de CF em crianças com desvios fonológicos.
2010
Quintas,Victor Gandra Attoni,Tiago Mendonça Keske-Soares,Márcia Mezzomo,Carolina Lisbôa
Organização e narração de histórias por escolares em desenvolvimento típico de linguagem
TEMA: habilidades narrativas em escolares com desenvolvimento típico de linguagem. OBJETIVO: analisar tanto a ordenação de figuras que compõem histórias, quanto a classificação do tipo de discurso empregado na narração dessas histórias por escolares em desenvolvimento típico de linguagem. MÉTODO: participaram deste estudo 60 escolares na faixa etária entre sete e dez anos de idade com desenvolvimento típico de linguagem. Foi utilizada uma série de 15 histórias, representadas por figuras, compostas por quatro cenas cada. Essas sequências foram criadas e classificadas em mecânicas, comportamentais e intencionais, segundo as relações envolvidas entre as personagens. Os dados foram transcritos e analisados conforme o tipo de discurso (descritivo, causal e intencional) e, além disso, foi pontuado o tipo de organização das figuras realizadas pelas crianças. RESULTADOS: não foram observadas diferenças entre as faixas etárias em relação à ordenação temporal. Para todas as faixas etárias o discurso predominante foi o do tipo causal e houve diferenças estatisticamente significantes entre as faixas etárias para os tipos de discurso causal e intencional. Também se verificou que com o aumento da complexidade das histórias fornecidas e com o aumento da idade houve aumento do tipo de discurso intencional e diminuição do tipo de discurso descritivo. CONCLUSÕES: a capacidade de ordenação temporal já está desenvolvida aos sete anos e os tipos de discurso realizados sofrem influência da idade e do tipo de história fornecida.
2010
Bento,Ana Carolina Paiva Befi-Lopes,Debora Maria
Escalas de avaliação da leitura e da escrita: evidências preliminares de confiabilidade
TEMA: confiabilidade de Instrumentos de avaliação da leitura e escrita. Objetivo: investigar a confiabilidade de duas escalas elaboradas para a avaliação da leitura e escrita de crianças de 08 a 11:11 anos. MÉTODO: foram elaboradas duas escalas: de leitura, composta por doze itens de testes organizados em quatro campos de competências (conhecimento de letras e relação fono-grafêmica, decodificação de itens isolados, fluência de leitura de textos, compreensão de leitura), e de escrita com cinco itens organizados em três campos (escrita de letras e relação grafo-fonêmica, codificação de itens isolados, construção escrita). Selecionaram-se 100 escolares (64 meninas) de rede pública com idade de 8 a 11:11 anos. Vinte (12 meninas) participaram do estudo de aplicabilidade, que resultou na versão de estudo das escalas, posteriormente aplicadas aos demais 80 escolares (52 meninas). As respostas obtidas foram analisadas e computadas para atribuição dos escores de itens, escores por campo de competência (ECC) e do escore bruto da escala (EBE). Os dados foram analisados estatisticamente, obtidos o coeficiente alpha de Cronbach e, complementarmente, as correlações entre os itens (coeficiente de correlação de Pearson). Adotou-se nível de significância de 0,05. RESULTADOS: Obtiveram-se α = 0,866 e α = 0,461 para as escalas de leitura e escrita, respectivamente. Correlações entre os itens foram observadas, variando de fracas a fortes e corroboraram os valores de alpha. CONCLUSÃO: a escala de leitura mostrou-se confiável, atingindo níveis admissíveis para instrumentos diagnósticos, enquanto que a escala de escrita não apresentou nível de confiabilidade admissível para mensurar o desempenho das crianças da amostra.
2010
Kida,Adriana de Souza Batista Chiari,Brasília Maria Ávila,Clara Regina Brandão de
Achados espectrais das vogais [a] e [ã] em diferentes aberturas velofaríngeas
TEMA: o controle do tamanho da abertura velofaríngea é uma variável importante na caracterização do perfil acústico da fala hipernasal. OBJETIVO: investigar os aspectos espectrais das frequências de F1, F2, F3, formante nasal(FN) e anti-formante, em Hertz, para as vogais [a] e [ã] na presença de aberturas feitas no bulbo de réplicas da prótese de palato de uma paciente com insuficiência velofaríngea. MÉTODO: gravações de produções de quatro palavras ("pato/mato" e "panto/manto") inseridas em frase veículo foram obtidas em cinco condições de funcionamento velofaríngeo: prótese sem aberturas (condição controle: CC), prótese com abertura de 10mm² no bulbo (condição experimental - CE10), com abertura de 20mm² (condição experimental - CE20), com abertura de 30mm² (condição experimental - CE30), e sem prótese (condição experimental aberta - CEA). Cinco fonoaudiólogos julgaram a nasalidade de fala ao vivo, durante a leitura de um texto oral. As gravações foram usadas para análise espectral. RESULTADOS: valores de F1 foram significativamente mais altos para [a] que para [ã] em todas as condições. Valores de F2 para [a] em CE20 e CE30 foram significantemente mais baixos que nas outras condições, aproximando-se dos valores para [ã]. Valores de F3 não foram significativamente diferentes nas diferentes condições. Houve relação entre os achados de FN e anti-formantes e a percepção de nasalidade para as condições CE10 e CE20. CONCLUSÃO: foram observadas mudanças significativas nos valores espectrais estudados de acordo com alterações no tamanho da abertura velofaríngea.
2010
Lima-Gregio,Aveliny Mantovan Dutka-Souza,Jeniffer de Cássia Rillo Marino,Viviane Cristina de Castro Pegoraro-Krook,Maria Inês Barbosa,Plínio Almeida
Transtorno do processamento auditivo (central) em indivíduos com e sem dislexia
TEMA: comparação do transtorno do processamento auditivo (central) em indivíduos com e sem dislexia. OBJETIVO: comparar o transtorno do processamento auditivo (central) em crianças brasileiras com e sem dislexia, por meio dos testes fala com ruído, dicótico de dígitos e padrão de freqüência. MÉTODO: foram avaliadas 40 crianças de 7:0 a 12:11 anos, sendo 20 pertencentes ao grupo com dislexia e 20 pertencentes ao grupo TPA(C). Os testes aplicados envolveram habilidades de fechamento auditivo, figura-fundo para sons lingüísticos e ordenação temporal. RESULTADOS: os indivíduos do grupo TPA (C) apresentaram maior probabilidade de alteração nos testes de fala com ruído e dicótico de dígitos do que os pertencentes ao grupo dislexia. CONCLUSÃO: os sujeitos do grupo dislexia apresentam padrões diferentes de transtorno de processamento auditivo (central), com alteração maior em testes que avaliam o processamento temporal do que em testes que avaliam outras habilidades auditivas.
2010
Simões,Mariana Buncana Schochat,Eliane
Desenvolvimento cognitivo e da linguagem expressiva: diversidade e complexidade das produções infantis
TEMA: análise objetiva e sistematizada do processo de desenvolvimento cognitivo e da linguagem expressiva. OBJETIVO: caracterizar o desenvolvimento cognitivo e da linguagem expressiva considerando a diversidade e complexidade das produções realizadas por crianças com desenvolvimento típico. MÉTODO: o presente estudo compreendeu 20 sujeitos (10 do gênero masculino e 10 do feminino), com peso e idade gestacional adequados ao nascimento e ausência de intercorrências pré, peri e pós-natais. Os participantes foram submetidos a sessões mensais de observação da cognição e linguagem expressiva, com duração de 30 minutos cada, dos oito aos 18 meses de idade, utilizando-se o material sugerido de acordo com os procedimentos de aplicação do PODCLE-r. RESULTADOS: é apresentada e analisada a quantidade de esquemas, gestos e verbalizações diferentes produzidos pelas crianças (diversidade e complexidade), tanto em uma única sessão de 30 minutos a cada mês de idade, quanto de forma cumulativa, dos oito aos 18 meses. CONCLUSÃO: o PODCLE-r permitiu caracterizar o desenvolvimento cognitivo e da linguagem expressiva por meio da observação objetiva desse processo em termos da diversidade e complexidade das produções das crianças estudadas, considerando-se o período compreendido entre a quarta fase do período sensóriomotor e início do pré-operatório.
2010
Flabiano,Fabíola Custódio Bühler,Karina Elena Bernardis Limongi,Suelly Cecilia Olivan
Contrastes e contrastes encobertos na produção da fala de crianças
TEMA: análise acústica da fala. OBJETIVO: analisar acusticamente as "substituições" envolvendo o contraste entre /t/ e /k/ na fala de crianças em aquisição típica e desviante do contraste acima referido, a fim de identificar e quantificar a existência de contrastes encobertos. MÉTODO: foi elaborado um experimento de produção de fala que envolveu a repetição de palavras, que combinavam /t/ e /k/ com /a/ e /u/ na posição acentuada, por 9 crianças divididas em três grupos: crianças em processo de aquisição do contraste investigado (G1); crianças com transtorno fonológico (G2) e crianças com produções típicas (G3). Com o uso do software Praat, as produções foram editadas e analisadas de acordo com os seguintes parâmetros acústicos: características espectrais do burst; transição CV e características temporais. Os testes estatísticos utilizados foram ANOVA de Friedman e Manova. A significância estatística adotada foi menor que 0,05. RESULTADOS: tanto nas produções das crianças do G2 quanto nas produções das crianças do G1, detectamos, em grande medida (80% e 57,4%, respectivamente), a presença de contrastes encobertos nos erros de substituição das oclusivas investigadas. Adicionalmente, a análise acústica revelou diferenças em como as crianças utilizam as pistas fonético-acústicas para marcarem a distinção entre /t/ e /k/. CONCLUSÃO: muitas das substituições presentes da produção de fala de crianças em processo de aquisição típico e desviante tratam-se na verdade de contrastes fônicos encobertos. Além disso, o uso da análise acústica permitiu a detecção de diferenças sutis da produção da fala das crianças.
2010
Berti,Larissa Cristina
Processamento temporal auditivo: relação com dislexia do desenvolvimento e malformação cortical
TEMA: processamento temporal auditivo e dislexia do desenvolvimento. OBJETIVO: caracterizar o processamento temporal auditivo em escolares com dislexia do desenvolvimento e correlacionar com malformação cortical. MÉTODO: foram avaliados 20 escolares, com idade entre 8 e 14 anos, divididos em grupo experimental (GE) composto por 11 escolares (oito do gênero masculino) com o diagnóstico de dislexia do desenvolvimento e grupo controle (GC) composto por nove escolares (seis do gênero masculino) sem alterações neuropsicolinguísticas. Após avaliações neurológica, neuropsicológica e fonoaudiológica (avaliação de linguagem e leitura e escrita) para obtenção do diagnóstico, os escolares foram submetidos à avaliação audiológica periférica e posteriormente aplicou-se o teste Random Gap Detection Test e/ou Random Gap Detection Test Expanded. RESULTADOS: observou-se diferença estatisticamente significante entre os escolares do GE e GC, com pior desempenho para o GE. A maioria dos escolares do GE apresentou polimicrogiria perisylviana. CONCLUSÃO: escolares com dislexia do desenvolvimento podem apresentar alterações no processamento temporal auditivo com prejuízo no processamento fonológico. Malformação do desenvolvimento cortical pode ser o substrato anatômico dos distúrbios.
2010
Boscariol,Mirela Guimarães,Catarina Abraão Hage,Simone Rocha de Vasconcellos Cendes,Fernando Guerreiro,Marilisa Mantovani
Efeito da aclimatização no reconhecimento de fala: avaliação sem as próteses auditivas
TEMA: após a adaptação das próteses auditivas, espera-se que ocorra uma melhora na compreensão de fala, chamada de aclimatização. OBJETIVO: verificar o efeito da aclimatização no limiar reconhecimento de sentenças no silêncio (LRSS) e no ruído (LRSR), em novos usuários de próteses auditivas, avaliados antes e após o período de aclimatização, sem a utilização das mesmas. MÉTODO: foram avaliados 40 indivíduos, com idades entre com 28 e 78 anos, com perda auditiva neurossensorial de grau leve a moderadamente severo. Os testes foram realizados em três sessões: antes da adaptação das próteses auditivas, quatorze dias e três meses após. Foi aplicado o teste Listas de Sentenças em Português, em campo livre, e obtidos os LRSS e os LRSR, este com ruído fixo a 65 dB A e os resultados expressos através das relações S/R. RESULTADOS: os valores médios obtidos para o LRSS na primeira, segunda e terceira sessões foram, respectivamente, 54,43; 51,71 e 52,22 dB A. Já as médias das relações sinal / ruído para a primeira, segunda e terceira sessões foram 1,67; 0,30 e -0,03 dB A. Ao comparar os resultados obtidos entre as sessões, foi verificada diferença estatisticamente significante entre a primeira e a segunda; e entre a primeira e a terceira sessão, para as medidas obtidas no silêncio e no ruído. CONCLUSÃO: Observou-se redução progressiva dos LRSS e relações sinal / ruído, indicando melhorara no desempenho ao longo do uso das próteses auditivas, mesmo avaliando os indivíduos sem as mesmas e que essa melhora pode estar relacionada ao efeito da aclimatização.
2010
Santos,Sinéia Neujahr dos Petry,Tiago Costa,Maristela Julio
Mudanças fonológicas obtidas no tratamento de sujeitos comparando diferentes modelos de terapia
TEMA: há muitas opções de tratamento para o desvio fonológico os quais buscam melhorar a comunicação das crianças. OBJETIVO: este estudo visa analisar o Percentual de Consoantes Corretas-Revisado, o número de fonemas adquiridos no sistema fonológico e os tipos de generalizações obtidas no tratamento, comparando diferentes modelos de terapia em sujeitos com diferentes gravidades do desvio fonológico. MÉTODO: a amostra constou de 21 crianças, com idade média de 5:7 anos. Foram realizadas as avaliações fonoaudiológicas e exames complementares. Após a realização destas avaliações, as crianças foram classificadas em grupos de acordo com o modelo de terapia e gravidade do desvio fonológico. O Percentual de Consoantes Corretas-Revisado, o número de fonemas adquiridos e os tipos de generalizações foram analisados e comparados em cada modelo e entre os modelos terapêuticos, por meio das avaliações inicial e final. RESULTADOS: ao comparar os itens em cada modelo observaram-se evoluções nos três modelos pesquisados. Na comparação entre modelos, os maiores aumentos de percentuais encontram-se nos Modelos ABAB-Retirada e Provas Múltiplas e Oposições Máximas, apesar de a análise estatística mostrar que não há diferença significativa entre eles. CONCLUSÃO: os três modelos aplicados foram eficazes no tratamento destas crianças com desvio fonológico, pois proporcionaram um aumento no Percentual de Consoantes Corretas-Revisado, no número de fonemas adquiridos e nos tipos de generalizações pesquisados.
2010
Ceron,Marizete Ilha Keske-Soares,Márcia Freitas,Giséli Pereira de Gubiani,Marileda Barichello
Desempenho de escolares na adaptação brasileira da avaliação dos processos de leitura
TEMA: adaptação brasileira da avaliação dos processos de leitura (Prolec). OBJETIVO: caracterizar e comparar o desempenho de escolares do ensino básico público e privado de 1ª a 4ª séries na adaptação brasileira da avaliação dos Processos de Leitura (Prolec). MÉTODO: participaram deste estudo 262 escolares da 1ª à 4ª série do ensino básico, distribuídos em: Grupo I (GI), composto por 122 escolares de escola pública municipal e Grupo II (GII), composto por 140 escolares de escola particular. Como procedimento, aplicou-se a adaptação brasileira das provas de avaliação do Prolec. RESULTADOS: os resultados revelaram que o GII apresentou desempenho superior em provas de identificação de som, decisão lexical, leitura de palavras, leitura de palavras de baixa frequência, leitura de pseudo-palavras, compreensão de orações e compreensão de textos. Tanto os escolares do GI como do GII apresentaram desempenho abaixo da pontuação esperada nas provas do PROLEC na versão espanhola. CONCLUSÃO: a adaptação do Prolec para a realidade brasileira mostrou-se adequada para o estabelecimento de perfil de leitura nos escolares de ensino público e particular em fase inicial de alfabetização.
2010
Oliveira,Adriana Marques de Capellini,Simone Aparecida
Potenciais evocados auditivos de longa latência em crianças com transtorno fonológico
TEMA: potenciais evocados auditivos em crianças com transtorno fonológico. OBJETIVO: caracterizar os resultados dos Potenciais Evocados Auditivos de Longa Latência (PEALL) N1, P2, N2 e P300 obtidos em crianças com transtorno fonológico, e verificar a evolução dos resultados destes potenciais frente à terapia fonoaudiológica. MÉTODO: foram avaliadas, por meio da avaliação audiológica básica e dos PEALL, 25 crianças sem transtorno fonológico (grupo controle) e 41 com transtorno fonológico (grupo estudo), estas divididas em dois subgrupos: 22 formaram o subgrupo estudo A, que foram submetidas a 12 sessões de terapia fonoaudiológica e reavaliadas audiologicamente após este período e 19 o subgrupo estudo B, que foram reavaliadas após três meses da avaliação inicial. RESULTADOS: observaram-se diferenças estatisticamente significantes entre os grupos controle e estudo para as latências de P2 e P300 e amplitude do P300. Na comparação entre as duas avaliações audiológicas, não foram observadas diferenças significantes para as latências em ambos os subgrupos, e verificou-se diferença significante para as amplitudes do P300 (subgrupo estudo A) e do P2/N2 (subgrupo estudo B). O P300 apresentou maior porcentagem de resultados alterados no grupo estudo, com predomínio do aumento de latência. Após terapia, observou-se melhora nos resultados para todos os componentes. Não existiu associação entre a evolução dos resultados dos PEALL e o histórico de otite, bem como correlação com o Percentage of Consonants Correct-Revised. CONCLUSÃO: crianças com transtorno fonológico apresentam alterações no P300, sugerindo alteração no processamento auditivo, apresentando melhora nos resultados de todos os componentes dos PEALL frente à terapia fonoaudiológica.
2010
Leite,Renata Aparecida Wertzner,Haydée Fiszbein Matas,Carla Gentile
The impact of stuttering on quality of life of children and adolescents
BACKGROUND: understanding the experience of people who stutter, both in and out treatment, will lead to improved outcomes. AIM: to investigate how stuttering affects the quality of life of children and adolescents who stutter. METHOD: the Overall Assessment of the Speaker's Experience of Stuttering - School-Age (OASES-S) was used to assess the impact of stuttering and the Fluency Profile Protocol was used to stuttering severity. RESULTS: these age groups do experience moderate negative impact as measured by the OASES-S. The results showed a tendency toward a positive correlation between severity and the impact of stuttering on quality of life. CONCLUSION: a better understanding of the impact of stuttering in these age groups provides a needed guide for the development of stuttering treatments and treatment outcomes research.
2010
Chun,Regina Yu Shon Mendes,Carina Dantas Yaruss,J Scott Quesal,Robert W
O Espelho de Procrusto: ciência, religião e complexidade
Trata-se de resenha de obra que aporta elementos para uma discussão de caráter epistemológico das relações entre ciência e religião.
2020
Costa, Janaína Alexandra Capistrano da
O privilégio: as duas teorias freudianas do originário social
Neste artigo, o professor Jacques André busca "fazer trabalhar" a teoria freudiana da horda originária. Isto quer dizer que, de um lado, ele mostra suas simplificações e carências e, de outro, ele a conduz até suas possíveis conseqüências e variantes. Tal percurso através da obra freudiana permitirá ao autor reconhecer a existência de uma segunda teoria da horda originária em Freud, inconciliável com a primeira - a mais conhecida - aquela de Totem e Tabu.
2000
André,Jacques
A Esquizoanálise e a produção da subjetividade: considerações práticas e teóricas
O presente artigo discute algumas questões relativas à produção da subjetividade a partir do referencial esquizoanalítico de Deleuze e Guattari. Optamos por discorrer sobre o assunto procurando não nos prendermos, na medida do possível, em conceitos e jargões técnicos. Iniciamos com uma parte mais teórica, na qual colocamos em tela algumas das idéias centrais da Esquizoanálise e sua perspectiva de formação da subjetividade, que entendemos como sendo a argamassa de constituição do mundo, abrindo caminho para uma parte mais prática, na qual analisamos o conto "O Espelho", de Machado de Assis, de acordo com a ética estética de valorização da vida que entendemos ser a Esquizoanálise.
2000
Peres,Rodrigo Sanches Borsonello,Elizabethe Cristina Peres,Wiliam Siqueira
Reforma psiquiátrica: um grande desafio
O presente artigo procura fazer uma reflexão a partir do olhar de um profissional que vive o movimento de transformação da compreensão e do atendimento ao indivíduo portador de transtorno mental. Inicialmente apresentamos os fundamentos da clínica psiquiátrica sob a visão clássica de Foucault e sua contestação a partir dos pressupostos éticos da nova ordem social. A psiquiatria que aprisiona em nome de uma terapêutica precisa dar lugar a uma Nova Clínica, na qual o "louco" é um "homem", com toda sua subjetividade. Descrevemos, ainda que brevemente, os processos da reforma psiquiátrica em vários países, com seus acertos, equívocos e estratégias. Concluímos expressando nosso pensamento de que uma mudança efetiva não acontece por meio de textos programáticos, mas quando sustentada, sobretudo, em pressupostos éticos que possam funcionar como determinantes últimos de todo o processo terapêutico.
2000
Souza,Ernei de
Desenho da política dos direitos da criança e do adolescente
O presente artigo tem o objetivo de discutir a doutrina de proteção integral estabelecida no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8069/90) e de contribuir no debate e na construção da política dos direitos da criança e do adolescente, alicerçada em três mecanismos de gestão: os Conselhos, os Fundos e os Planos.
2000
Morelli,Ailton José Silvestre,Eliana Gomes,Telma Maranho
Resistência ao trabalho interdisciplinar: uma possível interpretação
O trabalho interdisciplinar remete o indivíduo a uma maturidade profissional e pessoal. Entretanto, essa atuação não está despojada de um contexto social e histórico. As determinações sociais, ideologicamente constituídas, perpassam as atitudes dos indivíduos, bem como sua atuação profissional. O individualismo exacerbado, fruto de um sistema econômico e social, colabora para a formação de uma subjetividade estruturada a partir de mecanismos internos defensivos, que se fazem necessários. Dentre eles, uma negação parcial da realidade e, por conseqüência, uma regressão a estágios narcísicos do desenvolvimento, senão patológicos, suficientes para interferir na formação de vínculos adequados a um sentimento de confiabilidade, que permitam trocas interpessoais. Nesse sentido, pretende-se, com este trabalho, a realização de uma análise de ordem genérica ao ser humano, observando a permeabilidade entre o mundo externo e o mundo interno, isto é, a construção da subjetividade vinculada a uma situação concreta, com seus determinantes históricos, sociais e econômicos. Por fim, reconhecer as resistências ao trabalho interdisciplinar como uma construção histórica e social, e não como especificidade deste ou daquele indivíduo, desta ou daquela profissão e/ou especialidade.
2000
Dacome,Ocimar Aparecido