RCAAP Repository

Morgagni Hernia Associated with Hiatus Hernia, a Rare Case

The simultaneous occurrence of two separate non-traumatic diaphragmatic hernias is extremely rare. We report a case of an old man with two diaphragmatic hernias (Morgagni and Hiatal hernias) and we also review the clinical and imagiologic features (Radiographic and Computed Tomography) of Morgagni and hiatal herniation.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Rodrigues, Joana ruivo Rodrigues, Bernadete Ribeiro, Nuno Ribeiro, Carla Filipe Figueiredo, Ângela Mota, Alexandre Cardoso, Daniel Azevedo, Pedro Filipe Silva, Duarte

Neoplasia Gástrica: Peculiaridades do Adenocarcinoma Mucinoso

Gastric mucinous adenocarcinoma, a rare histological subtype of gastric cancer, is characterized by the presence of calcifications which, together with other peculiarities, allows its suspicion by currently available imaging techniques. The authors describe the case of a patient with this subtype of gastric neoplasia and revise its imaging and pathophysiological characteristics.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Oliveira, Ana Pinho Mota, Alexandre Figueiredo, Ângela Lopes, Joanne Martins, Cláudia Santos, Carla Ferreira

Pharyngeal hairy polyp causing respiratory distress in neonate – a case report

Pharyngeal hairy polyps are rare lesions that arise from the nasopharynx or oropharynx. It occurs predominately in females, with predilection for the left side. Its etiology remains poorly understood. It typically presents in the neonatal period with respiratory distress and feeding difficulties. Imaging is fundamental to identify the high fat content of the lesion. Surgical resection is the treatment of choice. We report a case of a nasopharyngeal hairy polyp causing respiratory distress since birth.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Serrado, Maria Ana

Torção Subaguda de Fibroma Ovárico

A torção anexial constitui uma causa rara de dor pélvica aguda na mulher. A apresentação clínica é inespecífica e os achados imagiológicos dependem da duração e do grau da torção. O principal fator predisponente é a existência de uma lesão anexial ipsilateral quística ou tumoral, tipicamente benigna. Dada a inespecificidade da sintomatologia, a torção anexial subaguda por um tumor anexial é uma das armadilhas no diagnóstico diferencial das massas pélvicas. Descrevemos um caso clínico de torção ovárica subaguda direita causada por um fibroma ovárico, que se apresentou como uma lesão pélvica indeterminada por ecografia, numa mulher em idade reprodutiva cuja sintomatologia era dor pélvica ligeira de tipo moinha irradiada à região lombar.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Santos, Ana Coutinho Martins, Ana Constâncio Horta, Mariana

A radiologia e os cuidados paliativos

A situação dos doentes em processo de fim de vida, com todo o seu cortejo de problemas biológicos, psicológicos, sociais e espirituais, esteve na origem do conceito e movimento dos hospices que na Inglaterra se ficou a dever à acção da Dame Cicely Saunders. Radica neste movimento o desenvolvimento dos cuidados paliativos que, convém dizer, não estão indicados só na fase terminal das doenças, mas são igualmente apropriados em situações que, não tendo cura, necessitam, por vezes durante períodos bastante longos, de cuidados específicos. Os cuidados paliativos afirmam a vida e procuram dar ao doente a melhor qualidade de vida apesar da incurabilidade da doença, com atenção aos objectivos, critérios e expectativas de cada doente nos planos físico, emocional social e espiritual. Aliás, mesmo doentes com doença avançada, nomeadamente oncológica, como sucede nos que já apresentam metastização, mas que ainda podem beneficiar de terapêutica antitumoral, podem também beneficiar do concurso do médico paliativista.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Ramos, Henrique Vilaça

Acute calcific tendinitis of the longus colli muscle

Acute calcific tendinitis of the longus colli (CTCL) is a rare, self-limited and probably under diagnosed cause of acute neck pain in which the radiologist can make a definitive diagnosis. It commonly mimics potentially serious conditions affecting the retropharyngeal space. We report a case of a 63-year old male presenting in the emergency department with acute throat pain. Imaging findings were diagnostic of CTCL. A brief review of the literature is provided.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Carvalho, André Leitão, Patrícia Correia, Ricardo Rodrigues, Márcio Cunha, Rui

Editorial

Nas últimas décadas, a Medicina Baseada na Evidência assumiu um papel importante na prática clínica, nas diversas áreas da Medicina. Assim, a prática clínica (e radiológica!) não deve ser baseada em impressões ou opiniões, mas antes em resultados de investigação científica, publicados após avaliação e crítica inter-pares rigorosa. Mas de onde nos chega a “evidência”, os resultados que suportam a nossa prática médica? Interessa então refletir na importância da investigação em Radiologia.

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2022-11-18T14:08:20Z

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França, Manuela

Caso Clínico ARP nº11: Qual diagnóstico principal relacionado com os antecedentes? Qual o procedimento terapêutico proposto?

67 anos, sexo feminino. AdenoCa da porção cefálica do pâncreas envolvendo o confluente esplenomesentérico e submetida a DPC com plastia venosa do confluente e complicada com trombose completa do ramo esquerdo da veia porta. 6 meses depois apresentou o seguinte quadro clínico: -Ascite progressiva com anasarca com 3 meses de evolução. -Sem sinais de progressão tumoral (radiológica e bioquímica). -Sem sinais de infecção activa. -Realiza uma ecografia e TC abdominais.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Gonçalves, Belarmino

A radiologia de intervenção vascular em Portugal: Passado e presente

Ao abordar o tema da Radiologia de Intervenção no nosso país, devemos recordar distintas figuras médicas pioneiras em técnicas angiográficas que mais tarde contribuíram para o desenvolvimento da Intervenção. Refiro-me em primeiro lugar a Egas Moniz, que em 28 de Junho de 1927, realizou a primeira arteriografia cerebral. No ano seguinte, Reynaldo dos Santos efetuou a primeira aortografia abdominal, por punção direta da aorta e as primeiras angiografias periféricas. Em 1932, Lopo de Carvalho criou a angiopneumografia por injeção de contraste numa veia do membro superior. Em 1934, Hernâni Monteiro efetuou a primeira linfangiografia e Sousa Pereira, em 1948, introduz a portografia. Ayres de Sousa cria em 1947 a angioquimografia e mais tarde, 1958, a microangiografia. A técnica de microangiografia seria mais tarde desenvolvida por Luis Aires de Sousa com o estudo da angioarquitectura de vários órgãos. Da circulação plasmo- tecidular, através do sistema fascial, encarregou-se Aleu Saldanha em 1952. Em 1953, Eduardo Coelho concebeu um método que lhe permitiu a visualização das artérias coronárias, através de cateter que introduziu pela artéria radial.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Pisco, João Martins

Aspectos Imagiológicos da Abordagem Mini- Invasiva Percutânea da Necrose Pancreática Infectada

A infecção da necrose pancreática é a complicação mais temida da pancreatite aguda, constituindo indicação formal para tratamento cirúrgico. Classicamente é efectuado desbridamento do tecido necrótico por laparotomia, sendo frequentemente necessário proceder a necrosectomias repetidas. Dado que esta técnica está associada a elevada mortalidade (aproximadamente 50%), recentemente têm vindo a ser desenvolvidas e aperfeiçoadas técnicas minimamente invasivas, com resultados favoráveis (mortalidade inferior a 20%). Nos casos de colecções fluidas peripancreáticas procede-se à drenagem percutânea, que poderá ser terapêutica definitiva em algumas situações. Nos casos de sequestros sólidos infectados está indicada a técnica de mini-marsupialização. Estas técnicas conferem uma aparência imagiológica característica, com a qual o radiologista deve estar familiarizado para poder avaliar correctamente a sua evolução. Neste artigo os autores demonstram os achados típicos da necrose pancreática infectada submetida a técnicas percutâneas de necrosectomia minimamente invasiva, destacando os aspectos característicos da minimarsupialização.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Ruano, Carina A. Lourenço, João Marques, Ângela Martins, Francisco Oliveira Seabra, Zita

Diagnóstico Ecográfico de Tumores Anexiais: Modelos do Grupo International Ovary Tumor Analysis (IOTA) Versus Classificação Gynecologic Imaging Report and Data System (GI-RADS)

A ecografia é o exame de primeira linha na identificação e caraterização de tumores anexiais. Foram descritos diversos métodos de diagnóstico diferencial incluindo a avaliação subjetiva do observador, índices descritivos simples e índices matematicamente desenvolvidos como modelos de regressão logística, continuando a avaliação subjectiva por examinador diferenciado a ser o melhor método de discriminação entre tumores malignos e benignos. No entanto, devido à subjectividade inerente a esta avaliação tornou-se necessário estabelecer uma nomenclatura padronizada e uma classificação que facilitasse a comunicação de resultados e respectivas recomendações de vigilância. O objetivo deste artigo é resumir e comparar diferentes métodos de avaliação e classificação de tumores anexiais, nomeadamente os modelos do grupo International Ovary Tumor Analysis (IOTA) e a classificação Gynecologic Imaging Report and Data System (GI-RADS), em termos de desempenho diagnóstico e utilidade na prática clínica.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Vinagre, Claudia Reis Cunha, Teresa Margarida

A Utilidade da PET/CT com FDG-F18 nasVasculites Sistémicas

As vasculites sistémicas são um conjunto heterogéneo de patologias, cuja história natural tem sido modificada significativamente pelas terapêuticas atuais. Podem envolver os pequenos, médios e grandes vasos e uma vez que um número significativo de doentes apresenta sintomatologia atípica, o seu diagnóstico precoce é muitas vezes protelado. Efetuou-se uma revisão da literatura com o objetivo de avaliar a utilidade da PET/CT com FDG-F18 nestas patologias e exemplifica-se o interesse desta técnica com alguns casos clínicos do nosso Serviço. A PET/CT mostrou-se válida no diagnóstico inicial das vasculites ao avaliar o envolvimento dos vasos de grande e médio calibre. Na interpretação das imagens têm sido usados métodos de avaliação qualitativos ou semi-quantitativos. Para além do grau de atividade da doença tem, também, utilidade na avaliação da sua extensão e na identificação dos locais com maior intensidade de captação do radiofármaco, onde a biópsia deve ser efetuada. A avaliação da resposta à terapêutica constitui um parâmetro importante no seguimento destes doentes, a qual é possível aos 3 meses após início do tratamento.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Saraiva, Tiago Manuel Lapa, Paula Costa, Gracinda Lima, João Pedroso de

Colegio Radiologia

Neste espaço de divulgação do Colégio de Especialidade da Ordem dos Médicos gostava hoje de abordar um tema sobre o qual somos muitas vezes questionados e sobre o qual ainda há muitas ideias e conceitos errados, nomeadamente as não conformidades com a legislação. O Colégio de Especialidade, como “órgão técnico consultivo da Ordem dos Médicos” (artº 3º do Regulamento Geral dos Colégios das Especialidades), não tem autonomia para desencadear ações de fiscalização ou para investigar eventuais denúncias de ilegalidades cometidas no âmbito da Radiologia.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Madureira, António J.

Caso Clínico ARP Nº 3: Não Compactação Ventricular e Enfarte do Ventrículo Esquerdo

Paciente do sexo masculino, de 45 anos de idade, com antecedentes de patologia cardíaca e alterações em ecocardiograma para estudo. São apresentadas quatro imagens, uma “steady-state-freeprecession” no plano 4 câmaras e três imagens de realce tardio, no eixo curto, 4 câmaras e eixo longo vertical. Na imagem 1 (“steady-state-free-precession” no plano 4 câmaras ou eixo longo horizontal em diástole) observa-se acentuação da trabeculação nos segmentos médio-apicais da parede lateral e do ápex (segmento 17) do ventrículo esquerdo, com razão entre a camada não compactada superior a 2,3. Identifica-se ainda acentuação da trabeculação na parede livre do ventrículo direito. Nas imagens de realce tardio identifica-se realce tardio transmural nos segmentos médios anterior, antero-lateral e antero-septal, apicais anterior e inferior e ápex. Estes achados são compatíveis com não compactação ventricular e enfarte do ventrículo esquerdo.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Madureira, António J.

Adult Epiglottitis Complicated with a Pharyngeal Mucosal Space Collection

The authors describe the case of a 30-year-old female patient who presented to the emergency department with a two days history of odynophagia and progressive severe dyspnea. Physical examination revealed an enlarged epiglottis. A neck CT scan to assess complications was performed, confirming epiglottitis and showing a mucosal pharyngeal space collection. Sudden spontaneous elimination of purulent sputum a few hours later confirmed the collection to be an abscess.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Vilaverde, Filipa Mesquita, Romeu Sousa, Marta Reis, Alcinda

Editorial

Depressa andam os tempos e em Radiologia o relógio parece ter um acelerador muito particular. Vem isto a propósito dos recentes avanços tecnológicos em termos de protecção radiológica que parecem ter reinventado e porventura alargado o espectro de utilização da Tomografia Computorizada. Com efeito, as várias implementações entre as quais a antiga reconstrução iterativa, da 1ª à 2ª geração, vieram reduzir a dose radiológica para valores nunca antes conseguidos. Realizar coronariografias ou exames de grande cobertura anatómica com doses inferiores a 1 ou 2mSv relança sem dúvida a discussão sobre o uso, presente e futuro, da TC: será que iremos assistir a uma liberalização de indicações incluindo em radiologia pediatria? estou convicto que sim.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Alves, Filipe Caseiro

Padrões de captação de contraste do útero em TC e RM

Ao contrário da ecografia e da ressonância magnética (RM), a tomografia computadorizada (TC) não é uma técnica de primeira linha no estudo da patologia pélvica feminina. Contudo, a TC é frequentemente utilizada na avaliação de patologia pélvica não ginecológica, nomeadamente em contexto de urgência ou de seguimento, na qual os órgãos ginecológicos são englobados. Nestas situações, o padrão de captação de contraste endovenoso pelo corpo e colo do útero na TC pode ser de difícil interpretação e por vezes simular patologia, dado o amplo espectro de padrões de captação de contraste endovenoso, de variantes anatómicas e/ou de patologia subjacente. Neste artigo as autoras revêm e ilustram os padrões de captação de contraste endovenoso pelo útero em TC e RM e possíveis pitfalls, permitindo diferenciar os aspectos normais e patológicos do útero em TC.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Palmeiro, Marta Morna Cunha, Teresa Margarida

Caso Clínico ARP Nº4: Carcinoma do Endométrio, Mullerianose dos tecidos paravesicais e hidátise de morgagni bilateral

As autoras apresentam um caso clínico de uma doente de 74 anos, sem antecedentes pessoais ou familiares relevantes, que recorreu ao médico assistente por metrorragias. A doente foi submetida a histeroscopia com biópsia, tendo sido confirmado o diagnóstico de carcinoma do endométrio.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Abreu, Elisa Melo Cunha, Teresa Margarida Campos, Cláudia

Controlo de hemoptises recorrentes através de tratamento combinado (endovascular e percutêaneo): um caso clínico

Os autores descrevem o caso de um homem de 72 anos de idade que recorreu ao Serviço de Urgência por hemoptises secundárias a Aspergiloma pulmonar. A terapêutica sistémica com antifúngicos obteve resposta limitada e o risco cirúrgico era elevado; assim o doente foi referenciado à Radiologia de Intervenção. O tratamento consistiu na embolização da artéria brônquica responsável pela vascularização parietal da cavidade pulmonar e na instilação intra-cavitária percutânea de Anfotericina B em solução gelatinosa. Este tratamento sequencial num só tempo obteve bom resultado a curto prazo sem recorrência da hemorragia nos 6 meses subsequentes ao tratamento. O tratamento de Aspergilomas pulmonares é desafiante. A radiologia de intervenção, através da terapêutica endovascular e percutânea, embora não permita o tratamento definitivo, permite o controlo hemorrágico a curto/médio prazo e pode ser repetida para prolongar os resultados obtidos. Com a descrição deste caso os autores mostram que é possível combinar o tratamento endovascular com o percutâneo, de forma sequêncial e num só tempo.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Baptista, Marta Donato, Paulo Costa, Yessica Figueiredo, Ana Carvalheiro, Victor Agostinho, Alfredo Gil Alves, Filipe Caseiro

Caso clínico de neuroblastoma do adulto: utilidade diagnóstica e terapêutica da Medicina Nuclear

Apresenta-se o caso clínico de um homem, 31 anos, com neuroblastoma da glândula supra-renal esquerda, estadio IV. A Medicina Nuclear foi útil na confirmação do diagnóstico, estadiamento inicial e avaliação da resposta terapêutica, através da cintigrafia com 123I-mIBG (metaiodobenzilguanidina) e da PET (Positron Emission Tomography - Tomografia por Emissão de Positrões) com 18F-FDG (18F-fluorodesoxiglicose). No tratamento, a realização de terapêutica radiometabólica com 131I-mIBG foi uma alternativa à quimioterapia (QT) convencional, numa fase avançada da doença. O neuroblastoma do adulto é uma patologia rara (0,2 casos / milhão / ano) e tem prognóstico reservado. A avaliação clínica e analítica, aliada aos métodos de imagem, permite identificar os casos suspeitos, sendo necessária confirmação histológica. Dos métodos de imagem destaca-se a cintigrafia com 123I-mIBG que possibilita realizar um estudo de corpo inteiro e identificar com elevada acuidade a lesão primária e metástases (90% sensibilidade e > 95% especificidade). Devido à raridade desta patologia a conduta terapêutica não está estabelecida. Sempre que exequível, a cirurgia está recomendada, precedida, se necessário, de QT neo-adjuvante. Nos estadios III ou IV, em casos refractários ou recidivantes, pode realizar-se terapêutica com 131I-mIBG com intenção paliativa que, neste contexto de prognóstico reservado, apresenta resultados favoráveis, sem efeitos adversos significativos.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Vaz, S. Ferreira, T. C. Silva, A. Sousa, R. Patrocínio, I. D. Ferreira, M. Ratão, P. Daniel, A. Salgado, L.