RCAAP Repository
Idiopathic Splenic Artery Pseudoaneurysm Successfully Treated with Embolization
Splenic artery pseudoaneurysms are rare and typically resultant from pancreatitis, spleen trauma, and iatrogenic complications. Unlike true aneurysms, pseudoaneurysms are usually symptomatic and more prone to rupture. We report the case of an asymptomatic, idiopathic splenic artery pseudoaneurysm in a 84-year-old woman that underwent an abdominal computed tomography (CT) examination after the inaugural diagnosis of diabetes mellitus. No prior history of pancreatitis, trauma or abdominal surgery was documented. Attending to the unpredictable risk of rupture, splenic artery embolization was performed with no immediate complications. One month after the procedure, a follow-up Doppler ultrasound found no flow inside the pseudoaneurysm.
2022-11-18T14:08:20Z
Dias, João Lopes Costa, Nuno V. Pimpão, Carlos Bilhim, Tiago
Caso Clínico ARP Nº 2: Qual o seu Diagnóstico?
Paciente do sexo feminino, com 39 anos de idade, recorre ao seu médico assistente com clínica de dor justa-articular nos membros inferiores, com meses de evolução. Não apresentava alterações ao exame objecto. Sem antecedente relevantes. É prescrito estudo radiográfico das coxas e pernas, com incidências complementares, dos quais se apresentam as seguintes imagens.
Caso Clínico ARP Nº 1: Ruptura Esofágica Espontânea (Síndrome de Boerhaave)
Um doente do sexo masculino, com 46 anos de idade, natural do Brasil mas a residir em Portugal há 15 anos, recorreu ao serviço de urgência por dor no hemitórax esquerdo e dispneia, com início súbito há menos de 24 horas, associado a episódio de vómito. Nos antecedentes destacava-se o facto de ser fumador e consumidor de cocaína inalada. O doente apresentava-se apirético, normotenso, com um ritmo cardíaco de 105 batimentos por minuto. Revelava murmúrio diminuído na auscultação e macicez na percussão da metade inferior do hemitórax esquerdo.
Avaliação de Osteoma Osteóide por Ressonância Magnética – Revisão com Discussão de Dois Casos
A Tomografia Computorizada (TC) é habitualmente o exame de primeira linha na avaliação do Osteoma Osteóide (OO), havendo ainda uma grande controvérsia na literatura atual sobre a utilidade da Ressonância Magnética (RM) no estudo destas lesões. Pretende-se com este trabalho efetuar uma breve revisão sobre a mesma, acompanhada da discussão de dois casos clínicos.
2022-11-18T14:08:20Z
Nascimeto, Duarte Alves, Inês Hatem, Maruan Abreu, Armando
Imaging Diagnosis of an Uterine Lipoleiomyoma, a Rare Entity
Uterine lipoleiomyoma is a rare benign tumour arising from the myometrium, composed of smooth muscle cells and mature adipocytes. It is easily misdiagnosed preoperatively on radiological imaging studies as an uterine myoma or an ovarian mature teratoma. We report a case of a postmenopausal woman who presented with pelvic pain over the last 6 months. On gynaecological examination the uterus was enlarged with a painless nodular formation. Findings on transvaginal ultrasound (US) and magnetic resonance imaging (MRI) raised the suspicion of an uterine lipoleiomyoma. The patient was operated on and the suspected diagnosis was confirmed by the histological examination. In this paper we report the typical ultrasonographic and MRI findings of an uterine lipoleiomyoma.
2022-11-18T14:08:20Z
Carvalho, Joana Ferreira Morgado, Ana Ribeiro, Maria Filipa Oliveira, Cristina
Resectoscopic Resection of a Large Submucous Uterine Myoma
Submucous myoma(s) can decrease the chances of a spontaneous conception and, therefore, be a cause of reproductive failure. There are many different methods for submucous myoma(s) treatment. The choice for the best treatment approach should take into account the characteristics of the myoma: the size, number (single or multiple), location and its relationship with the myometrium/uterine cavity; Also, the age of the woman and her desire for procreation have great influence when choosing the best treatment method. The intrauterine endoscopic techniques are currently widely used and considered minimally invasive surgical procedures. We present a case of a 32-year-old nulliparous woman, attempting to get pregnant, who was diagnosed with a large submucous uterine myoma. A successful resection, of a 5,8 cm greater diameter submucous myoma, was made by resectoscopic surgery.
2022-11-18T14:08:20Z
Inocêncio, Gonçalo Braga, António Galvão, Ana Zulmira, Rosa
Editorial
Caros (as) colegas e amigos (as), A renovação é fonte de vida e chegou a hora de passar o testemunho como presidente da direcção da Sociedade Portuguesa de Radiologia e Medicina Nuclear (SPRMN), a qual tenho servido nos últimos dezasseis anos, os últimos quatro como presidente, o que muito me honrou. Foi uma experiencia de vida fantástica, embora com muitos desafios e contrariedades, nomeadamente condicionado pelos tempos conturbados e pelas vicissitudes da crise económica e financeira do nosso país nos últimos quatro anos, que obviamente se reflectiram na vida profissional de todos nós, bem como no funcionamento da nossa Sociedade. Na tentativa de encontrar soluções para problemas que nunca se tinham colocado à radiologia portuguesa foi promovido pela SPRMN o debate “Radiologia em 2013 - Desafios e Oportunidades”, que culminou na formação de uma associação profissional dos radiologistas portugueses, que esperamos possa ajudar na resolução dos nossos problemas profissionais, atendendo que a SPRMN é uma sociedade com propósitos científicos.
“Radiologia da Próstata”
O Cancro da Próstata (CP) é, depois dos tumores cutâneos o Cancro mais frequente no Mundo Ocidental e a 2ª causa de morte por doenças oncológicas no homem. A sua prevalência aumenta com a idade e é tão elevada, que poderia ser considerado um facto normal do envelhecimento. Aproximadamente 16% (1 em cada 6) dos homens terão CP durante a sua vida. A próstata localiza-se entre a bexiga e o pénis, em frente do recto e tem a forma duma castanha. Inclui três zonas glandulares: a zona periférica é a mais externa e a localização mais frequente (70 a 75% dos Adenocarcinomas da próstata; a histologia mais comum -95% dos casos-); a zona central localiza-se no centro da próstata e é localização rara dos tumores da próstata; a zona de transição situa-se acima da zona central e é o local mais frequente da hiperplasia benigna, podendo aí haver tumores, embora de modo mais raro do que na zona periférica. Inclui igualmente duas zonas não glandulares: a zona anterior e a uretra prostática. Embora a maior parte dos CP cresçam lentamente e não necessitem de tratamento, outros tipos são agressivos, clinicamente relevantes e disseminam-se com rapidez. O CP detectado precocemente tem mais hipóteses de ser curado. Por esse motivo tem de ser detectado num estadio inicial.
Correlação Anátomo-Radiológica de Microcalcificações da Mama: Avaliação Estatística Com Base em 73 Biópsias Estereotáxicas
Introdução: Uma percentagem significativa do diagnóstico mamográfico de neoplasias resulta da deteção e análise de microcalcificações. Objetivo do presente trabalho é avaliar o papel da biópsia estereotáxica no diagnóstico oncológico, bem como a relação entre a distribuição, morfologia, número e extensão das microcalcificações e a malignidade. Material e métodos: Foi efetuada avaliação retrospetiva de exames mamográficos e do resultado anátomo-patológico de 73 mulheres submetidas a biópsia guiada por estereotaxia (e nalguns casos também submetidas a cirurgia) no IPO-Porto. Resultados e discussão: Verificou-se correlação total entre os resultados da biópsia e da cirurgia, com corroboração de malignidade em 100% dos casos. Constatou-se igualmente que microcalcificações com distribuição linear/segmentar e em “agrupamento” são mais suspeitas (malignidade em 50% e 46,5% dos casos, respetivamente) e que o risco de malignidade aumenta progressivamente para as microcalcificações amorfas (10%), puntiformes (33%), pleomórficas (72,2%) e lineares (100%). Lesões com maior número de microcalcificações têm risco mais elevado [RP 7,46 (IC 1,54-36,07) para 10 ou mais microcalcificações vs. menos de 10 microcalcificações] e a probabilidade de malignidade aumenta com a extensão das mesmas (33,3% se extensão inferior a 10mm, 47,4% entre 10-20mm e 58,3% se superior a 20mm). Conclusões: As características avaliadas neste estudo têm relevo na estratificação do risco de malignidade. A biópsia estereotáxica tem papel importante no diagnóstico do cancro da mama.
2022-11-18T14:08:20Z
Ressureição, João Marques, Inês Santos, António Guimarães Gouvêa, Margarida
Ecografia de Nervos Periféricos – Um Tutorial Guiado por Imagem para Iniciante
Avanços técnicos na ecografia facilitou de forma fiável a avaliação de pequenas estruturas. Atualmente, a avaliação de nervos periféricos depende ainda de dados clínicos suplementados por estudos eletrofisiológicos. A ultrassonografia pode ser aplicada na avaliação de patologia de nervos periféricos, contribuindo para o diagnóstico diferencial de patologias músculo-esqueléticas. O crescimento exponencial de publicações sobre esta temática nos últimos 10 anos foi fortemente fomentado pelo desenvolvimento de intervenção guiada por imagem, frequentemente utilizada em procedimentos analgésicos e anestésicos, tais como bloqueios nervosos. A Medicina da Dor é outro campo para a ecografia de nervos periféricos, onde a intervenção pode ser usada como forma de tratamento ou diagnóstico. A ecografia é uma técnica segura, embora fortemente dependente do utilizador, implicando firmes conhecimentos de anatomia. Elaborou-se uma revisão pictórica, assim como dos parâmetros e peculiaridades técnicas utilizadas para otimizar a imagem obtida. Serão demonstrados os marcos anatómicos mais frequentes e reconhecíveis no pescoço, membro superior, virilha, membro inferior, assim como a forma de colocação da sonda. Será efetuada uma breve revisão dos achados descritos em casos patológicos. Um firme conhecimento da ecografia dos nervos periféricos é um pré-requisito para os interessados na avaliação destes. O papel da intervenção guiada por ecografia tem evoluído no campo da anestesia e no campo da medicina da dor. Os radiologistas estão em excelente posição para relacionar a adequada técnica e o conhecimento anatómico, permitindo expandir o papel dos procedimentos guiados por imagem.
2022-11-18T14:08:20Z
Silva, Francisco Pereira Mota, S. Donato, Henrique Gil-Pereira, M. Donato, Paulo Alves, Filipe Caseiro
Estratificação do Carcinoma do Colo do Útero Pré e Pós-Terapêutica – uma Perspectiva Global
O carcinoma do colo do útero é um dos tumores malignos mais frequentes a nível mundial. Para garantir a uniformização de critérios entre países com diferentes recursos, o estadiamento deste tumor permanece clínico, segundo as orientações da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, e tem por principal objectivo a identificação das doentes que são candidatas à cirurgia. A avaliação radiológica é amplamente recomendada, quando disponível, com o objectivo de aumentar a acuidade do diagnóstico, assegurando a optimização terapêutica, sendo também recomendada no seguimento. Importa, assim, que o radiologista tenha presente não só o protocolo técnico adequado na suspeita de carcinoma do colo do útero e o respectivo espectro de apresentação radiológica, mas também algumas características da própria doença e possíveis abordagens terapêuticas, de forma a incluir no seu relatório toda a informação relevante. A ressonância magnética permanece o principal pilar na avaliação radiológica destas doentes, embora recentemente o papel da tomografia computorizada por emissão de positrões tenha vindo a ganhar relevo, sobretudo no que respeita à avaliação ganglionar e ao despiste de recidiva. Neste artigo as autoras dão uma perspectiva aprofundada da avaliação radiológica do carcinoma do colo do útero, deste o diagnóstico ao seguimento pós-terapêutico, à luz dos estudos mais recentes.
2022-11-18T14:08:20Z
Lucas, Rita Cunha, Teresa Margarida
“Mapeamento Biliar”: Revisão da Anatomia Normal e das Principais Variantes Anatómicas das Vias Biliares em CPRM
A colangiopancreatografia por Ressonância Magnética (CPRM) é uma técnica com mais de 20 anos que substituiu a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) como exame de eleição para avaliação da árvore pancreatobiliar. Pode ser realizada em pacientes com cirurgia biliar prévia e, ao ser uma técnica não-invasiva, evita um conjunto de complicações potencialmente graves e relativamente comuns associadas à CPRE. Devido à sua elevada capacidade de definição da anatomia biliar, a CPRM permite a identificação das diferentes variantes anatómicas biliares cuja identificação pode ser crucial para o correto planeamento de intervenções hepatobiliares. O presente trabalho visa apresentar uma revisão pictórica da anatomia normal e variantes anatómicas da árvore biliar baseada em estudos de CPRM realizados no serviço de Imagiologia do CHVNG/E.
2022-11-18T14:08:20Z
Ressureição, João Batista, Lara Almeida, Ana Teresa Monteiro, David Almeida, Nuno
Sinovite Nodular Intra-Articular
A Sinovite Nodular Intra-articular é uma lesão benigna rara, que ocorre por proliferação sinovial. Apresentamos um caso clínico típico desta patologia, seguido de uma breve revisão bibliográfica da mesma, que inclui uma discussão sobre Lesões Benignas de Proliferação Sinovial. Concluímos que a Ressonância Magnética é o método diagnóstico de eleição na avaliação desta entidade.
2022-11-18T14:08:20Z
Nascimeto, Duarte Serrado, Maria Hatem, Maruan Abreu, Armando
Invaginação Intestinal na Doença Celíaca: Associação (in)comum
A invaginação intestinal é, na maioria das vezes, idiopática. Em alguns casos, pode ser, contudo, a primeira manifestação de doença celíaca. A associação entre a invaginação intestinal e doença celíaca é considerada rara em idade pediátrica, ao contrário do que sucede nos adultos. No entanto, a invaginação intestinal parece ocorrer com maior frequência em crianças celíacas do que na população pediátrica geral. A sua patogénese parece estar relacionada com inflamação mucosa difusa e dos plexos mioentéricos que causam espessamento parietal, distúrbios na motilidade intestinal e alterações anatómicas de base. Apresentamos um caso clínico típico desta patologia em que o doente foi estudado por radiografia simples do abdómen, ecografia, tomografia computorizada (TC), endoscopia digestiva alta (EDA) e biopsia, com estudo anátomo-patológico.
2022-11-18T14:08:20Z
Serrado, Maria Nascimento, Duarte Castanha, Guida Capelinha, Ana Filipa
Dissecção Espontânea do Tronco Celíaco - A propósito de um caso clínico
A disseção espontânea de artérias viscerais, mais particularmente do tronco celíaco, sem envolvimento aórtico é uma entidade rara e são poucos os casos descritos na literatura. Os autores reportam o caso de uma disseção espontânea isolada do tronco celíaco num paciente de 42 anos do sexo masculino trazido ao serviço de urgência por um quadro de dor epigástrica, anorexia e alterações do trânsito intestinal. Na Tomografia Computadorizada (TC) foi diagnosticado um aneurisma do tronco celíaco parcialmente trombosado, complicado por disseção com extensão às artérias hepática e esplénica. Os autores fazem uma revisão da literatura sobre o tema e apontam a importância dos achados imagiológicos no diagnóstico, caracterização e seguimento desta entidade clínica.
2022-11-18T14:08:20Z
Soares, José Tiago Matos, Elisabeth Gomes, Sérgio Costa, Filomena Pereira, Tiago Portugal, Pedro
Post-Menopausal Metrorrhagia – An Ovarian Thecoma Presentation
Os tecomas são tumores raros do ovário, do grupo dos tumores dos cordões sexuais, de natureza sólida e frequentemente unilaterais. Têm maior incidência no período pós-menopausa e normalmente são silenciosos. Quando sintomáticos traduzem-se por dor pélvica e metrorragia (condicionada pela habitual natureza produtora de estrogénios do tumor). Podem ser concomitantes a síndrome de Meigs e/ou de Golin-Goltz e associarem-se a transformação benigna ou maligna do endométrio. Embora a ecografia possa ser inespecífica neste contexto, uma avaliação multiparamétrica abrangente em ressonância magnética, incluindo por estudo dinâmico e com ponderação em difusão, permite frequentemente orientar de modo favorável a marcha diagnóstica. Apresentamos um caso raro de tecoma do ovário, com espessamento associado do endométrio, avaliado por ecografia ginecológica por vias supra-púbica e transvaginal bem como tomografia computorizada e ressonância magnética, confirmado cirurgicamente. Tratou-se de uma examinada caucasiana de 61 anos de idade, apresentando-se com metrorragia pósmenopáusica, sem outros sintomas nem contexto familiar relevante. Procedeu-se, a este propósito, a uma revisão da literatura focada no diagnóstico multimodal diferencial, apresentação clínica, tratamento e prognóstico destes tumores.
2022-11-18T14:08:20Z
Batista, Alexandre Cunha, Teresa Margarida
Colegio Radiologia - Idoneidade e Capacidade Formativa dos Serviços
O Colégio de Radiologia tem sido frequentemente questionado sobre Idoneidade dos Serviços de Radiologia e Capacidade Formativa dos mesmos. Deixamos aqui algumas notas informativas sobre o tema, que julgamos serem do interesse geral, e a nossa disponibilidade para qualquer esclarecimento. A Formação Especifica em Radiologia, designação atual do Internato Complementar, tem sido ao longo deste mandato uma preocupação. Tentar manter a qualidade da formação dos nossos internos é uma prioridade. As mudanças que têm vindo a ocorrer em várias Instituições, onde estão integrados os Serviços de Radiologia, têm levado a muitas desconformidades funcionais que prejudicam profundamente a formação.
Caso Clínico ARP Nº3: Qual o seu Diagnóstico?
Paciente do sexo masculino, com 45 anos de idade, com antecedentes de patologia cardíaca e alterações em ecocardiograma para estudo. Pedido RM
Caso Clínico ARP Nº2: Doença de Erdheim-Chester
O estudo radiográfico mostra envolvimento dos ossos longos dos membros inferiores, de forma bilateral e simétrica, caracterizado por esclerose heterogénea das diáfises e metáfises, poupando as epífises. Há também atenuação da transição corticomedular, periostite e espessamento endosteal, com estreitamento da cavidade medular. Estes achados são patognomónicos de doença de Erdheim-Chester [1, 2]. A doença de Erdheim-Chester (EC) é uma rara histiocitose das células não-Langerhans com manifestações radiológicas e histológicas características. Esta entidade é definida por um infiltrado mononuclear constituído de histiócitos de citoplasma lipídico espumoso [1-3]. O envolvimento ósseo é constante e característico. Manifestações extra-ósseas podem incluir o envolvimento do retroperitoneu, pulmões, pele, coração, cérebro e órbitas [1-3].
Hidradenona apócrino: Diagnóstico ecográfico
O hidradenoma nodular é um raro tumor benigno derivado de glândulas sudoríparas. Histologicamente, estes tumores podem ser classificados em dois subtipos: écrinos e apócrinos. Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito após a excisão cirúrgica e embora sigam geralmente um curso benigno, a sua transformação maligna foi já documentada. Apresentamos um caso de hidradenoma apócrino com envolvimento dos vasos linfáticos. Descrevemos os achados ecográficos do hidradenoma de células claras do braço num homem de 82 anos. A lesão envolveu a derme e a hipoderme e apresentou-se como uma estrutura ovóide bem definida com aparência sólido-quística com bordos hipoecoicos e uma estrutura interna contendo um nódulo sólido hipoecoico com vascularização marcada e uma estrutura quística com conteúdo líquido lacunar anecoico. Em comparação com outras lesões cutâneas comuns, os hidradenomas nodulares apócrinos apresentam características ecográficas típicas, o que pode suportar o diagnóstico ecográfico antecipado e mais preciso, evitando erros diagnósticos clínicos e dermatoscópicos.