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Relação entre Expectativas e Perceção de Treinadores Futebol sobre o Conteúdo da Instrução em
A presente investigação pretende estudar as expectativas e a perceção de treinadores sobre o conteúdo da instrução em competição e verificar de que forma se relacionam. Foram questionados antes e no fim da competição, 4 treinadores de futebol jovem que orientavam equipas que disputavam os campeonatos nacionais de Portugal. Utilizamos para o efeito questionários adaptados e validados para este estudo (Mesquita, Isidro, & Rosado, 2010; Hill & Hill, 2009; Tuckman, Manual of Research in Education, 2002). Os resultados demonstram que os treinadores têm expectativas e auto perceção de emissão durante a competição de instrução com conteúdo psicológico e tático. Apesar de terem sido registadas algumas correlações entre as variáveis estudadas, verifica-se pouca congruência ao nível do pensamento do treinador
2015
Santos, Fernando Jorge Louro, Hugo Lopes, Hélder Rodrigues, José
Direito internacional: rumo a uma ética universalizante de direitos humanos
Partindo do enquadramento genericamente aceite em termos da história do Direito Internacional e da Diplomacia em torno da minimização ou amenização dos efeitos dos conflitos armados, este texto procura identificar alguns antecedentes medievais e humanistas que se apresentam como centrais para a emergência de uma ética e filosofia de direitos humanos, tradutoras de um sentido cada vez mais alargado da sua natureza universal. Trata-se de uma abordagem mais antropológica do que histórica que encara a lenta universalização da ideia de compaixão pelo Outro como um processo que se inicia pelo ideal de “civilizar a guerra”, mas cuja afirmação implicará a superação dos argumentos iniciais de cariz religioso e a adoção de uma ideia mais ampla do Outro como semelhante em termos mais absolutos. É a afirmação dessa ideia que permitirá a emergência de uma ética universalizante de direitos humanos.
PARTICIPAÇÃO DESPORTIVA NA REGIÃO DO ALENTEJO
No âmbito territorial da região do Alentejo foi realizado o estudo da participação desportiva com o objetivo de caracterizar a prática desportiva da população residente. Como método foi utilizada a recolha dos dados através de inquérito sociográfico, por entrevistas telefónicas, a 791 indivíduos. Como instrumento de recolha utilizou-se questionário construído para o estudo, que pretendeu analisar o comportamento da população face ao desporto. Os resultados mostraram que a prática de atividades desportivas é realizada por 47,9% da população do Alentejo entre os 15 e os 74 anos. A taxa de sedentarismo é de 52,1%. Os homens evidenciaram uma participação em atividades desportivas mais elevada (51,0%) do que as mulheres (44,9%). A prática de desporto decresce com o aumento da idade e aumenta com o nível de escolaridade. A existência de uma vontade de iniciar a prática desportiva no futuro foi observada em 19,3% dos indivíduos não praticantes, resultado que expressa um índice de procura desportiva não satisfeita de 10,0%. As razões mais referidas para a prática de atividade desportiva foram a melhoria da saúde (96,2%) e a melhoria das capacidades e aptidão física (88,1%).
2015
Santos, Abel Silva, Alfredo Vieira, Elsa Raposo, Pedro
Programa de intervenção para pais no desporto: Estudo piloto
Face a inexistência de uma prática sistemática sobre o envolvimento parental em contexto desportivo, o presente artigo expõe os resultados da avaliação da eficácia de um programa de intervenção psicológico realizado junto de um grupo de pais de uma equipa de futebol de Sub-11. O objectivo da intervenção consistiu em promover comportamentos positivos e de apoio em relação aos vários intervenientes da competição, tais como, os atletas, os treinadores e os árbitros, tendo subjacente a aplicação de um programa para a optimização da eficácia parental no deporto e um sistema de avaliação do comportamento parental. Os resultados do estudo sugerem a eficácia da intervenção realizada sobre os pais, devido ao aumento de comportamentos de apoio e à diminuição dos comportamentos de instrução e recriminação relativamente a atletas, treinadores e árbitros durante a competição.
2015
Silva, Carlos Marques Teques, Pedro Borrego, Carla Chicau
A torre defensiva que D. João II mandou construir em Cascais : novos elementos para o seu estudo
Mandada edificar por D. João II na extremidade Sul de Cascais, a torre de Cascais terá começado a ser construída em 1494. Neste estudo aduzimos novos dados que permitem uma proposta interpretativa mais segura quanto à problemática cronológica em torno da construção desta torre e que revelam igualmente alguns dos bombardeiros que serviram na mesma.
2015
Borges, Marco Oliveira
ANALISE DA ESTABILIDADE DO YOP CHAGI NO TAEKWONDO-ESTUDO PRELIMINAR
Resumo O objetivo deste estudo foi identificar os desvios técnicos mais comuns, na técnica de perna Yop chagi do Taekwondo. A amostra foi constituída por 28 atletas de Taekwondo com idades compreendidas entre os 12 e os 59 anos (23,96±12,29 anos), sendo 7 atletas femininos e 21 masculinos com 4,54±2,58 anos de prática. Para identificação dos desvios utilizamos o instrumento de observação ad hoc validado para o efeito (Mata, C. & Louro, H. 2014). O Yop chagi foi dividido por três fases: 1º) Saída do pé do chão, 2º) Inicio da extensão da perna momento de contacto, 3º) Inicio da flexão da perna extensão da coxa, dando especial importância a três critérios taxionómicos que agregam na forma de códigos alfanuméricos a informação decisiva para descrever comportamentos que definem a técnica Yop Chagi. Os resultados, obtidos em percentagens, mostram que na fase 1, obtivemos uma média de estabilidade de 89,7 % e de instabilidade através dos desvios de 10,3%, na fase 2, 54% de estabilidade e de46% de instabilidade através dos desvios. Na fase 3, 61%de estabilidade contra 39% de instabilidade. Permitindo-nos concluir que a fase 1 será a mais estável, a fase 2, obteve maior instabilidade por parte dos atletas, na fase 3, identificamos a colocação do tronco como mais instável. Estes resultados permitem-nos propor uma bateria de exercícios específicos para corrigir os desvios detetados, ocorrendo numa otimização da técnica. Palavras-chave: Taekwondo; Observação; Análise técnica; Yop Chagi
2015
Mata, Carlos Daniel Gomes Rocha, Fernando Louro, Hugo
SISTEMA DE OBSERVAÇÃO DO COMPORTAMENTO TÉCNICO
Resumo O presente artigo teve como objetivo central construir e validar um sistema de observação do comportamento técnico do Dólio Chagi. Este sistema pretende uma aplicação a todos escalões e categorias regulamentares do taekwondo, permitindo hierarquizar os executantes segundo a classificação do padrão e seu índice de estabilidade. O sistema de observação é constituído por três fases em cada uma subdividindo-se em duas subfases a que corresponde seis momentos de observação, como setenta e três códigos e num total de trinta e duas configurações. A amostra de observadores do nosso estudo é de 5 tendo como características mais de 10 anos de prática e com categoria mais de 3º DAN/KKW. Após análise do executante por cada elemento da amostra verificamos um índice de fiabilidade intra-observador de 0,994 e inter-observador de 0,967 fazendo com que o instrumento seja valido e fiável.
Programa de Treino de Competências Psicológicas no Desporto Adaptado: Exemplum Optimi on boccia
A performance desportiva foi estudada com base na implementação de um Programa de Treino de Competências Psicológicas (PTCP), no desporto escolar, para alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE). Neste estudo exploratório, a vertente de investigação é marcadamente qualitativa, com recurso ao estudo de caso, com aplicação de diferentes técnicas de intervenção e avaliação num grupo constituído por 18 alunos (MI=13,44; DP=1,36), praticantes de boccia. Os dados obtidos permitem assinalar que existe uma relação direta entre o PTCP e o desenvolvimento de competências específicas (melhoria nos níveis de concentração, rotinas pré-competitivas e adoção de posturas adequadas), promovendo ainda a inclusão no meio escolar. Com a descrição de um modelo programático de TCP, poderão os psicólogos envolvidos em projetos de treino com atletas com deficiência usufruir de um conjunto de dados de interesse, do ponto de vista técnico e psicológico, que permitam adequar e/ou redefinir estratégias e promover mudanças nas práticas competitivas originais.
2015
Vitorino, Anabela Ramos, Cristiana Morgado, Sónia
Competências e Formação dos Técnicos de Exercício Físico: Opinião dos Diretores Técnicos de Ginásio
O objetivo deste estudo foi conhecer a opinião dos Diretores Técnicos de ginásios relativamente às competências e formação dos Técnicos de Exercício Físico. Responderam a uma entrevista 15 Diretores Técnicos de ginásios. Foram identificadas quais as competências valorizadas pelos Diretores Técnicos aquando do recrutamento dos Técnicos de Exercício Físico, realçando-se as características pessoais e a formação. Foi também identificada a importância dos Técnicos de Exercício Físico possuírem licenciatura na área do Desporto, apesar de nem todos os Técnicos de Exercício Físico que trabalhavam nos ginásios desses Diretores Técnicos serem licenciados, tendo as razões para tal sido referidas. Verificou-se que a maioria dos Diretores Técnicos valoriza a formação contínua dos Técnicos de Exercício Físico. Foi ainda verificado que a maioria dos Diretores Técnicos não concorda com a alteração do número de créditos, introduzida pela legislação, para renovação do título de Técnico de Exercício Físico, tendo sido identificadas as razões da concordância e discordância relativamente a este aspeto. Palavras-Chave: Técnico de Exercício Físico; Diretor Técnico; Competências; Formação.
2015
Ramos, Liliana Oliveira, Rafael Carvalhinho, Luís Franco, Susana
O Destreino e o perfil lipídico em mulheres idosas ativas
A prática de programas de exercício físico promove uma maior qualidade de vida e de saúde em mulheres idosas podendo atenuar os fatores de risco de doenças cronicas como a diabetes millitus ou a hipertensão arterial, mas a sua interrupção pode provocar declínios nas melhorias provocadas pela sua prática. Objetivo de estudo: analisar o efeito de três meses de destreino em mulheres ativas ao nível lipídico e glicémico. Métodos: 73 mulheres foram sujeitas a um programa de treino combinado durante nove meses seguido de um período de três meses de destreino. Resultados: TG (+21.65 mg/dl); GL (+3.99 mg/dl); e CT (+10.1 mg/dl). Conclusões: Períodos de três meses de destreino provocam declínios no perfil lipídico e glicémico aumentando o risco de doenças cronicas. Palavras-Chave: Mulheres Idosas; Destreino; Triglicerídeos; Colesterol Total; Glicose
2015
Leitão, Luis Filipe Brito, João Paulo Leitão, Ana Sofia Louro, Hugo Gonçalo
Aerobic performance in young girls during a maximal laboratory treadmill test: differences between athletes and non-athletes
RESUMO O objetivo do estudo foi analisar as diferenças no Pico VO2 entre nadadoras jovens em comparação com raparigas sem prática desportiva. O grupo de nadadoras foi composto por 6 raparigas pré-púberes (9,8 anos) e 10 púberes (11,3 anos), e o grupo de controlo por 6 raparigas pré-púberes (9,8 anos) e 10 púberes (11,2 anos) não-atletas. O Pico VO2 foi mensurado com análise direta de gases, respiração-por-respiração (Cosmed K4b2, Roma, Itália), durante um protocolo incremental em passadeira até a exaustão. A normalidade (Shapiro-Wilks) e homogeneidade (Levene) foram assumidas. O One-Way análise de variância (ANOVA) e LSD Post-Hoc foram usados (SPSS, versão 17.0), com um nível de significância de p<0,05. O Pico VO2 relativo foi significativamente superior (p=0,010) nas nadadoras pré-púberes comparativamente com as não-atletas pré-púberes (60,6±9,1 mL·kg-1·min-1 vs. 43,6±8,9 mL·kg-1·min-1; p=0,003), e nas nadadoras púberes comparativamente com as não-atletas púberes (60,9±5,0 mL·kg-1·min-1 vs. 49,5±7,7 mL·kg-1·min-1; p=0,010). Esses resultados foram consistentes com as observações de valores superiores de Pico VO2 em raparigas envolvidas num desporto comparativamente com os seus pares não treinados. Assim, o Pico VO2 superior nas nadadoras pré-púberes e púberes poderá dever-se às diferenças na prática desportiva entre os grupos. Palavras-chave: Desempenho aeróbio, Pico VO2, nadadoras jovens.
2015
Rodrigues-Ferreira, Mário André VencesBrito, António Manuel Fernandes, Renato Mendes, João Romero, Félix Fernando, Catarina
O último Marquês de Marialva - um embaixador da Europa de Viena
O Congresso de Viena procurou uma nova ordem e equilíbrio entre as Nações, por forma a cessar alguns conflitos anteriores e reequilibrar as diversas potências. No caso português, e apesar da distância, o futuro Rei D. João VI procurou que os seus enviados tudo fizessem para não deixar de pertencer ao grupo das nações mais importantes. Para conseguir afirmar-se não bastaria estar representado oficialmente nas mesas do Congresso, sendo fundamental preparar um contexto, através de diligências paralelas, que mantivessem a sua consideração por parte dos restantes países. A vida de D. Pedro Vito de Meneses Coutinho, 8º Conde de Cantanhede e 6º Marquês de Marialva, embaixador ao serviço do Príncipe Regente desde 1807, permite uma perceção deste conjunto de ações que são conduzidas na Europa de Viena, demonstrativas de que o sucesso num certame internacional não envolvia, tal como hoje, apenas a representação formal durante a sua realização. Numa área como a história da diplomacia e das relações internacionais, o estudo dos casos concretos, dos indivíduos, das dificuldades negociais por si sentidas num tempo de difíceis comunicações, do protocolo e dos códigos utilizados, torna-se indispensável para uma melhor caracterização sociológica, social, cultural e política dos contextos que se pretendem trabalhar.
2015
Luís, Nuno Castro
A visão histórica de Mendes Corrêa (1919 1940)
Partindo das diretrizes da Academia Portuguesa da História, renascida durante o Estado Novo, este artigo propõe-se analisar temas, conteúdos e, acima de tudo, os valores que norteiam a produção historiográfica do período em questão. Para tal, tomámos como protagonista António Augusto Mendes Correia, eminente portuense e antropólogo da primeira metade do século XX, e através da sua produção histórica, procurámos o seu enquadramento nos valores científicos da Academia e averiguar o grau de influência na sua obra. Este artigo resulta da investigação apresentada na dissertação de mestrado com o título: «A ressurreição da raça portuguesa no pensamento de Mendes Correia. História. Antropologia. Eugenia (1911-1960)»
2015
Henriques, Bruno
Formação de Treinadores de Desportos de Natureza. Estudo da Auto-perceção das Competências Profissionais
Os modelos de formação no contexto dos desportos de natureza têm sofrido algumas mudanças de paradigma, nomeadamente, com a regulamentação recente da profissão do treinador de desporto em Portugal. Nesta pesquisa, estudou-se a auto-perceção dos treinadores de desportos de montanha (escalada e canyoning) e de desportos náuticos (surf e canoagem). O grupo de participantes foi constituído por n=89 indivíduos (66 masc. + 23 fem.). As idades dos indivíduos caracterizam-se por uma média de 24.82 ± 4.919 (mínimo = 19 anos / máximo = 41 anos). Utilizou-se um questionário para estudar a auto-perceção dos treinadores de Grau I, em relação às competências profissionais definidas nos Referenciais Formação Geral, do Programa Nacional da Formação de Treinadores, do Instituto Português do Desporto e da Juventude. A partir dos resultados obtidos foi possível concluir que existem diferenças significativas de auto-perceção das competências profissionais associadas às dimensões dos "Saberes" e dos "Saberes-fazer", entre os dois grupos de treinadores inquiridos, com maior prevalência para o grupo dos desportos náuticos. Na dimensão dos "Saberes-ser" não existiram diferenças significativas, sendo possível identificar que estes técnicos julgam possuir melhores competências nas áreas da segurança e das didáticas das modalidades, valorizando uma conduta de bem-estar nas suas práticas profissionais. Palavras-chaves: Formação de Treinadores, Desportos de Natureza, Competências Profissionais
2015
Carvalhinho, Luís Rosa, Paulo Rodrigues, Luís Nunes, Gilberto
GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS (RSU): - breve incursão às variáveis teóricas de suporte, de avaliação e de comunicação
Quando se fala em gestão de resíduos sólidos urbanos, normalmente, somos encaminhados para a problemática em torno dos recursos necessários efetivos e respetiva forma de relacionamento, com especial destaque para os colaboradores e equipamentos de deposição e recolha. Contudo, por detrás desta atividade diária, existe um conjunto de variáveis que ajudam a percecionar, a perceber, a enquadrar, a aceitar e a promover as ações que justifiquem as decisões tomadas por quem de direito. Estas, apesar de terem um forte impacto na eficácia desejada, do ponto de vista do suporte e da avaliação, pouco se reconhecem, com este papel. De todas as que se podem aferir, destaca-se neste texto, as referentes às questões legais (europeias e nacionais), tais como as diretivas comunitárias e decretos-lei; as de natureza técnica, que nos levam às ferramentas de gestão que combinam dados alfanuméricos e georreferenciados e as de natureza institucional, fazendo-se referência (hierarquicamente falando), aos organismos envolvidos no processo e as suas funções, que vão desde a avaliação à comunicação. Apesar de uma abordagem meramente teórica, ela é a base que congrega as razões e as indicações, os instrumentos e os indicadores de suporte, que permitem a posteriori a análise aos resultados atingidos e suas implicações, na sociedade e nas instituições responsáveis pela gestão dos resíduos sólidos urbanos.
2015
Carvalho, José Manuel Oliveira Ruivo, Paula Sampaio, Jorge Calado, Dina
Efeito do destreino nas capacidades de potência aeróbia máxima e força inferior em crianças pré-pubescentes praticantes de futebol.
Introdução: Todas as características secundárias adquiridas no treino perdem-se e retornam aos limites pré-iniciais, após determinado período de inatividade. As férias são as ocasiões onde se verificam tais interrupções no treino, sendo pertinente estudar quais são os efeitos. Objetivos: O objetivo deste estudo é comparar o efeito do destreino num período de 34 dias, nas capacidades Potência Aeróbia Máxima e Força Inferior, em crianças pré-pubescentes praticantes de futebol. Métodos: 8 sujeitos pertencentes ao escalão de iniciados (12,75 anos ± 0,71) realizaram o teste de Balke adaptado com análise direta de gases e um teste de Coutermovement Jump no Ergojump. Foram descritos os dados e estabelecidas comparações (T-pares) para determinar as relações entre os parâmetros decorrentes dos testes realizados, a par de uma análise gráfica da evolução dos parâmetros avaliados. Resultados: Encontraram-se diferenças significativas na avaliação da potência aeróbia máxima, nomeadamente, no parâmetro VO2máx/kg, não existindo diferenças significativas na avaliação da força inferior. Conclusão: Com o período de destreino verificam-se alterações nos valores dos parâmetros da potência aeróbia máxima. Na força inferior, apesar de não ser significativa, houve uma diminuição nos valores da primeira para a segunda avaliação, tendo-se sucedido o mesmo na potência aeróbia máxima no parâmetro VO2máx/kg.
2015
Oliveira, Rafael Jacinto, Júlio Brito, João
Construção e Validação de um Sistema de Observação em Competição no Futebol de Bolas Paradas
Tendo em conta a importância assumida das bolas paradas (BP), como elementos decisivos no desenvolvimento e decisão nos jogos de futebol, procuramos construir e validar um Sistema de Observação em Competição no Futebol de Bolas Paradas (SOCFutBP), sustentado pela metodologia observacional e suportado por um software técnico de análise de jogo (Videobserver). O estudo, referente à validação do sistema, foi constituído por uma amostra de 80 ações de bolas paradas observadas numa das partes de um jogo de futebol do Campeonato Nacional de Juvenis de Sub-17. A metodologia de desenvolvimento do sistema de observação adotou os seguintes passos: definição de critérios (e respetivas categorias); seleção e adequação do instrumento; aperfeiçoamento e validação facial do sistema por experts; validação propriamente dita do sistema (intra e inter-observadores) e aplicação do estudo piloto. Os resultados demonstraram que o Sistema de Observação em Competição de Futebol de Bolas Paradas (SOCFutBP) mostrou-se coerente em relação aos objetivos para o qual foi concebido uma vez que todos os critérios apresentaram valores de K superiores a 0.75, o que nos permite afirmar que o sistema permite, de forma consistente, analisar as bolas paradas no futebol. Palavras – Chave: Futebol, Bolas Paradas, Observação e Análise de Jogo, Sistema de Observação.
2015
Teixeira, Eduardo Loureiro, Nuno Moderno, Mauro Sequeira, Pedro
Clima Motivacional, Necessidades Psicológicas Básicas e Perceção de Esforço no Futebol
O principal objetivo deste estudo foi testar a integração de dois modelos teóricos motivacionais (teoria da autodeterminação e a teoria dos objetivos de realização), com o intuito de analisar o impacto do clima motivacional nas necessidades psicológicas básicas e na perceção de esforço dos atletas. Participaram neste estudo 460 atletas (n = 460), da modalidade de futebol, todos do género masculino, do nível distrital e nacional, das categorias de iniciados, juvenis, juniores e seniores, com uma média de idades de 17,42 (SD=4,37) anos. A análise dos dados foi realizada através de técnicas estatísticas multivariadas, nomeadamente, a análise de equações estruturais. Os resultados encontrados suportam a adequação do modelo (S-Bχ² = 171.79; df = 100; p =0.000; S-Bχ²/df = 1.71; SRMR =0.053; TLI = 0.930; CFI = 0.942; RMSEA = 0.042; 90%IC RMSEA = 0.029-0.049), evidenciando que um clima motivacional orientado para a tarefa tem um efeito positivo significativo sobre as necessidades psicológicas básicas, por outro lado, um clima motivacional orientado para o ego tem um efeito positivo mas não significativo sobre as necessidades psicológicas básicas. Por sua vez, as necessidades psicológicas básicas apresentam um efeito positivo e significativo sobre a perceção de esforço dos atletas. Palavras Chave: Teoria da Autodeterminação, Teoria dos Objetivos de Realização, Motivação, Perceção de Esforço, Desporto
2015
Monteiro, Diogo Moutão, João Cid, Luís
As Necessidades de Formação dos Treinadores de Basquetebol
Os modelos da formação de treinadores de desporto têm sido, nos últimos anos, um dos temas mais discutidos no desporto. É possível verificar inúmeras análises e propostas para os diferentes modelos de formação, por parte de investigadores nacionais e internacionais, provenientes de diferentes modalidades desportivas. Estes estudos, tal como o presente, tem como objetivo detetar as prioridades necessárias para um modelo ideal de formação, com o qual podia ser elevado o nível de conhecimentos e das competências dos treinadores. Para este efeito aplicou-se um questionário a treinadores de basquetebol em Portugal sobre o Programa Nacional da Formação de Treinadores, e que versava as competências apresentadas nas dimensões dos "Saberes", "Saberes-Fazer" e "Saberes-Ser" dos referenciais de formação geral de Grau I, II e III. Os resultados obtidos através da auto-perceção e da valorização de competências para cada um dos Graus, demostraram que existem necessidades de formação em todos os grupos de treinadores. Por outro lado, foi possível identificar que, os treinadores mais qualificados, ou seja, de maior grau profissional, apresentam necessidades de formação também diferenciadas ao nível das competências profissionais no domínio dos diversos "saberes". Palavra-chave: Modelo de Formação, Auto-percepção de Competências, Necessidades de Formação, Conhecimento, Treinador, Basquetebol
2015
Nogic, Goran Carvalhinho, Luís Sequeira, Pedro Resende, Rui
Caraterização Fisiológica do Futebol 7 – Escalão Benjamins
Objetivo – Os objetivos foram caracterizar fisiologicamente o jogo de “futebol 7”, no que respeita á distância percorrida, a velocidade média e máxima de deslocação e carga interna no escalão de Benjamins. Metodologia – 54 jogadores de futebol do sexo masculino estimaram o consumo máximo de oxigénioatravés do teste aeróbio Vai Vem de Léger et al. (1982). A frequência cardíaca média e máxima, distância percorrida, velocidade média e máxima de deslocação de cada jogador foram medidos através dos cardiofrequencímetros modelo RX800 Sport Watch (Polar, Finland) com GPS acoplado. Resultados – Os valores da frequência cardíaca máxima no jogo (199,72±8,95 bat/min) não apresentam diferenças significativas com os do teste Vai Vem (201,35±7,92 bat/min). Os médios centros (50,51±4,36 ml/kg/min) obtiveram os valores mais elevados no consumo máximo de oxigénio. Na distância percorrida verificaram-se diferenças significativas (p≤0,05) entre os defesas centrais contra laterais; defesas centrais contra os médios centros; e na “velocidade máxima”; entre os laterais contra médios centros. Conclusão – Conclui-se não existir especificidade metabólica nas posições do Futebol de 7 em crianças dos 9/10 anos. O jogo de “futebol 7” apresenta uma intensidade nos 86 % da frequência cardíaca máxima, sendo uma zona de intensidade que permite incrementar a potência aeróbia.
2015
Oliveira, Rafael Coito, Nuno Fernandes, Renato Brito, João