RCAAP Repository

Caracterização hidrogeoquímica do reservatório da Usina Hidrelétrica de Coaracy Nunes-Amapá

ELETRONORTE - Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A

Year

2019

Creators

BEZERRA, Clauber dos Santos

O Prospecto Águas Claras, Serra dos Carajás (PA): alteração hidrotermal e mineralização de sulfetos associada

A mineralização primária do Prospecto Águas Claras, localizado na porção central da Serra dos Carajás, ocorre em veios de quartzo ao longo de uma zona de cisalhamento frágil a frágil-dúctil, de trend geral NE-SW com mergulhos sub-verticais. Esta zona corta discordantemente sedimentos siliciclásticos da Formação Águas Claras e sills básicos intrusivos arqueanos. Estudos petrográficos das rochas encaixantes e dos_veios de quartzo permitiram a identificação de vários tipos de alteração hidrotermal associados à mineralização: cloritização, que representa o processo de alteração mais característico do depósito, sericitização, turmalinização, silicificação, argilização (caolinização) e carbonatação. Os veios de quartzo apresentam texturas maciça, em pente, fantasma, brechada e de deformação. A mineralização é dominada por sulfetos de Fe e Cu (Au) com quantidades subordinadas de Zn e W. As rochas encaixantes apresentam-se intensamente venuladas próximo à zona principal de cisalhamento. Pirita e calcopirita são as fases metálicas principais, com esfalerita e arsenopirita ocorrendo subordinadamente. As fases óxidos são representadas por magnetita e hematita, além da ferberita. O Au, apesar de não Ter sido observado, faz parte da paragênese primária, associado comumente à arsenopirita/calcopirita (SOARES et al., 1994). Transformações supergênicas principalmente da calcopirita para bornita, calcocita, covelita e cobre nativo estão presentes, geradas em profundidades variáveis. A paragênese pirita-magnetita-hematita indica condições relativamente oxidantes para a precipitação da assembléia sulfetada, com faixas representativas de f02 e fS2 entre 10-29/10-23 atm e 10-9/10.4,5 atm, respectivamente. Os dados microtermométricos indicaram soluções aquosas salinas provavelmente do sistema NaCI-CaCI2-MgCI2-H2O, com temperaturas mínimas de aprisionamento dos fluidos entre 360 e 100°C, sendo a faixa de 160-190°C a mais freqüente. Variações de salinidade foram encontradas nas inclusões bifásicas, com valores entre 0,53 e > 23,8% em peso de equiv. NaCl. As inclusões trifásicas apresentaram salinidades eqüivalentes da ordem de 30-45% em peso de NaCl. Fluidos com diferentes salinidades aprisionados no intervalo de 160-360°C podem significar a ocorrência de eventos cíclicos na deposição mineral, enquanto que fluidos de baixa salinidade e baixa temperatura (~ 100- 130 ° C) podem ser produtos de soluções mais tardias na evolução do sistema ou mistura com águas meteóricas. A mineralização de Fe-Cu (Au) do Prospecto Águas Claras foi formada a partir de fluidos aquosos salinos, com razões fS2/fO2 iniciais altas, moderada a alta fO2, pH ácido e temperaturas iniciais entre 340-380°C. O depósito é controlado estruturalmente e formado a profundidades rasas <3 km), consistentes com os dados geotermométricos (inclusões fluidas e o geotermomêtro da clorita), texturas de preenchimento nos veios e o baixo grau de metamorfismo das rochas hospedeiras. O sistema de veios possui características texturais de que foi formado sob pulsos cíclicos/recorrentes, com várias gerações de quartzo que refletem a contemporaneidade/ recorrência da assembléia sulfetada e variação na salinidade dos fluidos. Os dados obtidos no presente trabalho não permitiram definir a relação temporal do Granito Serra dos Carajás com a mineralização, pois as interpretações são ambíguas quando se considera este granito responsável pela circulação dos fluidos ou mesmo fonte de alguns metais que estão presentes no Prospecto Águas Claras.

Year

2019

Creators

SILVA, Cintia Maria Gaia da

A ametista de Pau d' Arco e Alto Bonito no Pará e a do Alto Uruguai no Rio Grande do Sul

CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

Year

2019

Creators

CASSINI, Carlos Tadeu

Estudo da cobertura laterítica ferro-aluminosa da aba norte da Serra dos Carajás (PA)

CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

Year

2019

Creators

SOUZA, Carlos Isaias de Jesus

Tratamento estatístico de dados geoquímicos de solo e sedimento de corrente da Bacia do Rio Araguari, Estado do Amapá

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

Year

2019

Creators

BASTOS, Carlos Henrique Lourenço

Evolução petrológica e estrutural do gnaisse estrela, Curionópolis, PA

CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

Year

2019

Creators

BARROS, Carlos Eduardo de Mesquita

Prospecção geoquímica e mapeamento de regolito na região de Carajás, estado do Pará

Mapeamento de regolitos e prospecção geoquímica de solos foram desenvolvidas em três áreas na Província Mineral de Carajás, denominadas Guarujá (24 km2). Amostras superficiais de regolitos foram coletadas, atingindo um total de 2763 amostras no Guarujá, 1641 no Jaca no Paulo Afonso. Trabalhos de sondagem rasa, através de trato mecânico, foram desenvolvidos numa porção da área Guarujá. A geologia da área Jaca é constituída por metassedimentos da Formação Águas Claras, com diques gabróides subordinados. A maior parte da área Guarujá é composta por metassedimentos da Formação Águas Claras, tendo uma porção menor de rochas do Grupo Pojuca e granitóides intrusivos. A área Paulo Afonso apresenta, a norte, uma seqüencia de xistos e formações férricas e, a sul, gnaisses, granitóides, xistos e formações férrícas. A geomorfologia das áreas Guarujá e Jaca possuem características relativamente semelhantes, sendo dominadas por feições elevadas do tipo platô e de porções mais rebaixadas, planas a onduladas. A área Paulo Afonso é representada por terrenos arrasados, planos a ondulados, com serras e platôs relativamente restritos. A parte superior dos platôs, nas três áreas, tem, sempre, cota superior a 550 m, sendo caracterizada por uma superfície relativamente plana, que passa, em direção a base, para terrenos com declividade inicialmente suave e, posteriormente, muito acentuada. Os platôs das áreas Guarujá e Jaca devem apresentar registros da superfície Sul-Americana, modificada por eventos erosivos e intempéricos posteriores à sua formação.

Year

2019

Creators

MEDEIROS FILHO, Carlos Augusto de

Mineralogia, geoquímica e produtos do intemperismo das rochas potássicas e ultrapotássicas de Santa Cruz das Lages, região SW da Província Alcalina de Goiás

O solo do Cerrado brasileiro é pobre em macro e micronutrientes. Apesar de o Brasil ser um dos países mais importantes no agronegócio, há apenas uma mina de potássio em produção, sendo que mais de 90% tem que ser importado. Esta dependência também tem impacto significativo na balança comercial do país. Devido aos relativos altos preços do potássio no mercado é improvável que qualquer nova capacidade de produção significativa seja desenvolvida no Brasil a partir dos depósitos de sal de potássio locais. A necessidade por fontes alternativas levou a Terrativa Minerais a uma série de pesquisas geológicas na busca de rochas ultrapotássicas diferentes regiões do Brasil, buscando locais próximos a zonas agrícolas como no Cerrado e com geologia e logística favoráveis. Devido a isso, em 2013, pesquisas de campo na área de Santa Cruz das Lajes, na Província Alcalina de Goiás, SW do Estado de Goiás mapearam rochas ultrapotássicas e com afinidades kamafugíticas. Essas rochas são marcadas por uma série de manifestações magmáticas vulcânicas instaladas durante o Cretácio Superior, representando uma das maiores ocorrências de rochas ultrapotássicas e de natureza Kamafugítica do Brasil. A partir daí essas rochas mereceram atenção especial sendo alvo deste trabalho onde se caracterizou petrograficamente e geoquimicamente as suas ocorrências na região de Santa Cruz das Lajes, avaliou-se o comportamento do potássio, K+, no perfil de intemperismo, suas transformações mineralógicas ao longo do perfil intempérico e a relação da liberação deste elemento com o solo, além disso, o grau de fertilidade do solo para o desenvolvimento da agricultura foi determinado para verificar a eficiência agronômica deste tipo de rocha e de seus produtos intempéricos. Visando alcançar os objetivos citados, foi realizado, ao longo de um ano, campanhas de campo visando o mapeamento e amostragem da área de pesquisa. As amostras de rocha e canaletas coletadas foram analisadas por Fluorescência de Raios X pelo laboratório da SGS GEOSOL em Goiânia. As amostras de canaleta, também foram analisadas pelo laboratório Esalq da USP para posterior identificação da fertilidade do solo gerado pelo intemperismo das rochas ultrapotássicas. A análise mineralógica, petrografia aliada à difração de raios X, caracterizaram as rochas ultrapotássicas em três tipos como Mafuritos, Uganditos e tefrifonolitos. Os Mafuritos têm coloração escura, são afanítico com fenocristais de olivina e piroxênio e matriz policristalina fina, composta por piroxênios, analcima, sanidina, nefelina e esmectita. Os uganditos tem coloração cinza claro, fanerítico com matriz afanítica, quando alterados mostram coloração castanho claro a amarelado, frequentemente apresentam amídala preenchidas com calcita e zeólitas. Sua mineralogia é marcada pela presença de raros cristais de olivina, piroxênios, geralmente euédricos, prismáticos, zonados e por vezes fraturados, que ocorrem de forma aleatória e, por vezes, descrevendo uma foliação de fluxo magmático. Os tefrifonolitos são afaníticos, de coloração cinza clara, com raras amídalas preenchidas por material carbonático e/ou zeólitas. A amostragem do perfil de intemperismo sobre essas rochas foi realizada em diferentes pontos. Os perfis são rasos e, geralmente, com cerca de um metro de profundidade já se chega à rocha mãe. É interessante observar a distribuição dos valores de K2O em um perfil sobre o ugandito, onde o solo de topo é marrom escuro argiloso, e na DRX ainda apresenta sanidina e piroxênio, além de hematita e grande quantidade de esmectita e zeólitas, em padrão difratométrico de baixíssima cristalinidade. Isso revela que os minerais primários portadores de K ainda estão presentes, e que juntamente com a esmectita, zeólitas, são responsáveis pelos altos teores de K disponível nos solos, aumentando a sua fertilidade.

Year

2019

Creators

LIMA, Carlos Alex Alves

Mineralogia e geoquímica do rejeito laterito-gossânico da mina de ouro do Igarapé Bahia em Carajás e considerações ambientais

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

Year

2019

Creators

ROCHA, Carmen Silva Galvão da

Geologia, geoquímica e geocronologia do granito Boa Sorte, Município de Água Azul do Norte (PA), Província Carajás

CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

Year

2019

Creators

RODRIGUES, Daniel Silvestre

Análise tafonômica de Eremotherim laurillardi (Lund, 1842) dos depósitos pleistocenos, município de Itaituba, Pará

CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

Year

2019

Creators

FERREIRA, Denys José Xavier

Caracterização faciológica e diagenética da Formação Barro Duro-Bacia de Barreirinhas

CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

Year

2019

Creators

ROSSETTI, Dilce de Fátima

Reconhecimento e mapeamento de gêneros de mangue a partir de dados espectrorradiométricos e imagens Ikonos na Ilha de Marajó – Pa

Imagens de alta resolução do satélite Ikonos II e medidas espectrorradiométricas vem sendo bastantes utilizadas para o mapeamento e reconhecimento espectral de ambientes costeiros, em especial os manguezais. O objetivo desta investigação é mapear os diferentes ambientes costeiros e reconhecer os diferentes gêneros de mangue, a partir de dados botânicos e de medição da reflectância das folhas medida no campo com um espectroradiômetro em Soure (Ilha de Marajó/PA). Para este fim, foi utilizado o método automático, orientado a objeto para classificação de imagens Ikonos multiespectrais, que enfatiza as informações de contexto. Na planície costeira foram discriminados 7 ambientes, a saber: campos naturais, cordão arenoso antigo, praia, área inundada, terraço de manguezal e massa d’água. A precisão na classificação geral dos ambientes costeiros apresenta índice Kappa de 94% e acurácia global de 95%. O uso da técnica de classificação orientada a objeto das imagens Ikonos juntamente com os dados de campo (espectro radiômetro), permitiu a separação de três tipos de gêneros de mangue, entre eles Laguncularia, Avicennia e Rizhophora, cuja avaliação da classificação mostrou valor de 70% para o índice Kappa e 78,29% para exatidão global, indicando uma classificação substancial com os dados adquiridos em campo.

Year

2019

Creators

SANTOS, Diogo Corrêa

Distribuição de metais pesados e isótopos de Pb em sedimentos de fundo do rio Murucupi-Barcarena-Pará

A preocupação com a contaminação do meio ambiente por metais traço pelas atividades urbanas e industriais tem levado à realização de estudos com o propósito de medir os impactos e a incorporação dessas substâncias na biota aquática. Este trabalho teve como objetivo identificar através da determinação dos teores de metais pesados e das assinaturas isotópicas do Pb, uma possível participação dos efluentes domésticos oriundos dos núcleos urbanos e de rejeitos industriais como fontes de poluição do rio Murucupi, região de Barcarena, Pará. Pretende-se apontar o potencial das assinaturas isotópicas de Pb para detectar futuros impactos antrópicos para contaminação com metais pesados. Em complemento, foram identificados valores de referências de concentração de metais e composição isotópica de Pb naturais para esse setor do sistema estuarino do rio Pará. Foram coletadas dezoito amostras de sedimento de fundo superficiais ao longo dos rios Murucupi (8 amostras), furo do Arrozal (6 amostras) e rio Pará (4 amostras) e dois testemunhos no rio Murucupi. As amostras superficiais e os testemunhos foram coletadas com auxílio de um amostrador do tipo draga Van Veen e um testemunhador tipo Russian Peat Borer, respectivamente. A análise granulométrica foi realizada com granulômetro a laser para a quantificação percentual de areia, silte e argila. A composição mineralógica foi obtida por difração de raios-X. As concentrações total e parcial dos metais e as composições isotópicas de Pbforam determinadas por ICP-MS. Os teores de matéria orgânica foram determinados por volumetria de oxiredução, pelo o método Walkley Black. A análise granulométrica mostrou que houve uma predominância da fração silte sobre a areia e argila. As análises mineralógicas realizadas em amostra total e na fração argila mostraram a presença de quartzo, albita, e muscovita, além dos argilominerais esmectita, ilita e caulinita. Nas três drenagens estudadas, os resultados indicam que os teores de Pb, Cr, Cu, Zn e Ni não apresentam diferenças significativas e que as mesmas, quando existem, podem ser relacionadas com variações naturais dos sedimentos. As matrizes de correlações elaboradas indicam que os teores de metais pesados não são controlados pela matéria orgânica enquanto que a presença de correlação com o Al no rio Pará e Furo do Arrozal e com Fe e Mn no rio Murucupi indica que esses metais estão associados às estruturas dos argilominerais e aos óxi-hidróxidos de Fe e Mn nos sedimentos, respectivamente. As fortes correlações apresentadas pelos metais entre eles indicam que as concentrações dos metais nos sedimentos são regidas por processos químicos semelhantes nas três drenagens. Entretanto, no rio Murucupi, a ausência de correlação com os outros metais, indica que o Pb pode ter sido introduzido no meio ambiente por processos distintos dos outros metais. De maneira geral os fatores de enriquecimento (FE) determinados mostraram valores abaixo de 1 utilizando como valor de referência os sedimentos do rio Pará, indicando que não há evidencia de impacto antrópico nas concentrações dos metais pesados. Os sedimentos do furo do Arrozal apresentaram menores teores de metais pesados do que os sedimentos do rio Murucupi. Entretanto, a similaridade dos valores de FE entre os sedimentos dos dois corpos d´agua aponta para variações geoquímicas naturais. Os teores de Pb, Cr, Cu, Zn e Ni foram inferiores aos valores do TEL (Theshold effects level). Dessa forma, para todos os metais pesados estudados, os sedimentos dessas drenagens, no caso do rio Murucupi e Furo do Arrozal, embora estejam em contato com efluentes domésticos, não representam, no momento, nenhum risco, para os organismos aquáticos. Nas amostras de sedimentos de fundo superficiais, as assinaturas isotópicas homogêneas encontradas para o rio Pará (206Pb/207Pbmedia = 1,204 ± 0,001), evidenciam valores típicos de origem geogênica para o Pb, permitindo estabelecer um valor de razão isotópica 206Pb/207Pb para o background local. Valores mais baixos encontrados no rio Murucupi (206Pb/207Pbmedia = 1,186 ± 0,003) e no Furo do Arrozal (206Pb/207Pbmedia = 1,193 ± 0,002) são interpretados como sendo reflexo de influência dos efluentes domésticos provenientes dos Pólos urbanos de Vila dos Cabanos e Laranjal e do rio Barcarena, respectivamente. Através dos diagramas 206Pb/204Pb vs. 206Pb/207Pb e 208Pb/206Pb vs. 206Pb/207Pb, descartou-se a possibilidade da contribuição do rejeito de lama vermelha como fonte de poluição do rio Murucupi. A diminuição das razões isotópicas 206Pb/207Pb da base para o topo em testemunhos de sedimentos do rio Murucupi, corroboram a existência de uma contribuição antrópica recente para o Pb dos sedimentos neste rio.

Year

2019

Creators

OLIVEIRA, Diomar Cavalcante