RCAAP Repository
Aspectos da evolução e da geografia do gênero Philodendron Schott (Araceae)
O gênero Philodendron se divide em três subgêneros, cada um com distintos padrões de morfologia, anatomia e distribuição. Em análise filogenética, o subgêneiro Meconostigma, o único com centro de especiação no sudeste do Brasil, mostra-se bastante apomórfico, ainda que cladisticamente primitivo no gênero. Análises fenéticas mostram que o gênero se constitue um taxon distinto, apesar de não ter um só caráter definitivo. Mostram também que feneticamente, Philodendron está mais perto de certos gêneros da África ocidental (Culcasia, Cercestis, Rhektophyllum) do que dos gêneros principalmente asiáticos com os quais está ligado pela classificação tradicional. A morfologia do gineceu varia muito no subgênero Meconostigma, com as formas mais simples ocorrendo no sudeste do Brasil e as mais elaboradas na Amazônia. Comparação com o "grupo de fora" indica que as formas mais simples são primitivas no subgênero, apontanto as espécies principalmente rupícolas, P. adamantinum Schott e P. leal-costae Mayo & G.M.Barroso, como as de gineceus mais primitivos. Com base na morfologia do gineceu, poderia ser sugerido que o subgênero evoluiu em princípio na parte oriental do Brasil, como um grupo adaptado aos habitats abertos, e que na bacia amazônica ele chegou somente mais tarde. Os dois outros subgêneros, Philodendron e Pteromischum, surgiram posteriormente, principalmente como epífitas de florestas úmidas, e se mostram hoje mais diversos no nordeste da América do Sul
1987
Mayo,Simon J
Vegetacion y flora de Pantepui, Region Guayana
La Provincia biogeográfica Pantepui, definida como el conjunto de ecosistemas orográficos meso - y submicrotermicos desarrollados en las montanas ("tepuyes") de la Región Guayana por encima de los 1.20011.500 m s.n.m., presenta una cobertura vegetal caracterizada por una flora altamente especializada, compuesta de unos 2.000 - 2.500 taxones, asf como por una diverdidad de tipos de vegetación muy evolucionados. La Región Guayana cuenta con dos familias endemicas, las Saccifoliaceae y las Tepuianthaceae. Las familias más importantes, tanto desde el punto de vista sistemitico como ecológico en la flora pan-tepuyana son las Asteraceae, Rubiaceae, Ochnaceae, Theaceae, Rapateaceae, Eriocaulaceae, Xyridaceae, Bromeliaceae y Cyperaceae. La vegetación se compone por una gran variedad de tipos pertenecientes a cuatro grandes formaciones vegetales: la arbórea (bosquecillos tepuyanos), la arbustiva (arbustales tepuyanos y paramoides), la herbácea (herbazales y praderas tepuyanas) y la formación pionera sobre rocas (vegetación litófita). Un análisis fitogeografico de la flora de Pantepui revela la presencia de elementos endemicos autóctonos, e.lementos andinos, elementos amazónicos y de Guayana baja, elementos neotropicales y elementos pantropicales o cosmopolitas
1987
Huber,Otto
Circunscrição de algumas espécies Brasileiras do gênero Ctenium Panzer (Gramineae)
O gênero Ctenium Panzer apresenta cerca de 6 espécies no Brasil, com limite meridional na latitude de aproximadamente 24ºS. Entre estas espécies, C. chapadense (Trin.) Doell e C . polystachyum Balansa, bem como C. brachystachyum (Nees) Kunth e C. brevispicatum J.G. Smith têm sido confundidas, aparecendo frequentemente mal identificadas nos herbários. Visando contribuir para o esclarecimento da circunscrição destas espécies, são discutidos os caracteres morfológicos utilizados para diferenciá-las e sua distribuição geográfica, bem como são fornecidas ilustrações das mesmas
1987
Longhi-Wagner,Hilda Maria
O gênero Nectandra Rol. Ex Rottb. (Lauraceae) no Estado de Pernambuco
O gênero Nectandra Rol. ex Rottb. foi estudado como parte do levantamento taxonómico da família Lauraceae no Estado de Pernambuco. Efetuaram-se coletas em diversas áreas, abrangendo todas as zonas fitogeográficas do referido Estado, durante o período de janeiro de 1982 a Janeiro de 1984. Foram registradas duas espécies pertencentes ao gênero em estudo, constituindo primeira referência para o Nordeste do Brasil. Apresenta-se chave para as espécies estudadas com respectivas descrições, ilustrações e referências bibliográficas
1987
Barreto,Roxana Cardoso
Hepáticas talosas do Parque Nacional da Tijuca, Rio de Janeiro, Brasil
Onze especies de hepáticas talosas são mencionadas para o Parque Nacional da Tijuca, Rio de Janeiro, Brasil: Dumortiera hirsuta (Sw.) Nees, Marchantia papillata Raddi, Metzgeria aurantiaca Steph., M. dichotoma (Sw.) Nees, M.furcata (L.) Dum., Monoclea forsteri Hook. Riccardia cataractarum (Spruce) Hell, R. chamedryfolia (With.) Grolle, Symphyogyna aspera Steph. ex Evans, S. brasitiensis Nees & Mont, e S. podophylla (Thumb.) Mont. & Nees. Metzgeria aurantiaca e Riccardia cataractarum estão sendo mencionadas pela primeira vez para o Rio de Janeiro. Descrição, e distribuição geográfica brasileira para cada espécie são apresentadas
1987
Costa,Denise P. da Yano,Olga
Reserva biológica estadual da Praia do Sul (Ilha Grande, Estado do Rio de Janeiro): lista preliminar da flora
A Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul está localizada na parte meridional da Ilha Grande - RJ (23º10' S.; 44º17' W.Gr.), abrangendo uma área de 3600 ha. Foram identificadas nesta Reserva 5 comunidades vegetais, a saber: psamofila reptante de anteduna, mata de cordão arenoso, mata alagadiça de planície, manguezal e mata de encosta. A fitofisionomia de cada comunidade está descrita, incluindo as espécies mais comuns e a área da Reserva ocupada por cada uma. O levantamento florístico ainda incompleto constitui uma lista de cerca de 300 espécies: as 4 famílias mais importantes são: Leguminose, Rubiaceae, Orchidaceae, Bromeliaceae
1987
Araujo,Dorothy Sue Dunn de Oliveira,Rogério Ribeiro de
Levantamento da flora vascular rupestre do Morro Sapucaia e Morro do Cabrito, Rio Grande do Sul
Apresentam-se os resultados preliminares do levantamento da flora vascular que ocorre em lugares rochosos do Morro Sapucaia e Morro do Cabrito, Rio Grande do Sul, Brasil. O trabalho em andamento inclui observações sobre o hábito, habitat, fenologiae distribuição geográfica das espécies, e uma descrição sucinta da vegetação. Foram encontradas, até novembro de 1986, 71 espécies de plantas vasculares, sendo 28 de pteridófitas e 43 de angiospermas
1987
Fernandes,Irene Baptista,Luís Rios de Moura
Análise da estrutura da comunidade de diatomáceas (Bacillariophyceae) em duas estações do sistema Guaíba, Rio Grande do Sul, Brasil
Através da análise da composição específica e da diversidade da comunidade de diatomáceas, em duas estações do sistema Guaíba (RS, Brasil), nos meses de setembro e novembro de 1975, foi encontrada uma diferença significativa na estrutura dessa comunidade. Essa diferença deve-se, provavelmente, à presença exclusiva de Achnanthes inflata (Kütz.) Grun. var. elata (Leud. - Fort.)Hust., A. lanceolata (Bréb.)Grun. var. lanceolata, Cocconeis placentula Ehr., Cyclotella meneghiniana Kütz., Cymbella minuta Hilse ex Rabh., Aulacosira distans (Ehr.) Sim., Navicula mutica Kütz., Surirella robusta Ehr. var. splendida (Ehr.) Van Heurck, Synedra ulna (Nitz.)Ehr., espécies abundantes, que refletem características ambientais distintas, pelo fato de apresentarem uma diferenciação em suas tolerâncias ecológicas. Foram identificados um total de 114 táxons, 57 a níveis específicos e infra-específicos, dentre os quais 14 constituem-se em primeira referência para o Guaíba e quatro são citações novas para o Estado.
1987
Lobo,Eduardo A Torgan,Lezilda Carvalho
Biologia da polinização em Lecythidaceae
A família Lecythidaceae apresenta grande diversidade em matas higrófilas localizadas abaixo de 1000 m de altitude. Poucas espécies ocorrem em cerrados, várzeas, e em matas acima de 1000 m. O Brasil, onde ocorrem 54% das espécies de Lecythidaceae do Novo Mundo, tem mais espécies desta família que qualquer outro país no mundo, sendo especialmente rico ém espécies com flores zigomorfas. A evolução floral ocorreu principalmente no androceu que pode ser do tipo actinomorfo ou do tipo zigomorfo. Os polinizadores principais são abelhas sendo a única exceção a polinização por morcegos em Lecythis poiteaui. As abelhas da tribo Euglossini parecem ser muito importantes na evolução de Lecythidaceae com flores zigomorfas. As flores de Lecythidaceae oferecem três recompensas aos seus polinizadores: pólen não diferenciado, pólen diferenciado, e néctar. Ainda há muito para pesquisar sobre biologia da reprodução em Lecythidaceae. Estudos sobre a composição química do pólen, a quantidade e qualidade do néctar, e o sistema de compatibilidade são especialmente importantes.
1987
Mori,Scott Alan
Interpretação morfológica de Musa rosacea Jacq. (Musaceae): fase teleomática
No presente trabalho, abordou-se do ponto de vista morfológico a organização do Musa rosacea Jacq. Foram analisados os eixos teleomático e antomático. No primeiro, estudou-se a raiz, o caule e os diferentes padrões de folhas. No segundo, analisou-se a inflorescencia e a infrutescencia com todas as suas implicações. Verificou-se ser necessário um estudo pormenorizado da ontogênese e da anatomia para esclarecer os problemas pendentes, em relação aos diferentes componentes da espécie como um todo. A presença de grande quantidade de amido nas bainhas foliares de M. rosacea sugere o seu aproveitamento, do ponto de vista econômico.
1987
Alquini,Yedo
Contribuição ao conhecimento da anatomia foliar de espécies da vegetação das dunas interioranas do Municipio de Lençois-Bahia
No presente trabalho é analisada a anatomia de folhas de sol, completamente expandidas de: Leucothoe oleifolia (Cham) A.C. - Ericaceae, Palicourea marcgravii St. Hil. - Rubiaceae e Waltheria cinerescens St. Hil. - Sterculiaceae, provenientes de dunas interioranas. A área em questão, representa zona de transição entre cerrado e floresta. Anatomicamente, as três espécies apresentam características xeromorfas, tais como: células da epiderme abaxial com paredes anticlinais retas ou levemente curvas, espessadas; tricomas tectores ou secretores; camadas subepidérmicas aclorofiladas; parênquima paliçádico denso; paredes das células do parênquima clorofíliano com espessamentos faveolados; bainhas-de-feixe e extensões-de-bainha parenquimáticas, esclerenquimáticas ou compreendendo os dois tecidos. Os caracteres referidos não ocorrem simultaneamente.
1987
Morretes,Berta Lange de
Planejamento paisagístico do Campus Universitário da Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, Botucatu, S.P
O Planejamento Paisagístico do "Campus" da Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (UNESP) em Botucatu - SP, foi elaborado a partir de um Plano Diretor já existente e considerado o comportamento da paisagem, com edificações e circulações já estabelecidas, dando ênfase ao projeto de ajardinamento do entorno da Central de Salas de Aulas. Os objetivos principais do planejamento visam a proteção do solo, arborização adequada e ajardinamento do encontro dos prédios principais. O traçado proposto é simples, com a finalidade de dar uma escala humana ao "Campus", considerando a necessidade dos usuários e de favorecer a utilização de máquinas para manutenção e tratos culturais, em face da pequena disponibilidade de mão-de-obra, sendo mais elaborado somente nos entornos dos prédios principais. A estrutura vegetal é formada de árvores, arbustos, gramados e outras forrações que foram selecionadas por sua rusticidade, resistência, aclimatação ao local e disponibilidade nos Viveiros Experimentais da Faculdade de Ciências Agronômicas-UNESP. Procurou-se utilizar, sempre que possível, espécies nativas
1987
Sousa,Maria Alice de Lourdes Bueno Cavalheiro,Felisberto
Tratamento das lesões de aorta nos traumatismos torácicos fechados
OBJETIVO: Rever a casuística, etiologia, lesões associadas, tipos de tratamento e evolução das lesões da aorta por trauma torácico fechado. MÉTODOS: Estudo retrospectivo em prontuário dos pacientes atendidos no Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e tratados pelo Grupo de Cirurgia Vascular de janeiro de 2001 a junho de 2004. Foram analisados 10 pacientes, todos do sexo masculino, sendo sete com técnica endovascular e três com técnica operatória aberta. RESULTADOS: Quanto à localização, foram observadas oito lesões da aorta descendente junto ao istmo, uma lesão da aorta descendente na transição tóraco-abdominal e uma dissecção traumática da aorta. O intervalo de tempo para o tratamento cirúrgico foi, em média, de 10,62 ± 3,45 horas para os que receberam tratamento endoluminal e 28 ± 32,39 para os operados de forma convencional. Já o período de internação total variou de 9 a 180 dias (média de 23,33 ± 6,66 dias para os tratados com endoprótese e 42,55 ± 52,7 para os operados de forma convencional). Foram utilizadas uma endoprótese Excluder®, uma Apolo® e cinco Talent®. Dos pacientes operados, dois utilizaram bomba átrio femoral. Ocorreram dois óbitos, um entre os operados de forma convencional e um entre os operados com endopróteses. CONCLUSÕES: As lesões da aorta em casos de trauma torácico fechado são pouco freqüentes e geralmente associadas a um grande número de lesões associadas. O diagnóstico precoce e preciso é fundamental para a evolução do paciente. A correção com endopróteses nos pacientes estáveis do ponto de vista hemodinâmico apresenta-se como solução eficaz.
2005
Mioto Neto,Boulanger Aun,Ricardo Estenssoro,André Echaime Valentsissis Puech-Leão,Pedro
Vias de acesso transperitoneal e retroperitoneal em cirurgia de aorta: resultados comparativos a longo prazo
OBJETIVO: A via de acesso mais utilizada à aorta abdominal para correção da doença obstrutiva ou aneurismática é a transperitoneal, sendo que a retroperitoneal é muitas vezes apontada como causando menos complicações. O objetivo deste estudo é comparar as duas vias no tocante às complicações tardias. MÉTODO: Para comparação da evolução tardia, foram estudados 96 pacientes retrospectivamente, sendo 81 portadores de aneurisma e 15 de doença aorto-ilíaca. A via retroperitoneal foi usada em 43 pacientes, e a transperitoneal, em 53. RESULTADOS: Não houve diferença entre as ocorrências de hérnia incisional, flacidez de parede abdominal e ejaculação retrógrada. CONCLUSÕES: Não foram observadas diferenças entre os dois tipos de acesso quanto aos parâmetros considerados na avaliação tardia.
2005
Caetano Jr.,Orlando Silva,Kleber Sene van Bellen,Bonno
Comparação entre os tratamentos aberto e endovascular dos aneurismas da aorta abdominal em pacientes de alto risco cirúrgico
OBJETIVO: Comparar os resultados dos tratamentos aberto e endovascular de aneurismas da aorta abdominal em pacientes de alto risco cirúrgico. MÉTODOS: O tratamento aberto foi realizado em 31 pacientes, e o endovascular, em 18. Sucesso no tratamento endovascular foi definido como perviedade da endoprótese sem endoleaks ou conversão para tratamento aberto. RESULTADOS: Não houve diferença na mortalidade perioperatória entre o tratamento aberto (dois óbitos [6,45%] em 31) e o endovascular (um óbito [5,55%] em 18) (P = 0,899); também não houve diferença entre a mortalidade tardia no tratamento aberto (dois óbitos [6,9%] em 29) e no endovascular (dois óbitos [11,7%] em 17) (P = 0,572). A taxa de sucesso imediato foi de 100% (31/31) no tratamento aberto e de 66,7% (12/18) no endovascular (P = 0,0006); a taxa de sucesso tardio foi de 100% (27/27) no tratamento aberto e de 73,3% (11/15) no endovascular (P = 0,0047). Os valores médios do tempo de internação na UTI, tempo de internação hospitalar e da perda de sangue para os grupos dos tratamentos aberto e endovascular foram: 65,6 versus 34,1 horas*, 9 versus 5,6 dias* e 932 versus 225 ml*, respectivamente (*P < 0,05). O tratamento endovascular foi 436% mais caro que o tratamento aberto. CONCLUSÕES: Na presente série, o tratamento aberto foi o método mais confiável para o reparo dos aneurismas da aorta abdominal, apresentando a mesma mortalidade perioperatória e tardia que o endovascular.
2005
Mendonça,Célio Teixeira Moreira,Ricardo C. R. Timi,Jorge R. Ribas Miyamotto,Márcio Martins,Mário Stanischesk,Isidoro C. DelValle,Carlos E. Jarabiza,Rossano
Estenose na artéria renal: a necessidade de validação dos critérios diagnósticos no laboratório vascular
OBJETIVO: Validar os critérios diagnósticos da ultra-sonografia vascular com Doppler colorido na identificação das estenoses hemodinamicamente significativas nas artérias renais. MÉTODOS: Foram estudadas, prospectivamente, pela ultra-sonografia vascular com Doppler colorido, 137 artérias renais de 69 pacientes adultos com suspeita de hipertensão arterial renovascular. Os resultados da avaliação pela ultra-sonografia vascular com Doppler colorido foram comparados, de maneira duplo-cega, à arteriografia, sendo definidos os valores de corte (curva ROC) da velocidade sistólica, velocidade diastólica e índice renal-aorta que melhor identificam as estenoses hemodinamicamente significativas, com angulação do Doppler de 60º. RESULTADOS: O pico de velocidade sistólica superior a 250 cm/s foi o parâmetro de melhor acurácia (87,2%) na identificação das estenoses hemodinamicamente significativas, seguido do índice renal-aorta superior a 3,2 (85,6%) e do pico de velocidade diastólica superior a 48 cm/s (70,4%). CONCLUSÕES: Os parâmetros recomendados pela literatura devem ser validados em cada laboratório vascular. Para o equipamento de ultra-som utilizado e para a população incluída neste estudo, os critérios diagnósticos para estenoses hemodinamicamente significativas nas artérias renais devem ser reajustados para velocidade sistólica > 250 cm/s e índice renal-aorta > 3,2, com angulação do Doppler de 60°.
2005
Engelhorn,Carlos Alberto Engelhorn,Ana Luiza Cassou,Maria Fernanda
Endarterectomia carotídea sob bloqueio loco-regional
OBJETIVO: Os autores objetivam descrever os resultados nas cirurgias de endarterectomia carotídea, utilizando-se anestesia loco-regional, emprego seletivo de shunt e proteção farmacológica intra-operatória. MÉTODO: Foram estudados doentes submetidos à endarterectomia carotídea sob bloqueio loco-regional, no Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), no período de março de 1996 a maio de 2004. Este estudo é composto de 119 endarterectomias (108 doentes), sendo 69 doentes (63,8%) do sexo masculino e 39 (36,2%) do sexo feminino. A idade média foi de 63 anos, variando entre 43 e 83 anos. A indicação da operação foi estenose sintomática em 60 doentes (55,5%) e assintomática em 48 (44,5%). Foi realizada avaliação, por imagem, pelo eco-Doppler colorido e arteriografia. RESULTADOS: Foram excluídos do trabalho cinco doentes nos quais foi necessária a conversão para a anestesia geral por intolerância à colocação do clampe carotídeo. Dos 103 doentes submetidos a 114 endarterectomias, utilizamos um shunt em quatro cirurgias (3,5%), em função da intolerância do paciente à colocação do clampe carotídeo durante o ato cirúrgico. Utilizou-se remendo em 19 (16,6%) cirurgias. A mortalidade no período pós-operatório imediato ocorreu em três doentes (2,6%), todos em decorrência de acidente vascular cerebral. Um doente (0,87%) apresentou acidente vascular isquêmico menor, e um (0,87%) doente apresentou síndrome de hiperperfusão, que evoluiu com acidente vascular cerebral hemorrágico. Esse doente foi submetido à drenagem do hematoma cerebral, com recuperação total do déficit neurológico. No pós-operatório tardio, houve reestenose ou oclusão em quatro doentes (5,3%). CONCLUSÃO: A endarterectomia carotídea pode ser realizada com segurança no doente em vigília, utilizando-se o shunt seletivamente, com a utilização de fármaco-proteção cerebral. O bom resultado obtido e a baixa morbimortalidade trazem um diferencial no tratamento da doença carotídea.
2005
Guillaumon,Ana Terezinha Oliveira,Nara Gelle Freire,Lucas Marcelo Dias Baldini Neto,Luis Martins,Aline Meira Rocha,Eduardo Faccini
Doença arterial obstrutiva periférica: que atenção temos dispensado à abordagem clínica dos pacientes?
OBJETIVO: Avaliar como pacientes com doença arterial obstrutiva periférica têm sido tratados, em nosso meio, com relação aos fatores de risco e comorbidades. MÉTODO: Questionário sobre pesquisa e tratamento da dislipidemia, diabetes, exercício, uso de anti-plaquetários, tabagismo e hipertensão arterial no paciente com doença arterial obstrutiva periférica foi aplicado entre os médicos presentes na reunião mensal de março de 2004 da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular - Regional São Paulo. RESULTADOS: Dos 102 questionários distribuídos, 75 foram respondidos (taxa de resposta de 73,5%). Entre os consultados, 82% pesquisam rotineiramente perfil lipídico e 20% visam alvo de LDL-colesterol abaixo de 100 mg/dl; 94% realizam pesquisa para diabetes melito; 97% recomendam exercício; 79% prescrevem aspirina; 97% aconselham que os pacientes parem de fumar e 60% se restringem ao aconselhamento isoladamente; 18% não realizam a medida da pressão arterial durante a consulta e 19% visam alvo pressórico de 130 x 80 mmHg. Considerando todas as avaliações em conjunto - intervenção no estilo de vida, no sentido de parar de fumar, orientação de exercícios, uso de anti-plaquetários, realização de pesquisa para diabetes melito, controle rigoroso da pressão arterial e lípides - observou-se que 7% dos entrevistados seguem todas essas recomendações como uma rotina estabelecida. CONCLUSÃO: O presente estudo demonstrou que, em nosso meio, a pesquisa e o tratamento dos fatores de risco e comorbidades nos pacientes com doença arterial obstrutiva periférica estão sendo sub-realizados.
2005
Durazzo,Anaí Espinelli de Souza Sitrângulo Jr.,Cid José Presti,Calogero Silva,Erasmo Simão da De Luccia,Nelson
Relationship between the diameter of great saphenous vein and body mass index
OBJECTIVE: This study has been designed to correlate the diameter of the greater saphenous vein in different levels of the lower limbs with the body mass index of each individual to determine a possible relation between them. METHODS: Fifty-two lower limbs in 26 volunteers (six males and 20 females) without a chronic venous disease record, aged 21-68 were evaluated. Prior to color-flow duplex scanning the body mass index was defined. The deep and superficial venous systems and perforator veins were assessed as described in the literature. The diameter of the greater saphenous vein was measured with ultrasound longitudinal imaging in seven different levels. For the statistical analysis, Student t test for paired data and Spearman test were used. RESULTS: The difference observed in saphenous venous in the second and third levels when compared to the lower right and left limbs was not considered significant and a single group was formed to correlate with body mass index. The correlation was considered statistically irrelevant. CONCLUSION: By correlating the diameters of the greater saphenous vein with the body mass index of each individual it was noted that the relation between them is not significant, therefore it can be assumed that tall thin individuals can have greater saphenous vein with similar diameter as short fat individuals.
2005
Seidel,Amélia C. Miranda Jr.,Fausto Juliano,Yara Novo,Neil F.
Teste de Valsalva ortostático no refluxo venoso
OBJETIVO: Determinar se a modificação proposta pelos autores no teste de Valsalva proporcionou ganho de sensibilidade, especificidade e acurácia no diagnóstico do refluxo em relação ao teste realizado na posição supina, quando comparados com a flebografia, utilizada como padrão-ouro. MÉTODO: Cento e sessenta e um pacientes com insuficiência venosa crônica (C4, 5 ou 6E P A SDP P R ) foram examinados prospectivamente. Os pacientes foram submetidos à avaliação hemodinâmica, incluindo o teste de Valsalva supino padrão e o novo teste de Valsalva ortostático. A flebografia descendente foi utilizada como padrão-ouro, com a qual os testes foram comparados. Foi criada uma curva ROC (Receiver Operator Characteristic) para determinação do limite superior da normalidade do novo teste. Os valores obtidos para sensibilidade, especificidade e acurácia de cada um dos testes foram comparados entre si, utilizando o teste de comparação de porcentagens de Dunn. Foi adotado o nível de significância de 5%. RESULTADOS: O teste de Valsalva supino padrão atingiu uma sensibilidade de 65%, especificidade de 81% e acurácia de 66%, enquanto o teste de Valsalva ortostático atingiu uma sensibilidade de 80% (P < 0,01), especificidade de 63% (P = 0,43) e acurácia de 78% (P < 0,05). CONCLUSÃO: A modificação no teste de Valsalva proposta pelos autores determinou melhor sensibilidade e acurácia, sem decréscimo significante na especificidade, provando ser útil na avaliação do refluxo da insuficiência venosa crônica.
2005
Souza,Gilberto Gonçalves de Pereira,Adamastor Humberto Costa,Luiz Francisco Machado da Gassen,Edson Nhuch,Cláudio Renosto,Régis Schier,André Silvio Souza,Leonardo Reis de