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DEGRADAÇÃO AMBIENTAL E IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE HUMANA DECORRENTES DA MINERAÇÃO: o caso dos trabalhadores de uma pedreira no município de Campina Grande /PB
O presente estudo se propõe a identificar e avaliar qualitativamente os impactos socioambientais decorrentes da atividade de extração mineral em uma pedreira localizada no Km 21 da zona rural do município de Campina Grande/PB, com ênfase para as condições laborais dos trabalhadores, podendo estas repercutirem em danos e/ou agravos à saúde dos mesmos. Para identificar e avaliar os impactos ambientais da pedreira foi utilizado o método Check List. Como procedimento metodológico foi realizado um estudo de caso, com observação in loco na área em estudo, conversas informais com os trabalhadores da pedreira, assim como o registro fotográfico dos acontecimentos. Os dados coletados serviram para identificar as principais fontes que podiam ser utilizadas como instrumento para avaliação de desempenho ambiental, dentro de um Sistema de Gestão Ambiental. Foram identificados nesta atividade mineradora os seguintes impactos ambientais que trazem prejuízos, direta ou indiretamente, aos trabalhadores e ainda aos moradores circunvizinhos: desconforto sonoro, causado pelo desmonte de rocha com explosivos (sobrepressão, vibração do terreno e ruído) e a poluição do ar, através da geração de gases e poeira. Ressalta-se ainda, a falta de utilização de Equipamentos de Proteção Individual - EPI's que provocam riscos à saúde humana na área em estudo e a necessidade de maiores investimentos de modo a tornar a atividade em foco mais sustentável e saudável.
2012
Cabral, Laíse do Nascimento Pereira, Suellen Silva Alves, Telma Lucia Bezerra
THE GEOGRAPHY OF DISEASE, AND THE FACTORS WHICH DETERMINE IT
The study which forms the subject of this volume differs in many respects from a study of the geographical distribution of more concrete objects, such as certain groups of animals, plants, or minerals. Though constantly spoken of as if it were a material, tangible entity, disease is, in fact, no such thing. It is only a morbid phenomenon, or rather a group of morbid processes, in the tissues of a particular animal organism. In the language of logic, it is not even a phenomenon, but an epiphenomenon. It is only in that class of diseases known or believed to be of Parasitic origin that there exists, in addition to the group of intangible signs and symptoms which in ordinary language constitute the disease, a tangible, palpable something, the distribution of which over the earth's surface may be justly compared with the distribution of mammals or insects, herbs or trees. But, on the one hand, it has not yet been shown that all, or nearly all, diseases are of this character; and, on the other hand, even where the parasitic origin of a human disease has been proved, it is well to bear in mind that the parasite and the disease are not one and the same thing, nor is their geographical distribution always or of necessity identical. There is good reason to believe, for example, that the parasites which are the known or suspected causes of such diseases as cholera, blackwater fever, malaria, guinea-worm disease, hydatids, and perhaps enteric and other fevers, may and do exist for long periods together outside the human body, and that there are uninhabited or sparsely inhabited tracts of the earth's surface where these parasites remain in the soil, or in water, or in the bodies of the lower animals, and where the human disease associated with them is only set up when man visits those tracts. In other words, the area of distribution of some disease parasites may be wider than the area of distribution of the human disease caused by them. In these instances the disease has a wider distribution potentially than actually. In others the reverse may be the case, and the area of distribution of the disease may at any given moment be actually wider than that of the parasite which gave rise to it. This, however, is exceptional, and can only occur in the case of certain affections of long duration, such, for example, as elephantiasis arabum, where the symptoms of the disease remain long after the filaria or other parasite which first caused them has disappeared from the tissues.
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA DENGUE NO MUNICÍPIO DE ITUIUTABA/MG, 2009-2010
A Dengue é um dos principais problemas de saúde pública do mundo. Estima-se que a doença atinja de 50 a 80 milhões de pessoas por ano, distribuídas em mais de 100 países do globo. O desenvolvimento de pesquisas e propostas que embasem o planejamento em saúde voltado ao controle de doenças como esta se faz essencial. Diante disto, o presente trabalho tem por objetivo avaliar a distribuição espacial da dengue no Município de Ituiutaba/MG, promovendo uma relação com aspectos socioambientais nas áreas com maior número de registros. Os procedimentos metodológicos desenvolvidos neste trabalho estão associados à pesquisa bibliográfica acerca das temáticas dengue, saúde ambiental e geoprocessamento; coleta, análise e geoprocessamento de dados como notificações de dengue em sua manifestação clínica clássica, utilizando-se do software ArcGIS 9.2. Constatou-se que a maior parte dos casos se concentra na área central do município, bem como em suas áreas adjacentes. Os resultados permitem a compreensão da dinâmica da dengue através de sua espacialização e distribuição temporal entre os anos de 2009 e 2010, relacionando-a com aspectos socioeconômicos e ambientais gerais dos bairros com maior número de registros, assim como sua relação parcial com aspectos meteorológicos.
2012
Batista Pedroso, Leonardo Moura, Gerusa Gonçalves
CIDADES E CAOS: O TRÂNSITO E SUAS IMPLICAÇÕES NA SAÚDE DAS CRIANÇAS
Esse trabalho visa caracterizar os óbitos de crianças vítimas de acidentes de trânsito na cidade de Uberlândia em 2010. Para atingir esse objetivo foi realizado levantamento de dados em boletins de ocorrência da Polícia Militar de Minas Gerais, do 5º Batalhão de Corpo de Bombeiros Militar de Uberlândia e levantamento de prontuários médicos do Hospital de Clínicas de Uberlândia, retirando os dados referentes a crianças de zero a 14 anos. Nesse período, sete crianças se acidentaram fatalmente no trânsito sendo predomínio de meninos e a média de idade foi de 7,6 anos com picos entre as crianças pequenas e adolescentes, sendo as vítimas frequentemente pedestres ou ciclistas. A maior frequência desses acidentes se deu entre sexta-feira e domingo. Não houve predomínio de horário ou mês de ocorrência. Os bairros de ocorrência e residência de tais crianças foram Luizote de Freitas, Taiaman, Esperança e Morumbi. Nos casos em que as vítimas receberam socorro pré-hospitalar em dois terços dos casos ele foi realizado por leigos. As vítimas apresentaram grande variedade de lesões ressaltando-se os casos de politraumatismos. Essa caracterização fornece subsídios para ações efetivas visando a redução dos acidentes de trânsito na cidade e reforça a necessidade de políticas públicas de caráter intersetorial.
2012
Freitas, Juliana Pontes Pinto Ramires, Julio Cesar Lima
HYGEIA - 8o ANO, A CAMINHO DA MATURIDADE
Hygeia entra no 8º ano de sua existência, o que significa que já passou pelo crivo da comunidade acadêmica. Consolida-se como veículo importante para a divulgação científica da área da Geografia Médica e da Saúde e espaço de diálogo interdisciplinar para a discussão da saúde. Em Revisitando os Clássicos, Hygeia 14 republica a introdução do livro The geography of disease de Frank G. Clemow, "The geography of disease, and the factors which determine it", publicado originalmente pela Universidade de Cambridge, em 1903. Os editores lembram que o IV Congresso Internacional de Geografia da Saúde será realizado neste ano, em Presidente Prudente - SP, de 15 a 18 de novembro. Agradecemos aos editores, membros do conselho editorial e avaliadores, assim como aos autores pelo esforço para fazer desta revista científica uma grande revista.
2012
Lima, Samuel do Carmo
A EMERGÊNCIA DA CO-INFECÇÃO TUBERCULOSE - HIV NO BRASIL.
O Estudo objetivou descrever a situação epidemiológica atual da co-infecção Tuberculose-HIV no Brasil, de 2006 a 2010, utilizando informações da morbimortalidade de casos novos de Tuberculose. As informações foram coletadas do site do Datasus, tabuladas e produzidos os mapas utilizando Tabwin 3.6. Foram notificados 360.552 casos novos de Tuberculose no Brasil, com uma média de 72.110 casos por ano. O percentual de co-infecção Tuberculose -HIV foi de 8,94%, atingindo prioritariamente o sexo masculino (em 69% dos casos), com maior proporção na faixa etária de 40-59 anos. A forma pulmonar ocorreu em 61,7% dos casos e a forma extrapulmonar em 26,19% dos casos; 0,67% dos casos novos de Tuberculose no Brasil são em pessoas institucionalizadas e em situação de co-infecção Tuberculose -HIV. A taxa de abandono ao tratamento foi de 12,5% e a não-realização da cultura de escarro foi de 72,85% em co-infectados. A taxa média de mortalidade e de letalidade nesse grupo foi de 0,21 casos/100.000 hab e 6,11%, respectivamente. Os resultados demonstram a magnitude do problema emergente no Brasil, servindo de subsídio para um planejamento das políticas públicas, orientadas às áreas com maior vulnerabilidade, para intervir diretamente na realidade e nos fatores determinantes do processo saúde doença, frequentemente banalizadas e negligenciadas.
2012
Barbosa, Isabelle Ribeiro Costa, Íris do Céu Clara
HYGEIA TEM FIDEDIGNIDADE, DISSEMINAÇÃO E ACESSIBILIDADE / HYGEIA HAS RELIABILITY, DIFFUSION AND ACCESSIBILITY
Nesta edição de Hygeia, apresentamos J.W. SLATER que publicou na Scientific American No. 303, em 1881 o trabalho "On diptera as spreaders of disease" (sobre dipteros como propagadores de doenças) na sessão "clássicos revisitados". Este trabalho tem importância fundamental por consolidar a visão microbiológica da transmissão das doenças, a partir de vetores, deixando para trás definitivamente a concepção dos miasmas. Mais uma vez, Hygeia agradece a todos os que estão construindo esta revista, principalmente, os autores que escolheram publicar seus resultados de pesquisa aqui. Isto não é pouco. Representa a confiança na Hygeia porque tem fidedignidade (revisão de pares), disseminação (visibilidade) e acessibilidade (organização e permanência). Aos editores, por seu trabalho incansável para fazer uma revista cada vez mais científica.
A PROBLEMÃTICA DA DENGUE EM MARINGÃ-PR: UMA ABORDAGEM SOCIOAMBIENTAL A PARTIR DA EPIDEMIA DE 2007
Este estudo objetivou identificar os principais condicionantes socioambientais responsáveis pelo surgimento das epidemias de dengue na AUC-Maringá (Área Urbana Contínua). A problemática da dengue nesta pesquisa foi tratada sob a perspectiva socioambiental. Foram colocados em destaque os elementos de ordem natural (climática) e social (socioeconômica e política) relacionados à gênese da doença na área de estudo. A análise foi realizada, sob o enfoque do "complexo da dengue", tomando por base a epidemia de dengue registrada na área nos anos de 2006/2007. Para a compreensão dos condicionantes socioambientais intervenientes na epidemia, foram desenvolvidas analises de correlação dos dados e, posteriormente, das espacializações dos casos notificados. A abordagem socioambiental desenvolvida no estudo permitiu comprovar a multicausalidade da doença. Dentre os principais condicionantes socioambientais da manifestação da dengue na área pesquisada, deu-se destaque para o clima (altas temperaturas, chuvas intermitentes e ventos calmos, principalmente durante o verão e o outono), e os tipos de tempo. Para complementar o estudo, outros condicionantes foram ressaltados, como a atuação da migração e a circulação de sorotipos através dos casos importados, o modo de vida da população (consumo e descarte de resíduos sólidos urbanos a céu aberto), a ineficiência das políticas públicas e o descaso com as situações de risco e vulnerabilidade à doença.
2012
Aquino Junior, José Mendonça, Francisco de Assis
O USO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA (SIG) NO ESTUDO DA ACESSIBILIDADE FÍSICA AOS SERVIÇOS DE SAÚDE PELA POPULAÇÃO RURAL: REVISÃO DA LITERATURA
As questões geográficas que interferem na equidade ao atendimento à saúde caracterizam alguns dos aspectos da acessibilidade. Este artigo faz uma revisão das pesquisas que tratam do acesso das populações rurais aos serviços de saúde e fazem uso dos Sistemas de Informação Geográfica (SIG) como instrumento de análise. A distribuição dos serviços e dos pacientes envolve fatores da separação espacial, e sobre essa questão, a presente abordagem faz um recorte específico das metodologias de estudo do acesso aos serviços de saúde, tendo como apoio as tecnologias dos SIG.
2012
Ferreira, Ricardo Vicente Raffo, Jorge da Graça
MIGRAÇÃO INTERNACIONAL E VULNERABILIDADE EM SAÚDE: TÓPICOS SOBRE AS POLÍTICAS DE SAÚDE E DE SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA EM PORTUGAL
O texto apresentado assenta numa revisão bibliográfica e documental sobre questões referentes à saúde, à migração internacional e seus impactos sobre o contexto social português, bem como no que se refere às condições de vida das imigrantes. A revisão aqui apresentada permite realizar algumas reflexões acerca dos riscos ligados à saúde que muitas vezes são enfrentados pelas comunidades imigrantes. Além disso, são apresentadas as políticas de saúde europeias e portuguesas que orientam os serviços de saúde oferecidos para imigrantes e, mais especificamente, os serviços de saúde sexual e reprodutiva.
2012
Rocha, Cristianne Maria Famer Darsie, Camilo Gama, Ana Dias, Sónia
TRIANGULAÇÃO DE MÉTODOS APLICADA AO TRABALHO DOS AGENTES DE SAÚDE NO MUNICÍPIO DE CAMPINA GRANDE - PB
Os agentes Comunitários de Saúde (ACS) da Estratégia Saúde da Família (ESF) e os Agentes de Combate a Endemias (ACE) da Vigilância Ambiental em Saúde (VAS), apesar de sofrerem influências e determinações de fatores normativos, desenvolvem competências e habilidades que associadas a práticas sociais, são capazes de modificar aspectos espaciais do território em que atuam. Assim, evidencia-se uma perspectiva multidisciplinar que necessita de um olhar científico menos unilateral na estruturação de alternativas inovadoras para se trabalhar determinadas dificuldades. Desta forma, busca-se analisar o desenvolvimento das competências e práticas sociais dos agentes de saúde inseridos na ESF e VAS no município de Campina Grande - PB. Considerando tanto os aspectos teórico-metodológicos, quanto os procedimentos práticos para o reconhecimento do campo empírico, realizou-se um trabalho de campo que constou de três etapas: a) trabalho de campo nas áreas de atuação dos agentes de saúde; b) entrevistas individuais e; c) entrevista com grupo focal. Percebe-se que os agentes de saúde desenvolvem competências em níveis diferenciados, de modo que estas são resultados de interações espaciais, que por sua vez, conduz fatores inibidores e propulsores no seu desenvolvimento.
2013
Silva Filho, Antonio Pereira Cardoso Pereira, Martha Priscila Bezerra
ANÁLISE ESPACIAL DA PREMATURIDADE, BAIXO PESO AO NASCER E ÓBITOS INFANTIS EM UBERLANDIA-MG
As mortes consideradas evitáveis são as que poderiam ser prevenidas, total ou parcialmente, por ações efetivas dos serviços de saúde, que estejam acessíveis em um determinado local e época. Este texto analisa espacialmente a deficiência de peso ao nascer, a prematuridade e o coeficiente dos óbitos infantis, em Uberlândia-MG, a partir do georreferenciamento dos dados do Sistema de Mortalidade Infantil - SIM. Foram classificados e analisados os bairros de maior ocorrência de internação e também, sistematizado as informações destinadas ao planejamento de ações voltadas a redução dos óbitos infantis evitáveis.
2012
Vieira, Andréa dos Santos Mendes, Paulo Cezar
IDENTIFICAÇÃO DE SÍTIOS PARA LOCALIZAÇÃO DE NOVOS CENTROS DE ATENÇÃO PRIMÃRIA DE SAÚDE: APLICAÇÃO PARA A CIDADE DE LUJÃN, ARGENTINA
A análise espacial quantitativa apoiada pela tecnologia dos Sistemas de Informação Geográfica (SIG) criou oportunidades significativas na busca de soluções no espaço geográfico. Este trabalho aborda uma linha atual de trabalho no campo da Geografia da Saúde relacionada à aplicação de metodologias de avaliação multicritério para o apoio à tomada de decisão espacial. O caso desta aplicação corresponde à identificação de sítios para a localização de novos Centros de Atenção Primária de Saúde na cidade de Luján, na Argentina.
CONCENTRAÇÃO DE METAIS PESADOS EM SEDIMENTOS DE CÓRREGOS URBANOS COMO INDICADOR DA QUALIDADE AMBIENTAL E RISCOS A SAÚDE HUMANA
Os sedimentos dos rios podem estocar grande quantidade de substâncias tóxicas que agem como fontes secundárias de poluição quando liberadas para as águas. Várias atividades antrópicas como industrialização, urbanização e agricultura são responsáveis pelo lançamento de elementos tóxicos na água que podem afetar negativamente tanto a qualidade ambiental quanto à saúde da população. O presente artigo tem como principal objetivo avaliar a concentração de metais pesados (As, Cd, Pb, Cu, Cr, Ni e Zn) presente nos sedimentos coletados em vários córregos urbanos da cidade de Uberlândia (MG) e sua influência na qualidade ambiental dos corpos hídricos, além de apontar os riscos à saúde humana em função dos parâmetros de qualidade estabelecidos pelo CONAMA. Observou-se que nos pontos P3 e P4, ambos influenciados pelo distrito industrial, que os valores de Cu, Cr e Ni foram significativos, podendo ser considerados fatores patogênicos.
2012
Costa, Rildo Aparecido Rosolen, Vania
A TERRITORIALIZAÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÃRIA À SAÚDE NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E A CONSTRUÇÃO DE UMA PERSPECTIVA DE ADEQUAÇÃO DOS SERVIÇOS AOS PERFIS DO TERRITÓRIO URBANO
A estruturação territorial do Sistema Único de Saúde (SUS) e mais especificamente dos serviços de atenção primária vem sendo feita no Brasil através da chamada territorialização da saúde. É uma política e uma técnica utilizada para criar territórios de atuação dos serviços. Contudo, contraditoriamente, seu ponto de partida não é o território, mas o serviço e sua capacidade de oferta, padronizada para todo o país. Por isso, tem um viés pragmático e, não raro, burocrático. A perspectiva trabalhada em torno dos perfis territoriais busca inverter essa lógica territorializadora da saúde (criadora de territórios da saúde), propondo-se o reconhecimento e a adaptação dos serviços aos territórios. Portanto, o território é o ponto de partida. Este estudo mostra o caminho teórico para construção dessa perspectiva, isso feito na medida do desvendamento dos sentidos da territorialização da atenção primária à saúde no Brasil.
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS IDOSOS EM SITUAÇÃO DE RISCO NO CONTEXTO DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÃLIA
O objetivo desse trabalho foi caracterizar a área de abrangência de uma Unidade de Saúde da Família quanto à distribuição espacial dos idosos adscritos em situações de risco. Estudo transversal, com abordagem descritiva que utilizou dados secundários e análise espacial em saúde. Havia 471 idosos cadastrados, distribuídos por 279 residências, numa proporção de 1,69 idosos por domicílio, com predominância nas microáreas 3, 4 e 5. A geocodificação dos locais de moradia permitiu visualizá-los e analisá-los por meio de mapas; o padrão de distribuição espacial observado, a partir da Técnica de Kernel, foi de aglomerados distintos para os casos de idosos frágeis e de indivíduos com história de quedas. Notou-se heterogeneidade espacial na distribuição dessas condições, sendo que as microáreas 2, 3 e 4 foram as com maior concentração de idosos frágeis. Já as microáreas 2 e 5 foram as que apresentaram os aglomerados de idosos com história de queda mais expressivos. Essa visualização espacial das áreas com maior concentração de idosos frágeis pode constituir numa ferramenta importante para orientar os profissionais das Equipes de Saúde da Família, gestores e pesquisadores, sobre as áreas e residências que merecem atenção prioritária.
2013
Nascimento, Murilo César do Goyatá, Sueli Leiko Takamatsu Chaves, Erika de Cássia Lopes Nogueira, Denismar Alves
INFLUÊNCIA DA PLUVIOSIDADE E TEMPERATURA AMBIENTE NA LONGEVIDADE E FECUNDIDADE DOS AEDES AEGYPTI E ALBOPICTUS NA CIDADE DE GUARAPUAVA-PR E POSSIBILIDADE DE SUPERINFESTAÇÃO
O presente trabalho teve por objetivo analisar a possibilidade de superinfestação dos mosquitos Aedes aegypti e albopictus na cidade de Guarapuava-PR, região Sul do Brasil. Para tal avaliaram-se as variáveis climáticas temperatura e pluviosidade e os limites de tolerância ao desenvolvimento e proliferação dos mosquitos Aedes aegypti e albopictus, mais especificamente, a temperatura mínima, máxima e a chuva como fator limitante, além de monitorar armadilhas larvitrampas, com a finalidade de identificar a presença ou não dos mosquitos Aedes na cidade de Guarapuava, e de levantar o número de casos de dengue registrados na cidade. Os resultados obtidos apontam que apesar do fator limitante da temperatura mínima ao desenvolvimento dos mosquitos Aedes aegypti e albopictus na cidade, em determinados períodos do ano foram identificados focos dos mosquitos que podem potencializar a ocorrência de uma superinfestação dos mosquitos Aedes aegypti e albopictus na cidade.
2014
Conrado Ajuz, Luciana Redin Vestena, Leandro
ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E SAÚDE URBANA
No atual quadro de Alterações Climáticas e de um cenário de agravamento face a um possível business as usual da sociedade em geral, percebe-se que grandes desafios se colocam em termos de saúde, nomeadamente nas cidades, onde é previsível que venham a acolher cerca de 70% população mundial até 2050. Face a este cenário e em virtude das alterações ambientais, económicas e sociais que estamos desde já a observar nas sociedades, será importante adotar um conjunto de estratégias e programas de ação com vista à proteção e promoção da saúde urbana, nomeadamente através do planeamento urbano e da reconstrução de cidades cada vez mais sustentáveis e saudáveis. Conclui-se que uma gestão do território local com vista à Saúde Urbana, tendo como pano de fundo as Alterações Climáticas, terá que ter como premissas essenciais a minimização do consumo de espaço e recursos naturais, a racionalização e gestão eficiente dos fluxos urbanos, a proteção da saúde da população urbana, a igualdade de acesso a recursos e serviços e a diversidade social e cultural.
CENÃRIO DA REDE DE SAÚDE NO NORTE DE MINAS GERAIS
Como em diversas regiões do mundo, no Norte de Minas Gerais contraditoriamente convive-se com a pobreza e a riqueza às vezes muito próximas, seja ela econômica, social ou ambiental. Sendo assim, entende-se que seja necessário analisar os serviços básicos da região, especialmente os serviços de saúde para subsidiar políticas públicas como possibilidade de melhoria das condições de vida da população e consequentemente a diminuição das disparidades na região. Dessa forma, o objetivo desse artigo é discutir a rede de saúde do Norte de Minas Gerais.A metodologia utilizada consistiu em levantamento bibliográfico e documental e observação in loco. Conclui-se que apesar dos avanços observados nas últimas décadas, o município na atualidade enfrenta grandes desafios, tanto pela falta de recursos humanos qualificados e suficientes, quanto pela estrutura física deficiente que já não comporta a quantidade de serviços demandados, apresentando já um stress nos atendimentos. A média complexidade também depende de atenção, já que algumas microrregiões não têm respondido as necessidades da população dessa região.
2012
Magalhães, Sandra Célia Muniz Lima, Samuel do Carmo
TERRITÓRIOS DA DEGRADAÇÃO DO TRABALHO: A SAÚDE DO TRABALHADOR EM FRIGORÃFICO DE AVES E SUÃNOS EM TOLEDO OESTE DO PARANÁ
O objetivo desse artigo é apontar como o trabalho em frigoríficos é degradante, pois as condições de trabalho impostas no território fabril têm impactos nefastos para a saúde dos trabalhadores. Para alcançar o objetivo, nos amparamos na bibliografia sobre o trabalho em frigoríficos, bem como de casos concretos de adoecimento no setor, como as informações obtidas junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT). Valemos-nos também de entrevistas junto aos trabalhadores e ex-trabalhadores da Sadia, em Toledo (PR), objeto da nossa investigação no Mestrado, com as atenções voltadas para os impactos nas condições de trabalho, de vida e de saúde. Os resultados da pesquisa com essas fontes têm evidenciado que há inúmeros casos de adoecimento dos trabalhadores o que demarca os frigoríficos como territórios da degradação do trabalho.
2013
Heck, Fernando Mendonça