Repositório RCAAP

Na estrada: um passeio com a presença do automóvel na literatura portuguesa contemporânea

O famoso caráter desbravador do português traz em seu rastro uma trajetória de deslocamento, tratado não raras vezes pelos autores lusitanos. Este texto articula-se a partir de casos exemplares, dentro da contemporânea literatura portuguesa, de narradores que, com certa frequência, sublinham uma onisciência justificada, igualmente, pelo movimento proporcionado pelas viagens. Partindo de Almeida Garrett, o artigo visita o papel do automóvel enquanto personagem nas obras de José Cardoso Pires, José Saramago, Mário de Carvalho, Filomena Marona Beja e Miguel Sousa Tavares.

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2022-12-06T14:18:53Z

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Angelini, Paulo Ricardo Kralik

Les amitiés françaises d’Adolfo Casais Monteiro

Este ensaio focaliza as relações de amizade entre escritores franceses e a figura do poeta português Adolfo Casais Monteiro como impulsionadoras de trocas significativas durante a década de 1930, promovendo o intercâmbio entre a produção literária da França, de Portugal e, também, do Brasil, onde o poeta se exilou e viveu após a perseguição salazarista. As relações literárias tecidas inseparavelmente das amizades pessoais, constituem uma verdadeira rede franco-luso-brasileira, que se mostra nas traduções de escritores e nas publicações em periódicos literários dos três países.

A varanda do Frangipani e a demanda de uma matriz identitária

A libertação dos vínculos criados pela colonização e a demanda de uma matriz identitária na procura de uma identidade cultural africana, foram ao longo dos tempos uma preocupação constante dos intelectuais e escritores moçambicanos. O presente artigo, depois de passar em revista autores e momentos cruciais desde a sua origem, pretende mostrar como o romance de Mia Couto A Varanda do Frangipani consubstancia essa aspiração de longa data, ao apoderar-se de crenças do imaginário africano, resgatando as tradições e os procedimentos da oralidade ancestral das literaturas genuinamente africanas, ao mesmo tempo que denuncia uma realidade aniquiladora da esperança de um país genuíno.

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2022-12-06T14:18:53Z

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Correia, Rosa Adanjo

Brasil e Cabo Verde: duas margens do mesmo mar

Fala-se, neste artigo, das relações entre Cabo Verde e Brasil, relações antigas, que derivam não só do fato dos dois países terem feito parte do antigo império colonial português, mas das muitas afinidades geográficas, culturais, linguísticas e literárias que aproximam estas duas nações irmãs.

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2022-12-06T14:18:53Z

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Oliveira, Vera Lúcia de

História do Cerco de Lisboa e As duas sombras do rio: dois protagonistas em busca de uma História

Este ensaio trata das relações entre História e Literatura nos romances História do cerco de Lisboa, do escritor português José Saramago, e As duas sombras do rio, do autor moçambicano João Paulo Borges Coelho. O diálogo estabelecido parte das relações singulares que os dois personagens, Raimundo Silva e Leónidas Ntsato, respectivamente, têm com a História.

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2022-12-06T14:18:53Z

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Ventura, Susana Ramos

Prometeu – Piróforo

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Aqui me costumava eu sentar num tempo

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2022-12-06T14:18:53Z

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Mateus, Victor Oliveira

Entrevista a Urbano Tavares Rodrigues

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2022-12-06T14:18:53Z

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Lopes, João Marques

O germinar do ser: os cantos e os campos de Maria Carpi

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2022-12-06T14:18:53Z

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Richter, Marcela Wanglon

Editorial

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O Brasil visto por Louis Léger Vauthier (Pernambuco, 1840-1846) – Diário e cartas

A paisagem urbana da cidade do Recife que Vauthier descreve nas páginas de seu diário é também uma paisagem social e humana. Sua descrição conjuga uma percepção às vezes paradoxal de uma natureza cuja beleza exuberante emociona o jovem engenheiro fourierista que acabara de chegar da França para dirigir o projeto de modernização da capital pernambucana e construir seu mais belo edifício, o teatro de Santa Isabel. As observações de Vauthier vão mais além do aspecto meramente visual, transmitem de forma percutante sua concepção do mundo e são marcadas pelo ângulo através do qual observa a sociedade brasileira e a cidade do Recife: a doutrina de Charles Fourier.

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2022-12-06T14:18:53Z

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Poncioni, Cláudia

É Baco num carro feito de ouro e de mulheres: “Carnaval carioca”, de Mário de Andrade e a reativação do discurso carnavalesco

O presente trabalho tem como objetivo evidenciar um complexo jogo intertextual no poema Carnaval Carioca (1923) de Mário de Andrade, em que se entrecruzam os motivos de proveniência europeia (bacanais, dantescas, grotescas etc.) reatualizados num discurso modernista embebido na cultura brasileira através da imagem do carnaval. O autor do artigo sublinha o processo de revitalização dos conteúdos culturalmente marcados, seguindo uma suposta lógica temporal da experiência da festa.

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2022-12-06T14:18:53Z

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Borowski, Gabriel

Frontières vivantes, frontières mouvantes – flux et reflux entre le Brésil et les pays voisins

A marcha para o oeste, a conquista do espaço interior, foi uma característica fundamental da história da colônia e posteriormente do Brasil independente. No século XX o espírito “bandeirante” vem se manifestando de forma diferente. A geopolítica definida na era Vargas insiste no destino manifesto do Brasil, no papel de futura potência regional na América do sul. Estas previsões estão se realizando no começo do século XXI. O crescimento econômico (agro-indústria exportadora) e a realização de grandes obras ao longo das fronteiras com os países vizinhos, assim como a instalação de quase meio milhão de brasileiros, os “brasiguaios”, se instalaram na região leste do Paraguai e um fenômeno semelhante está em andamento no nordeste da Bolívia, onde se instalam os chamados “brasivianos”. Essses fluxos populacionais, muito mais importantes que aqueles constituídos por bolivianos e paraguaios que se instalam nas grandes cidades brasileiras, levantam problemas de índole diversa: geopolíticos, implicando questões relativas à integração sul americana, a integração e a assimilação desses migrantes e os diversos problemas que acarreta. O tema das “fronteiras vivas” é polêmico. Este artigo procura tratá-lo sem preconceitos, com a consciência de que nenhuma solução pré estabelecida existe para os problemas novos que se apresentam nessas sociedades em mutação.

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2022-12-06T14:18:53Z

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Mérian, Jean-Yves

As ignorãças do poeta brasileiro Manoel de Barros: entre sabedoria do esquecimento e memória das origens

No Livro das ignorãças, publicado em 1993, Manoel de Barros desvenda o caminho que o leva à criação poética. Como aparece no título do livro, a primeira etapa consiste numa valorização da ignorância, que lhe permite inverter os valores tradicionais, erigindo o esquecimento em sabedoria. Ao mesmo tempo, o poeta exprime no Livro das ignorãças, como no conjunto da sua vasta obra poética, a sua vontade marcada de regressar às origens do Homem. Assim encontra-se apto para fazer nascer “delírios frásicos” e atingir, numa renovação do olhar sobre o mundo que o circunda, os “deslimites da palavra”.

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2022-12-06T14:18:53Z

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Heyraud, Ludovic

Desamores expressos – Estive em Lisboa e lembrei de você

Estive em Lisboa e lembrei de você do escritor Luiz Rufatto é um dos livros do projeto editorial Amores expressos da editora brasileira Companhia das Letras. Ruffato escreve sobre Lisboa, desconstrói a ideia de que minha pátria é a minha língua e traz ao leitor uma sequência de desamores expressos contados pelo fluxo contínuo da linguagem do narrador-personagem, Sergio de Souza Sampaio, mineiro de Cataguases: o Brasil sob a perspectiva do exílio, o não pertencimento na pátria portuguesa, a fluidez das relações afetivas e o cigarro como metáfora da memória e do esquecimento.

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2022-12-06T14:18:53Z

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Ramos, Tânia Regina Oliveira Cadore, Amanda