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A identidade nacional na obra cinematográfica argentina de Libertad Lamarque
Neste artigo, propõe-se uma análise da forma como a identidade nacional argentina foi representada na obra cinematográfica de Libertad Lamarque. Essa artista recebeu, como cantora, o título de Reina del Tango e foi, também, a principal protagonista do cinema argentino dos anos 1930 e 1940. Sua trajetória artística na Argentina foi interrompida bruscamente na segunda metade dos anos 1940 quando, por supostos conflitos com Eva Perón, não obteve mais convites para trabalhar naquele país e emigrou para o México. Em sua trajetória cinematográfica na Argentina, Libertad contribuiu para construir e difundir determinada versão sobre a identidade nacional argentina.
2022-12-06T14:11:41Z
Kerber,Alessander Mario
D. Rodrigo e frei Mariano: A política portuguesa de produção de salitre na virada do século XVIII para o XIX
Assim que assumiu a pasta da Marinha e do Ultramar, em 1796, d. Rodrigo de Souza Coutinho desencadeou um processo que buscava resolver a dependência portuguesa da importação de salitre. Reuniu à sua volta uma equipe composta em sua maioria por luso-brasileiros. João da Silva Feijó, frei Mariano da Conceição Veloso e Manuel Jacinto Nogueira da Gama foram incumbidos de fazer experiências sobre a produção artificial de salitre. Simultaneamente, a mando do ministro, Veloso iniciou o processo de tradução e publicação de obras francesas e inglesas sobre o assunto. Tanto o empreendimento editorial do Arco do Cego quanto a produção de salitre, e ainda o envolvimento de luso-brasileiros em ambos, são processos concomitantes e imbicados e fruto de uma política coerente e orientada, a qual é objeto do presente estudo.
2022-12-06T14:11:41Z
Pereira,Magnus Roberto de Mello
Banco Mundial: dos bastidores aos 50 anos de Bretton Woods (1942-1994)
O artigo examina a história do Banco Mundial desde as primeiras negociações entre Estados Unidos e Grã-Bretanha para o desenho da nova ordem econômica mundial no pós-guerra até o seu aniversário de 50 anos. Argumenta-se que, apesar da fachada técnica, o Banco sempre atuou, ainda que de diferentes formas, na interface dos campos político, econômico e intelectual em nível internacional, em função da sua condição singular de emprestador, ator político e veiculador de ideias e prescrições sobre o que fazer em matéria de desenvolvimento capitalista, em clave anglo-saxônica. Nesse sentido, desde o início o banco utilizou o crédito como alavanca para ampliar a sua influência e institucionalizar ideias econômicas, concepções de mundo e prescrições políticas nos Estados-cliente. Com base em ampla e variada literatura internacional e fontes da própria instituição, o trabalho aborda o tema levando em consideração, de forma articulada, a economia política na qual a instituição operou e o seu funcionamento como burocracia complexa.
2022-12-06T14:11:41Z
Pereira,João Márcio Mendes
Uma mulher "recatada": a deputada Suely de Oliveira (1950-1974)
O personagem central deste artigo é Suely de Oliveira, a primeira deputada estadual eleita no Estado do Rio Grande do Sul em 1950 e reeleita cinco vezes, e que por 16 anos foi a única mulher no parlamento gaúcho. Tem como objetivo analisar as condições do exercício de seus mandatos a partir do exame de sua condição de mulher, do efeito que causou na relação com os demais deputados e da forma como ela própria se via como mulher. Essas questões serão examinadas a partir de uma perspectiva teórica, que discute a importância da presença das mulheres na política e na luta pelos direitos das mulheres e outras minorias. O artigo está dividido em duas partes: na primeira apontará, ainda que rapidamente, um conjunto de questões teóricas que embasam a análise da presença das mulheres na política; na segunda parte, será examinada a trajetória de Suely na Assembleia Legislativa.
2022-12-06T14:11:41Z
Pinto,Céli Regina Jardim
Crise! Crise! Crise! A quebra da Casa Souto nas letras de lundus compostos no Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX
Este artigo analisa as relações entre história e política, utilizando como fontes as poesias de alguns lundus compostos durante a quebra da casa bancária Souto (Rio de Janeiro, 1864). Defende-se a hipótese de que, ao travarem um "diálogo" em torno do tema, essas poesias expuseram diferentes visões sobre a crise, encontrando eco entre alguns de seus receptores, que nelas se reconheceram como parte do processo de participação política naquele episódio e foram alguns dos responsáveis pelo sucesso de que as letras desfrutaram, a ponto de serem publicadas em diferentes cancioneiros no Rio de Janeiro da segunda metade do século XIX.
2022-12-06T14:11:41Z
Souza,Silvia Cristina Martins de
Os provimentos de ofícios: a questão da propriedade no Antigo Regime português
Este trabalho pretende analisar a concessão em propriedade de ofícios da monarquia portuguesa nos séculos XVII e XVIII. Com base em fontes de natureza diversa, deseja-se saber quais eram os cargos civis concedidos pelo rei segundo esta modalidade, assim como a sua expressão numérica na hierarquia administrativa. Considerando-se, ao mesmo tempo, o que se costuma definir como as normas e as práticas, analisar-se-ão os direitos dos titulares e seus descendentes para, finalmente, avaliar as mudanças administrativas propostas no centro político da monarquia na segunda metade do século XVIII, sobretudo no que se refere ao provimento dos ofícios civis na América portuguesa.
2022-12-06T14:11:41Z
Stumpf,Roberta Giannubilo
Reconhecimento e celebridade: Jean-Jacques Rousseau e a política do nome próprio
Diferentemente de inúmeros autores das Luzes, que utilizavam pseudônimos ou recorriam ao anonimato, Jean-Jacques Rousseau sempre publicou sob seu nome próprio e reivindicou em alto grau seu nome de autor. Essa verdadeira política do nome próprio era tanto coerente como assumida, ditada por uma concepção de responsabilidade do escritor, mas também por uma demanda de reconhecimento social e pessoal. Ora, a partir dos anos 1760, Rousseau descobre as armadilhas da celebridade: o desejo de reconhecimento transforma-se em inquietação diante da curiosidade insaciável do público.
2022-12-06T14:11:41Z
Lilti,Antoine
Cem anos de historiografia da Primeira Guerra Mundial: entre história transnacional e política nacional
Aproveitando a rememoração do centenário do início da Primeira Guerra Mundial, procura-se aqui delinear uma incursão breve na forma como foi e tem sido lida a Primeira Guerra Mundial pela disciplina histórica. Pretende-se ressaltar as tendências historiográficas mais determinantes nos cem anos posteriores ao fim do conflito nos principais centros acadêmicos e referir alguns dos trabalhos mais recentes em torno das questões que pautaram desde sempre o debate em torno do conflito.
2022-12-06T14:11:41Z
Correia,Sílvia Adriana Barbosa
Sobre fronteiras e permeamentos
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2022-12-06T14:11:41Z
Felippe,Eduardo Ferraz
Um Iluminismo libertino
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2022-12-06T14:11:41Z
Ferreira,Breno Ferraz Leal
A figuração do longínquo: natureza, fotografia e sujeitos no Brasil nas fronteiras do século XIX
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2022-12-06T14:11:41Z
Losada,Janaina Zito
O espelho quebrado
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2022-12-06T14:11:41Z
Parada,Mauricio Barreto Alvarez
Uma história da Inquisição em Portugal e no seu império
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2022-12-06T14:11:41Z
Souza,Evergton Sales
A Terra Prometida em uma bandeja colonial
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2022-12-06T14:11:41Z
Traumann,Andrew Patrick
Superlucros: a prova empírica do exclusivo colonial
Este texto é uma réplica ao artigo "Exclusivo metropolitano, 'superlucros' e acumulação primitiva na Europa pré-industrial", de André Arruda Villela, publicado no número 23 desta revista, no qual critica o modelo de antigo sistema colonial, sobretudo as noções de monopólio e superlucros, recusando qualquer tipo de contribuição da exploração colonial para o deslanchar da Revolução Industrial britânica. Essencialmente, confirmo a validade dos índices por mim aferidos sobre os ganhos de monopólio no livro O Brasil no comércio colonial, publicado em 1980; reafirmo a contribuição estratégica do mundo atlântico colonial para o arranque da industrialização realizada, a britânica, e das industrializações frustradas, casos franco-português.
2022-12-06T14:11:41Z
Arruda,José Jobson de Andrade
E-278 - ORDENS RÉGIAS 1681-1809. Um códice do Arquivo da Cúria Metropolitana do Rio de Janeiro
Este trabalho é um instrumento de pesquisa que apresenta o livro ou códice E-278 - Ordens Régias 1681-1809, localizado no Arquivo da Cúria Metropolitana do Rio de Janeiro. Contém um índice de ordens, alvarás e cartas reunidas sob a rubrica "ordens régias", expedidas em nome do soberano e transmitidas ao bispado do Rio de Janeiro entre 1681 e 1809. Acompanha o índice uma introdução sobre a documentação e um panorama dos assuntos tratados. O trabalho é um dos resultados da pesquisa Irmandades, Capelas e Rituais no Rio de Janeiro do século XVIII, desenvolvida na Universidade Federal do Rio de Janeiro. A publicação do referido códice, entre três que a pesquisa selecionou, é importante para a história do Rio de Janeiro no Antigo Regime e sua inserção no império português.
2022-12-06T14:11:41Z
Santos,Beatriz Catão Cruz
O "romance contemporâneo" na recristianização do estado brasileiro: Não desanimar! de Pedro Sinzig
Buscando mobilizar os católicos na luta pela recristianização do estado brasileiro, Pedro Sinzig destacou-se na arena da imprensa exercendo papel fundamental na organização de Vozes de Petrópolis e do Centro da Boa Imprensa. Na tentativa de dialogar com um público impermeável à leitura de textos ensaísticos, o franciscano engajou-se na produção de textos ficcionais escrevendo, em 1911, o seu primeiro "romance contemporâneo": textos que, entremeando fatos verídicos à ficção, pretendiam conquistar novos leitores para a literatura católica. A partir da discussão do romance Não desanimar!, o artigo analisa como, nos primeiros anos da República, a literatura também foi utilizada como um agente promotor da recristianização do estado brasileiro.
2022-12-06T14:11:41Z
Almeida,Claudio Aguiar
A legitimidade da graça: os impactos da tentativa de reforço da política sesmarial sobre as terras da Casa da Torre na capitania da Paraíba (século XVIII)
Com o intuito de encontrar riquezas no vasto e desconhecido sertão, a Coroa concedeu grandes extensões de terras àqueles que se empenharam nessa missão. Foi nesse contexto que a Casa da Torre formou seu patrimônio, entre os séculos XVI e XVII. Mais tarde, entretanto, essa medida resultou em um grande entrave para a Coroa, que desembocou em conflitos por posses de terra durante o século XVIII. De um lado, observa-se a Coroa tentando legalizar o sistema sesmarial, por meio da expedição de várias ordens complementares. Do outro lado, observam-se os membros da Casa da Torre, entendendo-se como possuidores da terra de forma inquestionável, e os compradores das terras vendidas pela Casa da Torre, percebendo-se como verdadeiros proprietários da sesmaria. Portanto, este trabalho tem por objetivo demonstrar o processo de venda de sesmarias da Casa da Torre para colonos no sertão do Piancó e os conflitos que os envolvem no tocante à posse e ao domínio de terras, por meio de cartas de sesmarias concedidas entre 1757-1765, documentos régios e outras fontes.
2022-12-06T14:11:41Z
Alveal,Carmen Margarida Oliveira Barbosa,Kleyson Bruno Chaves
Migrações negras no pós-abolição do sudeste cafeeiro (1888-1940)
O presente artigo tem por objetivo analisar o processo de migração de negros - ex-escravos e seus descendentes diretos ou indiretos - do Vale do Paraíba para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e seus desdobramentos, no período após a promulgação da Lei Áurea. Trata-se de avaliar esse processo para além do sistema dual de explicação das migrações: atração versus expulsão. Busca-se, nesse sentido, incorporar análises qualitativas, quantitativas e demográficas dessa experiência. Para atingir tais objetivos utilizou-se o cruzamento de fontes variadas, a saber, os registros civis de nascimento e óbito, censos, entrevistas e bibliografia secundária.
2022-12-06T14:11:41Z
Costa,Carlos Eduardo Coutinho da
El urbanismo humanista y la "policía española" en el Nuevo Reino de Granada, siglo XVI
El proyecto urbano europeo que se desarrolló durante el siglo XVI en América estaba fundamentado en la ciudad como la mayor expresión de la civilización occidental. Este articulo presenta la genealogía urbana de los "pueblos de indios" construidos para concentrar a los indígenas y enseñarles la religión católica. El desarrollo de las formas puede trazarse mediante la comparación de diversos tratados urbanos considerados "humanistas", que muestran a la ciudad como un medio para la expresión de comportamientos específicos; así, la ciudad era un espacio pedagógico y emocional para controlar la población indígena. Como práctica de buen gobierno, los "pueblos de indios" condensaban materialmente los principios de la "policía española". Además de la origen "humanista" de los pueblos impuestos en América, este proyecto buscaba homogeneizar las creencias y comportamientos de los indígenas.
2022-12-06T14:11:41Z
García,Carlos José Suárez