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A cultura religiosa em Portugal
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2008
Pinto, Paulo Mendes Calazans, José Carlos Leitão, Simão Pedro Cardoso
Modelo TEACCH : intervenção pedagógica em crianças com perturbações do espetro do autismo
É cada vez mais da responsabilidade da escola, garantir políticas de educação de sucesso, dando resposta a todas as crianças, fomentando desta forma a inclusão. Todo o corpo docente deve estar mais apto e sensibilizado para garantir a integração de crianças com necessidades educativas especiais. Este estudo não poderia ser realizado sem a colaboração de educadores e professores das escolas de Primeiro Ciclo com Jardim de Infância do Agrupamento de Escolas de Águas Santas Concelho da Maia e das professoras da Unidade de Ensino Estruturado da Escola Básica do Primeiro Ciclo com Jardim de Infância do Carvalhal – Agrupamento Vertical de São Lourenço Concelho de Valongo, a quem foram, maioritariamente, aplicados os questionários. Sendo este estudo de natureza teórica – prática, numa primeira fase deliberou-se o enquadramento teórico, em que se abordaram vários pontos pertinentes numa tentativa de melhor enquadrar a temática das Perturbações do Espetro do Autismo, e de encontrar possíveis estratégias a desenvolver neste âmbito. Neste caso mais específico, é apresentado o ensino estruturado – Modelo TEACCH, para dar resposta a crianças portadoras desta síndrome, ou seja como forma de intervenção pedagógica de forma a garantir um maior sucesso ao nível do desenvolvimento das crianças portadoras de Perturbações do Espetro do Autismo. Numa segunda fase, apresentámos a análise dos resultados obtidos através do método quantitativo, pois recorremos à aplicação de questionários compostos por perguntas fechadas, que foram aplicados a 81 educadores/professores, incluindo os do ensino regular e os da educação especial. Assim, foi-nos possível delinear algumas conclusões face aos objetivos a que nos propusemos.
Lideranças transformacional, transacional e laissez-faire : um estudo de caso
O presente trabalho é uma investigação quantitativa que se propõe relacionar vários níveis de liderança e diferentes tipos de liderança nos estabelecimentos do 1.º ciclo de um agrupamento de escolas, através do levantamento e análise das perceções dos professores que aí exercem funções. O instrumento de recolha de dados que utilizámos foi o Multifactor Leadership Questionnaire (MLQ) da autoria de Avolio e Bass (2004). O objetivo primordial foi aferir a incidência de comportamentos de liderança transformacional, transacional e laissez-faire num agrupamento de escolas, de forma a contribuir para a discussão e reflexão acerca das lideranças em contexto escolar. As principais conclusões que extraímos deste estudo foram que existe uma liderança vincada na nossa amostra, predominantemente Transformacional. Para além disso, verificámos que não foram percecionados nos líderes comportamentos característicos da Liderança Laissez-Faire.
A disciplina de biónica no curso de design na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Desde o ano lectivo de 1999/2000, a disciplina de Biónica é leccionada no curso de Licenciatura em Design na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. A Biónica pode fornecer ideias valiosas aproveitando estruturas de materiais, mecanismos e processos existentes na Natureza que serão transferidos para a técnica. Apresentam-se alguns trabalhos de alunos daquela disciplina.
A importância do conhecimento teórico na concepção de objectos no âmbito do design
No âmbito da nossa experiência de docência de disciplinas teóricas como a história da arte e as artes decorativas no contexto de licenciaturas de carácter eminentemente prático, como as de Design (nas suas vertentes de moda, equipamento, arquitectura de interiores e comunicação), temo-nos vindo a aperceber de alguns aspectos que, ainda que não constituam, de todo, novidade do ponto de vista de abordagem, se nos afiguram de grande relevância e por esse motivo aqui procuraremos brevemente expor.
Design de produtos inclusivos, satisfatórios : a abordagem holística ao design inclusivo
Este artigo lida com a importância de uma aproximação holística ao design inclusivo. Hoje, o design inclusivo é frequentemente associado com a usabilidade e a utilidade. Em conse quên cia, os produtos inclusivos são, muitas vezes, vistos como ferramentas com que os utiliza dores executam tarefas. No entanto, esta abordagem ao design inclusivo pode ser arris cada. Ignora aspectos como a emoção, valores, expectativas e receios. Assim, descura muito do que nos faz humanos e pode ser um factor de estigmatização. Ao projectar de modo inclusivo, os designers necessitam de olhar além da usabilidade para outros factores que podem afectar o relacionamento entre a pessoa e o produto. Isto pode ser conseguido projectando produtos satisfatórios. O produto satisfatório é usado neste artigo como um termo unificador para produtos socialmente aceites e produtos agradáveis. Os produtos satisfatórios levam a uma compreensão dos utilizadores e das suas exigências e ligam as propriedades do produto às respostas emocionais. O conhecimento necessário para projectar produtos que sejam satisfatórios começa no campo da semiótica do produto. O objectivo deste artigo é motivar os designers para projectar produtos inclusivos, satisfatórios. Os produtos que são projectados desta forma serão altamente usáveis e comunicam a identidade desejada dos utilizadores. Projectando desta forma, obteremos produtos inclusi vos, produtos mainstream. Assim, evitamos produzir produtos estigmatizantes uma vez que os produtos mainstream, por definição, não podem estigma tizar.
Design digital : do carvão ao pixel
Neste artigo pretende-se identificar a aversão que designers (e arquitectos, inclusive) sentem verdadeiramente em relação “ao computador”. Se, de um modo, ele é um excelente parceiro e aceite por todos, simultaneamente é com muita apreensão que se programam currículos de disciplinas universitárias para que os alunos aprendam as características projectuais do design, desenvolvam capacidade criativa (inteligência no uso de recursos para a produção de objectos) usando o computador sistematicamente, ou seja, não apenas como uma ferramenta de desenho mas de projecto (design).
Estratégias empresariais de design em Portugal
Não se pode falar em Portugal de estratégias de design prosseguidas por um número significativo de empresas e/ou instituições, com coerência expressiva. Porquê, então, um enunciado com esta formulação? Porque me apetece fazer uma intervenção politica, aproveitando a oportunidade que me é dada por este artigo para a revista Caleidoscópio. O tecido empresarial português não é uno, nem homogéneo e, portanto, deveremos traçar vários cenários, de acordo com as situações específicas existentes. A velocidade da aproximação do design às empresas dependerá dos contextos, nomeadamente, da cultura, da apetência e das condições objectivas para um desenvolvimento profícuo da actividade. Não vale a pena fazermos transposições impossíveis da panóplia de soluções e variantes internacionais no âmbito da gestão empresarial do design. Como noutras áreas do conhecimento microeconómico, algumas das teorias e soluções estudadas têm a ver com contextos muito específicos, com realidades muito diferentes, e sobretudo, com práticas e culturas sedimentadas de há muito. Começo por afirmar que, do ponto de vista da estrutura e da organização das PMEs portuguesas, o terreno é favorável à aproximação do design. Quer isto dizer que temos pela frente, pequenas e médias empresas geridas por uma pessoa, ou por um pequeno núcleo de pessoas, que dominam toda a área de gestão da empresa. Isto significa que a entrada do design se fará em ligação estreita com o poder, o que pode propiciar uma relação franca, aberta e permanentemente dialogante entre as equipas de design e de gestão, com todas as vantagens daí decorrentes. Poderemos mesmo pensar, no caso de uma intervenção de design sustentado, em situações em que os designers poderão, também, funcionar como consultores de estratégia, num misto de aconselhamento e acção. E tudo isto significa um terreno que propicia uma enorme margem de progressão para a disciplina quer em profundidade, quer em territórios de intervenção. Mas será que as acções no terreno se poderão desenvolver sob auspícios tão positivos?
Funções perceptuais para o design de espaço
Este artigo trata dos fenómenos per - ceptuais e explora as relações entre a percepção visual e variáveis de design de espaço. As nossas percepções de significado na envolvente encontram-se estreitamente ligadas aos mecanismos do cérebro: o cérebro elabora percepções e o sistema visual perscruta o meio em busca de clareza e activamente procurando estimulação. São clarificados aspectos que se referem ao modo como o cérebro humano organiza as percepções visuais e a forma como o contexto perceptual em que os estímulos se inserem, bem como as relações espaciais desenvolvidas com a envolvente que dependem de gradações de padrões que determinam a complexidade da percepção visual. Este artigo trata igualmente dos principais elementos que o nosso cérebro usa para converter as imagens retinais bidimensionais em informação sobre relações tridimensionais. Para além disso, porque a percepção de espaço físico é produzida por uma sucessão contínua de relações mutantes no campo visual, as constâncias são também consideradas, uma vez que eliminam a necessidade de avaliação e tomada de decisão constantes, e permitem aos indíviduos operar com segurança e confiança a partir da estabilidade das coisas.
Museologia e design na construção de objectos comunicantes
Este texto apresenta reflexões baseadas nos conceitos de museologia social/nova museologia e de processo museológico, considerando-os como suporte para motivar e estimular as práticas museológicas, nomeada mente a expo - grafia como processo de comuni cação autónoma em relação à acção estrita mente museal. É destacada a importância da participação activa dos actores sociais inseridos nos processos expográficos e museológicos que buscam métodos inovadores e alternativos de comunicação.
O campo expandido do desenho e suas práticas criativas
Este artigo reflecte sobre o desenho como processo projectual na formação do designer. Para além dos aspectos de comunicação que o desenho invoca como fim último, centra-se sobretudo nas suas capacidades exploratórias como ferramenta e expressão do pensamento e, muito particularmente, no seu funcionamento como estímulo à criatividade. O reforço através do desenho de estruturas conceptuais de várias áreas parece ser fundamental como incentivo à imaginação, para a prática do design num mundo em permanente mudança. Também o desenvolvimento das tecnologias digitais permitiu enriquecer a prática do desenho, possibilitando novas experiências gráficas, confirmando-o como um “campo expandido” do processo criativo/capacidades perceptivas e conceptuais para o designer. São apresentadas dum modo integrado algumas destas questões, através de exemplos de programação feita.
2006
Vasconcelos, Maria Constança Elias, Helena Catarina da Silva Lebre
O design e a interpretação do lugar
Neste artigo pretende-se analisar o papel do Designer como um intérprete de cenários de equipamentos que tira partido de modernas capacidades tecnológicas para redefinir o espaço urbano e assim responder às exigências urbanas actuais. A cidade absorve conceitos e componentes modernos (como a comunicação, o trabalho nómada, os novos pontos de encontro) e integra-os num sistema cultural e social ávido por receber tudo e o oposto de tudo. O Design como um acto de projecto portador de cultura que desafia a memória urbana, deve recuperar os antigos lugares de encontro da cidade, integrando-os nos fluxos urbanos actuais, facilitando e permitindo que a circulação de pessoas, materiais e informação possa acontecer em qualquer lugar da cidade.
O Movimento desfragmentado da Animação Japonesa : a ilusão animé
Animação é a técnica capaz de criar a ilusão de vida a partir de imagens estáticas que aparentemente ganham movimento através da rápida projecção de imagens e que pode ser revista em diferentes projectos cinematográficos, artísticos ou de vídeos comerciais. Analisar a produção de movimento em animação é percorrer trilhos que podem ajudar a revelar esse estranho interesse pelas formas animadas. Referimo-nos à estranha força (animar) que cria a ilusão de vida (animação) e à atracção que o seu resultado (movimento) poderá significar. Assim, pretendemos neste trabalho reforçar a importância que o movimento tem para a animação (1), quais as consequências que o “não movimento” poderão ter para a arte da animação (2) e relacionar o movimento que a animação produz com a tendência pós-humana de atracção, ou de receio pelo movimento artificial (3). Através da consulta de importantes obras no estado da arte da animação e da animé, pretendemos confrontar os resultados da investigação a desenvolver nos 3 pontos de partida atrás descritos para no final obtermos argumentos sólidos para um futuro trabalho de classificação da animação.
Pequenas deficiências, deficientes profundos
Neste artigo pretende-se, em primeiro lugar, identificar pequenas deficiências que se manifestam em todos nós, e em particular nos mais velhos, na utilização de objectos de uso comum, assim como as deficiências desses mesmos objectos com os quais convivemos no nosso dia-a-dia (registos obtidos em viagem). Pretende-se igualmente analisar projectos de investigação em Design Inclusivo desen - volvidos no âmbito do curso de Design, centrados nas observações exploratórias de disponibilidades financeiras, de materiais e de tecnologias que possibilitem a produção de pequenas séries de objectos, realizados em contexto industrial de baixos recursos e de fácil execução. Finalmente, propomos áreas de investigação com a articulação de tecnologias digitais incorporados em projectos realizados noutras áreas, visando alargar os campos de investigação e transportar para as áreas dos jovens deficientes profundos aplicações lúdicas e de melhoria da sua relação com o mundo.
''Rainbow Designer'' : for global and multicultural design
What do the designers tend to achieve? To relate themselves to the reality by producing visual registers of emotions and thoughts, or by projecting and producing objects that are functional, adapting technologies to daily needs. That requires that a designer be a keen observer of his physical surroundings and have a fine sensibility to cultures, enabling him to disassemble the latent forms of the reality and cultural symbolisms in order to perceive the order underlying them and the principles of their composition and unity. Only then could he reproduce the nature and respond to cultural callings. In this process of understanding the surrounding reality of nature and cultures, a designer always moves, generally without being aware of it, between two processes: identity search and self-identification.
The design process paradox : traditional design processes vs. eco-design processes
The Brundtland Report (WCED, 1987) best known for its popularisation of the concept of sustainable development, also made recommendations for a new approach to design and production, setting out terms for: ‘a production system that respects... the ecological base’ and ‘a technological system that searches continuously for new solutions’. The industrial production, consumption and waste treatment of products today causes a large amount of various environmental burdens. The development and design of new products with reduced environmental impact is one of the new challenges towards a more sustainable society and is therefore an important task in the near future.
A indisciplina em sala de aula. Um estudo das causas, dificuldades de gestão e estratégias de controle na turma de 5ª série b do ensino fundamental
Nesse trabalho, decidimos averiguar as causas da indisciplina escolar, os eventos e as estratégias de gestão e controle numa turma do ensino fundamental. Realizamos nosso estudo por meio de observações informais e sobre tudo através dos questionários aplicados respectivamente a alunos, professores e diretora da escola. A aplicação da pesquisa nos permitiu detectar alguns fatores de natureza escolar e familiar que são indicadores das causas de indisciplinas, como a ausência de normas regimentais que regulem o andamento da escola, aplicação de práticas docentes inadequadas na aula, e dificuldade de acompanhamento dos filhos pela família. Considerando os resultados referentes, constatamos três eventos de destaques que prejudicam o desenvolvimento das aulas: os alunos não entregam os trabalhos ou tarefas escolar; desrespeitam e até brigam com colegas e professores; e danificam o patrimônio público. Referente às estratégias de controle, os professores tentam promover conversas sobre a importância da concentração nas aulas, tentam estabelecer regras e combinados com os alunos e tentam modificar as aulas para que fiquem mais interessantes. Tendo em conta esses resultados, nos parece legítimo apresentar proposições que contemplam as necessidades educacionais e familiares dos alunos como a criação de programas de acompanhamento e assistência familiar, e a criação de normas regimentais conjuntas que priorizam o diálogo como a melhor forma para solucionar ou amenizar problemas de indisciplina na escola
As expressões artísticas integradas nos processos de mediação em animação sociocultural : contributos para um novo modelo de intervenção
O presente estudo pretende compreender como é que o Animador Sociocultural adapta as expressões artísticas integradas nos projectos de intervenção, quais os modelos de mediação que utiliza e quais as mudanças que fomenta na sua intervenção socioeducativa. A metodologia desta investigação, de carácter qualitativo, recorre a um modelo de investigação exploratória, sendo um estudo de caso múltiplo, constituído por seis projectos de intervenção de alunos finalistas em Animação Sociocultural, desenvolvidos em seis concelhos, englobando 120 indivíduos, desde a população infantil à população sénior. Partindo de um quadro teórico que procura sustentar alguns dos conceitos apresentados no âmbito desta investigação, utilizámos vários instrumentos, desde entrevistas semi-estruturadas, diários de campo, posters científicos e relatórios de campo. Para a interpretação destes dados, recorreu-se a uma análise de conteúdo seguida de uma triangulação múltipla, contribuindo para que este novo modelo de intervenção se revelasse inovador, permitindo compreender as várias implicações teórico-práticas deste estudo. Da análise efectuada, concluímos que a utilização das expressões artísticas integradas, desenvolvidas em conjunto, é uma ferramenta indispensável nos processos de mediação em ASC. Também podemos afirmar, que nos projectos de intervenção, os sujeitos de investigação desenvolveram uma Investigação-acção Prática, através de um modelo de Mediação Transformativa, onde as expressões artísticas integradas foram desenvolvidas de uma forma agrupada. A mudança, a que este novo modelo de intervenção conduziu, no final desta investigação, foi uma melhoria ao nível da Inter-relação, da Relação afectiva, da Auto-estima e da Participação entre os vários indivíduos envolvidos.
2011
Corrêa, Eva Maria Lino Do Patrocínio Santos Lacerda
Escola-família aprendendo juntas…um compromisso de futuro : estudo de caso
A complexa transformação social que caracteriza este início de milénio coloca a Escola face a novos desafios que exigem respostas adequadas dos agentes educativos, surgindo o professor-educador como gestor do equilíbrio necessário para mais e melhor desenvolvimento humano. Procurando encontrar respostas adequadas para um caminho de transformação positiva, alicerçado numa educação para o optimismo, para a competência pela exigência e para o diferente que é o Outro, estudamos o Projecto Socioeducativo Escola-Família: Aprendendo juntas… um compromisso de futuro, implementado para responder à necessidade real de melhorar o sucesso escolar de alunos de 9º ano, para conclusão da escolaridade obrigatória, num horizonte de educação integral e cidadania social activa e responsável. Numa metodologia de Estudo de Caso, alicerçada numa estratégia multimétodo que conjuga dados qualitativos e quantitativos, através da observação participante, registo e análise documental e questionários, alcançamos a compreensão e interpretação, tão abrangente e holística quanto pormenorizada e individual, dos fenómenos sociais em estudo. Ancorado numa matriz humanista de valorização da dignidade da pessoa, num processo de acolhimento, proximidade e co-responsabilidade, este projecto promove a aprendizagem e o sucesso escolar dos alunos, a participação e satisfação das famílias com a Escola, a cidadania social de quem se sente capaz, autor da sua história e comprometido com o futuro.
O ensino regular e a educação especial na construção de uma cultura inclusiva : uma experiência de sucesso e de práticas partilhadas, numa sala de 1º ciclo
Este trabalho surge pela necessidade de promover uma educação mais inclusiva numa turma de segundo ano, contribuindo para que todos os alunos, incluindo os considerados com necessidades educativas especiais, possam não apenas estar fisicamente próximos dos seus pares, mas sobretudo aprender juntos, com todos, numa verdadeira interacção social, fomentando uma aprendizagem cooperativa e sociocognitiva em cada um e no grupo. Para tal, no sentido de promover esta necessária educação inclusiva, ao longo dos meses de Fevereiro a Junho de 2010 realizaram-se várias sessões de intervenção em contexto de sala de aula, suportadas em práticas de parceria pedagógica. Este alicerce permitiu que se desenvolvesse uma aprendizagem cooperativa entre os alunos, implementando uma necessária diferenciação pedagógica inclusiva. Para se atingirem os objectivos pretendidos com este trabalho de projecto, perspectivando a mudança e o aperfeiçoamento da prática pedagógica, recorreu-se à metodologia da investigação-acção e ao seu processo cíclico que, de modo contínuo e reflexivo, permitiu melhorar o contexto e o trabalho desenvolvido, tornando-o mais adequados aos seus intervenientes. Procedeu-se ainda, à recolha e análise de dados, através das técnicas de sociometria, entrevista, observação e pesquisa documental. Os resultados obtidos foram coincidentes com os pressupostos teóricos e linhas defensoras da escola inclusiva. As práticas e o trabalho cooperativo implementados permitiram gerar sucessos académicos e relacionais em todos e em cada um dos alunos. A socialização dos seus saberes e experiências favoreceu uma maior responsabilização das crianças face às suas aquisições, conduzindo-as a atitudes mais positivas e gerando uma união favorável entre si em benefício de objectivos comuns.