RCAAP Repository

Utilização de Psicotrópicos na Doença Respiratória

A co-morbilidade psiquiátrica é frequente em doentes com patologia respiratória, sendo que as perturbações depressivas e ansiosas são as que mais se verificam nesta população. Contudo, tendem a ser sub-diagnosticadas, possivelmente devido à sobreposição entre as manifestações somáticas da doença psiquiátrica e os sintomas físicos da disfunção respiratória grave. A ocorrência de patologia psiquiátrica em doentes com patologia respiratória tem um impacto negativo em vários indicadores da saúde (controlo da doença, fraca adesão à terapêutica, compromisso funcional, aumento da utilização de cuidados de saúde, atrasos na avaliação ou tratamento e aumento dos custos relacionados com a saúde). O tratamento das perturbações emocionais associadas às doenças respiratórias pode permitir o aumento de qualidade de vida associada à saúde e o alívio de alguma sintomatologia respiratória. Com este artigo, pretendemos rever as principais classes de psicofármacos que poderão ser úteis para a estabilização de sintomatologia psiquiátrica em doentes com doença respiratória concomitante e principais efeitos secundários associados a esta população.

Year

2014

Creators

Pedro, Patrícia Telles-Correia, Diogo Ganhão, Isabel

Bullying nas escolas de Guimarães: tipologias de Bullying e diferenças entre géneros

Introdução: O bullying escolar é o tipo mais comum de violência nas escolas e parece estar a aumentar nos últimos anos. Os vários tipos de agressão e vitimização por bullying apresentam-se com diferentes frequências conforme o género dos alunos. Objetivos: Avaliar a frequência das diferentes tipologias de vitimização e de agressão por bullying nos alunos participantes das escolas públicas de Guimarães. Comparar as frequências de vitimização e de agressão por bullying entre alunos de sexo feminino e masculino. Desenho do estudo: Estudo observacional e transversal. Métodos: Foi selecionado um igual número de turmas do 6º e do 8º ano das escolas públicas do concelho de Guimarães, em Portugal. Os alunos preencheram autonomamente um questionário com informação demográfica e o Multidimensional Peer Victimization Scale adaptado para Portugal. Técnicas  de  estatística  descritiva  e analítica foram utilizadas na análise dos dados. Considerou-se Bullying, na relação com os cole-gas, 2 ou mais episódios de maus-tratos no mês anterior. Resultados:  Avaliaram-se  660  alunos, de  11 a 16 anos de idade, 48.8% do 6º ano, 48.8% do sexo  feminino, de dez escolas  das catorze  do concelho. Declararam-se envolvidos diretamente em comportamentos de bullying, como autores ou alvo de maus tratos, 71.2% dos alunos (78.1% dos rapazes e 64.0% das raparigas). As prevalências, por tipologia, foram de 61.2% no verbal, 36.8% no social, 24.8% no físico e 22.9% de envolvidos no bullying relativo à propriedade. As tipologias mais frequentemente reportadas pelas vítimas, em ambos os géneros, masculino e feminino, foram a verbal (54.0% e 41.3%, respetivamente) e a social (26.7% e 30.1%, res-petivamente). No total dos alunos as tipologias de vitimização mais frequentes foram a vitimi-zação verbal com 48.4% e a vitimização social com 28.8%. Nos agressores, a verbal e a física nos rapazes (respetivamente 44.5% e 25.5%) e a verbal e a social nas raparigas (28.3% e 9.3%) foram as mais frequentes. No total dos alunos as tipologias de agressão mais frequentes foram a agressão verbal com 36.6% e a agressão física com 15.3%. Os alunos do sexo masculino estiveram mais frequentemente envolvidos diretamente em comportamentos  de  bullying.  Nos rapazes encontraram-se proporções de vítimas de todas as tipologias exceto a social, e de agressores verbais e físicos, significativamente superiores. Encontraram-se diferenças significativas nas  proporções  de  vítimas e agressores entre escolas, grupos etários e anos de escolaridade. Conclusão: Os alunos que negaram envolvimento direto no bullying foram apenas 28.8%. Encontraram-se vários comportamentos de bullying significativamente diferentes entre géneros, mas não em todas as escolas, grupos etários e ano de escolaridade. Estes dados indicam que os fatores genéticos podem não ser importantes, devendo a atuação centrar-se noutros aspetos. O estudo dos fatores que condicionam as diferenças dos comportamentos e tipologias de bullying poderá facilitar a identificação de situações de violência de forma a evitá-las.

Year

2014

Creators

Sousa-Ferreira, Teresa Ferreira, Sérgio Martins, Helena

The behaviour of schlagmetal applied on different types of gilding sizes

The schlagmetal (Dutch Gold), obtained from an alloy of copper and zinc is a cheap alternative for gold leaf, but its colour changes due to oxidations which appear as a result of incorrect manipulations or of exposure to environmental factors (temperature, humidity). This paper presents the influence of shellac based protection film and of two mixtion binders (water and oil based size) on the schlagmetal applied on a gessoed wooden support. To evaluate the behaviour of the metal sheet in the structures presented in this study, the samples were exposed to artificial ageing, and the occurred changes were analyzed by optical microscopy (OM), SEM-EDX and colorimetry in CIE L*a*b* system.

Year

2015

Creators

Budu, Ana–Maria Hutanu, Ioana Vasilache, Viorica Sandu, Ion

Foreword

No summary/description provided

Year

2016

Creators

Vieira, Eduarda

Psicofármacos e VIH

Introdução: A infecção VIH/SIDA está muitas vezes associada a perturbações psiquiátricas tais como psicose, depressão e ansiedade. Comorbilidades psiquiátricas podem interferir na adesão à terapêutica anti-retrovírica, pelo que o seu diagnóstico e o tratamento oportuno são essenciais. No entanto, a administração de um psicofármaco concomitante à terapêutica HAART pode resultar em interacções medicamentosas. Objectivos: Esta revisão pretende analisar os vários psicofármacos que podem ser usados nestes doentes, bem como as interacções e reacções adversas que podem surgir. Métodos: Foi efectuada uma pesquisa na literatura anglo-saxónica, de 1993 até 2011, pela MEDLINE, utilizando como palavras-chave: HIV, AIDS, psychosis, depression, anxiety, secondary mania, antidepressive agents, antipsychotics, benzodiazepines, HAART. Resultados: Foram localizados 100 artigos, dos quais 66 foram incluídos e 34 excluídos. Os artigos que não apresentassem dados específicos sobre o uso de psicofármacos nos doentes com VIH foram excluídos. Discussão: Podem ocorrer interações farmacológicas por ocupação das mesmas vias de metabolização dos medicamentos. São necessários estudos adicionais com indicações para uma boa prática clínica. São ainda de considerar as intervenções psicoterapêuticas. Conclusão: A escolha da intervenção terapêutica, nomeadamente quando se consideram psicofármacos, com o menor número de interacções e efeitos adversos é crucial para alcançar o sucesso terapêutico no tratamento dos doentes com VIH.

Year

2014

Creators

Moreira, Ana-Lúcia Godinho Pereira, Melinda Carmen Telles-Correia, Diogo

Empatia – Ferramenta Pró-Social Explorada num Grupo Terapêutico

Introdução: A empatia é um conceito multidimensional que engloba a capacidade de inferir um estado emocional e responder a emoções vivenciadas pelo outro, podendo ser assim categorizada em empatia cognitiva e emocional. É uma capacidade que se desenvolve precocemente através, sobretudo, da interação com as figuras parentais. Não é exclusiva dos seres humanos e tem sido conservada evolutivamente, constituindo a base da moralidade, da socialização e do pacifismo. A desregulação empática, que pode ser avaliada psicometricamente, ocorre em perturbações mentais como a esquizofrenia, a perturbação afetiva, as perturbações de personalidade, entre outras. Métodos: Trata-se de um estudo exploratório prospetivo longitudinal que pretende avaliar a evolução da empatia, medida pelo Quociente de Empatia, aos 0 meses e aos 9 meses e, secundariamente, a evolução desta em subgrupos demográficos e nosológicos. Foi utilizada uma amostra de conveniência de 22 doentes que frequentaram o Hospital de Dia do Serviço de Psiquiatria do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE, entre Setembro de 2011 e Junho de 2012. No Hospital de Dia, para além das atividades regulares, foi desenvolvida a atividade terapêutica “Empatias” que consistiu no desenvolvimento de relações diádicas promotoras de empatia e num grupo terapêutico quinzenal com enfoque na tomada de perspetiva. Para a análise estatística foi utilizado o teste T-Student e o ANOVA. Resultados e Discussão: Não se encontraram diferenças significativas entre o QE aos 0 meses e aos 9 meses (QE=39,2 vs QE=39,7 pontos, respetivamente, p=0,813), tendo-se verificado uma estabilidade do traço empático medido através do QE nesta população. No entanto existem algumas limitações, como a existência de fatores confundentes, o tempo curto de observação e a ausência de validação da escala psicométrica para a população portuguesa. Conclusão: Nesta população de doentes com perturbação mental compensada que frequentaram o Hospital de Dia o traço empático mostrou estabilidade longitudinal. A investigação na área da empatia é ainda exploratória e este estudo pretende ser um contributo para a avaliação longitudinal da empatia, tendo em conta o papel desta na perturbação mental.

Year

2014

Creators

Graça, João Palma, Miguel Mendonça, Carina Cargaleiro, Inês Melo, João Carlos

Psicoterapia Psicodinâmica: uma perspetiva neurobiológica

Introdução: A compreensão de como as intervenções  psicoterapêuticas mudam  o  cérebro  espelha  a  constante  tensão  entre  as explicações psicológicas e biológicas do comportamento humano. A psicoterapia psicodinâmica, tem origem na teoria e conhecimento psicanalíticos, e é, acima de tudo, um modo de pensar que inclui conflitos inconscientes, falhas e distorções das estruturas intrapsíquicas, representações mentais de si próprio e dos outros,  enfatizando  a  função comunicativa (entre paciente e terapeuta) do sintoma (e do comportamento). Objetivos e Métodos: Através de uma revisão bibliográfica  não sistematizada  pretende-se compreender o impacto cerebral das intervenções  psicodinâmicas  partindo  da  perspetiva neurocientífica de alguns conceitos psicanalíticos. Resultados  e  Conclusões: A  psicoterapia, palco para a aquisição de novas competências e de comportamentos mais adaptativos, tem impacto no funcionamento cerebral pois altera a expressão genética, a biossíntese proteica e provoca mudanças na estrutura anatómica e função do cérebro, sendo por isso mensurável através das recentes técnicas de neuroimagem. Atualmente, existem evidências de que qualquer intervenção psicoterapêutica é de natureza biopsicossocial e que todas as funções da mente refletem a atividade do cérebro.

Year

2015

Creators

Ferraz, Inês von Doellinger, Orlando Coelho, Rui

Depressão, Apatia e Alexitimia Secundários ao Acidente Vascular Cerebral

Introdução: São diversas as alterações comportamentais decorrentes do acidente vascular cerebral (AVC). Vários estudos avaliaram a frequência e gravidade de depressão, apatia e alexitimia consequente ao AVC, sendo os resultados publicados contraditórios. Objectivo: Este artigo pretende realizar uma revisão da literatura sobre os conceitos de depressão, apatia e alexitimia e sobre os correlatos neuroanatómicos, conhecidos até à data, que suportam estes achados psicopatológicos no pós-AVC. Métodos: Revisão não sistemática da literatura através da pesquisa em referências bibliográficas consideradas relevantes pelos autores suplementada  por  artigos  obtidos  através  de pesquisa na base de dados Medline/Pubmed utilizando combinações  das  seguintes  palavras-chave:  “stroke”,  “apathy”,  “alexithymia”, “depression”, publicados entre 1973 e 2013.  Foram  ainda  consultadas  referências bibliográficas dos artigos obtidos e livros. Resultados e Conclusões: Após o AVC, muitos  doentes  sofrem  de défices  sequelares,  resultando num processo de luto, sendo que esta resposta emocional considerada consequência normativa a problemas pós-AVC. Percebeu-se que a dimensão depressiva está associada com o funcionamento do lobo frontal esquerdo (a chamada “teoria do lobo frontal esquerdo”),contudo,  a  dimensão  apática  está  associada com os gânglios da base. A taxa de apatia é mais baixa  em  pacientes  sem doença  cerebrovascular prévia, sendo que a apatia ‘pura’ (sem depressão  concomitante)  é  duas  vezes mais frequente que a taxa de depressão ‘pura’ (sem apatia concomitante). Doentes apáticos têm maior frequência de quadros depressivos graves e défice cognitivo quando comparados com  os  pacientes  não-apáticos.  Os  mecanismos da consciência emocional reduzida e do embotamento expressivo após o AVC da artéria  cerebral  média  são  mal  compreendidos. Enquanto que a apatia e a adinamia podem ser explicadas pela lesão tecidular na ínsula ou nos gânglios da base, a consciência emocional reduzida pode ter origem da alteração de actividade em regiões cerebrais distantes. As alterações funcionais e estruturais no córtex cingulado  anterior  já foram  implicadas  nos mecanismos da alexitimia. Comparado com o hemisfério esquerdo, o direito parece ser superior no processamento e organização da experiência emocional. A forma adquirida de alexitimia pode suceder secundariamente às lesões que ocorrem no território da artéria cerebral média direita (ACMD) e isto torna-se significativo porque pode alterar a apresentação tradicional de um quadro depressivo. Estudos no futuro deverão examinar se estas diferenças na localização da lesão e a sua influência na recuperação funcional poderão também fazer-se reflectir nos diferentes padrões de resposta ao tratamento, separadamente ou em conjunto.

Year

2015

Creators

Correia Pinto, Oriana Horta Rendeiro Ribeiro, Lúcia

Abertura II Simpósio do Serviço de Psiquiatria do HFF

Comunicação de abertura do II Simpósio do Serviço de Psiquiatria, dedicada ao tema "Psicoses Agudas e Transitórias"

Year

2007

Creators

Cardoso, Graça

Editorial

No summary/description provided

Year

2007

Creators

Cardoso, Graça

Cycloid Psychoses: Clinical Symptomatology, Prognosis, and Heredity

The development of the concept of cycloid psychoses goes back to the problem of “atypical psychoses” which arose from Kraepelin’s dichotomy of endogenous psychoses1. It concerned those forms of psychoses which could be assigned neither to dementia praecox nor to manic-depressive illness. One strategy for a solution of this problem was the broadening of the concept of schizophrenia as inaugurated by Bleuler (1911). Schizophrenia was then thought to include lots of clinical conditions with entirely different cross-section- al symptomatology, long-term course and outcome, thus considerably reducing the heuristic value of the diagnosis. Furthermore, reliable prognoses became impossible according to Bleuler’s concepts. Inevitably, the idea was generated that there might be a nosologically independent group of endogenous psychoses in addition to schizophrenias and manic-depressive illness. Based upon the previous work of Wernicke and Kleist, Leonhard (1999) further established the concept of cycloid psychoses. Rejecting nosological hybridisation, the independency of these psychoses was emphasized. Representing one of the three main groups in his subdivision of psychoses with “schizophreniform” symptomatology, Leonhard meticulously elaborated on precise clinical diagnostic criteria or cycloid psychoses. In the current diagnostic manuals, those psychoses spread over various diagnostic entities like bipolar affective disorder, schizoaffective disorder, acute polymorphic psychotic disorder (ICD), brief psychotic disorder (DSM), or even schizophrenia, if 1st-rank symptoms are observed for more than one month.

Year

2007

Creators

Jabs, Burkhard Stöber, Gerald Pfuhlmann, Bruno

Psicoses Agudas e Transitórias - A Escola Portuguesa e o Conceito de Holodisfrenia

O presente artigo vai debruçar-se sobre a escola portuguesa e o conceito de holodisfrenia. Ao longo do mesmo deter-me-ei, de forma breve, na origem e individuação deste tipo de psicoses agudas e polimórficas. Seguidamente falarei da Escola Portuguesa abordando as suas raízes, principais personagens e isolando os elementos que a distinguem. Por último, detalharei a clínica das holodisfrenias realçando o que há de actual e pertinente no conceito.

Year

2007

Creators

Gamito, António

Reactive or Psychogenic Psychoses: The Scandinavian Concept

The concept of reactive or psychogenic psychosis through most of the 20th century has been widely used in the Scandinavian countries for a major group of the so-called functional psychoses, separate from manic-depressive psychosis and schizophrenia. Psychogenic psychoses are etiologically defined as psychoses apparently caused by a mental trauma in predisposed individuals. The traumatic stress determines the content and the course of the psychotic reaction, which tend to remit in days to weeks. Since the introduction of ICD-10, the reactive psychoses have been reallocated under various diagnostic categories, mainly as acute and transient psychotic disorders with associated acute stress F23.x1, which, however, seems to be sparsely used.

Year

2007

Creators

Bertelsen, Aksel

Comunicar na, com e em Comunidade. Arquitectura(s) de uma Equipa.

The authors seek to reflect upon their experience in community psychiatry field, in the context and time simultaneously challenging but also capable of inducing "ways of doing" in the encounter between the mental health worker and the patient. We seek, through an interdisciplinaty intention, to integrate a body of knowledge that confers a meaning temporarily and spacially located. We live in singular spaces designed by an architecture where the human figure is still identified and the program allows the reading of intersubjectivity.

Year

2006

Creators

Rosa, Alda Pinheiro, Catarina Santos, Júlio Gabriel, Catarina

A Loucura nas Personagens de Shakespeare (II)

Na segunda parte deste trabalho, o autor começa por referir alguns aspectos literários da peça "Ricardo II" que têm mais a ver com a sua dimensão de drama histórico que de tragédia; seguidamente, aborda de um ponto de vista fenomenológico a personagem de Ricardo II, ilustrando o seu paralelismo com a posição de autores, como Minkowsky e Binswanger, acerca da vivência temporal na depressão; finalmente, nas conclusões, aponta a genialidade de Shakespeare que, com a sua inovadora pesquisa do humano, permitiu a revelação da loucura como algo que lhe é inerente.

Year

2006

Creators

Borja-Santos, Nuno

Editorial

No summary/description provided

Year

2005

Creators

Cardoso, Graça

Uma Viagem Psicológica pela Migração

Nas diferentes abordagens e linguagens sobre a migração, enfatiza-se a dimensão psicológica com um percurso pelas razões e circunstâncias da mesma, analisando a descontextualização do indivíduo, as roturas, o risco transcultural e o possível trauma migratório. O conceito de doença e vivência da doença são referidos bem como a noção de alteridade, a dimensão cultural na relação terapêutica e a técnica da descentragem.

Year

2005

Creators

Dias Silva, Maria Inês

Imigração e Saúde Mental: o Sofrimento dos Migrantes e o Encontro de Ordens Simbólicas

A partir da experiência de trabalho enquanto antropóloga na “Consulta do Migrante” do Hospital Miguel Bombarda em Lisboa, este texto pretende ser uma pequena reflexão sobre o necessário diálogo, neste contexto terapêutico, entre diferentes campos do saber e diferentes formas de relação ao Outro. Trata-se de problematizar o encontro entre saberes e fazeres diferentes, com o intuito de por em relevo o enriquecimento resultante da tentativa de melhor adequação à realidade complexa do encontro entre migrantes e prestadores de cuidados de saúde.

Year

2005

Creators

Lechner, Elsa

O Silêncio na Comunicação ou a Comunicação pelo Silêncio: O Silêncio na Psicanálise

Neste artigo faz-se uma reflexão sobre o significado e importância do silêncio na relação psicanalítica. Partindo do silêncio na relação comum entre as pessoas, exemplificamos como o silêncio pode ser sentido como confortável ou perturbador, e como pode ser utilizado para aproximar ou afastar na relação com o outro. Evidenciamos estas mesmas características na relação psicanalítica, e a evolução do olhar sobre o silêncio, ao longo da evolução da teoria e prática psicanalítica. Apresentamos em seguida a visão de Nacht, sobre o silêncio, o qual enfatiza o seu papel integrador e fundamental na relação analítica. Assim, só no silêncio nascem certos afectos e o silêncio facilita a interiorização do analista.

Year

2005

Creators

Marta, Rita

Foreword

No summary/description provided

Year

2020

Creators

Vieira, Eduarda Moreira, Patrícia Pintado, Manuela Macchia, Andrea