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Medina del Campo-Almeirim: una paz anhelada permanentemente amenazada

<p>La firma de la paz de Medina del Campo-Almeirim, resultado de un largo proceso diplomático, pone punto final a un trágico enfrentamiento entre Castilla y Portugal. La paz entre ambas monarquías se mantiene durante casi cincuenta años, pero durante ese tiempo se ve frecuentemente amenazada por situaciones internas de cada una de ellas, que influyen en las mutuas relaciones, y por la expansión ultramarina de ambas. La agitada trayectoria personal y política de los Infantes de Aragón será la causa de graves tensiones. En primer lugar, su resistencia en Extremadura a la autoridad de Juan II, ayudados desde Portugal, parece a punto de provocar una ruptura, apenas logrado el difícil acuerdo. La política de Duarte, próximo a los intereses de los Infantes de Aragón, sin duda debido a la influencia de su esposa, Leonor, crea situaciones similares. Las reclamaciones portuguesas sobre Canarias y la definición de áreas exclusivas de navegación en las rutas atlánticas constituyen nuevas amenazas para la paz. Más aún, la etapa de la imposible regencia de Leonor y la del infante Pedro, agravada por los comunes intereses de éste y Álvaro de Luna. El establecimiento de nuevos vínculos matrimoniales (Juan II-Isabel; Enrique IV-Juana) parece el firme cimiento de nuevas y cordiales relaciones; paradójicamente, el segundo de ellos proporcionará el argumento para un nuevo enfrentamiento.</p>

Influência das alterações da fronteira luso-espanhola nos factores exógenos de reprodução de uma comunidade – o caso de Olivença (1760-1850)

<p>O nosso principal objectivo é analisar os factores endógenos e exógenos de reprodução de uma comunidade através das migrações de curta e grande distância, além de perceber o sentido dos fluxos migratórios e a sua interacção com algumas relações sociais projectadas pelo casamento. Por outro lado, interessou-nos determinar até que ponto a existência de fronteiras, consideradas como barreiras de tipo político, influenciam as relações com o meio envolvente. Daí a escolha de Olivença por ser um caso paradigmático de uma comunidade que alternadamente pertenceu a Portugal e Espanha. Esta análise é realizada mediante a aplicação de uma análise matricial aos registos de casamentos, de modo a esclarecer o papel das migrações nas relações sociais. Para além das informações dos registos paroquiais de Olivença (desde o século XVIII até meados do XIX), serão considerados municípios portugueses que revelem características semelhantes a Olivença (caso de Juromenha e do Alandroal), a fim de permitir comparar regiões que, apesar de geograficamente próximas, conheceram histórias políticas diferentes.</p>

A contestação inglesa à Companhia em 1777

<p>A instituição da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro revestiu-se de contornos que têm ocupado os historiadores do Vinho do Porto de há duas décadas a esta parte. Um desses contornos é precisamente o da contestação inglesa às competências que foram entregues ao instituto responsável pela instituição e regulamentação de uma das regiões demarcadas mais antigas do mundo, que faz agora 250 anos, e que se procurou explicar neste artigo.</p>

A “Primeira Associação de Indústria Fabril Portuense” e a fundição em Crestuma

<p>A Primeira Associação de Indústria Fabril Portuguesa foi o primeiro projecto industrial de grande dimensão fundado numa sociedade anónima que surge no Porto, em 1836. Embora nunca estabelecida, pretendia comprar a fábrica do ferro de Crestuma (Vila Nova de Gaia), que pertencia “Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro”. Esta comunicação apresenta um resumo sobre o passado da manufactura em Crestuma, demonstrando os efeitos que esta teve em Crestuma até ao século XX.</p>

Real Companhia Velha no primeiro quartel do século XIX: o contexto internacional

<p>Como é sabido, todos os vinhos de renome têm, na sua gestação, uma componente mais ou menos forte de política internacional: são as tensões e as guerras que, influenciando as redes de comércio, criam os mercados de consumo para os vinhos de determinada origem – mercados que, por sua vez, influenciam, em muitos casos de forma decisiva, as características do produto. O vinho do Porto não foge a esta regra. Em última análise, a sua afirmação e expansão estão ligadas às mutações do sistema político europeu.</p>

A Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro no confronto absolutismo/ liberalismo. A destruição dos armazéns de Gaia em 1833

<p>Pretendendo estudar a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro no confronto entre absolutismo e liberalismo, este trabalho centrou-se num acontecimento de grande relevância – o incêndio dos armazéns de Gaia daquela Empresa, em 16 de Agosto de 1833, às ordens do Governo miguelista – pelo que foram seleccionados três textos que apresentam versões simultaneamente originais e complementares dos acontecimentos em questão, respectivamente da autoria de Luz Soriano, António Ferrão e Rocha Martins.</p>

O vinho e a farinha, “zonas de sombra” na economia atlântica no século XVII

<p>O texto apresentado recupera e reordena argumentos de análises anteriores com o objetivo de dar destaque à circulação do vinho barato e da farinha de mandioca pelas várias partes do Atlântico no século XVII. Usualmente encobertos pela atenção a produtos mais caros e nobres como o vinho do Porto, os tecidos de luxo, o açúcar, as especiarias e os escravos, eles têm sido recorrentemente desconsiderados pela historiografia. Assim, neste trabalho abordarei esses produtos e o seu papel na época em questão.</p>

Portugueses do Norte de Portugal com destino ao Brasil (1805-1832)

<p>Em trabalho já publicado, com o título A Companhia do Alto Douro e a emissão de passaportes para o Brasil, tivemos oportunidade de chamar a atenção para os portugueses do Norte de Portugal que, entre 1805 e 1832, saíram para o Brasil, até 1822 como “passageiros”, no quadro do império colonial, e a partir de então, como emigrantes. Com este trabalho, damos agora a conhecer os nomes desses portugueses que, pelas mais variadas razões, pretenderam deslocar-se para o Brasil, a maior parte deles porque já tinha família a viver naquele território, mas também porque eram pobres e não tinham meios de subsistência em Portugal, sobretudo após as invasões francesas (1807-1811).</p>

População e Sociedade n.º 15

<p>Esta edição da revista <em>População e Sociedade</em> reúne cerca de metade das comunicações apresentadas no <em>II Encontro Internacional A Emigração Portuguesa para o Brasil</em>, no âmbito do projecto <em>A Emigração do Norte de Portugal para o Brasil</em>, que teve lugar em 2006, no Porto, com o objectivo de estabelecer o necessário espaço de reflexão e debate entre investigadores desta temática, reunindo para o efeito mais de trinta e cinco especialistas, portugueses e brasileiros. As restantes comunicações encontram-se publicadas na População e Sociedade n.º 14.</p>

Year

2012

Creators

Maria Izilda Matos Brasilina Silva Zeila Demartini Paula Santos Jenifer Ferreira Teresa Cirne Andréa Telo da Corte Adelina Piloto António Monteiro dos Santos † Isilda Monteiro Maria Xavier Villas Bôas Beatriz Padilla Vitor Fonseca Miguel Monteiro Maria Beatriz Fernandes Maria da Conceição Meireles Pereira Marta Lobo Francisco Knopfli Fernando de Sousa Maria Izilda Matos Brasilina Silva Zeila Demartini Paula Santos Jenifer Ferreira Teresa Cirne Andréa Telo da Corte Adelina Piloto António Monteiro dos Santos † Isilda Monteiro Maria Xavier Villas Bôas Beatriz Padilla Vitor Fonseca Miguel Monteiro Maria Beatriz Fernandes Maria da Conceição Meireles Pereira Marta Lobo Francisco Knopfli Fernando de Sousa

A Emigração para o Brasil no discurso parlamentar oitocentista

<p>Das inovações político-institucionais que o constitucionalismo oitocentista nos oferece, a Câmara dos Deputados é talvez a instância que, do ponto de vista do debate de ideias e confronto de opiniões, se nos afigura como um dos mais importantes palcos da vida política de então.</p>

Relações e registros sobre a imigração portuguesa no Rio de Janeiro. Uma análise crítica das fontes

<p>O Brasil, como sabemos, caracteriza-se por ser um país de imigrantes, quadro em que se destaca o fluxo populacional contínuo com Portugal, nos cinco séculos. No início, o colonizador. Depois, o imigrante, que participou da formação da classe trabalhadora e deixou expressivas marcas em outros campos profissionais do país.</p>

Traços da imigração portuguesa no acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro

<p>O acervo do Arquivo da Cidade remonta a 1565, quando é criada a Câmara Municipal da Cidade. Surge como uma unidade administrativa independente em 1894. Em março de 1979, é construído um prédio para abrigar o acervo permanente do Município do Rio de Janeiro. Recebeu diferentes denominações e passou por inúmeras subordinações, até tornar-se atual Arquivo Geral da Cidade, em 1979.</p>

A presença portuguesa no Rio de Janeiro segundo os Censos de 1872, 1890, 1906 e 1920: dos números às trajetórias de vida

<p>Mais do que enunciar conclusões aprofundadas sobre o tema geral da imigração portuguesa, o objetivo do trabalho é apresentar os Censos – em particular os de 1872, 1890, 1906 e 1920 – como possibilidades de pesquisa para o estudo da presença portuguesa na cidade do Rio de Janeiro, destacando, como exemplos paradigmáticos dos processos vividos, algumas trajetórias de imigrantes que viveram a virada do oitocentos para o novecentos.</p>

Sentimento de imortalidade simbólica e ansiedade perante a morte em toxicodependentes

<p>O conceito de imortalidade simbólica foi teorizado pelo psiquiatra Americano Robert Jay Lifton. Em Portugal, o pioneiro do estudo da imortalidade simbólica foi o psiquiatra Eurico Figueiredo, em 1993. Segundo Lifton, este conceito reflecte a tendência universal para a manutenção de um sentiment interno e contínuo de relação simbólica ao longo do tempo e do espaço com vários elementos da vida (LIFTON, 1973).</p>

A “câmara” de S. Martinho de Mateus, no segundo quartel do século XV

<p>O tema que vamos desenvolver está intimamente ligado à comunicação feita em 2001 e, no entanto, será muito diferente, pois, se em 2001 versámos o Património da Mitra Bracarense e cultura do vinho , na antiga «terra» de Panóias (século XV) , tendo fixado a atenção na produção vinícola e as rendas pagas em vinho, agora, pretendemos revelar, embora parcialmente, a estrutura fundiária da «câmara» arquiepiscopal bracarense de S. Martinho de Mateus, no mesmo período a que se referiam as rendas, então, estudadas, isto é, no segundo quartel do século XV, ou, se preferirmos, aos meados deste século.</p>

Quintas do Douro – Arquivos e investigação histórica

<p>A importância estratégica da região do Douro e dos seus vinhos na economia nacional, a precoce internacionalização do vinho do Porto e o pioneirismo de políticas reguladoras de controlo de qualidade e defesa da marca (demarcação da área produtora, regulamentação da produção e do comércio, qualificação e certificação do produto) justificariam, só por si, uma maior atenção da historiografia portuguesa à evolução da vitivinicultura duriense.</p>

El archivo histórico de Sandeman-Jerez: fuente para la historia comparada de las economías del Oporto y el Sherry

<p>El tema de mi intervención en este seminario se plantea por parte del Centro de Estudos da Populaçâo, Economía e Sociedade da Universidade do Porto como un ejercicio de história comparada entre la región del Duero y el vino de Oporto, de una parte, y el Marco del Jerez-Xérèz-Sherry, de otra. No me parece reiterativo insistir 1 sobre la importancia del método comparativo en la labor historiográfica, y a ello nos referiremos al final de este ensayo.</p>

Notas sobre o povoamento e a demografia do concelho de Peso da Régua

<p>Embora não seja possível definir com rigor a antiguidade da ocupação humana na área deste concelho, a localização da povoação de Peso da Régua num meandro na margem direita do rio Douro, junto à sua confluência com o Corgo – quase em frente à desembocadura com o Varosa – leva-nos a pensar na importância estratégica deste lugar não tanto de natureza defensiva mas como lugar de passagem obrigatória de uma para a outra margem daquele rio.</p>

Los archivos del Sherry y Elvino de Oporto

<p>El método comparativo es connatural a la investigación histórica, pero su empleo no está tan extendido como sería deseable. Por eso resulta necessário insistir sobre la importancia de la comparación en los estudios históricos y destacar las iniciativas al respecto. Este seminario es un ejemplo muy positivo en la línea indicada. Cualquiera otra de las posibles zonas vitivinícolas objeto de comparación con la región del Duero y el vino de Oporto daría lugar a un ejercicio metodológico interesante; pero también lo daría alguna experiencia, proyecto o estudio archivístico de cualquier zona vinatera. Sin embargo, ha sido el Marco del Jerez-X.r.z-Sherry la región elegida al efecto.</p>

Património da mitra bracarense e cultura do vinho, na antiga “terra” de Panóias (século XV)

<p>O título e o tema – Património da Igreja e cultura do vinho –, que nos foram, inicialmente, confiados para desenvolver nesta sessão do I Encontro “Os Arquivos do Vinho em Gaia e Porto”, poderiam constituir objecto de uma longa investigação e até de várias dissertações de doutoramento, mas, no caso presente, como se impunha, foram redimensionados a uma área e cronologia muito mais restritas, patentes em epígrafe. Apesar destas limitações, julgamos conveniente introduzir maior precisão, esclarecendo que nos cingiremos, no tempo, apenas aos segundo e terceiro quartéis do século XV, e que nos movimentaremos dentro da unidade geográfica coincidente com a antiga “terra” da divisão administrativa eclesiástica medieval de Panóias, de que, na prática, S. Martinho de Mateus era o centro.</p>