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O impacto do Turismo no crescimento regional português

<p>O Turismo é um setor estratégico para o crescimento das economias, contribuindo para o emprego, o crescimento do produto interno bruto (PIB), as exportações e o equilíbrio da balança comercial. Este setor beneficia em particular os países pequenos com privilégios de localização geográfica, como é o caso da economia portuguesa. Em 2013, o setor do Turismo contribuiu na sua totalidade com 26,4 mil milhões de euros para o PIB português (15,9% do PIB) e com 860,5 mil empregos.<br /> Portugal é um país com elevadas assimetrias regionais, em que o PIB per capita regional mais elevado corresponde ao triplo da região menos desenvolvida. Neste sentido, o presente estudo tem como objetivo analisar o impacto do Turismo na convergência regional, bem como importância deste setor como fator gerador de crescimento regional, nomeadamente das trinta regiões portuguesas NUTS III, ao longo do período de 2009 a 2012.</p>

Competitividade intrarregional no Norte de Portugal

<p>O objetivo principal do presente estudo assentou em caracterizar e avaliar a competitividade turística dos oito destinos turísticos da Região Norte de Portugal, nomeadamente, Minho-Lima, Cávado, Ave, Grande Porto, Tâmega, Entre Douro e Vouga, Douro, Alto Trás-os-Montes, tendo por base o TOP 6 dos principais mercados emissores. Estes mercados consideram-se prioritários e estratégicos para o desenvolvimento do sector do turismo na região em análise. Assim, para dar resposta ao principal objetivo do estudo foram utilizados, numa primeira análise, indicadores de competitividade que permitiram caracterizar o setor turístico, e numa segunda análise, para avaliar a competitividade dos destinos turísticos aplicou-se um instrumento de análise designado por análise de quotas de mercado, proposto por Faulkner em 19974. O horizonte temporal em estudo centrou-se no período de 2009 a 2012.<br /> Pelos resultados obtidos, para o período de 2009 a 2012, pode concluir-se que de uma maneira geral, a dinâmica da procura e da oferta turística dos oito destinos turísticos em análise acompanham a tendência da Região Norte. Os destinos turísticos apresentaram desempenhos relativos distintos entre si para os diferentes mercados emissores.</p>

Herança e memória do Colonialismo

<p>Quarenta anos depois do derrube da ditadura de Salazar e Caetano e da conquista da independência pelas colónias, continua-se a envolver a história das práticas coloniais portuguesas numa panóplia de memórias legitimadoras que a deturpam e impedem o seu conhecimento, o mesmo acontecendo com a história da luta contra o colonialismo, a começar pela identificação e caracterização dos seus protagonistas portugueses e africanos.</p> <p>A correção desta situação depende da descolonização das consciências, ainda dominadas pelo legado colonial que sobrevive nas representações sociais e na linguagem quotidiana dos portugueses, dos africanos e dos afrodescendentes.</p>

População e Sociedade n.º 25

<p>Prosseguindo a nova periodicidade adotada no ano passado, a revista População e Sociedade apresenta agora o seu primeiro número semestral de 2016, mantendo a estrutura já consagrada. Assim, o dossier temático da presente edição surge sob o título Entre a Europa do Sul e a América do Sul: os fluxos migratórios na época contemporânea, com sete estudos em torno das questões migratórias. Já a secção Varia é composta de três artigos sobre tópicos diversos: subsídios para a história do livro impresso em Portugal: um documento do Arquivo Distrital do Porto (1624); urbanidade e sociabilidade. Notas acerca da “arte de bem viver” em Portugal no século XVIII e ainda um estudo sobre a herança e memória do Colonialismo.</p> <p>A direção da revista População e Sociedade aproveita para agradecer a cooperação de todos quantos participaram no presente número, designadamente autores mas também avaliadores científicos, reconhecendo a sua imprescindível colaboração.</p>

Year

2016

Creators

Lená Medeiros de Menezes José Jobson Arruda Juan Andrés Blanco Rodríguez Arsenio Dacosta Rubén Sánchez Érica Sarmiento Yvone Dias Avelino Elis Regina Angelo Fernanda Paula Maia José Jorge Gonçalves Ana Cristina Araújo José Marques Guimarães

D. Jorge (1481-1550)

<p>O estudo sobre o governo das ordens de Avis e de Santiago entre 1491 e 1550 permitiu-nos ir ao encontro do seu governador, na altura, D. Jorge, filho bastardo do rei de Portugal D. João II. Uma atenta consulta da documentação relativa às referidas instituições foi fundamental para ajudar a compor um primeiro retrato desta figura da casa real portuguesa, que, afinal, pouco interesse tinha despertado nos historiadores. E possivelmente com razão. Não fosse pela administração que fez das referidas ordens religioso-militares durante um longo período de quase seis décadas, não faria muito sentido valorizar o seu papel como membro da casa real, como possível herdeiro de D. João II ao trono de Portugal, uma vez que, como é conhecido, será D. Manuel a suceder ao Príncipe Perfeito.</p>

Implicações políticas e estratégicas da viagem de Vasco da Gama (1497-1499)

<p>Vasco da Gama é cavaleiro da Ordem de Santiago e filho do alcaide de Sines. Anos mais tarde, passará para a Ordem de Cristo. Tem o seu nome ligado à nomeação como capitão-mor da frota que, em 1497, parte com destino à Índia, na primeira ligação direta entre a Europa e o Índico. Voltará ao Oriente em 1502 e, mais tarde, em 1524 (morrendo em Goa no Natal desse ano). Destacando-se pela firmeza e capacidade de mando, é indubitavelmente um dos principais obreiros da organização do poder português no Oriente.</p>

A evolução dos retábulos minhotos entre os séculos XVII e XVIII. Tradição e originalidade

<p>O Alto Minho, posicionado a Norte de Portugal continental, apresenta-se como espaço periférico no entorno do qual se identificam dois importantes centros urbanos – Braga e Porto, mas igualmente outros focos regionais de proximidade geográfica como Barcelos, Famalicão e Guimarães. Apesar de uma certa unidade, conferida pelo peso que assume o Atlântico, o Alto Minho apresenta-se diverso na paisagem, marcada pelo contraste entre o litoral cosmopolita e o interior rural; nas formas e funções dos centros urbanos que integram este território e que decorrem de processos de desenvolvimento díspares, visíveis nos concelhos em que a consolidação das estruturas administrativas e, por consequência, económicas, ocorreram a um ritmo mais rápido. Em alguns concelhos, o peso das unidades paroquiais será determinante como fator de fixação da população e noutros serão fundamentais as unidades conventuais para o fomento e consolidação das dinâmicas de desenvolvimento local e regional, em ambas as situações, sob o escrutínio e controlo do arcebispado bracarense.</p>

Quadros da emigração portuguesa para o Pará (Brasil): 1886-1900

<p>A conquista de Ceuta, em 1415, é considerada o marco iniciador da diáspora lusitana pelo mundo, daí afirmar-se que a emigração é uma das marcas estruturais da história portuguesa. Por esta razão, ao longo dos tempos, a emigração portuguesa mereceu vários estudos. Num primeiro momento, predominaram as abordagens de natureza macro, com especial destaque para a emigração portuguesa a partir de meados do século XIX. Com base nos pedidos de passaporte, depositados no Arquivo Distrital do Porto, Jorge Fernandes Alves iniciou uma nova fase de estudo da emigração portuguesa para o Brasil, dedicando particular atenção ao retorno dos emigrantes. Segundo este autor, “entre 1836 e 1899 há uma clara evolução na geografia desses destinos, embora o Rio de Janeiro absorva sempre a maioria dos emigrantes [...]. Nos finais do século [XIX] a concorrência ao Rio de Janeiro (55%) surge ainda do Pará, com força renovada, (17%) e de São Paulo (10%)"4.</p>

Álvaro Gonçalves Pereira, um homem entre a oração e a construção patrimonial como estratégia de consolidação familiar.

<p>Álvaro Gonçalves Pereira, documentado entre os anos 30 e 80 do século XIV, era membro da família Pereira, que tinha forte influência na sua época. Os compromissos que assumiu, tanto com a monarquia, como com assuntos centrados além da fronteira portuguesa, tiveram uma importância decisiva na afirmação do seu poder. Álvaro Gonçalves Pereira, no contexto da Ordem do Hospital, fez um percurso de freire a prior e protagonizou uma época muito particular da história desta Ordem, tanto do ponto de vista dos acontecimentos portugueses, como do ponto de vista da evolução da conturbada história dos locais onde se situava a sede desta ordem religiosa e militar (ilha de Rodes). Estas conjunturas – interna e externa – deram origem ao desenvolvimento de um notável programa de atuação por parte de Álvaro Gonçalves Pereira nos territórios a sul do rio Tejo. Implementou uma estratégia de domínio territorial e afirmação senhorial, através de uma marca arquitetónica muito forte nas estruturas fortificadas da Amieira (vale do rio Tejo), do Crato (nordeste do Alto Alentejo) e da Sertã (Beira Baixa), a que se acrescentam os paços da Flor da Rosa (Alentejo) e de Cernache do Bonjardim (Sertã). Este ciclo construtivo patrocinado por fr. Álvaro abriu uma nova etapa da história dos Hospitalários, em que os protagonistas são a monarquia e a família Pereira. O significado atribuído às construções feitas sob iniciativa de fr. Álvaro clarifica-se no contexto da batalha do Salado. Esta conjuntura foi favorável à emulação dos Pereiras e deu origem à intervenção no Livro de Linhagens do Conde D. Pedro, no qual se escreveram passagens que exaltam os Pereira, de acordo com o contexto dos anos 80 do século XIV. Em síntese, estamos perante a manifestação de uma garantia de fixação de uma memória ou de uma outra forma de vida continuada.</p>

De Lisboa rumo ao reino: o contrato de fretamento marítimo e os seus atores nos séculos XIV e XV

<p>Tomando como exemplo o caso da cidade de Lisboa, o objetivo deste artigo é o de estudar os contratos de fretamento marítimo e os agentes envolvidos neste sistema mercantil no período correspondente ao final da Idade Média. Procuramos, ao longo deste texto, perceber, em primeiro lugar, o modo como as autoridades régias e municipais tentaram regular e organizar os fretamentos marítimos, inserindo esta política no contexto do comércio português dos séculos XIV e XV. Em segundo lugar, atentaremos nos oficiais envolvidos neste mecanismo, procurando perceber o seu modelo de organização, a sua forma de eleição e os seus modos de atuação. Para atingir estes objetivos, serão utilizados essencialmente documentos provenientes de ordenações régias, livros de leis e posturas e documentos inseridos na coletânea Descobrimentos Portugueses.</p>

Mundo urbano e modernização económica e social na Galiza, 1752-1920

<p>Normalmente, os historiadores costumam associar o desenvolvimento da urbanização e da industrialização à atuação de fatores de modernização económica e social que se supõem ausentes daquelas regiões europeias que ficaram à margem de ambos os fenómenos. Este é o caso da Galiza, do norte de Portugal ou da Espanha interior, por exemplo, cujas sociedades teriam, alegadamente, usufruido, por isto, apenas de uma forma imperfeita, dos benefícios do progresso económico e social, ou teriam, mesmo, vivido numa espécie de atraso permanente que lastraria a sua entrada na modernidade. Face a esta ideia, trataremos de mostrar neste trabalho que a referida modernização económica e social teve mais do que uma forma de se plasmar no interior da Península Ibérica. Quer dizer, que houve historicamente mais de uma via de acesso à modernidade, quer seja no contexto peninsular, quer seja no contexto europeu.</p>

Pintores Floristas em Portugal (1850-1910)

<p>O presente artigo esboça o trajeto dos mais conceituados pintores floristas, ativos em Portugal, entre 1850 e 1910. Tem como objetivo aprofundar o conhecimento deste subgénero da natureza-morta no período de transição entre o Romantismo e o Naturalismo, época de grande desenvolvimento da floricultura em Portugal. As eleitas de Flora estão na moda e a pintura reflete esse interesse, recorrendo a arranjos simples, triviais, mas delicados. Os novos floristas já não tencionam ser decoradores: é através da expressividade na execução que visam afirmar-se. As pesquisas que realizam acabam por seduzir o público e a crítica. António José da Costa, Josefa Greno, Ferreira-Chaves, Alice Grilo, José Rodrigues Vieira, Aurélia de Sousa, protagonizam essa mudança.</p>

Emigração portuguesa: o que temos vindo a estudar e o que nos falta saber – uma análise bibliométrica entre 1980 e 2013

<p>O presente artigo consiste numa análise bibliométrica da produção científica sobre a emigração portuguesa, publicada no período entre 1980 e 2013. Esta análise é um dos outputs iniciais do projeto de investigação REMIGR, cujo objetivo principal é analisar as tendências da emigração mais recente e a sua relação com a sociedade portuguesa. Num contexto de crescentes fluxos de saída a captar as atenções do público e da academia, entende-se ser relevante e útil examinar as principais preocupações científicas dos investigadores que se têm dedicado ao tema da emigração, nas últimas três décadas. Consequentemente, a análise de conteúdo quantitativa realizada procura descrever algumas das características e tendências fundamentais destas publicações, relativamente à sua abordagem temática e delimitação temporal e geográfica, bem como à sua distribuição longitudinal. O facto de alguns temas, períodos ou países de destino serem, enquanto objetos de estudo, mais negligenciados do que outros, carece de uma investigação mais aprofundada.</p>

Geodinâmicas contemporâneas na diáspora portuguesa

<p>Ao longo dos séculos, a diáspora lusa tem vivido entre um sentimento de sofrimento e de libertação. Sofrimento pelo abandono do país, dos amigos ou da família, provocado pelas várias convulsões que assolaram a sua história, e libertador por significar uma mudança de vida: a esperança de uma vida melhor. Os últimos dez anos confirmam um surto do fenómeno emigratório português que nos transporta para o ambiente de sangria populacional vivido nos anos de 1960-1970. Assistimos a uma tendência para a recrudescência de fluxos para países lusófonos e para destinos tradicionais da Europa ocidental, geralmente apoiados por redes comunitárias e ainda por fluxos mais marginais para outros horizontes. Às primeiras gerações de emigrantes e seus descendentes, integradas socioeconomicamente e culturalmente, tem-se juntado uma nova vaga de emigrantes com perfis socioculturais diferenciados. Surgem dicotomias em termos de relacionamento entre grupos e vagas distintas, bem como problemas de integração. O sucesso da integração das primeiras gerações nos destinos de acolhimento tem moldado as paisagens locais com dinâmicas ao nível da habitação, por vezes com traços da portugalidade, mas também ao nível das atividades étnicas disseminadas nos territórios da diáspora. No contexto da atual mundialização, os contactos com Portugal passam por práticas transnacionais múltiplas, continuando a destacar-se as de índole financeira. A mobilidade geográfica na diáspora assume esquemas diversificados desde os vaivéns mais regulares a Portugal, a circulação migratória multipolar, a circulação migratória nos países de acolhimento, os movimentos pendulares transfronteiriços ou ainda a mobilidade virtual (transvirtualismo) facultada pelas novas tecnologias.</p>

Discursos sobre emigração em tempos de crise: uma abordagem comparativa

<p>Este artigo pretende analisar o discurso oficial sobre emigração portuguesa em contexto de crise económica, utilizando como ponto de partida artigos do jornal nacional Diário de Notícias, publicados em momentos de emergência de crise a nível internacional, quando os primeiros efeitos se começaram a fazer sentir em Portugal e na emigração portuguesa, e quando esta se tornou um tema central e recorrente de debate. Privilegiar-se-á uma abordagem comparativa, de forma a confrontar três contextos de crise – o crash de 1929, o choque petrolífero de 1973 e a crise financeira de 2008. Neste sentido, evidenciar-se-ão as dinâmicas dos discursos, as problemáticas colocadas, as perspetivas adotadas e as omissões, assim como a(s) rutura(s) e continuidades na abordagem da questão emigratória, tendo em consideração os contexto políticos nacionais em que se inserem os discursos.</p>

“Geração Europa?”: um estudo sobre jovem emigração qualificada para França

<p>Este estudo resulta da resposta positiva a um desafio lançado à Faculdade de Letras da Universidade do Porto pela Direção Geral das Comunidades Portuguesas e dos Assuntos Consulares no sentido de se desenvolverem estudos de caso sobre os fenómenos emigratórios na atualidade portuguesa. Uma das razões da sua centralidade como tema de esfera pública prende-se sem dúvida com o seu cariz cumulativo, estrutural e histórico. Portugal conhece-se e reconhece-se como nação de emigrantes, o que tem reflexos intensos no imaginário coletivo, na mitologia reinante, mas também em representações e práticas sociais concretas. O desenho metodológico pautou-se, primeiramente, por um inquérito por questionário (aplicado a 113 indivíduos), destinado a jovens e jovens adultos entre os 20 e os 35 anos, com pelo menos uma licenciatura completa, de modo a mapear regularidades sociodemográficas; seguiram-se catorze entrevistas semi-diretivas, com carater biográfico, onde procuramos conhecer em detalhe o percurso que culminou na decisão de emigrar.</p>

Um olhar sobre as relações entre Portugal e o Brasil a partir da obra de Mendes Correia: desafios, pontes e interações

<p>Mendes Correia (Porto, 1888-Lisboa, 1960) foi um dos principais impulsionadores da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia e o mentor da Escola de Antropologia do Porto. Fez parte de associações científicas brasileiras e propôs brasileiros para fazerem parte da SPAE. Viajou para o Brasil em 1934 e 1937, tendo visitado várias instituições dedicadas ao ensino e à investigação. Conheceu vultos da intelectualidade brasileira, como Gilberto Freyre, e promoveu o intercâmbio intelectual entre os dois países. O Brasil fez parte das suas reflexões – a ex-colónia era um bom exemplo do sucesso da colonização portuguesa nos trópicos e a demonstração da possibilidade de convivialidade entre indivíduos de supostas “raças” diferentes, não sendo a mestiçagem vista como uma ameaça. Além da língua, destaca o património cultural e biológico da nação sul-americana – do qual exalta a influência portuguesa sob a expressão “cultura luso-brasileira” – e debate preocupações comuns aos dois países.</p>

População e Sociedade n.º 19

<p>O 19.º volume da revista <em>População e Sociedade</em> versou sobre <em>A Matriz Italiana na Arte Luso-Brasileira</em>, contando com a colaboração de investigadores e colaboradores do CEPESE, portugueses e brasileiros, especialistas em História da Arte, sob a coordenação de Natália Marinho Ferreira-Alves. Nota ainda para os artigos da secção <em>Varia</em>, igualmente da autoria de investigadores do CEPESE, e para as secções de Recensões Críticas e Notícias. A revista do CEPESE integra o Latindex, sistema de informação para revistas científicas da América Latina, Caraíbas, Espanha e Portugal, e o <em>European Reference Index for the Humanities</em>, uma iniciativa conjunta da <em>European Science Foundation</em> e da <em>HERA – Humanities in the European Research Area</em>, que pretende identificar a excelência na investigação desenvolvida na Europa no quadro das ciências humanas.</p>

Year

2012

Creators

Fernanda Daniel Ana Cristina Correia de Sousa Cybele Vidal Fernandes Diana Gonçalves dos Santos Marcelo Almeida Oliveira Maria Berthilde Moura Filha Sonia Gomes Pereira Susana Matos Abreu Teresa Leonor M. Vale David José da Silva Ferreira Ana Cristina Correia de Sousa Cybele Vidal Fernandes Diana Gonçalves dos Santos Fernanda Daniel Marcelo Almeida Oliveira Maria Berthilde Moura Filha Sonia Gomes Pereira Susana Matos Abreu Teresa Leonor M. Vale

População e Sociedade n.º 18

<p>O 18.º número da revista <em>População e Sociedade</em>, sob o tema <em>Dinâmicas e Perspectivas Demográficas do Portugal Contemporâneo, </em><em>conta com</em> uma nova apresentação gráfica. Além dos artigos temáticos, inclui ainda uma secção <em>Varia</em>, bem como notícias e outras informações relativas ao CEPESE e aos seus associados.</p> <p> </p>

Year

2012

Creators

Teresa Rodrigues Maria Luís Rocha Pinto Gilberta Rocha Eduardo Ferreira Maria Cristina Sousa Gomes Isidro Dubert Jorge Carvalho Arroteia Maria João Guardado Moreira António Matos Reis Joel Mata Maria Isabel Rodrigues Ferreira Fernanda Paula Maia Maria Ortelinda Gonçalves António Matos Reis Eduardo Ferreira Fernanda Paula Maia Fernando de Sousa Filipa de Castro Henriques Gilberta Rocha Maria Isabel Rodrigues Ferreira Isidro Dubert Joel Mata Jorge Carvalho Arroteia Maria Cristina Sousa Gomes Maria João Guardado Moreira Maria Luís Rocha Pinto Maria Ortelinda Gonçalves Teresa Rodrigues Filipa de Castro Henriques

La Orden de San Juan de Jerusalén y las peregrinaciones en la Galicia medieval (siglos XII-XIII)

<p>En las primeras décadas del siglo IX se produjo un hecho trascendental en la historia de la Cristiandad: la inventio del sepulcro del Apóstol Santiago en el finis terrae gallego. Santiago de Compostela se transformó, de esta forma, en el tercer centro del cristianismo después de Tierra Santa y de Roma. Con el paso del tiempo, sobre el túmulo apostólico se construyó un templo de peregrinación a donde, lentamente, comenzaron a llegar peregrinos desde los mismos confines de la geografía cristiana europea. Galicia observó cómo por tierra o por mar cientos de hombres y de mujeres comenzaron a arribar camino de Santiago de Compostela, naciendo toda una serie de vías que, siguiendo un sistema radial, conducían a la tumba del Apóstol que actuaba como polo central de atracción. Actualmente existen ocho “Caminos de Santiago” aunque tan sólo algunos de ellos puedan ser considerados como ciertamente históricos: el Camino Primitivo que unía Oviedo con Santiago de Compostela a través de Lugo; la Vía de la Plata que llegaba desde las tierras reconquistadas del sur peninsular; el Camino Portugués que ascendía por varios ramales por el interior y por la costa lusa; el Camino Inglés vía fundamentalmente marítima que unía los puertos atlánticos europeos con el Golfo Ártabro; el Camino del Norte, itinerario marítimo y terrestre, paralelo a la costa cantábrica y, finalmente, el Camino Francés. La última de las vías mencionadas es, sin duda, la más relevante en número de peregrinos y en trayecto e históricamente la más continua, haciéndose necesario el desarrollo de todo un tejido de infraestructuras destinado a la atención y a la protección de los peregrinos. En esta labor desempeñó un papel muy significativo la Orden Monástico-Militar de San Juan de Jerusalén que comenzó a asentarse en tierras gallegas en la primera mitad del siglo XII y a cuya evolución histórica, durante las dos primeras centurias, dedicamos el presente artículo.</p>