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CLASSIFICAÇÃO DE REPRODUTORES DA RAÇA SUÍNA AUTÓCTONE PORTUGUESA MALHADO DE ALCOBAÇA PARA O LIVRO GENEALÓGICO

A raça suína Malhado de Alcobaça é criada na região Oeste de Portugal e tem atualmente um efetivo adulto restrito de 150 fêmeas reprodutoras e 12 varrascos (10 criadores). Esta população foi reconhecida em 2003, implementando-se o Registo Zootécnico e o Livro Genealógico (LGMA) foi constituído em Março de 2014, sendo gerido pela FPAS. Dando cumprindo ao regulamento do LGMA, iniciou-se a classificação morfológica de todos os reprodutores. Presentemente, os animais são pontuados para inscrição no LGMA, identificados com um brinco, procedendo-se à colheita de material biológico para análise e controlo de filiação pelo LGM-INIAV. O LGMA possui informação sobre 20 marcadores moleculares de todos os reprodutores existentes, credibilizando a identificação individual e os pedigrees, permitindo a caracterização genética da população. Desde o ano de 2014 até ao presente foram pontuados ao LGMA 296 animais (270 F e 26 M), com uma idade média de 22.03±21.01 meses, com nascimentos entre os anos 2003 e 2017. Os criadores de origem foram apenas seis, com forte incidência na Selecpor (~60% dos indivíduos). A grelha de classificação morfológica dos animais ao LGMA consiste em 5 notas parciais com diferentes coeficientes consoante o sexo (F, M): 1) Tipo e desenvolvimento (coef. 2M = 8.72±0.74, 1.5F = 8.53±0.71); 2) Dorso, lombo e garupa (coef. 2.5M = 8.76±0.60, 2F= 8.53±0.71); 3) Pás, peito, ventre e flancos (coef. 2M= 8.44±0.56, 3F= 8.26±0.65); 4) Membros, aprumos e andamentos (coef. 2.5M= 7.92±0.95, 2.5F= 8.01±0.86); e 5) Características sexuais, genitais e mamilos (coef. 1M=8.44±0.71, 1F=8.29±0.70). Pela soma ponderada das 5 notas parciais obtém-se a pontuação total (PT) de cada reprodutor que foi de 83.79±5.78 para M e 82.36±4.65 para F. Palavras-chave: criadores; livro de adultos; pontuação; porca; varrasco.

Year

2019

Creators

Vicente, António Roque, António Bastos, João Anselmo, Rui Carolino, Nuno

PODERÁ UM SISTEMA DE TRATAMENTO INTEGRADO - LEMNA E CO-DIGESTÃO ANAERÓBIA - CONSTITUIR UMA ESTRATÉGIA SUSTENTÁVEL PARA A GESTÃO DO CHORUME DE PORCO?

A produção suinícola é uma atividade económica de grande importância, mas que tem um impacte ambiental elevado, devido às emissões de gases com efeito de estufa e também à poluição associada ao chorume produzido. Como forma de minimizar esses impactes é importante o desenvolvimento de modelos de gestão assentes em novas tecnologias eficientes e de baixo custo. A co-digestão anaeróbia tem tido um papel relevante como tecnologia de bioconversão, combinando as potencialidades de dois ou mais substratos com diferentes características, no âmbito de uma bioenergia sustentável. O objetivo deste estudo é avaliar o desempenho de um sistema de tratamento e valorização de chorumes suinícolas, em co-digestão com macrófitas, como processo integrado de bioconversão. Numa primeira etapa pretende-se estudar a cinética de crescimento de Lemna minor na fração líquida do chorume, rica em macro e micronutrientes, em distintas condições operacionais, de modo a potenciar a acumulação de amido e/ou de lípidos. Esta biomassa enriquecida será utilizada numa segunda etapa, co-digestão anaeróbia, através da seleção de vários substratos, atendendo aos fatores endógenos de cada região, com vista a maximizar a produção de Bio-CH4. Os resultados esperados poderão servir de suporte à elaboração de uma análise de sustentabilidade ambiental da cadeia de produção suinícola.  

Year

2019

Creators

Ratz, Raquel Fragoso, Rita Oliveira, Margarida Esquível, Maria Duarte, Elizabeth

PROJETO WineWATERFootprint – DETERMINAÇÃO DA PEGADA HÍDRICA NA FILEIRA VITIVINÍCOLA

As alterações climáticas e a escassez de água daí decorrente têm levantado preocupações junto do setor agrícola, e em particular na fileira vitivinícola, devido ao impacto que esta escassez tem na produtividade e qualidade do vinho. O uso eficiente dos recursos naturais e a subsequente redução dos custos de produção através da adoção de práticas mais sustentáveis é hoje um objetivo dos vitivinicultores. O projeto WineWATERFootprint pretende avaliar a pegada hídrica na fileira vitivinícola através do desenvolvimento de uma metodologia aplicada a estudos de caso. A determinação da pegada hídrica na vinha e no vinho, bem como a avaliação da sua sustentabilidade, permitirá identificar pontos críticos e ineficácias no processo passíveis de mitigação. Com o conhecimento adquirido pretende-se propor e concretizar medidas de gestão da água que reduzam 10% da pegada hídrica. Este projeto terá ainda como output uma aplicação computacional, user friendly, para o cálculo das pegadas azul, verde e cinzenta, de forma independente, na vinha e na adega. O consórcio deste projeto é constituído por 5 instituições de ensino e investigação e por stakeholders, o que no seu conjunto permite o desenvolvimento de sinergias que potenciem a criação do conhecimento e a inovação desta cadeia de valor.

Year

2019

Creators

Saraiva, Artur Oliveira, Adelaide Ferreira, Albertina Loureiro, Ana Paulo, Ana Grifo, Anabela Ribeiro, António Mira, Helena Maurício, José Ferreira, Luís Rodrigues, Gonçalo Silvestre, José Feliciano, Manuel Silva, Pedro Oliveira, Margarida

O VALOR ECONÓMICO DO CICLOTURISMO: REVISÃO

Os mais recentes dados publicados confirmam que o cicloturismo está em crescimento e o seu impacto económico anual ronda os 55 biliões de euros, estando a tornar-se num instrumento de desenvolvimento do território, através da diversificação da oferta turística e proporcionando a criação de novos empregos. Este desenvolvimento tem levado muitos países a estudar o impacto económico deste tipo de turismo (Mercat et al., 2011; Weston et al., 2012; Neun et al., 2016; Flusche, 2012; Rajé et al., 2016). Com o objetivo de ficar a conhecer melhor esta realidade, realizámos uma revisão de estudos onde foram incluídos trabalhos científicos, relatórios estatísticos e artigos de revisão de literatura, publicados a partir de 2008 e usando para a pesquisa através do Google Académico as palavras chave “touring cycling”, “cycling” e “economic impact”. Os dados analisados confirmam um impacto económico anual do cicloturismo na Europa de 44 biliões de euros, com a Alemanha a liderar a lista dos países da Europa com maior número de cicloturistas, com um retorno económico de 2030 milhões de euros (Weston et al. 2012). Em França, o segundo maior destino de cicloturismo da Europa, em 2011 foram criados 16 500 novos empregos (Weston et al., 2012). Num estudo de 2016, o EU Cycling Economy estimou que em termos globais o ciclismo na União Europeia contribui com um benefício económico de 513 biliões de euros (Neun et al., 2016). Mas este fenómeno não é exclusivo da Europa. Nos últimos anos, em vários estados americanos têm sido monitorizados os benefícios económicos do ciclismo e do cicloturismo e observaram e os resultados mostram que os americanos gastam anualmente 67 biliões de euros em despesas diretamente relacionadas com o cicloturismo (OIA, 2017) e a todos os negócios ligados ao ciclismo contribuem anualmente para a economia dos Estados Unidos com cerca de 110 biliões de euros e gera quase 1,1 milhões de empregos (Flusche, 2012). O crescimento do uso da bicicleta também está a ter um enorme impacto na indústria das bicicletas. Graças ao cicloturismo, a indústria da bicicleta na Europa fatura anualmente 5.5 biliões de euros na Europa (Palós et al. 2014) e 4,8 biliões de euros nos Estados unidos (Flusche, 2012). No que se refere ao retorno dos investimentos, vários estudos referem que os investimentos em infraestruturas para a bicicleta são rapidamente amortizados (Zovko, 2013; Weston, 2012). Os dados analisados revelam que o cicloturismo é um setor em crescimento, com um enorme impacto na economia nos países onde as condições para o cicloturismo estão mais desenvolvidas. O cicloturismo tem um maior impacto na economia local do que o turismo convencional, com particular vantagem para as regiões onde o turismo é residual ou inexistente, criando novos postos de trabalho e ajudando a fixar a população local, com investimentos relativamente baixos (Weston, 2012; Mercat, 2009). Portugal, devido à sua geografia, património histórico e cultural e clima ameno, tem um enorme potencial para se tornar um dos principais destinos de cicloturismo da Europa. Mas para isso é necessário fazer alguns investimentos e implementar medidas que tornem o nosso país “bike friendly”, nomeadamente e como é sugerido pelo estudo de Weston et al. (2012), desenvolver uma rede de ciclovias e respetivas infraestruturas de apoio ao cicloturista, melhorar a coordenação e cooperação entre governantes e prestadores de serviços, e aumentar a eficácia da promoção e do marketing.

Year

2020

Creators

Catela, David Milheiro, Vitor

A IMPORTÂNCIA DA APRENDIZAGEM COOPERATIVA NO ENSINO DAS CIÊNCIAS

O estudo teve como objetivo investigar se as atividades desenvolvidas com alunos do 5.º ano de escolaridade foram promotoras de aprendizagem cooperativa e em que medida essas atividades influenciaram as suas aprendizagens, no contexto da prática de ensino supervisionada em Ciências Naturais. Assim, optou-se por um estudo de natureza qualitativa assente numa investigação sobre a própria prática. Para o efeito procedeu-se à triangulação dos dados obtidos através de guiões das atividades promotoras de aprendizagem cooperativa, de grelhas de observação, das transcrições das entrevistas realizadas antes e após a intervenção em sala de aula, e das respostas dos alunos na ficha de avaliação de conhecimentos. A análise dos instrumentos de avaliação revelou que os alunos conseguiram adquirir conhecimentos e desenvolver competências sociais e cognitivas através do método de aprendizagem cooperativa. A análise das transcrições das entrevistas permitiu identificar fatores que condicionam o sucesso da aprendizagem cooperativa e constatar a evolução nas opiniões da professora cooperante e dos alunos entre os momentos pré e pós-intervenção. Os resultados obtidos demonstram ainda que a promoção da aprendizagem cooperativa implica a constituição criteriosa dos grupos e a atribuição de papéis aos alunos que os responsabilizem pelo decorrer das atividades.

Year

2020

Creators

Correia, Marisa Constantino, Marina

CONCEÇÕES E PRÁTICAS DE EDUCADORES DE INFÂNCIA E DE PROFESSORES DO 1.º CICLO ACERCA DO ENSINO DAS CIÊNCIAS

O estudo aqui descrito pretendia descrever a natureza das conceções e práticas de educadores de infância e de professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico sobre o ensino das ciências. Procurou-se, especificamente, compreender a importância atribuída pelo educadores e professores à realização de atividades práticas/experimentais e identificar as dificuldades sentidas ao implementá-las. Para atingir estes objetivos recorreu-se a uma abordagem metodológica de natureza qualitativa e utilizou-se o questionário como instrumento de recolha de dados. Neste estudo participaram quatro educadoras e 14 professores do 1.º ciclo do ensino básico, pertencentes a um agrupamento de escolas, situado no concelho de Santarém. A análise detalhada das respostas por categorias, permitiu concluir que os profissionais de educação que mais importância atribuem ao ensino das ciências são, na maioria, os mesmos que revelaram uma maior abertura para a promoção do ensino experimental das ciências. Os resultados não permitiram estabelecer diferenças significativas entre educadores e professores, no entanto, estes últimos sobressaem no que toca à frequência com que dinamizam atividades práticas/experimentais. Relativamente às dificuldades sentidas aquando da preparação e implementação das atividades, a maioria das respostas aponta para a falta de recursos. Apenas dois participantes apontaram uma dificuldade de natureza intrínseca, designadamente a falta de conhecimentos.

Year

2020

Creators

Correia, Marisa Bretes, Susana

OS DESAFIOS DA INCLUSÃO DE ESTUDANTES COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS NO INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM

A dinâmica da responsabilidade social das organizações tem vindo a assumir uma importância crescente, sendo hoje um requisito obrigatório de qualquer instituição. O Instituto Politécnico de Santarém (IPSantarém) é um dos membros do recém-criado Observatório da Responsabilidade Social e Instituições de Ensino Superior (ORSIES), uma rede colaborativa de Instituições de Ensino Superior (IES), dinamizada pela Fórum Estudante e que conta com o apoio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SECTES), que tem como objetivos: (1) reforçar a consciência e a ação cívica da comunidade educativa das IES, no que concerne à Responsabilidade Social; (2) desenvolver ações comuns, partilhadas e com forte impacto social de Responsabilidade Social nas/das IES; (3) partilhar metodologias, instrumentos e boas práticas; (4) desenvolver iniciativas de investigação-ação sobre Responsabilidade Social que acrescentem valor, através do conhecimento e (5) mobilizar outros stakeholders da comunidade, de âmbito nacional e local para a cooperação com as IES para a Responsabilidade Social. Neste grupo de trabalho estão a ser discutidos os eixos sobre os quais deverá assentar a reflexão acerca da responsabilidade social no Ensino Superior nas seguintes áreas: ação social escolar, voluntariado, promoção da diversidade e o serviço à comunidade, responsabilidade ambiental, internalização e necessidades educativas especiais (NEE). A presente comunicação centrar-se-á na área das NEE e daremos conta do trabalho que tem sido levado a cabo no IPSantarém sobre os desafios inerentes à inclusão de estudantes com necessidades educativas especiais nas cinco escolas que o constituem - Escola Superior de Educação, Escola Superior Agrária, Escola Superior de Desporto, Escola Superior de Gestão e Tecnologia e Escola Superior de Saúde. Diversos estudos realizados em Portugal apontam para a existência de várias barreiras à frequência e conclusão do ensino superior por estudantes com NEE, para além das arquitetónicas, como limitações no material pedagógico, diferentes formas de discriminação, dificuldade e acessibilidade à bibliografia recomendada, a ausência de regulamentação específica e falta de continuidade dos apoios disponibilizados aos estudantes no ensino secundário (Rodrigues, 2015). A par de um levantamento sobre o modo como as escolas se organizam para apoiar os/as estudantes com NEE (por exemplo: se têm um serviço ou uma pessoa de contacto responsável pelo acolhimento e acompanhamento desses/as estudantes; se existe regulamentação especial para estudantes com NEE; se se realizam adaptações curriculares, nomeadamente de avaliação; quais as acessibilidades; entre outros aspetos) está a ser também realizado um estudo de natureza exploratória, assente numa metodologia quantitativa utilizando o inquérito por questionário, cujo objetivo é analisar a organização das UC pelos/as docentes do IPSantarém, identificando as práticas inclusivas desenvolvidas. De acordo com o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) referente aos/às estudantes com Necessidades Educativas Especiais no Ensino Superior, e atendendo às especificidades elencadas no referido documento, pretende o IPSantarém, orientar a sua conduta de atuação, evidenciando as recomendações apresentadas com vista à inclusão e equidade educativa de todos e todas.

Year

2020

Creators

Devillet, Georgette Serrano, Teresa Piscalho, Isabel Bastos, Carla Duarte, Edite Fernandes, Vânia

ANIMAÇÃO SOCIOCULTURAL E DESPORTIVA EM CONTEXTO PRISIONAL

Este poster pretende apresentar um projeto de animação sociocultural e desportiva desenvolvido com reclusos do Estabelecimento Prisional de Alcoentre. O Projeto teve origem num trabalho de um grupo de 3 estudantes, realizado em julho de 2016, na UC Metodologias de Animação Sociocultural do 2.º ano da Licenciatura de Educação Social da Escola Superior de Educação de Santarém, consistindo numa atividade de dança, com um grupo de 20 reclusos, contando com a colaboração da professora de animação sociocultural e uma professora convidada de dança e fitness. Posteriormente, a pedido do Estabelecimento prisional, em dezembro de 2016, uma turma do 3.º ano deste curso participou na organização da festa de Natal na qual estiveram presentes cerca de 250 reclusos. Em setembro de 2017, foi apresentado um projeto de investigação em animação sociocultural e desportiva ao Prémio Desporto e Juventude pelo Desenvolvimento, atribuído pelo Instituto Português e Juventude e pela ANIMAR. O referido projeto venceu o prémio na categoria de Estudos. Este poster apresenta algumas características deste projeto de investigação baseada na prática, de natureza qualitativa, que se desenvolve naquele estabelecimento prisional com reclusos, estudantes e docentes da Escola Superior de Educação e Escola Superior de Desporto do Instituto Politécnico de Santarém, consistindo essencialmente em dinâmicas de grupo, jogos, dança (coreografias de grupo) e atividades de expressão corporal e emocional.

Year

2020

Creators

Alves, Susana Silva, Ana Paixão, Andrea Falcão, Diana Cláudio, Filipa

E-(m)PACT

E-(m)PACT is an Erasmus + KA202 (Cooperation for Innovation and the Exchange of Good Practices - Strategic Partnerships for vocational education and training) project. The project aims at creating a model for the efficient combining of simulation and media in the practical training of the students in healthcare education, offering in the same time guidance on how to implement it in any college. The partnership is formed of 6 partners, Romania, Denmark, Portugal, Turkey, Netherlands and Spain covering different cultures, training healthcare at various levels but having expertise in both media and healthcare training. The main objectives of the project are: to improve the quality of education in the field of healthcare (HC), to make HC education more accessible and attractive for the students and to foster the exchange of good practices among the partners and to combine their expertise in developing and delivering the intellectual results of the project. The main tangible results of the project will be: • A starter- package containing: A Handbook on how to implement the simulation in any HC college and a Guide on how media use can enhance and document simulation • A collection of scenarios for basic healthcare practice and a guide on how to produce good scenarios, accompanied by a collection of small videos illustrating the scenarios for basic healthcare practice • A collection of model tutorials for the theoretical and practical training of students used in the regular educational process of the partner institutions. The project will comprise joint short staff training events (3x 5 days) for training them into using simulation and media in training, for developing scenarios and for putting together the above-mentioned outputs and students short term motilities’ (2 x 5 days) for developing and testing scenarios. IT Responsible staff will also be a part of the project from the beginning, ensuring technical support, offering ideas and fine tuning the final versions of the outputs. The project is expected to have a big impact at EU level, offering a model for combining simulation and media in healthcare, as well as guidance into working with both.

Year

2020

Creators

Novo, Cristina Torres, Ana Luísa Dias, José Maurício Amendoeira, José Pinto, Maria Rosário

Uso da Vara com Instrumento em Crianças de 3 anos de idade: Affordances e Efetividades

Podemos alcançar o mesmo objetivo usando diferentes combinações de nossos segmentos corporais, fenómeno que é denominado de "equivalência motora" (Lashley, 1930). Um instrumento é um objeto destacável do meio ambiente, que é acoplado ao nosso corpo, e que pode ampliar a nossa capacidade de o explorar e modificar (Beck, 1980, cf. St Amant, & Horton, 2008). O processo de uso de um instrumento tem implicações neurológicas, propiciando a incorporação das propriedades físicas daquele no nosso sistema neuromotor (Maravita, & Iriki, 2004; Catela, 2007; Ferreira & Catela, 2012). Mesmo só com um ensaio para alcançar um alvo com uma vara leve, realizamos trajetórias semelhantes às que descrevemos se usássemos a nossa mão (Lacquaniti, Socchting e Terzuolo, 1982). Com este estudo pretendemos verificar se crianças do jardim de infância conseguiriam detetar a affordance de varas, com comprimentos distintos, para alcançar e empurrar uma bola leve para um alvo. A amostra foi composta por 13 crianças de jardim de infância (6 meninas), todas com 3 anos de idade. Consentimento informado e assentimento foram obtidos. O seu braço foi medido (27,8 ± 2,3cm). Foram usadas sete varas de madeira de balsa, logo muito leves, com um intervalo de diferença de comprimento de 7,5cm, começando em 22,5cm, até 67,5cm; e, o comprimento da vara intermediária (45 cm) foi somado ao comprimento do braço individual da criança, o qual foi usado para definir a distância a que ela foi colocada em frente de uma mesa, com uma bola leve perto de si. Atrás da bola havia um alvo vertical. Assim, a bola estava no espaço extrapessoal, ou seja, o espaço fora do alcance da mão (Berti & Frassinetti, 2000); passando a localizar-se no seu espaço pessoal se a vara fosse fornecida, da intermédia até à mais longa. Mostrando à criança uma vara de cada vez (inicialmente, a criança não tocou na vara, só a viu na mão da experimentadora), por ordem crescente ou decrescente dos seus comprimentos, cujas sequências foram alternadas entre as crianças, era pediu à criança, para cada vara, se ela seria capaz de empurrar a bola para o alvo com essa vara. Após esta condição, e para as varas onde a criança disse que conseguiria fazê-lo, a criança teve a oportunidade de tentar fazê-lo, e suas ações foram analisadas qualitativamente. O teste de Mann-Whitney foi utilizado para comparações entre grupos e o teste de Cochran (Q), seguido pelo teste de McNemar (com correção de Bonferroni), foram utilizados para comparações intragrupo, e o coeficiente de Contingência para associação entre variáveis; para um nível de significância de ,05; através do programa IBM-SPSS, versão 24. Não foram encontradas diferenças significativas entre os géneros e entre sequências apresentação das varas. Os resultados revelaram que com a haste mais curta (25,5cm), 46,15% das crianças responderam que conseguiriam, e com a seguinte (30cm), 53,85% também o afirmaram. Para a vara com o comprimento de 37,5cm, a resposta afirmativa aumentou para 76,92%; e para a barra intermediária ficou-se pelos 69,23%. Os valores para as hastes mais longas foram 100% e 92,31%. No geral, houve uma diferença significativa entre varas para as respostas afirmativas (Q (13,6) = 21,447, p˂,002); no entanto, não foram encontradas diferenças significativas quando foram feitas as comparações emparelhadas. Porque somente com a vara intermédia uma criança conseguiria alcançar a bola e esticando totalmente o braço, tal significava que, no caso das hastes mais curtas, somente se a criança aplicasse soluções motoras adicionais ela conseguiria alcançar a bola com a vara. Na realidade, para a vara mais curta, 66,7% delas estenderam o braço e giraram os ombros, e 33,7% estenderam o braço e inclinaram o tronco. A extensão do braço com inclinação para a frente do tronco foi uma solução motora frequentemente aplicada para as seguintes varas (30cm- 57,1%; 37,5cm e 45cm- 40%; 52,5cm- 61,5%), caindo para 18,2% em na vara de 60 cm e 7,7% na de 67,5 cm. Para as duas últimas varas, a solução mais frequente foi a extensão do cotovelo, com 72,7% das ocorrências com a vara de 60cm e 76,9% com a de 67,5cm. Este estudo confirma que, mesmo antes de agir com um instrumento, a criança tem a capacidade de detetar as suas affordances (Gibson, 1979/1986), para usá-las em sinergia com os graus de liberdade do seu próprio corpo (articulações do cotovelo, do tronco e da anca). As crianças também revelaram a capacidade de incorporar o comprimento das varas nas suas ações (cf. Bongers, Michaels, & Smitsman, 2004; Bongers, Smitsman, & Michaels, 2004), trocando o recurso a mais graus de liberdade para a menos, à medida que as varas se tornaram mais compridas. À medida que as varas se tornaram mais compridas, as soluções motoras evoluíram sempre para a solução motora mais económica, porque estender o braço é menos cansativo do que inclinar o tronco, e nenhuma criança usou apenas a inclinação do tronco para alcançar a bola com a vara. Assim, as crianças também detetaram a interação da affordance da vara com suas efetividades (van Leeuwen, Smitsman, & van Leeuwen, 1994), porque com alguma capacidade de diferenciação, mudaram de solução postural de acordo com o comprimento da vara (cf. Bongers, 2001). Adicionalmente, também esteve presente equivalência motora, pois diferentes crianças apresentaram soluções diferentes para o mesmo comprimento de vara. Se as crianças com 3 anos de idade têm a capacidade percetiva para detetar as affordances de um instrumento e de se adaptarem às mudanças no meio ambiente, é essencial promover a estimulação percetivo-motora no jardim de infância, a fim de assegurar um desenvolvimento infantil enriquecedor (cf. Smitsman, & Bongers, 2003).

Year

2020

Creators

Seabra, Ana Paula Catela, David Galvão, Teresa Tomás, Catarina Daniel, Mariana Sabino, Solange Rodrigues, Valéria

Orientação com Mapa Realista (Fotografia Aérea a Cores) por Crianças do Pré-Escolar

A orientação é a capacidade de nos conseguirmos localizar num espaço e de nos deslocarmos para um local desejado, com o recurso a um mapa e de modo autónomo; e desenvolve capacidade de perspetiva visual, estruturação espacial, deteção e combinação de informação pertinente (Barroso, Bento, & Catela 2014; Heft, 2013; Jansen-Osmann & Wiedenbauer, 2004). O uso de mapa implica que a criança percecione e associe informação tridimensional (envolvimento) com informação bidimensional (mapa/fotografia), pelo que é previsível que a capacidade de orientação espacial esteja associada ao desenvolvimento de capacidades cognitivas (Allen & Ondracek, 1995). A partir dos 3 anos de idade que as crianças conseguem orientar-se em espaços reduzidos (Bluestein & Acredolo, 1979; Blaut, Stea, Spencer, & Blades, 2003), bem como em espaços desconhecidos alargados, procurando objetos nela assinalados e escondidos, se o mapa que usarem for realista, e.g., fotografia aérea do espaço a explorar (Barroso, 2014). Se o mapa (fotografia) for a cores, a capacidade de orientação das crianças aumenta (Gouteux & Spelke, 2001; Hermer & Spelke, 1996; Jansen-Osmann & Wiedenbauer, 2004). Se o mapa não estiver alinhado com espaço real, a orientação torna-se ineficiente (Presson & Hazelrigg, 1984), e se as crianças puderem analisar o mapa antes de o usarem, tornam-se mais rápidas a orientar-se no espaço respetivo (Uttal & Wellman, 1989; Sandberg & Huttenlocher, 2001), e.g., ajudando-as no início da atividade a identificarem no mapa onde estão nesse momento e a associarem locais do espaço envolvente com locais representados no mapa, outros que não os que hão de procurar (e.g., Barroso, 2014). A capacidade das crianças se orientarem em espaços alargados aumenta com a idade (Cohen & Schuepfer, 1980; Jansen-Osmann & Wiedenbauer, 2004), não se tendo encontrado diferenças entre géneros (Barroso, 2014). Após consentimento informado e assentimento, solicitámos a 12 crianças, com idades compreendidas entre os 3 e os 6 anos (4,67±,89, 4 meninas) que encontrassem 5 pequenos objetos (e.g., Barroso, Bento, & Catela 2014), escondidos sempre nos mesmos locais no recreio da sua escola. Foram obtidos o tempo gasto na realização da tarefa, o número de objetos efetivamente encontrados e o número de reorientações de mapa realizados. A fotografia era a cores (Gouteux & Spelke, 2001; Hermer & Spelke, 1996); antes de iniciar a atividade, a criança foi ajudada a localizar-se no mapa e a identificar no mapa um edifício existente (Uttal & Wellman, 1989; Sandberg & Huttenlocher, 2001; Barroso, 2014). Uma criança de 3 anos interrompeu a atividade após ter chegado ao terceiro local. Foram usados os testes Kruskall-Wallis e Mann-Whitney para comparações intergrupos e o coeficiente de correlação Spearman para associação entre variáveis, para um nível de significância de ,05; através do programa IBM-SPSS, versão 24 Os resultados revelaram que não ocorreram diferenças significativas entre géneros (cf. Barroso, 2014), nem entre idades. Ocorreu uma associação direta significativa entre idade e número de reorientações do mapa realizadas (rho(12)=,582, p˂,05), e uma associação inversa significativa entre idade e tempo gasto na realização da atividade (rho(12)=(-),726, p˂,01). Uma análise da sequência dos locais visitados, revela que cada criança o fez a seu modo, não se identificando um critério comum (cf. Græsli, Bjerva, & Sigurfónsson, 2009). Este estudo confirma o encontrado por Barroso (2014; cf. Barroso, Bento, & Catela, 2014), i.e., as crianças do pré-escolar conseguem com sucesso usar uma fotografia como mapa, para se orientarem num espaço alargado; no entanto, a idade, como indicador geral, faz supor que as crianças mais velhas conseguem fazê-lo de modo mais rápido (cf. Cohen & Schuepfer, 1980; Jansen-Osmann & Wiedenbauer, 2004) e gerindo melhor o alinhamento espacial entre o mapa e o espaço real (cf. Presson & Hazelrigg, 1984). Dada a importância desta atividade no desenvolvimento de competências em crianças (e.g., Heft, 2013; Blaut, Stea, Spencer, & Blades, 2003; Hermer & Spelke, 1996), e a sua capacidade em desenvolvê-la desde muito cedo, recomenda-se fortemente a sua inclusão e implementação nos programas do ensino pré-escolar, bem como na formação de docentes para o ensino básico.

Year

2020

Creators

Seabra, Ana Paula Catela, David Figueiredo, Raquel Franco, Raquel

FIBROMIALGIA E OS BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA: Um estudo de caso

O objetivo deste estudo foi analisar e comparar os dados de avaliação na redução do stress e diminuição de pontos de dor através de um programa de intervenção para a mudança comportamental desenvolvido a partir de atividade física, com base no treino de competências. Participou neste trabalho um sujeito do género feminino com 43 anos de idade sem prática de atividade física estruturada. O sujeito foi avaliado em dois momentos, com cinco semanas de intervalo, através dos seguintes instrumentos: Subescala da Perceção de Stress da Escala da Ansiedade, Depressão e DASS- 21 e Escala de Pontos de Dor (ombros, joelhos, pulsos, costas, ancas). Os dados foram analisados com recurso a medidas de tendência central (médias) e analisados no software estatístico SPSS 20.0. Os resultados demonstram que houve uma diminuição em todos os pontos de dor, bem como, uma redução na perceção do stress do primeiro para o segundo momento.

Year

2020

Creators

Sousa, Mónica Monteiro, Diogo Vitorino, Anabela

MEDIAÇÃO INTERCULTURAL EM CONTEXTOS DE CUIDADOS DE SAÚDE – Projeto MEiOS

A necessidade de se considerarem especificidades étnicas e culturais, para além da barreira da língua nos cuidados com as pessoas migrantes, é hoje uma realidade para os profissionais nos contextos de cuidados de saúde. Visando o suprimento destas necessidades para profissionais e migrantes, o Alto Comissariado para as Migrações desenvolveu em Portugal (2009-2012) o Projeto de Mediação Intercultural em Serviços Públicos, colocando mediadores interculturais nos contextos: profissionais que intervêm na resolução de tensões. Em 2015 é criada a Rede de Ensino Superior em Mediação Intercultural e o grupo temático da Saúde: propõe-se o desenvolvimento de um estudo de desenho indutivo com orientação etnometodológica, para identificação de resultados de Mediação Intercultural em Serviços Públicos. Pretende-se evidenciar os resultados obtidos no projeto, de acordo com a etapa do estudo desenvolvida. Conclui-se da importância da inclusão de mediadores e do potencial de desenvolvimento da sua atividade nas equipas em contextos multiculturais de cuidados.

Year

2020

Creators

Reis, Alcinda Spínola, Ana Chaves, Cláudia Santiago, Conceição Coutinho, Emília Karimo, Neila Dénis, Teresa

A FAMÍLIA COMO PROMOTORA DA TRANSIÇÃO PARA A PARENTALIDADE

A família é um contexto social fundamental na transição para a parentalidade, promotor do desenvolvimento infantil e bem-estar da criança. O enfermeiro deve intervir o mais precocemente possível e incluir programas parentais de promoção de saúde, adequados às estruturas familiares contemporâneas. Esta temática surge da elaboração de narrativas individuais académicas, da qual emergiu o conceito família. Foi realizada uma scoping review com a questão ‘Como promover a transição para parentalidade na família?’, com o objetivo de identificar formas de promover a transição da parentalidade na família, que vai ao encontro do objetivo deste artigo. Após pesquisa com os descritores MeSH family, health promotion e parenting, foram selecionados 3 artigos que analisam estratégias de intervenção nas famílias como o programa parental de promoção da saúde ABC e as visitas domiciliárias como efetivas na transição para a parentalidade.

Year

2020

Creators

Tralhão, Filipa Rosado, Ana Filipa Gil, Eduardo Amendoeira, José Amendoeira Ferreira, Regina Silva, Mário

A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO TERAPÊUTICA EM ENFERMAGEM NA TRANSIÇÃO PARA O ESTATUTO FAMILIAR-CUIDADOR: UMA SCOPING REVIEW

A passagem para o estatuto de familiar-cuidador é reconhecida como um processo de transição complexo, o qual representa frequentemente um enorme desafio ao familiar-cuidador que se torna o principal agente do autocuidado da pessoa com dependência. É por isso fundamental que o familiar-cuidador seja envolvido no processo terapêutico no sentido de ser capacitado para assumir esse papel eficazmente. Assim, esta Scoping Review teve como objetivo identificar contributos da Comunicação Terapêutica em Enfermagem na transição para o estatuto familiar-cuidador. A pesquisa foi efetuada na plataforma EBSCOhost, nas bases de dados científicas CINAHL Complete, Medline Complete, Nursing & Allied Health Collection: Comprehensive, e, MedicLatina; na base de dados científica PubMed; e, na ProQuest (Unpublised). Como principal conclusão verificou-se ser importante melhorar redes de comunicação para empoderar a pessoa e sua família com conhecimentos e estratégias adaptativas face à adversidade e que para capacitar o familiar-cuidador é fundamental incluí-lo no processo de comunicação.

Year

2020

Creators

Matos, Arminda Dinis Mendes, Mónica Neves Bispo, Sandra Maria Amendoeira, José

REFLETINDO EM CUIDADOS CONTINUADOS: O ENFERMEIRO ESPECIALISTA EM ENFERMAGEM COMUNITÁRIA

Numa sociedade em constante mutação, a educação emerge, num paradigma sistémico, como instrumento capaz de construir um sistema de valores, permitindo a aquisição de conhecimentos e capacidades necessárias ao exercício da cidadania. Neste sentido, perspetivando a evolução do autoconhecimento ao nível do ensino pós-graduado, apresenta-se neste artigo a reflexão crítica, como metodologia utilizada numa unidade curricular de opção em Cuidados Continuados. Ancorada em referenciais, contribui para a construção de competências que possibilitam um exercício profissional assente num agir cada vez mais diferenciado, perspetivando o desenvolvimento de uma prática clínica especializada em Enfermagem Comunitária. Esta estratégia possibilitou perspetivar processos de tomada de decisão em situações complexas em contextos de cuidados continuados, procurando sistematizar novas aprendizagens/ perspetivas de intervenção, equacionando alternativas e opções. Foi valorizada pelos estudantes, mobilizando para a mesma a conceção teórica, por referência ao desenvolvimento do conhecimento em enfermagem, atendendo à diversidade e singularidade dos seus interesses individuais.

Year

2020

Creators

Rosa, Marta Godinho, Celeste Matos, Arminda Dinis Gil, Eduardo Botelho Calado, Maria José Mendes, Mónica Neves Bispo, Sandra Maria Pedrosa, Salomé Gomes

AS ESTRATÉGIAS DE ENFERMAGEM ADOTADAS PARA ULTRAPASSAR AS BARREIRAS CULTURAIS E LINGUÍSTICAS COM PESSOAS CULTURALMENTE DIVERSAS – Uma Scoping Review

Introdução: Nos cuidados de saúde, as barreiras culturais e linguísticas, devem-se frequentemente à falta de conhecimento cultural, dos profissionais de enfermagem, perante as crenças e as relações das pessoas na dimensão social, espiritual, cultural e comunitária. Objetivo: Compreender quais as estratégias adotadas pelos enfermeiros para ultrapassar barreiras culturais e linguísticas, com pessoas culturalmente diversas. Método: Scoping Review, com base nos princípios preconizados pelo Joanna Briggs Institute (2017). As bases de dados para pesquisa foram Proquest e PubMed, com idioma Português, Inglês, Francês e Espanhol. Foi definido um período temporal de 5 anos, com pesquisa de conceitos-chave e vocabulário controlado. Resultados: Dois estudos foram incluídos nesta revisão, que evidenciam as intervenções dos enfermeiros durante a prestação de cuidados em diferentes países. Conclusão: As estratégias de intervenção dos enfermeiros, para ultrapassar as barreiras culturais e linguísticas, diferem na evidência encontrada nos dois estudos, havendo recomendações idênticas para melhoria nos cuidados de saúde.

Year

2020

Creators

Gaspar, Ana Margarida Branco, Carolina Brígida Pedro, Catarina Filipa Nunes, Daniela Freitas Alves, Nicole Sofia Reis, Alcinda

ADAPTAÇÃO E VALIDAÇÃO DO INSTRUMENTO “PATIENT CENTERED-CARE” PARA A CULTURA PORTUGUESA

Para responder aos desafios de um mundo em mudança e as inerentes necessidades e expetativas das pessoas é fundamental uma orientação efetiva dos serviços de saúde para as pessoas e, consequentemente, o recentrar da intervenção dos profissionais de saúde nas necessidades e possibilidades do beneficiário de cuidados. Objetivo: testar as propriedades psicométricas da versão em português do instrumento “Patient centered-care”. Método: estudo descritivo, analítico e transversal para a adaptação transcultural e com fins de validação das propriedades psicométricas. Resultados: participaram 236 enfermeiros de 2 Centros Hospitalares da Região de Lisboa e Vale do Tejo. Para a confiabilidade geral obteve-se um alfa de Cronbach .91 e a confirmação de análise que sustenta a estrutura em quatro dimensões. Conclusões: A qualidade de ajuste da análise confirmatória corrobora a validade da versão adaptada em contextos de cuidados hospitalares.

Year

2020

Creators

Ferreira, Regina Amendoeira, José

PROJETO DE INTERVENÇÃO COMUNITÁRIA: HIPER(A)TENSÃO AO SEU CORAÇÃO

A hipertensão arterial é uma doença crónica, sendo o principal fator de risco de doença cardiovascular, causando elevada mortalidade a nível mundial. Pretende-se analisar a experiência realizada no estágio de Enfermagem Comunitária. Desenvolveu-se uma Scoping Review, com a questão: quais as intervenções de enfermagem no empowerment aos idosos com hipertensão arterial? Nas evidências obtidas identificou-se o empowerment como intervenção de enfermagem aos idosos com hipertensão arterial. Tendo como base a metodologia do Planeamento em Saúde, e como estrutura de abordagem comunitária para as intervenções, o modelo sistémico de Betty Neuman, elaborou-se o diagnóstico de enfermagem, que levou à intervenção comunitária “Hiper(A)tensão ao seu Coração” com o objetivo de aumentar os conhecimentos face à hipertensão arterial e a potencial adoção de comportamentos saudáveis, nos idosos com 65 ou mais anos de um bairro social. Os resultados apontam um aumento de conhecimentos médio de 22%, demonstrando o impacto positivo do projeto.

Year

2020

Creators

Nobrega, Tércio Figueiredo, Maria do Carmo Afonso, Catarina Pereira, Inês

PROJETO YOUR PEL- DESAFIOS EM LITERACIA PARA A SAÚDE NOS JOVENS

A promoção da literacia em saúde e o desenvolvimento de estratégias facilitadoras de escolhas informadas integram, na atualidade, um paradigma fundamental nos processos de capacitação dos jovens. Tais premissas são enquadradoras do presente artigo, pretendendo-se partilhar a operacionalização, monitorização e divulgação do projeto “Your PEL”. Da metodologia destaca-se a construção da escala Your PEL, como instrumento de avaliação de impacto dos programas de educação para a saúde, e de um sítio web responsivo integrando diversas funcionalidades. Os resultados em saúde, decorrentes de um programa com recurso a uma plataforma web e a possibilidade de avaliação de necessidades e do impacto do programa de intervenção, consagrou-se num exemplo de boas práticas no empowerment dos jovens. O projeto contribuiu para o conhecimento científico e tecnológico, pela valorização regional e nacional, numa lógica de translação do conhecimento, com a finalidade de ajudar esta geração a atingir a plenitude do seu potencial de saúde.

Year

2020

Creators

Godinho, Celeste Figueiredo, Maria do Carmo André, Clara Spínola, Ana Dias, Hélia Amendoeira, José Ferreira, Manuela Quaresma, José Carlos Madeira, Filipe Duarte, Jusoé