RCAAP Repository

Plástica da valva aórtica em pacientes portadores de insuficiência aórtica: resultados imediatos e tardios

No período de agosto de 1980 a maio de 1995, foram estudados 31 pacientes que apresentavam insuficiência aórtica e que foram submetidos à plástica da valva aórtica (P V A). Dezoito (58,06%) pacientes eram do sexo masculino e 13 (42,94%) do sexo feminino. A média de idades foi de 20.9 +/- 18,3, com a idade variando de 2 a 68 anos. A etiologia das lesões foi congênita em 21 (67,65%) pacientes, reumática em 6 (19,35%), degenerativa em 3 (9,67%) e endocardite infecciosa em 1 (3,25%). O tipo de plástica realizada foi: plicatura junto às comissuras com fixação na parte externa da aorta em 10 pacientes, plicatura junto às comissuras com fixação interna das vávulas em 10, anuloplastia parcial em 4, plicatura valvular central em 5 e correção valvular com placa de pericárdio bovino em 2. As principais operações associadas foram: ventriculosseptoplastia em 14 e plástica de valva mitral em 7 pacientes. O tempo médio de pinçamento aórtico foi de 70,53 minutos. O tempo médio de circulação extracorpórea (CEC) foi de 96,43 minutos. Não houve mortalidade operatória. Um paciente foi submetido a nova plástica no mesmo ato operatório para a correção de insuficiência aórtica residual. Um paciente faleceu após 19 meses de insuficiência cardíaca. Vinte e cinco (80,6%) apresentam-se em classe funcional I (N Y H A) no pós-operatório tardio. Podemos concluir que os pacientes submetidos à P V A apresentaram baixo risco e boa evolução tardia.

Year

1996

Creators

Neves Júnior,Marcondes T Pomerantzeff,Pablo M. A Brandão,Carlos M. A Grinberg,Max Barbero-Marcial,Miguel Stolf,Noedir A. G Verginelli,Geraldo Jatene,Adib D

Emprego de condutos de pericárdio bovino na conexão ventrículo-arterial pulmonar: resultados tardios

A reconstrução biventricuiar de uma série de cardiopatias congênitas requer a interposição de condutos valvados ventrículo-arteriais. Com o objetivo de analisar a evolução a longo prazo de um conduto de pericárdio bovino valvulado com bíoprótese porcina sem suporte tratado com glutaraldeído, foram revistos os prontuários de 33 pacientes operados de novembro de 1985 a outubro de 1995. A idade variou de 15 dias a 18 anos (média 5,7 ± 4,3 anos). A atresia pulmonar com comunicação interventricular (CIV) foi a lesão mais freqüente (16 casos), seguida da síndrome da valva pulmonar ausente (5), truncus arteriosus (4), transposição das grandes artérias com CIV e estenose pulmonar (3) e outras (5). A mortalidade imediata foi de 18,2%, diretamente relacionada à condição pré-operatória. Vinte e três (70%) pacientes foram acompanhados por períodos que variaram de 3 meses a 10 anos (média 4,8 ± 3,0 anos). A complicação mais freqüentemente observada no seguimento tardio foi a estenose da anastomose distai do conduto, presente em 17,4% (4/23) dos pacientes. Foram reoperados 3 (13%) pacientes, sendo que 2 deles por estenose distal (p=0,02) e 1 por endocardite tardia do conduto. A mortalidade tardia foi de 17,4% (4/23), em 1 caso devido a estenose distai. A causa da estenose distal parece ser devida a retração tecidual na área de transição entre o pericárdio bovino e o tronco pulmonar. Em até 10 anos de seguimento não ocorreu calcificação significativa que prejudicasse a função tanto da valva quanto do conduto. Em conclusão, os condutos de pericárdio bovino apresentaram uma performance satisfatória como substitutos vasculares, não tendo ocorrido calcificação significativa da valva porcina ou das paredes do conduto no seguimento tardio. A incidência de estenose na anastomose distal parece estar mais relacionada a um fenômeno de retração tecidual do que a problemas técnicos.

Year

1996

Creators

Fantini,Fernando Antônio Gontijo Filho,Bayard Cristiane,Martins Lopes,Roberto Max Horta,Maria G Drumond,Leonardo F Castro,Marcelo Frederico de Oliveira,Carla Ferrufino,Arturo Silva,João Alfredo de Paula e Peredo,Eduardo Barbosa,Juscelino Teixeira Vrandecic,Mário O

Correção cirúrgica da persistência do canal arterial em crianças de baixo peso e neonatos

A persistência do canal arterial ocorre com freqüência em neonatos prematuros, provocando um grave quadro de disfunção cardiopulmonar. O tratamento envolve duas abordagens, sendo uma clínica e outra cirúrgica. A operação para a ligadura do canal arterial é praticada desde 1938. O enfoque clínico preconiza o uso da indometacina, com o intuito de promover a oclusão do canal arterial. O presente trabalho tem por objetivo avaliar os resultados obtidos com o tratamento cirúrgico da persistência do canal arterial, através de toracotomia e ligadura em 14 pacientes, incluindo crianças de baixo peso e neonatos prematuros com quadro clínico instável. A principal indicação cirúrgica, nestes casos, foi a presença de insuficiência respiratória aguda e insuficiência cardíaca. A técnica empregada foi a tripla ligadura do canal arterial. Nos 14 casos não obtivemos nenhum tipo de complicação e sem mortalidade. A presença de uma Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (U.T.I) no Hospital foi de extremo valor no preparo dos pacientes e na evolução no período de pós-operatório. Este trabalho comprova a eficácia do método cirúrgico empregado, com baixas taxas de morbidade e mortalidade e a importância da U.T.I neonatal no acompanhamento dos pacientes.

Year

1996

Creators

Herdy,Ciro Denevitz de Castro Abílio,Fued Michel Vieira,Nelson Brancaglion,Sérgio Blanes Castro,Leonardo Silveira de Oliveira,Júlio César Peclat de Pinto,Carlos Alberto M Thomaz,João B Azevedo,Sérgio L. de

Efeitos da pentoxifilina sobre as plaquetas e hemodinâmica de pacientes com valvopatias adquiridas, operados com circulação extracorpórea

Pentoxifilina (Trental®), vasodilatador com ação reológica, foi administrada a valvopatas adquiridos (7 pacientes - 2 reoperações), antes (1.200mg v.o./dia/3 dias) e durante a operação (1 mg/kg/90 min e.v.) a fim de avaliar seus efeitos sobre as plaquetas e hemodinâmica (grupo pentoxifilina - GP) Oxigenadores de bolhas, hipotermia moderada e cardioplegia sangüínea, fria, intermitente foram usados. Hematócrito, hemoglobina, número de plaquetas e índice de agregados plaquetários circulantes, perdas sangüíneas, volume de transfusões e débito cardíaco, entre outras variáveis, foram seguidos até a 12º hora do p.o.. Os resultados foram comparados com os de um grupo controle (GC) (6 pacientes -1 reoperação) através de testes não paramétricos de Wilcoxon e Mann Whytnei). A pentoxifilina, protegendo as plaquetas, determinou melhores condições de coagulação e menor sangramento p.o. Entretanto, seu efeito vasodilatador foi reduzido ou nulo, sem nenhum benefício para a circulação periférica, resistência vascular sistêmica e débito cardíaco.

Year

1996

Creators

Tannus Filho,José Manoel Carneiro,João José Piccinato,Carlos Eli Vicente,Walter Villela Andrade Rodrigues,Alfredo José Basseto,Solange Sader,Albert Amin

Mediastinite em cirurgia cardíaca: análise dos fatores de risco e avaliação do tratamento utilizando irrigação contínua com solução de PVPI a 1%

Com o objetivo de avaliar a eficácia do tratamento da mediastinite com irrigação contínua com solução de polivinilpirrolidona-iodo (PVPI) a 1 %, associada a antibioticoterapia e analisar os fatores de risco desta grave infecção, foram estudados, retrospectivamente, 1113 pacientes submetidos a cirurgia para correção de lesões cardíacas, entre janeiro de 1993 e abril de 1995, no Instituto do Coração do Hospital Madre Teresa, Belo Horizonte, Minas Gerais. Onze fatores de risco para mediastinite foram analisados (idade, sexo, peso, diabetes, hipertensão arterial sistêmica, tabagismo, transfusão sangüínea, tempo de circulação extracorpórea, utilização de enxerto de artéria torácica interna, drenagem pleural e tempo de internação preoperatorio). A análise estatística demonstrou serem fatores de risco: peso (p=0,0001), utilização de enxerto de artéria torácica interna (p=0,001), drenagem de pleura (p=0,001) e tempo de internação pré-operatório (p=0,01). Dezoito (1,6%) pacientes desenvolveram mediastinite no pós-operatório e foram submetidos a tratamento por aesbridamento cirúrgico, ressutura de esterno e instalação de irrigação contínua com solução de PVPI a 1 %, por um período médio de 8 dias. A média de internação hospitalar foi de 37 dias neste grupo de pacientes. O germe predominante foi o S. Aureus (72%). A mortalidade foi de 27% (5 pacientes), devido a infecção fora de controle. Os autores consideram que a facilidade de emprego e manejo da irrigação contínua com solução de PVPI a 1 %, associada a baixa taxa de mortalidade, demonstrou ser um método eficaz no tratamento desta grave complicação pós-operatória.

Year

1996

Creators

Lima,Luiz Cláudio Moreira Reis Filho,Fernando Antônio Roquete Gonçalves,Leonardo A Gomes,Maurício C Casséte,Luciana Rabelo,Raul Corrêa Bernardes,Rodrigo de Castro

Ativação de citocina (fator de necrose tumoral - α) e resposta clínica induzida pela circulação extracorpórea

A síndrome de resposta inflamatória sistêmica induzida pela circulação extracorpórea (CEC) é responsável pela disfunção de órgãos observada em alguns pacientes. O fator de necrose tumoral alfa (TNFα) tem sido implicado em várias manifestações clínicas no pós-operatório de cirurgia cardíacas com utilização de CEC, principalmente na síndrome vasoplégica. O objetivo deste estudo foi verificar a liberação e os possíveis efeitos do TNFα em pacientes com aterosclerose coronária, submetidos a revascularização do miocárdio, com ou sem CEC. Foram estudados 20 pacientes, sendo 10 com uso de CEC (Grupo I) e 10 sem CEC (Grupo II). Amostras sangüíneas seriadas foram colhidas durante a intervenção e até 48 horas após, sendo analisados a presença de TNFα circulante (método imunoenzimático ELISA), contagem de leocócitos e velocidade de hemosedimentação (VHS). Também foram comparados na evolução pós-operatória dos pacientes os parâmetros hemodinâmicos (pressão arterial e freqüência cardíaca), temperatura, tempo de intubação orotraqueal, sangramento pós-operatório e necessidade de drogas vasoativas. Na análise estatística foram considerados significativos valores de p<0,05. No Grupo I, níveis plasmáticos de TNFα (&gt; 10 pg/ml) foram detectados em 6 (60%) pacientes. No Grupo II não ocorreu detecção da citocina. Os picos de TNFα ocorreram logo após o inicio da CEC e foram detectados até 48 horas após. Houve maior predominância no Grupo I em relação ao Grupo II de hipotensão arterial (7,4 ± 1,0 vs 8,5 ± 0,67), maior necessidade de drogas vasoativas (8 vs 1), freqüência cardíaca mais elevada (114,2 ± 8,0 vs 98 ± 10 bpm), maior hipertemia (37,17 ± 0,54 vs 36,67 ± 0,35ºC), maior sangramento pós-operatório (820 ± 120 ml vs 360 ± 84 mL), tempo de intubação orotraqueal mais prolongado (13,6 ± 2,2 vs 9,3 ± 1,4 horas) e maior leucocitose. Concluímos que a CEC induz a liberação de TNFα e predispõe a alterações hemodinâmicas e orgânicas que podem ser deletérias para os pacientes. É possível que o TNF α esteja envolvido na fisiopatogenia das alterações observadas no presente estudo e a inibição de sua ativação poderia, então, contribuir para minimizar estes efeitos.

Year

1996

Creators

Brasil,Luiz Antônio Gomes,Walter José Salomão,Reinaldo Buffolo,Ênio

Dosagem da heparina em cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea

Com o objetivo de quantificar o nível sérico de heparina, sua atenuação em função do tempo e o valor residual após a neutralização com sulfato de protamina, foram coletadas amostras de sangue em tempos pré-estabelecidos em 27 pacientes submetidos a revascularização do miocárdio com circulação extracorpórea. Após a heparinização (400 Ul/kg) as amostras de sangue foram coletadas nos tempos de 5, 10,30 e 60 minutos e subseqüentemente a cada 30 minutos, dependendo do tempo da circulação extracorpórea. A cada hora, após a heparinização, administrava-se nova dose de heparina (200 Ul/kg). As amostras eram armazenadas à temperatura de 4ºC antes do processo de extração da heparina que foi realizado por métodos físico-químicos. As dosagens mostraram que 5 minutos após a heparinização os pacientes apresentaram concentração sangüínea máxima de heparina e, ao tempo de 60 minutos, a sua concentração é de aproximadamente 68% da encontrada aos 5 minutos. Ao tempo de 90 minutos, ou seja, após a reheparinização a concentração de heparina é 96% da evidenciada aos cinco minutos e, após a neutralização com sulfato de protamina (1,5:1), ainda se encontra um valor residual de heparina que corresponde a 4% do observado inicialmente. Observou-se que os pacientes mais idosos têm uma tendência a manter um nível sérico mais prolongado e através da equação (Cone. de heparina = 104,7 + (- 12,85 x minutos (In)) + 0,25 x idade) podemos estimar a concentração de heparina em determinado tempo.

Year

1996

Creators

Moraes,Fernando Helena,Nader Carlos P,Dietrich Ênio,Buffolo

Cardioplegia retrógrada seqüencial

Estudou-se o padrão de distribuição miocárdica de solução cardioplégica (SC) cristalóide gelada (3ºC - 4ºC) perlundida nos corações de 15 cães mestiços com pesos variáveis entre 10-15 kg. Após anestesia e toracotomia mediana anterior, o pericárdio foi aberto, sendo estabelecida circulação extracorpórea. As seguintes vias foram empregadas para injeção cardioplégica: 1) Anterógrada - por canulação da aorta ascendente a montante da pinça de oclusão; 2) Retrógrada Seletiva - através de cânula com balão auto-inflável introduzido no seio coronário (SCo); 3) Retrógrada Total - através de cânula introduzida no átrio direito (AD); 4) Retrógrada Seqüencial SCo-AD - com a SC injetada primeiro pelo seio coronário até a temperatura dosepto interventricular atingir 16ºC e, em seqüência, pela cãnuia no átrio direito como na técnica retrógrada total, como tronco arterial pulmonar ocluído;5)Retrógrada Seqüencial SCo-VD-com a cavidade do ventrículo direito perfundida por cânula passada através da valva tricúspide. Controlou-se a variação da temperatura miocárdica no ventrículo esquerdo, VD, AD e região dono sinoatrial, por meio de teletermòmetro Ômega com termistor de agulha. Pode-se constatar que o esfriamento cardíaco uniforme, o menor volume e o menor tempo de injeção ocorreram com a técnica anterógrada, seguida em excelência pelas técnicas retrógradas seqüenciais SCo-AD e SCo-VD. Concluiu-se que a técnica de cardioplegia retrógrada sequencial é significantemente melhor que as retrógradas seletivas pelo SCo e total pelo AD, como usualmente empregadas para proteção miocárdica, quando comparadas com a técnica de perfusão anterógrada pela aorta.

Year

1996

Creators

Gomes,Otoni M Pitchon,Márcio Brum,José M. G Gomes,Eros Silva Pádua Filho,Wagner C Freitas,Robert Einstein A Faraj,Marcílio Lima,Wilson de Souza

Implante cirúrgico do balão intra-aórtico: uso de uma nova técnica

É descrita uma nova técnica para contrapulsação intra-aórtica, por dissecção cirúrgica da artéria femoral, e introdução do balão intra-aórtico através de um segmento de veia safena. A remoção do balão evita a realização de nova incisão cirúrgica, diminui as causas de obstrução das artérias e a infecção de ferida cirúrgica. Foi estudada a evolução de 18 pacientes operados.

Year

1996

Creators

Almeida,Rui Manoel de Souza Sequeira A. de Ferreira,Maria João Amorim Edison José,Ribeiro Loures,Danton R. da Rocha

Revascularização do miocárdio sem circulação extracorpória: análise dos resultados em 15 anos de experiência

A revascularização miocárdica sem circulação extracorpórea agora se constitui numa alternativa de tratamento cirúrgico de cardiopatia isquêmica de interesse crescente. O objetivo deste trabalho é apresentar os resultados obtidos ao longo de 15 anos de experiência ininterrupta. De setembro de 1981 a março de 1996, 1549 pacientes foram operados sem o auxílio do coração-pulmão artificial, o que constitui cerca de 18% do total de pacientes operados no período. As idades variaram de 28 a 86 anos, oscilando em torno de 57 anos, sendo 1126 do sexo masculino e 423 do feminino. O número de pontes variou de 1 a 5, com média de 1,7 pontes/paciente. A técnica não constituiu problema especial para o emprego de enxertos arteriais, sendo as artérias torácicas internas utilizadas em 1140 artérias coronárias. Em 1515 pacientes a via de acesso foi a esternotomia mediana e, em 34, a toracotomia anterior esquerda mínima. A mortalidade operatória global foi de 2,4% (38/1549), sendo a principal causa o mau débito cardíaco em pacientes operados em isquemia aguda, sendo 8 sob auxílio de balão intra-aórtico. Os resultados desta experiência permitem concluir que a revascularização do miocárdio sem circulação extracorpórea é uma excelente alternativa de revascularização para determinado subgrupo de pacientes, oferecendo baixa mortalidade e morbidade pós-operatória, sendo especialmente indicada em pacientes com complicações clínicas pré-existentes e de maior risco operatório.

Year

1996

Creators

Buffolo,Ênio Andrade,José Carlos S Branco,João Nelson R Teles,Carlos Gomes,Walter José Aguiar,Luciano F Palma,José Honório

Técnica de revascularização miocárdica com uso de toracoscopia

Os excelentes resultados da revascularização do miocárdio utilizando a artéria torácica interna (ATI) e a artéria interventricular anterior (AIA) estão consagrados. A realização de revascularização do miocárdio com auxílio de uma técnica pouco invasiva, a toracoscopia, é uma alternativa original, quando comparada com os métodos clássicos. A técnica consiste na dissecção da ATI esquerda com toracoscopia, e a anastomose coronariana abordando a Al A através de uma minitoracotomia anterior esquerda. A exclusão pulmonar esquerda é feita com intubação seletiva. Três incisões torácicas de 1,5 cm, ao nível do 5º e 6º espaços intercostais, possibilitam a introdução dos trocartes para a passagem da câmera endoscópica e dos diversos instrumentos cirúrgicos utilizados. Após a inspeção da cavidade pleural e do pulmão, a ATI é observada e, em seguida, dissecada em todo o seu trajeto. As colaterais são "clipadas" ou coaguladas. Uma minitoracotomia anterior de aproximadamente 6 cm no 4º espaço intercostal esquerdo é feita para abordar a AIA após a abertura do pericárdio. O controle da artéria coronária e a colocação de um shunt (após arteriotomia) permitem a realização da anastomose, com o coração batendo e sem auxílio de circulação extracorpórea. Esta técnica de revascularização coronária, com o uso de toracoscopia, é uma opção terapêutica para uma certa categoria de pacientes coronarianos e, provalvelmente, o início de uma nova época na cirurgia cardíaca, pois outras intervenções com toracoscopia já estão em fase experimental.

Year

1996

Creators

Lima,Leonardo Esteves Nataf,Patrick Lima,André Esteves Franceschini,Itacir Arlindo Gomes,Cândido Paniagua,Pedro Carranza,Ricardo Rezende,Maria Cristina Gandjbachkh,Iradj

Análise comparativa de dois métodos de proteção miocárdica em pacientes de alto risco para cirurgia de revascularização do míocárdio

OBJETIVO: Comparar a tradicional proteção miocárdica oferecida pela cardioplegia cristalóide gelada infundida na aorta associada à hipotermia sistêmica e ao pinçamento intermitente da aorta (Grupo I), à cardioplegia sangüínea normotérmica com indução pela aorta e manutenção por via retrógrada (seio coronário) associada a normotermia sistêmica. CASUÍSTICA E MÉTODOS: No período de maio de 1992 a maio de 1994, foram selecionados de forma consecutiva, não randomizada, de acordo com pré-requisitos que acrescentavam alta morbi-mortalidade à cirurgia de revascularização miocárdica (CRVM), dois grupos de 50 pacientes. Todos os pacientes selecionados apresentavam: instabilidade ou intratabilidade clínica, mais de três ramos arteriais coronários, ou tronco de coronária esquerda ocluídos, ou gravemente obstruídos e grave disfunção ventricular esquerda de etiologia isquêmica. RESULTADOS: Os grupos foram semelhantes quanto às variáveis pré-operatórias. O Grupo II teve maior média de enxertos (3,82x3,40), conseqüentemente maior tempo de pinçamento aórtico (70,74x62,6 min) e maior tempo de circulação extracorpórea (CEC) (97,50x93,86 min). O Grupo I teve maior incidência de fibrilação ventricular após despinçamento aórtico (20%x4%) p=0,032, maior necessidade de inotrópicos para sair da CEC (18%x12%) maior necessidade de assistência circulatória (14%x8%), maior incidência de infarto agudo do miocárdio (20%x12%); teve ainda menor incidência de vetilação mecânica prolongada (6%x12%), maior mortalidade imediata (12%x6%), hospitalar (14%x10%) e global (26%x16%) e maior incidência de óbitos de causas cardíacas (12%x4%). CONCLUSÃO: A comparabilidade dos grupos ficou prejudicada pela maior média de enxertos do Grupo II, conferindo maior gravidade a este grupo. Mesmo assim, os resultados deste grupo foram superiores aos do Grupo I, embora isto não tenha sido corroborado pela análise estatística. Estes resultados, associados à impressão clínica, o aprimoramento técnico e o reconhecimento das limitações do método nos obrigaram a adotá-lo como forma de proteção miocárdica neste grupo específico de pacientes.

Year

1996

Creators

Reis Filho,Fernando Antônio Roquete Lima,Luiz Cláudio Moreira Mota,Giancarlo Grossi Gonçalves,Leonardo A Gomes,Maurício C Bernardes,Rodrigo de Castro Rabelo,Raul Corrêa

Emprego da nimodipina (oxigen) como protetor cerebral na cirurgia de revascularização do miocárdio com circulação extracorpórea em pacientes idosos

Aproximadamente 5% dos pacientes submetidos a cirurgia cardíaca com auxílio da circulação extracorpórea apresentaram problemas neurológicos. Avaliando funções neuropsíquicas, as alterações atingem de 50% a 70% dos casos. Os idosos são mais vulneráveis; nestes, a freqüência de acidente vascular cerebral (AVC) aproxima-se dos 9%. Considerando que a população envelhece a um ritmo acelerado e que 0 coronariopata freqüentemente passa dos 65 anos de idade, é fundamental pesquisar meios profiláticos para diminuir esta incidência. Este é um estudo piloto, duplo cego, randomizado e controlado com 64 pacientes, 30 no Grupo nimodipina e 34 no Grupo placebo. As variáveis demográficas e diagnosticas pré-operatórias foram homogêneas, com exceção da incidência de isquemia cerebral transitória. O Grupo nimodipina, mesmo com programação cirúrgica e evolução intra e pós-operatória mais complicadas, apresentou menor número de casos neurológicos. No Grupo nimodipina foram constatados 3 casos de confusão mental e, no Grupo placebo, além de 3 casos de confusão mental, foram diagnosticados mais 2 casos de sonolência e 1 AVC isquêmico com seqüela. No total, foram 3 (10%) casos em 30 pacientes no Grupo nimodipina, e 6 (17,64%) em 34 pacientes no Grupo placebo, caracterizando uma redução de 76,4%. LEGAULT et al. (15) relatam uma elevada mortalidade de pacientes em uso de nimodipina, quando operados para troca valvar, causada, principalmente, por hemorragia. Nós não encontramos esta correlação. A mortalidade hospitalar é similar em ambos os grupos (1 paciente em cada) e o sangramento não é estatisticamente diferente (1 caso de hemorragia importante no Grupo nimodipina). No seguimento até 41 meses, a mortalidade no Grupo placebo foi maior (4 pacientes) que no Grupo nimodipina (1 paciente).

Year

1996

Creators

Manrique,Ricardo Pavanello,Ricardo Magalhães,Hélio M. de

Tratamento cirúrgico do abscesso de anel valvar associado a endocardite bacteriana: resultados imediatos e tardios

No período de outubro de 1978 a dezembro de 1994, ocorreram 619 episódios de endocardite bacteriana em pacientes tratados no Instituto do Coração - HC-FMUSP. Destes, foram operados 208 pacientes e 65 apresentavam abscesso de anel. Quarenta e oito (73,8%) eram do sexo masculino e 17 (26,2%) do feminino. A idade variou de 6 a 61 anos (média de 38,3+/-11,9). Quarenta e seis (70,8%) eram portadores de próteses (36 aórticas e 10 mitráis), 6 (9,2%) apresentavam valvopatia prévia, 1 (1,5%) apresentava cardiopatia congênita e 12 (18,5%) não apresentavam cardiopatia. Os germes predominantes foram: Streptococcus viridans em 17 (26,2%) pacientes, Enterococcus sp em 6 (7,7%) e Staphylococcus aureus em 9 (13,8%). Nove pacientes apresentavam intervalo PR no eletrocardiograma maior que 0,20 mseg no pré-operatório. A indicação da operação foi devida a infecção em prótese em 46 (70,8%) casos, insuficiência cardíaca em 9 (13,8%), falha no tratamento clínico em 5 (7,7%), embolia em 2 (3,1 %), infecção porfungos em 1 (1,5%) e outras em 2 (3,1%). A mortalidade operatória foi de 17 (26,2%) pacientes. Ocorreram 9 (13,8%) óbitos tardios sendo que 5 pacientes faleceram devido a nova endocardite bacteriana. Trinta e sete (86%) pacientes encontram-se em CFI (NYHA), 4 em CF II e 2 CF III no pós-operatório tardio (tempo médio de evolução de 5,3 anos). Os dados apresentados confirmam que a endocardite bacteriana associada a abscesso de anel é doença de alto risco, tem indicação cirúrgica precisa e a evolução tardia demonstra que a maior complicação é a reinfecção.

Year

1996

Creators

Pomerantzeff,Pablo M. A Brandão,Carlos M. A Mansur,Alfredo José Dias,Ricardo Ribeiro Grinberg,Max Stolf,Noedir A. G Verginelli,Geraldo Jatene,Adib D

Resultado clínico tardio da anuloplastia mitral sem suporte em crianças e adolescentes

O resultado clínico pós-operatório (p.o.) tardio da reconstrução da valva mitral sem suporte em crianças e adolescentes é analisado através da observação de uma série de 70 pacientes operados. Objetivou-se acompanhar a evolução clínica tardia após o tratamento de insuficiência mitral pelas técnicas reparadoras nos pacientes em fase de crescimento, avaliar a eficácia, a durabilidade e a reprodutibilidade do procedimento, bem como morbidade e mortalidade nas fases hospitalar e tardia. Consideraram-se, ainda, os resultados em relação à etiologia da doença e as causas de falha do método. De 1977 a 1995, foram operados 70 pacientes, sendo 36 casos do sexo feminino e 34 do masculino. A média de idade foi de 12,4 ± 4,8 anos (6m a 18a). Houve predomínio da etiologia reumática (71,4%) sobre a congênita (18,6%), a degeneração mixomatosa (8,6%) e a infecciosa (1,4%). A classe funcional pré-operatória era 11 em 32 (45,7%) casos, 111 em 18 (25,7%) casos e IV em 20 (28,6%) casos. A técnica cirúrgica utilizada foi a anuloplastia simples tipo Wooler isolada em 58 (82,9%) casos e associada a encurtamento de cordoalha em 12(17,1%). Em 21 (30%) pacientes foram realizados procedimentos associados. O período de acompanhamento foi de 7 m a 17 anos, no p.o. A mortalidade hospitalar foi 4,3%. Regurgitação mitral foi descrita no intra-operatório em 21,4%. Sopro sistólico de regurgitação mitral residual foi notado em 35 (49,9%) pacientes, a maioria sem repercussão hemodinâmica. A classe funcional pós-operatória foi I em 73,9%, II em 21,7% e III em 4,4%. As curvas de análise atuarial mostraram aos 5 e 10 anos, respectivamente, probabilidade de sobrevida global de 89% e 79% e estimativa de permanecer livre de eventos cirúrgicos no período de 87% e 61 % no grupo total, 88% e 56% no grupo de etiologia reumática e 91 % no grupo de etiologia congênita para 5 e 10 anos. A insuficiência mitral pode ser tratada efetivamente por anuloplastia sem suporte anular profético, com resultados tardios comparáveis àqueles obtidos por técnicas mais complexas. Isto tem importância no tratamento de crianças e adultos jovens, especialmente no sexo feminino, quando se deseja evitar o implante de próteses mecânicas.

Year

1996

Creators

Bordignon,Solange Kalil,Renato A. Karan Sant'Anna,João Ricardo M Prates,Paulo Roberto Pereira,Edemar Manuel Nesralla,Ivo A

Estudo comparativo in vitro entre biopróteses de pericárdio bovino e porcinas

A maioria dos implantes valvulares cardíacos realizados no Brasil é representada pelas válvulas de pericárdio bovino, seguidas por próteses porcinas. Na avaliação de válvulas biológicas, deve-se considerar: desempenho hidrodinámico, resistência à fadiga e processo de calcificação. No presente estudo, foi avaliado o desempenho hidrodinámico de biopróteses de pericárdio bovino (Biopro-PB-Braile Biomédica) comparativamente às válvulas porcinas (Biopro-PP-Braile Biomédica) através do gradiente médio transvalvular. Os testes hidrodinámicos foram realizados em próteses de diâmetros variando de 19 a 35 mm, submetidas ao Sistema Duplicador de Pulsos Shelhigh (Shelhigh Inc.). O volume de ejeção foi mantido constante em 90 ml, com freqüência de pulso de 60, 70,80, 90 e 100 ciclos por minuto, possibilitando fluxos entre 5 e 9 litros por minuto, equivalentes a fluxos contínuos aproximados de 8 a 18 litros por minuto. Houve tendência à diminuição dos gradientes pressóricos à medida em que aumenta o diâmetro externo das próteses. O gradiente pressórico médio encontrado em próteses de pericárdio bovino foi significativamente menor que o de próteses porcinas (p<0,01), para todos os diâmetros estudados. Em vista da grande variabilidade dos protocolos de testes encontrados na literatura, reforça-se a necessidade de testes padronizados para avaliação hidrodinâmica de próteses valvulares, visando comparação adequada entre os diferentes modelos existentes.

Year

1996

Creators

Braile,Domingo M Godoy,Moacir Fernandes de Souza,Dorotéia R. S Oliveira,Ana Paula M. L Leal,João Carlos Araujo,Renato B Goissis,Gilberto

Preditores independentes de resultados intra-hospitalares pós-implante de stent coronariano

OBJETIVO: Identificar preditores clínicos e angiográficos independentes, determinantes de resultados imediatos pós-implante de stent coronário. MÉTODOS: Novecentos e quarenta e seis pacientes com idade média de 61,04 ± 10,98 anos (31 a 91 anos), foram submetidos a implante de stents, sendo 580 do sexo masculino (61,3%). Sucesso do procedimento foi definido quando pelo menos um vaso era dilatado com sucesso, com estenose residual < 20%. Sucesso clínico ocorreu quando se obteve êxito no procedimento na ausência de complicações maiores (IAM, necessidade de RM ou óbito) na fase intra-hospitalar. Características clínicas e angiográficas foram analisadas. Todas as variáveis relacionadas aos resultados imediatos pela análise univariada foram incluídas no modelo de regressão logística. RESULTADOS: Sucesso do procedimento foi obtido em 98,9%, sucesso clínico em 95,7%, insucesso não-complicado em 0,1% e complicações maiores em 4,2%. A análise multivariada evidenciou que lesão restenótica, calcificação e contorno irregular se relacionaram com sucesso do procedimento; diabetes mellitus, choque cardiogênico, síndromes coronárias agudas, idade, disfunção ventricular esquerda, calcificação e oclusão total foram preditores de sucesso clínico. Diabetes mellitus, choque cardiogênico, síndromes coronárias agudas, idade, doença multiarterial, disfunção ventricular esquerda, calcificação, lesões longas e oclusão total foram preditores de complicações maiores; enquanto que choque cardiogênico, síndromes coronárias agudas, idade, hipertensão arterial sistêmica e disfunção ventricular esquerda foram preditores de mortalidade intra-hospitalar. CONCLUSÃO: Nossos resultados sugerem que os resultados imediatos pós-implante de stents foram significativamente relacionados com choque cardiogênico, disfunção ventricular esquerda, idade, calcificação e oclusão total.

Year

2006

Creators

Neri-Souza,Antônio José Aguiar,Bruno Machado Coelho,André Borges Nascimento,Anderson Jorge Lima Oliveira Júnior,Waldemar Souza Godinho,Antonio Gilson Lapa Ramos,Nilson Borges Rabelo Júnior,Álvaro

Influências temporais nas características e fatores de risco de pacientes submetidos a revascularização miocárdica

OBJETIVO: Comparar perfil clínico e cirúrgico entre dois grupos de pacientes submetidos a Cirurgia de Revascularização Miocárdica (CRM) no Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul, com intervalo de 10 anos; observar sua influência na mortalidade hospitalar e verificar previsibilidade deste resultado mediante escore de risco. MÉTODOS: Estudo de coorte retrospectivo, envolvendo 307 pacientes submetidos a CRM isolada em período semestral de 1991/92 (grupo INICIAL, n=153) ou 2001/02 (grupo ATUAL, n=154). Foram analisados características demográficas, doenças cardíacas, co-morbidades e eventos operatórios, visando à comparação entre grupos e definição do escore de risco de morte hospitalar (conforme Cleveland Clinic). RESULTADOS: O grupo ATUAL tinha idade mais avançada, condição cardíaca mais grave (classe funcional, prevalência de insuficiência cardíaca e número de vasos com lesão severa) e maior prevalência de co-morbidades. Os pacientes iniciais mostraram maior prevalência na indicação cirúrgica de urgência. Não ocorreu diferença no escore médio de risco calculado para ambos os grupos (2,8 + 3,1 no INICIAL e 2,2 + 2,5 no ATUAL) ou na mortalidade hospitalar (respectivamente 3,3% e 1,9%), valores comparáveis com os comunicados pela Cleveland Clinic (para escore de risco 3, mortalidade prevista de 2,0 %, com limite de confiança 95% de 0-4,3% e mortalidade real em estudo de confirmação de 3,4%). CONCLUSÃO: Pacientes atualmente submetidos a CRM são mais idosos e em pior condição clínica (cardíaca e sistêmica) que os operados há 10 anos, mas a pontuação no escore de risco e a mortalidade hospitalar foram discretamente aumentadas no grupo inicial. Para isto, pode ter contribuído maior prevalência de cirurgias de urgência. Um escore de risco pode ser utilizado para identificar pacientes que requerem maiores cuidados e predizer o resultado cirúrgico.

Year

2006

Creators

Feier,Flávia H. Sant'Anna,Roberto T. Garcia,Eduardo Bacco,Felipe de Pereira,Edemar Santos,Marisa Costa,Altamiro Reis da Nesralla,Ivo A. Sant'Anna,João Ricardo M.

Ativação plaquetária em formas clínicas distintas da doença arterial coronariana (papel da P-selectina e de outros marcadores nas anginas estável e instável)

OBJETIVO: Os marcadores da ativação plaquetária em geral se apresentam elevados na doença arterial coronariana. Desse modo, procuramos identificar a presença e as potenciais associações de diferentes marcadores da ativação plaquetária. MÉTODOS: Estudamos pacientes com angina instável (n=28), pacientes com angina estável (n=36) e pacientes sem doença arterial coronariana (n=30); sexo e idade foram estratificados. Os níveis sangüíneos da molécula de adesão P-selectina, do thromboxane B2 e de serotonina foram medidos por imunoensaios enzimáticos. RESULTADOS: Quando comparamos os grupos, os resultados foram: a P-selectina, o thromboxane B2 e os níveis do serotonina apresentaram-se significativamente mais elevados nos pacientes com angina instável do que nos pacientes com angina estável. CONCLUSÃO: Estes marcadores da ativação plaquetária podem, portanto, identificar formas instáveis de doença arterial coronariana.

Year

2006

Creators

Venturinelli,Margareth L. Hovnan,André Soeiro,Alexandre de Matos Nicolau,José Carlos Ramires,José A. F. D'Amico,Élbio A. Serrano Júnior,Carlos Vicente

Avaliação funcional dos enxertos coronarianos através do ecocardiograma sob estresse farmacológico com dobutamina

OBJETIVO: Verificar a sensibilidade, a especificidade e a acúracia diagnósticas do ecocardiograma de estresse com dobutamina (EED) ao avaliar o estado funcional dos enxertos coronarianos: suficientes (SUF) ou insuficientes (INS). MÉTODOS: Estudo observacional, prospectivo, que incluiu 25 pacientes submetidos a cirurgia de revascularização miocárdica (CRVM). Foram realizados o EED e a coronariografia, antes e três meses após a CRVM. O ventrículo esquerdo foi dividido em três territórios por paciente, de acordo com as três principais artérias do coração: descendente anterior (DA), circunflexa (CX) e coronária direita (CD). Dos 75 territórios possíveis, 54 foram revascularizados: 25 específicos da artéria DA e 29 das artérias CX/CD. INS significa oclusão ou obstrução luminal maior ou igual a 50%. RESULTADOS: Dos 54 territórios revascularizados, em quatorze (26%) os enxertos estavam INS. O EED detectou isquemia em dezesseis (28%) territórios; em dez desses os enxertos estavam INS.O EED detectou isquemia em seis (15%) dos quarenta territórios cujos enxertos estavam SUF. Portanto, o EED teve sensibilidade de 71,4%, especificidade de 85%, e acurácia diagnóstica de 81,4%. CONCLUSÃO: O EED é um método diagnóstico com alta especificidade e acurácia diagnóstica e boa sensibilidade, na avaliação funcional dos enxertos coronarianos.

Year

2006

Creators

Pittella,Felipe José Monassa Cunha,Ademir Batista da Romeu Filho,Luiz José Martins Labrunie,Marta Moraes Weitzel,Luis Henrique Melhado,Júlio César Rocha,Antônio Sergio Cordeiro da