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Comparação da evolução a longo prazo da valvoplastia mitral percutânea por balão com a técnica de inoue versus a do balão único: análise dos fatores de risco para óbito e eventos maiores
OBJETIVO: Analisar a evolução a longo prazo de pacientes submetidos a valvoplastia mitral percutânea por balão com a técnica do balão de Inoue versus a técnica do balão único Balt, identificando os fatores que predisseram óbito e eventos maiores (óbito, nova valvoplastia mitral por balão ou cirurgia valvar mitral). MÉTODOS: O período de seguimento, nos grupos do balão único e do balão de Inoue, foi de 54 ± 31 (1 a 126) meses e de 34 ± 26 (2 a 105) meses, respectivamente (p < 0,0001). O balão único Balt foi usado em 254 (84,1%) pacientes e o balão de Inoue, em 48 (15,9%). RESULTADOS: Foram encontrados os seguintes dados, respectivamente, no grupo do balão de Inoue e do balão único: idade, 36,9 ± 10,4 (19 a 63) anos e 38,0 ± 12,6 (13 a 83) anos (p = 0,5769); escore ecocardiográfico, 7,5 ± 1,3 pontos e 7,2 ± 1,5 pontos (p = 0,1307); sexo feminino, 72,9% e 87,4% (p = 0,0097); fibrilação atrial, 10,4% e 16,1% (p = 0,4275); mortalidade no seguimento, 2,1% e 4,3% (0,6984); e eventos maiores, 8,3% e 17,7% (p = 0,1642). Não houve, na análise univariada e nas curvas de Kaplan-Meier, diferença entre as técnicas de Inoue e do balão único Balt para sobrevida e sobrevida livre de eventos maiores. Na análise multivariada, idade > 50 anos e escore ecocardiográfico > 8 predisseram, independentemente, óbito, e escore ecocardiográfico > 8 e área valvar mitral pós-procedimento < 1,50 cm² predisseram eventos maiores. CONCLUSÃO: Não houve diferença na evolução a longo prazo dos pacientes submetidos a técnica de Inoue versus a do balão único. Predisseram óbito e/ou eventos maiores: idade > 50 anos, escore ecocardiográfico > 8 e área valvar mitral pós-procedimento < 1,50 cm².
2007
Borges,Ivana Picone Peixoto,Edison Carvalho Sandoval Peixoto,Rodrigo Trajano Sandoval Oliveira,Paulo Sergio de Salles Netto,Mario Peixoto,Ricardo Trajano Sandoval Labrunie,Marta Labrunie,Pierre Villela,Ronaldo de Amorim Siqueira-Filho,Aristarco Gonçalves
Caso 4/2007: mulher, 21 anos, com cardiomiopatia hipertrófica, que apresentou choque hemorrágico e coagulação intravascular disseminada após ooforectomia por cisto ovariano roto
No summary/description provided
2007
Lima,Márcio Silva Miguel Laurinavicius,Antônio Canzian,Mauro
Pseudo-aneurisma do ventrículo esquerdo
A ruptura da parede livre do ventrículo esquerdo é uma dramática, porém nem sempre fatal complicação do infarto agudo do miocárdio. No entanto, se o diagnóstico correto for retardado, o tratamento cirúrgico pode ser comprometido. Os autores relatam um caso de volumoso pseudo-aneurisma de parede inferior de ventrículo esquerdo diagnosticado ao estudo angiográfico.
2007
Jacob,José Luiz Balthazar Buzelli,Graziele Machado,Nilton Carlos Spinola Garzon,Pedro G. A. Garzon,Sérgio A. C.
Plastia cirúrgica de óstio coronariano esquerdo com estenose não aterosclerótica
Discute-se o caso clínico de um paciente homem, 38 anos, com insuficiência cardíaca classe IV (NYHA) e angina de repouso em razão de insuficiência aórtica severa, oclusão de óstio da artéria coronária direita e lesão subtotal do óstio da artéria coronária esquerda, em razão de aortite de origem luética. O tratamento constituiu-se de prótese aórtica mecânica e plastia do óstio coronariano esquerdo com "telhado" de veia safena. A evolução clínica pós-operatória foi excelente, tendo o paciente retornado à vida ativa e sem sintomas.
2000
ARGENTA,Fábio WINCKLER,George MOMOLLI,Marcelo Kuhn FALLEIRO,Roque FRAGOMENI,Luís Sérgio
Comunicação direta entre artéria pulmonar direita e átrio esquerdo: relato de dois casos
A comunicação direta entre a artéria pulmonar direita e o átrio esquerdo é uma condição rara, tendo sido relatados menos de 40 casos em toda a literatura. Apresentação clínica é variável, podendo o paciente mostrar-se com quadro de cianose, dispnéia ou insuficiência cardíaca. No entanto, o diagnóstico pode ser facilmente feito com métodos de imagem. O tratamento cirúrgico oferece a cura completa com baixa morbi-mortalidade. Sem o mesmo, sérias complicações podem advir como embolia ou abscesso cerebral. Os autores apresentam dois casos de comunicação direta entre artéria pulmonar direita e átrio esquerdo. São discutidas as teorias embriogênicas e as variantes anatômicas desta anomalia congênita.
2000
SCHIMIN,Luiz Carlos FRANCESCHINI,Itacir Arlindo COSTA,Jean Newton Lima LUCENA,Vinícius Sousa de
Revascularização do miocárdio sem circulação extracorpórea: resultados da experiência de 18 anos de sua utilização
Introdução: A revascularização do miocárdio sem circulação extracorpórea (CEC) é hoje alternativa de revascularização em expansão não estando ainda bem definidos os limites de sua aplicabilidade. Os autores revêem sua casuística global e discutem as indicações ideais do procedimento baseados nos resultados obtidos. Casuística e Métodos: São analisados 2.495 pacientes operados sem CEC de outubro de 1981 a setembro de 1999 de um total de 10.656 pacientes revascularizados no período (23,4%). As idades variaram de 32 a 90 anos, mediana 59, e o sexo masculino predominou (67%). Insuficiência coronária crônica foi responsável por 70,8% das indicações operatórias e a maioria dos pacientes recebeu 2 pontes (51,5%). Resultados: A mortalidade (30 dias) global foi de 1,9% (48/2495) e a morbidade referente a eventos maiores foi significativamente menor em um subgrupo deste material que foi prospectivamente. Apenas 45% dos operados necessitaram de transfusão sangüínea contrastando com 90,5% dos operados com a técnica convencional. A aplicabilidade da técnica que no global foi de 23% nos últimos três anos foi de 36,8%, 35, l% e 42,2%. Conclusão: A revascularização do miocárdio sem CEC é alternativa segura de tratamento da insuficiência coronária observando-se um aumento progressivo de sua aplicação nos últimos anos. Permite o tratamento de um subgrupo de pacientes com baixa mortalidade hospitalar e menor incidência de complicações pós-operatórias, devendo seu uso ser expandido nos próximos anos com a introdução dos estabilizadores, manobras especiais e a revascularização funcional.
2001
AGUIAR,Luciano F. ANDRADE,José Carlos S. BRANCO,João Nelson PALMA,José Honório TELES,Carlos A. GEROLA,Luis Roberto BUFFOLO,Ênio
Influência do pré-condicionamento isquêmico na proteção miocárdica em revascularização do miocárdio com pinçamento intermitente da aorta
Objetivo: Este estudo testa a hipótese de que curtos períodos de isquemia podem aumentar a proteção obtida pelo pinçamento intermitente da aorta. Métodos: No grupo controle (18), a operação foi realizada com hipotermia sistêmica a 32 ºC com pinçamento intermitente da aorta e uso de circulação extracorpórea (CEC). No segundo grupo, denominado de pré-condicionamento (17), foram acrescidos dois pinçamentos de 3 minutos da aorta com intervalo de 2 minutos de reperfusão entre eles, previamente ao pinçamento intermitente da forma convencional. CK-MB, troponina I, adenosina e lactato foram obtidos do seio ocoronário no início da circulação extracorpórea (1), ao final da segunda anastomose (2) e ao final da CEC (3). Resultados: Os níveis de CK-MB e troponina I apresentaram uma leve tendência a aumentar ao final da CEC no grupo controle, enquanto os de adenosina e lactato não apresentaram diferença. <img SRC="http:/img/fbpe/rbccv/v16n1/5182q1.gif"> Conclusão: Concluímos que o pré-condicionamento isquêmico não promoveu melhora significante na proteção miocárdica.
2001
PÊGO-FERNANDES,Paulo M. JATENE,Fabio B. KWASNICKA,Karina HUEB,Alexandre Ciamppina GENTIL,André Felix COELHO,Fabrício Ferreira STOLF,Noedir A. G.
Optimização da perviabilidade do enxerto venoso na revascularização miocárdica: compreensão da fisiopatologia, novas drogas e avanços técnicos
Objetivo: Baseado nos modernos conceitos do comportamento endotelial do enxerto venoso, o objetivo deste trabalho foi identificar quais os principais fatores de obstrução no período imediato da cirurgia, quais e quando ocorrem as modificações morfológicas tardias e, finalmente, apontar os recursos aplicáveis para optimizar a perviabilidade imediata e tardia dos enxertos venosos. Casuística e Métodos: No período de 1971 a 1998 foram operados 3116 pacientes de revascularização miocárdica. Estes procedimentos foram analisados em três grupos- grupo I onde somente se empregou veia safena; grupo II onde somente se empregou artéria torácica interna e grupo III onde se empregou a associação de veia safena e artéria torácica interna. A incidência de reoperações foi analisada procurando identificar a perviabilidade dos diferentes enxertos e seus resultados. Foi realizada uma análise estatística empregando-se o teste de Qui-quadrado para averiguar a existência de diferenças de reoperados e mortalidade entre os três grupos. Resultados: O índice de mortalidade imediata variou de 1 a 7% no grupo I para 3,8 % no grupo II demonstrando diferença estatisticamente significativa (p= 0,0401). Foram reoperados 255 pacientes, sendo 3,8% no grupo II e 8,1% no grupo I demonstrando diferença estatisticamente significativa (p= 0,0094). Conclusões: Os resultados imediatos com os enxertos venosos dependem do manuseio cirúrgico, retirada. e preparo da veia, confecção das anastomoses e qualidade das artérias coronárias. Os resultados tardios entre o quinto e décimo anos sofrem a influência do espectro da aterosclerose. Os enxertos venosos representam maior incidência de reoperações quando comparados com os enxertos arteriais. Os enxertos venosos podem aumentar o grau de perviabilidade através da limitação do manuseio da veia safena, emprego de drogas como verapamil, triglicerina, papaverina, aprotinina, da profilaxia da aterosclerose e da uniformização da luz das veias irregularmente dilatadas através de enxertos tubulares híbridos.
2001
LOURES,Danton R. Rocha RIBEIRO,Edison José MULINARI,Leonardo Andrade CARVALHO,Roberto Gomes de ALMEIDA,Rui Sequeira de FELÍCIO,Marcelo Laneza
Ventriculectomia parcial esquerda: operação de Batista em pacientes acima de 60 anos
Fundamentos: A insuficiência cardíaca constitui-se em grave problema de saúde pública. Recente proposta de tratamento cirúrgico para a insuficiência cardíaca terminal é a ventriculectomia parcial esquerda, não havendo publicações específicas sobre seus benefícios em pacientes acima de 60 anos. Objetivo: Estudar os resultados obtidos com o tratamento da miocardiopatia dilatada em pacientes acima de 60 anos, submetidos à ventriculectomia parcial esquerda. Método: Entre maio de 1995 e dezembro de 1997 dez pacientes com idade entre 62 e 78 anos, portadores de miocardiopatia dilatada em classe funcional IV (NYHA), foram submetidos à ventriculectomia parcial esquerda no Serviço de Cirurgia Cardiotorácica da Disciplina de Cirurgia Cardiotorácica da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Núcleo de Hospital Universitário. A ressecção, de forma elíptica, foi realizada na parede lateral do VE, entre os dois músculos papilares, estendendo-se, desde o ápice até próximo do anel mitral. Resultados: Nove (90%) pacientes receberam alta hospitalar e um paciente (10%) evoluiu para óbito, no sexto dia de pós-operatório. O fragmento ressecado variou de 6 a 10,5 cm de comprimento por 4 a 5,5 cm de largura, com 10,8±1,3 cm por 5±0,06 cm em média. O controle ecocardiográfico demonstrou: <img SRC="http:/img/fbpe/rbccv/v16n1/5184q1.gif"> No seguimento, observou-se que três pacientes (30%) encontram-se em grau funcional I ( NYHA), três pacientes (30%) em II e um paciente (10%) em grau funcional III. A sobrevida atuarial desses pacientes foi de 100%, 87%, 87% e 67% para 6, 12, 24 e 36 meses de seguimento, respectivamente. Conclusão: A ventriculectomia parcial esquerda, realizada em pacientes com idade superior a 60 anos portadores de insuficiência cardíaca com severa disfunção hemodinâmica, apresentou mortalidade baixa, promovendo recuperação acentuada do desempenho cardíaco.
2001
PONTES,José Carlos D. V. GOMES,Otoni M. MEDEIROS,Carlos Geraldo S. SILVA,Arino F. DUARTE,João J. GARDENAL,Neimar VIOLA,Marcos Douglas Z.
Baixas doses de óxido nítrico na seleção dos pacientes candidatos a transplante cardíaco com hipertensão pulmonar
A disfunção do ventrículo direito no pós-operatório do transplante cardíaco é uma complicação freqüente com morbimortalidade elevada. A avaliação hemodinâmica pulmonar dos candidatos precisa, às vezes, do emprego de prova farmacológica com o uso de drogas endovenosas vasodilatadoras tipo nitroprussiato de sódio (NTPNa), visando reduzir os níveis de pressão e resistência vascular pulmonar (RVP) elevados a níveis compatíveis com os protocolos de inclusão dos Programas de Transplante Cardíaco. Valores de RVP acima de 6 unidades Wood sem droga vasodilatadora, ou acima de 2,5 com a utilização destas, excluem os pacientes do Programa. Entre janeiro de 1997 e janeiro de 2000 foram submetidos a cateterismo direito, 40 pacientes candidatos a transplante. A maioria homens, com idade mé (±12 anos). As etiologias mais encontradas foram miocardiopatia dilatada idiopática (59%) e miocardiopatia isquêmica (25%). Todos em CF IV da NYHA, com fração de ejeção média do ventrículo esquerdo de 0,21 (± 0,03). A monitorização do débito cardíaco (DC), pressão da artéria pulmonar (PAP) e RVP foi feita pelo método contínuo, utilizando para isto cateter de artéria pulmonar especial. Em 5 pacientes a prova farmacológica foi interrompida devido aos efeitos sistêmicos do NTPNa com queda da PAM, RVP e DC. Todos foram submetidos a inalação de óxido nítrico (NO) por máscara, a uma dose de 20 ppm durante 10 minutos. Em 3, a RVP reduziu de 7,8 (±0,88) para 2,4 (±0,36) unidades Wood, e eles foram incluídos no Programa de Transplante. Nos outros 2, apesar de doses de NO de 20,30 e 40 ppm, a redução foi de 8,4 (±2,12) para 4,9 (±0,42) unidades Wood, ou seja, insuficiente para serem incluídos nos Programas de Transplante. Não tivemos óbitos, nem complicações durante os procedimentos. O NO inalatório na avaliação hemodinâmica dos candidatos a TC -- pelo seu efeito vasodilatador seletivo -- permite identificar aqueles com hiper-resistência vascular pulmonar, que não respondem ao uso de drogas vasodilatadoras endovenosas convencionais, evitando que sejam excluídos dos benefícios do procedimento do TC.
2001
MEJIA,Juan Alberto Cosquillo PINTO Jr.,Valdester Cavalcante BARROSO,Haroldo Brasil MESQUITA,Fernando Antônio CARVALHO Jr.,Waldomiro CASTELO BRANCO,José Matos Brito SOUZA,Flávio José Rocha VIANA,Maria Corina Amaral SOUSA,Patrícia Lopes SOUSA NETO,João David
Preparo do ventrículo subpulmonar através de dois diferentes modelos ajustáveis de bandagem do tronco pulmonar: estudo experimental
Dois modelos de dispositivos ajustáveis foram implantados em cabritos jovens, com o objetivo de avaliar suas capacidades de bandagem do tronco pulmonar (TP) e eficiência no treinamento do ventrículo subpulmonar. Foram utilizados 3 grupos de 7 animais, submetidos ao implante de cateter balão (grupo I), implante de dispositivo de bandagem externa (grupo II) e para obtenção dos pesos dos ventrículos direito (VD), esquerdo (VE) e septo interventricular em condições normais (grupo controle). Os animais foram submetidos a ajustes progressivos dos dispositivos, a cada 24 horas, durante um período de 96 horas, avaliados através de monitorização hemodinâmica e ecocardiograma seriado. A hipertrofia ventricular foi avaliada através de parâmetros morfológicos e de microscopia óptica. Todos os animais concluíram o período de treinamento proposto. O gradiente VD-TP, a razão VD/VE e a pressão sistólica do VD foram significativamente maiores no grupo II (p<0,05). Observou-se aumento significativo da espessura da parede do VD, ao ecocardiograma, nos grupos I e II ao longo dos momentos avaliados, não havendo diferença significativa entre eles. O peso indexado e o peso seco do VD foi significativamente maior nos grupos I e II que no grupo controle (p<0,05), não havendo diferença significativa entre os grupos I e II (p>0,05). O perímetro e a área dos miócitos mostraram um aumento significativo no final do treinamento, comparados à amostra retirada no momento do implante dos dispositivos. Observamos maior grau de estenose do TP com dispositivo de bandagem externa, porém ambos tiveram a capacidade e a eficiência de preparar o ventrículo subpulmonar.
2001
CANÊO,Luiz Fernando DIAS,Carlos A. ASSAD,Renato Sammy ABDUCH,Maria Cristina Donadio AIELLO,Vera Demarchi MOREIRA,Luiz Felipe Pinho LOURENÇO FILHO,Domingos D. STOLF,Noedir A. G.
Técnica de implante subpeitoral para tratamento de infecção de loja de marcapasso: estudo inicial
Introdução/Objetivo: O implante de marcapasso cardíaco definitivo é um procedimento caracterizado por um baixo índice de complicações. No entanto, a infecção, principalmente a de loja de fonte geradora, caracteriza-se como uma das complicações mais comuns, com incidências variando entre 1-5% na maioria dos centros. Diversas abordagens terapêuticas para o tratamento desta afecção vêm sendo descritas com resultados controversos. Observa-se, entretanto, uma tendência a melhores resultados, com menores índices de falência de tratamento ou reinfecção, nas abordagens mais agressivas, estas sempre relacionadas à alta morbidade e a altos custos finais. Com base nos princípios já bem descritos do poder bactericida dos flaps musculocutâneos associados à antibioticoterapia na esterilização de áreas pouco vascularizadas infectadas, foi desenvolvida e avaliada neste estudo inicial a técnica de implante subpeitoral para o tratamento dos casos de infecção restrita de loja de fonte geradora, objetivando-se menores morbidades e custos com, bons resultados. Casuística e Método: Foi considerado no presente estudo o período de janeiro de 1996 a março de 2000 onde foram realizados 574 procedimentos, entre implantes e trocas de fontes geradoras, na Santa Casa de São Paulo, com um índice de infecção de 1,11% (6 casos) e 2 casos de extrusão de fonte geradora sem infecção aparente. Quatro casos tratavam-se de infecção exclusiva de loja de fonte e em 2 casos houve comprometimento sistêmico com sepse. Os germes infectantes foram S.aureus, S.epidermidis e Pseudomonas. Foi utilizada como abordagem terapêutica para todos os casos sem comprometimento sistêmico a técnica de implante subpeitoral da mesma fonte geradora associada à antibioticoterapia específica. Resultados: Não houve óbitos, casos de reinfecção ou falência de tratamento nos pacientes submetidos à técnica. O tempo médio de internação foi 7,3 dias. O tempo médio de antibioticoterapia foi de 7 dias. Não houve distúrbios do marcapasso que exigissem reabordagem. O seguimento é de 5 meses a 4 anos. Conclusão: A técnica avaliada mostra-se, a princípio, como uma alternativa viável no tratamento da infecção de loja de marcapasso, com baixa morbidade e grande eficácia.
2001
VALENTE,Acrisio Sales POCHINI,Marcelo de Castro PINTO,Ana Maria Rocha CAMPAGNUCCI,Valquíria P. MARINELLI,Itagiba GANDRA,Sylvio Matheus de Aquino RIVETTI,Luiz Antônio
Erosão esternal por aneurisma da aorta. Qual o melhor acesso?
É descrito o caso de um paciente que apresentava erosão esternal ocasionada por aneurisma da aorta ascendente e hemi-arco aórtico proximal. A via de acesso foi toracotomia bilateral uma vez que a erosão era na parte alta do esterno, empregando-se hipotermia profunda e parada circulatória total. Foi interposto enxerto de pericárdio bovino para correção da aorta ascendente e hemi-arco aórtico proximal e outro enxerto entre o tronco braquicefálico e a parede lateral do enxerto de pericárdio bovino. A artéria descendente anterior foi revascularizada por haver oclusão do óstio da artéria coronária esquerda. Após 3 anos da operação o paciente está assintomático.
2001
CARVALHO,Roberto Gomes de GIUBLIN,Paulo R. LOPES,Luiz R. MULASKI,José Carlos SILVA Jr.,Arleto Zacarias MULINARI,Leonardo A.
Cirurgia conservadora de próteses aórtica e mitral na endocardite infecciosa
A endocardite infecciosa (EI) acometendo próteses valvares é uma complicação freqüente, sendo tratada geralmente com cirurgia, devido ao seu difícil controle clínico e má resposta à antibioticoterapia. Este relato descreve o caso de uma paciente com EI, acometendo simultaneamente as biopróteses aórtica (Ao) e mitral (Mi) após vinte e quatro meses de cirurgia de implantes valvares, submetida a tratamento cirúrgico conservador, e com resultado favorável. Discutem-se as vantagens deste procedimento em situações específicas.
2001
KASSAB,Kanim Kalil MENEGOLI,José Antônio Garcia PICARDI,Vera Lúcia A. M. ALMEIDA,Marcos Cesar V. de SABINO,Emil SAN JUAN,Edgard CAMACHO,Ricardo Gomes OGIDO,César Morioki MEIRA,Enoch Brandão de Souza
Procedimentos de Vineberg: proposta de uma variação técnica
O trabalho tem o objetivo de apresentar uma nova sistematização técnica para o procedimento de Vineberg, eficaz e facilmente reprodutível. Consta da introdução de um longo segmento da artéria torácica interna esquerda no miocárdio ventricular, utilizando-se uma "Bainha Introdutora".
2001
LOBO FILHO,José Glauco
O processo de implantação de diretrizes na prática médica
Diretrizes tradicionalmente são desenvolvidas por médicos para aumentar a qualidade dos cuidados ao paciente, podendo fornecer aos seus usuários informação médica valiosa, aumentando a objetividade na decisão médica. Este artigo aborda aspectos determinantes de diretrizes de boa qualidade, sobretudo os métodos de elaboração, discutindo fatores envolvidos em sua aplicabilidade como custos implicações éticas e legais.
2001
JATENE,Fabio B. BERNARDO,Wanderley Marques MONTEIRO-BONFÁ,Rosangela
Preditores de mortalidade hospitalar no paciente idoso portador de doença arterial coronária
Introdução: O receio em nosso meio, em se retardar, erroneamente, a revascularização do miocárdio (RM) em pacientes idosos determinou a realização deste estudo. Casuística e Métodos: Um total de 361 pacientes foram, consecutivamente, submetidos a RM entre 1992 e 1995, dos quais 30,7% eram mulheres, 69,3% homens; 36,7% encontravam-se em classe funcional III/IV. Foi realizada análise univariada com 19 fatores pré-operatórios e, a seguir, multivariada (regressão logística) com as variáveis que mostraram associação significativa (p < 0,005). Resultados: Os fatores prognósticos da morbidade operatória foram: diabete melito, ICC, angina instável. Os pós-operatórios foram: acidente vascular cerebral, insuficiência renal, infecção e suporte respiratório prolongado. Conclusão: A RM pode ser realizada em pacientes com idade avançada, acompanhada de excelentes resultados (baixa mortalidade operatória), especialmente pacientes em classe funcional de ICC não muito avançada, propiciando melhora significativa da qualidade de vida.
2001
IGLÉZIAS,José Carlos R. OLIVEIRA Jr.,José Lima DALLAN,Luís Alberto O. LOURENÇÃO Jr.,Artur STOLF,Noedir A. G.
Obtenção da veia safena magna através de acesso minimamente invasivo para revascularizações miocárdicas
Objetivo: Avaliar a possibilidade de obtenção da veia safena magna através de miniincisões de pele, a sua qualidade e a ocorrência de complicações precoces da ferida operatória. Casuística e Métodos: Foram estudados 46 pacientes, admitidos entre julho e novembro de 1999. Após miniincisões longitudinais de pele a veia safena magna foi identificada e, com auxílio de afastador de lâmina longa e estreita, delicadamente dissecada. Os pacientes foram divididos em 2 grupos na dependência da presença dos fatores de risco: anemia, aterosclerose periférica, obesidade e diabete melito. As feridas operatórias foram observadas quanto às complicações maiores e menores. Amostras da veia foram enviadas para estudo histológico. Resultados: O número médio de incisões foi 2,3, com tamanho médio de 3,5 cm e de todas incisões somadas de 7,3 cm. O tamanho médio da veia foi 34,1 cm, com tempo médio de retirada de 28,7 minutos. Foram observadas complicações menores em 5 (10,8%) pacientes; sendo hematoma local a mais comum (6,5%). Não foram observadas complicações maiores e a ressecção foi sempre possível. Em 2 casos houve lesão macroscópica da veia, sendo possível a sua correção e utilização. O estudo histológico demonstrou preservação da arquitetura tecidual e não evidenciou lesão endotelial significativa. Conclusões: A obtenção da veia safena magna através de miniincisões é possível e resulta em adequado enxerto venoso. A incidência de complicações da ferida é baixa e independente dos fatores de risco. Estes resultados preliminares sugerem que a técnica pode ser aplicada com segurança em pacientes submetidos à revascularização miocárdica, embora os resultados a longo prazo ainda necessitem ser determinados.
2001
TYSZKA,André Luiz FUCUDA,Leila Satomi TORMENA,Eloisa de Brida CAMPOS,Antonio Carlos L.
Remodelamento cirúrgico do coração no tratamento cirúrgico da cardiomiopatia isquêmica
Objetivo: Apresentamos um grupo de pacientes em fase avançada de miocardiopatia isquêmica, operado com a técnica de remodelamento cirúrgico do coração: revascularização do miocárdio, anuloplastia mitral/tricúspide, plicatura de VE e procedimento de DOR. Casuística e Métodos: Vinte e sete pacientes com miocardiopatia isquêmica avançada foram submetidos a remodelamento cirúrgico do coração: 22 homens, idade média 57,8 anos, 23 em classes III e IV, fração de ejeção média de 15%. Todos os pacientes foram submetidos a CEC e cardioplegia sangüínea quente. Vinte e seis pacientes receberam 74 enxertos (2,7). Anuloplastia mitral foi realizada em 10 casos e mitral + tricúspide em 4. Plicatura do VE foi realizada em 2 pacientes e procedimento de DOR em 18. O tempo médio de pinçamento aórtico foi de 59min e o tempo médio de CEC de145min. Dez pacientes necessitaram de balão intra-aórtico e 25 receberam drogas inotrópicas no pós-operatório. Resultados: O tempo médio de ventilação foi de 31,7horas e tempo médio de internação na UTI foi de 65,7horas. Três pacientes foram reintubados e 2 reoperados por sangramento. Oito pacientes apresentaramom FA e 1 AVC. O período médio de internação foi de 13 dias. A mortalidade hospitalar foi de 22,3% (6 pacientes); 4 decorrente de baixo débito e 2 de sepse. Num período de acompanhamento médio de 20,7 meses, 19 (70,3%) estavam vivos; 17 em classes I e II, não tendo sido observado IAM neste período. Dois pacientes foram reinternados por FA, 2 por angina e 3 por ICC. Conclusão: Remodelamento cirúrgico do coração é uma alternativa cirúrgica para pacientes com cardiomiopatia isquêmica com morbidade aceitável e bons resultados a médio prazo.
2001
GAMA,Hemerson MARTIN,William NAIK,Surendra K.
Prótese valvar aórtica sem suporte: o que aprendemos
Objetivo: Analisar o estado atual e a justificativa para o uso continuado das próteses aórticas sem suporte, dando enfoque aos resultados clínicos com a prótese porcina composta CryoLife-O'Brien (CLOB). Casuística e Métodos: Entre dezembro de 1992 e fevereiro de 2000, 307 pacientes foram submetidos à troca da valva aórtica por uma prótese CLOB. A idade média dos pacientes era de 73 anos (59-89 anos), sendo 16% acima de 80 anos. Todos os pacientes foram analisados clínica e ecocardiograficamente no pós-operatório com 6 dias, 6 meses, 12 meses e anualmente. Resultados: A mortalidade hospitalar foi 1,3% (4 casos não relacionados à troca valvar). A mortalidade tardia foi 9,2% (28 pacientes); dos quais somente 2 (endocardite tardia) eram prótese-relacionados. Morbidade incluiu: 2 (0,6%) casos de acidente vascular cerebral perioperatório, 6 (1,9%) "leaks" perivalvares, 6 (1,9%) endocardites e 1 (0,3%) deterioração estrutural. Reoperação foi necessária em 6 (1,9%) pacientes: 3 por endocardite, 2 por "leak" perivalvar e 1 por deterioração estrutural. Os ecocardiogramas seriados demonstraram um gradiente médio de 7mmHg, com uma baixa incidência de incompetência trivial pelo doppler, e regressão significativa da hipertrofia ventricular esquerda (p=0,05). Conclusão: As próteses sem suporte têm apresentado excelentes resultados a curto e médio prazos. Entretanto, vigilância rigorosa é necessária para determinar a durabilidade aos 10-12 anos, período em que as valvas porcinas com suporte começam a demonstrar deterioração estrutural.
2001
NINA,Vinícius José da Silva O'BRIEN,Mark F.