RCAAP Repository

Evolução clínica e comportamento da função ventricular no pós-operatório tardio da cardiomioplastia

A cardiomioplastia tem sido proposta, como uma alternativa ao transplante cardíaco, no tratamento de pacientes com insuficiência miocárdica em fase avançada. O objetivo deste trabalho é estudar a evolução clínica e o comportamento da função ventricular no pós-operatório tardio desse procedimento em 34 pacientes portadores de cardiomiopatia dilatada, que foram operados no período de maio de 1988 a setembro de 1994. Vinte e sete pacientes estavam em classe funcional III e 7 pacientes em classe IV no preoperatorio, apesar do uso de terapêutica clínica otimizada. A mortalidade hospitalar foi de 2,9% e 1 paciente que evoluiu em choque cardiogênico foi submetido a transplante cardíaco 42 dias após a cardiomioplastia. O tempo de seguimento pós-operatório variou entre 2 e 73 meses, com média de 27,4 meses. Aos 6 meses de pós-operatório, 12 pacientes estavam em classe funcional 1,15 pacientes em classe 11 e 3 pacientes em classe III (p=0,001) em relação ao pré-operatório. Quatorze pacientes faleceram até 5 anos de pós-operatório e os índices de sobrevida foram 84,7% em 1 ano, 67,7% em 2 anos e 39,6% aos 5 anos de seguimento, sendo que, em 9 pacientes, os óbitos ocorreram por progressão da insuficiência cardíaca, e 5 pacientes faleceram subitamente. A análise de regressão de Gox mostrou que a mortalidade nos pacientes operados em classe funcional IV foi 5,5 vezes maior do que nos pacientes operados em classe III (p=0,006), cuja sobrevida foi de 52,7% aos 5 anos de pós-operatório. O estudo sistemático da função ventricular através da angiografia com radioisótopos, da ecocardiografia com Doppler e do cateterismo cardíaco direito documentou a melhora da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (V E) de 19,8 ± 3 para 23,9 ± 7,2% (p<0,01), associada a modificações significativas do encurtamento segmentar do V E, do volume e do índice sistólico, da pressão arterial média, das pressões pulmonares e do índice de trabalho sistólico do V E, aos 6 meses de seguimento. No período pós-operatório tardio, a fração de ejeção e o encurtamento segmentar do V E tenderam a cair e retornaram a valores semelhantes aos do pré-operatório em 5 anos, sendo observada no mesmo período a manutenção dos benefícios hemodinâmicos demonstrados após o procedimento. A eletrocardiografia dinâmica mostrou que a incidência de arritmias ventriculares e de fibrilação atrial não se modificou após a cardiomioplastia. Finalmente, dos 5 pacientes que completaram 5 anos de seguimento, 3 faleceram por progressão de insuficiência cardíaca e 1 por morte súbita até os 73 meses de pós-operatório. Além disso, o estudo anatomopatológico mostrou a existência de infiltração gordurosa no enxerto muscular em 9 pacientes que faleceram entre 20 e 73 meses de pós-operatório, sendo observadas alterações mais intensas do enxerto em pacientes com maior tempo de seguimento. Em conclusão, a cardiomioplastia melhora a condição clínica e a função ventricular esquerda de pacientes com cardiomiopatia dilatada. A sobrevida no pós-operatório tardio do procedimento é limitada, no entanto, em pacientes operados em classe funcional IV. Além disso, os benefícios da cardiomioplastia sobre a função sistólica do VE podem estar restritos a poucos anos de pósoperatório, fato que parece estar associado à degeneração tardia do enxerto muscular.

Year

1995

Creators

Moreira,Luiz Felipe P Stolf,Noedir A. G Bocchi,Edimar A Bacal,Fernando Pêgo-Fernandes,Paulo M Fiorelli,Alfredo I Abensu,Henry Meneghetti,José C Gutierrez,Paulo S Verginelli,Geraldo Jatene,Adib D

Evolução tardia da operação de Cox para fibrilação atrial em valvopatia mitral

A operação de Cox para fibrilação atrial (FA), descrita inicialmente para os casos de FA crônica e ou paroxística, vem tendo, em nosso meio, emprego freqüente em pacientes (pts) valvopatas mitrais portadores de FA, com controle da arritmia a médio e longo prazo. Entre julho 91 e outubro 94, 32 pts (25 femininos) portadores de FA crônica e valvopatia mitral foram operados. A idade média foi de 50,2 anos (35 a 68), sendo a valvopatia de origem reumática em 30 pts e mixomatosa em 2; 81,2% dos pacientes encontravam-se em CF IV (NYHA), sendo que 9 haviam sido previamente operados e 4 tiveram episódio prévio de embolia sistêmica. O diâmetro médio do AE era de 5,5 cm e a PSAP de 55 mmHg. Todos os pts foram operados por esternotomia mediana, seguindo a técnica original descrita por Cox (Cox I) em 18 pts e a técnica modificada (Cox 111) em 14 pts. Crioablação dos anéis mitral, tricúspide e seio coronário foi utilizada em 25 pts. Em 17 pts a valva mitral foi substituída por bioprótese de PB e conservada em 15 pts. Foram observados 2 óbitos hospitalares (baixo débito e insuficiência hepática); 14 pts fizeram uso de MP temporário no pósoperatório imediato e 4 apresentaram insuficiência respiratória com boa evolução. Um paciente apresentou morte súbita domiciliar, uma semana após a alta. Em 25 pts com evolução superior a 6 meses (média 25 m), 24 encontram-se em ritmo regular (sinusal em 19 e juncional em 5), assintomáticos e com FC média de 71,5 bpm. Contração atrial foi demonstrada pelo ECO, sendo menos efetiva no AE. Um paciente foi submetido a implante de MP definitivo por bradicardia sinusal no 2 mês de PO. Em conclusão, a operação de Cox vem mostrando resultados reprodutíveis na FA associada à doença mitral, com obtenção de ritmo regular e contração atrial presente. Não houve recorrência de FA no período avaliado.

Year

1995

Creators

Jatene,Marcelo B Sosa,Eduardo Jatene,Fábio B Tarasoutchi,Flávio Monteiro,Ana Cristina Salerno,Pedro R Souza,Luiz Carlos Bento de Mateos,José Carlos Pachón Jatene,Adib D

Cirurgia de Glenn bidirecional: importância da manutenção de fluxo "pulsátil" na artéria pulmonar

Com o objetivo de avaliar a importância clínica da presença de fluxo pulsátil na artéria pulmonar de pacientes submetidos à cirurgia de Glenn bidirecional, 36 casos consecutivos operados no período de outubro de 1990 a julho de 1994 foram revistos. As crianças, com idade variando de 11 meses a 14 anos (média, 4,4 ± 3,4 anos), eram portadoras das seguintes lesões: atresia tricúspide (18), ventrículo único (16), atresia mitral (1) e atresia pulmonar sem comunicação interventricular (1). Dezenove (52,8%) pacientes haviam sido submetidos a 22 procedimentos cirúrgicos prévios, sendo que 2 fizeram duas e outro, três anastomoses sistêmico-pulmonar. Circulação extracorpórea foi utilizada em todos os casos, sendo com hipotermia leve em 11 e com hipotermia profunda e parada cardiocirculatória total nos demais. A técnica cirúrgica básica foi a anastomose término-lateral da veia cava superior à artéria pulmonar ipsilateral. Nos casos com fluxo anterógrado, o tronco pulmonar foi ligado somente quando a pressão média ao nível da anastomose era superior a 15 mmHg, sendo que em 2 casos recentes com pressão acima de 20 mmHg, optouse por cerclar o tronco pulmonar, ajustando-se, assim, os níveis pressóricos. Ocorreram 3 óbitos imediatos; a sobrevida hospitalar foi de 91,7%. Uma criança, que evoluiu no pós-operatório com baixa saturação arterial sistêmica, foi submetida após 7 dias à anastomose sistêmico-pulmonar com prótese vascular de 3 mm. Vinte e oito pacientes foram acompanhados por um período de tempo que variou de 3,1 meses a 4,1 anos (média 1,8 ± 1,2 anos) e foram divididos em 2 grupos: A-18 crianças com fluxo pulmonar dependente exclusivamente do Glenn; B -10 crianças com outra fonte de circulação pulmonar promovendo fluxo "pulsátil" ao nível da anastomose. No Grupo A a saturação arterial sistêmica tem variado de 68% a 85% (média, 77,6 ± 5,5%) e no Grupo B de 80% a 90% com média de 86,0 ± 3,8% (p<0,001). Os pacientes do Grupo B encontram-se em classe funcional I e II, enquanto que 2 crianças do Grupo A estão em classe III e outras 2 estavam em classe IV (p=0,05), sendo que uma foi a óbito e a outra foi submetida à cirurgia de Fontan modificada, com bom resultado. Não foram observadas complicações relacionadas ao Glenn em nenhum dos dois grupos. Assim, a presença de fluxo pulsátil na artéria pulmonar melhora a saturação arterial sistêmica e a tolerância aos exercícios em crianças submetidas à cirurgia de Glenn bidirecional, sem efeitos adversos na circulação pulmonar e no fluxo sangüíneo da veia cava superior.

Year

1995

Creators

Fantini,Fernando Antônio Gontijo Filho,Bayard Lopes,Roberto Max Castro,Marcelo Frederico de Barrientos,Arturo Silva,João Alfredo de Paula e Barbosa,Juscelino Teixeira Miotto,Heberth César Masci,Tereza Lúcia de Melo Martins,Cristiane Vrandecic,Mário O

Emprego de uma nova emulsão de perfluorocarbonos (OxygentMR) em circulação extracorpórea: estudo experimental em cães

Testou-se uma nova emulsão de perfluorocarbonos (OxygentMR, Alliance Pharmaceutical, San Diego, CA 92121, EUA) em circulação extracorpórea (CEC) com hipotermia de 32ºC e hematócrito de 12%. Estudaram-se 42 cães, 12 dos quais não receberam a droga e serviram de controle (Grupo 1), enquanto os demais constituíram 3 grupos de 10 animais cada, tratados com doses de Oxygent de 1,5 ml/kg (Grupo 2), 3 ml/kg (Grupo 3) e 6 ml/kg (Grupo 4) as quais geraram fluorocritos de, respectivamente, 1 %, 2% e 3%. Foram analisadas variáveis do metabolismo do oxigênio (O2) em 6 diferentes fluxos de perfusão (Q), ordenados ao acaso. Reaqueceram-se os cães, interrompeu-se a CEC e acompanharam-se os animais por 1 hora. Diferenças intergrupos foram analisadas pelo teste das médias dos quadrados mínimos e pelo teste de Duncan, considerando-se significantes os valores de p< 0,05. Embora algo maiores no Grupo 4, a pressão parcial bem como o conteúdo arterial de oxigênio (CaO2) foram estatisticamente semelhantes ao grupo controle. A pressão parcial de O2 no sangue venoso misto (PvO2) do Grupo 4, em função do Q, mostrou-se significativamente maior (p < 0,03) que a do grupo controle, conquanto isto não tenha se repetido ao ser analisada em função da oferta tecidual de O2 . Também não houve diferença quanto ao consumo de O2 total e dissolvido, nem quanto aos gradientes sistêmico e miocárdico de lactato, porém a maior dose da emulsão (Grupo 4) expressa efeito dose-dependente benéfico, ainda que de natureza especulativa, do Oxygent sobre o metabolismo do oxigênio.

Year

1995

Creators

Vicente,Walter V. A Holman,William L Spruell,Russell D Ferguson,Edward R Clymer,Janice J Murrah,C. Patrie Pacifico,Albert D

Cirurgia de revascularização do miocárdio associada a endarterectomia de carótida

A oportunidade para realização de endarterectomia de carótida (EC) e revascularização do miocárdio (RM) para doença concomitante ainda é controversa. Entre 1979 e 1994, 10940 pacientes foram operados para revascularização do miocárdio. Cirurgia combinada RM/EC foi realizada em 46 (0,43%) pacientes, no mesmo período. A idade variou de 48 a 76 anos, média de 65,2 anos, sendo 34,7% (16/46) com 70 anos ou mais; 80,4% eram do sexo masculino. Infarto do miocárdio prévio estava presente em 23 (50%) pacientes. Diabetes mellitus em 10 (21,7%), insuficiência renal crônica em 5 (10,8%); 29 (63%) estavam em classe funcional III ou IV para angina; havia ICC em 4 (8,6%), lesão obstrutiva significativa em 9 (19,5%) pacientes em tronco da coronária esquerda; 5 pacientes estavam sendo reoperados para RM e 1 para RM e EC. Dos 25 pacientes com lesão carotídea bilateral, 4 tinham uma artéria carótida interna ocluída. Vinte e três pacientes tinham tido isquemia cerebral transitória (ICT) e 2 pacientes acidente vascular cerebral (AVC) com seqüela permanente; 21 não tinham manifestação neurológica. Endarterectomia de carótida foi realizada na carótida esquerda em 23, na direita em 14 e bilateral em 9. A RM foi realizada com pontes de safena e artéria torácica interna (ATI), variando de 1 a 4 pontes, com média de 2,8 pontes por paciente; 11 receberam ATI. A mortalidade imediata foi de 8,6% (4/46); AVC permanente não ocorreu no trans-operatório. Três dos 4 óbitos ocorreram em pacientes com idade igual ou superior a 70 anos. A EC foi realizada após preparo e heparinização do paciente para circulação extracorpórea (CEC). Nos 4 pacientes que apresentavam oclusão da artéria carótida interna contralateral a EC foi realizada após o estabelecimento da CEC com hipotermia sistêmica 25º C. Em nenhum caso foi utilizado sfrunf carotídeo. Nos casos de lesões cirúrgicas bilaterais, o lado com lesão de maior risco foi operado juntamente com a RM, sendo a outra carótida operada em segundo tempo (em torno de uma semana). Considerando que nenhum dos pacientes apresentou AVC transoperatório, achamos ser a conduta adequada para essa associação de lesões.

Year

1995

Creators

Souza,Januário M Berlinck,Marcos F Oliveira,Paulo Agostinho Fernandes de Ferreira,Rogério Petrassi Mazzieri,Ricardo Oliveira,Sérgio Almeida de

Análise da evolução tardia de 291 pacientes submetidos a substituição valvar por próteses metálicas

No período de janeiro de 1980 a dezembro de 1993, 291 pacientes foram submetidos a substituição valvar por próteses metálicas, no Instituto do Coração do HCFMUSP. Cento e oitenta e sete (64,3%) pacientes eram do sexo masculino, com idade variando de 2 meses a 78 anos (média de 38,3 +/-18,5). A etiologia das lesões foi reumática em 132 (45,4%) pacientes. Foram realizadas 201 substituições da valva aórtica, 77 da valva mitral, 15 duplas substituições mitro-aórticas, 2 substituições da valva tricúspide, 1 dupla substituição mitro-tricuspídea e 1 tríplice substituição mitro-aórtico-tricuspídea, totalizando 315 substituições valvares. Cirurgias associadas foram realizadas em 164 (56,4%) pacientes, sendo a mais freqüente a correção de aneurisma de aorta ascendente em 49 (16,8%) pacientes Cento e quarenta e um (48,4%) pacientes foram submetidos anteriormente a cirurgias valvares. Os pacientes foram avaliados clinicamente no pós-operatório tardio, segundo a classe funcional (NYHA) e o aparecimento de complicações relacionadas às próteses e à anticoagulação. A mortalidade imediata foi de 36 (12,4%) pacientes. Foram estudados 159 pacientes no pós-operatório tardio, com um tempo médio de evolução de 40,6 meses (10078 meses/paciente). As taxas linearizadas para tromboembolismo, hemorragia relacionada à anticoagulação, óbito tardio, endocardite, escape paravalvar e hemólise no pós-operatório tardio foram, respectivamente, 1,33%, 0,95%, 1,9%, 0,19%, 0,57% e 0,57% pacientes/ano. A curva actuarial de sobrevida em 14 anos é de 63,8%. Oitenta e dois porcento dos pacientes encontram-se em classe funcional I no pós-operatório tardio. Podemos concluir que os nossos resultados foram bastante satisfatórios com a utilização de próteses metálicas.

Year

1995

Creators

Brandão,Carlos M. A Pomerantzeff,Pablo M. A Brandão,Luiz C. A Grinberg,Max Stolf,Noedir A. G Verginelli,Geraldo Jatene,Adib D

Enxerto venoso intercoronariano na revascularização de artéria coronária comprometida por dissecção de aorta tipo I

Paciente de 39 anos, portador de hipertensão arterial não controlada, submetido a cirurgia para tratamento de dissecção aguda de aorta tipo I. Devido ao grande envolvimento do óstio coronário direito pela dissecção aórtica, optou-se pela ressecção da porção comprometida do vaso, com interposição de tubo não valvulado de Dacron na aorta ascendente, suspensão da valva aórtica e ligadura do óstio da artéria coronária direita. Como não havia presença de aterosclerose no ramo interventricular anterior e na artéria coronária direita, decidimos realizar um enxerto venoso entre as artérias. O enxerto intercoronário apresentou bom funcionamento e todo o território dependente da coronária direita manteve boa contratilidade. O paciente recebeu alta hospitalar em boas condições clínicas, com função rniocárdica preservada.

Year

1995

Creators

Abreu Filho,Carlos Alberto C Cabral,Richard H Gaspar,Alexandra P Dallan,Luís Alberto Oliveira,Sérgio Almeida de Jatene,Adib D

Recuperação por desbridamento manual da valva aórtica estenótica calcificada

Os autores analisam os resultados clínicos e evolução ecocardiográfica em uma série de pacientes em que foi possível recuperar a valva aórtica calcificada. Entre janeiro de 1993 e outubro de 1994, 31 pacientes foram considerados para recuperação valvar, sendo obtido sucesso imediato em 21. A etiologia era congênita em 8 e senil em 13 pacientes; o sexo masculino em 10 e feminino em 11 e as idades variaram de 44 a 78 anos (média ± DP = 63,8 ± 9,5 anos). Procedimentos associados foram 6 revascularizações miocárdicas e 1 comissurotomia mitral, com tempos de perfusão de 53,8 ± 21,4 min e de isquemia miocárdica de 33,7 ±12,1 min. O cálcio retirado com auxílio de pinças saca-cálcio usuais auxiliadas por aspiração e raspagem das válvulas. Em duas ocasiões as válvulas foram perfuradas e suturadas com Propilene 5-0. Comissurotomia com bisturi foi realizada, se necessário. Dezesseis pacientes foram avaliados por ecocardiograma no pós-operatório imediato ou após 6 m a 1 ano. Todos os casos estão em acompanhamento. Não houve mortalidade na fase hospitalar e 4,8% (1 caso) na tardia. Não ocorreram complicações pós-operatórias significativas no período estudado, encontrando-se os pacientes em classe funcional I ou II. A avaliação ecocardiográfica mostrou gradiente instantâneo máximo na via de saída do VE de 90,7 ± 23,3 mmHg (média ± DP) no exame pré-operatório e 33,0 ± 7,9 no pós-operatório (p < 0,01). A espessura septal era 2,0 ± 0,5 cm no pré e 1,2 ± 0,1 no pós-operatório (p < 0,01). Insuficiência aórtica ao ecocardiograma pós-operatório foi considerada moderada em 2, leve em 9 e mínima em 5 casos. A recuperação da valva aórtica em estenose calcificada de etiologia congênita ou senil é factível com resultado funcional bom, a curto e médio prazo. Nas calcificações senis consegue-se recuperação em maior número, porém a reconstrução valvar também é obtida em muitas estenoses congênitas calcificadas. Mesmo em válvulas severamente comprometidas por calcificações, a recuperação funcional sem substituição deve ser tentada.

Year

1995

Creators

Kalil,Renato A. K Teixeira Filho,Guaracy F Sant' Anna,João Ricardo M Prates,Paulo R Lucchese,Fernando A Brauch,Carla R Pereira,Edemar M. C Costa,Altamiro R. da Santos,Marisa F Nesralla,Ivo A

Tratamento cirúrgico da embolia pulmonar crônica: análise da experiência inicial

Após a tromboembolia pulmonar aguda, na maioria dos casos, ocorre lise com recanalização dos ramos pulmonares. Entretanto, em pequeno, mas indeterminado número de pacientes (pts) com embolia pulmonar (EP) crônica, a incompleta resolução do material embólico pode resultar em grave hipertensão pulmonar. A tromboendarterectomia pulmonar (TP) é uma opção, especialmente quando a obstrução é proximal e os pts apresentam falência ao tratamento clínico. Dentre as técnicas cirúrgicas já empregadas, a que utiliza, atualmente, a esternotomia com circulação extracorpórea (CEC) e parada circulatória total (PCT) é a que tem apresentado melhores resultados. Até janeiro/95 foram operados 15 pts portadores de EP recurrente. A arteriografia pulmonar mostrou comprometimento bilateral em 66,7% dos casos. Esternotomia foi realizada em 73,3% dos pts. Nestes pts, a técnica utilizada foi a TP por tração retrógrada dos trombos. Circulação extracorpórea foi utilizada em todos os pts, com tempo médio de 124,8 min, sendo em 66,7% dos casos realizada PCT, com tempo médio de 34,2 min. Os valores pressóricos médios na artéria pulmonar eram 91/32/55 mmHg no pré e apresentaram queda para 52/15/27 mmHg no pós-operatório.Houve 1 (6,7%) óbito hospitalar por coagulopatia e 1 tardio devido a problemas não relacionados à operação. Dos 13 pts vivos, 1 (7,7%) apresentou reobstrução e 12 (92,3%) encontram-se assintomáticos sob anticoagulação oral, tendo retornado às atividades habituais, em um período de seguimento de até 165 meses (média 47m). Em conclusão, a TP realizada por esternotomia e, quando necessário, com auxílio de PCT é procedimento viável e seguro para resolução de EP crônica, levando à remissão da sintomatologia destes pts e à manutenção do resultado a longo prazo.

Year

1995

Creators

Jatene,Fábio B Pêgo-Fernandes,Paulo M Poveda,Sérgio Monteiro,Rosângela Cukier,Alberto Mady,Charles Jatene,Adib D

Revascularização do miocárdio com a artéria radial

Os enxertos com a artéria radial foram utilizados há mais de 20 anos e praticamente abandonados após constatação de elevadas taxas de oclusão ou estenose em estudos pós-operatórios. Mais recentemente, seu emprego foi reiniciado associado ao uso dos bloqueadores dos canais de cálcio. Nos últimos 6 meses, em 30 pacientes realizamos 31 enxertos aorto-coronários com a artéria radial. Concomitantemente, a artéria torácica interna esquerda foi empregada em todos (100%) os pacientes, a artéria torácica interna direita em 9 (30%) pacientes e em 24 (80%) também foram realizadas pontes de veia safena. A média de enxertos por paciente foi de 3,5.0 enxerto de artéria radial foi realizado para a artéria diagonal em 10 (33,3%) pacientes, artéria circunflexa em 8 (26,6%), artéria coronária direita em 8 (26,6%), artéria diagonalis em 4 (13,3%) e artéria interventricular anterior em 1 (3,3%). Quatorze (46,6%) pacientes tinham antecedentes de infarto do miocárdio e em 2 (6,6%) tratava-se de reoperação. Em 3 pacientes realizou-se a endarterectomia coronária e uma dessas artérias recebeu enxerto com artéria radial. A artéria radial esquerda foi utilizada em 28 (93,4%) pacientes e a direita em 2 (6,6%). A artéria radial foi anastomosada à aorta ascendente como enxerto livre, diretamente com sutura contínua de Polipropileno 7-0. Completada a anastomose, a pinça da aorta era removida, para avaliação do fluxo sangüíneo através da artéria radial. Todos os pacientes receberam nifedipina no intra e no pós-operatório, quando se associou o AAS. O calibre da artéria radial variou de 2,5 mm a 3,75 mm e nenhum paciente apresentou sinais de isquemia ou outras alterações na mão. Não houve mortalidade nesta série, nem complicações per-operatórias conseqüentes ao uso do enxerto. O cateterismo precoce, antes da alta hospitalar, foi realizado em 7 (23,3%) pacientes e em todos o enxerto encontrava-se pérvio e sem espasmo (um deles para a artéria submetida a endarterectomia). A artéria radial parece constituir uma alternativa de grande importância na revascularização do miocárdio, especialmente após o advento dos bloqueadores dos canais de cálcio. Entretanto, é necessário maior número de estudos e o seguimento a longo prazo dos pacientes, para conclusões definitivas.

Year

1995

Creators

Dallan,Luís Alberto Oliveira,Sérgio Almeida de Corso,Ricardo C Pereira,Ana N Iglesias,José Carlos R Verginelli,Geraldo Jatene,Adib D

Fatores de risco cardiovasculares em adolescentes: indicadores biológicos e comportamentais

OBJETIVO: Oferecer informações descritivas e investigar a extensão com que os fatores de risco para doenças cardiovasculares de natureza comportamental estão associados aos fatores de risco biológicos na população jovem. MÉTODOS: Amostra de 452 adolescentes (246 moças e 206 rapazes) com idades entre 15 e 18 anos, selecionados de uma escola de ensino médio da cidade de Londrina, Paraná. Fatores de risco de natureza comportamental foram analisados mediante prática insuficiente de atividade física, ingestão excessiva de gorduras e de colesterol e uso de tabaco. Como indicadores dos fatores de risco biológicos recorreu-se ao sobrepeso, aos níveis elevados de pressão arterial e concentrações não-favoráveis de lipídios-lipoproteínas plasmáticas. RESULTADOS: Por volta de 20% das moças e 16% dos rapazes apresentaram pelo menos um fator de risco biológico para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. O sobrepeso se associou significativamente com a ingestão excessiva de gorduras, enquanto a pressão arterial elevada se relacionou com o estilo de vida sedentário e o uso de tabaco. A excessiva ingestão de gorduras e de colesterol indicou risco aumentado de concentrações indesejáveis de lipídios-lipoproteínas plasmáticas. Adolescentes fumantes tenderam a demonstrar risco de pressão arterial e de lipídios-lipoproteínas plasmáticas alterados duas vezes maior que não-fumantes. CONCLUSÃO: Os resultados reforçam a necessidade de que intervenções direcionadas à adoção de um estilo de vida saudável, incluindo prática regular de atividade física, padrões dietéticos adequados e abstenção ao uso de tabaco, deverão ser iniciadas em idades jovens.

Year

2006

Creators

Guedes,Dartagnan Pinto Guedes,Joana Elisabete Ribeiro Pinto Barbosa,Decio Sabbatini Oliveira,Jair Aparecido de Stanganelli,Luiz Cláudio Reeberg

Valor preditivo de variáveis ventilatórias e metabólicas para óbito em pacientes com insuficiência cardíaca

OBJETIVO: Avaliar o valor preditivo de variáveis respiratórias, metabólicas e hemodinâmicas, no teste de esforço cardiopulmonar, para óbito em pacientes com insuficiência cardíaca. MÉTODOS: Foram estudados 87 pacientes em classe funcional II e III da NYHA, faixa etária de 51±0,5 anos, dos quais 26 eram de etiologia chagásica, 30 isquêmica e 31 idiopática. O teste de esforço cardiopulmonar consistiu de protocolo em rampa com incremento de 5 a 15W/min, realizado em cicloergômetro, até a exaustão. RESULTADOS: A análise dos fatores de controle, realizada com regressão múltipla de Cox, mostrou que a idade, estatura, peso, superfície corporal e sexo não foram estatisticamente significativos. O consumo de oxigênio, o equivalente ventilatório de oxigênio, o equivalente ventilatório de dióxido de carbono, o pulso de oxigênio, a pressão parcial de dióxido de carbono ao final da expiração, no limiar anaeróbio, no ponto de compensação respiratória e no pico do exercício apresentaram-se como importantes preditores de óbito. A relação do aumento de dióxido de carbono como função da elevação da ventilação minuto e a relação do aumento do consumo de oxigênio e da elevação da carga de trabalho do início do exercício até o limiar anaeróbio apresentaram correlação estatisticamente significativa com óbito (p<0,05). CONCLUSÃO: O teste de esforço cardiopulmonar possibilita a avaliação de variáveis ventilatórias, metabólicas e hemodinâmicas, que podem ser utilizadas como marcadores importantes do prognóstico de vida, nesses pacientes.

Year

2006

Creators

Braga,Ana Maria F. Wanderley Rondon,Maria Urbana P. B. Negrão,Carlos Eduardo Wajngarten,Maurício

Exercício resistido na avaliação da disfunção endotelial na insuficiência cardíaca

OBJETIVO: Avaliar o uso de exercício físico resistido no estudo da disfunção endotelial na insuficiência cardíaca comparativamente à hiperemia reativa (HR). MÉTODOS: Dezoito portadores de insuficiência cardíaca (IC) e 15 voluntários realizaram esforço físico manual de preensão intermitente em bolsa pneumática com intensidade correspondente a 75% da carga máxima previamente avaliada. Foram avaliados por ultra-sonografia vascular de alta resolução para análise dos diâmetros da artéria braquial e fluxos bem como determinação do débito cardíaco em repouso, após HR e após exercício. Foram calculados o índice de fluxo sistólico na artéria braquial e o índice cardíaco. RESULTADOS: Houve aumento do índice de fluxo sistólico na artéria braquial nas condições HR e exercício físico sendo maior nessa última. Houve aumento do índice cardíaco nas condições de estudo comparativamente ao repouso. CONCLUSÃO: O exercício físico resistido, na carga avaliada, aumenta o fluxo sanguíneo local de forma mais intensa que a HR, constituindo-se numa opção fisiológica à avaliação da disfunção endotelial na IC .

Year

2006

Creators

Carvalho,Ricardo Tavares de Vieira,Marcelo Luis Campos Romano,Ângela Kopel,Liliane Lage,Silvia G.

Disfunção endotelial venosa em pacientes com doença de Chagas sem insuficiência cardíaca

OBJETIVO: Analisar a função endotelial venosa em pacientes chagásicos sem insuficiência cardíaca. MÉTODOS: O grupo Chagas (G1) foi composto por quatorze mulheres e dois homens com idade de 46 ± 2,7 anos, e o grupo controle (G0), por sete mulheres e um homem, pareados em idade, peso, altura. A Técnica de Complacência da Veia Dorsal da Mão foi utilizada para avaliação da função endotelial venosa. Foram infundidas doses crescentes de fenilefrina para se obter pré-constrição de 70% do basal; a seguir, foram administradas acetilcolina e nitroprussiato de sódio para avaliar as respostas de venodilatação, respectivamente, dependentes e independentes do endotélio. RESULTADOS: Não houve variação entre os valores hemodinâmicos nos grupos durante o experimento. A dose média de fenilefrina necessária para pré-constrição da veia foi significativamente maior no G1 (1116 ± 668,2 ng/ml), comparada à do G0 (103 ± 28 ng/ml) p = 0,05. A resposta de venodilatação máxima dependente do endotélio foi significativamente menor no grupo G1 (65,5 ± 8%), comparada à do G0 (137 ± 20 %) p = 0,009. Não houve diferença nas respostas de venodilatação independente do endotélio entre os grupos. CONCLUSÃO: Pacientes com doença de Chagas sem insuficiência cardíaca apresentam disfunção endotelial venosa.

Year

2006

Creators

Plentz,Rodrigo Della Méa Irigoyen,Maria Claudia Muller,Andreia Simone Casarini,Dulce Elena Rubira,Marcelo Custodio Moreno Junior,Heitor Mady,Charles Ianni,Bárbara Maria Krieger,Eduardo Moacir Consolim-Colombo,Fernanda

Apresentação

No summary/description provided

Year

2006

Creators

Chalela,William Azem Meneghetti,José Cláudio

Efeitos do exercício agudo na lipemia pós-prandial em homens sedentários

OBJETIVO: Examinar os efeitos de uma sessão isolada de exercício físico isométrico na trigliceridemia pós-prandial em homens sedentários com valores de triglicérides em jejum < 150 mg/dl (NTG) ou > 150 mg/dl (TG ALT). MÉTODOS: Foram avaliados 27 indivíduos (10 NTG e 17 TG ALT), com idade entre trinta e 55 anos. Os triglicérides foram determinados no início, e após duas, quatro e seis horas da ingestão oral de uma solução com 50g/m² de gordura em duas oportunidades, em repouso e após exercício isométrico em esteira. RESULTADOS: O exercício agudo não modificou os níveis pós-prandiais de triglicérides, ou a área sob a curva (AUC) de triglicérides. Entretanto, o padrão anormal da curva de lipemia pós-prandial associou-se a maior trigliceridemia basal com exercício (TG basais: 147 ± 90 versus 238 ± 89 mg/dl, p = 0,02) e sem exercício (TG basais: 168 ± 93 versus 265 ± 140 mg/dl, p = 0,04). A análise das curvas ROC (receive operating characteristics) mostrou valores de corte de triglicérides basais com atividade física de 166,5 mg/dl (sensibilidade: 0,78; especificidade: 0,72) e AUC de 0,772 [IC 95%: 0,588-0,955], e sem atividade física de 172 mg/dl (sensibilidade: 0,78; especificidade: 0,61) e AUC de 0,722 [IC 95%: 0,530-0,914]. CONCLUSÃO: A trigliceridemia pós-prandial em homens sedentários não foi modificada pelo exercício agudo, sendo os valores basais de triglicérides preditores de uma resposta anormal dos triglicérides pós-prandiais.

Year

2006

Creators

Teixeira,Mônica Kasinski,Nelson Izar,Maria Cristina de Oliveira Barbosa,Luiz Alberto Novazzi,José Paulo Pinto,Leonor Almeida Tufik,Sérgio Leite,Turíbio Ferreira Fonseca,Francisco Antonio Helfenstein

Efeitos da redução de peso superior a 5% nos perfis hemodinâmico, metabólico e neuroendócrino de obesos grau I

OBJETIVO: Avaliar os efeitos da redução de peso superior a 5% nos perfis hemodinâmico, metabólico e neuroendócrino de obesos grau I. MÉTODOS: Estudo observacional com 47 obesos grau I, média de idade de 33 anos, submetidos a orientação mensal quanto a dieta, exercício físico e comportamento alimentar, durante quatro meses. A pressão arterial, pelo método auscultatório, e a freqüência cardíaca, pelo método palpatório, foram avaliadas mensalmente, enquanto as seguintes variáveis (e respectivos métodos) foram medidas no início e final do estudo: colesterol total, triglicerídeos, HDL-colesterol (enzimático), LDL-colesterol (fórmula de Friedwald), glicemia (enzimático hexoquinase), leptina, adiponectina, renina, aldosterona, insulina (radioimunoensaio) e índice de resistência à insulina (HOMA). RESULTADOS: Observamos, após ajuste para outras variáveis, reduções significativas de 6 mmHg na pressão arterial diastólica, 7 pg/ml na renina, 13 mg/dl no colesterol total e 12 mg/dl no LDL-colesterol, no grupo com redução de peso superior a 5%. Notamos, também nesse grupo, tendência ao aumento de maior magnitude da adiponectina ao final do estudo, bem como diminuição três vezes maior dos níveis de glicemia, insulina e HOMA, e seis vezes maior da leptina. CONCLUSÃO: Medidas não-farmacológicas capazes de promover redução de peso superior a 5% produzem efeitos hemodinâmicos, metabólicos e neuroendócrinos que melhoram o risco cardiovascular de obesos.

Year

2006

Creators

Barbato,Kelly Biancardini Gomes Martins,Rita de Cássia Vieira Rodrigues,Maria de Lourdes Guimarães Braga,José Ueleres Francischetti,Emílio Antonio Genelhu,Virginia

Tratamento cirúrgico das valvopatias aórticas com bioprótese de pericárdio bovino sem suporte: resultados imediatos

OBJETIVO: Apresentar os resultados imediatos e avaliar o desempenho clínico e hemodinâmico das biopróteses sem suporte de pericárdio bovino (stentless) em posição aórtica. MÉTODOS: Foram operados 20 pacientes com indicação de troca valvar aórtica por bioprótese, sendo 11 homens, 16 com estenose aórtica; a média de idade foi 66,3 ± 8,8 anos. A técnica operatória utilizada foi o implante subcoronariano. Cinco pacientes receberam procedimentos associados. No pós-operatório, a morbidade-mortalidade e o desempenho hemodinâmico foram avaliados por meio de ecocardiograma transtorácico. RESULTADOS: Os tempos médios de circulação extracorpórea e anóxia foram, respectivamente, 136,5 ± 24,41 min e 105,2 ± 21,62 min. A mortalidade hospitalar foi 5% (um paciente). A permanência na UTI foi, em média, 3,65 ± 3,23 dias. A média dos gradientes transvalvares no pós-operatório foi 25,39 ± 7,82 mmHg. A fração de ejeção do ventrículo esquerdo no pré-operatório era 67 ± 13,49% e, no pós-operatório, foi 63,24 ± 16,06% (p = 0,45). Onze pacientes não apresentaram nenhum grau de refluxo valvar, 8 apresentaram refluxo leve, e um, refluxo leve a moderado. CONCLUSÃO: As próteses stentless podem ser utilizadas no tratamento cirúrgico das valvopatias aórticas, com morbidade e mortalidade na fase hospitalar semelhante à descrita na literatura para procedimentos semelhantes, e apresentam desempenho hemodinâmico satisfatório.

Year

2006

Creators

Araújo,Wesley Ferreira de Gerola,Luis Roberto Kin,Hyoung C. Pereira Filho,Armindo Vargas,Guilherme Flora Catani,Roberto Buffolo,Enio

Análise de marcadores de estabilização da placa aterosclerótica após evento coronariano agudo

OBJETIVO: Avaliar o tempo para a estabilização da placa aterosclerótica nas síndromes coronarianas agudas (SCA) utilizando-se marcadores inflamatórios. MÉTODOS: Estudo prospectivo, quarenta pacientes com SCA sem supradesnivelamento de ST versus quarenta indivíduos sem doença coronariana. Proteína C-reativa (PCR), fibrinogênio, fator VIIIc, interleucina-6 e TNF (fator de necrose tumoral)-alfa foram coletados na internação, na alta hospitalar e após três e seis meses. RESULTADOS: Comparada ao controle, a PCR foi significativamente maior na internação e na alta, mas não após três e seis meses. Os níveis de fibrinogênio não apresentaram variações, exceto aos seis meses, quando foi significativamente menor que o controle. O fator VIIIc não diferiu do controle na internação, mas foi significativamente maior na alta, e sem diferenças aos três e seis meses. A IL-6 foi significativamente maior que o controle em todos os períodos. Entretanto, houve queda significativa dos seus níveis entre a alta e três meses. O TNF-alfa não foi significativamente diferente do controle em nenhum momento. Somente a IL-6 se correlacionou significativa e independentemente com eventos cardiovasculares futuros. CONCLUSÃO: Quanto a PCR e fator VIIIc, sugere-se estabilização da placa em até três meses; a análise da IL-6 sugere estabilização a partir do terceiro mês, apesar de permanecer elevada em relação ao controle em até seis meses. Apenas a IL-6 mostrou valor prognóstico de eventos futuros em um ano.

Year

2006

Creators

Mouco,Osana Maria Coelho Costa Nicolau,José Carlos Souza,Tatiana da Rocha e Maia,Lilia Nigro Ramires,José Antônio Franchini