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Comparative wood anatomy of root and stem of Citharexylum myrianthum (Verbenaceae)
Root and stem wood anatomy of C. myrianthum (Verbenaceae) from a semideciduous seasonal forest in Botucatu municipality (22º52’20”S and 48º26’37”W), São Paulo state, Brazil, were studied. Growth increments demarcated by semi-ring porosity and marginal bands of axial parenchyma were observed in the wood of both root and stem. Many qualitative features were the same in both root and stem: fine helical thickenings, and simple and multiple perforation plates in vessel elements; large quantities of axial parenchyma in the growth rings, grading from marginal bands and confluent forming irregular bands in earlywood to lozenge aliform in latewood; axial parenchyma cells forked, and varied wall projections and undulations; septate fibres; forked and diverse fibre endings. Quantitative features differing between root and stem wood were evaluated using student’s t-test, and vessel frequency, vessel element length, vessel diameter, ray height, and vulnerability and mesomorphy indices differed significantly. Root wood had lower frequency of vessels, narrower and longer vessel elements, and taller rays than wood of the stem. The calculated vulnerability and mesomorphy indices indicated that C. myrianthum plants are mesomorphic. Roots seem to be more susceptible to water stress than the stem.
2014
Marcati,Carmen Regina Longo,Leandro Roberto Wiedenhoeft,Alex Barros,Claudia Franca
Morfologia de plântulas de Martiodendron excelsum e sua relevância sistemática em Dialiinae (Leguminosae, "Caesalpinioideae”)
Martiodendron Gleason é um gênero sul-americano com cinco espécies arbóreas, subordinado à Dialiinae (tribo Cassieae). Dialiinae apresenta 17 gêneros, que formam um clado cujas relações genéricas permanecem em grande parte não definidas. Este trabalho descreve e ilustra o desenvolvimento e a morfologia de plântulas de Martiodendron excelsum e avalia, por meio de uma revisão, a relevância sistemática dos atributos de plântulas em nível de gênero em Dialiinae. Sementes de M. excelsum foram coletadas de populações em áreas de mata ciliar no Estado de Roraima, Brasil. Martiodendron excelsum tem plântulas fanero-epígeo-armazenadoras, eofilos estipulados e 1-foliolados nos três primeiros nós. Os dados sobre morfologia de plântulas são potencialmente úteis para diagnosticar gêneros em Dialiinae, visto que Martiodendron e todos os demais gêneros podem ser distintos entre si pela a variação no grupo morfológico de plântulas, na filotaxia e número de folíolos no primeiro e segundo eofilos, nas relações entre o comprimento e largura dos cotilédones e entre o comprimento do hipocótilo e epicótilo e no alongamento do primeiro entrenó eofilar. Por fim, em Leguminosae, a predominância de eofilos 1-foliolados na maior parte dos gêneros de Dialiinae é somente comparável à encontrada entre as plântulas de táxons de Papilionoideae.
2014
Hartmann,Leonardo da Silva Rodrigues,Rodrigo Schütz
Pequenas espécies de Parmeliaceae (Ascomycota) eciliadas no Parque Estadual da Cantareira, estado de São Paulo, Brasil: gêneros Canoparmelia e Crespoa
O levantamento das espécies pertencentes aos gêneros Canoparmelia e Crespoa no Parque Estadual da Cantareira e arredores revelou a ocorrência, respectivamente, de quatro e três espécies. As espécies são reconhecidas pelos talos foliosos com lobos arredondados ou ± truncados estreitos em geral ≤ 0,5 cm larg., diferindo pela morfologia e anatomia dos córtices superiores e dos metabólitos secundários, sendo que nenhuma espécie dos dois gêneros tende a formar cílios marginais. Constituintes químicos medulares são diversos. São apresentados uma chave de identificação, descrições, comentários e ilustrações para as espécies citadas.
2014
Benatti,Michel Navarro
Annonaceae da Reserva Natural Vale, Linhares, Espírito Santo
As Annonaceae da Reserva Natural Vale, localizada em Linhares, Espírito Santo, estão distribuídas em 11 gêneros e 27 espécies. São apresentadas chaves de identificação para os gêneros e para as espécies e ilustrações dos caracteres diagnósticos. O gênero com maior número de espécies é Annona, com cinco, seguido por Guatteria com quatro. Duguetia, Honschuchia, Oxandra e Xylopia têm três espécies cada e Unonopsis, duas espécies. Anaxagorea, Cymbopetalum, Ephedranthus e Pseudoxandra são representados por apenas uma espécie cada. São endêmicas da Mata Atlântica 18 espécies, das quais quatro são endêmicas da Reserva Natural Vale. A identidade das espécies de Guatteria na Reserva é controversa. Flores masculinas de Pseudoxandra spiritus-sancti são descritas pela primeira vez, constituindo também o primeiro relato de androdioicia em Pseudoxandra.
2014
Lopes,Jenifer de Carvalho Mello-Silva,Renato de
Erythroxylum (Erythroxylaceae) na Mata Atlântica da Bahia, Brasil
Neste trabalho é apresentado o levantamento florístico de Erythroxylum na Mata Atlântica do estado da Bahia. Todas as informações sobre as espécies foram obtidas através de análise de exsicatas depositadas nos herbários ALCB, CEPEC, HRB, HUEFS, HUESC, MBM, R, RB, SP, SPF e consultas virtuais aos herbários BR, F, NY e K. Foram realizadas expedições em campo, priorizando regiões com poucas coletas, registros de espécies raras e suspeitas de novidades taxonômicas. Foram registradas 28 espécies, sendo E. ectinocalyx um novo registro para a Bahia e E. compressum, E. distortum, E. leal-costae, E. mattos-silvae, E. membranaceum e E. petrae-caballi constantes na lista de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção. São apresentadas descrições, ilustrações, chave de identificação e comentários para todas as espécies estudadas.
2014
Araújo,Thiago Felipe de Fiasch,Pedro Amorim,André M.
Erythroxylaceae no Rio Grande do Norte, Brasil
O presente estudo tem como objetivo contribuir para o conhecimento das espécies de Erythroxylaceae ocorrentes no estado do Rio Grande do Norte. O trabalho tem por base a análise morfológica de materiais depositados em herbários e coletas de campo, além da compilação de dados de literatura. Foram registradas 11 espécies: Erythroxylum barbatum, E. caatingae, E. nummularia, E. passerinum, E. pungens, E. revolutum, E. rimosum, E. simonis, E. squamatum, E. subrotundum e E. vacciniifolium, das quais sete são citadas pela primeira vez no Rio Grande do Norte. Chave para identificação, descrições, ilustrações, dados sobre hábitat, fenologia e distribuição geográfica das espécies são apresentados.
2014
Costa-Lima,James Lucas da Loiola,Maria Iracema Bezerra Jardim,Jomar Gomes
Flora do Ceará, Brasil: Capparaceae
Capparaceae compreende 25 gêneros e aproximadamente 500 espécies de ampla distribuição no mundo, ocorrendo especialmente nas regiões tropicais e subtropicais, estando bem representada em florestas tropicais sazonalmente secas. No Brasil, ocorrem 12 gêneros e 28 espécies, das quais 12 são endêmicas. Os representantes de Capparaceae são plantas lenhosas, com folhas simples ou 3-folioladas (Crateva), flores com ovário elevado por um ginóforo exserto e fruto carnoso. O objetivo deste trabalho foi descrever as espécies de Capparaceae ocorrentes no Ceará e mostrar sua distribuição no estado, visando contribuir para o conhecimento e entendimento da flora local. O estudo foi baseado na análise de amostras obtidas durante expedições a campo, coleções pertencentes aos herbários EAC, HUEFS, HVASF, IPA e UFRN, bibliografias e fotografias de tipos. A Flora de Capparaceae do Ceará é composta por cinco espécies: Capparidastrum frondosum, Crateva tapia, Cynophalla flexuosa, Cynophalla hastata e Neocalyptrocalyx longifolium. Esse estudo apresenta chave de identificação, descrições, comentários sobre aspectos ecológicos e fenológicos, mapas de distribuição e ilustrações dos táxons.
2014
Soares Neto,Raimundo Luciano Magalhães,Francisco Átila Leles Tabosa,Francisco Romário Silva Moro,Marcelo Freire Costa e Silva,Maria Bernadete Loiola,Maria Iracema Bezerra
Flora do Ceará, Brasil: Combretaceae
Este estudo consiste no levantamento florístico de Combretaceae ocorrentes no estado do Ceará, como parte do projeto "Flora do Ceará". O estudo foi baseado na análise comparativa dos caracteres morfológicos de espécimes depositados em herbários, bibliografia, fotos de materiais-tipo, além de coletas e observações de campo. Foram registradas 17 espécies distribuídas em cinco gêneros: Buchenavia (2); Combretum (9); Conocarpus (1); Laguncularia (1) e Terminalia (4). As espécies ocorrem preferencialmente em ambientes mais secos como caatinga, carrasco e floresta estacional.
2014
Soares Neto,Raimundo Luciano Cordeiro,Luciana Silva Loiola,Maria Iracema Bezerra
Flora da Usina São José, Igarassu-PE: Rutaceae, Simaroubaceae e Picramniaceae
Este trabalho é parte da série de monografias taxonômicas de famílias ocorrentes em fragmentos de Floresta Atlântica da Usina São José, Igarassu, norte do estado de Pernambuco. Aqui são apresentados os tratamentos de Picramniaceae (Picramniales) e de duas famílias da ordem Sapindales: Rutaceae e Simaroubaceae. Coletas foram realizadas em nove fragmentos entre os anos de 2007 e 2013, além de análise de coleções locais. Foram reconhecidas sete espécies de Rutaceae: Conchocarpus insignis, Conchocarpus longifolius, Conchocarpus macrophyllus, Ertela trifolia, Esenbeckia grandiflora, Hortia brasiliana, Zantoxylum rhoifolium. As famílias Simaroubaceae e Picramniaceae estão representadas por uma espécie cada, Simarouba amara e Picramnia gardneri subsp. septentrionalis. São apresentadas descrições, ilustrações e comentários de distribuição georgráfica, além de uma chave de identificação.
2014
Buril,Maria Teresa Thomas,Wayt W. Alves,Marccus
Nota sobre Matayba livescens stat. nov. (Sapindaceae, Cupanieae) do litoral brasileiro
Matayba livescens stat. nov. é segregada de Matayba guianensis f. livescens, reconhecida como uma espécie distinta e inserida na sect. Matayba. Caracteres que separam as espécies são discutidos neste trabalho. São apresentados aqui uma descrição morfológica, diagnose, ilustração e comentários sobre a taxonomia e distribuição geográfica da espécie.
2014
Coelho,Rubens Luiz Gayoso Souza,Vinicius Castro Ferrucci,María Silvia
Orchidaceae em afloramentos rochosos do estado de Pernambuco, Brasil
Em Pernambuco, além da Floresta Atlântica costeira, e dos Brejos de Altitude, as encostas orientais do Planalto da Borborema também são regiões ricas em espécies de Orchidaceae. Os afloramentos rochosos são comuns e têm sido indicados com uma das áreas mais representativas para a família no Nordeste do Brasil. O presente trabalho teve como objetivo inventariar a flora de orquídeas da área. Excursões foram realizadas entre 2005 e 2013, contemplando afloramentos rochosos de 13 áreas. Foram encontradas 29 spp. pertencentes a 18 gêneros, sendo Habenaria (seis spp.) e Epidendrum (quatro spp.) os mais representativos. Entre as espécies catalogadas destacam-se Acianthera prolifera e Octomeria alexandri como novos registros para Pernambuco, e Phragmipedium sargentianum que consta na lista de espécies ameaçadas de extinção no Brasil. As espécies são amplamente distribuídas a restritas na sua distribuição, dentre as quais, nove são endêmicas do Brasil. Este estudo corrobora informações anteriores sobre a elevada riqueza e abundância de Orchidaceae nas formações vegetais dos afloramentos rochosos, incluindo muitas espécies endêmicas. Apesar disto, poucas unidades de conservação no estado de Pernambuco englobam esse ecossistema tão importante.
2014
Pessoa,Edlley Alves,Marccus
Mimosoideae (Leguminosae) na Reserva Ecológica do Panga, Minas Gerais, Brasil
Mimosoideae, uma das subfamílias de Leguminosae, tem várias espécies naturais do Brasil e um de seus maiores gêneros, Mimosa, com centro de diversidade no Cerrado. O levantamento das espécies de Mimosoideae na Reserva Ecológica do Panga, no estado de Minas Gerais, revelou a ocorrência de 15 espécies em 9 gêneros. Mimosa é o maior gênero em número de espécies (cinco espécies), seguido por Inga e Stryphnodendron (duas espécies cada). As demais pertencem aos gêneros Albizia, Anadenanthera, Enterolobium, Piptadenia, Plathymenia e Senegalia (uma espécie cada). Este estudo apresenta chave de identificação, descrições, ilustrações, dados de distribuição geográfica e comentários sobre as espécies de Mimosoideae na Reserva Ecológica do Panga.
2014
Rocha,Gustavo Paiva Evangelista da Borges,Leonardo Maurici Romero,Rosana
Sinopse das Caesalpinioideae (Leguminosae) na Serra do Japi, São Paulo, Brasil
Este trabalho apresenta um estudo florístico das Caesalpinioideae da Serra do Japi, localizada na região sudeste do estado de São Paulo. Foram inventariadas dezoito espécies distribuídas em nove gêneros e quatro tribos. Os gêneros mais diversos no local foram Senna (6 spp.) e Chamaecrista (4 spp.) e a tribo mais representativa foi Cassieae (11 spp.). Foram reconhecidos nove novos registros para a área. As espécies encontradas possuem ampla distribuição nos domínios fitogeográficos do país, com exceção de duas espécies exclusivas da Mata Atlântica. A flora da Serra do Japi abriga quase 20% das espécies de Caesalpinioideae registradas para o estado, reforçando a importância da conservação desta floresta como importante polo de diversidade. São apresentados chaves de identificação, ilustrações e comentários sobre as espécies.
2014
Escobar,Nicoll Andrea Gonzalez Silva,Edson Dias da Tozzi,Ana Maria Goulart de Azevedo
Espécies raras e comuns de Myrtaceae da Floresta Estacional Decidual de Santa Catarina, Brasil
Objetivou-se avaliar as espécies arbóreas raras e comuns da família Myrtaceae amostradas pelo Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina na Floresta Estacional Decidual. Esta floresta ocorre ao longo do rio Uruguai e afluentes, sob baixas temperaturas no inverno e chuvas bem distribuídas ao longo do ano, com árvores do dossel e emergentes predominantemente caducifólias. Coletaram-se dados em 78 unidades amostrais com 0,40 ha cada, registrando-se árvores com diâmetro na altura do peito ≥ 10 cm. Utilizou-se a metodologia Rabinowitz para segregar as espécies em raras ou comuns, considerando três variáveis: distribuição geográfica, especificidade por habitat e tamanho populacional. Das 28 espécies amostradas, 78,57% (22 spp.) apresentaram alguma forma de raridade e 21,43% (6 spp.) foram comuns. As espécies de Myrtaceae na Floresta Estacional Decidual são, em geral, amplamente distribuídas, mas seletivas quanto ao habitat e possuem poucos indivíduos. Destacam-se três espécies consideradas raras na floresta avaliada: Eugenia subterminalis, Myrcianthes gigantea e Siphoneugena reitzii com um indivíduo cada. Campomanesia xanthocarpa foi a espécie mais comum. Todas as espécies avaliadas são zoocóricas e podem ser utilizadas em restauração ambiental.
2014
Fontana,Cláudia Gasper,André Luís de Sevegnani,Lúcia
Morfologia das plântulas, anatomia e venação dos cotilédones e eofilos de três espécies de Mimosa (Fabaceae, Mimosoideae)
A fase pós-seminal é uma das mais críticas do ciclo de vida dos vegetais, responsável pelo estabelecimento do indivíduo. Mimosa é um gênero amplo, com espécies utilizadas para recuperação de áreas degradadas; o conhecimento de fases juvenis é indispensável para a identificação no campo. Este trabalho compara a morfologia das plântulas, a anatomia e a venação dos cotilédones e eofilos de Mimosa daleoides, M. dolens var. anisitsii e M. orthacantha, adotando métodos usuais em morfologia e microscopia de luz. A germinação ocorre entre um e três dias. São plântulas fanero-epígeo-foliáceas, com expansão dos cotilédones entre dois a cinco dias após a germinação; cotilédones semelhantes, actinódromos e anfiestomáticos. A filotaxia dos cotilédones é oposta e dos eofilos é alterna. O número de pares de folíolos no primeiro eofilo varia de dois a três em M. daleoides e M. dolens var. anisitsii e de cinco a sete em M. orthacantha. O limbo foliolar apresenta anatomia semelhante entre as espécies, é anfiestomático, dorsiventral, com uma camada de parênquima paliçádico bem desenvolvida; a epiderme de M. dolens var. anisitsii apresenta idioblastos fenólicos e apêndices lignificados no bordo foliolar. O padrão de venação é broquidódromo, com algumas variações em M. orthacantha. Os resultados obtidos permitem a identificação de espécies de Mimosa em sua fase juvenil, fornecendo dados que podem apoiar estudos taxonômicos e ecológicos com o gênero.
2014
Oliveira,Jonathas Henrique Georg de Iwazaki,Maísa Carvalho Oliveira,Denise Maria Trombert
Subsídios para a gestão de jardins botânicos no Brasil - o caso do Jardim Botânico Adolpho Ducke de Manaus
Independente de sua forma de administração, para atingir seus objetivos, os jardins botânicos precisam estar amparados em instrumentos de gestão que orientem as ações a serem implementadas, e traduzam as expectativas e necessidades de seus visitantes em programas e projetos. O estudo se propôs a apresentar subsídios para nortear a gestão do Jardim Botânico Adolpho Ducke de Manaus, baseado na percepção, nas demandas e expectativas através de um levantamento de informações junto aos diferentes atores que se relacionam com o jardim, buscando assegurar o alcance efetivo dos seus objetivos, bem como seu fortalecimento institucional, ponderando suas características peculiares e importância no contexto amazônico. A pergunta central deste estudo é como deverá ser administrado para atender às expectativas e demandas de seus usuários. Para isso foram estabelecidos três objetivos principais, que deverão auxiliar no estabelecimento de uma gestão mais adequada ao jardim. Atualmente, o documento que norteia sua gestão é o seu regimento interno, no qual está estabelecido a sua missão, seus objetivos e estrutura de gestão, sendo este um primeiro norte, contudo ainda falta um instrumento que contemple um planejamento de futuro.
2014
Barroso,Antonia Lucia Fernandes Mesquita,Rita de Cássia Guimarães
Floristic and Forest Inventory of Santa Catarina: species of evergreen rainforest
This study presents the list of species of Evergreen Rainforest in Santa Catarina, based on 202 sample units established by the Floristic and Forest Inventory of Santa Catarina, in order to study the tree/shrub component and regeneration in addition to a floristic survey outside the sample units. We recorded 1,473 species: three gymnosperms and 1,470 angiosperms, that totalize 19% of all species quoted for this Brazilian forest type. The most species-rich families were Orchidaceae (143 species), Myrtaceae (142), Asteraceae (98), Melastomataceae (86), Fabaceae (78), Rubiaceae (65), Solanaceae (61), Bromeliaceae (57), Piperaceae (56), and Lauraceae (52). Among them are eight species listed in the Official List of Endangered Species of the Brazilian Flora: Aechmea blumenavii, Araucaria angustifolia, Billbergia alfonsijoannis, Euterpe edulis, Heliconia farinosa, Ocotea catharinensis, O. odorifera and, O. porosa.
2014
Gasper,André Luís de Uhlmann,Alexandre Sevegnani,Lucia Meyer,Leila Lingner,Débora Vanessa Verdi,Marcio Stival-Santos,Anita Sobral,Marcos Vibrans,Alexander Christian
Estrutura e diversidade arbórea da Floresta Estacional Semidecidual secundária no Jardim Botânico da Universidade Federal de Juiz de Fora
Este estudo avaliou a estrutura e diversidade da comunidade arbórea da Floresta Estacional Semidecidual secundária no Jardim Botânico da UFJF (Juiz de Fora, MG). As árvores (DAP 5 cm) foram amostradas em 25 parcelas aleatórias de 20 × 20 m. Foram amostrados 2.535 indivíduos, sendo 385 mortos em pé e 2.150 indivíduos vivos, pertencentes a 105 espécies e 39 famílias. Como reflexo da forte dominância ecológica, o valor do índice de diversidade de espécies de Shannon (H' = 3,30 nats.ind-1) foi baixo em comparação com florestas mais maduras da região. As árvores mortas em pé representaram 15,2% do total de indivíduos, valor elevado quando comparado com outras florestas da região. Uma análise de correspondência distendida (DCA) mostrou baixa heterogeneidade florística interna. Houve predominância de árvores pertencentes a estágios sucessionais iniciais (pioneiras e secundárias iniciais). Os resultados demonstram que, embora o fragmento florestal possua tempo de regeneração natural superior a 70 anos, a comunidade arbórea apresenta um processo de sucessão aparentemente lento, característica de uma floresta imatura. Em contrapartida, a área possui espécies ameaçadas de extinção e famílias características de floresta madura (Lauraceae e Myrtaceae) com boa representatividade. Assim, o fragmento é importante para a preservação da biodiversidade regional.
2014
Brito,Pablo Salles de Carvalho,Fabrício Alvim
Composição florística da vegetação altimontana do distrito de Monte Verde (Camanducaia, MG), Serra da Mantiqueira Meridional, Sudeste do Brasil
A Serra da Mantiqueira apresenta um mosaico de formações vegetacionais composto por florestas altimontanas, florestas de araucária, campos de altitude e afloramentos rochosos. Realizamos um levantamento florístico nas formações altimontanas do distrito de Monte Verde, Camanducaia, MG, Sudeste do Brasil, para quantificarmos a riqueza específica de cada formação e analisarmos a distribuição geográfica das espécies. Foram coletadas 499 espécies, distribuídas entre 97 famílias e 285 gêneros. As famílias com maior riqueza específica foram Asteraceae (77 espécies), Melastomataceae e Orchidaceae (25), Myrtaceae (24), Solanaceae (23), Cyperaceae e Fabaceae (22), e Rubiaceae (18). Os gêneros mais ricos foram Baccharis (16 espécies), Solanum (15), Leandra (10), Myrceugenia (9), Tibouchina (8) e Myrcia (7). Registramos a ocorrência de três espécies recém-descritas e cinco novos registros para o estado de Minas Gerais. Cerca de 60 espécies são exclusivas do Sudeste brasileiro, enquanto 124 ocorrem também na região Sul. A presença de espécies endêmicas e com distribuição geográfica restrita destaca a influência da Serra da Mantiqueira na distribuição de espécies vegetais no Domínio da Floresta Atlântica.
2014
Meireles,Leonardo Dias Kinoshita,Luiza Sumiko Shepherd,George John
Samambaias e licófitas do estado de Pernambuco, Brasil: Blechnaceae
O presente trabalho visa dar continuidade a série de monografias das famílias de samambaias e licófitas no estado de Pernambuco, apresentando o estudo da família Blechnaceae. São registradas cinco espécies, distribuídas em dois gêneros (Blechnum brasiliense, B. occidentale, B. polypodioides, B. serrulatum e Salpichlaena volubilis). Blechnum polypodioides é registrado pela primeira vez para o estado. São apresentados chave de identificação, descrições e ilustrações, bem como comentários taxonômicos e sobre a distribuição geográfica das espécies.
2014
Santiago,Augusto César Pessôa Barros,Iva Carneiro Leão Dittrich,Vinícius Antonio de Oliveira