RCAAP Repository
A família Eriocaulaceae nas restingas do estado do Rio de Janeiro, Brasil
No Brasil, Eriocaulaceae compreende cerca de 600 espécies distribuídas em oito gêneros. O principal centro de diversidade da família é a Cadeia do Espinhaço, onde concentram-se a maioria dos estudos taxonômicos. Entretanto, as áreas de restingas também possuem uma diversidade considerável de espécies de Eriocaulaceae. Este trabalho traz o tratamento florístico das Eriocaulaceae ocorrentes nas restingas do estado do Rio de Janeiro. Foi registrada a ocorrência de 12 espécies, distribuídas em seis gêneros, sendo uma de Actinocephalus, duas de Comanthera, três de Leiothrix, três de Paepalanthus, duas de Syngonanthus e uma de Tonina. A maioria das espécies foi encontrada em locais arenosos, secos e com pouca vegetação ao redor. Somente uma espécie foi encontrada em local úmido e com muita vegetação. São apresentadas ilustrações, descrições, chave de identificação, além de comentários sobre distribuição geográfica e variação morfológica das espécies.
2014
Silva,Lucas Espindola Florêncio da Trovó,Marcelo
Eriosema (Leguminosae-Papilionoideae) no Sudeste do Brasil
Eriosema, compreendendo 150 espécies, possui distribuição pantropical, e apresenta dois principais centros de diversidade, um na África e outro nas Américas. Atualmente 38 espécies são registradas para a região Neotropical, das quais 30 encontram-se no Brasil. O presente trabalho consiste no tratamento taxonômico das espécies de Eriosema na região Sudeste do Brasil onde foram registrados 26 táxons: Eriosema benthamianum, E. campestre var. campestre, E.campestre var. macrophyllum, E.congestum, E.crinitum, E.defoliatum, E. floribundum, E.glabrum, E. glaziovii, E.hatschbachii, E.heterophyllum, E.longiflorum, E.longifolium, E.obovatum, E.platycarpon, E.prorepens, E.pycnanthum, E.riedelii, E.rigidum, E.rufum var. macrostachyum, E.rufum var. rufum, E.simplicifolium, E.stenophyllum, E.strictum, E.tacuaremboense. e E. tozziae. Uma nova ocorrência é apresentada para o Sudeste, E. tacuaremboense, além da descoberta de duas espécies novas, E. hatschbachii e E. tozziae .
2014
Cândido,Elisa Silva Fortuna-Perez,Ana Paula Aranha Filho,João Luiz Mazza Alves Bezerra,Luísa Maria de Paula
O gênero Anthurium (Araceae) no estado do Paraná - Brasil
O trabalho apresenta a flora do gênero Anthurium (Araceae) no estado do Paraná. Ocorrem 12 espécies de Anthurium no estado: A. acutum, A. comtum, A. gaudichaudianum, A. hatschbachii, A. lacerdae, A. loefgrenii, A. marense, A. pentaphyllum, A. scandens subsp. scandens, A. sellowianum, A. sinuatum e A. urvilleanum. As espécies estão distribuídas exclusivamente na Floresta Ombrófila Densa, com exceção de A. loefgrenii que ocorre também em restinga arbórea, de A. gaudichaudianum que ocorre também no Cerrado e transição entre Floresta Ombrófila Densa e Mista, e de A. sinuatum que ocorre apenas na Floresta Estacional Semidecidual. Há cinco espécies ameaçadas de extinção para o estado: A. hatschbachii e A. urvilleanum (Criticamente em Perigo), A. sinuatum (Em Perigo) e A. lacerdae e A. marense (Vulneráveis). Relata-se como novidades morfológicas: a presença de tricomas no eixo axilar do ovário em A. hatschbachii, A. lacerdae, A. marense, A. sinuatum e A. urvilleanum; e a placentação do tipo axial apical para A. acutum. São apresentadas chave de identificação, descrições, pranchas de fotos e ilustrações, distribuição geográfica, comentários taxonômicos e o estado de conservação para todas as espécies.
2014
Rocha,Lilien Cristhiane Ferneda Smidt,Eric de Camargo Coelho,Marcus Alberto Nadruz Temponi,Lívia Godinho
Estudo taxonômico das ervas-de-passarinho da Região sul do Brasil: I. Loranthaceae e Santalaceae
Apresenta-se aqui o estudo taxonômico de Loranthaceae e Santalaceae para a Região Sul do Brasil. Para Loranthaceae, quatro gêneros e sete espécies foram identificadas: Ligaria cuneifolia, Psittacanthus dichroos, Struthanthus martianus, S. polyrhizus, S. sessiliflorus, S. uraguensis e Tripodanthus acutifolius. Psittacanthus hatschbachii é proposto como sinônimo de P. dichroos e S. polyrhizus var. oblongifolius como sinônimo de S. polyrhizus. Para Santalaceae foi confirmada Eubrachion ambiguum. São apresentadas descrições, comentários sobre as espécies, ilustrações ou fotografias, dados sobre a distribuição geográfica e chaves de identificação para as famílias, gêneros e para as espécies de Struthanthus.
2014
Dettke,Greta Aline Waechter,Jorge Luiz
Estudo taxonômico das ervas-de-passarinho da Região Sul do Brasil: II. Viscaceae (Phoradendron)
Phoradendron é um gênero neotropical com ca. 230 espécies e no Brasil ocorrem ca. 60 espécies distribuídas em todos os domínios fitogeográficos. O objetivo deste trabalho foi realizar o estudo taxonômico de Phoradendron na Região Sul do Brasil. Foram confirmadas 21 espécies: P. argentinum, P. bathyoryctum, P. berteroanum, P. burkartii, P. chrysocladon, P. coriaceum, P. craspedophyllum, P. crassifolium, P. dipterum, P. ensifolium, P. habrostachyum, P. hexastichum, P. holoxanthum, P. inaequidentatum, P. mucronatum, P. obtusissimum, P. pellucidullum, P. perrottetii, P. piperoides, P. quadrangulare e P. undulatum. Um nome é restabelecido (P. burkartii) e nove são propostos como sinônimos (P. affine, P. falcifrons, P. interruptum, P. liga, P. lindemanii, P. linearifolium, P. pachyneuron, P. paraguari e P. reductum). O lectótipo de P. reductum é designado. É apresentada uma chave de identificação para as espécies do Sul do Brasil, bem como descrições, comentários taxonômicos, informações sobre a distribuição geográfica, hospedeiros, fenologia e ilustrações para cada espécie.
2014
Dettke,Greta Aline Waechter,Jorge Luiz
Sapindaceae em remanescentes de florestas montanas no sul da Bahia, Brasil
Este trabalho apresenta o tratamento taxonômico de Sapindaceae em três remanescentes de florestas montanas no sul da Bahia, Brasil. Foram registrados seis gêneros e 21 espécies. Paullinia (7 spp.) foi o gênero mais diverso em número de espécies, seguido de Cupania (5 spp.), Allophylus (4 spp.), Matayba e Serjania (2 spp. cada) e Talisia (1 espécie). Foram verificados quatro novos registros de ocorrência (Allophylus leucoclados, A. petiolulatus, Cupania furfuracea e Matayba intermedia) para a Região Nordeste. Nove espécies foram ilustradas pela primeira vez: Allophylus leucoclados, Cupania racemosa, C. rugosa, Cupania sp. 1, Paullinia ferruginea, P. micrantha, P. racemosa, P. revoluta e Serjania salzmanniana. O trabalho inclui uma chave de identificação, descrições, ilustrações, informações sobre floração e frutificação, além de comentários taxonômicos e de distribuição geográfica de cada espécie encontrada.
2014
Perdiz,Ricardo de Oliveira Ferrucci,María Silvia Amorim,André Márcio Araujo
Bignoniaceae das serras dos municípios de Capitólio e Delfinópolis, Minas Gerais
As serras dos municípios de Capitólio e Delfinópolis, localizadas à sudoeste do estado de Minas Gerais, estão representadas pelo cerrado sensu estrito, cerrado rupestre, cerrado de altitude, campo sujo, campo limpo, mata ciliar, de galeria e encosta, com predomínio do campo rupestre. Bignoniaceae está representada nestas serras por 26 espécies distribuídas em 13 gêneros. Jacaranda e Fridericia encontram-se representados por cinco e quatro espécies, respectivamente, seguidos de Adenocalymma,Anemopaegma e Cuspidaria com três espécies cada. Amphilophium, Handroanthus, Lundia, Pleonotoma, Pyrostegia, Stizophyllum, Tanaecium e Zeyheria apresentam uma espécie cada. O trabalho traz chave de identificação para as espécies, descrições, dados de habitat, comentários taxonômicos e ilustrações de características diagnósticas.
2014
Machado,Ana Isa Marquez Rocha Romero,Rosana
Aciotis, Acisanthera, Marcetia e Pterolepis (Melastomeae-Melastomataceae) no estado do Rio de Janeiro
É apresentado o tratamento taxonômico para os gêneros Aciotis, Acisanthera, Marcetia e Pterolepis. (Melastomeae, Melastomataceae) no estado do Rio de Janeiro. Cada um dos quatro gêneros apresentados está representado por uma única espécie no estado: Aciotis paludosa, Acisanthera variabilis, Marcetia taxifolia e Pterolepis glomerata. Com este estudo se atualizou a lista de espécies para a flora do estado do Rio de Janeiro, removendo seis espécies equivocadamente listadas. Um tratamento taxonômico à parte está sendo providenciado para as espécies de Tibouchina sensu lato, que serão segregadas entre os gêneros Chaetogastra e Pleroma (que inclui Itatiaia). O tratamento taxonômico apresentado para os gêneros inclui chave de identificação, descrições, comentários taxonômicos, informações sobre distribuição geográfica, categorização de risco de extinção segundo os critérios da IUCN, lista de materiais examinados e ilustrações.
2014
Guimarães,Paulo José Fernandes Silva,Marcus Felippe Oliveira da
A new unexpected record of Sinningia bullata Chautems & M. Peixoto (Gesneriaceae) in Southern Brazil
Sinningia bullata, a narrow endemic species in Santa Catarina was found at a new site in Rio Grande do Sul, c. 210 km southwards and c. 800 m.a.s.l. above the type location. The paper includes a description, illustrations and a dichotomous key to distinguish the species from other sympatric species. Environmental data comprise a distribution map, comments on ecology and geography, and the updated conservation status of the species.
2014
Ferreira,Gabriel Emiliano Chautems,Alain Waechter,Jorge Luiz
Estrutura e distribuição espacial de populações de palmeiras em diferentes altitudes na Serra do Mar, Ubatuba, São Paulo, Brasil
A estrutura ontogenética e espacial de dez espécies de palmeiras que ocorrem na Serra do Mar, Ubatuba, São Paulo, foi analisada nas fitofisionomias: Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas, Submontana e Montana. Em 12 parcelas de um hectare (quatro parcelas em cada fitofisionomia) foram instaladas três transecções de 10 × 100 m, subdivididas em subparcelas de 10 × 10 m, totalizando 0,3 hectares inventariados em cada parcela. Foram procedidas identificação e biometria completa de todas as palmeiras, e a distribuição espacial das populações foi analisada por meio do Índice de agregação (Ia) proposto por Perry. Com a elevação, foram observadas alterações na riqueza e abundância das espécies, com predominância de plântulas em Astrocaryum aculeatissimum, Euterpe edulis, Geonoma gamiova, Geonoma pohliana e Syagrus pseudococos. Indivíduos jovens apresentaram maior frequência em Attalea dubia, Bactris hatschbachii e Geonoma schottiana. Geonoma elegans apresentou mais adultos e Bactris setosa, frequências similares de plântulas e jovens. A maioria dos estádios ontogenéticos não foi correlacionada com a altitude e o padrão agregado foi predominante nas espécies de palmeiras. Dessa forma, concluiu-se que a altitude não influenciou no padrão de distribuição espacial das populações de palmeiras, mas afetou a composição dessa comunidade na Floresta Ombrófila Densa na Serra do Mar.
2014
Oliveira,Kelly Fernandes de Fisch,Simey Thury Vieira Duarte,Juliana de Souza Danelli,Matheus Fischer Martins,Luiz Fernando da Silva Joly,Carlos Alfredo
A xiloteca (coleção Joinvillea - JOIw) da Universidade da Região de Joinville
Xiloteca é uma modalidade de coleção biológica que se reveste de grande importância ao contribuir com o registro da biodiversidade. No sul do Brasil existem poucas coleções de madeiras, tendo o estado de Santa Catarina apenas uma única coleção em atividade. Esta coleção abriga exemplares de madeiras provenientes, principalmente, da Floresta Atlântica e do Cerrado. Este trabalho objetiva apresentar a coleção existente, criando novas oportunidades de pesquisas e interação com outras instituições e profissionais que trabalham com espécies lenhosas.
2014
Melo Júnior,João Carlos Ferreira de Amorim,Maick Wilian Silveira,Eloisa Regina da
Diversidade beta de plantas que oferecem néctar como recurso floral aos beija-flores em cerrados do Brasil Central
Os ambientes abertos de Cerrado têm sido considerados ambientes marginais ou complementares para beija-flores, apesar do registro de considerável número de espécies deste grupo de visitantes florais. Estes utilizam uma variedade de plantas, incluindo aquelas sem características ornitófilas. O objetivo do trabalho foi investigar a flora utilizada por beija-flores como recurso alimentar em três áreas de Cerrado, distantes entre si de ca. 20 a 150 km. Em cada área foram demarcados, em cerrado s.s., dois transectos de 1 ha cada, que foram percorridos quinzenalmente para identificação das espécies utilizadas pelos beija-flores, os quais também foram identificados. A riqueza de espécies de plantas encontrada (26) foi maior que a registrada em outros estudos na mesma região, porém foi menor que na maioria dos ambientes florestais. Destas espécies, apenas nove (34%) apresentaram síndrome de ornitofilia. Foram registradas nove espécies de beija-flores (Trochilidae) nas três áreas. Apesar da grande diversidade beta descrita para plantas no Cerrado, a similaridade de espécies utilizadas pelos beija-flores foi alta entre os transectos das três áreas estudadas, independente de serem plantas tipicamente ornitófilas ou não. Havia plantas oferecendo recursos florais para os beija-flores durante praticamente todo o ano. O grande número de espécies não ornitófilas utilizadas por estas aves corrobora a ideia de que, em ambientes de Cerrado, as espécies vegetais que oferecem néctar parecem ser mais importantes para os beija-flores que vice-versa.
2015
Machado,Adriana Oliveira Oliveira,Paulo Eugênio
Divergências funcionais e estratégias de resistência à seca entre espécies decíduas e sempre verdes tropicais
Analisamos a variação funcional entre espécies decíduas (ED) e sempre verdes (ESV) para compreender as divergências nas estratégias de tolerância e evitação à seca. O estudo foi realizado em um fragmento de floresta tropical sazonalmente seca, localizada no munícipio de Pentecoste (3°47'S, 39°16'W), Ceará, Brasil. Mensuramos 17 traços funcionais foliares em 17 ED e cinco ESV, sendo 12 morfofuncionais, um fenológico e quatro fisiológicos. Verificamos que as ED exibiram maior taxa de fotossíntese por massa (Amassa), menor longevidade foliar (LF) e massa foliar específica (MFE) quando comparadas às sempre verdes. Esses traços foram considerados traços-chaves preditores das estratégias de evitação e tolerância à seca. As ED e ESV apresentaram uma demanda conflitante entre tolerância à seca e taxa fotossintética, pois a LF foi negativamente correlacionada com à Amassa. Embora tenham demonstrado diferenças claras na MFE e LF não observamos diferenças significativas na Aárea e gs, consequentemente, ED e ESV não diferiram na eficiência no uso da água durante o período chuvoso. Apesar da variabilidade substancial dentro do grupo, todas as ED exibem estratégia de evitação à seca enquanto que ESV exibem um conjunto de traços funcionais foliares relacionados a estratégia de tolerância à seca.
2015
Souza,Bruno Cruz de Oliveira,Rafael Silva Araújo,Francisca Soares de Lima,André Luiz Alves de Rodal,Maria Jesus Nogueira
Variações florísticas e estruturais do componente arbóreo de uma floresta estacional semidecidual montana em Socorro, SP
Um dos principais passos para a conservação de florestas é o conhecimento da composição florística e estrutura, e as relações destas com as variáveis ambientais. Assim,realizou-se o levantamento da comunidade arbórea de um fragmento de floresta estacional semidecidual montana, situada no município de Socorro, SP, bacia do Rio Mogi-Guaçu (22º32’S e 46º34’W, altitude de 750 m), com o objetivo de conhecer sua estrutura e a composição florística, além das variações espaciais relacionadas às variáveis edáficas e à borda do fragmento. Para o mesmo, foram analisadas as seguintes características: densidade, área basal e distribuição de tamanhos das árvores, além da composição, distribuição e diversidade de espécies. Foram alocadas 25 parcelas de 20 × 20 m, para amostragem dos indivíduos com diâmetro à altura do peito (DAP) ≥ 5 cm, onde também foram coletados dados edáficos. Foram registrados 1.360 indivíduos, 166 espécies, 103 gêneros e 41 famílias, bem como quatro grupos de solos: três Argissolos e um Gleissolo. A análise de correlação canônica demonstrou que a densidade das espécies varia nas parcelas e nos tipos de solo, porém não apresentou diferenças significativas. Distância da borda, conteúdo de alumínio, matéria orgânica, potencial hidrogeniônico e saturação por bases no solo foram as variáveis ambientais mais relacionadas com as variações florísticas e estruturais da floresta.
2015
Sartori,Richieri Antonio Carvalho,Douglas Antônio de van den Berg,Eduardo Marques,João José Granate de Sá e Melo Santos,Rubens Manoel dos
Floristic surveys of Restinga Forests in southern Bahia, Brazil, reveal the effects of geography on community composition
The Restinga forests of southern Bahia state, Brazil, grow on sandy coastal Quaternary sediments. As their floras are relatively poorly known, the present study assessed their floristic compositions. We surveyed four sites at Maraú and Itacaré and identified 302 angiosperm species belonging to 184 genera of 75 families. The most species rich families were: Fabaceae (35 species), Myrtaceae (25), Rubiaceae (21), Sapotaceae (13), Bromeliaceae (12), Annonaceae (11), Erythroxylaceae (10), Melastomataceae (9), and Apocynaceae (8). Local floras include elements with distributions restricted to the Atlantic Forest domain, those disjunct between the Amazon and Atlantic Forest domains, and those also occurring in moist forests and dry vegetation of central Brazil. The hypothesis that the floristic compositions of restinga forests are influenced by neighboring wet forests was tested using cluster and principal component analyses of eleven restinga forests and nine Atlantic wet forest sites. The results supported five main groups, with most of them including both restinga forests and their adjacent wet forest sites, thus corroborating the hypothesis that wet forests in geographical proximity greatly influence the floristic compositions of restinga forests.
2015
Fernandes,Moabe Ferreira Queiroz,Luciano Paganucci de
Aspectos biométricos, morfoanatômicos e histoquímicos do pirênio de Bactris maraja (Arecaceae)
Bactris maraja (marajá) é uma palmeira frequente nas margens de lagos e igarapés amazônicos, cujos frutos comestíveis são consumidos pelo homem e pela fauna. Os estudos morfoanatômicos das estruturas reprodutivas podem contribuir com informações que subsidiarão estudos taxonômicos, fisiológicos e ecológicos. O objetivo deste estudo foi determinar características biométricas e morfoanatômicas do pirênio, bem como características histoquímicas da semente. Frutos maduros foram coletados e foram determinadas as dimensões, a massa fresca, e o teor de água, e descritas a forma, coloração e textura. O estudo anatômico foi feito pelo método de inclusão em resina. Foram aplicados testes histoquímicos para detecção dos principais metabólitos. Tanto os pirênios quanto as sementes isoladas apresentaram pequena variação biométrica, exceto para a massa fresca. O pirênio varia de obovado a elíptico, com endocarpo espesso, rígido, formado por células esclerificadas de paredes espessas. A semente é obovada depressa a elíptica, com tegumento fino, cartáceo, marrom-claro, aderido ao endocarpo, constituído de células parenquimáticas espessadas e taníferas; endosperma volumoso, sólido, homogêneo, branco, formado por células oblongas, elípticas e ovais transversalmente, e arredondadas longitudinalmente, com reserva proteica e lipídica; embrião lateral, cônico, pequeno, branco-leitoso, com conteúdo proteico e lipídico, polo radicular indiferenciado e polo caulinar com três primórdios foliares.
2015
Rodrigues,Joelma Keith Mendonça,Maria Sílvia de Gentil,Daniel Felipe de Oliveira
Anatomy and micromorphometry of Caryocar brasiliense leaves
The current study aims to study the anatomy and micromorphometry ofC. brasiliense leaves in three Cerrado (savanna) vegetation-types: dense, typical and sparse) - in the municipality of Porto Nacional-TO. Samples were collected, fixed and stored in alcohol 70%. Transverse, longitudinal and paradermal sections of the median leaflet were prepared for anatomical and micromorphometric studies using standard techniques. C. brasiliense leaflets show uniestratified epidermis covered by thick cuticle on the adaxial surface and by paracytic stomata and multicellular non-glandular trichomes on the abaxial surface. The mesophyll is formed by two or three layers of palisade parenchyma adaxially and spongy parenchyma abaxially. The vascular bundle is of the collateral type and the accessory bundles show a sheath extending into the epidermides. The micromorphometric analyses pointed to significant differences in the thickness of both adaxial epidermis and spongy parenchyma in all specimens from the three vegetation-types. The highest averages were found in the leaflets of sparse cerrado plants, suggesting that environmental factors may have an influence over the plants morphological responses.
2015
Ramos,Bárbara Helena Silva,Kellen Lagares Ferreira Coimbra,Ronaldo Rodrigues Chagas,Davi Borges Ferreira,Wagner de Melo
Revisão taxonômica das espécies de Mimosa ser. Leiocarpae sensu lato (Leguminosae - Mimosoideae)
Mimosa ser. Leiocarpae, com 31 espécies distribuídas predominantemente em ambientes semiáridos da América do Sul, é a maior série de M. sect. Batocaulon. Muitas das suas espécies são mal definidas, o que é agravado pela ausência de ilustrações para maioria delas e a escassez de coleta de alguns táxons. Apresentamos a revisão taxonômica das espécies de M. ser. Leiocarpae, incluindo descrição, reavaliação nomenclatural e tipificação, delimitação dos táxons, chave de identificação e ilustrações. Foram propostas 11 novas sinonimizações, sete lectotipificação e um novo status, resultando na diminuição do número de espécies de 31 para 28. Além disso, foram complementadas as descrições originais de três espécies e registradas três novas ocorrências, sendo uma para o Brasil, uma para a Bolívia e uma para o Paraguai.
2015
Santos-Silva,Juliana Fragomeni,Simon Marcelo Tozzi,Ana Maria Goulart de Azevedo
A tribo Microlicieae (Melastomataceae) no estado do Paraná
Os gêneros Chaetostoma, Lavoisiera, Microlicia, Rhynchanthera e Trembleya são os representantes da tribo Microlicieae no estado do Paraná, com nove espécies: C. armatum, L. imbricata, L. pulchella, M. myrtoidea, R. brachyrhyncha, R. cordata, R dichotoma, T. parviflora e T. phlogiformis. Neste trabalho foi elaborado o tratamento taxonômico para as espécies de Microlicieae no estado, com chaves de identificação, descrições morfológicas, comentários, ilustrações e informações sobre distribuição geográfica das espécies, além da lista de materiais examinados.
2015
Renato,Goldenberg Bacci,Lucas Freitas Moraes,Juliana Wilgozz
Myrsine (Myrsinoideae- Primulaceae) no sudeste e sul do Brasil
Este trabalho consiste no tratamento taxonômico das espécies do gênero Myrsine, Primulaceae, que ocorrem nas regiões sudeste e sul do Brasil, considerando também todas as espécies descritas em Rapanea, tratado aqui como sinônimo. O gênero é representado por arbustos e árvores dióicos com inflorescência umbeliforme e frutos globosos, drupáceos. Foram realizadas análises de materiais provenientes de herbários nacionais e estrangeiros, e expedições para coleta dos espécimes. Para identificação das 23 espécies de Myrsine são apresentados chave analítica, descrições, notas sobre a distribuição geográfica e ilustrações.
2015
Freitas,Maria de Fátima Kinoshita,Luiza Sumiko