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Orchidaceae na região central de São Paulo, Brasil
Resumo Este estudo apresenta o levantamento florístico de Orchidaceae ocorrentes em 125 fragmentos florestais de 23 municípios da região central do estado de São Paulo. Foram identificadas 218 espécies distribuídas em 96 gêneros. Os indivíduos coletados em estado vegetativo foram mantidos em casa de vegetação até a ocorrência de floração. A maioria das espécies (64%) é epífita, 35% são terrícolas, 14,6% são rupícolas, duas são hemiepífitas (0,9%) e apenas uma é micoheterotrófica (0,4%). Os gêneros mais representativos são Acianthera (13 spp.), Habenaria e Gomesa (12 spp.) e Epidendrum (11 spp.). Dentre as espécies não identificadas, quatro parecem ser novas para a ciência: Anathallis sp., Baskervilla sp., Pelexia sp., Triphora sp. Além disso, uma nova combinação para o gênero Gomesa R.Br. é apresentada. O elevado número de espécies encontradas provavelmente está relacionado ao fato da região ser um ecótono entre o Cerrado e a Floresta Atlântica. Muitas das espécies (44,7%) são raras na região e encontram-se ameaçadas devido ao intenso desmatamento e coletas indiscriminadas.
2022-12-06T13:14:02Z
Ferreira,Alessandro Wagner Coelho Lima,Maria Inês Salgueiro Pansarin,Emerson Ricardo
Bromeliaceae Juss. nos campos rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil
Resumo Este estudo relata o levantamento florístico de Bromeliaceae nos campos rupestres do Parque Estadual do Itacolomi (PEI), localizado na região sul da Cadeia do Espinhaço, nos municípios de Ouro Preto e Mariana, estado de Minas Gerais. Para tanto, coletas aleatórias de material fértil foram realizadas mensalmente entre julho de 2006 a junho de 2008. Nos campos rupestres do PEI, a família encontra-se representada por 21 espécies distribuídas em 11 gêneros e três subfamílias. São apresentadas chave de identificação, descrições, ilustrações, informações fenológicas e habitat, distribuição geográfica e comentários sobre os táxons analisados.
2022-12-06T13:14:02Z
Coser,Thiago dos Santos Paula,Cláudio Coelho de Wendt,Tânia
Chrysobalanaceae do Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais, Brasil
Resumo O Parque Nacional da Serra da Canastra está localizado na porção sudoeste do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do Brasil. Na área, Chrysobalanaceae está representada por Couepia grandiflora, Hirtella glandulosa, H. gracilipes, Licania humilis e Parinari obtusifolia. O tratamento da família para o Parque apresenta chave de identificação, descrições, ilustrações, dados de distribuição geográfica e comentários sobre as espécies.
2022-12-06T13:14:02Z
Hemsing,Paula Katiane Boesing Romero,Rosana
Malvaceae s. str. na Reserva Rio das Pedras, Mangaratiba, Rio de Janeiro, Brasil
Resumo A Reserva Rio das Pedras está localizada no sul fluminense e pertence a um fragmento de floresta pluvial Atlântica, possuindo cerca de 1.360 ha. Foi realizado um estudo morfológico e taxonômico das Malvaceae s. str., no qual registrou-se 13 espécies pertencentes a seis gêneros (Abutilon, Malvastrum, Pavonia, Sida, Sidastrum e Urena), sendo Sida o gênero com maior número de espécies. São apresentadas chave de identificação, descrições e ilustrações das espécies.
2022-12-06T13:14:02Z
Bovini,Massimo G.
Flora da Usina São José, Igarassu, Pernambuco: Sapotaceae
Resumo Sapotaceae é constituída por 53 gêneros e cerca de 1.100 espécies distribuídas principalmente nas regiões tropicais e subtropicais. Ocorre preferencialmente em florestas úmidas, geralmente abaixo de 1.000 m, e seu principal centro de diversidade é a América tropical. No Brasil, são registrados 14 gêneros e cerca de 200 espécies, destas, aproximadamente 70 são encontradas na Região Nordeste. Neste estudo é apresentada a flora de Sapotaceae da Usina São José, em Igarassu, Pernambuco. Foram reconhecidos sete gêneros e 16 espécies na área: Chrysophyllum marginatum, C. rufum, C. splendens, Diploon cuspidatum, Manilkara aff. dardanoi, M. salzmannii, Micropholis compta, Pouteria bangii, P. caimito, P. gardneri, P. glomerata, P. grandiflora, P. reticulata, P. torta subsp. gallifructa, Pradosia lactescens e Sarcaulus brasiliensis. São apresentados chave de identificação, descrições, comentários e ilustrações, além de uma tabela comparativa entre as espécies.
2022-12-06T13:14:02Z
Alves-Araújo,Anderson Alves,Marccus
Revisão de Mitracarpus (Rubiaceae - Spermacoceae) para o Brasil
Resumo O presente trabalho consiste da revisão de Mitracarpus para o Brasil, com base em observações de campo e estudo de espécimes de herbário. Mitracarpus é um gênero neotropical, distribuindo-se desde o sul dos Estados Unidos até o centro da Argentina, com uma espécie invasora ocorrendo nos Paleotrópicos. O gênero apresenta três centros de diversidade de espécies: o México, o Caribe e o Brasil. Vinte e quatro espécies são reconhecidas, das quais seis novas para a ciência: Mitracarpus albomarginatus, M. buiquensis, M. diversifolius, M. eitenii, M. nitidus e M. robustus. Chave de identificação, nomenclatura, descrições, ilustrações e notas sobre o estado de conservação das espécies são apresentados.
2022-12-06T13:14:02Z
Souza,Elnatan Bezerra de Cabral,Elsa Leonor Zappi,Daniela Cristina
O gênero Nitzschia (Bacillariaceae) em ambientes lacustres na Planície Costeira do Rio Grande do Sul, Brasil
Resumo O estudo taxonômico sobre o gênero Nitzschia Hassall, nas áreas da Lagoa do Casamento e do Butiazal de Tapes, localizados entre 30º40'-30º10'S e 50°30'-51º30'W, baseou-se em amostras de plâncton e metafíton, coletadas em 21 estações abrangendo diferentes ambientes (lagoas interligadas, lagoas isoladas, banhados e açude) no outono e primavera de 2003. Foram encontrados 35 táxons específicos e infra-específicos, destacando-se 11 novas ocorrências para o Estado e cinco para a Planície Costeira do Rio Grande do Sul. Quanto ao hábito, 91% dos táxons ocorreram no plâncton e metafíton e 9% restringiram-se ao metafíton. A área da Lagoa do Casamento apresentou maior riqueza (35 táxons) em relação à área do Butiazal de Tapes (13 táxons), provavelmente pela presença de ambientes em conexão com a laguna dos Patos, a qual detém uma flora rica de Nitzschia, associado às condições de alta condutividade e pH da água. São apresentadas descrições, ilustrações e comentários sobre as variações morfológicas e/ou métricas dos táxons.
2022-12-06T13:14:02Z
Bes,Daniela Torgan,Lezilda Carvalho
Diversidad de musgos en Cuba Oriental
Resumen La flora de musgos de Cuba presenta su mayor diversidad en la región oriental. A partir del trabajo de campo, de revisiones bibliográficas y de materiales de herbarios se realiza un inventario de los musgos registrados para Cuba Oriental, reconociéndose 354 taxones infragenéricos pertenecientes a 153 géneros y 47 familias. Se registra la familia Hedwigiaceae por primera vez para Cuba, así como los géneros Braunia y Leucophanes ; además de las especies Braunia squarrulosa (Hampe) Müll. Hal., Callicostella rivularis (Mitt.) A. Jaeger, Leucophanes molleri Müll. Hal., Pilotrichum bipinnatum (Schwägr.) Brid., Phyllogonium viscosum (P. Beauv.) Mitt., Pogonatum campylocarpum (Müll. Hal.) Mitt., Rhamphidium borinquense H. A. Crum & Steere y Sphagnum portoricense Hampe.
2022-12-06T13:14:02Z
Marín,Ángel Motito Hechavarría,María Elena Potrony
Dryopteridaceae e Lomariopsidaceae (Polypodiopsida) do Campo Experimental da Embrapa Amazônia Oriental, Moju, Pará, Brasil
Resumo O presente trabalho apresenta as espécies das famílias Dryopteridaceae e Lomariopsidaceae que ocorrem no Campo Experimental da Embrapa Amazônia Oriental. Dryopteridaceae está representada, na área estudada, por Cyclodium heterodon (Schrad.) T. Moore var. abbreviatum (C. Presl) A.R. Sm., C. inerme (Fée) A.R. Sm., C. meniscioides (Willd.) C. Presl var. meniscioides, Elaphoglossum discolor (Kuhn) C. Chr., E. flaccidum (Fée) T. Moore, E. laminarioides (Bory ex Fée) T. Moore, E. luridum (Fée) H. Christ, E. obovatum Mickel e E. styriacum Mickel, enquanto que Lomariopsidaceae está representada por Lomariopsis prieuriana Fée, Nephrolepis biserrata (Sw.) Schott, N. brownii (Desv.) Hovenkamp & Miyam. e N. rivularis (Vahl) Mett. ex Krug. São apresentadas chaves para identificação de gêneros e espécies, além de diagnoses, ilustrações, dados de distribuição e habitat.
2022-12-06T13:14:02Z
Maciel,Sebastião Pietrobom,Marcio Roberto
Quiinaceae do Nordeste
Resumo Quiinaceae está representada no Nordeste do Brasil por quatro espécies e dois gêneros: Lacunaria crenata, Quiina cruegeriana, Q. florida e Q. glazovii. Na Região, ocorrem exclusivamente em floresta atlântica, com preferência por ambientes mais úmidos e preservados. São registrados casos de endemismos na floresta atlântica (Q. glazovii) e disjunção entre as florestas amazônica e atlântica ao norte do rio São Francisco (Q. cruegeriana e Q. florida). São apresentados comentários sobre distribuição geográfica, habitats, caracteres diagnósticos e ilustrações, além de um novo sinônimo.
2022-12-06T13:14:02Z
Alves-Araújo,Anderson Lucena,Maria Fátima Araújo Alves,Marccus
Delimitation of the Alcantarea extensa complex (Bromeliaceae) and a new species from Espírito Santo, Brazil
Abstract The species complex related to Alcantarea extensa is presented and delimited as: A. extensa, A. vinicolor, A. burle-marxii, A. turgida, A. distractila, A. lurida, A. simplicisticha, A. nigripetala, A. mucilaginosa, and A. trepida. Alcantarea trepida, known from Espírito Santo state, southeastern Brazil, is described as new, and illustrated. It is compared to A. extensa , A. simplicisticha, and A. vinicolor from which it differs by the robust, erect, compound inflorescence with more numerous flowers and by the straight and thicker rachilla.
2022-12-06T13:14:02Z
Versieux,Leonardo M. Wanderley,Maria das Graças Lapa
Burmanniaceae e Gentianaceae da Usina São José, Igarassu, Pernambuco
Resumo O objetivo deste trabalho é o estudo taxonômico das espécies de Burmanniaceae e Gentianaceae encontradas na Usina São José. As coletas foram realizadas em seis fragmentos florestais entre 2007 e 2009, além do levantamento dos herbários locais. Foram encontradas três espécies de Burmanniaceae: Apteria aphylla , Gymnosiphon divaricatus e G. sphaerocarpus ; e quatro de Gentianaceae: Coutoubea spicata , Voyria caerulea , V. obconica e V. tenella . Apenas C. spicata é autótrofa; as demais são mico-heterótrofas. As espécies foram encontradas apenas nos maiores remanescentes e as espécies mico-heterótrofas mostraram-se potenciais bioindicadoras de ambientes conservados. Gymnosiphon sphaerocarpus constitui o primeiro registro para o Brasil.
2022-12-06T13:14:02Z
Melo,Aline Alves-Araújo,Anderson Alves,Marccus
As Leguminosae arbóreas das florestas estacionais do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil
Resumo Este estudo consiste do tratamento taxonômico das Leguminosae arbóreas das florestas estacionais do Parque Estadual do Itacolomi (PEI). As coletas de material botânico ocorreram mensalmente, entre setembro de 2004 e novembro de 2005, ao longo de oito trilhas distribuídas em áreas de florestas estacionais submontana, montana e altimontana. O levantamento resultou em 39 táxons reunidos em 22 gêneros e distribuídos entre as três subfamílias: Caesalpinioideae (9 espécies), Mimosoideae (17) e Papilionoideae (13). Os gêneros mais representativos foram Inga (8 espécies), Machaerium (4), Senna e Dalbergia (3, cada), Abarema, Anadenanthera e Tachigali (2, cada). Bauhinia, Cassia, Copaifera, Melanoxylon, Calliandra, Mimosa, Piptadenia, Pseudopiptadenia, Stryphnodendron, Andira, Bowdichia, Ormosia, Platypodium, Pterocarpus e Swartzia apresentaram uma espécie cada. Ormosia friburgensis e Tachigali friburgensis são registradas pela primeira vez para o estado de Minas Gerais. São fornecidos chave de identificação, descrições, ilustrações, dados fenológicos, comentários taxonômicos e preferência por habitats de cada táxon no PEI.
2022-12-06T13:14:02Z
Lima,Laura Cristina Pires Garcia,Flávia Cristina Pinto Sartori,Ângela Lúcia Bagnatori
Bromeliaceae do Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, Minas Gerais
Resumo O Parque Estadual da Serra do Rola-Moça localiza-se na porção centro-sul da Cadeia do Espinhaço, na região denominada Quadrilátero Ferrífero, nos municípios de Belo Horizonte, Brumadinho, Ibirité e Nova Lima. Apresenta como vegetação os Campos Rupestres ferruginosos e quartizíticos, Floresta Estacional Semidecidual e Cerrado. O presente trabalho teve como finalidade estudar a florística da família Bromeliaceae no Parque Estadual da Serra do Rola-Moça. Foram identificadas 25 espécies pertencentes a 11 gêneros, sendo Dyckia o gênero mais representativo em espécies. Eduandrea selloana, Cryptanthus schwackeanus, Dyckia consimilis, D. densiflora, D. macedoi, D. simulans, D. schwackeana, D. trichostachya, Vriesea longistaminea e V. minarum encontram-se citadas na Listas das Espécies da Flora e da Fauna Ameaçadas de Extinção do Estado de Minas Gerais. Neste trabalho optamos por revalidar Dyckia oligantha.
2022-12-06T13:14:02Z
Guarçoni,Elidio Armando Exposto Paula,Cláudio Coelho de Costa,Andrea Ferreira da
Habranthus (Amaryllidaceae) da Cadeia do Espinhaço, Minas Gerais e Bahia, Brasil
Resumo Este trabalho apresenta a flora de Habranthus (Amaryllidaceae) da Cadeia do Espinhaço, estados de Minas Gerais e Bahia. Na região, o gênero está representado por sete espécies: H. bahiensis, H. botumirensis, H. datensis, H. irwinianus, H. itaobinus, H. lucidus e H. sylvaticus. É apresentada uma chave para separação dos quatro gêneros de Amaryllidaceae que ocorrem na Cadeia do Espinhaço, uma chave e uma tabela diagnóstica para a identificação das espécies de Habranthus, além de descrições, ilustrações e comentários sobre a morfologia e a distribuição geográfica dessas espécies.
2022-12-06T13:14:02Z
Oliveira,Renata Souza de Antoinette,Julie Henriette Sano,Paulo Takeo
Leaf anatomy and micromorphology of six Posoqueria Aublet species (Rubiaceae)
Abstract The present study deals with the leaf anatomy and leaf surface of Posoqueria acutifolia Mart., P. latifolia Mart., P. longiflora Aublet, P. macropus Mart., P. palustris (Rudge) Roem. and Posoqueria sp., collected in fragments of Atlantic rain forest, Rio de Janeiro, Brazil. The epicuticular wax may occur in the form of filaments, granules or crusts. The leaves are covered by a thick cuticular layer that may be smooth or striated. Paracytic stomata, and non-glandular trichomes are limited to the abaxial surface; the latter are numerous in P. palustris, and rare in P. longiflora and P. latifolia. Leaves have a dorsiventral structure, with only one layer of palisade parenchyma and varied amounts of spongy parenchyma. Idioblasts containing crystalliferous sand were observed, and were more abundant in P. latifolia. The leaf blade vascular system is formed by collateral bundles with a parenchymatous sheath, associated with fibers. The vascular system of the petiole and the leaf blade forms an arch. Some of the anatomical features observed can be used to distinguish the species studied. Anatomical leaf characters could be used in the recognition of six species of Posoqueria studied, such as anticlinal wall of epidermal cells, wax deposition, trichomes and shape of the leaf margin.
2022-12-06T13:14:02Z
Arruda,Rosani do Carmo de Oliveira Gomes,Doria Maria Saiter Azevedo,Aline Carvalho de Magalhães,Michelle Lima Gomes,Mario
Nuevas fitocenosis del Carso de Baire, Cuba Oriental
Resumen El Carso de Baire es una zona constituida fundamentalmente por mogotes y poljas que se encuentran en la vertiente Norte de la Sierra Maestra y se diferencia del resto de la misma por su geología y geomorfología. Generalmente no hay un suelo típico, la temperatura del aire varía entre 20 y 24ºC y llueve de 1.200 a 1.600 mm por año. Mediante la utilización de la metodología de la Escuela Zurich-Montpellier, se describen las dos asociaciones más conspicuas y extensas de dicha zona, Hohenbergio penduliflorae - Guapiretum obtusatae y Rhipsali cassuthae - Hohenbergietum penduliflorae, las que se incluyen en la alianza Synapsidi ilicifoliae - Coccothrinacion Borhidi 1996. La primera, constituida por un Bosque siempreverde micrófilo con poca cobertura, ocupa la mayor extensión en el lapiez de la parte alta de los mogotes, desarrollando el reciclaje de nutrientes en la estera radical; a su vez la segunda, que conforma un matorral, crece en los paredones de alrededor de 90 grados y sus plantas se fijan a las fisuras de las rocas. Ambas asociaciones están sometidas a un gran estrés hídrico y nutrimental.
2022-12-06T13:14:02Z
Reyes,Orlando J. Cantillo,Félix Acosta
Paisagem, estrutura e composição florística de um parque urbano em Manaus, Amazonas, Brasil
Resumo A conservação dos ecossistemas de áreas protegidas inseridas em paisagens urbanas constitui-se um desafio para as instituições responsáveis por sua gestão. O conhecimento desses ecossistemas e de sua distribuição espacial são essenciais para direcionar seu manejo. O objetivo deste estudo consistiu em analisar o Parque Estadual Sumaúma, Manaus, AM, no contexto da ecologia de paisagens e caracterizar a composição florística e estrutural das unidades florestais da área. Trinta parcelas de 20 ? 20 m foram estabelecidas, e os indivíduos com DAP > 5 cm foram identificados e medidos. Foram registradas 196 espécies arbóreas, pertencentes a 134 gêneros e 58 famílias, refletindo uma alta diversidade florística. No Parque foram identificadas plantas exóticas e seis espécies ameaçadas de extinção. Métricas da paisagem foram analisadas para cinco unidades de paisagem: floresta de encosta, floresta de baixio, campo antrópico, solo exposto e edificações. Os índices de forma e dimensão fractal demonstraram que as paisagens florestais tendem para uma forma não-circular, o que indica a necessidade de maior controle de suas bordas. Estudos permanentes são necessários para a conservação das áreas de fragmentos florestais tendo em vista a manutenção de suas funções ecológicas e sociais além da recuperação de áreas alteradas o mais próximo possível dos ambientes florestais menos impactados.
2022-12-06T13:14:02Z
Pinheiro,Eduardo da Silva Martinot,Jan Feldmann Cavalcante,Davi Grijó Macedo,Mariza Alves de Nascimento,André Zumak Azevedo Marques,Jenifer Pereira Castilho
Biologia reprodutiva de Psychotria carthagenensis (Rubiaceae), espécie distílica de fragmento florestal de mata ciliar, Centro-Oeste do Brasil
Resumo Este estudo teve por objetivos analisar a fenologia de floração, a biologia e a morfologia floral, o sistema e o sucesso reprodutivo dos morfos florais de Psychotria carthagenensis Jacq. O período de floração se estendeu de maio (estação seca) a janeiro (estação chuvosa). A floração dos morfos florais foi sincronizada e o número médio de inflorescências, de botões em pré-antese e de flores abertas por indivíduos foram semelhantes. A antese das flores de ambos os morfos foi de 12 horas. Houve diferença significativa no comprimento da corola, dos lobos estigmáticos, das anteras e altura do estilete entre os morfos florais. A viabilidade de pólen foi alta entre ambos os morfos. A formação de frutos ocorreu em polinizações intramorfos e intermorfos e não houve diferença significativa na produção de frutos e sementes em tratamentos intermorfos. Os atributos florais analisados sugerem que os dois morfos contribuem similarmente para a manutenção da espécie na área de estudo.
2022-12-06T13:14:02Z
Koch,Ana Kelly Silva,Patrícia Campos da Silva,Celice Alexandre
Fenologia de Paratecoma peroba (Bignoniaceae) em uma floresta estacional semidecidual do norte fluminense, Brasil
Resumo Estudos fenológicos auxiliam na compreensão do comportamento das espécies em resposta a alterações no ambiente e são também importantes para a conservação e manejo das mesmas. A fenologia de Paratecoma peroba (Record & Mell) Kuhlm. foi estudada no período de outubro/2005 a dezembro/2007 na Mata do Carvão (Estação Ecológica Estadual de Guaxindiba), São Francisco do Itabapoana, RJ. As observações foram realizadas mensalmente, exceto durante a fase de floração que ocorreram em intervalos quinzenais. Acompanharam-se 42 indivíduos que apresentaram comportamento fenológico sazonal, com a senescência foliar ocorrendo no início da estação seca e a queda foliar entre meados e final desta mesma estação. O brotamento de novas folhas ocorreu no início da estação chuvosa. As percentagens de Fournier encontradas para as fenofases reprodutivas foram baixas e somente indivíduos com DAP > 16 cm apresentaram botões florais. No final da estação seca de 2005, os indivíduos apresentaram fenofases reprodutivas, com a floração ocorrendo na transição da estação seca para chuvosa e a frutificação foi longa (cerca de um ano) tendo início na estação chuvosa (novembro), com os frutos dispersando as sementes aladas no início da estação chuvosa seguinte. Nos anos seguintes, 2006 a 2008, não foi observado evento de floração. A espécie foi caracterizada como decídua, apresentando periodicidade de floração supra-anual.
2022-12-06T13:14:02Z
Lins,Beatriz Lacerda Almeida Nascimento,Marcelo Trindade