RCAAP Repository
Back on his foot : case report de cobertura de esfacelo do retropé com retalho livre desinervado do músculo grande dorsal
A aquisição da motricidade fina pela mão permitiu a evolução da nossa espécie. Esta capacidade deve muito à postura bípede, dependente da evolução do pé. Estas duas estruturas anatómicas complexas são gravemente comprometidas pela perda de substância (quase) total de tecidos moles em lesões de desluvamento (“degloving”), implicando quase sempre exposição óssea e cartilagínea. Na presença de feridas complexas resultantes de fraturas expostas, a Cirurgia Plástica e Reconstrutiva desempenha um papel fundamental. A abordagem das lesões acima descritas, também denominadas de esfacelos, passou da amputação primária em cenários de guerra para técnicas de preservação de membros destruídos em acidentes rodoviários, pés diabéticos e resseções agressivas de neoplasias. A introdução do microscópio cirúrgico para anastomose de vasos permitiu aos cirurgiões plásticos a máxima recuperação da função e da estética através da transplantação de tecidos. As diferentes opções podem ser organizadas numa “escada de reconstrução”: enxertos, retalhos loco-regionais pediculados, perfurantes e propeller, retalhos à distância fascio-, mio- ou osseocutâneos, inervados ou não…[1] Esta revolução necessita de equipamento dispendioso, tempos operatórios mais prolongados e uma íngreme curva de aprendizagem [2], tornando-se de extrema importância a comparação de outcomes das várias técnicas, para otimização dos recursos e menor morbilidade - que apesar de inferior à da inexistência do membro, não é de longe negligenciável. Cada caso é um caso…e pela análise de uma reconstrução de um esfacelo do retropé com retalho livre do músculo grande dorsal, podemos concluir que, mais relevante que a escolha do método de reconstrução, são as especificidades de cada lesão e de cada lesado. Assim, a investigação futura deve procurar estudar as variabilidades com influência nos resultados a longo-prazo, recorrendo a amostras de maior dimensão e às novas técnicas que estão constantemente a surgir.
2025-10-28T12:29:27Z
Valente, Sara Filipa Ardisson
Métodos de análise de variância e regressão na avaliação do desenvolvimento da doença periodontal
A doença periodontal engloba um grupo de condições inflamatórias determinadas pela destruição progressiva do periodonto. Esta doença afeta a gengiva e os tecidos dentários de suporte, sendo classificada como gengivite, inflamação reversível da gengiva marginal, e periodontite, quando existe destruição de estruturas que suportam o dente. Um dos principais agentes de desencadeamento dessa patologia é a placa bacteriana. Para o sucesso do tratamento da doença periodontal é importante um diagnostico precoce. Com o rápido envelhecimento da população mundial, sobretudo em Portugal, cuja taxa de envelhecimento tem vindo a aumentar consideravelmente, a melhoria das condições de vida e da prestação dos cuidados de saúde levou a que nos dias de hoje exista uma maior durabilidade da dentição natural e, consequentemente, uma diminuição das patologias orais. Contudo, mesmo com uma maior sensibilização para a saúde oral, a prevalência de patologias orais nos idosos é ainda considerada significativa. A avaliação da doença periodontal e da sua progressão é determinada por meio de observações local a local (figura 1). Os dados periodontais são complexos e estruturados em vários níveis, no entanto iremos avaliar duas medidas envolvidas: o nível de perda de aderência clínica (CAL) e o nível de profundidade clínica (PD), em que o CAL é medida que mede a distância vertical entre a junção cimento-esmalte e o ponto mais baixo usando uma sonda periodontal em escala ordinal, é a medida mais popular para avaliar gravidade da doença periodontal. As medidas obtidas de um paciente específico são intrinsecamente agrupados dentro da boca e locais de dentes proximais têm um CAL semelhante em comparação com locais que estão mais distantes. Já o PD é a distância do fundo de sulco até a margem gengival. Ambas são medidas em seis pontos em torno de cada dente (mésio-vestibular, disto-vestibular, mésio-lingual, disto-lingual, meio-vestibular ou médio-lingual). As observações são recolhidas ao nível do paciente, logo não são independentes. Usando a Análise de Variância (ANOVA) de medidas repetidas, analisaram-se 51 pacientes, dos quais 40 são do sexo masculino e 11 do sexo feminino. Estes dados foram recolhidos em quatro momentos. Um primeiro antes de iniciar o tratamento e posteriormente em outros três, ao longo de um período de 4 consultas. A idade de todos os pacientes é superior a 30 anos.
2025-10-28T12:29:27Z
Dores, Rute Alexandra Silvestre
A cibercultura e os desafios das novas aprendizagens
No summary/description provided
Standards of instrumentation of EMG
Standardization of Electromyography (EMG) instrumentation is of particular importance to ensure high quality recordings. This consensus report on "Standards of Instrumentation of EMG" is an update and extension of the earlier IFCN Guidelines published in 1999. First, a panel of experts in different fields from different geographical distributions was invited to submit a section on their particular interest and expertise. Then, the merged document was circulated for comments and edits until a consensus emerged. The first sections in this document cover technical aspects such as instrumentation, EMG hardware and software including amplifiers and filters, digital signal analysis and instrumentation settings. Other sections cover the topics such as temporary storage, trigger and delay line, averaging, electrode types, stimulation techniques for optimal and standardised EMG examinations, and the artefacts electromyographers may face and safety rules they should follow. Finally, storage of data and databases, report generators and external communication are summarized.
2025-10-28T12:16:07Z
Tankisi, Hatice Burke, David Cui, Liying Carvalho, Mamede Kuwabara, Satoshi Nandedkar, Sanjeev D. Rutkove, Seward Stålberg, Erik van Putten, Michel J.A.M. Fuglsang-Frederiksen, Anders
Red-flag symptom clusters in transthyretin familial amyloid polyneuropathy
Transthyretin familial amyloid polyneuropathy (TTR-FAP) is a rare, progressive, life-threatening, hereditary disorder caused by mutations in the transthyretin gene and characterized by extracellular deposition of transthyretin-derived amyloid fibrils in peripheral and autonomic nerves, heart, and other organs. TTR-FAP is frequently diagnosed late because the disease is difficult to recognize due to phenotypic heterogeneity. Based on published literature and expert opinion, symptom clusters suggesting TTR-FAP are reviewed, and practical guidance to facilitate earlier diagnosis is provided. TTR-FAP should be suspected if progressive peripheral sensory-motor neuropathy is observed in combination with one or more of the following: family history of a neuropathy, autonomic dysfunction, cardiac hypertrophy, gastrointestinal problems, inexplicable weight loss, carpal tunnel syndrome, renal impairment, or ocular involvement. If TTR-FAP is suspected, transthyretin genotyping, confirmation of amyloid in tissue biopsy, large- and small-fiber assessment by nerve conduction studies and autonomic system evaluations, and cardiac testing should be performed.
2025-10-28T12:13:47Z
Conceição, isabel González-Duarte, Alejandra Obici, Laura Schmidt, Hartmut H-J Simoneau, Damien Ong, Moh-Lim Amass, Leslie
A proposal for new diagnostic criteria for ALS
Sclerosis (ALS) were initially published in 1994 and revised in 2000. Criteria were established because the ‘‘variety of clinical features which may be present early in the course of ALS makes absolute diagnosis difficult and compromises the certainty of diagnosis for clinical research purposes and therapeutic trials.” The original criteria described 4 categories of disease: Definite, Probable, Possible, and Suspected ALS. However, subsequent clinical experience made it clear that non-Definite categories included patients who would ultimately die of ALS with a high degree of clinical certainty.
2025-10-28T12:23:27Z
Shefner, Jeremy M. Al-Chalabi, Ammar Baker, Mark R. Cui, Li-Ying Carvalho, Mamede Eisen, Andrew Grosskreutz, Julian Hardiman, Orla Henderson, Robert Matamala, Jose Manuel Mitsumoto, Hiroshi Paulus, Walter Simon, Neil Swash, Michael Talbot, Kevin Turner, Martin R. Ugawa, Yoshikazu van den Berg, Leonard H. Verdugo, Renato Vucic, Steven Kaji, Ryuji Burke, David Kiernan, Matthew C.
Arte Teoria, nº12/13 (2010)
O presente número da revista Arte Teoria é um número atípico. Por várias razões: em primeiro lugar, porque é o primeiro que não tem o Prof. Doutor José Fernandes Pereira como director.Com efeito, no momento em que iniciamos uma nova etapa, não podemos deixar de lhe prestar a mais absoluta homenagem e expressar apenas um desejo: que a sua ausência institucional não seja demasiado notada, e que a qualidade e dinâmica que imprimiu à revista possam continuar, bem como o seu apoio prestigiado, tanto a nível pessoal como universitário. Em segundo lugar, porque se trata de uma homenagem in Memoriam ao colega e amigo Prof. Doutor António Rodrigues, professor da Faculdade de Belas Artes, historiador e crítico de arte, que desapareceu acerca de dois anos, vítima de doença, e que pelo seu inesperado, nos deixou a todos incrédulos e demasiado tristes. O resultado do nosso esforço de preservação de alguma da memória que o António representou, está à vista: a forma admirável e solícita como os seus amigos responderam, só os prestigia e diz muito acerca do homenageado.
2025-10-28T12:28:46Z
Ortigão, Maria João Duarte, Eduardo Mendes, Nuno Mestre, Ana Barata Vieira, Ana Pena, António de Oriol Costa, Carlos Couto Sequeira Menéres, Clara Tavares, Cristina Pereira, Fernando Dias, Fernando Lampo, Gaetan Souto, Maria Helena Ferrão, Hugo Sabino, Isabel Peneda, João França, José Augusto Pereira, José Carlos Francisco Pereira, José Fernandes Porfírio, José Luís Arruda, Luisa Teixeira, Madalena Braz Barros, Mafalda Magalhães Molder, MariaFilomena Gamito, Maria Calado, Margarida Rodrigues, Paulo Simões Saraiva, Pedro Reis, Pedro Cabrita Silva, Raquel Henriques da Chicó, Silvia Reis, Vitor dos
Fasciculation in amyotrophic lateral sclerosis : origin and pathophysiological relevance
This review considers the origin and significance of fasciculations in neurological practice, with an emphasis on fasciculations in amyotrophic lateral sclerosis (ALS), and in benign fasciculation syndromes. Fasciculation represents a brief spontaneous contraction that affects a small number of muscle fibres, causing a flicker of movement under the skin. While an understanding of the role of fasciculation in ALS remains incomplete, fasciculations derive from ectopic activity generated in the motor system. A proximal origin seems likely to contribute to the generation of fasciculation in the early stages of ALS, while distal sites of origin become more prominent later in the disease, associated with distal motor axonal sprouting as part of the reinnervation response that develops secondary to loss of motor neurons. Fasciculations are distinct from the recurrent trains of axonal firing described in neuromyotonia. Fasciculation without weakness, muscle atrophy or increased tendon reflexes suggests a benign fasciculation syndrome, even when of sudden onset. Regardless of origin, fasciculations often present as the initial abnormality in ALS, an early harbinger of dysfunction and aberrant firing of motor neurons.
2025-10-28T12:23:40Z
Carvalho, Mamede Kiernan, Matthew C. Swash, Michael
Arte Teoria, nº14/15 (2011/12)
No summary/description provided
2025-10-28T12:28:59Z
Ortigão, Maria João Duarte, Eduardo Tavares, Cristina Robalo, Cristina Lousa, Teresa Reis, Vitor dos Costa, Carlos Couto Sequeira Esquível, Patrícia Vilar, Emílio Trindade, António Oriol Lopes, Vasco Magalhães, Ana frois, virginia Silva, Vasco Fernando Dias Martins, Patrícia Roque Henriques, Francisco Duarte, João Miguel Couto Pereira, José Carlos Francisco Rocha, Michele Bento, Carina Franco, Luís Navarro, Sara
Pequena pesca costeira e ordenamento do espaço marítimo em Portugal continental
Em Portugal, a gestão e o ordenamento do espaço marítimo (OEM) é feita através de um instrumento específico, o Plano de Situação de Ordenamento do Espaço Marítimo (PSOEM), que identifica a distribuição espacial e temporal dos usos e atividades existentes e potenciais e os valores naturais e culturais relevantes para a sustentabilidade ambiental do espaço marítimo nacional. Este plano surgiu como consequência da necessidade da existência um plano de OEM. A pequena pesca é o tipo de pesca mais representativo em Portugal e pode ser dividida em pequena pesca local e pequena pesca costeira e, a principal diferença entre as duas é o tamanho das embarcações, que nesta dissertação foram consideradas com um comprimento fora a fora até 9m para a pesca local e de comprimento fora a fora dos 9m aos 12m para a pesca costeira. A pequena pesca, em Portugal, atualmente sofre algumas dificuldades, como o baixo rendimento, a falta de renovação geracional, os elevados custos operacionais, as quotas disponíveis reduzidas e, ainda, a competição por espaço com outras atividades no espaço marítimo. O quadro legal para o OEM nacional define o uso comum e o uso privativo do espaço marítimo e como a pequena pesca é um uso comum do espaço marítimo nacional, esta atividade não teve obrigatoriedade legal de ser cartografada no PSOEM, no entanto, encontra-se contemplada na faixa dos usos comuns. A presente dissertação pretende identificar as consequências que o OEM pode ter para a pesca e como esta se enquadra no mesmo, através da análise do PSOEM e da recolha de perceções das comunidades piscatórias, nomeadamente, Peniche, Costa da Caparica, Sesimbra, Setúbal e Sines, através da realização de entrevistas presenciais baseadas na elaboração de um questionário. Os resultados demonstram que a maioria dos pescadores não têm conhecimento sobre o OEM, mas têm uma ideia negativa da sua influência, já que consideram que, à medida que vão surgindo mais usos do espaço marítimo nacional, a falta de espaço pode agravar todas as dificuldades que a pequena pesca já acarreta. Também foi possível perceber que medidas os pescadores tomam quando a falta de espaço se começa a agravar. Durante as entrevistas foi feito um mapeamento das áreas de pesca dos entrevistados, identificando quais as áreas com maior rendimento e quais são mais importantes para os pescadores do ponto de vista de serviços de ecossistema culturais. Além disso foram propostas soluções para mitigar os problemas existentes, e relevantes para se incluir em tomadas de decisão no futuro.
Persistent SARS-CoV-2 infection and the risk for cancer
The current SARS-CoV-2 has put significant strain on healthcare services worldwide due to acute COVID-19. However, the potential long-term effects of this infection haven't been extensively discussed. We hypothesize that SARS-CoV-2 may be able to cause persistent infection in some individuals, and should this be the case, that in a few years we may see a rise in cancer incidence due to carcinogenic effects of this coronavirus. Non-retroviral RNA viruses such as Coronaviridae have been shown to cause persistent infection in hosts. Empirical evidence of viral genomic material shedding weeks after apparent clinical and laboratorial resolution of COVID-19 may be an indirect proof for persistent viral infection. Furthermore, tropism towards certain immune-privileged territories may facilitate immune evasion by this virus. Structural homology with SARS-CoV-1 indicates that SARS-CoV-2 may be able to directly impair pRb and p53, which are key gatekeepers with tumor suppressor functions. Additionally, COVID-19 features preeminent inflammatory response with marked oxidative stress, which acts as both as initiator and promotor of carcinogenesis. Should there be a carcinogenic risk associated with SARS-CoV-2, the implications for public health are plenty, as infected patients should be closely watched during long periods of follow-up. Additional investigation to establish or exclude the possibility for persistent infection is paramount to identify and prevent possible complications in the future.
2025-10-28T12:24:46Z
Alpalhão, Miguel Ferreira, João Filipe, Paulo
Acidente vascular cerebral isquémico e o rácio CD4/CD8 em indivíduos VIH positivos : um estudo retrospetivo no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte
O objetivo deste estudo é determinar o eventual impacto da infeção por vírus da imunodeficiência humana (VIH) na ocorrência do acidente vascular cerebral isquémico (AVCi), avaliando ainda a im-portância circunstancial do rácio entre as subpopulações linfocitárias T CD4+ e T CD8+ (rácio CD4/CD8) no desenvolvimento deste evento. Tipo de estudo Estudo observacional, retrospetivo, realizado no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) Métodos Foi analisada uma população de 6.446 indivíduos com o diagnóstico principal de AVCi após inter-namento no CHULN, entre 1 de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2016, tendo sido definidas duas subpopulações: Grupo 1: indivíduos não infetados por VIH (VIH–), considerado o grupo controlo: n = 6.395; Grupo 2: indivíduos portadores deste vírus (VIH+): n = 51. O Grupo 2 foi ainda dividido em subgrupos de acordo com o rácio CD4/CD8 (< 0,4; 0,4 a 1; ≥ 1). Foram realizados testes t à igualdade de médias e utilizados modelos lineares generalizados para testar os efeitos conjuntos das variáveis em análise. Resultados A idade média de ocorrência do AVCi no Grupo 2 foi de menos 12,2 anos (p < 0,001) face ao Grupo 1. Nesta coorte, os indivíduos do Grupo 2 apresentaram menor incidência de hipertensão arterial (p = 0,002), dislipidémia (p = 0,007) e diabetes mellitus (p = 0,004) em relação aos doentes do Grupo 1. Foi realizada uma análise de variância multicritério (ajustada para o rácio CD4/CD8, idade, sexo, hipertensão arterial, dislipidémia e diabetes mellitus) que confirmou a associação independente entre um rácio CD4/CD8 baixo e a idade precoce do AVCi no Grupo 2, cerca de 9,3 anos mais cedo no subgrupo com um rácio CD4/CD8 < 0,4 em comparação com o subgrupo de rácio normalizado, CD4/CD8 ≥ 1 (p = 0,0366). Para além da idade, não se observaram correlações para as restantes vari-áveis entre os 3 subgrupos deste rácio. Conclusões A ocorrência de AVCi na população VIH+ antecede em cerca de 12 anos a idade média destes eventos na população VIH–, apesar desta última apresentar maior incidência dos fatores de risco tradi-cionais para este evento. Na subpopulação VIH+, o rácio CD4/CD8 encontra-se associado de forma independente com a idade de ocorrência do AVCi, sendo os indivíduos que evidenciaram um rácio CD4/CD8 < 0,4 os que apresentam um maior risco de ocorrência de AVCi em idades mais precoces (menos 9,3 anos face aos indivíduos com rácio ≥ 1). Estes resultados podem sugerir que uma normalização do rácio poderá retardar a ocorrência do AVCi no tempo de vida destes indivíduos.
A phase II, open-label, extension study of long-term patisiran treatment in patients with hereditary transthyretin-mediated (hATTR) amyloidosis
Background: Patisiran, an RNA interference therapeutic, has demonstrated robust reduction of wild-type and mutant transthyretin protein and was able to improve polyneuropathy and quality of life following 18 months of treatment in patients with hereditary transthyretin-mediated (hATTR) amyloidosis. In this 24-month Phase II open-label extension study, we evaluated the effects of patisiran treatment (0.3 mg/kg intravenously every 3 weeks) on safety, serum transthyretin levels, and clinical parameters. Efficacy assessments included modified Neuropathy Impairment Score +7 (mNIS+7) and multiple disease-relevant measures. Cardiac assessments were performed in a pre-specified cardiac subgroup. Results: Twenty-seven patients entered this study, including 12 (44%) with ambulation difficulties due to their neuropathy and 11 (41%) who met criteria for the cardiac subgroup. During treatment, the majority of adverse events were mild/moderate in severity; there were no drug-related adverse events leading to treatment discontinuation. The most common drug-related adverse events were flushing and infusion-related reactions (22% each). Patisiran resulted in rapid, robust (~ 82%), and sustained reduction of mean transthyretin levels over 24 months. A mean 6.95-point decrease (improvement) in mNIS+7 from baseline was observed at 24 months. Patisiran's impact on mNIS+7 was irrespective of concomitant tafamidis or diflunisal use, sex, or age. Clinical assessments of motor function, autonomic symptoms, disease stage, and quality of life remained stable over 24 months. No significant changes were observed for echocardiographic measures or cardiac biomarkers in the cardiac subgroup. Exploratory analyses demonstrated improvements in nerve-fiber density with corresponding reductions in amyloid burden observed in skin biopsies over 24 months. Conclusions: Long-term treatment with patisiran had an acceptable safety profile and was associated with halting/improvement of polyneuropathy progression in patients with hATTR amyloidosis.
2025-10-28T12:20:07Z
Coelho, Teresa Adams, David Conceição, isabel Waddington-Cruz, Márcia Schmidt, Hartmut H. Buades, Juan Campistol, Josep Berk, John L. Polydefkis, Michael Wang, Jing Jing Chen, Jihong Sweetser, Marianne T. Gollob, Jared Suhr, Ole B.
Genetic diversity in a little known lemur species from the north of Madagascar (Microcebus tavaratra)
Estudos sobre a delimitação das espécies e genética populacional providenciam-nos informação sobre a evolução das espécies assim como a sua resposta natural às pressões antropogénicas. Ainda assim, para muitas espécies, esses efeitos ainda não foram estudados e necessitam de mais investigação (Hanski et al., 1998). Este é o caso dos lémures rato (género Microcebus) que habitam as florestas de Daraina. Foi sequenciado o ADN mitocondrial de 72 indivíduos Microcebus, cujas amostras tinham sido recolhidas em três fragmentos de floresta, de modo a determinar se eram todos membros da mesma espécie, a M. tavaratra, uma vez que dois outros indivíduos desta espécie já tinham sido identificados nesta região (Weisrock et al., 2010). É importante perceber como a diversidade genética é distribuída tanto para os genes mitocondriais como para os nucleares (microsatélites), uma vez que o rio Manankolana e outros aspectos ecológicos de Daraina já demonstraram desempenhar um papel importante na estrutura genética de algumas populações (Quéméré et al., 2010; Radespiel et al., 2008). Os resultados sugerem que todos os indivíduos pertencem à espécie M.tavaratra e que é mantida uma grande variabilidade genética nas populações de Bekaraoka e Solaniampilana. Contudo, na floresta de Binara, a falta de diversidade genética em todos os mtADN loci é surpreendente. Por outro lado, os dados dos microsatélites demonstraram que afinal a população de Binara exibe variabilidade genética assim como as outras duas populações. Como tal, não foi possível identificar nenhuma estrutura populacional ao nível nuclear. Embora seja provável que este seja o estudo mais abrangente geograficamente sobre os Microcebus de Daraine, os resultados sugerem que é necessária mais investigação. Estudos como este são importantes para que se implementem planos de conservação coerentes e consistentes para as espécies em risco.
2025-10-28T12:17:32Z
Pais, Isa Gameiro Aleixo, 1980-
Ecological plasticity facilitates Mediterranean mesocarnivore spatio-temporal co-existence in an agroforestry ecosystem
O estudo de relações interespecíficas entre predadores, enquanto modeladores da estrutura e funcionamento do ecossistema, é um tópico de relevância em biologia da conservação, especialmente no contexto de sistemas geridos ou perturbados, dada a alarmante perda de habitat e espécies em vários ecossistemas. Os efeitos da perturbação, principalmente com origem antropogénica, inerentes a habitats mediterrânicos, têm intensificado a coexistência interespecífica, e consequente competição, o que se traduz na crescente importância do estudo dos mecanismos de simpatria e comportamentos de adaptação adotados por estes predadores. Para garantir a coexistência de espécies potencialmente competidoras e a persistência de comunidades resilientes, estas devem segregar, pelo menos parcialmente, ao longo de um ou mais eixos do seu nicho ecológico. No entanto, as espécies apenas têm a capacidade de adotar estratégias de coexistência dentro do que seus limites biológicos permitem, no sentido em que estes mecanismos são inerentemente mediados por características morfológicas e comportamentais específicas de cada espécie. Estas mesmas estratégias adquirem uma crescente complexidade em sistemas alvo de impactos antropogénicos, em que a disponibilidade de recursos varia consideravelmente relativamente a meios naturais, e as estratégias dinâmicas de adaptação por parte das espécies são um requisito para a respetiva sobrevivência e coexistência. Para abordar esta temática, o presente estudo foi realizado num ecossistema agroflorestal ativamente gerido - a Companhia das Lezírias, S.A. -, cuja paisagem é dominada por Montado de sobro, um sistema agro-silvo-pastoral maioritariamente representado por uma matriz de sobreiro com subcoberto de variadas densidades, intercalada por plantações de outras espécies de árvores, culturas e manchas de vegetação natural, contribuindo para a heterogeneidade da paisagem. Esta paisagem caracteriza-se por um elevado dinamismo espaço-temporal devido às medidas de gestão e às condições climáticas da região, resultando numa resposta complexa por parte das comunidades bióticas. O conhecimento mais aprofundado acerca desta resposta, concretamente do seu efeito nas interações interespecíficas, é fulcral para o estabelecimento de medidas de gestão mais adequadas ao alinhamento dos objetivos de produção com os esforços de conservação. Enquadrado na teoria do nicho ecológico, e no seu conceito de nicho multidimensional, este estudo pretendeu investigar as interações entre pares de mesocarnívoros, considerando a partição de nicho a três níveis distintos, de forma a representar adequadamente a complexidade destas interações. Primeiramente, avaliando a dimensão temporal, estudou-se a sobreposição dos padrões de atividade de cada par de espécies, esperando-se uma elevada sobreposição noturna, complementada por uma segregação parcial do tempo (H1). Segundo, procurou-se investigar as relações interespecíficas espaciais com recurso a modelos de ocupação de duas espécies, estação única. Para este objetivo, propõe-se como hipótese a agregação espacial entre pares de espécies, no entanto, espera-se também uma segregação espacial a escala fina, potenciada pela resposta heterogénea, de caracter específico, a fatores ambientais (H2). Por último, pretendeu-se ainda estudar as interações associadas ao uso simultâneo do espaço e do tempo, avaliando o tempo entre encontros de pares de espécies com recurso a um procedimento de permutação multiresposta. A este nível, espera-se que a coexistência interespecífica seja facilitada através da partição espaço-temporal do nicho (H3). Para o efeito, estabeleceu-se uma rede de 25 estações de amostragem, distribuídas equitativamente ao longo da área de estudo para representar de forma adequada a heterogeneidade do sistema, sendo que em cada estação se procedeu à instalação de uma câmara fotográfica e à amostragem de vários fatores ambientais. Com recurso a 5 meses de armadilhagem fotográfica, realizou-se a monitorização da comunidade local de mesocarnívoros com foco em 5 espécies: raposa (Vulpes vulpes), fuinha (Martes foina), texugo europeu (Meles meles), geneta (Genetta genetta) e sacarrabos (Herpestes ichneumon). Com base no conhecimento prévio acerca da ecologia dos mesocarnívoros mediterrânicos, para efeitos de análise foram selecionados fatores ambientais que se prevê serem determinantes para a utilização do espaço por parte das espécies em estudo. Estes fatores ambientais foram categorizados consoante a sua relevância ecológica em variáveis de habitat, fonte de alimento ou perturbação, e amostrados num buffer de 350 metros em redor de cada estação de amostragem. O esforço de amostragem consistiu em 3104 dias efetivos de armadilhagem fotográfica, e resultou num total de 724 registos independentes das espécies alvo. A espécie mais detetada foi a raposa, com 245 registos independentes, seguida pelo sacarrabos, com 181 registos independentes, e o texugo, com 136. Esta última espécie apresentou a ocupação naïve mais elevada, sendo detetada em 18 das 25 estações de amostragem. Contrariamente, a fuinha, com o menor número de registos independentes, foi também a espécie com menor ocupação naïve, sendo detetada em apenas 52% das estações de amostragem. Ao nível da dimensão temporal, observou-se uma elevada sobreposição entre os pares de espécies durante o período noturno, tal como esperado, sendo que a exceção foi a única espécie estritamente diurna – o sacarrabos. Adicionalmente, também se verificou uma segregação parcial temporal devido ao uso dessincronizado das horas de noite através do desfasamento dos principais picos de atividade. Pensa-se que esta estratégia contribui para evitar encontros agonísticos, favorecendo assim a coexistência interespecífica. Relativamente ao uso do espaço, dois pares de espécies (raposa – sacarrabos, geneta – fuinha) demonstraram agregação espacial, enquanto que os restantes pares coocorreram de forma independente; não obstante, a detetabilidade da maioria das espécies revelou-se condicional à presença do par. Apesar de não se ter observado um efeito evidente das variáveis ambientais na ocupação dos mesocarnívoros, a segregação espacial a uma escala fina parece contribuir para um cenário de coexistência, graças à resposta heterogénea, específica de cada taxa, a fatores de habitat, alimento e perturbação. Com base no conhecimento prévio acerca da comunidade de mesocarnívoros mediterrânicos, pensa-se que este padrão espacial de facilitação da coexistência interespecífica poderá ocorrer na área de estudo. A nível espaço-temporal, observaram-se padrões de alteração do comportamento no sentido da agregação, indicando que o tempo entre encontros dos pares de espécies é menor do que o estatisticamente esperado. Como tal, sugere-se que as espécies devem segregar ao longo do nicho trófico para permitir esta sobreposição. Considerando os hábitos alimentares generalistas dos mesocarnívoros mediterrânicos, pensa-se que a variedade de recursos utilizada, incluindo fontes vegetais, é um dos principais catalisadores de cenários de coexistência. O presente estudo contribui para demonstrar a plasticidade ecológica como fator determinante para promover a coexistência de mesocarnívoros mediterrânicos através da: i) dessincronização dos padrões diários, e portanto fazendo uso da partição parcial de tempo; ii) resposta heterogénea a fatores ambientais, originando cenários segregação espacial a escala fina; e iii) segregação de hábitos alimentares, facilitando a coexistência espaço-temporal. O conhecimento adquirido assume um papel crucial na melhoria das medidas de gestão em ambientes onde se verifica a influência antropogénica com fins de exploração, permitindo o alinhamento dos objectivos de produção com os esforços de conservação. Adicionalmente, a utilização de modelos de ocupação de duas espécies, estação única, que permitem conclusões mais robustas acerca das interações interespecíficas espaciais do que métodos utilizados anteriormente, bem como a inclusão da análise da partição de nicho a nível espaço-temporal, contribuíram para complementar o conhecimento já existente na área de estudo. No entanto, recomenda-se que futura investigação inclua estudos a longo prazo e de estação múltipla, permitindo corroborar as presentes conclusões, e ainda incorporar os efeitos da sazonalidade e da dinâmica das características ambientais e ecológicas de áreas mediterrânicas geridas com objetivos de exploração e produção.
2025-10-28T12:25:26Z
Marques, Margarida Rodrigues Melo e Pinto
Exploratory psychometric validation and efficacy assessment study of an agoraphobia treatment based on virtual reality serious games and biofeedback
Uma fobia é um tipo de perturbação ansiosa, definida por um medo persistente e excessivo em relação a um objeto ou situação, tendo um impacto bastante limitativo na vida do doente fóbico. Atualmente, as perturbações mentais são ainda vistas como tabu, e existe uma elevada incidência de pessoas que sofrem de fobias (~ 83M na União Europeia, e 32M no Estados Unidos da América). Os métodos atuais para tratamento de perturbações mentais baseiam-se sobretudo em psicoterapia e em farmacologia. Especificamente, o tratamento de perturbações fóbicas baseia-se em terapia por exposição in vivo. Esta técnica foca-se em alterar a resposta do doente ao objeto ou situação que é alvo de medo, através de exposição repetida ao mesmo. A título de exemplo, um doente de fobia de elevadores pode iniciar a sua terapia apenas a pensar em entrar num elevador. De seguida, o terapeuta pode levar o doente a andar de elevador apenas de um andar para o seguinte, a andar de elevador durante vários andares, e a entrar num elevador muito lotado. Este método designa-se assim por dessensibilização fóbica. No entanto, os métodos convencionais possuem várias limitações. Nomeadamente, o tratamento de fobias peca pela falta de quantificação (não são retiradas quaisquer métricas de avaliação), personalização ao doente (a personalização é apenas dependente da opinião subjetiva do terapeuta), ritmo terapêutico gradual e controlado, e segurança, visto que se baseia em terapia por exposição in vivo. A investigação tem demonstrado a eficácia da utilização alternativa de terapia por exposição virtual, baseada em jogos sérios em Realidade Virtual (RV). No entanto, apesar deste método permitir um ritmo terapêutico gradual e em segurança (permitindo uma exposição fóbica virtual no ambiente clínico seguro, ao invés de in vivo – em estágios terapêuticos iniciais e intermédios), não soluciona a falta de quantificação e personalização. Assim, surgiu a hipótese de adicionar biofeedback – uma técnica emergente que utiliza sinais vitais para controlar diretamente a adaptação de um dado sistema, amplamente aplicada em sistemas de treino cerebral – para personalizar e quantificar a terapia por exposição virtual. A técnica é bastante utilizada recorrendo a sinais cerebrais (Neurofeedback), no entanto também são utilizados sinais cardiovasculares, por exemplo. É atualmente conhecido que, a nível fisiológico, as emoções (especificamente o medo) e a ansiedade são correlacionáveis com respostas fisiológicas do sistema cardiovascular. Por exemplo, o sistema cardiovascular responde ao stress, em conjunto com o sistema endócrino, com elevados níveis de cortisol e com um ritmo cardíaco e uma pressão sanguínea aumentados. O presente estudo avalia a eficácia de um novo método de tratamento de agorafobia (ansiedade/medo extremos de espaços abertos ou fechados com multidões) baseado em jogos sérios em RV e biofeedback, como complemento aos métodos terapêuticos convencionais. A adição de uma técnica complementar de relaxamento em RV – seguinte à exposição fóbica – é também avaliada. Como primeiro passo, o estudo avalia se a ansiedade suscita respostas cardíacas e cerebrais diferenciadas, isto é, se é possível retirar biomarcadores da ansiedade. Seguindo investigação prévia, uma experiência preliminar foi conduzida com 156 pessoas saudáveis que assistiram a um conjunto de videoclipes que suscitavam respostas emocionais diferentes, enquanto que as suas atividades cerebrais e cardíacas foram monitorizadas através de sensores de Eletroencefalografia (EEG) e Fotopletismografia (PPG), respetivamente. Foram estudadas seis categorias emocionais: Medo, Alegria, Raiva, Nojo, Neutro, Tristeza, e Ternura. A categoria emocional de Ansiedade/Medo suscitou respostas diferenciadas nos sinais fisiológicos, sugerindo que componentes podem ser utilizadas como biomarcadores da ansiedade. A categoria emocional Ternura foi também alvo de uma análise detalhado, dado que esta é uma emoção ainda pouco conhecida, não sendo consensual a sua natureza. De seguida, um teste de prova-de-conceito de 8 sessões foi conduzido com 5 doentes de agorafobia, dos quais 3 deles foram submetidos ao protocolo terapêutico convencional com a adição do novo método de RV + biofeedback, enquanto que os restantes 2 doentes foram submetidos apenas ao protocolo convencional (psicoterapia e farmacologia). O protocolo do novo método inicia-se com questionários de auto-avaliação de agorafobia e de ansiedade, de seguida passa para o cenário RV de exposição fóbica, e finalmente para o cenário RV de relaxamento. O cenário RV de exposição fóbica consiste numa sala de cinema, na qual o número de pessoas varia de sessão para sessão consoante os resultados fisiológicos e auto-reportados do doente na sessão anterior (biofeedback manual). Por outro lado, o cenário RV de relaxamento consiste numa praia paradísica numa ilha, na qual a turbulência das ondas do mar varia automaticamente consoante os resultados fisiológicos e auto-reportados do doente na sessão anterior (biofeedback preliminar). O objetivo do cenário RV de exposição fóbica é assim expor o doente gradualmente ao cenário de fobia, personalizando o nível de exposição em cada sessão consoante a sua resposta, através do biofeedback. Ou seja, se na sessão anterior o doente conseguiu estar confortável no cenário, o que se traduz nos seus sinais fisiológicos, na sessão seguinte é exposto a um cenário de maior intensidade, obrigando-o assim a habituar-se gradualmente ao cenário. Contrariamente, o objetivo do cenário RV de relaxamento é relaxar gradualmente o doente, expondo-o a um cenário cujo caráter relaxante se intensifica à medida que o doente relaxa, seguindo uma metodologia de biofeedback semelhante. Os resultados mostraram que a diminuição dos sintomas ansiosos e agorafóbicos, entre a primeira e a última sessões, no grupo experimental, foi 3,28 e 5,02 vezes mais elevada, respetivamente, do que a diminuição desses sintomas no grupo de controlo. Resultados relativos a potenciais biomarcadores de estados ansiosos e relaxados foram também adquiridos. De um modo geral, estas conclusões sugerem e quantificam o valor acrescentado deste novo método terapêutico, como complemento à psicoterapia convencional, demonstrando, como foi conjeturado, que a abordagem mista de exposição fóbica + relaxamento permite uma maior redução sintomática. O presente trabalho constitui assim um avanço no estado-da-arte, dado que se retiraram resultados conclusivos relativamente à eficácia e valor acrescentado de um método terapêutico inovador, ainda não explorado na literatura. Trabalho futuro irá avaliar a eficácia e o valor acrescentado do biofeedback, através de um grupo de controlo com biofeedback placebo. Os jogos sérios poderão também ser melhorados, desenvolvendo outros cenários e também os triggers da ansiedade, alvo do controlo automático via biofeedback. Pretende-se também otimizar o biofeedback, através de algoritmos de Aprendizagem Automática de reconhecimento emocional, nomeadamente utilizando algoritmos de redes neuronais. Especificamente, o presente trabalho servirá de base para o desenvolvimento e avaliação de um classificador de estados ansiosos baseado nos biomarcadores encontrados. Por fim, planeia-se ainda avaliar o valor acrescentado de uma abordagem terapêutica no domicílio, como complemento à terapêutica clínica.
2025-10-28T12:23:53Z
Canais, Maria Francisca Sirgado da Luz
Arte Teoria, nº16/17 (2013/14)
No summary/description provided
2025-10-28T12:14:42Z
Ortigão, Maria João Duarte, Eduardo Faria, Alberto Alves, Alice Nogueira Marques, Ana Luísa Nolasco, Ana Sousa, Ana Matilde Trindade, António Oriol Marcelino, Américo Nogueira, Isabel Pereira, José Carlos Francisco Silveira, Maria de Aires Calado, Margarida Mendonça, Ricardo Leandro, Sandra Rodrigues, Sofia Santos, Teresa Sequeira Lopes, Vasco Mendes
Classificação de culturas agrícolas de Inverno com recurso à plataforma Google Earth Engine e imagens dos satélites Sentinel-1 e Sentinel-2
A área de deteção remota é uma área em desenvolvimento devido a sua capacidade em adquirir remotamente dados da superfície e da atmosfera da Terra ou de qualquer outro planeta. A quantidade massiva de dados e de imagens de satélite existentes, tem contribuído para uma melhoria e para um aumento da qualidade de informação de observação da Terra. As metodologias científicas tais como a classificação supervisionada por imagens de satélite têm sido aplicadas na análise de dados de deteção remota. O presente estudo tem como objetivo avaliar os resultados obtidos dos processos de classificação por diferentes algoritmos, na utilização de diferentes tipos de dados e otimizá-los através da fusão dos mesmos (SAR e multiespectrais), com recurso a plataforma cloud Google Earth Engine. Recorreu-se à classificação supervisionada de imagens de satélite por cinco abordagens distintas, para a classificação de culturas de Inverno, com seis classificadores: Classification and regression trees (CART), Random Forest (RF), Support Vector Machine (SVM), Maximum Entropy (MAXE), Minimum Distance (MD) e Naive Bayes (NB); uma delas, a abordagem com recurso à fusão de dados SAR e dados multiespectrais. De todas as abordagens testadas, os melhores resultados foram obtidos com o classificador Random Forest (RF), na fusão de dados, com um valor de 76, 2% de exatidão global e de 68,3% de coeficiente kappa com 301 bandas, 102 pertencentes as imagens Sentinel-1 (SAR) com polarização VV e VH e 189 bandas de imagens do Sentinel-2 (multiespectrais) com nove bandas por imagem. Verificou-se que a fusão de dados multiespectrais e SAR beneficiam claramente a classificação efetuada, em parte pelo número de imagens utilizadas, fazendo com que as imagens SAR beneficiem os sistemas óticos principalmente na época de Inverno, onde as imagens óticas são mais limitadas, devido a nebulosidade presente; obtendo-se os valores de exatidão global de 76,2% comparativamente aos resultados individuais de 73% e 70,8%, um da coleção de imagens SAR com 112 bandas, e outro dos sistemas óticos com 189 bandas, respetivamente. O conjunto das imagens SAR em Sentinel-1 (com número de órbita 147 e 52) revelam resultados mais elevados do que as imagens individuais dos sistemas multiespectrais em Sentinel-2, tendo em conta a época de Inverno. A classificação de culturas de Inverno foi efetuada com dados fornecidos pelo Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas (IFAP) com informação geográfica das parcelas correspondente à área do Baixo Alentejo e com identificação da classe e área de cada cultura, num método de classificação supervisionado, por repartição em dados de treino e teste. Este projeto foi realizado com a utilização da plataforma Google Earth Engine (GEE) pelo processamento computacional demonstrado para a analise de um grande volume de dados como as coleções de imagens de satélite por series temporais prontas a usar existentes no catálogo de dados; e pela vasta oferta de funções presentes, entre elas os algoritmos de classificação. Revela-se uma plataforma excecional no processamento, análise e classificação, pela sua versatilidade e performance, tornando-se uma ferramenta imprescindível na área de deteção remota que potencializa a utilização de uma quantidade massiva e heterogénea de dados.
2025-10-28T12:28:33Z
Santos, Maria João Gonçalves dos
Análise multi-perigo de fenómenos naturais na bacia hidrográfica do rio Mundaú (Brasil)
Objetivo e foco desta tese consiste no desenvolvimento de uma metodologia de análise dos múltiplos perigos naturais de forma integrada (multi-perigo) numa relação causa e efeito, na perspectiva do efeito em cascata. A área de estudo corresponde à bacia hidrográfica do rio Mundaú, situada na região nordeste do Brasil, nos estados de Pernambuco e Alagoas, de aproximadamente 4103 km2. Esta área de estudo foi escolhida por apresentar recorrência de inundações fluviais, forte transporte de sedimentos e ocorrência de deslizamentos de terras. Existem também perigos tecnológicos, associados a eventuais rompimentos de reservatórios/barragens, constituídos por estruturas de terras, e indústrias expostas aos multi-perigos ao longo do rio Mundaú, que sofreram danos decorrentes de inundações fluviais. Assim, utilizaram-se diferentes métodos para avaliar a suscetibilidade da bacia hidrográfica do rio Mundaú a cada um dos perigos naturais: erosão hídrica dos solos, deslizamentos de terras e inundações fluviais. Apesar de não ser objetivo central desta tese, é feita a caracterização dos perigos tecnológicos de rompimento de reservatórios/barragens e da exposição das indústrias, no contexto dos perigos naturais, em particular associada a inundações fluviais. A avaliação da suscetibilidade à erosão hídrica dos solos foi alcançada através da aplicação da Equação Universal de Perdas dos Solos (EUPS); a suscetibilidade a movimentos de massa em vertentes foi realizada por modelo estatístico bivariado e a inundação fluvial por um modelo conceptual que considera as variáveis médias acumuladas representativas do escoamento superficial concentrado. Para a representação dinâmica do processo de transporte de sedimentos calculou-se o SDR (Sediment Delivery Ratio). A integração dos múltiplos perigos naturais foi realizada através de ponderação por análise multi-critério, onde o maior peso foi fornecido ao fenômeno de maior intensidade e ocorrência na bacia hidrográfica, as inundações fluviais, seguido pelos deslizamentos e transporte sedimentar. Com a integração dos perigos múltiplos foram definidos 5 níveis de suscetibilidade multi-perigo na bacia hidrográfica. As condições naturais do terreno da bacia hidrográfica apresentam predisposição à ocorrência do multi-perigo e as condições ambientais intensificam os processos hidrogeomorfológicos de transporte de carga sólida desde as vertentes aos fundos de vales e setores de menores declives, que propiciam a acumulação de carga sólida sedimentar ao longo dos cursos de água, e intensificam os níveis de multiperigo de forma acumulativa desde montante a jusante na bacia hidrográfica. Assim, constatou-se que os níveis multi-perigo são mais elevados desde o setor intermédio ao inferior da bacia hidrográfica do rio Mundaú. Mais também, os níveis de multiperigo nos setores supracitados serão intensificados por eventuais rompimentos de barragens de terra a montante. Esta avaliação multi-perigo na perspectiva do efeito em cascata permite analisar espacialmente de forma dinâmica como os perigos naturais e tecnológicos interagem no território, à escala regional, numa relação causa e efeito, como também regionalizar os níveis do multi-perigo em diferentes setores da bacia hidrográfica associados ao fator desencadeante, a precipitação. Pelo que se observa, as indústrias instaladas em planície fluvial estão expostas aos elevados níveis de multi-perigo e as populações ribeirinhas estão vulneráveis ao multi-perigo em leito de inundação fluvial sob ação direta de carga sólida concentrada. Portanto, pode-se concluir que são necessárias medidas de gerenciamento, prevenção e mitigação dos riscos e o ordenamento do território para evitar perdas de vidas e danos materiais na bacia hidrográfica do rio Mundaú.
Populações baseadas em multisets para algoritmos evolutivos
Os algoritmos evolutivos simulam a evolução natural de uma população de indivíduos aplicando iterativamente operadores genéticos, recombinação, mutação e seleção dos mais aptos. O processo evolutivo pode ser visto como um processo de otimização. Nesse caso, os indivíduos representam soluções do problema e as variáveis do problema são codificados no equivalente aos genes. Estes algoritmos podem ser facilmente implementados e existem variantes especializadas para resolver várias classes de problemas. Uma das maiores dificuldades apresentadas por estes algoritmos é a convergência prematura da população para soluções sub-ótimas antes do espaço de procura ser devidamente explorado. Várias estratégias foram desenvolvidas para reduzir este risco e, neste trabalho, estudamos a possibilidade de substituir a representação da população. Tradicionalmente as populações são representadas como coleções de indivíduos e nesta tese propomos a sua substituição por um multiconjunto (multiset). Esta nova forma de representação das populações, que denominamos multipopulações, permite manipular um conjunto de genomas e os seus clones, multi-indivíduos, de uma forma muito eficiente. Adaptamos o processo evolutivo para otimizar multipopulações, estudamos o seu comportamento em vários tipos de algoritmos e problemas e desenvolvemos operadores genéticos especializados para trabalhar com a nova representação. Em resultado disso obtemos uma forma inovadora de manter uma elevada diversidade genética na população. As experiências realizadas permitiram-nos compreender melhor a dinâmica que a nova representação introduz no processo evolutivo e mostrar a sua eficácia.
2025-10-28T12:12:12Z
Manso, António Manuel Rodrigues