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Relationship between serum concetrations of type III procollagen, hyluronic acid and histopathological findings in the liver of HCV-positive blood donors
BACKGROUND: Serologic markers have been proposed for monitoring hepatic fibrosis in chronic liver disease. Among fibrosis markers, type III procollagen (PIIIP) and hyaluronic acid have been studied in these patients. AIM: To evaluate the association between these serum markers with histological findings. METHODS: A prospective cross-sectional study was carried out with HCV-positive blood donors. The studied population included men and women whose age ranged from 18 to 60 years, with elevated liver function tests [ALT levels > 1.5 times the normal value and alterations of two or more of the following: any changes in the levels of ALT, aspartate aminotransferase, conjugated bilirrubin, gammaglobulin, gammaglutamyltranspeptidase, albumin, platelet count; alkaline phosphatase levels >1.5 times the normal value, or prothrombin time below 70% and above 60%]. Fourty-nine patients were submitted to liver biopsy, blood analysis of PIIIP, hyaluronic acid, besides liver function tests. RESULTS: Liver function tests were not associated with tissular fibrosis, as assessed by ALT (>1.5 times above normal, fibrosis risk=18.8%; <1.5 times, 11.8%). Elevated PIIIP was correlated with 66.7% chance of fibrosis, whereas normal levels, 9.3%. Hyaluronic acid, when elevated, gave a chance of 33.3% of fibrosis; when normal, 12.5%. CONCLUSION: There was no association between liver function tests, hyaluronic acid and fibrosis. However, PIIIP was related with liver fibrosis. Maybe, this marker should be useful to assess fibrosis in patients with chronic hepatitis C.
2022-12-06T13:18:55Z
Camacho,Vera Regina Rodrigues Silveira,Themis Reverbel da Oliveira,Jarbas Rodrigues de Barros,Sérgio Gabriel Silva de Cerski,Carlos Thadeu Schmidt
Influência do grau de insuficiência hepática e do índice de congestão portal na recidiva hemorrágica de cirróticos submetidos a cirurgia de Teixeira-Warren
RACIONAL: A hipertensão portal com sua principal complicação, a hemorragia digestiva alta varicosa, são importantes causas de morbimortalidade em cirróticos. A cirurgia de Teixeira-Warren é uma derivação portal seletiva, adotada em doentes Child-Pugh A e B para tratamento da hemorragia varicosa por hipertensão portal não responsiva à terapêutica clínico-endoscópica após o quadro agudo. O índice de congestão portal baseia-se em valores obtidos pela ultra-sonografia Doppler abdominal e encontra-se elevado em pacientes com hipertensão portal. OBJETIVO: Verificar se o índice de congestão portal e o grau de insuficiência hepática (Child-Pugh) são fatores preditivos de recidiva hemorrágica após a cirurgia de Teixeira-Warren. MÉTODO: Em estudo longitudinal retrospectivo analisaram-se 62 prontuários de cirróticos operados pela técnica de Teixeira-Warren na Santa Casa de São Paulo. Foram submetidos a avaliação quanto ao índice de congestão portal pré-operatório 36 doentes, e 58 quanto à classe Child-Pugh. Os doentes foram divididos em grupos - com recidiva e ausência de recidiva hemorrágica - sendo analisada a diferença estatística quanto aos valores do índice e Child-Pugh pré-operatórios, relacionando-os à recidiva hemorrágica pós-operatória. RESULTADOS: Dos doentes que apresentaram recidiva hemorrágica, 69% eram Child B e possuíam índice de congestão portal médio de 0,09. Já entre aqueles que não ressangraram, 62% eram Child A e o índice de congestão portal médio foi de 0,076. A diferença foi estatisticamente significante para a classe Child-Pugh, porém, o mesmo não ocorreu para o índice de congestão portal. CONCLUSÃO: O índice de congestão portal no pré-operatório não foi fator preditivo de recidiva hemorrágica em cirróticos submetidos a cirurgia de Teixeira-Warren. Doentes classificados como Child-Pugh B possuem maior chance de recidiva hemorrágica pós-derivação esplenorrenal distal em relação aos Child-Pugh A.
2022-12-06T13:18:55Z
Ferreira,Fabio Gonçalves Duda,João Ricardo Olandoski,Márcia Capua Jr.,Armando De
Infections after liver transplantation in adults: data from a university hospital in southern Brazil (1996-2000)
BACKGROUND: Infections after liver transplantations are the most important cause of morbi-mortality. In this study, we assessed the main characteristics of these infections in a southern Brazilian university hospital. METHODS: We conducted a retrospective cohort with 55 patients who underwent orthotopic liver transplantation between 1996 and 2000 in the "Hospital de Clínicas de Porto Alegre", Porto Alegre, RS, Brazil, to characterize the infections that occurred in the group. RESULTS: One or more infections (average 2.10) were diagnosed in 47 patients, especially during the first month after transplantation. The most common were bacteremia, intra-abdominal infections and pneumonia, predominantly with bacteria, especially Staphylococcus sp (and particularly S. aureus) and E. coli. The mortality rate attributed to infections was high: 17 cases of all deaths (total 27 deaths). Significant risk factors for infections included reoperation, diabetes, biliary stenosis and higher Child-Pugh scores. CONCLUSION: Infections remain a severe threat in liver transplant patients, and special efforts should be made to prevent and manage them correctly.
2022-12-06T13:18:55Z
Souza,Mônica Vinhas de Barth,Afonso Luis Álvares-da-Silva,Mário Reis Machado,Adão Rogério Leal
Polipose gastroduodenal em doentes com polipose adenomatosa familiar Pós-Retocolectomia
RACIONAL: As manifestações extracólicas, como os pólipos gastroduodenais e o tumor do duodeno, são fatores que influenciam a morbimortalidade dos doentes com polipose adenomatosa familiar no seguimento pós-retocolectomia total. OBJETIVO: Investigar a freqüência destas alterações em doentes com polipose adenomatosa familiar e verificar a eficácia do rastreamento endoscópico. MÉTODO:No período de 1984 a 2005, 62 doentes com polipose adenomatosa familiar pós-retocolectomia foram estudados retrospectivamente pelo Grupo de Coloproctologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, SP. O tempo de seguimento médio pós-operatório foi de 81,9 meses, sendo que em 53 (85,5%) foi possível analisar a ocorrência de pólipos gastroduodenais. RESULTADOS: Dos 53 doentes em seguimento, 27 (50,9%) apresentavam pólipos gastroduodenais. Em 8 (15,4%) os pólipos adenomatosos eram gástricos, 14 (27%) pólipos duodenais e 5 (9,6%) pólipos gástricos e duodenais. Dois doentes (3,8%) desenvolveram adenoma duodenal com displasia de alto grau. E outro (1,9%), adenocarcinoma em papila duodenal. CONCLUSÃO: O rastreamento endoscópico, desta forma, é de grande importância e o objetivo é detectar, o mais precocemente possível, os casos de adenocarcinoma duodenal e pólipos gastroduodenais com displasia de alto grau.
2022-12-06T13:18:55Z
Leal,Raquel Franco Ayrizono,Maria de Lourdes Setsuko Coy,Cláudio Saddy Rodrigues Callejas-Neto,Francisco Fagundes,João José Góes,Juvenal Ricardo Navarro
Endoscopic laser lithotripsy for complicated bile duct stones: is cholangioscopic guidance necessary?
BACKGROUND: Endoscopic papillotomy is successful in more than 95% of the cases of choledocholithiasis. For patients with difficult bile duct stones not responding to mechanical lithotripsy, different methods for stone fragmentation have been developed. AIM: To compare the results of laser lithotripsy with a stone-tissue recognizing system, when guided by fluoroscopy only or by cholangioscopy. METHODS: Between 1992 and 2002 we have treated 89 patients with difficult bile duct stones by endoscopic retrograde cholangiopancreatography and laser lithotripsy. Unsuccessful extracorporeal shock-wave lithotripsy and electrohydraulic were also performed before laser in 35% and 26% of the cases, respectively. RESULTS: Laser was effective in 79.2% of 72 patients guided by cholangioscopy and in 82.4% of 17 cases steered by fluoroscopy. The median number of impulses in the latter was 4,335 and 1,800 with the former technique. Two parameters influenced the manner of laser guidance. In cases of stones situated above a stricture, cholangioscopic control was more effective (64.7% vs. 31.9%). When the stones were in the distal bile duct, fluoroscopic control was more successful. CONCLUSION: In cases of difficult stones in the distal bile duct, laser lithotripsy under fluoroscopic control is very effective and easily performed. Cholangioscopic guidance should be recommended just in cases of intrahepatic stones or in patients with stones situated proximal to a bile duct stenosis. In these cases, cholangioscopy should be performed either endoscopically or percutaneously.
2022-12-06T13:18:55Z
Jakobs,Ralf Pereira-Lima,Julio C. Schuch,Aline W. Pereira-Lima,Lucas F. Eickhoff,Axel Riemann,Juergen F.
Esofagectomia laparocópica transhiatal: resultados imediatos
RACIONAL: A esofagectomia laparoscópica transhiatal para doença benigna ou maligna do esôfago é cirurgia complexa, associada a altas taxas de morbimortalidade. Nas últimas décadas ganhou aceitação para o tratamento do câncer de esôfago e algumas doenças benignas por evitar toracotomia, diminuindo, assim as complicações associadas a essa abordagem. OBJETIVO: Realizar análise retrospectiva em pacientes com câncer de esôfago submetidos a esofagectomia laparoscópica transhiatal, demonstrando as complicações per e pós-operatórias, resultados imediatos e acompanhamento dos pacientes. MÉTODOS: De novembro 1993 a junho 2005, 72 pacientes foram submetidos a esofagectomia laparoscópica transhiatal. Destes, havia 64 casos de neoplasia maligna de esôfago. Houve predomínio do sexo masculino (81%), com média de idade de 56,5 anos. O tempo abdominal foi realizado por laparoscopia e a parte cervical de modo convencional, sendo o estômago tubulizado levado até o pescoço para anastomose pelo mediastino posterior. RESULTADOS: A esofagectomia transhiatal por via laparoscópica em casos de neoplasia esofagiana foi iniciada em 64 pacientes. O índice de conversão foi de quatro casos. A duração média da operação foi de 153 minutos. A incidência de fístula cervical foi de 14,06%. CONCLUSÃO: A esofagectomia laparoscópica transhiatal é opção segura em centros com experiência. A morbidade é menor, com recuperação mais rápida e retorno às atividades habituais precoce. Certamente esta via de acesso deve ser considerada no tratamento das afecções do esôfago.
2022-12-06T13:18:55Z
Tinoco,Renam Catharina Tinoco,Augusto Cláudio El-Kadre,Luciana Janene Rios,Rodrigo Amaral Sueth,Daniela Mendonça Pena,Felipe Montes
Gastroesophageal reflux in cirrhotic patients with esophageal varices without endoscopic treatment
BACKGROUND: Portal hypertension in patients with liver cirrhosis causes manifestations such as esophageal varices, ascites and edema. Some studies have been conducted about the role of esophageal varices in the development of esophageal motor disorders and abnormal gastroesophageal reflux in these patients. Ascites could be a factor promoting gastroesophageal reflux and it has been questioned whether reflux would favor the rupture of varices. However there are a few studies using ambulatory esophageal pH recording in the evaluation of these patients. AIMS: Evaluate gastroesophageal reflux by pH recording in cirrhotic patients with esophageal varices and possible predictors. METHODS: Fifty one patients (28 men, 23 women, mean age of 54 years) with liver cirrhosis, diagnosed by clinical, laboratorial, image and histological findings were prospectively evaluated. All patients had esophageal varices confirmed by endoscopy and were submitted to a questionnaire about typical gastroesophageal reflux disease symptoms (heartburn and or acid regurgitation). pH recording was performed with the probe placed 5 cm above the superior lower esophageal sphincter limit, as determined by manometry. Abnormal reflux (% total time with pH < 4 >4.5%) was related to the size of varices, congestive gastropathy, ascites, severity of cirrhosis and typical gastroesophageal reflux disease symptoms. RESULTS: The caliber of the varices was considered to be small in 30 patients (59%), medium in 17 (33%) and large in 4 (8%), 21 (41%) congestive gastropathy. Ascites was observed in 17 (33%), 32 patients (63%) were classified as Child-Pugh A, 17 (33%) Child-Pugh B and 2 (4%) Child-Pugh C. Twenty seven patients (53%) presented with typical gastroesophageal reflux disease symptoms. Abnormal reflux at pH recording was found in 19 patients (37%). One of them presented with erosive esophagitis at endoscopy. There was no relation between ascites, variceal size, congestive gastropathy and Child-Pugh score and abnormal reflux. There was a correlation between typical gastroesophageal reflux disease symptoms and abnormal reflux. CONCLUSION: Abnormal gastroesophageal reflux was found in 37% of the patients with hepatic cirrhosis and esophageal varices. Only typical gastroesophageal reflux disease symptoms predicted these findings.
2022-12-06T13:18:55Z
Schechter,Rosana Bihari Lemme,Eponina Maria Oliveira Coelho,Henrique Sérgio Moraes
Câncer do esôfago em paciente com megaesôfago chagásico
RACIONAL: O megaesôfago constitui problema de saúde pública em nosso país, pois acomete indivíduos em sua fase de maior produtividade. Os doentes com essa afecção podem apresentar em sua evolução associação com câncer do esôfago. OBJETIVO: Analisar os aspectos clínicos e epidemiológicos de pacientes com megaesôfago e câncer do esôfago. MÉTODOS: Foram avaliados de maneira retrospectiva 20 pacientes com megaesôfago e câncer (grupo 1) e 20 com câncer do esôfago (grupo 2). Estudaram-se os dados demográficos, hábitos (etilismo e tabagismo), tipo histológico do tumor, localização da lesão, diferenciação celular, estádio, tratamento e sobrevida. RESULTADOS: Não foi observada diferença entre os grupos, com relação à idade, sexo, localização da lesão, tipo histológico do tumor, diferenciação celular, estádio e sobrevida. Com relação aos hábitos de vida, a associação de etilismo e tabagismo foi observada em maior número de pacientes com câncer do esôfago sem o antecedente de megaesôfago. CONCLUSÃO: As características clínicas dos pacientes com megaesôfago e câncer não diferem daqueles com neoplasia maligna esofágica não associada ao megaesôfago, principalmente no que se refere ao prognóstico desfavorável frente ao tratamento instituído. Nos pacientes com megaesôfago o tumor pode se localizar em qualquer porção do órgão.
2022-12-06T13:18:55Z
Henry,Maria Aparecida Coelho de Arruda Lerco,Mauro Masson Oliveira,Walmar Kerche de
Triagem sorológica de familiares de pacientes com doença celíaca: anticorpos anti-endomísio, antitransglutaminase ou ambos?
RACIONAL: A doença celíaca representa, na atualidade, a doença intestinal mais comum em populações caucasóides e apresenta prevalência que varia de 8% a 18% nos familiares dos pacientes. A pesquisa dos anticorpos anti-endomísio (EmA-IgA) e antitransglutaminase tecidual (anti-tTG-IgA) constitui importante recurso não-invasivo e sensível de triagem e diagnóstico da doença celíaca em grupos de risco e populações. OBJETIVO: Avaliar a prevalência do EmA e anti-tTG em um grupo de familiares de celíacos e verificar o grau de concordância entre os dois métodos. MÉTODOS: Foram estudados 177 familiares (76(feminino); 101(masculino); 2-79 anos) e 93 indivíduos voluntários e sadios (34 (feminino); 59 (masculino); 2-71 anos) como grupo controle. O EmA foi detectado por imunofluorescência indireta (substrato: cordão umbilical humano) e o anti-tTG pelo método de ELISA (kit comercial). RESULTADOS: A positividade total de anticorpos nos familiares em estudo foi de 21% (37/177), mostrando significativa diferença em relação aos controles (0%; 0/93). Doze por cento (21/177) dos familiares foram positivos para o EmA e 13,56% (24/177) para o anti-tTG, sendo 4,52% (8/177) positivos concomitantemente para os dois anticorpos. A concordância de resultados entre os dois métodos foi de 83,6% (148/177) e a discordância de 16,4% (29/177), caracterizando uma correlação positiva significante (r= 0.435) entre ambos. Dentre os concordantes, 79,1% (140/177) eram negativos para o anti-tTG e EmA, e 4,52% (8/177) positivos para ambos. Nos casos discordantes, 7,34% (13/177) apresentaram EmA positivo e anti-tTG negativo e 9,04% (16/177) eram anti-tTG positivo e EmA negativo. CONCLUSÃO: Embora a alta positividade obtida para o EmA e anti-tTG destaque a importância da triagem sorológica em familiares de pacientes com doença celíaca, as discordâncias detectadas no estudo permitem ressaltar que o uso isolado de um único método pode incorrer em reações falso-negativas. O impacto desse fato implica que tais familiares deixarão de ser submetidos a biopsia intestinal para confirmação do diagnóstico da doença, e conseqüentemente, ao tratamento adequado e precoce.
2022-12-06T13:18:55Z
Utiyama,Shirley Ramos da Rosa Nass,Flávia Raphaela Kotze,Lorete Maria da Silva Nisihara,Renato Mitsunori Ambrosio,Altair Rogério Messias-Reason,Iara Taborda de
An experimental study of the electrical activity of the bypassed stomach in the Roux-en-Y gastric bypass
BACKGROUND: Surgical options for morbid obesity are diverse, and the Roux-en-Y gastric bypass, initially described by Fobi has gained popularity. Knowledge about the physiology of the bypassed stomach is limited because this newly produced segment of the stomach is inaccessible to endoscopic or contrast radiological studies. AIM: To evaluate the myoelectric activity of the bypassed stomach and its reply to the feeding. METHODS: An experimental protocol was conducted to evaluate postoperative gastric bypassed motility in dogs submitted to the Roux-en-Y gastric bypass procedure. Two groups of five animals were studied on postoperative fasting and after a standard meal, recording electrical response and control activity. Both control and Roux-en-Y gastric bypass operated study group had a pair of electrodes placed on three points of the remaining stomach: fundus, body and antrum. Data registration was performed after complete ileus resolution, and analysed with DATA Q Inst. series 200. RESULTS: The results achieved on the conditions of this study suggest that: 1. the remaining stomach maintain the same pattern of motility; 2. there is a reduced fasting electromyography activity following the Roux-en-Y gastric bypass procedure; 3. significantly reduced fasting electric control activity when compared both groups, and a markedly reduced fasting response electric activity and; 4. the electric response to the feeding kept the same standard of the stomach, however in a statistically reduced way. CONCLUSION: The electrical activity of the bypassed stomach of Roux-en-Y gastric bypass procedure kept the same pattern but in a statistically reduced number of contraction.
2022-12-06T13:18:55Z
Ferraz,Álvaro Antônio Bandeira Leão,Cristiano Souza Campos,Josemberg Marins Coelho,Antônio Roberto Barros Zilbestein,Bruno Ferraz,Edmundo Machado
Tradução e validação para a língua portuguesa (Brasil) de instrumentos específicos para avaliação de qualidade de vida na doença do refluxo gastroesofágico
INTRODUÇÃO: Estudos têm demonstrado ser a doença do refluxo gastroesofágico capaz de alterar a qualidade de vida e a produtividade no trabalho dos doentes por ela acometidos. Instrumentos para esse tipo de avaliação são provenientes, em sua maioria, de países de língua inglesa e/ou francesa. A utilização desses instrumentos em nosso meio demanda criterioso processo de tradução e validação. OBJETIVOS: Traduzir para língua portuguesa os questionários GERD-HRQL (Gastroesophageal Reflux Disease - Health Related Quality of Life), HBQOL (Heartburn Specific Quality of Life Instrument) e GSAS (Gastroesophageal Reflux Disease Symptom Assessment Scale) específicos para avaliação de qualidade de vida na doença do refluxo gastroesofágico. Testar suas propriedades psicométricas de confiabilidade e validade. MÉTODOS: Cento e trinta e dois pacientes com doença do refluxo gastroesofágico (idade média 54,9 anos, ± DP 13,9) atendidos no ambulatório de motilidade digestiva da Universidade Federal de São Paulo, SP, e de gastrocirurgia da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, SP, aceitaram participar do presente estudo, fornecendo termo de consentimento pós-esclarecimento. Destes, 40 pacientes participaram da fase de pré-teste (28 do sexo feminino e 12 do sexo masculino, com idade média de 55,3 anos, ± DP 14,7) e 92 da fase de validação (64 do sexo feminino e 28 sexo masculino, com idade média 54,7 anos e ± DP 13,7). A tradução e adaptação cultural foi realizada de acordo com o método de GUILLEMIN et al., sendo a validação dos questionários traduzidos (GERD-HRQL, HBQOL e GSAS) realizada em relação aos instrumentos genérico SF-36 e sintomático ESDRGE (SQGERD). RESULTADOS: A adaptação cultural implicou na troca de quatro palavras no GERD-HRQL, seis no HBQOL e nove no GSAS. Posteriormente a esta fase, o questionário GSAS foi abandonado por problemas no cálculo do escore, sendo as propriedades de medidas testadas nos dois questionários remanescentes, esses se mostraram reprodutíveis para uso inter e intra-observador com valores de 0,980 e 0,968, respectivamente, para o GERD-HRQL, e valores que variaram de 0,868 a 0,972, respectivamente, para o HBQOL. O questionário HBQOL demonstrou alta consistência interna (>0,70) para três das quatro dimensões avaliadas (aspecto físico, dor, sono). Os resultados encontrados na fase de validação apresentaram bons níveis de correlação com os questionários SF-36 e ESDRGE (SQGERD). CONCLUSÕES: As versões para a língua portuguesa (Brasil) dos instrumentos GERD-HRQL e HBQOL, adaptadas ao padrão cultural brasileiro, configuram-se em opções válidas, confiáveis, com baixo nível de desgaste do paciente e de fácil aplicação para avaliação de qualidade de vida na DRGE em nosso meio. O instrumento HBQOL é a única opção de avaliação multidimensional de qualidade de vida atualmente disponível para uso no Brasil. A versão em português do instrumento GSAS mostrou-se inadequada para avaliação de qualidade de vida na DRGE em nosso meio.
2022-12-06T13:18:55Z
Pereira,Giedre Ingrid das Neves Costa,Carlos Dario da Silva Geocze,Luciana Borim,Aldenis Albaneze Ciconelli,Rozana Mesquita Camacho-Lobato,Luciana
Importância da resitência insulínica na hepatite C crônica
OBJETIVO: Revisar a importância da resistência insulínica no desenvolvimento da hepatite C crônica e sua interferência na resposta ao tratamento antiviral de pacientes infectados pelo vírus da hepatite C. FONTE DE DADOS: Revisão bibliográfica de trabalhos publicados pelo MEDLINE e dados dos próprios autores. SÍNTESE DE DADOS: Nos últimos anos, grande número de publicações tem demonstrado importante associação entre resistência insulínica e hepatite C crônica. Aumento na prevalência de diabetes mellitus tipo 2, desenvolvimento de esteatose hepática (principalmente nos pacientes com infecção pelo genótipo não-3), progressão mais rápida da doença e redução na taxa de resposta virológica sustentada ao tratamento com interferon peguilado e ribavirina, têm sido todos associados à presença de resistência insulínica nos pacientes infectados pelo vírus da hepatite C. A produção aumentada de fator de necrose tumoral pelo core do vírus da hepatite C é o principal mecanismo responsável pelo aparecimento da resistência insulínica. O fator de necrose tumoral afetaria a fosforilação do substrato do receptor de insulina diminuindo a captação de glicose e acarretando hiperinsulinemia compensatória. Aumento da siderose hepática e alterações dos níveis circulantes das adipocitocinas podem ter efeito adicional sobre a sensibilidade à insulina na hepatite C crônica. CONCLUSÕES: O diagnóstico e o tratamento da resistência insulínica nesses pacientes podem não só evitar o aparecimento das complicações, mas também prevenir a progressão da doença e, possivelmente, aumentar a taxa de resposta virológica sustentada ao tratamento com interferon peguilado e ribavirina.
2022-12-06T13:18:55Z
Parise,Edison Roberto Oliveira,Ana Cláudia de
Carcinoma hepatocelular: impacto do tempo em lista e das formas de tratamento pré-operatório na sobrevida do transplante de fígado cadavérico na era pré-MELD em um centro no Brasil
RACIONAL: Atualmente, o transplante hepático é a principal opção terapêutica para doentes com cirrose hepática associada a carcinoma hepatocelular. OBJETIVOS: Analisar a sobrevida em 3 meses e 1 ano de pacientes com e sem carcinoma hepatocelular submetidos a transplante hepático cadavérico. MÉTODOS: Foram revisados os prontuários dos pacientes submetidos a transplante hepático cadavérico no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná no período entre 5 de janeiro de 2001 e 17 de fevereiro de 2006. Os pacientes foram divididos em 2 grupos - acometidos e não-acometidos de carcinoma hepatocelular - e analisados em relação à sobrevida em 3 meses e em 1 ano. Também foram comparados em relação ao sexo e à idade do doador e do receptor, a causa da cirrose, a classificação de Child-Pugh e o escore do MELD no momento do transplante, o tempo de isquemia morna e isquemia fria, o número de unidades de concentrado de hemácias transfundidas durante o transplante, o tempo de permanência na UTI e o tempo de internação. RESULTADOS: Foram analisados 146 casos de transplante hepático: 75 foram excluídos devido a dados incompletos no prontuário e 71 foram incluídos no estudo. A sobrevida geral em 3 meses e 1 ano foi de 77,4% e 74,6%, respectivamente. Os acometidos por carcinoma hepatocelular (n = 12) apresentaram sobrevida em 3 meses e 1 ano de 100%, significantemente maior que os não-acometidos (n = 59; 72,8% e 69,49%, respectivamente). O índice médio do MELD, da classificação de Child-Pugh e o número médio de concentrado de hemácias transfundidas foram significantemente maiores nos pacientes não-acometidos. Também foi observada maior percentagem de pacientes classificados como Child-Pugh B e C e de pacientes com diagnóstico de cirrose por outras causas nos pacientes não acometidos pela neoplasia. Nos doentes com carcinoma hepatocelular foi observada maior percentagem de indivíduos classificados como Child-Pugh A e com diagnóstico de cirrose por hepatite C. Todos os outros fatores analisados foram iguais entre os 2 grupos. CONCLUSÃO: Os doentes com carcinoma hepatocelular, submetidos a transplante hepático cadavérico, apresentam maior sobrevida em 3 meses e 1 ano do que os não acometidos por esta neoplasia. Essa diferença é possivelmente relacionada à realização do transplante nos pacientes com carcinoma hepatocelular em estádio menos avançado da cirrose.
2022-12-06T13:18:55Z
Freitas,Alexandre Coutinho Teixeira de Parolin,Mônica Beatriz Stadnik,Lucinei Coelho,Júlio Cezar Uili
Resposta à vacinação contra a hepatite B em alcoolistas sem cirrose hepática clinicamente evidente
RACIONAL: Alcoolistas têm maior prevalência de infecção pelo Vírus da hepatite B (VHB), o que aumenta os riscos de desenvolverem cirrose hepática e/ou hepatocarcinoma. OBJETIVO: Avaliar a resposta à vacinação contra o VHB em alcoolistas sem cirrose hepática. MÉTODOS: Foram vacinados 20 homens alcoolistas, com idade média de 46,6 ± 10,9 anos, que bebiam mais de 80 g de etanol por dia, por mais de 10 anos. O grupo controle, 40 homens não-alcoolistas, tinha idade média de 37,8 ± 9,7 anos. Nenhum dos indivíduos tinha evidências sorológicas de contato com o VHB ou com os vírus da hepatite C e o da imunodeficiência humana. A vacina Euvax B, 20 µg, foi aplicada na região deltóide, em 0, 1 e 6 meses. Após 1 mês da última dose foi determinado o anti-HBs sérico e considerado não-respondedor aqueles com níveis <10 mUI/mL, soroconvertidos entre 10 e 99 mUI/mL e soroprotegidos >100 mUI/mL. RESULTADOS: Não houve diferença significante nas respostas entre alcoolistas e controles, respectivamente, na freqüência de não-respondedores (35,0% vs 32,5%), soroconversão (15,0% vs 15,0%) e soroproteção (50,0% vs 52,5%). Os níveis médios de anti-HBs nos alcoolistas que responderam à vacina (511 ± 448 mUI/mL) foram semelhantes aos dos controles (696 ± 410 mUI/mL). Não foram observadas interferências negativas em relação ao índice de massa corpórea, ao tabagismo, continuar bebendo e da coexistência de pancreatite crônica sem insuficiência pancreática. CONCLUSÕES: Homens alcoolistas sem cirrose hepática respondem à vacina contra o VHB com freqüência e níveis séricos de anti-HBs semelhantes aos não-alcoolistas.
2022-12-06T13:18:55Z
Oliveira,Luiz Carlos Marques de Silva,Taís Estevão da Alves,Márcio Henrique
Índices plaquetários em indivíduos com doença hepática alcoólica crônica
OBJETIVO: Detectar alterações nos índices plaquetários em indivíduos com doença hepática alcoólica crónica e trombocitopenia e determinar o seu grau de correlação com outros parâmetros hematológicos. MÉTODOS: Foram estudados um total de 65 indivíduos, divididos em dois grupos: controlos (n = 35) e com doença hepática alcoólica crónica e trombocitopenia (n = 30). O grupo controlo foi emparelhado por idade e sexo com o grupo de doentes. A todos eles, foi efectuado hemograma completo, incluindo índices plaquetários. RESULTADOS: Os doentes com doença hepática alcoólica crónica apresentaram contagem de eritrócitos, leucócitos e plaquetas significativamente inferiores aos encontrados na população controlo. O mesmo se verificou com os valores de hemoglobina, hematócrito e valores absolutos de linfócitos e neutrófilos. O volume globular médio, a hemoglobina globular média e o RDW ("red cell distribution width") revelaram-se significativamente superiores no grupo de doentes. Relativamente aos índices plaquetários, foi encontrado aumento estatisticamente significativo do PDW ("platelet distribution width") e uma diminuição estatisticamente significativa no plaquetrócrito no grupo de doentes quando comparado com o grupo controlo. Em relação ao volume plaquetário médio não se encontraram diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos. Foi encontrada correlação estatisticamente significativa entre a contagem de plaquetas e os outros parâmetros hematológicos analisados. O plaquetrócito revelou-se o índice plaquetário que mais se relaciona com os restantes parâmetros hematológicos. CONCLUSÃO: Os doentes com doença hepática alcoólica crónica apresentam diminuição nas três linhas hematopoiéticas, possivelmente associada com o hiperesplenismo que estes doentes apresentam. Adicionalmente às alterações numéricas, encontraram-se alterações morfológicas a nível dos eritrócitos e plaquetas, demonstráveis pelos índices eritrocitários e plaquetários.
2022-12-06T13:18:55Z
Costa,Ana Cláudia Ribeiro,Barbara Costa,Elísio
Recidiva da ingesta alcoólica em pacientes candidatos a transplante hepático: análise de fatores de risco
RACIONAL: A recidiva do consumo do álcool após transplante representa grande preocupação nos centros transplantadores e é objeto de debate e controvérsia. OBJETIVO: Avaliar a recidiva da ingesta alcoólica e eventuais fatores a ela relacionados, em pacientes cirróticos, referidos para transplante hepático. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de julho de 1995 a setembro de 2005 incluindo 90 pacientes adultos com cirrose hepática, listados para transplante. Os critérios de exclusão eram: ausência de 6 meses de abstinência, não liberação da equipe de psicologia. O diagnóstico da recidiva (ingesta de qualquer quantidade de bebida alcoólica) era feito com base nas informações contidas nos prontuários e fornecidas por contato telefônico. RESULTADOS: A recidiva encontrada foi de 18,9%, que correspondeu a 14,6% do número total de homens e 62,5% do número total das mulheres. A raça, média das idades, classificação de disfunção hepática, tempo de etilismo, quantidade da ingesta alcoólica e realização ou não de transplante, não mostraram correlação significativa com a recidiva da ingesta alcoólica. A comparação tempo de abstinência e recidiva guardou relação inversamente proporcional. CONCLUSÃO: A recidiva da ingesta alcoólica é baixa. Sexo feminino e tempo de abstinência inferior a 1 ano têm influência sobre a recidiva da ingesta alcoólica.
2022-12-06T13:18:55Z
Vieira,Andrea Rolim,Ernani Geraldo Capua Jr,Armando de Szutan,Luiz Arnaldo
Doença de Crohn e cálculo renal: muito mais que coincidência?
RACIONAL: A doença de Crohn é uma doença inflamatória intestinal que pode estar associada a várias complicações e manifestações que são secundárias ao processo inflamatório de base. Em aproximadamente 30% dos pacientes têm sido encontradas manifestações extra-intestinais. A nefrolitíase é uma delas e a formação de cálculos é mais comum nestes pacientes do que na população em geral, principalmente cálculos de oxalato de cálcio. OBJETIVOS: Avaliar os fatores metabólicos urinários potencialmente envolvidos na formação de cálculos renais em pacientes com doença de Crohn. MÉTODOS: Foram avaliados 29 pacientes com doença de Crohn atendidos no Ambulatório de Doenças Inflamatórias do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Londrina, PR, no período de janeiro a dezembro de 2004. A avaliação metabólica incluiu medidas séricas e urinárias de substâncias relacionadas à litíase renal, ultra-sonografia de rins e vias urinárias e cálculo da supersaturação urinária para o oxalato de cálcio, ácido úrico e fosfato de cálcio. RESULTADOS: Dos 29 pacientes avaliados, 65,5% eram do sexo feminino e 34,5% do masculino. As principais alterações metabólicas urinárias encontradas foram 72,41% de hipocitratúria, 41,4% de hipomagnesiúria, 13,6% de hiperoxalúria e 17,24% de baixo volume urinário. Foram encontrados cálculos renais em 13 pacientes (44,8%). Os pacientes submetidos a cirurgia intestinal, com ressecção ileal, apresentaram alterações na saturação urinária de oxalato e fosfato. Para a comparação das médias, utilizou-se o teste de Mann-Whitney e para determinar a associação entre as variáveis foi utilizado o teste do Qui-quadrado ou o teste exato de Fisher com um nível de significância de 5%. CONCLUSÃO: A freqüência de pacientes com cálculos renais foi maior que a encontrada na população geral e acima do descrito em trabalhos similares. As alterações encontradas como hipocitratúria e a hipomagnesiúria, que representam fatores de risco reconhecido para a formação de cálculos, devem ter participação ativa nestes resultados. O impacto dessas alterações, medido pela saturação urinária elevada de oxalato e fosfato de cálcio, representa uma das maneiras de se demonstrar como estes fatores predispõem à nucleação de cristais e, conseqüentemente, à formação de cálculos nas vias urinárias.
2022-12-06T13:18:55Z
Viana,Maria Lenise Lopes Pontes,Rose Meire Albuquerque Garcia,Waldir Eduardo Fávero,Maria Emília Prete,Denise Cavenaghi Matsuo,Tiemi
Plastias de estenoses de intestino delgado na doença de Crohn: resultados imediatos e tardios
RACIONAL: As enteroplastias constituem alternativa cirúrgica no tratamento da estenose da doença de Crohn. OBJETIVO: Analisar, retrospectivamente, a evolução precoce e tardia do tratamento cirúrgico das estenoses do intestino delgado, segmento ileocecal ou anastomose ileocólica secundária à doença de Crohn, com emprego de plastias intestinais. MÉTODOS: Foram estudados 28 doentes, operados entre setembro de 1991 e maio de 2004, com seguimento médio pós-operatório de 58,1 meses. Dezesseis (57,1%) eram do sexo masculino, com média etária de 33,3 anos, e 13 doentes (46,4%) apresentavam ressecções intestinais prévias. Foram realizadas 116 plastias, sendo 94 (81%) à Heineke-Mikulicz, 15 (13%) do tipo Finney e 7 (6%) ileocoloplastias látero-laterais. Em 18 doentes (64,3%) realizaram-se ressecções intestinais concomitantes. RESULTADOS: Verificaram-se 14 complicações em 7 doentes (25%) e um óbito (3,6%), secundário a complicações pulmonares após reoperações por sangramento intestinal da anastomose êntero-entérica. Ocorreram duas complicações gerais (14,3%), em dois doentes (7,1%) e oito complicações locais precoces (57,1%), em sete doentes (25%), sendo a mais freqüente deiscência de plastia, em três casos (10,7%). Complicações locais tardias ocorreram em dois doentes (7,1%), ambos com hérnia incisional e fístula êntero-cutânea. Recidiva sintomática da estenose ocorreu em 17 doentes (63%) e 2 deles (7,4%), apresentaram fístulas êntero-cutâneas, sendo o índice de reoperação de 40,7%. Observaram-se quatro recidivas (3,5%), em três doentes (11,1%) em local de plastia prévia, sendo mais comum no tipo Finney (20%). CONCLUSÃO: As plastias apresentaram baixos índices de complicações e propiciam alívio dos sintomas. Uma vez que muitos doentes com doença de Crohn necessitarão de várias cirurgias ao longo da vida, as plastias intestinais constituem alternativas eficazes, com resolução dos sintomas obstrutivos, evitando-se ressecções intestinais extensas e suas conseqüências.
2022-12-06T13:18:55Z
Ayrizono,Maria de Lourdes Setsuko Leal,Raquel Franco Coy,Cláudio Saddy Rodrigues Fagundes,João José Góes,Juvenal Ricardo Navarro
Estimulação mecânico-térmica dos pilares palatoglosso
RACIONAL: Os pilares palatoglosso foram admitidos como a principal sede dos receptores responsáveis por iniciar a fase faríngea da deglutição. Essa fase reflexa iniciar-se-ia em resposta ao estímulo produzido pelo progresso do bolo e da língua em sentido posterior. Esses conceitos deram base à manobra mecânico-térmica que visa estimular os receptores desses pilares, produzindo respostas motoras capazes de potencializar a recuperação da função faríngea comprometida. O conceito de possível resposta motora ao estímulo desses pilares, embora comum, não é unanimemente aceito. OBJETIVO: Verificar as possíveis respostas motoras produzidas pelo estímulo mecânico- térmico sobre os pilares palatoglosso. MÉTODOS: Por entender que indivíduos sadios são capazes de prover respostas reflexas mais efetivas do que as que seriam obtidas em pacientes, avaliaram-se 51 voluntários adultos sadios de ambos os sexos reproduzindo o estímulo sobre os pilares, usando sonda metálica de ponta romba resfriada em água mantida a 10°C. RESULTADOS E CONSIDERAÇÕES: O estudo mostrou que o estímulo mecânico-térmico sobre os pilares não foi capaz de produzir qualquer resposta motora envolvida na dinâmica da fase faríngea da deglutição. É possível que as respostas contráteis observadas em alguns estudos devam-se ao reflexo de gag inadequadamente interpretado ou a contrações voluntárias inconscientes por esforço de manutenção da abertura da boca e externalização da língua durante a exposição dos pilares para execução da manobra de estimulação mecânico-térmica.
2022-12-06T13:18:55Z
Alvite,Maria de Fátima Lago Lopes,Renata Lobbé Cotta Costa,Milton M. B.
Gender effect on the clinical measurement of swallowing
BACKGROUND: Swallowing coordination is affected by cortical and subcortical inputs from the central nervous system. Our hypothesis is that the swallowing dynamics may be influenced by gender. AIM: To evaluate the influence of gender on water swallowing dynamics. METHODS: We studied 111 health subjects, 36 men, aged 24-77 years (mean: 46.3 ± 16.1 years) and 75 women, aged 22-75 years (mean: 39.6 ± 13.3 years). All volunteers swallowed in triplicate 50 mL of water at 4ºC while precisely timed, when we measured the time to swallow all the volume and counted the number of swallows. We calculated the inter-swallow interval: the time to complete the task, in seconds, divided by the number of swallows; swallowing velocity: volume drunk (mL) by the time taken (s); swallowing volume capacity: volume drunk (mL) divided by the number of swallows. RESULTS: Women had a shorter inter-swallow interval, slower swallowing velocity and lower volume capacity than men. CONCLUSION: Gender has an effect on water swallowing dynamics, with women having a lower swallowing velocity and a lower volume capacity in each swallow than men.
2022-12-06T13:18:55Z
Alves,Leda Maria Tavares Cassiani,Rachel de Aguiar Santos,Carla Manfredi dos Dantas,Roberto Oliveira