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Quantitative and qualitative analysis of collagen types in the fascia transversalis of inguinal hernia patients
BACKGROUND: Inguinal hernia is the second most common surgical case in our field. The anatomical factors alone are not enough to explain the inguinal hernia. Studies show changes in the proportion and quantity of collagen fibers in the developing of inguinal hernia. The greater production of collagen type III compared to the type I could justify the thinning of the fascia transversalis and its weakness. AIM: To determine the quantitative and qualitative changes of collagen in the fascia transversalis in inguinal hernia patients and compare them to findings from corpses without inguinal hernia. METHOD: Prospective case-control study based on the biopsy of fascia transversalis of 27 patients and 24 corpses. The technique used was hematoxylin-eosin and picrosirius colorimetry. RESULTS: The medium percent area of collagen (types I + III) and collagen type I, in both groups, show no statistic difference. The quantity of collagen type III was greater in the patients. Patients classified with Nyhus IIIa presented greater quantity of collagen type III. CONCLUSION: There is no significant difference in the quantity of collagen in the fascia transversalis of patients compared to the controls. An increase in the quantity of collagen type III was found in patients with inguinal hernia and a greater quantity in those patients classified with Nyhus IIIa.
2022-12-06T13:18:55Z
Meyer,Alberto Luiz Monteiro Berger,Eduardo Monteiro Jr.,Orlando Alonso,Paulino Alberto Stavale,João Norberto Gonçalves,Marcelo Paulo Serafim
CA72-4 antigen levels in serum and peritoneal washing in gastric cancer: correlation with morphological aspects of neoplasia
BACKGROUND: Determining levels of tumor markers in peritoneal washing enables likelihood of peritoneal recurrence to be ascertained in patients with high marker levels, thereby allowing provision of more accurate adjuvant treatment and postoperative follow up. AIM: To analyze the relationship between levels of tumor marker CA72-4 in serum and peritoneal washing, and morphological aspects of gastric carcinoma. METHOD: This study analyzed 32 consecutively-operated patients with gastric carcinoma, who underwent subtotal, total or palliative gastrectomy. The variables studied were CA72-4 levels in serum and peritoneal washing, lesion site, stage, degree of cell differentiation, operation performed, and number of extirpated and involvement lymph nodes. Of the 32 patient sample, 21 (65.6%) were male and 11 (34.4%) female. Mean age was 62.6 ± 14.2 years (29 to 91 years). Following anesthetic induction, peripherical venous blood was collected through percutaneous punction of an upper limb vein. After the procedure, 50 mL of physiologic solution at 37ºC was introduced into the cul-de-sac. A 10 mL volume of this liquid was aspirated from the cavity and the peritoneal washing tested for CA72-4 levels. Normal values for CA72-4 levels in serum were considered <7 U/mL and high levels as >7U/mL, whilst for the peritoneal washing normal levels were <0.61 U/mL, and abnormal >0.61 U/mL. RESULTS: Mean pre-operative serum levels for CA72-4 were 6.55 U/mL ± 15.30 (0.3 to 75.30 U/mL) whilst the mean level of CA72-4 in peritoneal washing was 8.50 U/mL ± 26.72 (0.3 to 142.00 U/mL); correlation between these levels was significant. Lymph nodes involvement by the gastric carcinoma correlated significantly with higher CA72-4 levels in both serum and peritoneal wash. There was no statistically significant correlation between serum level of CA72-4 and invasion into serosa by the gastric carcinoma. There was however, significant correlation between peritoneal washing levels of CA72-4 and involvement of serosa by gastric carcinoma. There was also a significant correlation between more advanced stages of gastric carcinoma and higher levels of CA72-4 in the peritoneal washing, although serum levels of CA72-4 and more advanced stage of gastric neoplasia showed no significant correlation. Degrees of cellular differentiation in the gastric carcinoma did not differ significantly with CA72-4 levels in serum or peritoneal washing. CONCLUSION: High levels of CA72-4 in peritoneal washing correlated significantly with lymph node metastasis and serosa involvement by the neoplasia, and also with more advanced stage of gastric carcinoma. The levels of CA72-4 in the blood correlated significantly with lymph node involvement by the gastric carcinoma, but not with serosa invasion or more advanced stage of neoplasia.
2022-12-06T13:18:55Z
Fernandes,Leonardo Landim Martins,Lourdes Conceição Nagashima,Carlos Alberto Nagae,Ana Cibele Waisberg,Daniel Reis Waisberg,Jaques
Association between Helicobacter pylori concentration and the combining frequency of histopathological findings in gastric biopsies specimens
BACKGROUND: Helicobacter pylori is the most prevalent infectious agent worldwide. About 90% of patients with chronic gastritis are infected with this bacterium. Some studies have shown a association between the H. pylori concentration and the scores of gastritis activity and severity. AIM: To evaluate the association between H. pylori concentration and the combining frequency of findings on histopathological examination. METHODS: Two hundred consecutive gastric endoscopic biopsies diagnosed as chronic gastritis were retrospectively investigated. The Warthin-Starry silver stain was used to study H. pylori and the following parameters were assessed (according to the Sydney system): 1. infiltration by polymorphonuclear cells in chorio and epithelium (activity) graded as mild, moderate and marked; 2. presence of lymphoid follicles; 3. presence of intestinal metaplasia; 4. presence of regenerative cell atypias, graded as mild, moderate and marked; and 5. H. pylori concentration on the mucous covering the foveolar epithelium. RESULTS: The most frequent association was chronic gastritis and activity, regardless of H. pylori concentration. The association of five histopathological findings in the same biopsy has not occurred in the cases of higher concentration of H. pylori. CONCLUSION: Our study has not revealed any association between H. pylori concentration and an increasing in the number of histopathological findings found in the gastric mucosa. Since referring to its presence is much more important than to its concentration.
2022-12-06T13:18:55Z
Nai,Gisele Alborghetti Parizi,Ana Carolina Gomes Barbosa,Ricardo Luís
Novos ensaios sôbre a seca das sementes de café ao sol
Compreendendo diversos ensaios realizados à sombra, ao sol e por meio de agentes químicos, o presente trabalho foi executado com o objetivo de eliminar dúvidas que existiam na literatura, especialmente quanto à possibilidade de se efetuar a seca da semente de café exclusivamente ao sol. Tendo em vista a confirmação integral dos resultados anteriormente publicados pelo A., pode-se afirmar que o processo de seca a pleno sol é perfeitamente viável para essa semente, desde que o seu teor de umidade não decresça, durante a seca, abaixo de 8-9%. Abaixo dêste ponto crítico a semente perde ràpidamente seu poder germinativo, mesmo quando desidratada por meio de agentes químicos, à temperatura ambiente.
2022-12-06T13:18:55Z
Bacchi,Oswaldo
Frutificação no cafeeiro
Realizaram-se contagens de frutos novos de café logo após o florescimento, em novembro, e de frutos completamente desenvolvidos, em fevereiro do ano seguinte, a fim de calcular as porcentagens de "pegamento" dos frutos, em alguns canteiros de um. ensaio de adubação, que haviam recebido combinações de adubo mineral e orgânico. As determinações foram feitas para as posições alta, média e inferior de cada planta, e o resultado médio foi correlacionado com os elementos usados na adubação e também com a produção das plantas. Os resultados obtidos indicaram que o fósforo, combinado com o estêrco, contribuiu para aumentar 3,5% à porcentagem de pegamento em relação à adubação sòmente com estêrco, e que o potássio também contribuiu com um aumento de 8,1% em relação às plantas que não receberam êste elemento. O pegamento dos frutos na. parte superior das plantas mostrou-se maior do que nas partes média e inferior. Verificou-se, ainda, que a porcentagem de pegamento geral, a qual é de cerca de 50%, é independente da produtividade das plantas.
2022-12-06T13:18:55Z
Reis,A. Junqueira Arruda,Hermano Vaz de
Perdas de elementos nutritivos pela erosão: I - Nitrogênio e suas relações com as quantidades existentes no solo e na água de chuva
Para estudar as perdas do elemento nitrogênio, ocasionadas pela erosão num solo tipo terra roxa misturada, em Campinas, utilizaram-se quatro talhões sujeitos a plantio e práticas culturais diferentes, mantidos pela Seção de Conservação do Solo, do Instituto Agronômico. As amostras da água de enxurrada e do material sólido arrastado de cada talhão eram retiradas de coletores especiais e as águas das chuvas que produziram enxurradas, dum pluviômetro mantido nesse campo experimental. Os resultados indicam que o nitrogênio nas formas nítrica e amoniacal, trazido pelas chuvas, só em parte 6 perdido pela erosão. Os ganhos em nitrogênio, pelo solo, compensam parcialmente as perdas dêsse elemento sob outras formas, ocasionadas pela água de enxurrada. Dependendo da prática conservacionista e do desenvolvimento das chuvas, o nitrogênio incorporado ao solo pode compensar as perdas ocasionadas pelo material sólido erosado. Nas práticas culturais mais comuns no Estado, porém, as perdas de nitrogênio no material arrastado são muito elevadas e não são recuperadas pelo nitrogênio trazido pelas chuvas. O tipo de cultivo e práticas culturais parecem não ter influência na composição da água de enxurrada. As relações entre a composição da chuva, de um lado, e a de enxurrada e material arrastado, de outro, não são muito claras. Para o nitrogênio amoniacal parece existir um equilíbrio entre as fases sólida e líquida das perdas por erosão, pois chuvas relativamente ricas nesse radical produziram enxurradas mais pobres, enquanto chuvas muito pobres deram enxurradas com teores mais elevados, isto é, os teores de Namoniacal eram relativamente constantes nas enxurradas, independentes dos teores existentes nas chuvas. Para os nitratos não existiu relação entre chuvas e enxurradas, sendo as variações talvez devidas às oscilações sofridas no fenômeno de nitrificação do solo.
2022-12-06T13:18:55Z
Verdade,F. da Costa Grohmann,F. Marques,J. Quintiliano A.
Adubação do milho: VIII - Ensaios com estêrco e adubos minerais
Neste artigo são apresentados os resultados de três ensaios de adubação do milho realizados em Campinas, Ribeirão Prêto e Engenheiro Hermilo, Estado de São Paulo. No de Campinas, instalado em terra roxa misturada e conduzido por vários anos, foram comparados, além de outros, os seguintes tratamentos: sem adubo; 12,8 t/ha de estêrco; adubação mineral contendo respectivamente 30, 90 e 70 kg/ha de N, na forma de sulfato de amônio, P2O5, na de farinha de ossos (ou superfosfato) e K2O, na de cloreto de potássio; adubação com metade da citada dose de estêrco e metade da mineral. Nos de Ribeirão Prêto e Engenheiro Hermilo se estudou o efeito da adubação com 10 t/ha de estêrco, complementada ou não com farinha de ossos (80 kg/ha de P2O5) e cinzas de café (50 kg/ha de K2O e 20 kg/ha de P2O5). O ensaio de Eibeirão Prêto foi conduzido durante seis anos consecutivos, em terra roxa legítima; o de Engenheiro Hermilo, durante quatro anos, em solo do glacial. Em Campinas as três adubações aumentaram extraordinàriamente a produção. Com pequenas diferenças entre elas, a adubação organo-mineral se colocou em primeiro lugar, vindo em seguida a com estêrco e logo depois a mineral. Em Ribeirão Prêto o milho não reagiu à adubação fosfatada, ao passo que tanto o estêrco como as cinzas aumentaram consideràvelmente a produção. O tratamento estêrco-cinzas não foi melhor que estêrco, indicando que o potássio contido neste era suficiente. Neste ensaio, o esterco agiu principalmente como adubo potássico. Em Engenheiro Hermilo as cinzas não aumentaram a produção, mas o estêrco e a farinha de ossos deram magníficos resultados. O aumento devido à combinação estêrco-farinha de ossos foi igual à soma dos incrementos obtidos com cada um dêstes adubos. Nas condições dêste ensaio, em terra bem provida de matéria orgânica e de potássio, o estêrco atuou meramente como fornecedor de fósforo.
2022-12-06T13:18:55Z
Viégas,G. P. Freire,E. S.
Efeito de três tipos de calcários na reação do solo e no desenvolvimento da soja
O trabalho teve por objetivo comparar a eficiência de calcários calcítico e dolomíticos na correção da acidez do solo e sua influência no crescimento da planta e na composição química em cálcio e magnésio, das fôlhas. O ensaio foi instalado com soja, em vasos de Mitscherlich e constou de oito tratamentos com três repetições. Todos os vasos receberam igualmente N, P2O5 e K2O nas formas de nitrato de amônio, fosfato de amônio e nitrato de potássio. Foram utilizados três calcários diferentes : um altamente cálcico, um dolomítico sedimentar e um dolomítico típico, em quantidades equivalentes quanto ao valor neutralizante total. O grau de finura dos materiais calcários foi dado por uma mistura, em partes iguais, das frações limitadas pelas peneiras Tyler de 65-150 e 150-270 malhas por polegada. Ao cabo de 2 meses e meio, as seguintes observações e determinações foram feitas : a) reação do solo (pH) e hidrogênio trocável; b) teor de cálcio e magnésio nas fôlhas; c) desenvolvimento da planta e pêso de material sêco. Os resultados obtidos permitem concluir que nas condições da experiência em estufa, com o tipo de solo terra roxa misturada, nível químico do solo empregado e com o grau de finura do material utilizado, o comportamento dos calcários calcítico e dolomíticos no solo foram virtualmente iguais no aumento do valor pH e no decréscimo de H+ trocável. A quantidade de calcário adicionada, calculada para elevar a saturação em bases do solo a 70%, elevou o pH do solo a um valor satisfatório em relação ao esperado. Quanto ao desenvolvimento da soja, os calcários acarretaram aumento de produção de hastes e fôlhas. Os calcários dolomíticos produziram maior pêso de material sêco.
2022-12-06T13:18:55Z
Gallo,J. Romano Catani,R. A. Gargantini,H.
Descoloração em fôlhas de cafeeiro, causada pelo frio
Submetendo-se cafeeiros novos à ação de temperaturas baixas, pouco acima de zero, determinadas fôlhas apresentaram áreas despigmentadas, de forma e extensão variáveis. Êstes sintomas se assemelham muito aos que ocorrem em certas ocasiões nas culturas, o que sugere que a temperatura muito baixa de algumas noites de inverno seja a causa dessa ocorrência.
2022-12-06T13:18:55Z
Franco,Coaracy M.
Adubação do milho: IX - Ensaio com lôdo de fossas sépticas "OMS"
No presente artigo os autores apresentam os resultados de um ensaio conduzido em terra roxa misturada, na Estação Experimental Central, Campinas, para estudar o efeito, na cultura do milho, do adubo OMS completado ou não com fósforo e potássio. O adubo OMS é um pó resultante da decantação, em tanques sépticos, do material de esgotos das cidades, contendo aproximadamente 10% de umidade, 45% de matéria orgânica, 2,5% de N, 0,7% de P2O5 e 0,2% de K2O. O ensaio constou de 16 tratamentos compreendendo tôdas as combinações de: 1) 0, 2,5, 5 e 10 t/ha de adubo OMS; 2) 0 e 80 kg/ha de P2O5 na forma de farinha de ossos e 3) 0 e 50 kg/ha de K.,0 na forma de cinzas de café (que também forneceram 20 kg/ha de P2O5). Os adubos foram empregados somente no primeiro ano, 1943-44, mas o ensaio foi conduzido durante três anos. O efeito do fósforo foi muito pequeno (provavelmente porque a terra havia sido adubada com adubos fosfatados nas culturas anteriores ao ensaio), ao passo que o potássio aumentou extraordinariamente a produção no primeiro ano e teve magnífico efeito residual nos dois anos seguintes. O efeito do adubo OMS foi pequeno na ausência do potássio, mas elevou-se substancialmente na presença dêsse nutriente. As doses de 5 e 10 t/ha deram resultados satisfatórios; contudo, aumentaram relativamente mais a produção de colmos que a de grãos. O efeito do nitrogênio de OMS foi rápido, mas aparentemente pouco duradouro. Para melhor aproveitamento do seu nitrogênio, a aplicação do adubo OMS deveria ser feita com freqüência (talvez anualmente) e em doses moderadas, completadas, conforme a terra, com fósforo e potássio.
2022-12-06T13:18:55Z
Viégas,G. P. Freire,E. S.
Variedades de batatinha (Solanum tuberosum L.). I - Comportamento de 12 variedades procedentes da Holanda, Alemanha e Suécia
No presente trabalho são relatadas experiências com 12 variedades de batatinha (Solanum tuberosum L.), recebidas da Holanda (Prinslander, Irene, Froma e Barima), Alemanha (Merkur, Sabina, Linda e Concordia) e Suécia Konsuragis, Eigenheimer, Voran e Jätte-Bintje). Essas experiências, em número de seis, das quais três no chamado período "da sêca" (março-julho) e três no "das águas" (setembro-janeiro), foram executadas nas localidades de Campinas, Louveira o Capão Bonito, no Estado de São Paulo. Ficou evidenciado o seguinte: a) dado o bom estado de brotação dos tubérculos, as porcentagens de falhas no plantio "da sêca" foram baixas; já no plantio "das águas", as variedades de brotação lenta, como "Voran" e "Sabina", falharam muito; b) "Prinslander" e "Konsuragis" resistiram bem à sêca prolongada, e "Barima" o "Linda" mostraram ser muito sensíveis; c) "Linda", "Voran" e "Merkur", principalmente a primeira destas, apresentaram boa resistência a Phytophthora infestans, e "Jätte-Bintje" foi muito suscetível; "Voran", "Irene", "Prinslander" e "Barima" não ofereceram resistência a Alternaria solani; d) "Merkur" e "Konsuragis" foram as mais produtivas para as duas épocas de plantio, sendo que "nas águas", "Eigenheimer", "Barima", "Concordia" e Jätte-Bintje", também produziram bem. Outros aspectos relacionados com variedades foram estudados.
2022-12-06T13:18:55Z
Boock,O. J.
Adubação do milho: X - Ensaios com calcário
No summary/description provided
2022-12-06T13:18:55Z
Viégas,G. P. Freire,E. S.
Delineamentos e análises de experimentos com cafeeiros
Os autores apresentam, de forma sucinta, os principais delineamentos e processos de análise estatística utilizados na experimentação com o cafeeiro no Instituto Agronômico. Consideram quatro grupos de experimentos: experimentos de adubação, ensaios de variedades, ensaios de progênies e outros ensaios. No primeiro grupo discutem, além dós experimentos mais antigos com delineamentos sistemáticos, outros mais recentes, já com delineamentos casualizados. Consideram um experimento fatorial, o qual forneceu resultados conclusivos em poucos anos, indicando a conveniência de serem mudados alguns tratamentos. No segundo, discutem uma experiência sistemática de variedades analisada por W. L. Stevens (3). No terceiro, discutem a evolução dos delineamentos usados para a comparação de progênies e, finalmente, no quarto grupo, consideram os delineamentos para experimentos de espaçamento e outros, assim como os estudos sôbre a eficiência de parcelas com tamanhos diferentes.
2022-12-06T13:18:55Z
Fraga Jr.,C. G. Conagin,A.
Distribuição e curso anual das precipitações no Estado de São Paulo
O presente trabalho trata da distribuição local e sazonal das chuvas no Estado de São Paulo. Serviram de base para sua elaboração os valores da precipitação de 249 postos pluviométricos, cuja distribuição exata é dada numa carta (fig. 4). Descrevemos detalhadamente o material utilizado, comparando-o com séries de observações mais longas de alguns postos pluviométricos, dando atenção especial à decomposição do valor médio. A. descrição da precipitação pluviométrica anual é ordenada segundo os grandes grupos de paisagens geográficas do Estado de São Paulo, como seguem: região costeira, com as paisagens do litoral de S. Sebastião, Santos, Iguapé e Alto do Ribeira; região do Planalto Paulista, que se estende da Serra do Mar até o Rio Paraná; região montanhosa, da Serra da Mantiqueira; e, finalmente, região do Vale do Paraíba, que se apresenta com um caráter próprio em relação às chuvas. Tratando-se de um trabalho para fins agrícolas, as isoiêtas entre 1.000 e 1.500 mm estão representadas com intervalos de 100 mm, e aquelas de 1.500 a 1.700 mm, com intervalos de 200 mm; a partir de 1.700 o intervalo é de 300 mm. E como as chuvas anuais, a partir de 2.000 mm são menos importantes para a agricultura do Estado, daí até 3.000 mm estabelecemos o intervalo de 1.000 mm. Os perfis de precipitação, de Iguapé até o Rio Grande e do Estado do Paraná até o de Minas Gerais, dão-nos conhecimento de que a quantidade de chuva e sua distribuição sazonal varia desde a costa até o interior, c do Estado do Paraná até o de Minas Gerais. Em ambos os perfis acha-se delimitada a "pequena estação chuvosa hibernal". Outrossim, consideramos apenas duas estações do ano, seis meses de inverno, seco e fresco, e seis meses de verão, chuvoso e quente. Grande parte do trabalho encerra o estudo das precipitações mensais, segundo a sua decomposição em pluviogramas. O número de dias chuvosos, a densidade pluviométrica e a probabilidade de chuvas, de cerca de 30 postos escolhidos pela qualidade e confiança das séries longas de observações, são analisados, bem como o quociente de oscilação entre a maior e a menor quantidade de precipitações.
2022-12-06T13:18:55Z
Schröder,Rudolf
As espécies Brasileiras do gênero Axonopus (Gramineae)
O gênero Axonopus faz-se merecedor de estudos intensivos por duas razões: primeiramente, pelo importante papel que pode desempenhar na agronomia, dado o grande valor forrageiro de muitas das suas espécies e, em segundo lugar, pelo fato de apresentar, até os dias atuais, uma taxonomía extremamente confusa. Na verdade, devido às várias interpretações e conceitos que diversos autores lhe emprestaram, o gênero Axonopus, reunindo espécies de afinidades discutidas apresenta-se taxonómicamente mal definido, fazendo-se necessários urgentes estudos, não só morfológicos, como também anatômicos e citológicos das suas diversas espécies, visando ao esclarecimentos das suas afinidades. No presente trabalho são estudadas detalhadamente, do ponto de vista morfológico, 38 espécies brasileiras, distribuidas nas mesmas três seções já estabelecidas por Chase, em 1911, a saber: 1) Seção Euaxonopus, compreendendo 28 espécies; 2) Seção Cabrera, com oito espécies e 3) Seção Lappagopsis, com duas espécies. Além dessas, breves referências são feitas a outras seis espécies; assinaladas para a flora brasileira e que não puderam ser estudadas por motivos diversos. Quatro novas combinações são aqui propostas, representando transferências de espéeies do gênero Paspalum L. para Axonopus Beauv., a saber: Axonopus conplanatus (Nees) nov. cob., A. polydactylus (Steudel) nov. comb., A. ulei (Häckel) nov. comb. e A. triglochinoides (Mez) nov. comb., baseadas respectivamente em Paspalum complanatum Nees, P. polydactylon Steudel, P. ulei Häckel e P. triglochinoides Mez. Completam o trabalho chaves artificiais para a classificação das seções e das espécies, descrições destas últimas, sua distribuição geográfica, ilustrações das espécies e uma relação dos binômios válidos e seus sinônimos à luz dos conhecimentos atuais.
2022-12-06T13:18:55Z
Dedecca,D. M.
O melhoramento do amendoim cultivado (Arachis hypogaea L.), por meio de cruzamentos: Técnica empregada
O melhoramento do amendoim cultivado (Arachis hypogaea L.) por meio de cruzamentos é relativamente recente entre nós. Procurando combinar as características de boa produção, alta riqueza em óleo e boas qualidades culturais, foram cruzadas as melhores variedades até agora existentes em Campinas com as melhores dos Estados Unidos. Nêsse trabalho adotou-se uma delicada técnica de cruzamento, que é descrita no presente artigo. Cincoenta híbridos foram obtidos, os quais já estão estudados através de uma a três gerações.
2022-12-06T13:18:55Z
Conagin,Cândida H. T. Mendes
Adubação do algodoeiro: I - Influência dos adubos, quando aplicados em contato com as sementes, sobre a germinação
Os autores do presente artigo relatam os resultados de um ensaio realizado cm 1936-37, na Estação Experimental Central, para estudar a influência de alguns adubos sobre a germinação das sementes do algodoeiro. Para isso foram estabelecidas comparações entre canteiros sem adubo e canteiros adubados com 0-50-0, 0-50-50 e 10-50-50 kg/ha de N-P2O5-K2O e, ainda, com outros que receberam o dôbro dessas doses. N e K2O foram empregados respectivamente nas formas de salitre do Chile e cloreto de potássio: P2O5, em cada uma das três formas: farinha de ossos, Renania-fosfato e superfosfato. Comparou-se, também, a aplicação desses adubos nas covas e nos sulcos de plantio. Os 38 tratamentos do ensaio tiveram três repetições. Cada canteiro, de 25 m², constou de uma fileira de 20,90 m, espaçada de 1,20 m das vizinhas. Nas fileiras, 53 covas propriamente ditas foram plantadas a cêrea de 0,40 m uma das outras, cada cova recebendo seis sementes; no plantio em sulcos, de 0,40 em 0,40 m foram depositadas seis sementes. As correspondentes doses de adubo foram aplicadas em cada cova ou distribuídas continuamente nos sulcos, e, após ligeira mistura com a terra, semeou-se no solo adubado. Durante 36 dias a partir do plantio foram feitas contagens diárias das covas em que nasceram plantas. Dos dados assim obtidos concluiu-se que, aplicados isoladamente, nos sulcos ou nas covas, o superfosfato e a farinha de ossos não prejudicaram o "stand". Entretanto, as aplicações isoladas de Renania-fosfato, assim como as adubações em que ao fósforo, sob qualquer forma, se adicionou cloreto de potássio, e sobretudo as que, além dêsses adubos, também tiveram salitre, reduziram fortemente o "stand" quando aplicadas nas covas; empregadas nos sulcos, prejudicaram muito menos. Além de reduzir o "stand", o salitre e o cloreto de potássio retardaram a emergência das plantas. Em regra, os danos cresceram com a concentração de adubos em tôrno das sementes, que foi muito maior nas covas. O período imediato ao plantio foi bastante chuvoso, concorrendo de um modo geral para diminuir os prejuízos. Com tempo sêco ou pouco chuvoso após o plantio, como acontece com freqüência, por certo a aplicação nos sulcos também teria sddo altamente prejudicial. Daí a conclusão de que certos adubos não devem ser aplicados pela maneira usual, como nos ensaios, e que, para avaliar o efeito dêsses adubos sôbre a produção do algodoeiro, se devem usar métodos outros que não os da aplicação nas covas ou nos sulcos de plantio.
2022-12-06T13:18:55Z
Neves,O. S. Freire,E. S.
Novas linhagens de repôlho e couve-flor para o Estado de São Paulo
A experimentação com repôlho (Brassica oleracea L. var. capitata L.) e couve-flor (B. oleracea L. var. botrytis cauliflora, Gars, D.C.) foi intensificada no Instituto Agronômico a partir de 1941 e, em 1944 iniciaram-se os trabalhos sôbre o seu melhoramento. No presente trabalho são feitas referências sobre florescimento, polinização, genética, problemas da produção de sementes, deficiência de boro, época de semeação para produção de cabeças e de sementes, pragas e moléstias. Experimentaram-se 74 variedades de repôlho e 59 de couve-flor. O maior grupo de variedades produz bem na época fresca do ano, quando as temperaturas médias mensais variam em tôrno de 22,5°C durante o crescimento, e de 16,5°C, na época de formação de cabeças. Para plantio na época quente do ano, com temperaturas médias mensais variando de 20,4 a 22,6°C, durante o crescimento, e de 18 a 22,2°C, na formação de cabeças, prestam-se a variedade de repôlho paulista "Louco" (I.A.C. n.° 758) melhorada no Instituto Agronômico, e a couve-flor "Early Benares", n.° 1383, procedente de Sutton's Seed, Índia, também adaptada às nossas condições climáticas. Em 1944 iniciou-se em Campinas, na E. E. Central, o melhoramento do repolho "Louco" com material procedente de Mogí das Cruzes, São Paulo. Seus defeitos foram eliminados, possuindo-se dêle boas linhagens. Dêsse repôlho foram produzidas, em campos de cooperação da Divisão de Fomento Agrícola, em 1950 e 1951, respectivamente 750 e 722,5 kg de sementes, obtendo-se em média, 26,5 g por planta ou 53 g por m2. Visando à produção de sementes, a melhor época de semeadura é dezembro. As cabeças formam-se em março e abril; após a retirada da cabeça as gemas do caule brotam; desses brotos, dois dos mais fortes devem ficar para a produção de sementes. O florescimento e a colheita das sementes dão-se em épocas favoráveis. As sementes são colhidas desde 160 dias após o corte da cabeça, e a colheita dura cêrca de 60 dias. Iniciou-se o melhoramento da couve-flor "Campinas" em 1944, de material adquirido em casa comercial de São Paulo, com o nome "Quatro Estações". Após alguns anos de trabalho, criaram-se na E. E. Central em Campinas e na E. E. de Monte Alegre do Sul, linhagens muito boas. A variedade "Campinas" (I.A.C. n.° 1587) é de média precocidade, tendo produzido em 1950 e 1951, em campo de cooperação, respectivamente 398 e 1244 kg de sementes, ou uma média de 30 g por planta, ou sejam, 60 g por m², Para produção de sementes a melhor época de semeadura é fevereiro. As cabeças formam-se em junho e desde 120 dias após, as sementes são colhidas, durando a colheita 16 dias em média.
2022-12-06T13:18:55Z
Camargo,Leocádio de Souza
A inoculação de sementes de soja tratadas com Arasan
A fim de estudar o efeito do tratamento com "Arasan" sôbre a germinação das sementes de soja, e também de verificar a compatibilidade entre êsse tratamento e a inoculação das sementes com Rhisobium japonicum, foi instalada uma série de ensaios nas localidades de Campinas, Ribeirão Prêto e Pindorama, empregando as variedades Abura e Mogiana, esta apresentando o defeito de rachaduras ("cracking") na casca das sementes, enquanto a primeira é isenta dêsse defeito. Os resultados mostraram que houve aumento moderado na porcentagem de germinação de sementes, devido à aplicação de "Arasan". A inoculação com R. japonicum, na véspera do plantio, ocasionou aumento significativo do número de nódulos e da produção de grãos. Concluiu-se também que, sob as condições dos ensaios realizados, a aplicação de fungicida "Arasan" é compatível com a inoculação das sementes, uma vez que foram insignificantes as diferenças entre as produções dos tratamentos "Arasan + Inoculante" e "Inoculante".
2022-12-06T13:18:55Z
Miyasaka,Shiro Silva,J. Gomes da
Estudo do sistema radicular do algodoeiro nos três principais tipos de solo do estado de São Paulo
O presente trabalho refere-se ao estudo do sistema radicular de duas variedades de algodoeiro, em três tipos de solo do Estado de São Paulo. Os dados demonstram que para as variedades consideradas e nos tipos de solos pesquisados, o sistema radicular do algodoeiro alcançou profundidades apreciáveis. Dentre as variedades em questão, a LA. 7387-24940 foi a que apresentou sistema radicular mais profundo e mais abundante. Considerando o tipo de solo, a maior profundidade foi atingida na terra-roxa-misturada, seguindo-se em ordem decrescente a massapê e o arenito de Bauru. Independentemente da variedade e do tipo de solo, 80% em pêso do total de raízes situaram-se nos primeiros 20 cm da superfície do solo. Com base nêste fato é lembrada a importância de tratos culturais superficiais, para não prejudicar o sistema radicular dessa planta.
2022-12-06T13:18:55Z
Cavaleri,Popílio A. Inforzato,Romeu