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Adubação do algodoeiro: IV - Ensaios sôbre época de aplicação de azôto e potássio
Neste artigo os autores relatam os resultados obtidos em 10 ensaios, instalados em sete diferentes localidades e abrangendo os principais tipos de solo do Estado de São Paulo. Esses ensaios foram realizados entre 1949-50 e 1953-54 e, excetuando-se um, foram conduzidos por dois ou três anos nos mesmos canteiros, fornecendo, ao todo, 22 resultados anuais. O objetivo em mira foi estudar a melhor época para a aplicação do azôto e do potássio, sendo estes nutrientes, assim como o fósforo, empregados sozinhos ou em diversas combinações. O azôto foi usado na forma de salitre do Chile e, conforme o ensaio, nas doses de 20 ou 30 kg/ha de N; o fósforo como superfosfato, na dose de 60 kg/ha de P2O5; o potássio como cloreto, nas doses de 30 ou 40 kg/ha de K2O. Em média dos ensaios, o efeito do azôto aplicado em cobertura 30-40 dias após a emergência das plantas foi muito superior ao do empregado por ocasião do plantio, nos sulcos destinados às sementes, sendo também maior que o da aplicação em cobertura feita 60-80 dias após a emergência. O fracionamento da dose de azôto em duas porções iguais - estudado em quatro ensaios, compreendendo oito resultados anuais - mostrou-se ainda superior à aplicação da dose total 30-40 dias após a emergência. Quando as duas porções- foram aplicadas em cobertura o efeito do azôto foi bem maior que nas combinações de épocas em que uma das porções foi empregada por ocasião do plantio. Um exame retrospectivo, baseado nos presentes ensaios e nos relatados em artigo anterior, perfazendo 30 resultados anuais, confirmou integralmente as conclusões acima, mostrando que é inútil tentar-se avaliar o efeito dos adubos azotados solúveis empregando-os nos sulcos de plantio, conforme o hábito arraigado em nosso meio, e que a aplicação em cobertura, pouco antes ou logo que aparecerem no algodoal os primeiros botões florais, geralmente dá bons resultados. Nos ensaios em que se pôde determinar a influência das épocas de aplicação sobre o efeito do potássio, as aplicações em cobertura se mostraram inferiores ao emprego nos sulcos de plantio. Neste caso, porém, os resultados só foram satisfatórios quando choveu nos dias imediatos à semeação. Aplicado em cobertura, aparentemente o potássio não penetrou no solo em tempo útil para o algodoeiro; aplicado nos sulcos, êle ficou em posição acessível às raízes, mas, quando correu sêco o período que se seguiu ao plantio, prejudicou o "stand" e a produção. Sendo geralmente pequeno o risco de lixiviação imediata do potássio, sugere-se que êle seja aplicado antes ou por ocasião do plantio, em posição de fácil acesso às raízes, mas não em contato com as sementes.
1957
Neves,O. S. Freire,E. S.
Adubação da cana-de-açúcar. II - Adubação fosfatada quantitativa
Neste trabalho são apresentados os resultados obtidos em um ensaio de adubação de cana-de-açúcar, na Usina Tamôio, município de Araraquara, em 1952. Estudaram-se cinco níveis de fósforo, em presença de nitrogênio e potássio, utilizando-se um delineamento em blocos ao acaso com cinco tratamentos e seis repetições. Os níveis dos fertilizantes empregados, em kg/ha, foram 0, 60, 120, 180 e 240 de P2O5, 30 de nitrogênio e 45 de K(2)0, sob as formas, respectivamente, de superfosfáto simples, salitre do Chile e cloreto de potássio. O ensaio foi conduzido sob as condições normais de cultivo para a cultura da cana. Adaptou-se às médias de produção uma curva exponencial de Mitscherlich. Esta curva, de expressão y = 66,23 [1 - 10 - 1,032(x + 0,3978)] explica com grande precisão a relação entre os níveis de P2O5 aplicados e as produções obtidas. Conhecida a curva em questão, chegou-se à conclusão de que o nível mais aconselhável é o de 120 kg de P2O5 por hectare.
1957
Alvarez,R. Segalla,A. L. Arruda,H. Vaz de
Ensaios de variedades de amendoim: III - Décima e décima-primeira séries de ensaios
No presente trabalho são relatadas experiências com 16 variedades de amendoim (Arachis hypogaea, L.), recebidas dos Estados Unidos da América do Norte, do Congo Belga e de várias regiões do Brasil. Essas experiências, em número de oito, das quais três pertencentes à décima série (ano agrícola de 1953/54) e cinco compreendendo a décima-primeira série (ano agrícola de 1954/55), foram executadas nas localidades de Campinas, Ribeirão Prêto, Pindorama, Presidente Prudente e Tatuí, no Estado de São Paulo. Os resultados obtidos mostraram que, para as condições em que foram realizados os ensaios, as variedades Paulista-269, Bandeirante-263, Brasília-265, Centenário-264 e Tatuí-76, sobressairam-se das demais, notadamente a primeira, que, de um modo geral, foi bem classificada em todas as localidades, não só em relação à produção como pelo alto teor em óleo, nos frutos. A variedade Tatu-53 (testemunha), ainda bastante cultivada no Estado, classificou-se entre as piores. As maiores produções foram obtidas em terra arenosa. Nas terras roxa e roxa-misturada, também se conseguiram boas produções. Já na região representada pela terra massapê as produções foram fracas, confirmando os resultados dos anos anteriores.
1957
Canecchio Filho,Vicente Tella,Romeu de Conagin,Armando
Anatomia e desenvolvimento ontogenético de Coffea arabica L. var. typica Cramer
O presente estudo anatômico de Coffea arabica L. var. typica Cramer tem por finalidade fornecer informações básicas necessárias ao estudo da anatomia comparada das principais espécies e variedades de cafeeiros, cultivadas no Estado de São Paulo. Nesta primeira contribuição o autor realiza o estudo anatômico detalhado dos órgãos vegetativos e reprodutivos da variedade typica, não se limitando apenas à anatomia descritiva dos diversos órgãos, mas também, sempre que possível, discutindo o desenvolvimento ontogenético das diversas partes do cafeeiro. No estudo da raíz e do caule procurou-se estabelecer a duração do desenvolvimento primário, assinalando o local de aparecimento, primeiramente do câmbio vascular e, posteriormente, do felógeno ou câmbio suberoso. Na discussão da anatonia das folhas mereceu especial atenção o estudo das domácias, sua morfologia e possível função. As flores são estudadas detalhadamente nos seus diversos elementos. Nos capítulos referentes à anatomia do fruto e da semente, além do estudo puramente descritivo das suas estruturas são ainda discutidas as diversas modificações verificadas durante o desenvolvimento do ovário e dos óvulos, respectivamente em fruto e sementes.
1957
Dedecca,D. M.
Ensaios de profundidade de plantação de mudas de café
No plantio de um cafezal em terra de derrubada recente usa-se plantar as sementes no fundo das covas abertas com 15 a 30 cm. Em terras já anteriormente cultivadas, o emprêgo de mudas é indicado, julgando-se oportuno também o plantio profundo nas covas. A fim de verificar qual a melhor profundidade de plantio foram feitos três ensaios, nos quais se observaram as quantidades de falhas ocorridas e as produções dos cafeeiros. Notou-se que em Campinas a ocorrência de falhas foi a mesma nas diferentes profundidades de plantio, enquanto em Mococa foi maior para o plantio ao nível do solo. Quanto à produção, analisada durante os 4 a 6 primeiros anos, notou-se que as colheitas aumentaram à medida que as mudas foram plantadas a menores profundidades. A maior produção ocorreu no plantio ao nível do solo, em dois dos ensaios analisados. No ensaio instalado na Estação Experimental de Mococa observou-se pequena diferença entre o plantio na superfície e a 10 cm abaixo. Embora os resultados apresentados sejam de caráter preliminar, o bom desenvolvimento vegetativo e as melhores produções, além da facilidade de trabalho de plantio, aconselham o emprego da plantação das mudas ao nível do solo ou a 10 cm de profundidade, nas regiões estudadas.
1957
Scaranari,H. J. Reis,A. Junqueira Rocha,T. Ribeiro da Mamprim,O. A.
Ensaios de variedades de amendoim. IV - Décima segunda e décima terceira séries de ensaios
No presente trabalho são relatados os resultados das experiências que constituem a décima segunda e décima terceira séries de ensaios de variedades de amendoim instaladas em Campinas, Ribeirão Prêto e Presidente Prudente, em 1955/56 e 1956/57. Das 10 variedades que entraram era competição, a Paulista-269 é a que se tem destacado, tanto pela produção de vagens como pelo teor em óleo, não obstante outras também terem se mostrado promissoras, tais como Bandeirante-263, Centenário-264, Brasília-265 e Virgínia-266. A variedade Tatuí-76 também se tem revelado bem produtiva e com bom rendimento em óleo, enquanto a Tatu-53, a mais difundida entre nossos lavradores, tem sido uma das piores em competição.
1957
Tella,Romeu de Pilho,Vicente Canecchio
Correlação entre o pêso da planta e o das sementes, em variedades de feijoeiros
Na Estação Experimental de Ribeirão Prêto, vinha-se notando uma visível correlação entre o vigor vegetativo e a produção de sementes, em variedades de feijão. Para comprovar experimentalmente essa observação, colheram-se dados de um ensaio de variedades. Utilizando o pêso das plantas como uma estimativa do vigor vegetativo e chamando x o pêso das plantas (hastes e fôlhas) e y o pêso das sementes, calculou-se um coeficiente de regressão b = 0,34. Êste valor mostrou-se altamente significativo na análise estatística, indicando que é possível relacionar as duas variáveis através dêsse coeficiente e que a uma variação de 1 kg no pêso das plantas corresponde outra de 0,34 no pêso das sementes.
1957
Arruda,Hermano Vaz de
Aspectos anatômicos da variegação na folha do cafeeiro
Dois casos de variegação da fôlha do cafeeiro são estudados sob o ponto de vista anatômico, descrevendo-se, sobretudo, as diferenças histológicas que ocorrem em relação à constituição anatômica das fôlhas verdes, normais. No primeiro caso, as fôlhas variegadas são regulares na forma e na textura e embora exibam os mais diversos tipos de variegação, a sua constituição histológica é bastante idêntica à das fôlhas verdes das plantas normais. A variegação parece ser, então, devida a certos distúrbios no mecanismo da formação da clorofila, resultando no aparecimento de cloroplastos grandes, verdes e normais e cloroplastos pequenos, amarelados e anormais. Os diferentes tipos de variegação observados podem ser atribuídos à distribuição ao acaso de células contendo uma das duas categorias de cloroplastos citados. No segundo exemplo, sòmente um tipo de variegação ocorre em tôda a planta, e o fenômeno mostra-se muito mais complexo, pois as fõlhas além de variegação apresentam diversas irregularidades na forma e na textura da lâmina foliar. Neste caso, o estudo anatômico revelou que os cloroplastos são sempre normais, podendo a variegação ser atribuída à presença de uma hipoderme hialina, constituída de uma a três camadas de células, aparecendo logo abaixo da epiderme superior ou adaxial da fôlha. As anormalidades na forma e na textura do limbo foliar, por sua vez, seriam causadas pela ausência de um verdadeiro parênquima paliçádico, que nas diversas regiões da fôlha exibe todos os graus de desorganização, desde a sua completa ausência até à sua presença sob a forma de pequenos massiços de células paliçádicas. Como explicação para o fenômeno sugere-se que distúrbios de qualquer espécie, ocorridos durante o desenvolvimento ontogenético da folha, determinaram a divisão das células do protoderma segundo planos periclinais, disso originando-se a hipoderme hialina já mencionada, ao mesmo tempo que foi impedida a formação de um verdadeiro parênquima paliçádico. A grande atividade da gema apical dos cafeeiros que exibem êste tipo de variegação, tal como pode ser observada pelas freqüentes modificações na sua morfologia, conduziu essas plantas a um intenso desenvolvimento vegetativo, servindo de evidência em favor da hipótese de que distúrbios vários devem ter ocorrido durante o desenvolvimento daquelas fôlhas.
1957
Dedecca,D. M.
Melhoramento do cafeeiro: XIII - Café bourbon amarelo
Um conjunto de 30 plantas matrizes de Bourbon Amarelo foi selecionado em 1945, em Jaú, na propriedade "Fazendinha". As progênies dêsses cafeeiros foram plantadas nas Estações Experimentais do Instituto Agronômico em Campinas, Ribeirão Preto, Pindorama, Mococa e Jaú, em linhas de 20 plantas. Diversas observações foram feitas relativas ao desenvolvimento dos cafeeiros, produção e tipos de sementes. De maneira geral o desenvolvimento foi considerado muito bom, com exceção de Mococa, onde as plantas apresentaram porte e produção menores devido ao terreno mais pobre onde foram plantadas. Embora tenha havido variações acentuadas no comportamento das progênies quanto à produção, verificou-se que as de n. J 30, J 3, J 8, J 10, J 11 e J 24 classificaram-se como as melhores nas cinco localidades, ao fim de oito anos seguidos de produção. As melhores plantas das boas progênies já foram incluídas em campos de aumento e suas sementes vêm sendo distribuídas aos lavradores. Notou-se acentuada variação de produção anual do conjunto de progênies, principalmente a partir do quarto ano de colheita. As produções bienais cresceram até o terceiro biênio, estacionando ou diminuindo no quarto. Notou-se que algumas progénies são tardias na produção, de modo que não será aconselhável a seleção precoce de progênies de Bourbon Amarelo eliminando-se as menos produtivas logo após o primeiro biênio de produção. Verificou-se, também, que as plantas de maior produção total pertencem, em grande parte, a progênies que apresentam produção média geral elevada, as quais, por sua vez, possuem variabilidade menor de produção. A curva de distribuição da produção total das plantas individuais mostrou-se variável.nas diferentes localidades; em tôdas verificou-se a ocorrência de plantas muito pouco produtivas, com produções médias inferiores à média geral subtraída de 2,57 vezes o desvio padrão geral do lote. A ocorrência desse tipo de plantas é de 1,7% no Bourbon Amarelo, inferior à que se encontra no café Mundo Novo. Os dados referentes às porcentagens de sementes dos tipos moca e concha indicaram que não há excesso de sementes anormais. As sementes moca mostraram-se mais freqüentes em Ribeirão Prêto, e menos em Pindorama e Campinas. As sementes concha são mais freqüentes em Campinas e Pindorama, e menos em Ribeirão Prêto. Quanto à distribuição das porcentagens de sementes concha, notou-se maior variação em Campinas e Pindorama. Com relação à ocorrência da anomalia constituída por frutos com lojas desenvolvidas e sem sementes, verificou-se que é pouco freqüente no café Bourbon Amarelo e da mesma intensidade que a verificada em outras variedades comerciais, como Bourbon Vermelho e Caturra. A ocorrência de plantas com frutos alaranjados, heterozigotas para os alelos Xcxc, indicou que devem ser freqüentes os cruzamentos naturais no cafezal onde as plantas matrizes foram selecionadas, pois embora o número de plantas de frutos vermelhos (XcXc) no local fôsse de freqüência reduzida em relação às plantas de frutos amarelos (xcxc), a ocorrência média de plantas heterozigotas entre os descendentes foi de 2,46%. Devido às características apresentadas por êsse grupo de progênies analisadas, tais como vigor vegetativo, alta produção e bom rendimento, confirma-se ser o Bourbon Amarelo uma variedade de café de bastante importância econômica, devendo suas seleções ser cultivadas em larga escala.
1957
Carvalho,A. Antunes Filho,H. Mendes,J. E. T. Lazzarini,W. Junqueira Reis,A. Aloisi Sobrinho,J. Moraes,M. Vieira de Nogueira,R, Kerr Rocha,T. R.
Definhamento e necrose do feijoeiro causados por tinta a óleo comercial
No summary/description provided
1957
Costa,A. S.
Randomized clinical trial comparing sodium picosulfate with mannitol on the preparation FOR colonoscopy in hospitalized patients
BACKGROUND: The cleansing of the colon for a colonoscopy exam must be complete so as to allow the visualization and inspection of the intestinal lumen. The ideal cleansing agent should be easily administered, have a low cost, and minimum collateral effects. Sodium picosulfate together with the magnesium citrate is a cathartic stimulant and mannitol is an osmotic laxative, both usually used for this purpose. AIMS: Assess the colon cleanliness comparing the use of mannitol and sodium picosulfate as well as evaluate the level of patient satisfaction, the presence of foam, pain, and abdominal distension in hospitalized patients undergoing colonoscopy. METHODS: A prospective, randomized, single-blind study with 80 patients that compared two groups: mannitol (40) and sodium picosulfate (40). Both groups received the same dietary orientation. The study was approved by the hospitals Ethics and Research Committee. The endoscopist was blind to the type of preparation. Outcomes evaluated: level of the colons cleanliness, patients satisfaction, the presence of foam, abdominal pain and distension, and the duration of the exam. The data was analyzed by means of the chi-squared test for proportions and Mann-Whitney for independent samples. RESULTS: There were no statistically significant differences between the groups in relation to the level of the colons cleanliness, patients satisfaction, the presence of foam, abdominal pain, and the duration of the exam. Fifteen percent of the exams of the mannitol group were interrupted while from the sodium picosulfate group it was 5%. The presence of foam was similar for both groups. The average duration for carrying out the exam was 28.44 minutes for the mannitol group and 35.59 minutes for the sodium picosulfate group. Abdominal distension was more frequent in the mannitol group. If they would have to do the same exam, the answer was that 80% said yes from the mannitol group and 92.5% from the sodium picosulfate group. CONCLUSION: The quality of the colon preparation, foam formation, exam duration, and the collateral effects (nauseas, vomiting, and abdominal pain) were similar in both kinds of preparations. Abdominal distension was greater in the mannitol group. Both methods of preparation were well accepted by the hospitalized patients.
2007
Müller,Suzana Francesconi,Carlos Fernando de Magalhães Maguilnik,Ismael Breyer,Helenice Pankowsky
Endoscopic mucosal resection of early gastric cancer: initial experience with two technical variants
BACKGROUND: When performed in carefully selected cases, the endoscopic treatment of early gastric cancer yields results which are comparable to the conventional surgical treatment, but with lower morbidity and mortality and better quality of life. Several technical options to perform endoscopic mucosal resection have been described and there is a large amount of accumulated experience with this procedure in eastern countries. In western countries, particularly in Brazil, technical limitations associated with the small number of cases of early gastric cancer reflect the little experience with this therapeutic mode. AIM: This study was carried out in order to assess the indications, pathological results and morbidity of a series of endoscopic mucosal resections using two technical variants in addition to investigating the safety and feasibility of the method. METHODS: Individuals with well-differentiated early gastric adenocarcinomas with up to 30 mm in diameter without scar or ulcer underwent endoscopic treatment. Two variants of the strip biopsy technique were used. The pathological study assessed the depth of the vertical invasion, lateral and basal margins as well as angio-lymphatic invasion. RESULTS: Thirteen tumors in 12 patients were resected between June 2002 and August 2005. The most common macroscopic types were IIa and IIa + IIc. Tumor size ranged from 10 to 30 mm (mean = 16.5 mm). En bloc resection was carried out in nine patients. Angio-lymphatic invasion was not observed; however, submucosal invasion was found in two cases. In four cases, the lateral margin was involved. Perforation occurred in two patients who then received conservative treatment. CONCLUSION: The relatively small series presented here suggests that the method is safe and feasible. Appropriate patient selection is the most important criteria. Long follow-up is required after treatment due to the risk of relapse.
2007
Campoli,Paulo Moacir de Oliveira Ejima,Flávio Hayato Cardoso,Daniela Medeiros Milhomem Mota,Eliane Duarte Fraga Jr.,Ailton Cabral Mota,Orlando Milhomem da
Perfil clínico dos membros da associação dos celíacos do Brasil: regional de Santa Catarina (ACELBRA-SC)
RACIONAL: A doença celíaca é afecção inflamatória do intestino delgado associada à intolerância permanente ao glúten, que ocorre em indivíduos geneticamente susceptíveis. OBJETIVO: Conhecer as características clínicas e epidemiológicas dessa doença em nosso meio. MÉTODO: Tratou-se de estudo descritivo transversal com amostra não-probabilística selecionada entre os membros da Associação dos Celíacos do Brasil - Regional de Santa Catarina, aos quais foi enviado questionário abrangendo diversos aspectos da doença. RESULTADOS: Dos 506 associados, 145 (28,7%) foram incluídos no estudo - todos celíacos confirmados por biopsia. Suas idades variaram entre 3,3 e 82,5 anos (média de 30,8 anos). A maioria era do sexo feminino (proporção de 2 mulheres para 1 homem). A idade média ao diagnóstico foi de 16 anos para os homens e 26,7 para as mulheres. Os principais sintomas relatados foram distensão abdominal (71,8%), dor abdominal (71%) e diarréia (65,5%). No sexo masculino, predominaram diarréia e déficit ponderal enquanto que no sexo feminino aftas, constipação e anemia. Apenas 42,1% dos associados foram submetidos a biopsia em momento compatível com o diagnóstico correto de doença celíaca (44,2% relataram biopsia somente em vigência de dieta já isenta de glúten e 11,7% não souberam informar). Quanto aos testes sorológicos, 61,4% realizaram pelo menos um teste. Doenças associadas ou complicações foram relatadas por 65,5%; dessas, a mais freqüente foi a intolerância à lactose (33%). Suplementação vitamínica ou mineral foi indicada em 45% dos casos e 35,2% foram submetidos a densitometria óssea. Desses, 59% relataram um resultado alterado (osteopenia ou osteoporose). CONCLUSÕES: Os resultados apontam para uma tendência de diagnóstico da doença celíaca em idades mais avançadas em nosso meio, especialmente entre as mulheres, e sugerem a necessidade de maiores esclarecimentos do público em geral e da classe médica quanto ao seu correto diagnóstico e tratamento.
2007
Cassol,Clarissa Araujo Pellegrin,Christine Prim De Wahys,Mônica Lisboa Chang Pires,Maria Marlene de Souza Nassar,Silvia Modesto
The presence of Helicobacter Pylori in postmenopausal women is not a factor to the decrease of bone mineral density
BACKGROUND: Osteoporosis affects approximately 30% of postmenopausal women. Gastrectomy, pernicious anemia, and more recently Helicobacter pylori infection, have all been implicated in the pathogenesis of osteoporosis. A reduced parietal cell mass is a common feature in these conditions. AIM: To study a possible relationship between chronic gastritis, parietal cell density of the oxyntic mucosa and bone mineral density in postmenopausal women, as chronic gastritis, Helicobacter pylori infection and osteoporosis are frequently observed in the elderly. METHODS: Fifty postmenopausal women (61.7 ± 7 years) were submitted to gastroduodenal endoscopy and bone densitometry by dual energy X-ray absorptiometry. Glandular atrophy was evaluated objectively by the determination of parietal cell density. Helicobacter pylori infection was evaluated by histology, urease test and breath test with 13C. RESULTS: Thirty-two patients (64%) presented chronic multifocal gastritis, and 20 of them (40%) showed signs of gastric mucosa atrophy. Lumbar spine osteoporosis was found in 18 patients (36%). The parietal cell density in patients with and without osteoporosis was 948 ± 188 and 804 ± 203 cells/mm², respectively. Ten osteoporotic patients (55%) and 24 non-osteoporotic patients (75%) were infected by Helicobacter pylori. CONCLUSION: Postmenopausal women with osteoporosis presented a well-preserved parietal cell density in comparison with their counterparts without osteoporosis. Helicobacter pylori infection was not different between the two groups. We concluded that neither atrophic chronic gastritis nor Helicobacter pylori seem to be a reliable risk factor to osteoporosis in postmenopausal women.
2007
Kakehasi,Adriana M. Mendes,Cláudia M. C. Coelho,Luiz G. V. Castro,Luiz P. Barbosa,Alfredo J. A.
Perioperative fluorocholangiography with routine indication versus selective indication in laparoscopic cholecystectomy
BACKGROUND: The use of routine or selective peroperatory cholangiography in cholecystectomy is a matter of controversy in literature. AIM: To compare the efficacy of selective or routine fluorocholangiography in diagnostic of common bile duct stone in patients underwent to laparoscopic cholecystectomy based on selective indication criteria. METHOD: Two hundred and fifty four patients with cholelithiasis were prospectively studied. The patients were divided in two groups: to the first 127 patients perioperative fluorocholangiography was indicated as routine (group 1), and to the other 127 patients perioperative fluorocholangiography indication followed clinical criteria (jaundice, choluria, fecal acholia and history of pancreatitis), laboratory criteria (increase in seric alkaline phosphatase, bilirubins, amylase) or ultra-sonographyc criteria (less than 6 mm diameter calculi, common bile duct stone, common bile duct diameter more than 6 mm). A comparative assessment of the difference in common bile duct stone diagnosis, fluorocholangiography success index and reliability of the selective criteria of indication for perioperative fluorocholangiography was compared between the two groups. RESULTS: Perioperative fluorocholangiography was successfully performed in 102 of the 127 patients from group 1 (a rate of 80.3%), and in 59 of the 71 patients from group 2 (a rate of 83.1%). In the 102 patients of group 1 who underwent perioperative fluorocholangiography, 11 (10.8%) presented common bile duct stone, 4 (3.9%) presented common bile duct dilatation, and 1 (1%) had a false-positive image. In the 59 patients from group 2, 7 (11.7%) presented common bile duct stone and one (1.7%) presented a common bile duct diatation. In another situation, when application of selective indication criteria to perioperative fluorocholangiography was simulated in group 1 patients, we observed that only in one patient with common bile duct stone the diagnostic would not have been made. Fluorocholangiography selective indication criteria presented sensitivity of 90.9% and specificity of 46.2%. The main causes of fluorocholangiography failure were biliary pedicle inflammation and cystic duct size and caliber variations. CONCLUSION: There was not a significant difference in common bile duct stone diagnostic through perioperative fluorocholangiography between the groups of patients with selective and routine indication, validating the examination selective indication criteria, with a sensitivity of 90.9%, despite the specificity of 46.2 % - 43 patients were selected to the flourocholangiography and common bile duct stone was not diagnosed.
2007
Guerra-Filho,Vicente Nunes,Tarcizo Afonso Araújo,Ivana Duval
Efeito protetor de antagonista das gliproteínas IIb/IIa nas alterações hepáticas e pulmonares secundárias à isquemia e reperfusão do fígado em ratos
RACIONAL: A lesão de isquemia e reperfusão hepática é um evento comum e responsável por considerável morbidade e mortalidade. OBJETIVO: Avaliar efeitos de inibidor da glicoproteína IIb/IIIa, cloridrato de tirofiban, nas alterações hepáticas e pulmonares da lesão de isquemia e reperfusão de fígado de ratos. MÉTODO: Vinte e três ratos Wistar divididos em três grupos: laparotomia (n = 6), isquemia e reperfusão que receberam solução fisiológica (n = 8), e submetidos a isquemia e reperfusão e tratados com o cloridrato de tirofiban (n = 9). Foram realizadas dosagens das aminotransferases e análise histológica hepática. Avaliação pulmonar foi realizada pelo teste do azul de Evans e pela dosagem tecidual da mieloperoxidase no parênquima pulmonar. A oxidação e fosforilação mitocondrial das células hepáticas também foram avaliadas. RESULTADOS: O grupo tratado com cloridrato de tirofiban apresentou menores níveis de aminotransferases, assim como alterações histológicas menos intensas. Avaliação pulmonar demonstrou diminuição no teste de azul de Evans no grupo tratado com cloridrato de tirofiban. Grupo tratado com cloridrato de tirofiban apresentou aumento significativo do estado 3 da respiração mitocondrial e das relações adenosina difosfato utilizado para fosforilação sobre o oxigênio consumido na reação e de coeficiente respiratório. CONCLUSÕES: O uso do cloridrato de tirofiban exerceu papel protetor da lesão hepática de isquemia e reperfusão e impediu o aumento da permeabilidade vascular secundária à lesão de reperfusão hepática.
2007
Canedo,Leonardo F. Machado,Marcel Autran C. Coelho,Ana M. M. Sampietre,Sandra N. Bachella,Telesforo Machado,Marcel C. C.
A exenteração pélvica no tratamento do câncer de reto estádio T4: experiência de 15 casos operados
RACIONAL: A exenteração pélvica tem sido a melhor opção terapêutica radical para o tratamento dos tumores de reto T4. No entanto, essa operação ainda permanece com mortalidade significante e alta morbidade. OBJETIVO: Relatar série de 15 casos de exenteração pélvica para tumores de reto T4, analisando a morbidade, mortalidade e sobrevida dos pacientes. MÉTODOS: Foram estudados 15 pacientes com câncer de reto T4 no Serviço de Cirurgia Geral - Oncocirurgia do Hospital do Servidor Publico Estadual de São Paulo, SP, submetidos a exenteração pélvica no período de 1998 e 2006. Sete eram do sexo masculino enquanto oito eram do sexo feminino, com média de idade de 65 anos. Todos apresentavam sintomas incapacitantes. As operações foram: exenteração infra-elevadora (n = 6), exenteração supra-elevadora (n = 4), exenteração posterior (n = 3) e exenteração posterior com cistectomia e ureterectomia parciais (n = 2). RESULTADOS: A média de tempo cirúrgico foi de 403 minutos (280-485). A média de sangramento foi de 1620 mL (300-4800). A mortalidade pós-operatória foi de 6,66% (n = 1). A morbidade pós-operatória foi de 53,3% (n = 8). Os exames histológicos evidenciaram que todas as ressecções foram R0. Envolvimento linfonodal foi observado em quatro pacientes (26,66 %) sendo que todos faleceram em decorrência da neoplasia. A sobrevida global em cinco anos foi de 35,7%. CONCLUSÃO: A exenteração pélvica ainda apresenta alta morbidade, no entanto permanece justificada, pois pode conferir maior controle do câncer de reto T4 em longo prazo.
2007
Costa,Sergio Renato Pais Antunes,Ricardo César Pinto Paula,Raphael Paulo de Pedroso,Miguel Ângelo Farah,José Francisco de Mattos Lupinacci,Renato Arioni
Adesão ao tratamento medicamentoso de pacientes com doenças inflamatórias intestinais acompanhados no ambulatório de um hospital universitário
RACIONAL: A adesão ao tratamento medicamentoso nas doenças inflamatórias intestinais apresenta grande importância clínica e social. Porém, são escassos os estudos sobre este tema em nosso meio. OBJETIVO: Investigou-se a adesão ao tratamento medicamentoso prescrito, bem como a influência de alguns fatores sobre a adesão, de pacientes com doenças inflamatórias intestinais em acompanhamento em ambulatório de Gastroenterologia de um hospital universitário ligado ao Sistema Único de Saúde (SUS). MÉTODO: Realizou-se estudo transversal, com métodos indiretos, para avaliar a adesão ao tratamento de 26 casos da doença de Crohn, 26 pacientes com retocolite ulcerativa e 4 com colite indeterminada, que faziam uso contínuo de medicamentos, dos quais 89,3% eram fornecidos pelo SUS. Os pacientes foram classificados como tendo alto ou baixo grau de adesão, com base em dois diferentes instrumentos. RESULTADOS: A análise dos medicamentos utilizados revelou baixa adesão em 15,4% de pacientes com doença de Crohn e 13,3% com retocolite ulcerativa. Porém, o teste de Morisky, que avalia hábitos de uso dos medicamentos, mostrou 50% de baixa adesão na doença de Crohn e 63,3% na retocolite ulcerativa. Análise univariada evidenciou na doença de Crohn relação entre baixa adesão e maior duração da doença, estado marital instável, residência próxima ao hospital e envolvimento do cólon. Na retocolite ulcerativa observou-se relação entre baixa adesão e atividade da doença e maior número de medicamentos em uso. Porém, a análise multivariada não evidenciou relação estatisticamente significativa que indicasse influência de qualquer fator sobre a adesão ao tratamento. CONCLUSÕES: Proporções elevadas de pacientes com doenças inflamatórias intestinais apresentam hábitos de uso de medicamentos indicativos de baixa adesão, difíceis de prever a partir de dados demográficos e clínicos, o que aponta para a necessidade de maior atenção dos profissionais de saúde a este importante aspecto do tratamento.
2007
Dewulf,Nathalie de Lourdes Souza Monteiro,Rosane Aparecida Passos,Afonso Dinis Costa Vieira,Elisabeth Meloni Troncon,Luiz Ernesto de Almeida
Viscosities reproductive patterns for use in videofluoroscopy and rehabilitation therapy of dysphagic patients
BACKGROUND: Usually the suitable consistence identified and indicated as safe by videofluoroscopic method has been empirically obtained by association of barium sulfate solution with meals. However, it has been evidenced to be very difficult to reproduce this consistence in nutritional rehabilitation therapy from subjective information. AIM: To build two reproductive similar crescent viscosities series of solutions, with and without barium sulfate, to be used, the first, as radiological contrasted mean and the second, as base to reproduce the defined safer consistence, in the oral diet rehabilitation of dysphagic patients. METHODS: Two viscosity solutions series were obtained from starch and distilled water with and without 100% barium sulfate solution. The viscosity levels were defined step by step with digital viscosimeter (Brookfield, model LVTD-II) and with infrared thermometer Icel TD - 960. The fluids viscosity was register in centipoises, with their inferior and superior values followed by complimentary information about spindle kind, rotation speed and temperature. RESULTS: The two series of solutions, with and without barium sulfate, could be defined as aqueous (>1-143,5 cP), fine liquid (428 - 551 cP), thick liquid (4.284 -7.346,5 cP)), pasty (7.346,4 - 13.035 cP), pasty thick (19.260 - 34.320 cP) and creamy (163.500 - 255.300 cP). CONCLUSION: The study could offer reproductive formulas, with and without contrast mean, to be follow for obtaining the desirable viscosity to be used, each of them, in radiological evaluation and in nutritional diet minimizing the gaps fails between evaluation and therapy.
2007
Costa,Milton M. B. Almeida,Juliana T. de Sant'Anna,Eliane Pinheiro,Gláucia M.
p53 and Ki-67 in Barrett's carcinoma: is there any value to predict recurrence after circumferential endoscopic mucosal resection?
BACKGROUND: There are situations in which the specimens obtained after endoscopic mucosal resection of superficial adenocarcinoma arising from Barrett's esophagus are not adequate for histopathological assessment of the margins. In these cases, immunohistochemistry might be an useful tool for predicting cancer recurrence. AIM: To evaluate the value of p53 and Ki-67 immunohistochemistry in predicting the cancer recurrence in patients with Barrett's esophagus-related cancer referred to circumferential endoscopic mucosal resection. METHODS: Mucosectomy specimens from 41 patients were analyzed. All endoscopic biopsies prior to endoscopic mucosal resection presented high-grade dysplasia and cancer was detected in 23 of them. Positive reactions were considered the intense coloration in the nuclei of at least 90% of the cells in each high-power magnification field, and immunostaining could be classified as superficial or diffuse according to the mucosal distribution of the stained nuclei. RESULTS: Endoscopic mucosal resection samples detected cancer in 21 cases. In these cases, p53 immunohistochemistry revealed a diffuse positivity for the great majority of these cancers (90.5% vs. 20%), and Ki-67 showed a diffuse pattern for all cases (100% vs. 30%); conversely, patients without cancer revealed a superficial or negative pattern for p53 (80% vs. 9.5%) and Ki-67 (70% vs. 0%). During a mean follow-up of 31.6 months, 5 (12.2%) patients developed six episodes of recurrent cancer. Endoscopic mucosal resection specimens did not show any significant difference in the p53 and Ki-67 expression for patients developing cancer after endoscopic treatment. CONCLUSIONS: p53 and Ki-67 immunohistochemistry were useful to confirm the cancer; however, they had not value for predicting the recurrent carcinoma after circumferential endoscopic mucosal resection of Barrett's carcinoma.
2007
Lopes,César Vivian Mnif,Hela Pesenti,Christian Bories,Erwan Monges,Genevieve Giovannini,Marc