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Mestrado e doutorado: devo fazer?

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Pós-graduação no exterior: vale a pena?

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Adubação da cana-de-açúcar. IV - Fertilizantes fosfatados

No presente trabalho são apresentados os resultados obtidos em dois experimentos de adubação de cana-planta, instalados na Usina Tamôio, em Araraquara, e na Fazenda Santa Escolástica, em Araras, realizados de 1955 a 1956. O objetivo foi o de estudar o efeito de diversas formas de fertilizantes fosfatados na cana-de-açúcar. Empregando um delineamento em blocos ao acaso com nove tratamentos e seis repetições estudaram-se, em presença de nitrogênio e potássio e na dose de 100 kg/ha de P2O5, os seguintes fertilizantes fosfatados: superfosfato simples, fertifós, farinha de ossos degelatinados, hiperfosfato, fosfato da Flórida, fosfato de Pernambuco e fosfato do Morro do Serrote. Os resultados obtidos mostraram que os efeitos produzidos pelos diferentes adubos fosfatados são equivalentes.

Year

1958

Creators

Alvarez,R. Segalla,A. L. Catani,R. A. Arruda,H. Vaz de

Adubação do algodoeiro: V - Ensaios com azôto, fósforo e potássio, em "campos de cooperação"

Neste artigo são apresentados os resultados obtidos em 71 ensaios de adubação do algodoeiro, conduzidos nos anos agrícolas de 1935-36 a 1941-42, em fazendas particulares ("campos de cooperação") localizadas em 34 municípios, compreendendo os principais tipos de solo do Planalto Paulista. Esses ensaios permitem comparar: a) o efeito de doses crescentes de azôto, fósforo ou potássio, sendo cada um desses nutrientes estudado na presença das doses maiores dos outros dois; b) o efeito do fósforo na ausência ou presença de azôto mais potássio, o do azôto na ausência ou presença do potássio (fósforo sempre presente) e o do potássio na ausência ou presença do azôto (fósforo sempre presente), e c) o efeito de três formas de fósforo (superfosfato, Renânia-fosfato e farinha de ossos degelatinados) na presença das doses maiores de azôto e potássio. De fósforo usaram-se sempre 40 e 80 kg/ha de P2O5; de azôto, 15 e 30 kg/ha de N até 1939-40 e 7,5 e 15 kg/ha em 1940-41 e 1941-42; de potássio, 40 e 80 kg/ha de K2O até 1939-40 e 25 e 50 kg/ha nos dois últimos anos. O azôto e o potássio foram sempre empregados nas formas de salitre do Chile e cloreto de potássio. Quanto ao fósforo, para estudar os efeitos citados em a e b se usou Renânia-fosfato em 1937-38 e 1938-39 e superfosfato nos outros anos; para o citado em c, as formas já mencionadas. Êsses adubos foram sempre aplicados conforme o método arraigado em nosso meio, nos sulcos de plantio, ao ser êste efetuado. O nutriente que regulou a produção foi, em regra, o fósforo. Os aumentos que êle provocou foram geralmente consideráveis, de modo que, a despeito de vários resultados nulos ou negativos, seu efeito médio foi satisfatório; contudo, o da dose maior foi pouco superior ao da menor. O superfosfato se mostrou superior à farinha de ossos e ao Renânia-fosfato, que deram praticamente o mesmo resultado. As respostas ao azôto e ao potássio, conquanto satisfatórias em cerca de um terço dos ensaios, foram nulas ou negativas na maioria deles, e suas doses maiores deram, em regra, resultados inferiores aos das menores. O efeito do fósforo foi praticamente o mesmo quando empregado sozinho ou na presença de azôto mais potássio; o do azôto, muito maior na ausência que na presença do potássio; o deste nutriente, muito maior na ausência que na presença do azôto. Muitos dos solos estudados estavam bem providos de azôto e potássio; por outro lado o uso de espaçamentos execessivamente largos deve ter diminuído a necessidade de adubações azotadas e potássicos. A aplicação do salitre por ocasião do plantio, e seu conseqüente arrastamento antes de as plantas o terem podido aproveitar, também deve ter influído para que, em muitos casos, o azôto não tenha obtido resposta satisfatória. Sem dúvida esses fatores concorreram para diminuir o efeito do azôto e do potássio, mas não justificam que, empregados em doses moderadas, eles tenham deprimido tão freqüentemente a produção. Em grande número de ensaios, tanto o azôto como o potássio e mesmo o fósforo (especialmente quando usado na forma de Renânia-fosfato) reduziram apreciàvelmente o "stand", e tais reduções foram mais intensas e freqüentes quando se empregaram as doses maiores do mesmo nutriente ou quando a um deles se adicionou outro. Essa foi a causa principal das depressões na produção e do incomum comportamento dos nutrientes na presença uns dos outros. As reduções no "stand" são atribuídas à excessiva concentração de sais no pequeno volume de terra que envolve as sementes, em conseqüência da aplicação dos adubos nos sulcos de plantio. Daí a conclusão de que, para poder avaliar com segurança o efeito dos adubos, estes devem ser aplicados por método mais eficiente que o arraigado em nosso meio.

Year

1958

Creators

Schmidt,W. Neves,O. S. Freire,E. S.

Recent tests for comparison of means

In this paper the author discusses some of the new tests for comparison of two means or contrasts a posteriori, when the null hypothesis of a group of n means is rejected at an α level. The least significant difference test and also the tests of Newman, Keuls, Tukey, Scheffé and Duncan are discussed. The essential differences between them are pointed out in detail, as well as the rules applied to a particular case.

Determination of number of replications in the planning of experiments

This paper presents various method used to evaluate the number of replications that guarantees the detection of prefixed differences with certain probabilities. The methods due to Neyman et al., Cochran & Cox, Harris, Horvitz & Mood, Tang, and finally the method due to Tukey, are presented with examples. Implications and limitations of these methods are also considered.

Fermentação de mosto de uva com leveduras regionais selecionadas

Com o fim de selecionar fermentos que produzissem vinhos com grau alcoólico satisfatório e com baixo teor de acidez volátil e aldeído acético, estudou-se o comportamento de cinco leveduras, escolhidas dentre 25 já ensaiadas anteriormente. Os fermentos I.A. 78 e I.A. 199 mostraram-se bastante promissores, podendo ser utilizados com sucesso nas cantinas industriais.

Year

1959

Creators

Toledo,Odette Zardetto de Teixeira,Cybo G.

Ensaios de profundidade de plantio da batatinha

Dadas as diferentes condições de clima e solo em que é feita a cultura da batatinha no Estado de São Paulo, procurou-se estudar quais as profundidades de plantio mais adequadas. Para isso foram instaladas experiências em que se compararam as profundidades de 5, 10, 15 e 20 centímetros e em duas épocas bem distintas, a "das águas", que vai de setembro a fevereiro, e a "da sêca", de março a agôsto. Pelos resultados obtidos chega-se à conclusão de que o plantio a 5 cm não é recomendável, principalmente quando feito em período pouco chuvoso e sem o concurso da irrigação. A essa profundidade a porcentagem de falhas aumenta, o nascimento é retardado, o esverdeamento e queimadura dos tubérculos produzidos são mais acentuados. As profundidades mais indicadas estão entre 10 cm (para período mais úmido ou sob irrigação) e 15 cm (para período mais sêco). A 20 cm., além de a formação dos tubérculos se dar a uma profundidade maior, dificultando muitas vezes a colheita, a produção de tubérculos miúdos é maior, principalmente quando o plantio é feito "nas águas".

Desenvolvimento dos frutos nas espécies selvagens de amendoim (Arachis spp.)

As espécies selvagens de amendoim apresentam frutos completamente diferentes dos frutos do amendoim cultivado (Arachis hypogaea L.). Nesta espécie os frutos têm duas a cinco sementes justapostas dentro de uma única loja; externamente são observadas constrições na casca do fruto as quais em alguns casos se acentuam não chegando, entretanto, a produzir unia separação entre as sementes. Nas espécies selvagens os frutos apresentam duas sementes apenas, completamente separadas uma da outra por uma constrição muito profunda ou mesmo por um istmo de comprimento variável. Para êsses frutos foi adotada a denominação de "frutos catenados" e o estudo de seu desenvolvimento foi feito nas espécies Arachis monticola Krapovickas et Rigoni e A. villosa Benth. var. correntina Burk. O ovário, unilocular, tem normalmente dois óvulos. A futura separação das duas sementes se origina num tecido intercalar que se forma em ovários ainda jovens e que separa em duas a cavidade inicial única. Êste tecido tem a estrutura de um "peg" e, como êle, desidrata-se durante o processo de amadurecimento do fruto, tomando-se sêco e quebradiço; por essa razão, ao colhêr os frutos, a maioria dêles se apresenta unisseminado. Em 50% dos casos os óvulos se desenvolvem igualmente, conduzindo à formação de frutos com duas sementes. Quando os dois óvulos não se desenvolvem ao mesmo tempo, é mais freqüente o colapso do óvulo apical, cujo crescimento é paralisado cm diversos estados de desenvolvimento; isto conduz à formação de frutos com apenas uma semente ou com uma semente abortada. Além dessas duas, as seguintes espécies apresentam frutos catenados: Arachis Diogoi Hoehne f. typica Hoehne, A. glabrata Benth., A. pusilla Benth., A. marginata Gardn. (segundo Burkart), A. prostrata Benth. (segundo Burkart), e mais três espécies ainda não identificadas, mas que constam da coleção da Seção de Citologia como V. 44, V. 82 e V. 85. A V. 44 deve sera espécie A. villosulicarpa Hohene (segundo Krapovickas) (¹) e a V. 85 é, provávelmente o A. Diogoi Hoehne subspétie major Hoehne. A ocorrência de dois óvulos por ovário e de frutos catenados em tôdas as espécies selvagens que foram examinadas torna possível concluir que o mesmo processo descrito para Arachis monticola e A. villosa var. correntina explica a formação dos frutos catenados nas espécies selvagens que os possuem.

Ensaio de vinificação: influência da mistura de variedades de uva, sôbre a qualidade do vinho

Foram realizados ensaios de vinificação, para observar a influência da associação de variedades de uvas cultivadas no Estado de São Paulo, sôbre a melhoria da qualidade do vinho. As uvas empregadas no ensaio foram das variedades Seibel 2 e Seibel 10096. A mistura dos mostos constituída de 70% da var. Seibel 10096 e 30% da var. Seibel 2 foi a que apresentou melhores resultados.

Year

1959

Creators

Toledo,Odette Zardetto de Teixeira,Cyro G.

Adubação da mamoneira II: experiências de espaçamento x adubação

Para estudar a influência do espaçamento sôbre o efeito dos três nutrientes essenciais na cultura da mamoneira anã, variedade IA-38, em-1951-52 foram instaladas quatro experiências nas Estações Experimentais de Ribeirão Prêto (terra-roxa legítima), Mococa (solo massapê-salmourão), Jahú (teira-roxa-misturada) e Campinas (terra-roxa-misturada). Enquanto as três últimas só foram conduzidas durante um ano agrícola, a de Ribeirão Prêto foi continuada em 1052-53 com as mesmas plantas e sem nova adubação. Em tôdas elas se usaram, num esquema fatorial com fusão parcial das interações espaçamentos x fósforo x potássio, três espaçamentos (1,50x1,20, 1,00x0,90 e 1,00x0,45m), três níveis de fósforo (0, 60 e 120 kg/ha de P2O5)e três de potássio (0, 30 e 60 kg/ha de K2O); nas de Ribeirão Preto e Mococa a metade de cada canteiro recebeu 46,5 kg/ha de N. O azôto, o fósforo e o potássio foram empregados respectivamente nas formas de salitre do Chile, superfosfato e cloreto de potássio. O primeiro adubo foi aplicado em cobertura: os dois últimos o foram nos sulcos de plantio, ao ser êste efetuado. Nas experiências de Ribeirão Prêto, Jahú e Mococa, que se desenvolveram em condições relativamente favoráveis, em média de tôdas as adubações as produções foram bem menores com o espaçamento largo do que com o médio ou o estreito, pouco diferindo as obtidas com os dois últimos. Os três nutrientes estudados, principalmente o azôto e o potássio, tiveram grande influência na determinação do melhor espaçamento: na ausência dêles a vantagem do aumento da densidade de plantas foi pequena ou nula, ao passo que na sua presença ela se tornou considerável. Correspondentemente, as respostas a êsses nutirentes, sobretudo ao azôto e ao potássio, que foram pequenas, nulas ou mesmo negativas com o espaçamento largo, elevaram-se consideravelmente quando se usaram os espaçamentos mais cerrados. Na experiência de Campinas, realizada em condições precárias, sobretudo por anormal deficiência de umidade, a produção foi muito pequena, a diminuição do espaçamento não a aumentou e as respostas ao fósforo e ao potássio foram maiores com o espaçamento mais largo. O espaçamento largo usado nas presentes experiências foi muito mais estreito que os adotados nas antigas experiências de adubação da mamoneira. Daí concluírem os autores que o uso de espaçamentos excessivamente largos deve ter concorrido apreciàvel-mente para diminuir o efeito das adubações então experimentadas.

Year

1959

Creators

Canecchio Filho,Vicente Freire,E. S.

Sôbre a necessidade de fileiras de bordadura, em experiências de campo

No presente trabalho é apresentado um método de pesquisar a necessidade de fileiras de bordaduras, num ensaio de variedades de feijão. O método baseou-se na concordância das análises parciais (fileiras úteis e fileiras de bordaduras) com a análise do total (úteis mais bordaduras), verificada através dos valores de F e dos coeficientes de variação. A concordância das três análises, para os citados valores, indica uma correlação entre as produções das fileiras centrais e de bordaduras e, portanto, a dispensa destas últimas. Como complemento da análise anterior aplicou-se a análise da covariância, considerando x a produção das fileiras de bordadura e y a das fileiras centrais. Com base nesta análise calcularam-se os coeficientes de correlação entre as médias das variedades e dentro das variedades. Ambos foram altamente significativos, indicando alta correlação entre as produções parciais (fileiras úteis e de bordaduras), já deduzidas pela primeira análise. Conclui-se que o uso das fileiras de bordaduras em experiências de campo, principalmente nas de competição de variedades, só deve ser feito quando houver qualquer razão para se suspeitar da concorrência entre as linhas adjacentes dos diversos canteiros. Quando forem incluídas as fileiras de bordaduras, estas devem ser também colhidas para r em confronto com as fileiras internas ou úteis, decidir-se pela continuação de tal técnica experimental.

Fermentação do mosto de uva: influência do sistema de vinificação sôbre a acidez volátil do vinho

Foram ensaiados três tratamentos na vinificação do mosto de uva, a saber; a) fermentação natural: b) fermentação com o emprêgo da estirpe de fermento I.A. 78, e c) fermentação com associação de leveduras. Os dados obtidos mostraram que a estirpe I.A. 78 apresentou os melhores resultados na redução da acidez volátil dos vinhos obtidos.

Year

1959

Creators

Toledo,Odette Zardetto de Teixeira,Cyro G.

O espaçamento dos terraços em culturas anuais, determinado em função das perdas por erosão

Neste trabalho é apresentada uma tabela para espaçamento de terraços, baseada nos dados experimentais de perdas por erosão obtidos em nossos solos. Utilizando os dados das determinações de perdas por erosão obtidos nos principais tipos de solo do Estado, numa média de 10 anos de observações, em talhões de diferentes comprimentos de rampa e diferentes graus de declive, com culturas anuais, determinou-se uma equação que permite calcular as perdas médias de terra para os diferentes graus de declive e comprimentos de rampa. Considerando não só as perdas de terra e água como também o teor de terra na enxurrada, foi determinada a posição média relativa para esses três fatores, considerados conjuntamente. Os dados assim conseguidos foram estudados com relação ao grau de declive e ao comprimento de rampa, e a equação resultante foi denominada de "índice de erosão". Como o terraceamento se baseia, essencialmente, no efeito do grau de declive e do comprimento de rampa, com a equação do "índice de erosão" foi organizada uma tabela para espaçamentos de terraços.

Considerações sôbre a enxertia da seringueira

O autor apresenta os resultados obtidos com vários ensaios de enxertia da seringueira. Pelos estudos realizados verifica-se que a enxertia em janela lateral, quando feita à tarde, deixando prèviamente coagular o látex que escorre da incisão no porta-enxêrto, e protegendo o ponto de enxertia contra as intempéries, foi a que deu os melhores resultados. São também apresentadas várias outras observações, incluindo resultados obtidos com a enxertia pelo método do encôsto.

Adubação nitrogenada do milho

No presente trabalho são apresentados os resultados de duas experiências de adubação de milho, instaladas no ano-agrícola 1956-57 em terra-roxa da Estação Experimental de Ribeirão Prêto, com o objetivo de investigar comparativamente o efeito da aplicação de dois adubos azotados, Salitre do Chile e sulfato de amônio. Êstes adubos foram aplicados em duas doses, 80 e 160 kg/ha de N. A aplicação do nitrogênio para a dose 80 foi em cobertura e dividida em três partes, 30, 30 e 20 kg de N, aplicados aos 30, 60 e 80 dias após a germinação, respectivamente. Para a dose 160 aplicou-se o dôbro, em cada época. Todos os canteiros da experiência haviam recebido PK nos sulcos de plantio, na dose de 80 kg/ha de P2O5 e de K2O com exceção de um que era testemunha, sem adubos. O aumento devido à aplicação de PK em relação à testemunha foi de 50%, em média para as duas experiências. A adição do nitrogênio à adubação com PK proporcionou um aumento médio de 33%. Não houve diferença entre os tipos de adubo nitrogenado usados, bem como entre as doses de N empregadas.

Determinação da velocidade de infiltração da água no solo, por meio de diagramas de pluviografos e limnígrafos

Neste trabalho são apresentados os valores da velocidade de infiltração, obtidos com os dados de perdas por erosão dos talhões de comprimento de rampa, da Estação Experimental de Conservação do Solo, em Clarinda, Iowa, nos Estados Unidos. Usando os dados de intensidades de chuva e enxurrada, a velocidade de infiltração foi determinada pelo método gráfico de Sharp e Holtan para as 10 maiores chuvas, com apreciável enxurrada, que ocorreram durante um período de cinco anos. As 10 chuvas foram selecionadas com base na sua duração, intensidade e época do ano. Os problemas do cálculo da velocidade de infiltração com os dados de talhões de perdas por erosão e algumas das limitações dos valores determinados são apresentados.

Adubação do algodoeiro VI: ensaios com doses crescentes de fósforo

Neste artigo os autores apresentam os resultados obtidos em 13 ensaios de adubarão do algodoeiro com doses crescentes de fósforo, empregadas sòzinhas ou na presença de azôto e potássio. Os ensaios foram conduzidos entre 1943-44 e 1947-48 em diferentes localidades da zona algidoeira do Estado de São Paulo, abrangendo vários tipos de solo. Provavelmente por ter sido aplicada em contato com as sementes, a adubação com azôto e potássio reduziu o "stand" em cêrca de 50% dos casos, e seu efeito sôbre a produção, em média dêsse grupo, foi apenas um têrço do obtido no grupo em que o "stand" não sofreu tal prejuízo. Tanto na presença como na ausência de azôto mais potássio a resposta média ao fósforo foi muito boa quando se usou a dose de 40 kg/ha de P2O5, e ainda aumentou apreciàvelmente quando se passou para 80 kg/ha; mas permaneceu a mesma com a dose de 120 kg/ha. Separando os ensaios conforme os tipos de solo, o efeito do fósforo foi muito maior na terra-roxa-legítima ou misturada, decrescendo substancialmente no solo massapê-salmourão e ainda mais no arenito Bauru. Na terra-roxa êle ainda aumentou quando se passou de 80 para 120 kg/ha de P2O5. A presença de azôto mais potássio contribuiu para acentuar o efeito do fósforo na terra-roxa e no arenito Bauru, ao passo que n reduziu no massapê-salmourão, ao que parece por ter aquela adubação prejudicado o "stand" em todos os ensaios conduzidos nesse tipo de solo. Os resultados de alguns ensaios conduzidos em solos já adubados com fósforo nas culturas anteriores indicam a possibilidade de reduzirem-se as doses dêsse nutriente a serem empregadas em tais casos.

Year

1959

Creators

Ramos,Ismar Neves,O. S. Freire,E. S.

Equilíbrio higroscópico das sementes de café, fumo e várias hortaliças

O presente trabalho refere-se às determinações dos equilíbrios higroscópicos das sementes de café, fumo e várias hortaliças, correspondentes às umidades relativas de 10% a 90%. A julgar pelos pesos secos relativamente baixos de tôdas as amostras provenientes da umidade relativa de 90%, parece não haver dúvida de que os elevados teores de umidade obtidos para essas amostras foram, em parte, motivados por uma redução na matéria sêca das sementes.