Repositório RCAAP

Instrumentos na avaliação da fragilidade em idosos comunitários: uma revisão de literatura

INTRODUÇÃO: Não há consenso a respeito da avaliação de fragilidade. Devido a isso, a escolha do instrumento é dependente da definição a que se refere, assim como da variação populacional (BARRETO, 2012; KIM, 2014) O objetivo desta revisão foi buscar e descrever questionários e testes aplicados no diagnóstico e avaliação da Síndrome da Fragilidade. METÓDOS: Realizou-se uma busca sistemática nas bases de dados PubMed, LILACS e MEDLINE por meio dos descritores Frailty Syndrome combinado com Assessment e Elderly OR Aged OR Older. RESULTADOS: Obteve-se um total de 37 artigos. Foram encontrados como instrumentos fisiológicos: marcadores imunológicos, 25 hidroxivitamina D, proteína C-reativa e concentração de hormônios reprodutivos; e como instrumentos clínicos: The Marigliano Cacciafesta Polypathological Scale (MCPS), Study of Osteoporotic Fractures (SOF) index, Short Battery of Physical Performance, Groningen Frailty Index (GFI), Tilburg Frailty Index (TFI), Sherbrooke Postal Questionaire (SPQ), Cadiovascular Health Study (CHS) index, Edmonton Frailty Scale (EFS), CSBA index, The Frailty Trait Scale, FI-CGA, The Gill Frailty Index, Escala FRAIL, Frailty Index, Conselice Study of Brain Aging Score, Canadian Study of Health and Aging, Modified Short Emergency Geriatric, Clinical Global Impression of Change in Physical Frailty, Easycare Two-step Older persons Screening, Food Frequency Questionnaire, PRISMA-7, SMF-BIA, e Hubbard Scale. CONCLUSÃO: Dentre os instrumentos encontrados na busca, apenas o Food Frequency Questionnaire, Groningen Frailty Indicator, Tilburg Frailty Indicator e o Edmonton Frail Scale foram validados para o português-Brasil, havendo a necessidade de mais estudos que avaliem fragilidade na comunidade brasileira.

Ano

2022-12-06T15:43:20Z

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Jessica Paola Souza Lima

A eficácia dos programas de ganho de força muscular nos membros inferiores, na melhora da marcha em idosos comunitários

O envelhecimento populacional é atualmente um fenômeno mundial que atinge não somente países desenvolvidos, como também os países de terceiro mundo. As alterações fisiológicas do envelhecimento levam às mudanças características nos padrões de movimento. Atualmente, a velocidade de marcha tem sido estudada como marcador de saúde em idosos. Objetivo: Avaliar a eficácia dos programas de fortalecimento muscular de membros inferiores, na marcha de idosos. Métodos: Revisão bibliográfica de estudos sobre a influência do fortalecimento muscular de membros inferiores na marcha de idosos, pesquisados nas bases de dados Medline, SciELO, Pubmed, Periódicos Capes, Pedro, Lilacs. Foram incluídos estudos com indivíduos com idade superior ou igual a 60 anos, submetidos à o fortalecimento muscular de membros inferiores. Resultados: Das 210 publicações encontradas, 18 cumpriram os critérios de inclusão, sem restrição para período de publicação. Os estudos apresentaram heterogeneidade metodológica. A maior parte dos autores fundamenta que o fortalecimento muscular de membros inferiores leva a melhora da marcha. Conclusão: Programas de fortalecimento muscular de alta intensidade proporcionam ganhos significativos na força muscular e, por conseguinte, na mobilidade funcional. Contudo, exercícios de baixa intensidade são capazes de melhorar o desempenho funcional de idosos, apesar dos pequenos ganhos na força muscular. É necessário um estrito monitoramento de profissionais em fisioterapia, em todas as fases do treinamento, a fim de prevenir eventuais lesões e otimizar os resultados.

Ano

2022-12-06T15:42:04Z

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Érica Letícia dos Santos Oliveira

Instrumentos de avaliação da dor em pacientes com demências: uma revisão de literatura

Este estudo teve como objetivo pesquisar sobre a existência de instrumentos de avaliação da dor em pacientes com demências. Sabe-se que a população idosa vem aumentando e com isso suas comorbidades, por esse motivo existe a importância de se estudar sobre a dor em idosos com demências, que não respondem a um estímulo como qualquer outro idoso, facilitando dessa forma os cuidados e tratamentos com estes pacientes. Foi realizada uma revisão da literatura para descobrir a existência desses instrumentos. As pesquisas por estudos sobre o tema foram feitas nas bases de dados Pubmed e Scielo e utilizadas às palavras-chave: escala de avaliação, dor, idosos, demência e seus similares em inglês, utilizados isolados ou de forma associada. Foram incluídos os estudos realizados em indivíduos com idade igual ou acima de 60 anos, artigos publicados nos últimos dez anos; nos idiomas português e inglês. Os artigos que não estão incluídos nos critérios descritos anteriormente foram automaticamente excluídos. Foi concluído que os instrumentos mais apropriados para a avaliação da dor de idosos com demência moderada e grave são aqueles de observação comportamental.

Ano

2022-12-06T15:40:31Z

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Carolina Souza Maximo Batista

Saúde do idoso no nasf/bh: percepções de profissionais fisioterapeutas da Regional Oeste

O rápido envelhecimento da população é acompanhado por mudanças significativas na estrutura econômica, social e de saúde de um país. Numa perspectiva epidemiológica, há incremento relativo das doenças e condições crônicas de saúde, bem como das suas incapacidades associadas. Desta forma, políticas públicas voltadas para a população idosa e para o novo perfil de saúde do país se fazem necessárias. O Brasil vem se mobilizando para a criação políticas públicas para este segmento. Em 2006, foi publicada a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI). Em paralelo, no contexto do SUS, devido a necessidade de ampliar a abrangência das ações na Estratégia de Saúde da Família (ESF) para atender às demandas crescentes, foram criados em 2008, os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF). O fisioterapeuta é um dos profissionais que compõem o NASF e que contribui para atenção integral ao idoso, especialmente em relação ao paradigma de saúde preconizado pela PNSPI o da funcionalidade. Por isso, objetivou-se investigar a conformidade entre as ações desenvolvidas pelos fisioterapeutas do NASF Oeste de Belo Horizonte no que se refere ao usuário idoso e as Diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde voltadas para esses usuários, em especial as diretrizes do NASF e as da PNSPI. A metodologia usada foi a utilização de um questionário fechado, autoaplicado. Medidas de tendência central e frequência foram utilizadas na análise dos dados. Os resultados demonstraram conformidade de algumas ações e desacordo em outras, o que reforça dados encontrados na literatura sobre a necessidade de alguns ajustes na forma de atuação dos núcleos, ainda em construção. Discussões, reflexões, atuações compartilhadas, as quais rompem com a lógica tradicional e fragmentada de atenção são necessárias para abordagem da saúde dos usuários tal como preconizado nas políticas públicas. Portanto, o NASF tem participação fundamental na assistência integral ao idoso. Com ações variadas, que contribuem para redução de incapacidades, o fisioterapeuta atuando junto à equipe multiprofissional contribui de forma efetiva para a assistência ao idoso na atenção primária.

Ano

2022-12-06T15:46:46Z

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Ana Luiza Moreira Pauferro

Revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados sobre efeitos do treinamento de dupla tarefa na marcha e equilibrio de idosos caidores e não caidores

Alterações sensoriais e musculoesqueléticas, decorrentes do envelhecimento, comprometem o desempenho físico e funcional do idoso, principalmente na realização de dupla tarefa. A execução de tarefas simultâneas, pode levar a déficit na estabilidade postural e no equilíbrio dinâmico, resultando em um maior risco de quedas. Esta revisão sistemática tem como objetivo avaliar e comparar os ensaios clínicos randomizados publicados na literatura referentes a intervenções com dupla tarefa comparando-as a qualquer outra intervenção que tenham como desfecho alterações na marcha, no equilíbrio e nas quedas em idosos. Metodologia: Uma ampla busca foi realizada nas bases de dados Medline, AMED, PsycINFO, e Cochrane Register de Ensaios Randomizados (CENTRAL). Os descritores utilizados foram: Elderly or Aging, Gait, Dual task, RCT, Balance e Falls, os termos foram associados entre si, seguido de uma revisão criteriosa das autoras, quanto a análise de títulos, resumos, qualidade metodológica e escala de Pedro. Resultado: Dos 472 estudos encontrados, apenas 10 reportaram dados relacionados à pesquisa e constam nesta revisão. Os grupos controles variaram com tarefa simples ou nenhuma atividade, já os grupos de intervenção realizaram diversos tipos de treinamento, incluindo dupla tarefa. A frequência de treino variou de oito a vinte e quatro semanas e incluíram sessões de uma a três vezes por semana. Sendo que dos estudos selecionados, sete obtiveram melhora no tempo de passada e velocidade na marcha em seus achados. Um estudo demonstrou melhora no desempenho de controle postural e no teste de Stroop, após intervenção com dupla tarefa. Por sua vez, apenas um estudo obteve uma diminuição do medo de queda em seu grupo com realização de dupla tarefa. Conclusão: Os estudos encontrados na literatura a respeito do treinamento de dupla tarefa para adaptação dos parâmetros da marcha, prevenção de quedas e melhora do equilíbrio em idosos não foram úteis para endossar programas de reabilitação que tenham como objetivo esses desfechos. Novos estudos, com melhor qualidade metodológica fazem necessários sobre o tema.

Ano

2022-12-06T15:46:46Z

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Bruna Espeschit Fonseca

Perfil sociodemográfico e clínico-funcional de idosos institucionalizados em Contagem/Minas Gerais

Introdução: O processo de institucionalização do idoso é consequência da transição demográfica e é uma alternativa de cuidado e proteção ao idoso, reorganizando os modelos assistenciais. Objetivo: Caracterizar o perfil dos idosos que vivem em uma instituição de longa permanência (ILPI) localizada em Contagem/MG. Metodologia: Foi realizado um estudo retrospectivo, baseado na análise de prontuários de 41 idosos residentes, dos quais foram coletados dados sociodemográficos, clínicos e funcionais. Resultados: A média de idade apresentada foi de 82 anos (±9). Grande parcela deles era do sexo feminino (65,9%), baixa escolaridade, viúvos (48,8%), média de três filhos e cinco anos de institucionalização, além o interesse familiar como principal motivo (63,4%). Observou-se consumo médio de sete medicamentos e prevalência de comorbidades (80,5%), restrição ao leito (65,9%), sem úlcera de pressão (85,4%), presença de contraturas musculares e/ou articulares (58,5%), eutrofismo nutricional e alimentação por via oral. Apenas um idoso necessitava de oxigenoterapia. Segundo o MEEM, um terço deles apresentou escores abaixo dos valores normais, porém a maioria não realizou o teste. No índice de Katz, quase metade deles são totalmente dependentes em todas as funções avaliadas. Conclusão: Com o envelhecimento populacional a institucionalização do idoso aumenta e torna-se necessário determinar o perfil desses indivíduos nas ILPIs para um correto planejamento e implementação de cuidados e intervenções. Desse modo é possível preparar e melhorar as instituições quanto à sua estrutura física, serviços ofertados e equipes multidisciplinares qualificadas, visando melhorar a qualidade de vida dos idosos e prevenir ou minimizar possíveis perdas funcionais.

Ano

2022-12-06T15:40:48Z

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Stephanie Grayce de Aguiar

Prevalência e caracterização de eventos adversos em idosos com dor lombar durante um ano: estudo Back Complaints in the Elders- BACE

Introdução: A população de idosos no Brasil tem crescido significativamente nos últimos anos e estes apresentam problemas de saúde complexos, associados a maior fragilização e incapacidade como a dor lombar, muito prevalente nesta população - e estão suscetíveis a ocorrência de eventos adversos como quedas, hospitalização, maior prevalência de intercorrências clínicas e morte, elevando os custos com o atendimento de saúde desta população. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência destes eventos adversos em uma amostra de idosos com queixas agudas de dor lombar. Metodologia: Trata-se de um estudo do tipo observacional, longitudinal, com acompanhamento de um ano. O presente estudo é derivado do estudo Back Complaints in the Elders no Brasil (BACE-B), sob o parecer de nº ETIC 0100.0.203.00-11. No decorrer de um ano de acompanhamento, os idosos foram avaliados quanto à ocorrência ou não de eventos adversos de saúde e seus principais motivos, por meio de ligação telefônica. A análise dos dados foi realizada por meio de estatística descritiva, por meio de medidas de frequência e de tendência central dos dados. Resultados: Foram incluídos no presente estudo 322 participantes, com média de idade de 68,65±6,93 anos. Entre os participantes do estudo, 31,9% apresentaram pelo menos uma queda, 44,9% relataram intercorrências ao longo de um ano e 15% relataram terem sido hospitalizados neste período. Conclusão: Os idosos com queixa aguda de dor lombar possuem características similares aos idosos da população em geral no que se refere a prevalência de eventos adversos de saúde, mas não nos motivos de internação.

Ano

2022-12-06T15:43:05Z

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Natalia Reynaldo Sampaio

Influência dos níveis plasmáticos de mediadores inflamatórios nos sintomas depressivos em idosas da comunidade

Introdução: O crescimento do número de idosos é hoje uma realidade mundial e, no Brasil, o processo de envelhecimento populacional acontece de maneira marcante. Outro fenômeno demográfico observado é a concentração de mulheres nesse grupo etário, processo denominado feminização da velhice. Sabe-se que o envelhecimento é acompanhado pelo aumento do nível plasmático de mediadores inflamatórios e que isso tem associação importante com desfechos negativos para os idosos. Nesses indivíduos, a depressão aparece como uma das condições psiquiátricas mais prevalentes e estudos indicam associação entre sintomas depressivos e alterações na produção de mediadores inflamatórios. Objetivo: Investigar a relação entre os níveis plasmáticos de mediadores inflamatórios sTNFR1, sTNFR2, IL-6 e IL-10 com sintomas depressivos em idosas da comunidade. Materiais e métodos: Trata-se de estudo transversal, observacional, em que participaram 449 idosas da comunidade. Para caracterização da amostra, foi aplicado um questionário por meio de entrevista para levantamento sociodemográfico e clínico funcional. Os sintomas depressivos foram avaliados por meio da Escala de Depressão Geriátrica (GDS) e as dosagens dos níveis plasmáticos de mediadores inflamatórios foram mensurados pelo método de ELISA. Para investigar a relação entre os sintomas depressivos e os níveis de mediadores inflamatórios foi usado o teste Mann Whitney para comparação entre as idosas com e sem rastreio positivo para a depressão, e verificada a existência de correlação pelo coeficiente de Spearman, considerando nível de significância de 5%. Resultados: Não houve diferença significativa entre os níveis plasmáticos de mediadores inflamatórios entre idosas com e sem rastreio positivo para depressão, assim como não houve correlação entre os escores da GDS com as dosagens dos mediadores analisados na amostra estudada. Conclusão: Os níveis plasmáticos de mediadores inflamatórios sTNFR1, sTNFR2, IL-6 e IL-10 não influenciaram nos sintomas depressivos em idosas da comunidade. Esses resultados podem ser explicados pelo fato de a amostra ser composta por mulheres idosas com boa condição clínica e independentes funcionalmente .

Ano

2022-12-06T15:47:34Z

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Carolina Rocha

Lesões no crossfit: uma revisão narrativa

O CrossFit é uma atividade física que engloba movimentos funcionais, de alta intensidade e de variações constantes. Devido a prática crescente em todo o mundo, cada vez mais tem despertado o interesse de profissionais da saúde e dos próprios praticantes a respeito das lesões. Os objetivos desta revisão narrativa são: apresentar os estudos publicados até então que abordam lesões em praticantes de CrossFit e comparar as taxas de lesões com praticantes de outras modalidades esportivas. Uma busca na literatura revelou que até o presente momento foram publicados quatro relatos de caso (com diferentes lesões) e outros três estudos epidemiológicos, que mostram que as taxas de lesões de praticantes de CrossFit (3,1 lesões a cada 1.000h de prática) são semelhantes ou menores do que outras modalidades. As regiões mais acometidas foram o ombro, coluna lombar e joelho, respectivamente. Os estudos a respeito das lesões na modalidade ainda são escassos e precisam ser melhor explorados. Como em qualquer atividade física, é fundamental que o treino seja bem planejado, com intensidade e duração adequadas para que o indivíduo obtenha os efeitos desejáveis do treinamento com saúde.

Ano

2022-12-06T15:43:20Z

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Rafael Firpe Araujo

Lesões de membros inferiores em corredores recreacionais: avaliação dos fatores de risco: revisão bibliográfica

O presente estudo teve como objetivo sintetizar a literatura com relação aos fatores de risco para lesões relacionadas à corrida (LRC) em membros inferiores (MMII) em corredores recreacionais com base em variáveis biomecânicas. Para tanto foi feita uma revisão bibliográfica usando as bases de dados: MEDLINE/PubMed, PsycInfo, e CINAHL em estudos que correlacionassem o tema proposto. Foram excluídos 123 e selecionados 12 artigos para a revisão. Os achados mostraram que existem vários fatores de risco relacionados ao treinamento, estrutura anatômica e fatores biomecânicos. Na revisão foram divididos os fatores biomecânicos em 3 categorias: pronação do pé, amplitude de movimento e ativação muscular. Dentre os artigos, a maioria das lesões relatadas foram as lesões relacionadas com a dor anterior do joelho. Dentro da análise dos artigos, fatores de risco como uso de calçado inadequado, pronação excessiva dos pés durante a corrida, fraqueza de rotadores externos de quadril são importantes a serem considerados. Portanto cabe ao fisioterapeuta, educador físico e treinador que acompanhe o corredor recreacional e obtenha uma análise criteriosa da biomecânica do gestual esportivo, que pode variar para cada indivíduo, pois não são fatores lineares e unidirecionais. Recomendamos futuros estudos para complementar os fatores de risco em lesões de MMII em corredores recreacionais do sexo feminino e masculino.

Ano

2022-12-06T15:41:49Z

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Maria Letícia Silva Mariz

Utilização do FIFA 11+ para prevenção de lesões e melhora da performance em atletas de futebol: uma revisão de literatura

A prevenção de lesões musculoesqueléticas tem sido muito discutida nos últimos anos no esporte. Com ela os atletas se tornam menos propensos aos afastamentos, pois passam a ter uma melhor capacidade para desenvolver as demandas impostas. Além disso, programas de prevenção geram menos gastos de atendimento e reabilitação do atleta lesionado. Com esse intuito, o FIFA 11+ foi desenvolvido como um programa de exercícios de aquecimento antes do treino com o objetivo principal de prevenir lesões no futebol. Assim, o objetivo do presente estudo foi realizar uma revisão narrativa da literatura sobre a utilização do programa FIFA 11+ para prevenção de lesões e melhora da performance em atletas de futebol. Para isso, foi realizada uma busca nas bases de dados PubMed, Bireme, Medline (via OvidSP) e Scielo, incluindo artigos com a combinação das seguintes palavras-chave: FIFA 11+, injury prevention, soccer, football, performance. Foram incluídos neste trabalho dezesseis artigos científicos que avaliaram os efeitos do programa FIFA 11+ na incidência de lesões e no desempenho esportivo. De acordo com os resultados dos estudos revisados, as evidências sugerem que este programa pode tanto reduzir a incidência de lesão de jogadores amadores de futebol, do sexo feminino ou masculino, quanto melhorar a performance, no que diz respeito ao ganho de controle neuromuscular nesses jogadores.

Ano

2022-12-06T15:42:04Z

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Larissa Santos Pinto Pinheiro

Escalas Cardiosatis: satisfação de médicos e usuários de serviços de saúde com o atendimento às doenças cardiovasculares utilizando recursos de Telessaúde. Projeto Minas Telecardio

Introdução: A satisfação de usuários e profissionais com o cuidado recebido/prestado por serviços mediados por tecnologias de saúde, apesar de ser um importante indicador de resultado, ainda carecede instrumentos validados e confiáveis. Objetivo: Validar as escalas CARDIOSATIS-Equipe e Usuário, bem como mensurar a satisfação de médicos e usuários de serviços de saúde com o atendimento prestado/recebido às doenças cardiovasculares oferecido por um serviço de telessaúde. Método: O presente trabalho é parte integrante do Projeto Minas Telecardio, estudo quase experimental conduzido em 82 municípios mineiros de baixa densidade populacional (população <10.500 habitantes). As Escalas CARDIOSATIS-Equipe e Usuário foram construídas para mensurar a satisfação dos profissionais e pacientes com a implantação deste sistema. Para o estudo de validaçãoda Escala CARDIOSATIS-Equipe foram conduzidos dois estudos transversais, utilizando dados primários obtidos por meio do preenchimento da escala pelos médicos, antes e depois daimplantação. Já para o estudo de validação da escala CARDIOSATIS-Usuário, foi conduzido um estudo de seguimento dos pacientes com dor precordial, onde os pacientes responderam a escala em até dois meses após o 1º atendimento e novamente após 1 ano. Para o estudo das qualidades psicométricas das escalas foram realizadas Análise Fatorial Exploratória com extração de componentes principais, análise de correlação (Spearman e Pearson), análise de consistência interna através do Alfa de Cronbach e validade discriminante (Teste de Wilcoxon). Além disso, foram realizadas análises descritivas e comparativas por meio de regressão logística ordinal múltipla. Resultados: A Escala CARDIOSATIS-Equipe permaneceu com 11 itens divididos em dois domínios. Mostrou alta consistência interna com valores de Alfa de Cronbach superiores a 0,84. Já a Escala CARDIOSATIS-Usuário permaneceu com 10 itens divididos em três domínios. Mostrou valores aceitáveis de Alfa de Cronbach (>0,56), sendo que para a Satisfação global da escala, o valorfoi de 0,84. Mostraram-se associados à satisfação dos profissionais com o sistema de telessaúde em cardiologia: a idade, o oferecimento de curso de formação pelo município, o número de equipamentos para manutenção da vida disponíveis no serviço de saúde e a distância deste de centros especializados. Conclusão: As Escalas CARDIOSATIS Equipe e Usuário mostraram bons indicadores de validade e confiabilidade e se mostraram instrumentos robustos para serem utilizados em estudos epidemiológicos.

Ano

2022-12-06T15:44:23Z

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Graziella Lage Oliveira

Autopercepção de saúde e suporte social em pacientes sob tratamento dialítico em Belo Horizonte, Minas Gerais

Introdução: pacientes com doença renal crônica terminal (IRCT) apresentam complicações decorrentes da própria doença e de seu tratamento. O tratamento dialítico é paliativo e exige dos pacientes atitudes reativas que aumentem sua sobrevida e bem-estar. A percepção de saúde desses sujeitos, que, em geral, é pior que a daqueles sem doença crônica, pode ser influenciada por fatores clínicos e não clínicos que impactam em saúde. Objetivo: investigar fatores associados à autopercepção de saúde de pacientes em diálise no município de Belo Horizonte, Minas Gerais. Métodos: estudo de caráter analítico/transversal, com pacientes com DRCT que realizavam tratamento dialítico em unidades de diálise de Belo Horizonte. A variável resposta foi a autopercepção do estado geral de saúde, dicotomizada em boa e ruim. Para a análise estatística, foi realizada uma regressão logística intermediária, entre a variável de interesse e as pertencentes à dimensão sociodemográfica e econômica, outra para as clínicas e outra para as de suporte social (p 0,20). Um modelo final foi desenvolvido para avaliar a associação entre a variável resposta e as variáveis que se mantiveram associadas (p 0,05) nos modelos intermediários. A força de associação foi demonstrada pelo odds ratio e seu respectivo intervalo de confiança (IC95%). Resultados: Pouco mais da metade dos pacientes relataram autopercepção ruim de sua saúde. Menor escolaridade, dificuldade para andar, insatisfação com o apoio recebido de familiares e amigos e dificuldades para conseguir seus medicamentos foram fatores relacionados à autopercepção ruim de saúde. Conclusão: a autopercepção de saúde se mostrou multideterminada, sendo fatores sociodemográficos, clínicos e de suporte social importantes na avaliação de saúde do sujeito em tratamento dialítico. É importante o fomento de suporte social emocional e instrumental para pacientes em terapia dialítica frente à possibilidade de melhorias na qualidade de vida desses.

Ano

2022-12-06T15:40:31Z

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Edmundo Rinolino Magalhães Flores

Dificuldades e facilidades associadas ao tratamento antirretroviral: autopercepção de pessoas vivendo com HIV em acompanhamento nos serviços públicos de saúde do Brasil.

A adesão à terapia antirretroviral (TARV) tem grande relevância para a supressão viral e reconstituição imunológica na maioria das pessoas vivendo com HIV (PVHIV). Porém, dificuldades são encontradas desde o manejo do esquema até o próprio impacto da infecção pelo HIV na vida do paciente. Nesta dissertação buscou-se investigar a percepção de PVHIV sobre os aspectos que dificultam e facilitam o tratamento antirretroviral e avaliar seu impacto na adesão, por meio de análisesqualitativas e quantitativas. Este trabalho faz parte do projeto AVANT, um estudo transversal nacional com amostra de 2424 PVHIV sob TARV em 53 serviços públicos de saúde. Selecionou-se uma subamostra (n=598) para aplicação de entrevista semiestruturada com três questões abertas sobre o que dificulta, o que facilita e o que pode ser feito para melhorar a convivência do paciente com o tratamento. Aplicou-se análise do conteúdo às respostas das perguntas abertas para identificar os temas que representassem fatores indicativos de dificuldades e facilidades com o tratamento. Os fatores indicativos de dificuldades foram utilizadosna análise quantitativa para verificar sua associação com a variável resposta nãoadesão, medida por meio do WebAd-Q, que consiste em uma escala de quatro categorias de não-adesão: não-adesão "zero", não-adesão à uma, duas, ou três dimensões (i.e., tomar em horário errado, esquecer de tomar ou tomar em quantidade errada). Utilizou-se o teste de tendência tau-b de Kendall para a análise univariada e em seguida realizou-se regressão ordinal. As dificuldades e facilidadescom a TARV foram classificadas em cinco grandes categorias: fatores sociais e econômicos, fatores relacionados ao sistema/equipe de saúde, fatores relacionados à terapia, fatores relacionados à infecção pelo HIV e fatores relacionados ao paciente. Os fatores de dificuldades interagem entre si e podem levar à não-adesão, sendo que essas relações foram demonstradas por meio de um modelo teórico. Apartir das sugestões dadas pelos participantes para melhorar a convivência com o tratamento, identificaram-se quatro atores sociais envolvidos no processo de adesão à TARV: gestores, profissionais de saúde, comunidade e pacientes. A maioria dos participantes (62,4%) relatou não-adesão à pelo menos uma dimensão. Pacientesque relataram dificuldades como uso de álcool/ drogas, simples esquecimento, incerteza sobre o futuro e a adequação da TARV na rotina tiveram maior chance de apresentar não-adesão em mais dimensões. Profissionais de saúde que atendem PVHIV devem estar atentos às barreiras e motivadores relatados pelos pacientes e devem utilizar-se das facilidades como estratégias para superar as dificuldades,visando uma melhoria da adesão à TARV. As sugestões dos pacientes devem ser ouvidas numa perspectiva de responder às suas expectativas e, assim, melhorar a convivência com o tratamento além de contribuir para incrementar a qualidade da atenção às PVHIV.

Ano

2022-12-06T15:43:37Z

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Celline Cardoso Almeida

Em busca da integridade no SUS: conhecendo a integração da atenção básica à rede assistencial por meio da teoria de resposta ao item

INTRODUCAO: A Politica Nacional de Atencao Basica (2011) define a Saude da Familia como estrategia para a consolidacao da atencao basica e as Redes de Atencao como referencia para organizacao de um cuidado integral. Evidencias sugerem serem fundamentais os dispositivos de regionalizacao, apoio matricial, comunicacao, informacao, regulacao e gestao compartilhada para o ordenamento da rede. Contudo, problemas relacionados a garantia de acesso aos demais niveis de complexidade do sistema configuram-se como importante desafio para a consolidacao do SUS. OBJETIVO: Avaliar a integracao da Atencao Basica a rede assistencial do SUS, utilizando os dados do PMAQ-AB, Brasil, 2012. METODO: Estudo transversal, com base nos dados de 17.202 equipes de saude da familia que responderam ao questionario de avaliacao externa do primeiro ciclo do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade de Atencao Basica/PMAQ-AB. Para medir a habilidade de integracao das equipesa rede assistencial foi utilizada a tecnica de Teoria de Resposta ao Item por meio do modelo de resposta gradual de Samejima (GRM). Para estimativa do nivel de integracao foi empregada escala de habilidade (-3 a 3) as perguntas selecionadas no modulo II (Entrevista com Profissional da Equipe/AB). Posteriormente, definidos os intervalos para classificacao das Equipes: baixa; media e alta integracao. Os escores foram interpretados por meio da tecnica de visualizacao da nuvem de palavras, que propiciou obter qual a categoria de resposta do item mais frequente nos diferentes niveis de integracao definidos no estudo. Assim, foi possivel verificar impacto desses sobre o desempenho das equipes e identificar o comportamento das mesmas. RESULTADO: Dos itens utilizados no estudo, doze apresentavam otima discriminacao entre as equipes do PMAQ, pois carregam maior quantidade de informacao sobre a integracao das mesmas a rede. Desses, destacam-se osreferentes as acoes de apoio matricial: consultas medicas; discussao de caso; acao clinica compartilhada; construcao conjunta de projetos terapeuticos; atividade de educacao permanente; intervencoes no territorio e visita com profissionais de AB que tem melhor performance no nivel de media integracao e, apesar de nao exigirem alta habilidade das equipes, possuem os maiores valores na correlacao com a nota final (>500). Porem, o item discussao processo trabalho exige alta habilidade das equipes. Alem disso, os itens: Possui canal de comunicacao/Recebe Apoio NASF/Sempre; as vezescontato especialistas com AB/Frequencia apoio semanal, quinzenal e mensal/Possui lista contato com AB/Recebe Apoio CAPS/Possui de 1 a 2 centrais de marcacao/As vezes contato AB com especialista/Existe de 1 a 3 fluxos de comunicacao/Possui 3 centrais de marcacao/Semprecontato AB com especialista e Existe > 4 fluxos de comunicacao tem sua melhor categoria de resposta localizadas no nivel de alta integracao, quando observamos a tecnica devisualizacao da nuvem de palavras. CONCLUSAO: A realizacao das acoes de apoio matricial avaliadas no PMAQ-AB melhora o desempenho das equipes de saude da familia. Da mesma forma, porem em menor grau, os itens referentes a comunicacao reforcam esse entendimento. Contudo, apesar dos avancos conquistados na politica de saude do pais, a frequencia em torno de (50%) do pior cenario para itens do estudo, evidencia a necessidade de qualificacao da integracao entre as acoes de atencao especializada e atencao basica para consolidacao de uma Atencao Primaria a Saude abrangente

Ano

2022-12-06T15:44:23Z

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Lenir Aparecida Chaves

Fatores de risco para recidiva da neoplasia intraepitelial cervical após cirurgia da alta frequência

Objetivos: avaliar a frequência de recidiva da neoplasia intraepitelial cervical após conização do colo uterino com cirurgia de alta frequência e analisar os fatores que se associam à recidiva de neoplasia intraepitelial cervical. Pacientes e métodos: estudo de coorte retrospectiva (1998 a 2011), sendo avaliadas 287 pacientes com diagnóstico de neoplasia intraepitelial cervical submetidas à conização do colo. A peça cirúrgica foi encaminhada para exame histopatológico, que avaliou o grau da lesão, as margens e o comprometimento glandular. As pacientes foram acompanhadas a cada seis meses com citologia, coleta de amostra para papilomavírus humano ácido desoxirribonucleico (HPV-DNA), colposcopia e biópsia, quando indicado. O tempo de seguimento médio foi de 25,1 meses. Foram consideradas recidivas as lesões que, após a cirurgia, foram confirmadas novamente por biópsia. Para a análise das características qualitativas foi realizada análise univarida por meio de Kaplan-Meier associado aos resultados do teste log-rank. A análise multivarida foi feita a partir do ajuste do modelo de Cox até significância estatística do valor-p<0,05. Resultados: no estudo, 65 (22,6%) pacientes tiveram diagnóstico histopatológico de recidiva da lesão. A incidência de recidiva nas pacientes positivas para o vírus da imunodeficiência humana (HIV) foi maior, com risco relativo de 4,45 e intervalo de confiança (IC) (2,73-7,25). O comprometimento glandular associou-se à recidiva em 2,82 e IC (1,73-4,62) e às margens comprometidas com risco relativo de 2,81 e IC (1,69-4,65). Conclusões: a recidiva de neoplasia intraepitelial cervical (NIC) associou-se a: margens comprometidas, soropositividade para o HIV e o comprometimento glandular. O risco de recidiva em mulheres portadoras do HIV foi significativamente mais alto, comparado com as mulheres não infectadas pelo HIV.

Ano

2022-12-06T15:47:18Z

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Helena Rabelo Castro Meira

ìndices de volume plaquetário e risco de doença cardiovascular em participantes do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto - ELSA - BRASIL

Uma maior compreensão do desenvolvimento da doença aterosclerótica, relacionada às funções pró-inflamatórias e pró-trombóticas das plaquetas, tem levado a novas estratégias para controle da doença. Nesse sentido, os índices que avaliam a atividade plaquetária são marcadores potenciais para as doenças cardiovasculares (DCV). As plaquetas maiores são mais reativas, sendo os índices que medem o volume plaquetário marcadores indiretos da reatividade plaquetária. O objetivo deste estudo foi determinar a relação dos índices de volume plaquetário (IVP) com fatores de risco para a aterosclerose e com o escore de risco cardiovascular de Framingham (FRS). Todas as variáveis utilizadas neste estudo fazem parte dos dados coletados de 3115 participantes na linha de base do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), realizada entre 2008-2010, no Centro de Investigação de Minas Gerais. O volume plaquetário médio (VPM), o coeficiente de variação do volume plaquetário (PDW do inglês, platelet distribution width) e a porcentagem de macroplaquetas (P-LCR do inglês, platelet large cell ratio) foram mensurados de forma padronizada segundo critérios previamente definidos. Foi determinado o intervalo de referência para esses três parâmetros na população do estudo, e os resultados foram apresentados no primerio artigo. No segundo artigo os participantes que não possuíam diagnóstico prévio de doença cardiovascular foram distribuídos de acordo com sua exposição aos diferentes fatores de risco e calculados o risco cardiovascular em 10 anos com base na equação derivada pelo FRS (2008). As seguintes variáveis foram incluídas no escore de risco: idade, sexo, pressão sanguínea sistólica, colesterol total, colesterol HDL, tabagismo, diabetes e utilização de medicamentos anti-hipertensivos. A regressão linear múltipla foi utilizada para aferir a associação entre os índices plaquetários e o FRS após considerar também as variáveis que não fazem parte do escore, mas que se associam ao risco cardiovascular (escolaridade, uso de álcool e atividade física). A análise de regressão linear múltipla mostrou que o VPM, PDW e o P-LCR correlacionam de forma independente (p 0,01) com o escore do FRS após o ajuste para variáveis de confusão. Um aumento de uma unidade no VPM, PDW, ou P-LCR aumentou a média do FRS em 0,59%, 0,40% e 0,08% respectivamente. Embora o aumento no escore de risco seja discreto ele pode ser importante considerando que a estimativa de risco cardiovascular pelo escore resulta de uma complexa interação de múltiplos fatores e as plaquetas desempenham papel importante na patogênese da aterosclerose. Os diabéticos apresentaram maior VPM, PDW e P-LCR (p 0,004), e hipertensos apresentaram maior PDW e P-LCR (p 0,045). A relação dos IVP com o FRS parece ser devido particularmente à associação desses índices com diabetes e hipertensão, dois importantes fatores de risco para DCV contidos no FRS. O seguimento prospectivo desta população pode ajudar a esclarecer se os IVP têm, na verdade, uma relação causal com DCV em grupos com e sem diabetes e hipertensão arterial.

Ano

2022-12-06T15:41:34Z

Creators

Chams Bicalho Maluf

Estudo da coinfecção HIV-1/HTLV-1 em usuários de serviço de referência em Belo Horizonte, MG.2012 - 2013

O objetivo desse estudo foi avaliar a prevalência da coinfecção HIV/HTLV em Minas Gerais, Brasil. As características clínicas e laboratoriais dos coinfectados foram analisadas. A população de infectados pelo HIV foi composta por 600 indivíduos, idade média 57 anos, 300(50%) homens. Infecção pelo HTLV-1/2 foi detectada em 12(2%) indivíduos e DNA proviral para o HTLV-1 foi detectado por reação em cadeia da polimerase em 10(1,7%) indivíduos, com idade média de 45 anos, sendo 5(50%) homens. Esses indivíduos foram comparados, em análise pareada por gênero e idade na proporção de um caso para três controles, com 30 infectados pelo HIV e 30 pelo HTLV-1. Por análise transversal, os coinfectados foram comparados ao grupo HTLV-1 quanto á carga proviral e avaliados quanto á cognição. O mesmo médico realizou o exame neurológico, considerou o protocolo de demência para definir o diagnóstico e não sabia a qual grupo o indivíduo pertencia. Por análise de prontuário, os coinfectados foram comparados ao grupo HIV quanto á carga viral, contagem de células CD4+ antes do tratamento antirretroviral e ocorrência de infecções oportunistas. Os resultados demonstraram que, entre os grupos comparados, não houve diferença em relação ao número de células CD4+, carga viral, carga proviral e infecções oportunistas. Sobre a avaliação cognitiva, demência foi diagnosticada em 4(40%) indivíduos coinfectados (p=0,002). A coinfecção não influenciou o padrão imunológico no sangue periférico, contudo parece causar alterações cognitivas. Como o HTLV-1 propicia mecanismos de ativação do HIV no sistema nervoso central, possivelmente atuou como um facilitador para o desenvolvimento do déficit neurocognitivo associado a AIDS na coinfecção.

Ano

2022-12-06T15:45:27Z

Creators

Alexandre Braga de Miranda

Efetividade do fortalecimento excêntrico na prevenção de estiramento muscular dos isquiotibiais em jogadores de futebol

O presente estudo teve como objetivo realizar uma revisão narrativa da literatura com o intuito de verificar a efetividade do fortalecimento excêntrico na prevenção de estiramento muscular dos isquiotibiais em jogadores de futebol. Para tanto, foram realizadas buscas de artigos nas bases de dados MEDLINE/PubMed, LILACS e SciELO nos idiomas Inglês e Português. Os termos utilizados foram: soccer, prevention e injuries bem como seus correlatos em Português. Para seleção dos estudos, eles deveriam: (a) ser ensaios clínicos; (b) ter como população de estudo os jogadores de futebol; (c) conter o treinamento de força excêntrico direcionado aos músculos isquiotibiais; (d) apresentar como desfecho ocorrência/incidência de lesões isquiotibiais e a sua gravidade. A data de publicação dos estudos não foi delimitada. Foram selecionados cinco estudos (n=5) em um total de 121 dos encontrados. Os estudos revisados demonstraram que o fortalecimento excêntrico reduziu a incidência das lesões por estiramentos isquiotibiais. Em relação à efetividade desse fortalecimento sobre a gravidade, a maioria dos trabalhos (quatro deles) relatou não haver diferença estatisticamente significativa entre os grupos experimental e controle. No entanto, um estudo recente verificou diferenças substanciais entre os grupos pesquisados. Diante do exposto, os estudos analisados sugerem que a incorporação de treinamentos de força excêntrica pode ser uma alternativa efetiva para redução do número de estiramento muscular dos isquiotibiais em jogadores de futebol. Torna-se também necessário que a prevenção seja pensada levando em conta a relação entre as capacidades individuais do jogador e a demanda imposta a ele em sua prática esportiva.

Ano

2022-12-06T15:46:46Z

Creators

Kéilisson Aparecido Souza

Programas preventivos para entorse de tornozelo: uma revisão da literatura sobre a relação custo-efetividade

INTRODUÇÃO: A entorse de tornozelo é a lesão mais comum entre atletas e praticantes de atividade física, além de gerar uma alta demanda nos sistemas de cuidados de saúde e estar associada a altos custos médicos e de produtividade perdida. A lesão pode causar déficits residuais como dor, inflamação, instabilidade e perda de movimento, levando a altas taxas de absenteísmo. Tem-se visto cada vez mais a necessidade de pesquisar melhor sobre programas preventivos contra a entorse de tornozelo em atletas, e buscar a melhor alternativa considerando benefícios, gastos, e custo-efetividade. OBJETIVO: Realizar uma revisão da literatura acerca das medidas com maiores benefícios, menores custos e melhor custo-efetividade para de prevenir a recorrência de entorse de tornozelo entre atletas e praticantes de atividade física. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram realizadas buscas nas bases de dados eletrônicas PEDro e MEDLINE/Pubmed, considerando as palavras chave utilizadas: cost-effectiveness, injury prevention, ankle sprains, athletes e seus respectivos sinônimos. Foram encontrados 11 artigos, dentre os quais 9 eram relevantes, se encaixavam nos critérios de inclusão e foram incluídos no presente estudo. RESULTADOS: Alguns dos artigos compararam métodos preventivos entre si, outros artigos compararam os programas de prevenção com o tratamento usual após entorse de tornozelo. CONCLUSÃO: Todos os métodos de prevenção foram considerados eficazes e com melhor custo-efetividade em relação ao tratamento usual. Aquele que se destacou com melhor custo-efetividade que os outros programas foi o uso de bracing.

Ano

2022-12-06T15:47:18Z

Creators

Julia de Sa Brito Guedes