Repositório RCAAP
A desuniformidade de emergência reduz o rendimento de grãos de milho
Altos rendimentos de milho estão relacionados à emergência rápida, completa e regular das plantas. Este trabalho foi conduzido em Lages (SC), com o objetivo de avaliar o efeito da desuniformidade de emergência e da população de plantas sobre o rendimento de grãos de milho. Os tratamentos foram dispostos em delineamento de blocos ao acaso, em parcelas sub-divididas, alocando-se nas parcelas principais quatro populações de plantas (40.000, 60.000, 80.000 e 100.000 plantas.ha-1) e nas subparcelas os tratamentos de desuniformidade de emergência realizados através da variação da data de semeadura em covas adjacentes na linha de plantio, resultando nas seguintes situações de emergência entre plantas vizinhas: 1 - uniforme (0-0-0-0-0); 2 - desuniformidade de 12 dias (0-12-0-12-0); 3 - 19 dias (0-19-0-19-0); e, 4 - 12 e 19 dias (0-12-19-0-12-19). Na situação de emergência uniforme, o aumento da população de plantas até 76.500 plantas.ha-1 incrementou o rendimento de grãos para 12.900kg.ha-1. Nesta população de plantas, a diferença do rendimento de grãos entre as plantas de emergência uniforme e aquelas em desuniformidade foi aproximadamente 2.900kg.ha-1, indicando que sob níveis de rendimento semelhantes, a realização da ressemeadura pode ser uma prática economicamente vantajosa. A desuniformidade de emergência diminuiu o rendimento de grãos de milho e limitou a resposta ao incremento da população de plantas.
1999
Merotto Junior,Aldo Sangoi,Luis Ender,Marcio Guidolin,Altamir Frederico Haverroth,Hector Silvio
Intervalo de tempo para semeadura de milho pós-dessecação da cobertura de aveia-preta com herbicidas
Com o objetivo de investigar o intervalo de tempo para semeadura de milho cultivado em sucessão à aveia-preta dessecada com herbicidas não-seletivos, realizou-se experimento fatorial na Estação Experimental Agronômica da UFRGS, em Eldorado do Sul, RS, em 1997/98. Um fator constou de quatro épocas de dessecação da aveia-preta (13, 9, 5 e 1 dia antes da semeadura do milho). O outro fator consistiu de quatro sistemas utilizados em pré-semeadura da cultura (aplicação do herbicida glyphosate "540gha-1 e.a." sobre plantas de aveia-preta ou sobre o solo sem sua presença; aplicação do herbicida paraquat "400gha-1 i.a." + diuron "200gha-1 i.a." sobre plantas de aveia-preta; e testemunha cuja semeadura do milho ocorreu na ausência de aveia-preta e de aplicação de herbicidas). Não se constatou interação entre os fatores testados. Com relação aos sistemas de pré-semeadura do milho, observou-se aumento na estatura acompanhado de decréscimo na massa seca de planta, tanto aos 20 como aos 40 dias após a emergência, quando o milho foi semeado na presença de resteva de aveia-preta em relação aquele semeado na sua ausência. Para intervalos de semeadura do milho pós-dessecação da aveia-preta, não ocorreram diferenças significativas tanto no desenvolvimento inicial das plantas, na estatura final, quanto no rendimento de grãos.
1999
Neves,Rodrigo Fleck,Nilson Gilberto Vidal,Ribas Antonio
Comprimento e índice de expansão radial do hipocótilo de cultivares de soja
A emergência da plântula de soja é função do hipocótilo, responsável pela elevação dos cotilédones acima da superfície do solo. Quanto maior o comprimento e diâmetro do hipocótilo, maior é a capacidade da plântula para emergir e superar a resistência provocada pela profundidade de semeadura e/ou encrostamento do solo. O presente experimento foi conduzido com o objetivo de avaliar o comprimento e o índice de expansão radial (IER) do hipocótilo de cultivares de soja, em diferentes tamanhos de sementes. O trabalho foi realizado na Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FA/UFRGS). Foi quantificado o comprimento e IER do hipocótilo das plântulas de 17 cultivares em três tamanhos de sementes (> 6,3mm; entre 5,6 e 6,3mm e entre 4,75 e 5,6mm de diâmetro). Os cultivares tiveram médias entre 8 e 11cm de comprimento do hipocótilo. As sementes de maior tamanho originaram plântulas com hipocótilo mais curto do que as sementes de tamanho intermediário e pequeno. Os IERs do hipocótilo dos cultivares foram diferentes e variaram de acordo com o tamanho de sementes. Houve respostas crescentes de IER do hipocótilo com o acréscimo no tamanho das sementes.
1999
Costa,José Antonio Pires,João Leonardo Fernandes Thomas,André Luis Alberton,Marilac
Critérios para avaliação da morfologia do grão de aveia para o melhoramento genético da qualidade física
Apesar da morfologia do grão ser de interesse no melhoramento da aveia, critérios de amostragem e análise de grãos para a seleção da qualidade física neste cereal precisam ser determinados. Os objetivos deste trabalho foram determinar as correlações entre características morfológicas de grãos primários, secundários e terciários de aveia, com e sem casca, a fim de definir de que forma podem ser manipuladas no melhoramento genético dessa espécie. Cinqüenta grãos primários, secundários e terciários, com e sem casca, de dez genótipos de aveia foram avaliados para área, largura, comprimento, perímetro e fator de formato através da análise de imagens digitais. Variabilidade entre genótipos de aveia foi encontrada para todas as características. As correlações entre as características de morfologia de grãos primários, secundários e terciários, em grãos com e sem casca, foram altas e significativas. Assim, a determinação do tamanho do grão de um genótipo pode ser feita pela avaliação da área de grãos primários com casca; enquanto que medidas de comprimento e largura são necessárias para definir o tipo característico de grão do genótipo. Baixas correlações foram obtidas entre as características de grãos terciários com os demais, e a eliminação destes pode contribuir para um aumento da uniformidade e maior qualidade física de grãos em aveia.
1999
Bothona,Cristhiane Regina Abegg Milach,Sandra Cristina Kothe Thomé,Gladis Hermes Cabral,Cândida Braga Tisian,Luis Marcelo Mellos,Gislaine Ososki
Callus induction and plant regeneration of tomato (Lycopersicon esculentum cv. IPA 5) via anther culture
Different growth regulators combinations were tested on the production of anther callus in tomato cultivar IPA 5. Calli were induced on media supplemented with 1.0mgL-1 gibberellic acid (GA3), 0.05mgL-1 alpha-naphthaleneacetic acid (NAA) plus 0.1mgL-1 6-benzylaminopurine (BAP), or with 1.0mgL-1 BAP plus 1.0mgL-1 NAA. The medium containing 1.0mgL-1 BAP and 1.0mgL-1 NAA produced the highest calli frequency, and promoted plant regeneration by indirect organogenesis, when calli were transferred to 0.01mgL-1 BAP and 0.001mgL-1 NAA. Plants regenerated presented tetraploid cells and rare diploid cells. These tetraploid plants could be used as source for further obtainment of trisomic lines, for the purpose of genic localization studies and protein compounds analysis.
1999
Brasileiro,Ana Christina Rabello Willadino,Lilia Carvalheira,Gianna Griz Guerra,Marcelo
Cianamida hidrogenada no raleio químico de flores e frutos de pessegueiros (Prunus persica, L. Batsch) cv. Eldorado
O trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar o efeito da cianamida hidrogenada (CH2N2) no raleio de flores e frutos de pessegueiros do cultivar Eldorado. Utilizaram-se plantas com idade de 6 anos, conduzidas sob a forma de vaso e espaçamento de 6,0 x 4,0m, localizadas no Centro Agropecuário da Palma - UFPel. Os tratamentos (0; 0,15; 0,3; 0,45 e 0,6% de CH2N2) foram pulverizados em cobertura sobre ramos selecionados aleatoriamente, até o início de gotejamento, quando 100% das flores encontravam-se totalmente abertas. O produto comercial utilizado foi o Dormex (52% de CH2N2). O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado, com três repetições. As variáveis avaliadas foram: percentual de flores raleadas 36 dias após a aplicação do produto e percentual de frutos raleados, peso médio, coloração, diâmetro, firmeza da polpa e sólidos solúveis totais por ocasião da colheita. A maior intensidade de raleio de flores (50,96%) foi obtida com utilização de 0,5% de CH2N2. Na percentagem de frutos raleados, observou-se valor máximo de 9,53%, utilizando-se CH2N2 a 0,6%. O peso dos frutos aumentou com o raleio químico, porém, este não interferiu nos sólidos solúveis totais, firmeza de polpa e índice de cor dos frutos.
1999
Rodrigues,Alexandre Couto Ferri,Valdecir Carlos Schwartz,Elisane Fachinello,José Carlos
Maturação da uva niágara rosada cultivada em estufa de plástico e a céu aberto
Objetivando avaliar o efeito da estufa de plástico na evolução da maturação da uva Vitis labrusca L. cv. Niágara Rosada, conduziu-se este experimento de julho de 1994 a janeiro de 1995, em Bento Gonçalves, RS. As plantas foram submetidas a dois sistemas de cultivo (estufa e a céu aberto) e a três épocas de poda (21 de julho, 1º e 11 de agosto de 1994). Avaliaram-se a evolução do ºBrix, densidade, pH, acidez total e ºBrix/acidez total do mosto. Videiras cultivadas na estufa propiciaram, em todas as épocas de poda, uma maior precocidade na maturação da uva. Esta precocidade foi de 17 a 25 dias (média de 21 dias) quando a uva atingiu 15ºBrix e de 20 a 33 dias (média de 27 dias) com 18ºBrix, variando em função da data de poda. Considerando o efeito da estufa na fenologia da videira e a época de poda, verificou-se que a poda mais precoce proporcionou uma antecipação da maturação da uva de 32 dias e preços cinco vezes maiores quando comparada com a época normal da poda da videira na Serra Gaúcha.
1999
Schiedeck,Gustavo Miele,Alberto Barradas,Carlos Iguassu Nogueira Mandelli,Francisco
Abortamento de gemas florais de cinco cultivares de pereira (Pyrus spp., L.) em dois locais do Rio Grande do Sul, Brasil
O abortamento de gemas florais é um dos principais problemas verificados nos pomares de pereira no Brasil. Caracteriza-se pela presença de necrose nos primórdios florias das gemas, e ocasiona grande diminuição do potencial produtivo. O trabalho objetivou avaliar a ocorrência do abortamento nos cultivares Packhams Triumph, Bartlett, Red Bartlett (Pyrus communis, L.) e Século XX (Nijisseiki) e Shinseiki (P. pyrifolia, [Burm.] Nak.), de gemas coletadas em Vacaria e Veranópolis, no RS. As análises foram realizadas nos laboratórios da Embrapa/CPACT, em Pelotas - RS. As amostras de gemas florais foram coletadas em três épocas (23 de abril de 1994, 03 junho de 1994 e 25 de junho de 1994) e observadas internamente com microscópio. Observou-se que as gemas florais da cv. Packhams Triumph apresentavam maiores porcentagens (38,84%) de primórdios necrosados em relação aos demais cultivares, seguido das cvs. Bartlett (10,74%) e Red Bartlett (7,11%). As cvs. Século XX e Shinseiki, apresentaram menor número de primórdios necrosados (1,49 e 0,80%, respectivamente), em comparação aos demais cultivares. Quanto ao local, as gemas coletadas em Veranópolis apresentaram maior número de primórdios necrosados do que as coletadas em Vacaria, e, para época, as gemas coletadas em 25 de junho, apresentaram intensidades de primórdios necrosados superiores às coletadas em 23 de abril e 03 de junho.
1999
Arruda,João José Pinto de Camelatto,Darcy
Retenção de frutos de laranjeiras de umbigo Monte Parnaso em função da aplicação de 2,4-d, ácido giberélico e da anelagem de ramos
A laranjeira de umbigo Monte Parnaso é muito apreciada e cultivada no RS, entretanto, apresenta baixa produtividade, relacionada a uma intensa abcisão de flores e frutos em desenvolvimento. O propósito deste trabalho foi reduzir a queda prematura de frutos e aumentar a produção de laranjeiras de umbigo Monte Parnaso (Citrus sinensis Osbeck). O experimento foi realizado no município de Eldorado do Sul, Estado do Rio Grande do Sul. As plantas estavam com 7 anos de idade, enxertadas sobre Poncirus trifoliata [L.]. O delineamento experimental adotado foi de parcelas subdivididas em esquema fatorial 6 x 3, onde se aplicou os seguintes tratamentos principais: (T1) Testemunha (tratamentos em novembro); (T2) 10ppm de ácido giberélico (AG3) em agosto de 1996 + 10ppm de AG3 em maio de 1997; (T3) 10ppm de AG3 em agosto de 96 + 10ppm de AG3 e 15ppm de ácido 2,4 diclorofenoxiacético (2,4-D) em maio de 97; (T4) T3 + 5ppm de AG3 em outubro de 96; (T5) T4 + [0,3% ZnSO4 + 0,15% de MnSO4 e 2% de adubo N-P-K (26-00-26), em outubro de 96]; (T6) T5 + anelagem da casca dos ramos principais, em outubro de 96. Todos esses tratamentos foram combinados com os seguintes subtratamentos, em novembro de 1996: (a) 15ppm de 2,4-D; (b) Anelagem da casca dos ramos principais; (c) 15ppm de 2,4-D + anelagem da casca dos ramos. De dezembro de 96 a agosto de 97, contou-se o número de frutos caídos por planta e, em agosto de 97, foram avaliados o número e o peso dos frutos colhidos. Verificou-se que os tratamentos 4, 5 e 6 diminuíram a abcisão de frutos e aumentaram o peso e o número de frutos produzidos.
1999
Schäfer,Gilmar Koller,Otto Carlos Sartori,Ivar Antônio
Soil nitrogen application in the spring did not increase apple yield
Since there is no chemical method to assess N availability from field soil samples, this nutrient is still recommended based on regional field trials. This study aimed to evaluate the effect of spring application of N to the soil on fruit yield of apple cultivars. Two experiments were carried out, respectively for Gala and Fuji. The trees, grafted on MM 106 rootstock, were planted in 1987, spaced 4.50 x 1.80m, in a clayed Oxisol (Hapludox) with 4.0% of organic matter, in Vacaria (RS), Southern Brazil. Treatments were applied annually, from the spring of 1990, in the tree row, over a 1.5-m-wide strip, as urea, and consisted of four rates of N corresponding to 0, 27.5, 55.0 and 82.5kg ha-1 in the first three years, and respectively 0, 50, 100 and 120kg ha-1 in the remaining two years. Data were collected for four years, starting at the 91/92 growing season. Application of increasing rates of N to the soil during five years had no effect on fruit yield and on concentration of N in the leaves regardless of year and cultivar. Average annual fruit yield varied from 50 to 70t ha-1 for Gala and from 39 to 89t ha-1 for Fuji, but in the entire period the average yield was similar for both cultivars, approximately 56t ha-1. Concentration of N in the leaves was always in the normal range (2.0 to 2.5%) for Fuji, and slightly lower for Gala, but above 1.9%. Total N requirement for tree growth and fruiting, thus, came from soil organic matter decay.
1999
Ernani,Paulo Roberto Dias,Jaques
Recomendação alternativa de calcário para solos altamente tamponados do extremo sul do Brasil
A recomendação de calcário nos estados do extremo sul do Brasil (RS e SC) objetiva elevar o pH do solo até 6,0 para a maioria das culturas. No entanto, para solos altamente tamponados, que contenham bastante matéria orgânica, esse valor de pH pode ser bem menor. O presente trabalho objetivou avaliar as modificações químicas em vários parâmetros de solo relacionados com a acidez, ocasionadas pela elevação do pH até 5,2, bem como comparar métodos de recomendação de calagem e quantidades necessárias para atingir esse pH relativamente às atuais recomendações. Utilizaram-se 28 (vinte e oito) solos ácidos de Santa Catarina, aos quais se aplicou calcário, em 1984, a fim de obterem-se as curvas de neutralização da acidez. Após cinco meses de incubação, determinaram-se os valores de pH, Ca2++ Mg2+, K+, Na+ e Al3+ trocáveis e de (H+ Al) e, a partir desses valores, calcularam-se a soma de bases (S), CTC efetiva, CTC a pH 7,0, índice de saturação por bases (V%), e índice de saturação por alumínio (m%). Para diagnosticar a necessidade de calcário para elevar o pH a 5,2 compararam-se os métodos do Al3+, H + Al, Saturação por Bases, SMP, e a combinação de Al3+ mais M.O. A elevação do pH-H2O para 5,2 diminuiu o Al3+, na média dos solos, de 4,24 para 0,67cmol c kg-1, o H + Al de 13,04 para 8,74 cmol c kg-1 e a m% de 52 para 8%, e aumentou o Ca + Mg de 3,61 para 8,38cmol c kg-1 e a V% de 24 para 50%. Todos os métodos foram eficientes para recomendar calagem até pH-H2O 5,2, porém o Al + M.O. foi o mais preciso e o saturação por bases o menos eficiente. A elevação do pH para 5,2 ao invés de 5,5 ou 6,0 resultaria numa economia de calcário de, respectivamente, 1,4 e 3,1t ha-1. Quando consideram-se somente os solos altamente tamponados, com pH SMP inferior a 5,0, a economia de calcário seria de 3,0 e 7,0t ha-1 respectivamente, podendo atingir até 5,0 e 10,6t ha-1 em solos com pH SMP 4,4.
1999
Almeida,Jaime Antonio de Ernani,Paulo Roberto Maçaneiro,Kátia Cilene
Composições florística e fitossociológica de uma mata secundária de um trecho da Mata Atlântica
Este trabalho objetivou conhecer a composição florística e a estrutura fitossociológica de uma mata de regeneração natural da tipologia de Mata Atlântica. O presente estudo foi desenvolvido numa mata secundária, de regeneração natural, 25 anos após um corte raso, na região do Médio Rio Doce, Estado de Minas Gerais, entre as coordenadas de 19°58' S e 42°62' W. A mata original consistia de vegetação do tipo mata média alta com bambuzóides e graminóides, predominante na região. O trabalho foi desenvolvido de julho a agosto de 1994 e foram coletadas e identificadas 43 espécies arbóreas com diâmetro à altura do peito superior a 5cm, pertencentes a 23 famílias, com densidade de 1247 indivíduos por hectare. As famílias com maior número de espécies foram Fabaceae, Lauraceae e Sapotaceae com quatro, seguida de Euphorbiaceae, Moraceae e Rutaceae, com três, e das demais famílias, 78% são representadas por uma única espécie. Entretanto, as famílias com maior número de indivíduos foram Sapotaceae com 66, Anacardiaceae com 56 e Mimosaceae com 45. As espécies com maior índice do valor de importância foram gonçalo-alves (Astronium fraxinifolium Schott), angico (Pseudopiptadenia contorta (DC.), Lewis & Lima) e garapa (Apuleia leiocarpa (Vog.) Macbr.), com valores de 56,80; 24,54 e 23,03, respectivamente, representando 34,79% das espécies da área e 37,42% do total de indivíduos. O Índice Shannon-Weaver para espécies é (H)=3,09 nats/espécie.
1999
Drumond,Marcos Antônio Meira Neto,João Augusto Alves
Análise polínica de algumas amostras de própolis do Brasil meridional
Foi analisado o espectro polínico de treze amostras de própolis, oito provenientes do estado do Rio de Janeiro, duas de Minas Gerais, uma do Rio Grande do Sul e uma de São Paulo. A metodologia empregada para a extração de pólen de própolis, bem como a concentração em pólen visando a estudos morfológicos para a identificação de grupos taxonômicos, é proposta como padrão para análise polínica de própolis. Foram identificados, através da morfologia polínica, famílias e gêneros botânicos que caracterizam as regiões geográficas de coleta da própolis, e também o habitat de mata, capoeira, campo e culturas. Os táxons vegetais encontrados com maior freqüência foram: Eucalyptus, Compositae (principalmente o tipo polínico Eupatorium) e Cecropia. Este último gênero, juntamente com Ambrosia, Piper e Brosimum, constituíram o pólen anemófilo mais representativo nas amostras analisadas. Tendo uma estação de florada bem demarcada, o pólen de Mimosa caesalpiniaefolia e Citrus pode ser referencial para o período sazonal de coleta de própolis.
1999
Barth,Ortrud Monika Dutra,Vânia Maria Limeira Justo,Ronaldo Lauria
Resposta adrenocortical em caninos tratados com betametasona e fludrocortisona por via auricular
Vinte e quatro caninos adultos hígidos, sem raça definida, machos e fêmeas, com peso e idade variados, foram divididos igualmente em grupo controle, betametasona, fludrocortisona, e receberam, por via auricular, 2ml diários das seguintes soluções: salina a 0,9%, fosfato dissódico de betametasona a 0,1% e acetato de fludrocortisona a 0,1%, respectivamente. Os animais foram submetidos a duas aplicações diárias de 0,5ml da solução correspondente em cada conduto auditivo, durante um período de 14 dias. Foram realizadas colheitas de sangue da jugular no 7º e 14º dias de tratamento e no 7º dia após o término dos tratamentos. Realizou-se a determinação dos níveis séricos de cortisol pré e pós-estímulo com ACTH. Os grupos betametasona e fludrocortisona apresentaram um decréscimo significativo (P<0,05) do cortisol pré e pós-ACTH em todas as datas de colheita. Conclui-se que a betametasona e a fludrocortisona, usadas pela via auricular, produzem efeitos consideráveis sobre a função adrenocortical.
1999
Gaspar,Luiz Fernando Jantzen Fan,Luiz Carlos Ribeiro Amaral,Anne Santos do
Variações dos níveis séricos de sódio, potássio e glicose de cães em choque séptico
Foram avaliados os níveis séricos de sódio, potássio e glicose em trinta e cinco cães, machos e fêmeas, que se apresentaram em estado de choque séptico decorrente da gastrenterite hemorrágica, antes e após terapia sintomática (Ringer com lactato de sódio e glicose), com a finalidade de se determinar a melhora clínica obtida. Observou-se que 74,2% dos animais apresentavam hipocalemia, 57,1% hipoglicemia e 60% discreta hiponatremia, quando da primeira colheita. Após 2 horas da instituição da terapia sintomática, observou-se que a hipopotassemia ainda persistia, porém a hipoglicemia fora suficientemente corrigida (apenas 5,8% mantiveram-se hipoglicêmicos). Conclui-se que a terapia sintomática é efetiva para a correção dos valores glicêmicos, porém não é capaz de repor a deficiência de potássio apresentada por estes animais, devendo ser então acrescida deste íon.
1999
Brandão,Leonardo Pinto Hagiwara,Mitika Kuribayashi Kogika,Márcia Mery Ikesaki,Júlia Yuzuki Habu Kawahara,Reimy Wirthl,Vera Assunta Battistini Fortunato
Utilização de alfentanil, sufentanil e fentanil em cães anestesiados com halotano
Os analgésicos opióides promovem analgesia intensa, possibilitando o emprego de concentrações reduzidas dos anestésicos inalatórios, minimizando assim a depressão cardiovascular que ocorre durante a anestesia. Vários opióides podem ser empregados na anestesia, sendo que dentre os mais potentes, o fentanil, sufentanil e alfentanil são os mais freqüentemente administrados no transoperatório. No presente estudo, comparou-se a ação no sistema cardiovascular desses três agentes durante a anestesia inalatória em cães, submetidos a procedimentos ortopédicos, bem como, avaliou-se a possibilidade de se manter a anestesia com baixas concentrações de halotano. Foram usados três grupos, de dez animais cada, que receberam, após estabilização da anestesia, doses equipotentes de um dos três agentes analgésicos - grupo I - 5µg/kg de fentanil IV, grupo II - 1µg/kg de sufentanil IV e grupo III - 25µg/kg de alfentanil IV. Os parâmetros cardiovasculares e respiratórios foram avaliados em diferentes tempos de observação. Os resultados obtidos foram analisados através de análise estatística (ANOVA seguida de Dunnett e Bonferroni). Os três agentes promoveram bradicardia importante durante o decorrer do estudo, sendo que apenas o alfentanil promoveu hipotensão significativa após sua administração. Apenas um animal tratado com fentanil apresentou aumento da pressão arterial e freqüência cardíaca durante a anestesia Na recuperação da anestesia, um número maior de animais tratados com alfentanil apresentou sinais de excitação. Através dos resultados obtidos, pode-se concluir que a administração de analgésicos opióides possibilita de fato o emprego de menores concentrações de halotano, promovendo anestesia estável com a manutenção da pressão arterial dentro dos valores normais para a espécie. Dos agentes empregados, o alfentanil é o que promove efeitos cardiovasculares mais pronunciados.
1999
Fantoni,Denise Tabacchi Ambrosio,Aline Magalhães Futema,Fábio Migliati,Elton Rodrigues Tamura,Eunice Yuriko
Hérnia pós-incisão em cães e gatos
A hérnia pós-incisão foi analisada quanto à prevalência e protocolo terapêutico em nove cães e seis gatos cadastrados no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Santa Maria, RS, Brasil. Os animais apresentaram peritonite localizada que foi tratada com reposição hidroeletrolítica, antibioticoterapia, irrigação abundante da cavidade abdominal e debridamento cirúrgico. Todos tiveram evolução favorável.
1999
Raiser,Alceu Gaspar
Tenoplastia experimental do calcâneo em cães com peritônio bovino conservado em glicerina
No presente estudo, avaliou-se a eficácia do emprego do peritônio bovino, conservado em glicerina a 98%, no reparo de lesões induzidas no tendão calcâneo (TC) de cães, quando um fragmento de aproximadamente 1cm do TC foi excisado e o espaço resultante preenchido por um fragmento de peritônio. Foram utilizados 21 cães, pesando entre 10 e 15kg, divididos em 7 grupos de 3, sacrificados aos 02, 07, 15, 30, 60, 90 e 120 dias de pós-operatório. Analisaram-se os aspectos clínico-cirúrgicos referentes à recuperação funcional motora, bem como, a integração do peritônio com o tecido tendíneo mediante avaliação macroscópica, por microscopia óptica e por microscopia eletrônica de varredura. Clinicamente, verificou-se que, por volta do 55º dia de pós-operatório, os animais já apresentavam deambulação normal e que o "neotendão" apresentou resistência suficiente para suportar o estresse normalmente aplicado ao TC. Microscopicamente, o peritônio implantado esteve presente em todos os períodos de observação. Proliferação fibroblástica e neoformação vascular foram observadas de forma incipiente no segundo dia; entretanto, no sétimo dia de pós-operatório, esta condição foi exacerbada. Com a evolução, as fibras de peritônio tendiam a se dissociar, entrando em estreita associação com fibras conjuntivas, fibroblastos e colágeno. Aos 30, 60, 90 e 120 dias de pós-operatório, notava-se maior presença de colágeno que se tornava cada vez mais organizado. Concluiu-se que o peritônio estimulou uma rápida deposição de tecido conjuntivo com mínima reação inflamatória, sendo incorporado ao tecido cicatricial e servindo como alicerce para o desenvolvimento de um novo tecido, restabelecendo assim a estrutura do tendão.
1999
Costa Neto,João Moreira da Daleck,Carlos Roberto Alessi,Antonio Carlos Braccialli,Celso Sanches
Diversidade antigênica entre amostras de Arcobacter spp isoladas de suínos no Rio Grande do Sul e presença de anticorpos aglutinantes em amostras de soro de porcas com problemas reprodutivos
O teste de aglutinação microscópica, usando a técnica descrita para o diagnóstico de leptospirose, foi utilizado para verificar a antigenicidade de 47 amostras de Arcobacter cryaerophilus e duas amostras de Arcobacter butzleri isoladas de suínos no Rio Grande do Sul, Brasil, em frente a soros hiperimunes produzidos em coelhos a partir de amostras padrões das bactérias. Verificou-se grande heterogeneidade antigênica e apenas quatro amostras provocaram títulos acima de 1.600 com os anti-soros padrões. A classificação genética dos microorganismos foi confirmada no teste em 48,97% dos antígenos. Igualmente, utilizando a técnica de aglutinação microscópica, foram testadas amostras de soro de porcas que apresentaram problemas reprodutivos, procedentes de granjas de onde foram isoladas amostras de Arcobacter spp. Não existe registro anterior na literatura sobre o uso do referido teste em infecções por Arcobacter spp. Os exames sorológicos em fêmeas suínas reprodutoras revelaram títulos de até 1.600, possibilitando indicar que houve a presença de aglutininas para Arcobacter spp.
1999
Oliveira,Sérgio José de Barcellos,David Emilio Santos Neves de Borowski,Sandra Maria
The mineral consumption and weight gain of grazing steers fed mineral supplements with different sodium contents and physical forms
Thirty crossbred two-year-old steers, kept on pasture of Braquiaria decumbens, were used in two different experiments of 90 days each. In the first experiment, the steers were randomly assigned in five groups of six steers each to verify the influence of different percentages of sodium chloride (SC) in mineral mix (MM) containing essential macro and microelements (A - 100% SC; B - 80% SC/20% MM; C - 60% SC/40% MM; D - 40% SC/ 60 MM and E - 20% SCl/80 MM) on the consumption of the mineral supplement and the weight gain. In the second experiment, the same steers were reassigned to three groups of 10 animals each to study the effect of mineral salt (40% SC/60% MM) offered loose, partially blocked or as a hard block on the mineral consumption and weight gain. Steers fed supplement D had the highest intake followed by groups B and C; lowest intake was verified in group E. All mineral supplements but E were fed adequately to meet the Na requirement (6.3g/head/d) for a 350kg growing steer. Higher average daily gain was verified in steers of groups D and C than those of group E. The highest mineral intake was observed in steers fed loose mineral (60g/head/d) followed by partially block (45g/d); the lowest consumption occurred in the steers fed hard block mineral (27g/d). The coefficient of variation of supplement intake increased as mineral hardness increased. The higher the mineral intake, in the second experiment, the greater the average daily gain. Grazing steers should be offered mineral supplements with 40% and 60% of NaCl changed weekly in order to avoid the hardening of its contents.
1999
Ortolani,Enrico Lippi